The Killer

23 XXII – Fuga


Notas iniciais
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEIIIIIIIIII...

Gente, me desculpem, mas eu nao consigo manter essa rotina de terça/sexta, terça/sexta... É mto pesado pra mim! Os capitulos de TK sao mto complexos e cheios de adrenalina pra mim escrever em pouco tempo. Me desculpem, mas terça foi o unico dia fora do normal. :)

E agora... Algumas perguntas serao respondidas!

Boa Leitura!
=D

XXII – Fuga

Narração: Cullen

-Corre! – gritei, grudando a mão em seu braço. Entrei pela porta que saímos e desci as escadas furiosamente. Eu tinha uma vaga noção de Bella ao meu lado, lutando para me acompanhar. Foram apenas dois lances de escadas, que para mim, pareceu apenas dois degraus! Atirei Isabella contra a saída de incêndio e coloquei-me em sua frente, com a pistola preparada. – Abra a porta!

-Me de um momento... – pediu ofegante. Um deles apareceu no topo da escada e eu atirei três vezes. O corpo inerte rolou escadas abaixo. – Ok! Eu já tive meu tempo! – disse chocada. – Esta aberta! – disse. Virei-me e com um chute, arranquei o ferro que abria a porta. Entreguei-o a ela.

-Bata em quem se aproximar de você. – falei batendo a porta.

-Isso inclui você? Porque às vezes, eu sinto uma enorme vontade de ti socar! – ela disse seria. Parei meus movimentos e a fitei. “Ela disse isso mesmo?” pensei descrente. Bella deu de ombros. – Falei o que penso, oras!

-Claro! – e ri com falsidade. – Vem, dá uma batidinha agora e facilite o trabalho deles! – e virei o rosto para ela, como se esperasse mesmo uma pancada.

-Deixo pra depois. – murmurou entre dentes. Bufei e sai andando em sua frente. –Ei... Aonde vai? – perguntou começando a me seguir.

-Procurar pelo o meu carro. – falei num tom obvio. – Isabella, às vezes eu... – “acho que você faz o papel da loira burra!” pensei. Ela continuou me olhando, esperando que eu continuasse a falar. – Deixa pra lá, vai! Vem...

Andamos entre os carros, silenciosos. Eu andava de lado, para poder ver se eles se aproximavam. Eu vi sombras dançarem ao longe, a nossa sorte era que já estávamos perto do carro. Com um movimento de mão, indiquei para ela se abaixar. Bella nem contestou! Parei em frente ao carro. Ela passou na minha frente, para poder ir para o lado do carona. Eu me levantei e fiquei de olho nas sombras, distraindo-me.

-AH! – ela soltou um gritinho, atraindo minha atenção. Mas enquanto eu pensava em mirar e atirar, Isabella separou as pernas e bateu na cabeça do agente, como se estivesse rebatendo uma bola de beisebol. –Retardado, não ouse tocar mais em mim! – e fez isso repetidas vezes.

-Isabella! – chamei-a num cochicho. Respingos de sangue manchavam sua blusa cinza. –Chega! Entra no carro...

Ela respirou fundo e fez o que eu mandei após largar o ferro no chão, junto ao corpo desacordado. Entrei em seguida e acelerei como um lunático. Saindo do prédio, atropelei mais um agente e o portão. Derrapei e sai momentaneamente perdido pelas ruas de Nova Iorque.

-O que vamos fazer? – Bella perguntou meio segundo depois de sairmos de lá.

-Eu não sei. – respondi olhando pelo retrovisor.

-E para onde vamos? – perguntou virando o corpo na minha direção.

-Eu não sei. – tornei repetir.

-O que vamos fazer!? – perguntou histérica e aos berros. Respirei fundo e prendi a respiração.

-Eu. Não. Sei! – falei bem pausadamente, talvez assim ela entendesse. Vi que ela se preparou para retrucar. – E cala a porra boca, pelo que é mais sagrado!

Eu só senti um impacto. Bati a cabeça contra o volante e apaguei por um tempo.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Narração: Swan

-Droga. – reclamei pestanejando e respirando com dificuldade. Tinha cacos de vidro no chão... – Droga! – reclamei de novo. – Edward? Edward? – chamei-o e quando não atendeu aos meus chamados, eu o fitei (com muita, muita dificuldade!). –Droga! Edward, acorda! Acorda! Acorda logo porra!

Atrevi a esticar o braço, para sacudi-lo e quem sabe, acordá-lo. Não deu muito certo! Mover-me, me fez cair da posição que estava. Só ai percebi que o carro estava tombado! O barulho do meu corpo caindo pareceu despertar Edward.

-Edward? Tudo bem? – perguntei preocupada. Ele gemeu. – Ah meu Deus... Ah meu Deus, esta sangrando!

-Você fala como se... Como se eu estivesse tendo... – e tossiu quando tentou rir. – Uma hemorragia!

Abri a porta aos chutes e sai rastejando. Agradeci por estar com uma blusa de manga comprida, assim eu não fudia meus braços nos cacos de vidros. Com som de esforço, apoiei-me na porta e me levantei cambaleante. Gemi, sentindo uma dor nas costelas e na clavícula.

-Ei... – um pedestre gritou. – Moça, você esta bem!?

“Eu pareço estar bem?” quis gritar. Abaixei-me parcialmente.

-Vamos Edward, saia daí... Agora! – falei vendo que os curiosos começavam a se aglomerar ao redor do caminhão que batera em nós. O cara que fez a pergunta se aproximou, com ares preocupados. –Edward... Vamos! – sussurei urgente. –Edward!

-Eu não... Consigo, caralho! – sua voz falhou duas vezes. Ajoelhei-me, para poder conversar melhor.

-O que você tem? – perguntei.

-Moça... Não é melhor sentar? Eu já liguei para o 911! – o rapaz que aparentava seus 17 anos se aproximou mais.

-Ugh... – Edward gemeu de dor. O fitei preocupada. O rapaz se esforçou para olhar também. – Meu ombro... Meu ombro dói e eu não consigo sair daqui!

-Tudo bem, eu vou ti ajudar! – falei. Fitei o rapaz ao meu lado. – Qual o seu nome?

-Colin... Quer dizer...

-Você pode me ajudar, Colin? – perguntei, interrompendo-o. Ele assentiu freneticamente. –Ótimo... – murmurei e fui para o outro lado do carro. Abri a porta com dificuldade. Minhas costelas protestaram com o esforço. – Estou aqui, Edward, estou aqui...

-O que você vai fazer? – Colin perguntou meio pálido.

-Não se atreva em vomitar perto de mim... E se fizer, eu quebro a sua cara! – ameacei seria e amalucada.

-Cuidado... Se ela ameaçou, ela vai mesmo fazer se você vomitar! – Edward murmurou rindo de dentro do carro. Ele tossiu em seguida.

-Vou tentar! – Colin prometeu. – Dependo do meu rosto para trabalhar!

-Modelo? Não acredito... Que fútil! – resmunguei. Edward deu meia gargalhada, para então gemer de dor. –Qual ombro dói? – perguntei a ele.

-O que eu levei o tiro. – respondeu.

-Ele levou um tiro!? Um tiro? – Colin perguntou histérico. Não respondi.

-Me dá sua mão esquerda! – pedi. Ele me estendeu ela. Quando tentei puxá-la, soltei um suspiro entrecortado. –Ai... – resmunguei.

-Olha... – Colin estava com uma expressão apavorada quando eu o fitei em meio à dor. – Eu não sei o que vocês fizeram, mas... – eu o segurei pelo colarinho da camiseta pólo, manchando-a de sangue. Eu tinha cortes recém abertos em minhas mãos.

-Você... – sussurei ameaçadoramente entre dentes. – Vai me ajudar! E vai ser agora... Pode por essa bunda magricela para me ajudar!

Empurrei-o para perto da porta aberta e me afastei um pouco, com a mão nas costelas. Eu estava torcendo para não ter quebrado nenhuma, não queria voltar a um hospital por tão cedo. Seria a terceira visita dentro de um prazo de um ano, que porra é essa! Ate parece à época quando eu era menor... Charlie contratou um medico para ir a casa, porque eu realmente sou chata quando não quero ir a um local!

-Ugh! – Edward gemeu e ouvi um baque.

-Você é pesado! – Colin reclamou. Apoiei-me no carro, respirando fundo. Olhei para baixo e ele já estava fora do carro. – Estou fazendo musculação por um ano... – dei um tapa na nuca do rapazinho.

-Olha o respeito! – murmurei. Edward estava finalmente em pé, com o ombro meio torto.

-Está deslocado. – Colin disse pensativo. – Trabalho para a emergência! Não é?

-Ei, deixe-me ver... – pedi. Edward se aproximou, mostrando-me. Segurei seu braço. – Está doendo?

-Um pouco! Quase nem... – e puxei com força. O ombro dele deu um estalo alto. Edward fez uma cara de... Bom, era bem difícil dizer a expressão facial dele. –Dói! – sussurou.

-Cara, ela é uma monstra! – Colin disse amedrontado. – Você é uma monstra! Uma monstra!

-E agora? Como esta o ombro? – perguntei, ignorando o ataque histérico do adolescente.

-Bem melhor... – respondeu normal. Analisou-me por segundos. – Porque esta segurando as costelas?

-Estão doendo. – reclamei. Ele tirou minha mão do local e apalpou. –Você virou medico e esqueceu-se de me falar? Saiba que eu tenho muitas fantasias sexuais com méd... AH! – gritei quando ele apalpou o lugar dolorido.

-Vocês são estranhos... – eu não resisti! Juro que tentei ao maximo evitar a violência, mas o adolescente estava simplesmente pedindo. Foi então que eu dei o meu melhor soco de direita, fazendo-o deitar no chão desnorteado.

-Porque ele não calou a maldita boca? – cochichei alisando o rosto.

-Ora veja! – Edward exclamou quase feliz. – Agora você sabe o que eu estava sentindo antes do acidente! A diferença era que eu não podia ti dar um soco.

-Me mande calar a boca da próxima vez. – sugeri. Ele me segurou pelo braço e nos afastamos do local do acidente.

-Você diz como se funcionasse... – reclamou. Eu ri. E ele me acompanhou!

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Narração: Cullen

-Ei... Entra ai! – falei, empurrando-a para dentro de uma loja grande.

-Ai! – resmungou olhando para cima, em seguida, olhou-me descrente. – Vamos fazer compras? Agora? Você tem certeza? Acho que devo levá-lo a um medico... A batida afetou seu raciocínio!

-Cala a boca. – limitei-me. Ela obedeceu, para minha surpresa. –Vamos fazer o seguinte... – soltei seu braço. – Vamos nos separar pela loja. Ai você pede o kit de primeiros socorros!

-E...?

-E o resto à gente improvisa! – falei dando as costas para ela. Eu teria que comprar roupas novas. Ali não era aquela loja, mas dava para quebrar o galho. Observei as calças jeans, camisetas de vários tipos... As roupas que Bella usaria! E eu me distrai, olhando tudo com curiosidade.

Narração: Swan

Andei ate o balcão, evitando olhar Edward por cima do ombro. A caixa me olhou de modo monótono, mascando chiclete igual a uma vaca comendo capim. Forcei um sorriso sutil nascer em minha face.

-Com licença. – tratei de usar a educação. – Você teria por acaso... Um kit de primeiros socorros?

-Pra que? – perguntou olhando-me incisivamente. Aquele chiclete estava me dando nojo!

-Eu... Eu... – hesitei e inclinei-me sobre o balcãozinho. – Acabei de sofrer um acidente!

-E porque a Emergência não cuidou de você? – ela estava muito desconfiada.

-Porque eu odeio hospitais e não queria voltar pra lá essa semana. – olhei dentro de seus olhos, não dando espaço para ela desconfiar de mim.

-Vou pegar... – disse mascando. Reprimi um som enojado. – Tem câmeras na loja inteira... Ti acho no inferno se tentar roubar algo!

E entrou por uma portinha de aparência misteriosa. Suspirei e cocei a cabeça, bagunçando e arrumando os cabelos. Uma pequena TV estava ligada no noticiário e eu a teria ignorado, se as letras grandes e brancas não tivessem chamado minha atenção. Minhas mãos se fecharam em punho.

“KIMBERLLY WEBER PERMANECE NO HOSPITAL EM ESTADO GRAVE!”

Logo abaixo estava escrito Filha do Senador Weber é violentamente esfaqueada e permanece na UTI, em estado grave. Engoli a bílis que ameaçava subir-me o esôfago e rasgar caminho pela garganta. Lentamente, fitei Edward por cima do ombro. Estava distraído. Eu queria desesperadamente socar a cara presunçosamente egoísta dele. A garota nojenta voltou, pondo o kit bruscamente em minha frente.

-Aqui esta. – disse de má vontade. Eu a fitei um pouco angustiada.

-Você poderia... Poderia aumentar o volume, só um pouquinho? – pedi quase choramingando. Ela olhou por cima do ombro e desligou a TV. Minha vontade foi ameaçar ela... Mas eu não podia fazer isso. Não agora enquanto eu ainda precisava dela! Dei um ultimo olhar inquisitivo a ele. – Onde fica o banheiro? – perguntei sem olhá-la.

-No fundo, primeira porta a esquerda. – entoou entediada. Peguei o kit e fui para o caminho indicado.

Narração: Cullen

Vi Bella sumir pela porta com o kit em mãos. Disfarcei um pouco mais e me aproximei do balcão.

-Você poderia me indicar o banheiro? – pedi.

-No fundo, primeira porta a direita! – disse com os olhos grudados numa revista de fofoca qualquer, mastigando um chiclete branquelo. Não esperei que olhasse para mim, simplesmente segui o caminho que me disse. A porta do lado esquerdo estava aberta. Quando pude ver ela lá dentro com uma expressão fechada e de poucos amigos, já limpava o sangue que havia escorrido do nariz. Apoiei-me no batente da porta.

Pelo espelho, ela me metralhou com os olhos. Eu não estava entendendo a bipolaridade dela, não mesmo! Cruzei os braços sobre o peito, esperando a dizer alguma coisa que justificasse seu olhar de que matara dez e alejara cinqüenta.

-O que houve? – perguntei cauteloso. Bella soltava a respiração em bufos regulares. Se meu reflexo não fosse bom, ela teria me pegado com a calça nas mãos! Por isso, antes de seu punho acertar meu rosto, eu o segurei firmemente. Ela me atacou igual a uma cobra quando dá o bote. –Se você falar vou saber o motivo de que quer me bater... E verei se mereço mesmo!

Isabella apenas me puxou para dentro do banheiro pouco espaçoso e trancou a porta, segurando a chave com força. Mordia os lábios com força, mas o modo que seu queixo se enrugava, indicava que ela estava morrendo de vontade de chorar.

-Eu não quero só bater em você! – rosnou distribuindo socos em meu peito. Não me movi. – Eu quero ti espancar... Destroçar... Acabar com sua raça! Com sua maldita raça, Edward Cullen! – a voz estava estrangulada e quando tentei pará-la, se afastou de mim e apoiou-se na pequena pia de porcelana marrom. Franzi a testa, não entendendo porra nenhuma. – Você vai me contar agora!

-Contar o que? – perguntei confuso.

-Ou você me conta ou eu jogo essa chave dentro da privada! – ameaçou entre dentes. Eu não havia conhecido essa expressão de fúria dela. Devagar, abaixei a tampa e sentei-me em cima, não dando nenhuma saída para ela. Seus olhos estavam cheios de lagrimas e se virou, ficando de frente para o espelho. Deixou a chave em cima da pia e pegou um recipiente de plástico, com um liquido transparente dentro. Eu esperei, atento e pronto para agir.

Ela o abriu e respirou fundo. Despejou sobre a palma de uma das mãos e choramingou, escondendo o rosto de mim. Tentei levantar para ajudar e cheguei a estender a mão, mas o rosnado furioso dela me fez sentar de novo. Álcool, ela estava jogando álcool sobre os ferimentos da mão. A olhei ansioso, temendo por sua dor.

Foi o mesmo processo com a outra.

-Por que... – fungou, quase cedendo as lagrimas. Suas mãos tremiam. – Porque não me disse!? Porque, Edward? Eu esperava que você... Pelo menos você não escondesse coisas de mim!

-Do que você...?

-KIM! EU ESTOU FALANDO DA KIM! – esbravejou com a expressão transformada em outra Isabella. Gaguejou coisas que não entendi e abriu os lábios, como se fosse me agredir com palavras outra vez, mas não saia nada. Limpou os olhos violentamente e fez um biquinho, que para mim, foi à hora da morte! Vendo minha não reação, atirou a chave em mim e deu-me as costas. –Por quê? Por quê? Por que...? – entoava sem parar, mas não para mim. Caiu sobre os joelhos e se encolheu no canto atrás da porta.

Sensibilizado com a cena de dor dela, aproximei-me sem medo de levar uma unhada. Ajoelhei-me ao seu lado e por um instante, faltaram palavras para a nossa comunicação.

-Shhhh. – murmurei alisando seus cabelos. No mesmo instante, soluçando alto, agarrou meu paletó e enfiou o rosto em meu peito. A abracei gentilmente.

-Ela não, Edward... Ninguém podia fazer isso com ela! – cochichou desnorteada. Seu choro não se acalmou e seus soluços não diminuíram. Eu não sabia bem o que fazer, que inferno! Hesitante, beijei sua testa e continuei afagando seus cabelos. E dei tempo a ela. Bella estava agüentando coisa demais em cima de seus frágeis ombros, merecia desabafar e surtar por um instante!

Eu não disse nada, talvez se dissesse algo, apenas pioraria uma situação já ruim! Eu a esperei se acalmar. Levou exatos 10 minutos e mais 5 para ter coragem de levantar a cabeça e me encarar. E quando o fez, seus olhos castanhos grandes eram inocentes. Eu desejei conhecê-la melhor... Conhecê-la numa época em que não corríamos risco algum!

“Ela sempre correria risco ao seu lado...” minha mente não ajudou em nada.

-Melhor? – ousei perguntar quando 20 minutos se passaram. Ela fungou fitando-me longamente.

-Não. – respondeu triste e com a voz rouca. Suspirei desanimado. Às vezes, eu odiava a sinceridade dela! –Mas vou ficar assim que dormir um pouco...

-Vou achar um lugar seguro. – prometi fazendo um movimento com o canto da boca, simulando um sorriso. Limpei suas lagrimas com delicadeza. Eu estava agindo certo, não é!? Simplesmente não sabia como agir! De novo...

-Me ajude a levantar? – pediu sem graça. Eu a ajudei, após levantar com facilidade. –Você tem... – pigarreou baixinho. – Tem um corte no supercílio! Venha... Deixe-me limpar isso!

Foi uma limpeza rápida e eu me recusei a usar um curativo! Mas isso não a impediu de ver meu ombro e limpar o local quase esquecido onde levei o tiro. Fez questão de limpar e fazer outro curativo. Aquela porcaria nem doía mais, mas quem disse que ela me ouviu!? Apenas sorriu quanto tentei impedir. Seu sorriso não chegou aos olhos!

Saímos do banheiro, Isabella na minha frente com o kit em mãos e eu atrás, paranóico demais e olhando ao redor. Voltamos à loja e com um movimento rude, Bella devolveu o kit à moça do chiclete e agradeceu secamente. Sorri e me distanciei um pouco, não querendo atrair a atenção daquele ser estranho que cuidava do local. Senti uma mão segurar a minha com firmeza. Sorri torto e Bella se apoiou em meu braço, evitando me olhar. Tive a impressão de ver suas bochechas rosadas.

-Vamos embora! – pediu incomodada.

-Temos que trocar de roupas! – falei parando na frente de uma arara. –O quanto você se oporia a usar uma peruca vermelha? – ela me olhou penetrante.

-Hoje... – prendeu o riso. – Eu não me oporia nem a um roubo de carro!

-Bom. – murmurei satisfeito. – Muito, muito bom! – sorri em sua direção. –O que você acha dessa roupa?

-Ah não... – murmurou chocada. – Edward?

-Sim?

-Você vai me vestir como uma prostituta? – com essa, eu gargalhei alto.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Narração: Swan

-Estou quase dormindo em pé... – murmurei sonolenta. Suspirei olhando a janela a fora do carro, sem realmente ver.

-Tecnicamente, sentada! – corrigiu-me. – Já que esta dentro de um carro.

-Porque eu concordei com esse roubo? – virei-me a cabeça para ele, esperando uma resposta.

-Foi você que disse aquelas palavras, não eu! – tirou o corpo fora. – Você fica sexy ruiva, sabia?

-Não vou pintar os cabelos por sua causa! – resmunguei cruzando os braços. Quantas ruivas devem ter passado por sua cama extragrande!? Espantei a imagem de um ménage da minha mente...

-Não estou pedindo isso, mas... – riu. – Uma peruca de vez em quando não mata ninguém!

-Vá se ferrar, Edward! – provoquei outra pequena crise de riso nele. Respirei fundo e lutei para manter os olhos abertos. Ainda não era nem 06h:00min da manha! O dia amanhecendo era lindo e isso me fascinava! –Se importa se eu fizer uma pergunta?

-Esta pedindo permissão? – não perdeu a oportunidade de zombar de mim. – Ah... Por essa eu não esperava! – fiz uma careta irônica. – Vamos lá, pergunte! Recebeu o direito de fazer ate duas...

-Aonde vamos dormir? – perguntei e o fitei. – Porque sinceramente, eu não quero dormir dentro de um carro e acordar toda torta!

-Eu não falei que iria arrumar um lugar? – assenti. – Então, fique tranqüila!

Fiquei em silencio de novo, com apenas o zumbido do motor do carro popular preenchendo o silencio. As luzes de neon não chamaram minha atenção, ate ele estacionar o carro ao lado de um interfone. “Drive thru!” pensei surpresa e então, meu estomago gemeu!

-Quer fazer as honras? – ele perguntou malicioso. –O que pedir para você... Duplique! – meu queixo ainda estava caído. Alguém apressado, buzinou. – Seja rápida!

Inclinei-me sobre ele.

-Mc Donalds, bom dia. O que desejam? – a voz eletrônica perguntou simpática.

-Quero dois hambúrgueres enormes e sem picles, duas porções grandes de batatas fritas e dois refrigerantes de cola grande! – pedi com devoção. Eu estava mesmo com fome! Voltei ao meu assento.

-Obrigada pela preferência. Seu pedido está pronto. – a voz disse e não precisei implicar com Edward para mover o carro. Ele o fez sem pestanejar. Pegou o pedido e alçou a mim. Inspirei o cheiro saboroso do hambúrguer e salivei.

-Não estou acreditando nisso... – ele resmungou pondo o carro em movimento de novo. Eu o fitei interrogativa.

-Que foi?

-Eu vou por mesmo essa coisa gordurosa em meu corpo!? – sua voz era indignada. – Mesmo!?

-Não precisa comer... – e dei uma risadinha. – Ah não ser que esteja com fome!

-Ah não ser que esteja com fome... – resmungou, repetindo o que eu havia dito. –Só posso estar ficando louco, isso sim!

Sorri analisando-o. Minha saia de babados rosa, a blusinha preta, a jaquetinha e a bota foram escolha dele. Segundo, tinha que ser um estilo diferente. Com isso, havia abrido mão do terno e gravata. Devo dizer que Edward estava sexy dentro daquela calça jeans escura e desbotada, da blusa negra de mangas compridas feita de algodão e gola V. Ele estava incomodado com o tênis esportivo, mas não reclamou com palavras! Suspirei e alisei minha peruca.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Entrei no pequeno quarto de motel, com o saco com hambúrgueres na mão e os refrigerantes na outra. Edward foi abandonar o carro roubado longe o bastante para não fazerem ligação conosco. Coloquei as coisas em cima de uma pequena mesa e me joguei na cama. A água do colchão ondulou, embalando-me suavemente como uma canção de ninar.

Fechei os olhos.

Eu estava realmente cansada! Quanto eu havia dormido desde... Desde que eu cometera a maior atrocidade da minha vida? Duas horas? Cinco horas? O tempo que eu fiquei no hospital, tomando sopa rala e recebendo soro na veia? Quanto tempo em cinco dias? Eu mal dormia a noite... Hospitais são horríveis e a noite, parecem mais agourentos ainda! Ficava apavorada demais para relaxar e dormir. Ficava acordada praticamente a noite toda. Eu merecia dormir por pelo menos, 18 horas ininterruptas!

Mexi o corpo só um pouquinho, movendo a água e fazendo-a me embalar novamente. O movimento era tranqüilizador, reconfortante... Eu dormi quase que instantaneamente! Só não afundei de vez, porque ouvi Edward batendo a porta ao entrar. Abri os olhos com dificuldade.

-Não vai comer? – perguntou sentando-se na cadeira. Resmunguei, negando. – Eu vou... Tentar! – eu ri fraquinho. –Esta muito cansada?

-Por quê? – sussurei lutando contra minhas pálpebras pesadas. Ele crispou os lábios, pensando. Eu esperei com certa ansiedade.

-Deixa pra lá... – começou a mexer no saco com os hambúrgueres. Apoiei-me nos cotovelos, agitando o colchão abaixo de mim.

-Fale! – exigi numa voz rígida. Edward me fitou pesaroso.

-Estive pensando enquanto vínhamos para cá... – sua expressão estava tão neutra. – Você ficou tão angustiada por causa da sua amiga... – hesitou quando eu enrijeci. –Posso levá-la amanha para visitá-la. Quer ir?

Perguntou serio com os olhos astutos. Joguei-me na cama novamente, causando outra ondulação. Não queria responder agora. Eu só queria dormir! E foi o que eu fiz!

Vestuario:

Bella disfarçada (só nao tem a peruca vermelha)

Notas finais
E ai!? Ela vai mesmo visitar Kim?

Quero opinioes!

Ah é, vamos tricotar agora... Umas poucas leitoras me perguntaram (ou se perguntam) se eu tenho um novo projeto para depois de TK. Eu geralmente tenho a ideia quando sinto que a fic tá no meio... o que já é uma certeza aqui... Entao, eu tive uma ideia e quero investir nela! Minha proxima fic PODE SER sobre a Segunda Guerra Mundial. Eu simplesmente tive uma onda de inspiração apos assistir Pearl Harbor (pela milesima vez) e Operação Valquiria. Vamos ver se prospera, né? =)

Tem outra coisa...

Se lembram das perguntinhas!? É, entao... rs

"Como voce imagina sua vida daqui 40 anos?" (vamos lá, nao sejam timidas e por favor, coloque a idade que terá)
"Voce mandaria o Edward (assassino,gente) pra casa de alguem?"

Ate proxima sexta... Eu quero reviews, hein! rs
bj =*