The Killer

22 XXI – Você me faz querer morrer


Notas iniciais
Olha... Foram poucos reviews... E só postei porque eu prometi! Porque se dependesse da quantidade de reviews e da minha situação atual (colica e muuuuuuuuuita dor nas costas!), nao haveria postagem hoje!

Mas... Eu quero reviews!
HAHAHAHHAHAHAHAH
Quase morro de passo muito tempo sentada e eu passo muito tempo sentada escrevendo o capitulo XXIII... Por favor, recompensem-me! :) Um 'posta mais', já ajuda, tá? HAHAHA

Boa leitura!

XXI – Você me faz querer morrer

Narração: Swan

O tempo passa...

Mesmo quando isso parece impossível.

Mesmo quando cada batida do ponteiro dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma.

Passa do modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa.

Até para mim!

Uma semana depois

-Bella, você esta bem? Não ti vi na empresa hoje! Me liga, papai.

Um bip finalizava a mensagem dele, para então, outro dar inicio a uma nova mensagem.

-Bella, você esta me deixando preocupado! Dois dias sem vim na empresa e nenhuma ligação sua! Por favor, me liga, papai!

Eu não me mexia, a secretaria eletrônica já me fazia ouvir as inúmeras mensagens de voz. Eu só queria que uma mensagem tivesse sido enviada, mas ela não foi!

-Bella, não me obrigue a falar um palavrão! Me liga urgentemente, pai.

O maldito bip soou de novo, anunciando o fim da mensagem e o começo de outra.

-Isabella Marie Swan, abra a porta! – e desligou. Em seguida, houve batidas na minha porta, mas eu não me movi. Há quantos dias eu não me movia? Sentia-me rígida, mas mesmo assim, continuei olhando fixamente para o nada. Eles me importunaram por alguns minutos e então tudo cessou!

Não sentia fome, sede, vontade de dormir, de ir ao banheiro... Eu era um nada! Eu era a porra de um nada que fez merda! Era isso que eu estava sendo... Eu já não tinha forças para chorar ou lagrimas para derrubar. Eu estava seca!

Não tinha noção dos minutos, das horas ou sequer dos dias. Emily entrava e saia do meu apartamento como se tivesse passado apenas alguns minutos depois de sua entrada. Eu mal me dava conta de sua presença.

-Isabella, coma alguma coisa. – pedia-me sempre que me via na mesma posição no sofá. Nem forças para negar eu tinha mais! Emily sempre colocava um prato atraente na minha frente, mas parecia que se eu fosse me mover, eu ia me despedaçar... Deteriorar aos poucos... Percebi que ela começou a vim todos os dias, vindo cedo demais e indo embora tarde demais.

Mas teve um dia que eu não estava mais agüentando sustentar minha cabeça, que segundo Emily esse dia era o final do sétimo dia, que fui surpreendida! Eu estava muito alheia as coisas... Mas quando eu ouvi Charlie e Seth conversando com Emily, vindos da porta do apartamento, eu surtei tirando forças das minhas entranhas!

-Ah meu Deus... É bem pior do que eu imaginava! – ouvi meu pai balbuciar.

-Bella, o que você esta fazendo consigo mesma? – Seth sussurou. Com certa violência, virei o pescoço para vê-los melhor, os olhos ardendo em fúria.

-Pra fora! – rosnei. – Eu não quero ver ninguém... Ninguém! – gritei.

-Mas filha...

-Vão embora! Vão! – berrei usando toda a potencia da minha garganta. – Eu não quero ver vocês... Vocês desgraçaram com minha vida! Eu odeio vocês... Odeio!

Meu pai me olhou atônito, não entendendo nada do meu surto. Já Seth tinha um olhar carregado de dor... E pela primeira vez, eu estava me lixando para a dor dele! A minha já era o bastante!

-Tudo bem, nós vamos embora!

-Charlie! – Seth protestou. Meu pai o repreendeu com o olhar. – Eu não vou!

-Você decide. – e ele me olhou com carinho. – Posso pelo menos beber um copo de água? – não respondi, pois eu mal respirava. Eu os encarava com olhos arregalados pela descrença e raiva. Meu pai entrou na cozinha, sozinho. Emily ficou cuidando de mim e Seth.

-Bella... – Seth começou, mas eu desviei os olhos dele e fixei-os no chão. Era mais seguro! Eu não perderia o controle!

Houve aquele silencio massacrante e tenso, em que só nossas respirações eram ouvidas. Charlie voltou à sala, com o semblante preocupado.

-Só mais alguns minutos. – ele dissera. Porque só mais alguns minutos!? O que aconteceria em alguns minutos!? Eu não me importei, talvez eles ficassem só mais alguns minutos e então iriam embora! Me deixariam em paz... Em completa paz!

Quando dei por mim, homens vestidos de branco entraram em meu apartamento com maletas e luvas de plásticos. “Enfermeiros!” deduzi. Gritei apavorada e tentei correr. Um deles, o mais forte, me segurou por trás. Usei as mãos de Houdini e sai do aperto sufocante. Ainda gritando me arrastei pelo chão e fui pega pelo tornozelo. Alguém me arrastou para longe do meu quarto!

Assim que me botaram de pé, soquei a primeira cara que apareceu na frente do meu punho! Chutei o primeiro saco que apareceu na frente do meu pé! E ainda assim, não fui muito longe. Eles conseguiram me segurar por trás novamente, mas eu esperneei! Gritei e chutei quem ousava se aproximar de mim. Mas eu não podia fazer muita coisa, eles eram inteligentes! Resolveram segurar minhas pernas e um terceiro se aproximou com uma seringa.

-Nãããããããoooo! – gritei me remexendo na prisão de braços. Choraminguei quando a agulha penetrou a pele do meu braço. Lutei um pouco mais, entretanto, minhas forças se esvaíram como areia entre os dedos. Girei os olhos debilmente pela sala, querendo ver tudo, mas não vendo nada! Gemi contrariada, querendo minhas forças de volta. Olhei na direção onde devia estar meu pai, Emily e Seth, entretanto, minha visão se embaçou. E ficou difícil reconhecer o dono daqueles olhos esverdeados.

Eu adormeci.

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O famoso cheiro de tudo esterilizado e impecavelmente limpo foi reconhecido por meu nariz. Cheiro de álcool! Franzi o nariz. “Deus, eu odiava aquele cheiro!” pensei reclamona. Era como se eles quisessem limpar as doenças que ali se instalam.

-Você não quer achar outra maneira de ser mais negligente consigo mesma? – abri os olhos querendo ver seu rosto. Eu deveria ter continuado com eles fechados! Os olhos de Edward eram tão frios quanto os corredores daquele hospital. Eu não respondi sua pergunta cheia de ironia. Ele me virou as costas indo para a porta. Colocou a mão na maçaneta. – Coma!

E abriu a porta, pronto para sair. Fitei o prato com uma sopa aguada a minha frente. Nada apetitoso! Eu o empurrei para longe de mim, derrubando a sopa no chão. Com a ira emanando em rachadas de si, Edward se voltou para mim, fechando a porta.

-Que porra você esta tentando fazer? Ahn? – quis saber. Eu não respondi. Era bom vê-lo nervoso comigo... Eu gostava! Continuei quieta. –Eu sei... – se aproximou ameaçador. – Que o seu problema nada tem haver com a sua língua. Então, abre a porcaria da boca e me responda!

Acho que nada o deixava mais frustrado do que perguntar algo e ficar sem a resposta. Mesmo com a ameaça, eu não respondi. Era bom sentir seu perfume extremamente caro e de um ótimo gosto. Estendi a mão para tocar seu rosto. Edward se afastou. Aquilo me cortou fundo!

Meus batimentos cardíacos aumentaram.

-Então... – ele me fitou com os olhos um pouco mais acessos. –Vou chamar a enfermeira ou o medico. – e saiu rapidamente. Tirei os fios do meu corpo que me conectavam aos aparelhos monótonos. Joguei as pernas para fora da cama e levantei-me cambaleante! Tranquei a porta. Entrei no pequeno banheiro, fechando a porta atrás de mim. Alguém mexeu no trinco da porta.

-Senhorita? – a enfermeira me chamou. – Senhorita, poderia abrir a porta, por favor? Senhorita!

Observei-me no espelho impecavelmente limpo. Era por causa da minha aparência que ele não me queria mais!? Por causa das olheiras e o tom sem vida da minha pele!? “Não Isabella, ele não ti quer porque você foi uma filha da puta com ele!” minha mente me respondeu. Alisei meu rosto, depois alisei meu reflexo.

-Senhorita Swan? – a voz masculina chamou-me. Devia ser um segurança. – Abra a porta para a sua segurança!

Dei um soco no espelho, trincando-o. E fiz isso repetidas vezes, ate estilhaçá-lo!

-Bella! – a voz de Edward estava distorcida por dois sentimentos opostos!

Peguei um dos cacos do espelho e o olhei bem. Apertei-o entre meus dedos, não sabendo o que fazer. Aquilo doeu e ver meu sangue prejudicou meus pensamentos. Oscilei o olhar entre o caco e meu pulso. Eu seria capaz disso!? Eu só queria me distrair da dor em meu peito! Nada mais!

Narração: Cullen

O que aquela estúpida estava fazendo!?

Afastei-me um pouco da porta e a arrombei com um chute. O quarto estava vazio! Era possível ver uma sombra pelo vidro da porta do banheiro. Abri a porta num rompante a tempo de ver... De quase ver Isabella se mutilando! A abracei por trás e arranquei o caco de vidro da sua mão machucada. Ela lutou contra meus braços.

-Pare com isso! – rosnei. Ela parou, para então se amolecer, totalmente sem forças. A peguei no colo e voltei para dentro do quarto. O segurança junto com a enfermeira me olhava como se eu fosse o Superman. – Acho que seria melhor mudá-la de quarto!

-Não será preciso... Vamos amarrá-la a cama para a própria segurança dela! – a enfermeira disse, saindo do quarto para pegar os utensílios para limpar os ferimentos das mãos de Bella. Olhei seu rosto maltratado pela ignorância dela. Não estava cortado, mas a falta de alimentação dava um ar de cansada só por abrir a boca. Como eu pude ser tão burro!? Por mais que eu a queria longe de mim, estava fadado a protegê-la!

Eu queria mesmo ficar longe dela!? Eu não sei, mas eu tinha medo de fazer algo a ela com a raiva que estava sentindo!

Suspirei, colocando-a sobre o leito não tão macio. O sangue em suas mãos me fez lembrar da vida que ela tirara, por puro impulso, para me salvar. Alisei seus cabelos. Eu ainda estava bravo com ela, mas era impossível não pensar nas coisas que ela fizera por mim!

Matou por mim. Tirou uma bala do meu ombro. Me aceitou como eu sou, ou seja, não me repudiou por eu ser um assassino. Isabella só podia ser um erro genético! Um erro proposital... Um erro feito para mim.

-Com licença, senhor. – a enfermeira pediu. Afastei-me de Bella e sai do quarto de hospital. Fiquei ao lado de fora. Seria melhor se ela não me visse enquanto estivesse ali... Ela se recuperaria mais rápido!

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Foram cinco dias turbulentos!

Eu não arredei o pé da porta do quarto dela, consumia uma quantidade absurda de cafeína para manter-me acordado. Eu mal tinha coragem de comer um sanduíche dali... Eu, Edward Cullen, comer comida de um hospital e ainda por cima um sanduíche!? Só se eu estiver doente mesmo!

Eu queria saber como eles dariam a noticia para Isabella. Ela ia surtar! Ouvi Swan pai conversar com o medico sobre a hora da alta. Seria dali a poucos minutos. Eu me afastei da porta, só para ficar de longe e observando. Eu esperava que ela houvesse se recuperado!

Narração: Swan

-Eu estou preocupado com ela. – ouvi meu pai falar. Um enfermeiro me ajudou a sentar na cadeira de rodas. Depois que eu me arrumei, não me mexi mais. Eu andava um tanto arisca e não só por estar num hospital, mas por ele não vim me ver mais!

-Já fizemos exames neurológicos nela... Não há nada errado! Talvez com o tempo... – o medico disse. Começaram a empurrar minha cadeira para fora do quarto. Charlie colocou a mão em meu ombro. Outra vez, eu não me movi!

-Vou ti levar pra casa, filha. – prometeu. Meus olhos o procuraram. Mas eu não o achei em lugar nenhum! Baixei os olhos de novo e me deixei levar.

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-Olha, querida... – meu pai entrou em meu antigo quarto na mansão Swan. – Trouxe uma sopa quentinha pra você!

Eu o fitei apaticamente, enquanto entrava com a bandeja nas mãos. Eu ainda vestia aquele moletom rosa horroroso, mas todos tinham medo de eu fazer algo contra mim mesma de novo caso me deixasse sozinha. Olhei minhas mãos enfaixadas. Nem um banho eu podia tomar!

-Querida, vai ficar tudo bem. – ele prometeu se sentando ao meu lado ao por a bandeja em meu colo. –Não se preocupe!

-Não estou me preocupando. – murmurei pela primeira vez em dias. O sorriso do meu pai enlanguesceu e mostrou as rugas nos cantos dos olhos. Charlie deu tapinhas em minha mão, tentando convencer a mim e a ele de que tudo ficaria bem.

-Bella, você me deu um tremendo susto! – sussurou olhando fixamente para a bandeja. Desviei o olhar. – Posso ser casado e agora sermos uma grande família, mas você é mais importante que eles! É do meu sangue! – afagou minha mão. Mordi o lábio inferior. –Minha eterna garotinha...

Me deu vontade de chorar, de correr para os braços de Charlie e desabafar tudo o que estava se passando comigo. Me deu vontade de ouvir que tudo ia ficar bem, de como ele fazia quando eu me machucava. Mas por mais que eu quisesse fazer isso, tinha medo! Medo de envolvê-lo em algo perigoso, que nem mesmo Charlie Swan pudesse enfrentar! E que pela primeira vez, meu pai não podia salvar o meu mundo! Não podia ser o Super-Homem de antes... Não podia sequer chegar perto de mim, a sua kriptonita! Engoli com dificuldade ao sufocar a vontade de chorar lamurias e ficamos em silencio.

-Bom... – suspirou se fazendo forte. — Eu queria ficar mais, mas hoje é meu aniversario de casamento. – ele disse. – Vou levar Sue para jantar! Seth saiu para... – hesitou. Fitei meu pai com intensidade. –Para visitar uma amiga! – mudou no meio da frase. Não deixei transparecer minha desconfiança. – E Leah vai ficar e cuidar de você.

Leah?

Cuidar de mim?

Sem essa! Assenti lentamente.

-Qualquer coisa, Leah esta lá embaixo. – e beijou minha testa. – Descanse bem, Bella! E não faça nada do que eu não faria!

E saiu. Relutante, mas saiu! Eu apostaria um dedo que a sopa, que mais parecia um creme, fora feita por Irina! Meu estomago simplesmente pediu por ela e eu não pude negar. Tomei a sopa, comi as duas fatias de pão italiano que estava na bandeja e tomei o copo de suco de laranja misturado a alguma outra fruta. Fiquei surpresa ao não sentir sonolência! Eles, no mínimo, iam me drogar por segurança! Coloquei a bandeja no chão e levantei-me da cama.

Abri meu armário e estava vazio. Provavelmente, Charlie vira que as roupas eram pequenas demais para a filha já mulher e resolvera comprar novas. O problema é que ele ainda não havia comprado. Suspirei. Eu precisava de roupas novas! Foi quando eu tive a idéia mais idiota da minha vida!

Abri a porta, analisando o corredor. Ninguém. Nenhum som, ruído ou algo parecido. Nada no andar onde eu estava! O quarto de Charlie com o Demônio era no final do corredor, o de Seth era a poucos metros para a direita a frente do meu quarto, assim como o de Leah era poucos metros à esquerda. Fechei a porta silenciosamente atrás de mim. Fui para a esquerda, na direção do quarto de Leah.

Entrei rapidamente, deixando a porta entreaberta. Procurei o closet dela. Por Deus, eu só podia estar ficando louca! Peguei as primeiras peças de roupas que achei na minha frente, e o resultado foi: uma calça verde estranha, uma regata cinza, uma blusa de moletom também cinza, uma sapatilha de veludo cinza (ué, eu tinha que pelo menos combinar as coisas!). Segurei tudo contra o peito e sai do quarto dela antes que eu fosse pega no flagra.

Voltei ao meu quarto e tomei um banho rápido, só para tirar aquele cheiro de hospital da minha pele. Eu ainda não me sentia forte o suficiente. Vesti as roupas grandes e largas de Leah rapidamente e sai do meu quarto novamente. Parei em frente ao quarto de Seth. Invadi o quarto masculinizado dele e roubei um boné e imediatamente o coloquei na cabeça. Voltei ao corredor, tentando acalmar minha respiração rápida.

Corri ate o final do corredor e invadi o quarto do Demônio. Fiquei com medo de descobrir algum fetiche ou brinquedo sexual deles, por isso fui cega na direção da cômoda onde ela deixava os seus preciosos óculos escuros e peguei um. O mais bonito, em minha opinião! Retornei ao corredor e encostando-me nas paredes, fui ate as escadas. Espiei lá embaixo e não tinha nenhum movimento. Desci lentamente desconfiada.

Leah estava na sala de vídeo. Atravessei a sala de visitas correndo, só para chegar ate a cozinha escura. Na dispensa, eu ataquei qualquer coisa que tinha chocolate. Bombons, M&M’s, barras de chocolate. Qualquer coisa valia! Comi chocolate o suficiente para me engordar cinco quilos, claro, se eu conseguisse engordar! Limpei a boca e com desconfiança, espiei o movimento da sala. Nada tinha mudado!

Atravessei a sala de visitas correndo de novo. Sai de casa. Fui pela parte mais escura, que era pela grama, onde também não faria tanto barulho como se fosse ao cascalho. Ajeitei o boné na cabeça, escondendo meus cabelos e coloquei o capuz da blusa de frio. Estava escuro, mas ainda assim, coloquei os óculos. Eu estava bem disfarçada! Cheguei perto do muro e preparei-me para escalá-lo e pular!

Eu notei que em minha mão, eu ainda portava o anel que Edward me dera.

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A cada cinco minutos eu tropeçava! Não estava acostumada a usar calçados baixos. Mas não estava usando um alto por medo de cair de vez e quebrar a perna. O pior disso tudo, não seria a perna quebrada e sim que eu seria descoberta! Abracei meu próprio corpo e olhei ao redor desconfiada. Eu procurava andar pelar ruas mais movimentadas.

Parei e olhei para cima, observando o prédio onde moro. Assim que o porteiro me viu, quase chama a policia, pensando que eu era uma trombadinha que fora ali roubar. Mas assim que eu tirei o boné e os óculos, ele me reconheceu e abriu o portão para mim. Estava azeda demais para sorrir para ele!

Coloquei o boné de novo e entrei no elevador, apertando o botão do terceiro andar. Esperei impaciente, ele subir devagar só para me irritar! As portas se abriram lentamente e eu as atropelei, saindo rápido demais. Diminui o passo quando percebi que a porta do meu apartamento estava entreaberta.

“Entrar ou não entrar?”

Pensei com duvida. Empurrei a porta com delicadeza e entrei, com a cara e a coragem. Engoli seco. Tinha uma sombra perto do móvel onde ficavam as minhas fotos.

-Você não devia estar aqui. – ele disse, me repreendendo. Meu coração disparou e eu acabei sorrindo. –Era pra você estar na casa do seu pai... Segura!

-Eu não me sinto segura lá! – respondi ofegante. Andei ate o interruptor da luz.

-Mas ia sobreviver! – respondeu Edward quando ascendi à luz. Ele fitou minhas roupas com curiosidade. Dei de ombros. – É um bom disfarce!

The Pretty Reckless — You Make Me Wanna Die

Era um pecado encarar os olhos verdes de Edward e não poder mergulhar. Era um pecado eu ver seus lábios e não poder beijar. Um pecado eu tê-lo em minha frente e não poder abraçar! Minha sala estava impecável, não tinha nenhuma bagunça. Não estava da maneira que eu me lembrara... Da ultima vez que ali estivera!

-Me perdoe, Edward. – pedi retorcendo as mãos. Eu não era boa com isso, pra mim, pedir perdão era quase uma humilhação! –E-eu... Fui uma estúpida!

-Você faria tudo por mim, não é? – ele perguntou, interrompendo minhas lamurias. Para a minha surpresa, a pergunta fora feita num tom maravilhado e não esnobemente. Senti minha face esquentar. Algo na pergunta dele me fez pensar que era o mesmo que eu admitir a meu pai que adoro fazer sexo de quatro! Era constrangedor. – Não é? – perguntou de novo.

-Sim... – respondi num sussuro, desviando o olhar do dele.

-Porque você, Isabella? – eu o olhei confusa e vi que a pergunta não fora para mim. – Porque eu não consegui ti matar? Já matei tantos mais difíceis que você... Por quê? – e o modo como me olhava era intenso e cheio de vida. –Eu não acredito em Deus, mas passei a acreditar que destino existe! Você é... A parte boa de viver!

-Edward. – sussurei. Num movimento rápido, ele me tomou nos braços e eu descansei a cabeça em seu ombro. Ele podia ser o perigo em pessoa, atrair constantemente assassinos e ser a pessoa mais imprudente que eu já conhecera, mas era ali, em seus braços, que eu me sentia segura! –Eu faria qualquer para você e por você!

-Gosto de ouvir... Mas ao mesmo tempo não gosto! – ele disse de modo contido. Levantei a cabeça para fita-lo melhor.

-Por quê? – perguntei um pouco ofendida. Edward acariciou minha bochecha com o polegar.

-Porque é bom saber que entre bilhões de pessoas no mundo, uma se importa comigo. – e sorriu torto. Devolvi o sorriso com dificuldade, pois eu estava emocionada.

-E porque não gosta?

-Porque é um perigo eu fazer você entrar no meu mundo, Isabella. – respondeu serio. Abri a boca para dizer que eu não tinha medo. Ele colocou o dedo indicador sobre meus lábios. –Eu vi que... – pigarreou. – Que você não tem medo. Eu vi! Mas é impossível sair do meu mundo sem um ferimento grave, Bella...

-Um ferimento grave? – perguntei baixinho, sob seu dedo. Assentiu.

-Um tiro não seria nada perto do que pode ti acontecer. – meu coração acelerou. –Eu não quero que você faça parte disso!

-Eu já faço parte, Edward. – falei alisando seus cabelos. –E não tem como voltar atrás!

-Eu lamento por isso. – sussurou. Fechei os olhos e escondi meu rosto na base de seu pescoço.

-Estou cansada! – murmurei mudando de assunto. Dizer que um de nós dois poderia sair ferido disso tudo não me deixava a vontade. Edward me pegou no colo e dessa vez, eu não reclamei. Sentia-me fraca!

-Da próxima vez, se quiser se matar... Use um método mais rápido! – ele disse, repreendendo-me. Sentou-se no sofá, ninando-me. –Não precisa sofrer tanto!

-Vou me lembrar disso... Pode deixar! – resmunguei. Edward acariciava meus cabelos ritmadamente. Mas algo dentro de mim não me deixava relaxar... Ou simplesmente dormir!

-Você gosta tanto dela... Não entendo como pode estar tão calma! – ele disse pensativo. Fiquei atenta.

-Do que diabos você esta falando? – pressionei. Ela? Ela quem?

-Você... Não sabe ainda? Ninguém ti... Contou? – eu saí do meu pequeno esconderijo e encarei seus olhos verdes. – Ah droga! Ninguém ti contou!

-Contou o que!? Edward, do que você esta falando? – desesperei-me. Por um remoto momento, eu pensei que ele estava falando da minha mãe... Ou de Esme, o que dava praticamente no mesmo!

O celular dele começou a vibrar.

-Espere. – e atendeu o celular. Eu o fitava angustiada. – O que você quer, Alice, que saco, pare de me infernizar! – estreitei os olhos, observando bem suas reações. – FBI? – arregalei os olhos. – Agora!? Se eles foram ai... O segundo lugar é... Sei, sei! – mordi o lábio inferior. – Ficaria surpresa em saber onde os assassinos trabalham... Se quisessem, já teriam matado o Presidente! Vejo você mais tarde, Allie. – e desligou.

-E...? – eu quis saber. Eu estava muito, muito curiosa! Do que ele ia me contar e sobre a ligação da irmã. –Diga de uma vez, Edward, por favor!

-Calma! – me pediu. –Você precisa ser forte! Muito forte!

-Você esta me deixando louca! – estressei-me. –Diga de uma vez, porra!

-Sua amiga, Kim... – ele começou hesitando. “Ah não...”

-Ela morreu? – sussurei em choque.

-O que? Não, não... Não foi isso!

-Edward, você esta me deixando realmente enlouquecida! Diga de uma vez, caralho! – eu estava saindo do serio.

-Tudo bem, estressada, eu ti digo... – e rolou os olhos. – Mas não aqui! – se levantou, quase me derrubando no chão, para sair me arrastando pela mão. Saímos do meu apartamento. Edward me arrastou para a saída de incêndio.

-Para onde estamos indo!? – perguntei, ele não me respondeu. Começamos a descer tantos e tantos degraus. – Edward, porra, me diga alguma coisa!

-O FBI foi em minha casa! – ele gritou por sobre o ombro.

-Ah legal... – murmurei ofegante. – E o que isso tem haver? – Edward parou abruptamente, me fazendo chocar contra si.

-E o que isso tem haver... Você não pode confiar em mais ninguém! Todos são suspeitos! – segurou meus ombros. – Tem assassinos por todos os lugares! Eles são carteiros, padeiros, seguranças, pessoas estranhas na rua... Policiais, senadores... – arregalei os olhos. – É, eles são qualquer um em qualquer lugar!

-Como vou poder dormir!? – preocupei-me. Ele riu.

-Estamos no meio de uma crise de vida ou morte e você se preocupa em como vai dormir!? – ele continuou rindo. – Isabella você é absurda!

-Obrigada. – ironizei. – E o “FBI” esta vindo para cá?

-Eu não duvido nada que já estejam no prédio. – e sorriu zombando. – Agora nós podemos continuar?

-Claro. – murmurei. Voltamos a descer as escadas. A quantidade de chocolate que eu havia ingerido se esgotou e eu comecei a ficar lenta, indo numa velocidade muito inferior a de Edward.

-Dá pra ir rápido!? – ele estava mesmo sem paciência. “Como ele é romântico!” pensei acida.

-Eu... Não... Consigo... – falei ofegante, querendo parar no meio do caminho.

-Droga! É verdade... Você saiu do hospital não tem nem 10 horas. – ele parou, olhando-me pesaroso. –Tudo bem... Estamos no primeiro andar, podemos ir de elevador agora! – e abriu a porta e saiu na minha frente. Não percebi como Edward estava paralisado. Suspirei e levantei os olhos. Tudo se movia em câmera lenta! Eu congelei, assim como ele. Três agentes do FBI nos fitavam, esperando apenas um movimento.

-Eles estão aqui. – um deles murmurou pelo radio. E agora, o que iríamos fazer?

Vestuario:

Bella em fuga

Notas finais
E agora!? Quem poderá os defender!?
HAHAHAAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAH

O que aconteceu com Kim?
O que os agente vao fazer com eles? Eles vao fugir?

Sim, eu sei que essas e muitas outras perguntas rondam as suas lindas cabeçinhas agora! Boa parte das perguntas será revelada sexta-feira... E eu acho, (eu ando muito preguiçosa), que essa será a unica postagem fora do dia! É... eu ando muito lerda para escrever! Mas falemos sobre isso na sexta, nao é?

Beijos e ate lá!
=*