The Killer
21 XX - Infidelidade
Notas iniciais
Estou sendo uma má educada... Eu quero agradecer as 4 recomendações! Eu amei cada palavra *-----------* voces sao lindas!
E...
Meu Deus, o capitulo anterior bombou em reviews! Como eu fiquei feliz com isso... Voces vao fazer a mesma coisa nesse, né? Se nao... Terça nao tem capitulo! Eu sei, eu sei... eu sou uma fdm de uma chantagista! HAHAHAHA
AVISOS: cenas de sexo hetero/bisexual.
Boa leitura!
XX — Infidelidade
Narração: Cullen
Não dava para saber se era dia ou ainda era noite. Pelo jeito, era dia, eu desconfiava! As nuvens carregadas não davam espaço para o sol e a cortina também não ajudava na minha especulação. Suspirei, passando a mão no rosto para espantar o sono. Eu ainda estava abraçado a um corpo magro.
Isabella dormia serenamente sobre meu peito.
A olhei incisivo. Eu falei que eu ia tê-la! Meu estomago reclamou de fome e o grunhido foi tão alto, que por um momento, fiquei com medo de acordá-la. Afaguei seus cabelos sedosos, arrancando-lhe um suspiro. Eu havia infringido tantos problemas a ela... Ela era a minha advogada e agora, amante. Mas uma porra de problema! Respirei fundo, pousando a cabeça no chão. Seria melhor se eu voltasse a dormir... A campainha tocou!
Levantei-me com cuidado, com medo de acordar Isabella. Peguei o smoking e cobri seu corpo nu. Vesti a calça e sai da pequena sala, encostando as portas. Baguncei os cabelos e bocejei, olhando pelo olho mágico. Era a empregada de Bella. Destranquei a porta e a abri. A mulher arregalou os olhos.
-Bom dia? – falei incerto com a voz rouca. Ela ainda me encarava descrente.
-Bom dia... – devolveu desconfiada. Dei espaço para ela entrar.
-Entre! Isabella ainda esta dormindo... – cocei os olhos. Emily entrou um pouco mais relaxada, mas seus olhos estavam pregados no meu ombro. O ombro bom! – Não quero parecer que estou ensinando seu trabalho, mas... Geralmente, por onde você começa?
-Pequena sala, sala principal, cozinha e por ai vai... – falou. –Alguma restrição?
-Comece pelo quarto hoje. Bella esta na pequena sala. – falei.
-Sim, senhor. – disse. Dei as costas para ela e fui à direção da pequena sala do extremo canto esquerdo. –Senhor?
-Sim? – a olhei, pronto para fechar as portas.
-Vocês vão almoçar em casa? – perguntou. Pensei um pouco.
-Não. – respondi por fim. – Nada muda... Apenas a ordem de arrumar a casa e nada mais!
-Sim senhor! – murmurou entrando na cozinha. Fechei as portas e sentei-me no sofá perolado. Fiquei em estado letárgico, pensando na morte da pobre bezerra, quando um par de olhos castanhos me fitava curiosos.
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Narração: Swan
-Eu não queria ir trabalhar. – resmunguei preguiçosa.
-Não vá! – ele me incentivou. Sorri colocando os brincos.
-Doce tentação. – murmurei ajeitando os cabelos levemente cacheados. Eu iria trabalhar com eles solto!
-Isso é bom ou ruim? – sussurou em meu ouvido. Respirei fundo e fechei os olhos.
-Depende do sentido que a pergunta esta... – rebati com a voz fraca. Edward segurou minha cintura, passou o nariz pelo meu pescoço e voltou para a orelha. –Por um lado é bom. Mas por outro é ruim!
-Porque é ruim? – sua voz parecia a doce fumaça da maconha, inebriando meus sentidos.
-Porque eu tenho 15 minutos para chegar à empresa. – murmurei agarrando-me a beira da pia do banheiro.
-Eu faço você chegar lá em 5. – desafiou-me. Sorri abrindo os olhos e encarando o brilho intenso dos olhos verdes dele pelo reflexo do espelho.
-Então, temos 10 minutos para fazer o diabo a quatro! – falei maliciosa. – O que você pode fazer?
Edward não disse nada, apenas levantou minha saia e desceu minha calcinha, deixando-a em meus pés. Ouvi o seu zíper ser aberto. Ele se pôs atrás de mim e distraiu-me com um aperto em meu seio. Arfei de surpresa e sufoquei um grito, quando entrou em mim sem dar avisos.
Fechei os olhos com força.
-Você pode ate não gritar, mas não me prive de seus gemidos! – Edward sussurou sedutor sugando a pele logo abaixo do lóbulo. Assenti, mordendo a língua para não gritar. Eu gritaria se Emily não estivesse na cozinha... Seria constrangedor ter ela ouvindo minha foda!
-Deus... – murmurei. O som de nossos corpos se chocando era como musica para mim. Gemi baixinho. Ele era rude, violento e rápido! O sexo com Edward era o melhor... E olha que já tive vários parceiros! Ele enrolou meus cabelos numa mão e puxou minha cabeça para trás, obrigando-me a arquear o corpo. Rosnei prendendo o ar por alguns segundos e tornei gemer. A todo custo, eu tentava rebolar no mesmo ritmo acelerado que ele. Uma camada fina de suor brotou em minha testa.
Ele soltou meus cabelos e resolveu se segurar na pia, metendo com mais força em mim. Meu gemido saiu entrecortado e sofrido. Arfei e choraminguei. Arrepios cobriram minha pele. Meu centro se contraiu. Num impulso insano, joguei a cabeça para trás, acertando o ombro dele.
-Hm. – murmurou. Eu dera uma cabeçada em seu ombro que levara o tiro. Rosnei alto e gozei. Ele entrou e saiu mais algumas vezes, para então, ter a mesma sensação libertadora que eu. Minhas pernas tremiam e a respiração rápida não nos deixava negar o que tínhamos feito. Se ter uma relação com Edward era ter sexo a qualquer momento e em qualquer lugar, eu seria a mulher mais feliz da Terra!
-Desculpe por seu ombro. – balbuciei recuperando-me.
-Nem senti. – é, Edward podia estar morrendo e não admitia que estava sentindo dor. “Machista!” pensei orgulhosa. – Você tem dois minutos para se arrumar. – e saiu de dentro de mim. Soltei um som protestando. Ele riu. – Quem sabe mais tarde? Ou então, posso aparecer na empresa...
-Pra que? – perguntei inclinando-me para pegar a calcinha no chão, mas acabei ficando na posição que Napoleão perdeu a guerra. Recebi uma palmada na bunda. Levantei-me sorrindo e vestindo a pequena peça.
-Para fazermos safadeza em cima de sua mesa de mogno! – disse com naturalidade. Eu o observei de olhos arregalados enquanto descia minha saia.
-Seu ninfomaníaco! – foi o que consegui dizer, porque a proposta dele era quase irrecusável.
-Tudo bem, deixemos para outro dia, não é? – e vestiu a calça para em seguida, sair do banheiro. – Lembre-se, dois minutos!
Olhei no espelho.
Como diabos eu ia me arrumar em dois minutos!?
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-Se está frio, porque você esta indo com as canelas de fora? – Edward perguntou, parando o carro no meio fio, já em frente à empresa.
-Edward, o corpo feminino foi alterado geneticamente para agüentar catástrofes da natureza de salto alto! – falei. – Sol ou chuva, temos que ir de salto alto!
-Essa porra não machuca o pé? – perguntou horrorizado.
-Ficaria de queixo caído se descobrisse o que temos que fazer para ficarmos lindas! – sorri esnobe. Olhei no relógio digital do carro. – Estou em cima da hora!
-Eu ti deixei no trabalho, você trabalha. Você me liga e eu venho ti buscar. Certo? – não era bem uma pergunta, mas ele queria minha confirmação se eu entendera bem o plano.
-Certo. – concordei. Antes dele fazer, eu me inclinei e depositei um singelo beijo em seus lábios. – Ate mais tarde! – e sai do carro ajeitando a bolsa de lado.
-Isabella? – chamou-me. Voltei para perto do carro, inclinando-me para a janela.
-Sim? – sorri.
-Você estava linda ontem. Sabe, na festa! – e sorriu torto. Fiquei surpresa e por um instante, não soube o que responder.
-Obrigada. – e me afastei de novo. Não precisei olhar para trás para saber que ele ainda não tinha arrancado com o carro. Mas assim que cruzei a porta, eu o vi ir devagar, quase como se desconfiasse de alguma coisa.
Esme digitava alguma no computador ao falar no telefone. Assim que me viu, desligou o telefone e me deu total atenção.
-Isabella, como vai? – perguntou com toda a educação que tinha.
-Esplendorosamente bem! – vangloriei-me. – E você? – tirei os óculos escuros e os guardei dentro da bolsa.
-Preocupada. – murmurou. – Jane a o namorado voltaram!
-Mas ela...? – me interrompi, propositalmente.
-Eu não sei o que ela viu naquele canalha do Felix, que é quase 10 anos mais velho que ela! – Esme parecia mesmo revoltada.
-Es, querida... – sorri. – Quer uma mãozinha com isso?
-Você poderia fazer alguma coisa? – perguntou esperançosa. Batuquei as unhas no balcão, antes de me afastar.
-Eu lhe trago noticias! – e chamei o elevador.
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-Isabella?
Olhei o interfone apaticamente. Parei o que estava fazendo.
-Sim, Esme?
-Você tem visita! – ela disse. Arregalei os olhos. Seria de muita cara de pau os assassinos virem aqui para me matar! Peguei o celular e disquei o numero do celular de Edward.
-Quem é, Esme? – perguntei desconfiada.
-O senhor Black, Isabella. – arregalei os olhos.
-Não estou, não estou, não estou... – murmurei rapidamente. – Diga que não estou!
-Sim, senhorita! – e desligou. Suspirei aliviada. Voltei a analisar o caso de Edward. Eu tinha um dossiê “completo” dele ali na minha frente e ainda assim, faltavam coisas! Lacunas que só o próprio poderia preencher. Eu teria que conversar com ele logo. Suspirei cruzando as pernas.
“... acusado pela morte de Renée Dwyer. Encontrada morta na madrugada do dia 02/12/2009, as 02h:34min pelo porteiro do prédio onde a vitima morava. O acusado Edward Cullen é o principal suspeito por ter sido achado sêmen num camisinha usada, encontrada na cama da vitima. O caso não tem testemunhas, ou fitas de vídeo que comprovem sua estadia no local. O depoimento do legista...”
Deus, como ler depoimentos de legistas é tediante! Alguém bateu na porta.
-Entre! – falei alto o bastante para ouvirem. Esme entrou com alguns papeis em mãos. – Ah... Oi, Esme!
-Isabella, eu não consegui fazê-lo ir embora! – sussurou fechando a porta atrás de si. Entortei a boca, pensando. –O que faço?
-Vamos deixá-lo esperando. – declarei. Ela arregalou os olhos. –O que?
-Mas... Mas... Mas... – gaguejou.
-Mas...? – pressionei, divertida.
-Mas ele não é o novo sócio que seu pai tanto fala? – perguntou. Indiquei com a mão a cadeira a minha frente. Ela se sentou.
-E daí? – ri. – Vamos por o papo em dia! Como vai a sua vida fora daqui? – ela ainda estava um pouco pasma. Sorri inocentemente.
-Eu não tenho vida... Sentimental! – contou meio mecanicamente.
-Não!? – espantei-me. Isso pareceu relaxá-la.
-Não... Jane não deixa! Diz que eu tenho que ser fiel ao pai dela!
-E onde esta o pai dela? – perguntei.
-Morto! – respondeu pensativa. Fiquei envergonhada.
-Desculpe Esme, eu não sabia...
-Não, não, tudo bem! – tranqüilizou-me. – Faz 10 anos. Jane tinha cinco quando ele partiu para a guerra.
-Militar? – perguntei surpresa. Ela sorriu orgulhosa.
-Que adolescente com os hormônios a flor da pele não se sente atraída por um soldado educado? – rebateu. Assenti concordando.
-Tem razão! Uniformes militares são sedutores! – sorri. Suspirei. – Esme, diga aquele cidadão que provavelmente esta lá embaixo esperando-me, que eu só falo com ele na presença do meu pai!
-Seu pai?
-Sim! – e ajeitei-me na cadeira. – Estou saindo com um cara possessivo e ele sempre descobre as coisas. Vou me ferrar se eu ficar a sós com ele na minha sala. – não era uma total mentira.
-Ah... Entendo! – ela se levantou, indo para a porta. – Darei o recado!
Olhei para o meu celular e apaguei numero por numero da possível ligação que eu faria para Edward, e para ficar mais fácil, coloquei-o na discagem rápida. Fiquei esperando Esme abrir a porta. O silencio era ensurdecedor!
-Isabella? – a voz de Esme me chamou pelo interfone. Dei um pulo, suspirando aliviada.
-Sim?
-Ele foi embora! – disse. Com isso voltei a trabalhar tranquilamente.
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Narração: Cullen
-Posso saber onde você estava ate agora!? – Alice me atacou assim que entrei em casa.
-E eu posso saber por que minha vida ti diz respeito? – rebati passando por ela, em pé e com as mãos na cintura, e sentei-me no sofá. Eu poderia dormir mais um pouco, não é?
-Onde você estava, Edward? – perguntou com uma expressão de brava. Ficou me encarando, como se aquilo fosse mexer com meu psicológico.
-Allie?
-Fala! – rebateu, dessa vez, menos brava.
-Para de agir como se fosse minha esposa super ciumenta! Você não é, linda. – tornei-me frio de novo. Ela levantou a mão, para me dar um tapa. Eu a segurei no meio do caminho. – Não se atreva, Alice!
-Seu cretino! Cretino filho da mãe! – gritou. – Irá se arrepender, Edward. E será profundamente! – ameaçou-me. – Sentirá minha falta quando eu não estiver mais aqui!
Sentei-me no sofá de novo. Alice marchou para a sala de jantar com passos duros, fazendo o ruído dos saltos ecoarem pela sala onde eu estava.
-Alice? – chamei-a. Ela me fuzilou com os olhos. –Já ouviu a historia do tal mãe, tal filha? Ahn? – ela não respondeu, apenas me deu as costas como resposta. Com o passar do tempo, Alice estava seguindo os mesmos passos de Lizzy... E ela estava indo bem, mas em um momento, eu não a deixei mais me manipular quando percebi que estava sendo manipulado.
Alice estava se saindo bem como clone de Elizabeth. Tal mãe, tal filha!
Levantei-me do sofá e fui para o meu quarto. Joguei-me na cama, eu também merecia um pequeno descanso!
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Acordei zonzo e com fome a 13h:00min. Eu estava virando um vagabundo, mas Molina devia estar feliz em não ver minha cara. Alisei o rosto, espantando a preguiça. Peguei o telefone e liguei para a empresa.
-Business Technology, boa tarde. Em que posso ajudar? – Gianna atendeu ao telefone com a voz monótona.
-Sou eu, Gianna, Edward! – respondi. Ela pigarreou baixinho.
-Boa tarde, senhor Cullen! Em que posso ser útil? – perguntou mais animada. Revirei os olhos.
-Molina tem perguntado por mim? – fui direto ao assunto.
-Toda vez que chega, senhor Cullen. – respondeu.
-E faz algum comentário? – perguntei.
-Não. Só pergunta se está, eu digo que não. Ele balança a cabeça e entra na sala dele... – contou. –E nesses dias que o senhor anda ausente, ele está bem calmo!
-Isso é bom. Tem algo que eu precise me preocupar? – perguntei.
-Na verdade, sim! Tem alguns papeis para assinar e uma pasta lacrada chegou aqui!
-Chego ai em 30 minutos! – e desliguei. Suspirei e fui ao banheiro. Precisava de um ótimo banho!
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Vesti um terno verde escuro e sai do quarto. Desci as escadas rapidamente. Na sala, Alice estava com a cara amarrada. Assim que me viu arrumado, fechou ainda mais a expressão.
-Aonde vai? – perguntou azeda. Andei ate ela e beijei sua testa.
-Irei à empresa.
-Porque devo acreditar que isso é verdade? – esse mau humor dela estava me tirando do serio!
-Acredite no que quiser, não vou provar porra nenhuma. – falei. – Conhece o numero da empresa, se quiser, ligue! – e sai batendo a porta. Novamente, eu iria sair com a BMW. Arranquei com o carro e rapidamente, estava a caminho da Business Technology.
Em poucos minutos, estava trancando o carro e entrando no grandioso prédio onde eu trabalho. Se é que posso afirmar que trabalho! Peguei o elevador e subi para a cobertura. Assim que sai dele, Gianna se levantou com uma pancada de papeis nos braços.
-O que eu tenho que assinar? – perguntei. Ela me olhou dos pés a cabeça, para então me responder.
-Esta tudo aqui! – e foi na minha frente, para a minha sala. Entramos rapidamente. Sentei-me na cadeira confortável já com a caneta na mão e comecei a assinar rapidamente.
-Se for algo contra mim, Gianna, ficarei muito desapontado! – falei assinando as 20 folhas rapidamente. Ela engoliu seco.
-Não é nada sobre o senhor! São decisões em que é preciso da assinatura do senhor. – murmurou amedrontada.
-Pronto! – e entreguei a ela. – Onde esta a pasta lacrada?
-Na gaveta. – e saiu, deixando-me sozinho. Abri a gaveta e peguei a pasta lacrada. Não era uma pasta e sim um envelope grande. O rasguei e abri. Despejei o conteúdo sobre a mesa. Era uma boneca Barbie morena, com a cabeça separada do corpo. E tinha um bilhete.
“ELA VAI MORRER”
Era só o que dizia. Levantei-me e joguei tudo dentro do lixo, joguei uísque por cima e ateei fogo. Sai da minha sala com naturalidade.
-Gianna, tem uma coisinha para você lá dentro. – falei passando por ela. Não demorei em entrar novamente no elevador e descer. Sai do prédio feito todo de vidros e parei. Logo à frente, atravessando a rua, tinha uma joalheria. “Porque não?” minha mente ajudou. Atravessei a rua correndo e entrei.
Estava cheia de vendedoras com vestidos apertados e sedentas por homens ricos que fossem ali gastar. Eu fui o centro das atenções ali. Uma vendedora de roupa justa e olhos vigilantes veio me atender.
-Tem alguma preferência, senhor? – o sotaque sulista era muito visível em sua voz.
-Anéis. – respondi.
-Siga-me. – e me levou ate uma bancada. Ela não precisou dizer nada! Eu apontei logo para o que eu gostei. Os olhos da vendedora brilharam. Ela devia ganhar por comissão, ou seja, o anel devia ser caro! –Não quer ver outros?
-Não. – respondi serio. – Vocês fazem entrega?
-S-sim. – gaguejou ela, olhando o anel com devoção. – Ele é peça única e chegou essa semana!
-Que bom pra mim então! – falei. – Tem papel e caneta? Anotarei o endereço... – afobadamente, ela pegou o papel e a caneta no bolso e entregou-me. Anotei-me o endereço com rapidez.
-Para quem é a entrega? – ela perguntou.
-Isabella Swan. – respondi. –Posso escrever... Um bilhetinho também?
-O que quiser, senhor! – a vendedora disse. Sorri torto imaginando a reação dela.
Narração: Swan
-Hora do almoço! – Seth entrou animado. Sorri recostando-me na cadeira.
-Ainda é cedo para almoço! – respondi.
-Cedo!? – perguntou horrorizado. – É uma da tarde e você diz cedo?
-Já? – espantei-me. O cheiro de hambúrguer era maravilhosamente gostoso! – Me passe esse sanduíche agora!
Ele riu.
-Sabe... – ele começou sem jeito se sentando de frente pra mim. Dei a primeira mordida no hambúrguer e quase sofri um orgasmo de tão delicioso que estava! – Eu estava pensando em... Sei lá, ir ao seu apartamento hoje!
-Hm... – murmurei pondo a mão na frente da boca. – Que horas?
-Podemos ir juntos! Charlie disse que você pode sair mais cedo. – e sorriu arteiro. Estreitei os olhos. – Eu tinha que ter uma garantia!
-Tudo bem. – respondi rindo. – Eu termino aqui, finalizo minhas coisas e ti encontro lá embaixo!
-Pode comer sem pressa, vou paquerar a Esme! – disse se levantando.
-Seth, seu nojento! – exclamei. Seth saiu da minha sala rindo. Abandonei o sanduíche em cima do papel que veio embrulhado e liguei para ele. Chamou duas vezes e atendeu.
-Oi. – murmurei primeiro.
-Ola Bella, a que devo a honra de sua ligação? – não tinha ironia em sua voz, apenas curiosidade.
-Ahn... Então... – murmurei. – Acho que não precisará vim me buscar.
-Por quê? -quis saber.
-Seth vai me levar para casa. – falei de alguma forma, envergonhada. –Apareça por lá mais tarde. – deixei o convite em aberto.
-Tudo bem, eu apareço. – e desligou antes de eu balbuciar um tchau. Terminei de comer sem pressa alguma, finalizei minhas coisas. Coloquei as luvas e o sobretudo bege, ajeitei os cabelos e coloquei os óculos escuros. Peguei minha pequena bolsa e sai da minha sala. Desci pelo elevador e dei de cara com Seth conversando alegremente com Esme, que tinha um embrulho nas mãos.
-Cuidado Es, ele vai por mesmo o time em campo! – brinquei fazendo-os rir. Olhei o embrulho. – Na verdade, acho que já colocou!
-Na verdade... – ela me corrigiu. – Alguém colocou o time no seu campo!
-Ahn? – murmurei sem entender.
-É para você! – e entregou-me. Era um embrulho de uma joalheria. Dei de ombros e a abri. Tinha um papelzinho em cima de uma caixinha de veludo azul escuro. Primeiramente, abri a caixinha. – Que lindo... – Esme balbuciou sonhadora.
Eu não tinha palavras!
-São diamantes. – falei por fim. – Um anel de diamantes! – fechei a caixinha e a coloquei dentro da bolsa. Peguei o bilhete e sorri ao ler.
“Um mimo.
Ass: E.C.”
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Olhei no relógio da cozinha. 19h:21min e nada de Edward!
-Esperando alguém? – Seth bebeu um gole de cerveja e acabou notando minha apreensão. Neguei mordendo o lábio inferior.
-Não. – respondi e sorri para ele. Seth abriu a boca e engasgou como se quisesse falar algo, mas não conseguia. –O que foi, Seth? – perguntei.
-Eu queria ti falar algo... Que há muito tempo eu venho guardando! – Seth ficou intenso de repente e eu prestei total atenção.
-Guardando segredos de mim? – perguntei.
-É... Não tive coragem de dizer antes! – disse encarando-me seriamente nos olhos. –Bella. – fez uma pausa dramática. – Eu amo você!
-Ah... – sorri. – Eu também amo você, Seth!
-Não, não, não... Não dessa maneira! – e alisou meus cabelos, para então segurar meu rosto entre suas grandes mãos. – Dessa maneira! – e encostou os lábios nos meus. Automaticamente, fechei os olhos.
Quando Seth se afastou um pouco, eu tornei abrir os olhos. Foi aquele momento tenso, em que eu não sabia o como agir, o que falar ou qualquer outra coisa! Eu não fiz nada e meu erro foi eu me deixar levar! Seth voltou a atacar meus lábios com violência. A diferença de altura pareceu incomodá-lo. Ele me pegou no colo e me pôs sobre o balcão no centro da cozinha.
Enlacei sua cintura com minhas pernas e arranhei sua nuca. Alguém pigarreou alto. Com dificuldade, eu quebrei o beijo e olhei na direção da porta com os olhos entreabertos. Empurrei Seth com todas as minhas forças, fazendo-o bater as costas na geladeira.
-Edward? – minha pergunta saiu sufocada. Sua expressão lívida me deixava insegura, mas seus olhos frios quase me fizeram morrer. Voltei meus olhos para Seth, que parecia um tanto satisfeito. E oscilei entre olhar os dois ate que meus olhos se enchessem de lagrimas. Pestanejei rápido, evitando que as lagrimas caíssem. –Não é nada disso que esta pensando!
-Não sabe o que estou pensando. – rebateu rude e frio. Escorreguei para o chão, na lateral do balcão e fui para a parte oposta a qual eu estava, fugindo do olhar dos dois.
-Bella... – Seth disse pesaroso.
-Saiam daqui! – gritei angustiada. –Agora! – escondi o rosto entre as mãos. –Por favor... – sussurei. “Que porra de desgraça eu havia acabado de fazer?” pensei desesperada. Deitei no chão e chorei sofregamente. Meus soluços entrecortados faziam meu peito doer. Uma mão tocou meus cabelos. Levantei a cabeça abruptamente, pensando que era...
-Ah miga, o que houve? – Kim perguntou com olhos preocupados. Abaixei a cabeça e voltei a chorar. –Vem... Espero que sobre algo da sala!
-Por quê? O que aconteceu? – perguntei baixinho.
-Tinha dois animais enfurecidos brigando na sua sala. – respondeu. – Vamos, vou ti levar pro quarto.
Saímos da cozinha e quando fomos passar pela sala, abaixei a cabeça, envergonhada pelo o que eu acabara de fazer. Reparei na roupa de Kim, ela devia ter acabado de sair do trabalho: calça jeans, tênis, blusa de manga comprida com os óculos escuros em cima da cabeça. A bolsa provavelmente devia estar em cima do sofá. Cruzamos o corredor e chegamos ao meu quarto.
Kim trancou a porta e antes de eu pensar em fazer alguma coisa, ela me beijou. Eu estava fragilizada e catatônica, seria fácil obter qualquer coisa de mim, ate mesmo o sexo! Ela me empurrou para a cama e tirou o tênis e a blusa. Kim teve a paciência em me deixar nua. Meu corpo reagia conforme ela me tocava.
Caralho, eu sou bissexual! Se uma mulher se enfiasse entre minhas pernas, eu ia sentir um tesão anormal! Mesmo na minha atual situação! Quando Kim lambeu minha fenda, apenas fechei os olhos e mordi os lábios. Se ela tinha começado, então iríamos ate o fim com isso! Ela sugou meu clitóris, fazendo-me arquear o corpo.
-Que saudade de você, Bella. – ela murmurou sensualmente para então voltar a me chupar e lamber. Kim me pegou desprevenida quando enfiou dois dedos e os girou dentro de mim. Ela os moveu rapidamente. Grunhi e por reflexo, apertei mais a cabeça dela contra minha intimidade. Sugou meu clitóris com volúpia e enfiou três dedos em mim. Foi o bastante para me fazer engolir seus dedos e gozar em sua boca!
Soltava a respiração em intervalos regulares. Kim subiu e me beijou outra vez, fazendo nossas línguas se enroscarem. Mordeu meu lábio inferior demoradamente ao se afastar.
-Tenho um encontro hoje... – ela murmurou. – Não queria transar com um homem antes de fazer qualquer coisa com uma mulher!
Assenti concordando com a tese dela, mas na verdade eu me sentia usada! Duplamente usada! Uma vez por Seth e outra por Kim. Eu tinha que aprender a dizer a porra do não, ou eu ia me fuder. Não literalmente!
-Tenho que ir! – riu. – Deseje-me sorte! – e deu-me um selinho. Vestiu a blusa e calçou o tênis e simplesmente saiu do quarto. Puxei a ponta do edredom e me embrulhei. Voltei a chorar!
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Já era meia noite quando finalmente minhas lagrimas acabaram. Levantei cambaleante e com uma baita dor de cabeça. Evitei olhar-me no espelho do banheiro! Tomei um banho rápido e vesti uma lingerie de algodão branca, uma calça de moletom rosa, uma regata listrada de rosa e cinza escrita “love being me”, uma blusa grossa e uma toca. Dentro da bolsa, procurei pela caixinha de veludo azul escuro.
Fiquei observando o anel por um tempo, ate decidir colocá-lo na mão direita no dedo anelar. Respirei fundo e limpei rapidamente as lagrimas que caíram. Sai do quarto, deixando a porta aberta atrás de mim. Funguei, abraçando minha cintura e olhando meus pés descalços. Levantei o olhar monotonamente. Congelei no lugar.
-Eu sabia que mais cedo ou mais tarde sairia do quarto. – ele murmurou com os olhos injetados de um sentimento que eu só vira na ponta George Washington quando eu o derrubei no chão. Era surpresa, raiva... Eu não sabia dar um nome!
-Edward... – comecei com a garganta se fechando.
-Não gaste sua explicação comigo, eu sei bem o que eu vi! – me cortou. Encarei seu rosto e... O que era aquilo na boca dele?
-O que é isso na sua boca? – dei dois passos para frente. Edward recuou a mesma quantidade que andei para frente.
-Levei um soco! – respondeu de má vontade. –Você é bem rápida! – ele parecia mesmo magoado. – Eu pensei que... – ele bagunçou os cabelos. – Que com você seria diferente, porque você é a porra de uma Mentirosa formada e graduada! E que porra você faz, Isabella?
Abaixei a cabeça.
-Todas iguais! Porque eu pensei que com você seria diferente? – ele riu forçadamente. – Mas foi bom acontecer hoje... Assim a relação não se prolonga!
-Edward... – choraminguei de novo.
-Tranca a porta quando eu sair. Mesmo ti odiando, não quero vê-la morta! – e saiu batendo a porta com força exagerada. Cai de joelhos, mergulhada em arrependimento. Chorei forte, fazendo a frustração vazar do coração e pelos olhos. Arrastei-me ate a porta e apenas a tranquei. Voltei para a sala e sentei-me no sofá, abraçando as pernas em seguida.
Escondi o rosto nos joelhos e desejei voltar no tempo!
Vestuario:
Notas finais
É só um draminha basico... Logo se resolve, prometo!
Como terá postagem terça feira, nao soltarei spoiler no twitter/facebook! MAS... deixarei o nome do proximo capitulo: XXI - Voce me faz querer morrer!
E ai!?
Ate a proxima postagem =*
Fale com o autor