The Killer

18 XVII – Furacão


Notas iniciais
Olha... Estou magoada! (vou usar pressao psicologica agora! muahaha) Voces ficaram tao animadas com a possibilidade de eu estar escrevendo a one-shot e tals... Mas quando eu posto, 'ninguem' comenta!? Tudo bem, tem dois maravilhosos reviews, mas gente, foi dificil por ela pra fora! HAHAHAHAHA Se puderem, passem lá... O link dela tá no capitulo anterior

:)

Boa leitura!

XVII – Furacão

Narração: Swan

Agonia.

Era tudo o que eu sentia! O lago de água escura era apavorante. Eu me senti claustrofóbica dentro do carro enquanto a água o invadia. Eu forcei a porta, mas não consegui abrir, devia ser a pressão da água...

“Então é isso?” pensei lutando contra o pavor de morrer afogada. Eu nunca fora fã de água!

Narração: Cullen

A BMW vermelha continuou o trajeto, como se nada tivesse acontecido. Parei derrapando meu Jaguar na margem do grande lago. Sem pensar muito no que estava fazendo, sai às pressas do carro, corri para perto de onde o carro havia rompido a barreira da ponte.

-ISABELLA! – e pulei de ponta.

Eu não estava agindo muito bem, mas ao sentir a água gelada penetrar meu corpo, eu cai na real! Mas era tarde demais! Nadei ate onde o carro estava já no fundo do lago de água escura. Isabella estava em desespero. Dei duas batidas na janela, para chamar sua atenção.

-Eu não quero morrer! – implorou com os olhos cheios de lagrimas. – Eu não sei o que eu fiz de ruim, mas não quero morrer! – bateu na janela do carro, querendo sair. – Por favor, me tire daqui! Por favor!

Eu queria dizer que ela não ia morrer, que tudo ia ficar bem e que eu iria salva-la! Mas o meu ar foi secando os pulmões e logo seriam dois corpos ali embaixo. Apontei para cima, tentando avisá-la que eu ia subir.

-O que? – e ela me viu subindo aos poucos. – Não, não, não! Volte, por favor! Salve-me, salve-me! Eu não quero morrer! Por favor, por favor... – os gritos dela eram abafados pela água. Emergi ofegante.

Olhei ao redor. Era difícil enxergar alguma coisa com toda aquela chuva, mas felizmente não vi nenhum sinal da BMW. Respirei fundo algumas vezes e afundei de novo. Nadei ate o carro atolado nas pedrinhas do fundo. A água dentro do carro estava entrando rápido demais, Isabella já estava coberta dela ate o pescoço. Assim que me viu, sorriu aliviada.

-Está frio... – reclamou. Por Deus, ate morrendo ela não parava de reclamar! Apoiei os dois pés na lateral do veiculo e tentei abrir a porta. Ela nem se moveu! Meu ar estava acabando de novo. –Edward! – chamou-me agoniada. Tive que emergi mais uma vez.

Narração: Swan

E novamente ele se foi, mas eu sabia que ele iria voltar. Ele voltou da outra vez! A água gelada entrou nos meus ouvidos enquanto eu espremia meu rosto contra o teto do carro, buscando um pouquinho mais de oxigênio.

Respirei fundo uma ultima vez e não tinha mais espaço para eu procurar por ar. A água havia tomado conta de tudo e estava em todo o lugar. Tentei me manter calma e eu fiquei assim que Edward entrou no meu campo de visão.

Os olhos verdes dele tentavam falar, mas eu não entendia! “Eles dizem: vai ficar tudo bem!” minha mente ajudou. É, com certeza, era isso mesmo o que eles diziam! O verde intenso era ressaltado pela água densa e escura. Deixei algumas bolhas de ar escaparem, fazendo uma agitação dentro do carro. Eu já não conseguia mais... Era tão difícil manter a respiração pressa!

Respirei água.

Foi uma sensação horrível senti-la adentrando meu organismo. Deu vontade de tossir, mas quando abri a boca, mais água entrou. Estava tão difícil! Olhei para fora do carro e vi o rosto pálido do Cullen me encarar fixamente. Tentei sorrir e meus olhos se fecharam aos poucos. Minha ultima visão foi do rosto dele ficando perto demais do meu.

Narração: Cullen

-Nãããão! – meu grito foi abafado e muitas bolhas de ar agitaram a água. Bati contra o vidro: dei socos e cotoveladas. Senti uma incomodação na barriga e olhei rapidamente para baixo. “Oh merda, minha arma!” como eu fui burro em não pensar nela antes.

A peguei e com a força e a rapidez que a água permitia, eu bati o cabo dela no vidro. Varias e varias vezes, ate ele se romper. E quando aconteceu isso, peguei o mais rápido que pude Isabella nos braços e nadei para cima. Emergimos.

Com dificuldade, cheguei ate a margem, com Isabella inconsciente nos braços. Sai da água, mas a chuva ainda caia torrencial. Peguei o corpo inerte de Isabella nos braços e caminhei rapidamente para perto do Jaguar. A sorte dela, era que eu entendia de primeiros socorros! Sorte, muita sorte!

Ajoelhei-me ao seu lado e comecei o procedimento. Primeiro: massagem cardíaca.

-1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... – murmurei fazendo pressão sobre seu peito com as duas mãos: uma sobreposta a outra. Segundo: respiração boca-a-boca. Segurei seu nariz e soprei ar para dentro dela. – Vamos! – soltei entre dentes ao não ver a reação dela. -1, 2, 3, 4, 5, 6, 7...

Novamente, eu fiz a massagem cardíaca e em seguida, soprei ar para dentro dela. Nada! Eu estava começando a pensar que a resgatara tarde demais. Mas eu não podia desistir agora!

-1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... – murmurei pela terceira vez. Isabella começou a tossir. – Graças a Deus! – murmurei, mesmo não sendo nada religioso. –Isso, agora respira!

A virei de lado, para ajudar a água sair com mais facilidade. Ela tossiu muito enquanto eu alisava suas costas. Claro que foi para ajudá-la! Obvio!

“A quem esta tentando convencer?” minha mente atacou. Respirei fundo, sem soltar o ar em seguida.

-Ei... – chamei a atenção dela. – Você esta bem? – perguntei. A respiração dela era um assobio de tão baixa.

-Estou cansada... – murmurou baixo. – Quero dormir!

-Não! – a peguei pelos ombros e a sentei. – Não durma agora... Agüente só mais um pouquinho!

-Mas eu quero... – murmurou de novo com a voz absurdamente fraca. A recostei na porta do Jaguar.

-Eu sei. – tentei ser paciente. Desta vez, ela estivera muito perto da morte, praticamente pegou o numero do telefone dela! – Fique acordada só mais um pouquinho, depois poderá dormir.

-Promete? – sussurou tentando manter os olhos castanhos abertos. Sorri aliviado e assenti. – Diga as palavras!

-Eu prometo. – minha voz saiu tão solene que Isabella forçou um pouco mais os olhos se abrirem. Ela sorriu. Quer dizer, foi um movimento de lábios que eu entendi como um sorriso, oras!

-Tá... – murmurou.

-Ora, ora, ora... Edward Cullen, o vilão virou mocinho? – a voz femininamente sedutora perguntou. Olhei na direção da voz e vi a BMW vermelha atrás da mulher alta, morena e perigosa. Crispei os olhos.

-Stanley! – falei me levantando. –Não sabia que você conhecia o subúrbio. Andou transando por aqui? — toquei o cabo da pistola.

-Ah-ah-ah... – me alertou. Fitei sua mão e nela havia uma pequena faca. Caralho! – É muito dinheiro, Edward! Posso dividir com você...

-Não quero o dinheiro! – rebati frio. Posicionei-me protetoramente na frente de Isabella, para que ela não ficasse na linha de fogo da Stanley.

-O que você quer? – perguntou. – Você sabe que pode ter qualquer mulher do mundo!

-Qualquer mulher... – soltei uma gargalhada desdenhosa. – E mesmo que você fosse a ultima mulher da face da Terra, eu não a procuraria!

-Filho da puta! – gritou lançando a faca afiada em minha direção. Não me esquivei a tempo e ela cortou minha bochecha de leve. Senti o corte arder quando a chuva lavou o sangue.

-Concordo! – sorri torto.

-Sai do meu caminho, Cullen! – rosnou aproximando-se. Parou a poucos metros de mim.

-Agora é Cullen? – perguntei cínico. – Só vou sair do seu caminho se você conseguir me matar! – desafiei.

-AH! – gritou levantando a perna para desferi um chute em minhas costelas. Segurei sua perna e a girei, derrubando-a no chão. –Ai! – resmungou. Gargalhei de novo.

-Stanley, desista! – eu estava achando tudo muito engraçado.

-Você não é mais o mesmo! – grunhiu ela. Meu sorriso morreu no mesmo instante. –O que!? Não acha isso engraçado? Pois eu acho!

Dei uma olhada por cima do ombro. Isabella mal notava o confronto! Senti algo gelado ser encostado em minha garganta. Voltei os olhos para a assassina terrivelmente perigosa. Que piada!

-Não abaixe a guarda. – sussurou. – Nunca!

-Então você pensa que vai me matar? – perguntei irônico. Ela hesitou surpresa. Num movimento rápido, afastei sua mão de perto do meu pescoço. Ela revitalizou a força da mão que estava com a arma branca*. Apertei seu pulso e eu estava pouco me lixando se estava machucando, porque a intenção era machucar! A faca caiu em algum lugar atrás de mim e conseqüentemente, perto de Isabella.

Stanley me deu uma cabeçada. Fiquei meio grogue.

30 seconds to Mars – Hurricane

-Edward, o que esta acontecendo? – pensei ter ouvido Isabella perguntar.

-Olha como você mudou! – disse ao me ver balançar a cabeça zonzo. Quando vi que ela estava se aproximando outra vez, por puro reflexo, acertei um soco de esquerda em seu rosto, derrubando-a. – Maldito! Diabo do meu ódio!

-Desista! – falei. –Wow... – murmurei surpreso ao cair de costa no chão. A vadia me passou uma rasteira! – Andou treinando?

-O que? – riu ela. – Surpreso com isso, querido? – perguntou sentada em cima de mim. Stanley estava perto demais de Isabella. A empurrei um pouco mais para longe dela e fiquei por cima.

-Confesso que sim... – devolvi a provocação. – Mas ainda não é o bastante! – de alguma maneira, ela nos rolou de novo e ficou por cima e com o joelho apoiado em meu peito, bem em cima do coração.

-Você mudou... – balançou a cabeça, como se lamentasse isso. Arregalei os olhos quando vi minha pistola em suas mãos. –Não esperava por isso?

-Filha da puta da mão leve! – rosnei.

-Ah Edward... – e estalou a língua. – Podíamos dividir o premio!

-Enfie no cú o seu maravilhoso premio! – rugi. Ela fechou a cara e encostou o cano gelado da pistola em minha testa.

Narração: Swan

Eu estava com frio. Eu estava cansada. Com frio e cansada, eu queria ver onde Edward estava e dizer que não conseguia mais manter os olhos totalmente abertos. Os pingos constantes da chuva me mantinham alerta.

Com um pouco de trabalho, desembacei a visão e vi o que estava diante de meus olhos. Uma mulher sentada em cima de Edward, apontando-lhe uma arma. Sentei-me mais eretamente possível e de forma silenciosa.

Ele ia morrer!?

E quem iria me proteger dos leões que estão prontos para me detonarem!?

Mais desperta do que antes, procurei por algo que me fizesse dá-lo uma oportunidade de se salvar. Inclinei-me para frente, ainda debilitada. Minha mão direita ficou sobre algo frio. Quase soltei uma exclamação de nojo, olhei o que era aquilo, pronta para fazer um escândalo se fosse uma lesma ou uma sanguessuga.

“Uma faca!?” pensei surpresa.

A mulher assassina ainda conversava com Edward, mas os gritos raivosos dela indicavam que ele não estava cooperando nem argumentando para ficar vivo. Automaticamente, minha mão apertou a faca com cuidado. Eu tinha que fazer algo! Novamente, o gelo corria por minhas veias, deixando-me pensar com clareza. A adrenalina era responsável por fazer meu coração pulsar erraticamente.

Alheios a mim, eu me aproximei sorrateiramente. Exatamente atrás da vadia que tentava matar Edward, eu estava pronta para fazer qualquer coisa para salva-lo!

Narração: Cullen

-Você já era! – Stanley disse apertando o gatilho.

-AH! – rosnei ao sentir a carne do ombro queimar. Fechei os olhos. “Vadia da mira ruim!” pensei aliviado. Um liquido quente atingiu meu rosto. Abri os olhos para ver o que tinha acontecido a tempo de ver a garganta de Stanley aberta de fora a fora. O corpo inerte dela caiu em cima do meu. “Um novo assassino, aqui e agora?” pensei irritado.

Foi quando vi Isabella pálida e de olhos arregalados, segurando a faca com força e suja de sangue.

-Você...? – a pergunta entalou no meio da garganta. A sua expressão de choque indicava que ela fizera por impulso. E que tão logo se arrependera! Empurrei o corpo de Stanley para o lado e me levantei, só para podê-lo jogar no lago de água escura. Jessica Stanley era uma assassina que dava muito trabalho aos policiais corruptos de Nova Iorque. Um carro no fundo do lago e o corpo dela com a garganta dilacerada e eles nem se dariam ao trabalho de investigar!

Delicadamente, tirei a faca da mão de Isabella e também joguei no lago. Voltei-me para ela e ajoelhei-me na sua frente.

-Vem. – e segurei seus ombros, ajudando-a a se levantar. Isabella estava catatônica e um tapa, dessa vez, não ajudaria. Abri a porta do Jaguar para ela e a sentei no banco do carona, fechando a porta em seguida. Dei a volta e entrei no carro, acomodando-me no banco. Dei a partida e liguei o ar quente. Estava mesmo frio. Encostei a mão na testa dela, atraindo sua atenção. – Agora você pode dormir!

Ela assentiu fechando os olhos e relaxando. Eu esperaria qualquer coisa vinda de Isabella, mas matar uma pessoa foi demais e alem de limite. Mas eu gostei!

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Eu não queria acordá-la, mas era preciso fazer isso. Não podia deixá-la com as roupas molhadas e nem eu podia ficar com as minhas naquele estado. Balancei seu ombro devagar. Ela resmungou franzindo a testa.

-Isabella... – chamei-a. Ela piscou os olhos castanhos de forma inocente, ate conseguir encarar meu rosto. Ela parecia mesmo cansada. – Você precisa trocar de roupa!

-Não quero. – murmurou preguiçosa e com a voz rouca. Desliguei o carro e sai, para abrir a porta dela e a pegar no colo. Meu ombro reclamou! – O que!? – arregalou os olhos ao ser levantada. –Tudo bem, tudo bem, eu consigo andar ainda!

-Bom. – e a coloquei no chão. Fechei a porta do carro e pus a mão na base de suas costas, guiando-a para a porta de entrada da minha casa. Subimos o pequeno lanche de escada. Abri a porta e fiz uma menção de que era para ela entrar primeiro. Isabella entrou hesitante. Entrei em seguida e fechei a porta.

Alice se levantou no mesmo instante em que me viu, paralisou e ficou pálida. A minha camisa de linho branca devia estar escarlate do sangue da Stanley. Isabella se escondeu atrás do arranjo exageradamente grande de flores.

-Oh Deus! – minha irmã pôs a mão na boca, estarrecida. – Edward, me diz que você esta bem!

-Eu estou bem. – devolvi o que ela queria ouvir.

-Todo sujo de sangue desse jeito!? – a voz de Alice saiu estridente. Revirei os olhos e peguei o braço de Isabella, arrastando-a comigo ate a sala. –Ah... – a expressão receptiva de Alice sumiu. – Isabella Swan, que honra recebê-la aqui!

-É, deixe a recepção para outro dia... – cortei a resposta de Isabella. – Allie, empreste uma roupa sua para ela. Isabella precisa trocar as roupas molhadas!

-Não precisa! – ela murmurou incomodada.

-Você não vai ficar com as roupas molhadas! – contestei.

-Não é desfeita minha, mas... – ela se desculpou com Alice. — Eu realmente não preciso de roupas secas!

-Tudo bem, então você veste uma camisa minha! – falei. Ela exalou um suspiro, vendo que eu não iria desistir.

-Vamos esquecer-nos das roupas molhadas e deixe-me ver seu ombro! – Isabella pediu esticando as mãos na direção do meu ombro direito, o que levou o tiro. A ardência havia se transformado em dor. Afastei-me dela.

-Eu estou bem.

-O que tem seu ombro? – Alice perguntou. A olhei repreendendo.

-Eu estou bem. – falei de novo.

-Não, não esta! – e Isabella enfiou o dedo na minha ferida. Literalmente.

-PORRA! – gritei sentindo a dor irradiar para todas as direções. –Sua maldita dos infernos! Vadia! Isso dói! – continuei gritando.

-Ele levou um tiro. – Isabella respondeu para Alice. -Deixe-me ajudá-lo! – Isabella pediu olhando-me intensamente. –Você me ajudou, nada mais justo de eu fazer o mesmo!

-E você é enfermeira por acaso? – e eu ia ser educado? Ela enfiou o dedo no local onde levei o tiro! Minha vontade foi despachá-la para o inferno, isso sim!

-Não. – respondeu. – Mas sou devidamente capaz de fazer um curativo!

Continuei encarando-a serio. O ruim era que Swan era uma advogada e quando enfiava uma merda na cabeça, ia ate o fim com ela! Ela estava a ponto de cutucar minha ferida de novo, quando assenti relutante.

-Vamos para o meu quarto. – falei quando ela quis tirar meu paletó. – Não vou sujar a sala com meu sangue!

-Tudo bem. – sussurou. – Vamos, então! – e esperou que eu a conduzisse. E assim eu fiz, guiei-a ate o elevador de pequeno porte.

-Edward? – olhei para trás. Alice parecia deslocada. – Precisa de alguma coisa? – retorceu as mãos.

-Deixe Lizzy longe do meu caminho! – falei. Isabella entrou no elevador.

-Mais alguma coisa?

“Porque Alice queria tanto me agradar?”

-Não. – respondi entrando no elevador e as portas se fecharam. Poucos segundos depois, elas se abriram direto no meu quarto. Sai arrastando uma Isabella impressionada. –Minhas camisas ficam naquele armário... – indiquei. Ela assentiu.

Procurei por minha garrafa de uísque e enchi um copo. Bebi metade dele as pressas, tentando aliviar minha dor. Respirei aliviado ao sentir o álcool adentrar meu organismo. Virei-me para ver o que Isabella estava aprontando. Lambi os lábios lentamente. Deus, ela era mesmo sensual!

Ela desceu o zíper do vestido com destreza e o tirou devagar e ele caiu aos seus pés. E pela segunda vez, eu vi a elegância de Isabella ao estar somente de lingerie e salto alto. “Maldito traseiro redondo e chamativo...” pensei admirado. As marcas que eu havia deixado já estavam amareladas, quase sarando. Droga, eu teria que fazer novas! E rápido!

Rápida, ela vestiu minha camisa com apenas um movimento e se virou para mim, abotoando-a com habilidade.

-Está parecendo um vestido. – murmurou, tirando os sapatos. Ela ficou tão baixa... Mas não perdera a elegância!

-Queria o que? Que ficasse do tamanho exato que tem? – sorri torto. Ela sorriu ajeitando os cabelos revoltados.

-Não adianta mudar de assunto. – se aproximou rebolando como uma gata. – Deixe-me ver seu ombro!

Suspirei pondo o copo na bandeja temporariamente. Desabotoei o paletó e a camisa e os tirei devagar, fazendo uma careta de dor. Eu odiava levar tiros! Deixei-os cair no chão e peguei o copo novamente, entornando goela abaixo os dois dedos de uísque que ainda tinham no copo. O enchi mais uma vez e caminhei para a poltrona que ficava de frente para a janela de vidro, onde eu me sentava para pensar.

Sentei-me.

-Pode vim ver. – falei.

Isabella apareceu na minha frente com a garrafa de uísque e uma toalha branca.

-Vou precisar disso. – se desculpou. Dei de ombros. Jogou a tolha por cima do ombro bom e se sentou sobre minhas coxas. A encarei com uma sobrancelha arqueada, mas ela me ignorou. –Você já tentou me matar duas vezes. – disse distraidamente, usando a ponta da toalha para limpar o sangue que escorria do ferimento. – E já me salvou duas vezes... – me encarou com um sorriso sutil. – Acho que você... Sei lá, pode me chamar de Bella!

-Bella? – repeti.

-Poucas pessoas me chamam assim... Na verdade, só três! – deu de ombros. – Você conquistou o direito de me chamar assim.

-Olha... –não soube o que dizer. – Bella é legal! – ela sorriu como um anjo.

-Isso vai arder! – disse.

-O que? – e ela jogou o uísque em cima do buraco do tiro. – AH! – rosnei trincando os dentes. Bufei. –Ah... – gemi soltando o ar num barulho. – Bela tática!

-Obrigada. – e limpou delicadamente a área suja de novo. –Aquilo ardeu, mas isso vai doer!

-Vá em frente! – murmurei olhando para o outro lado do quarto.

Narração: Swan

-No três, ok? – perguntei afagando seu ombro. Ele assentiu lentamente. – Um...

-Espera!

-Que foi? – perguntei curiosa.

-Não vai me distrair? – perguntou bebendo um gole de uísque. Como eu poderia distrair aquela mente hiperativa? –Sei lá... Use qualquer artimanha!

-Amanha eu tenho uma festa para ir. – falei ainda afagando seu ombro. Edward voltou seus olhos penetrantes para mim de modo serio.

-Festa?

-É. – dei de ombros. – Dia da Fundação. Charlie quer muito que eu vá... Então, eu vou!

-Ah... Legal! – murmurou. Ajeitei-me melhor em cima de suas coxas. O contato era sedutor!

-Quer ir comigo? – pedi. – Depois de hoje eu não sou nem louca de andar sozinha! – será que eu estava conseguindo distraí-lo? Acho que não, pois eu sentia seu corpo todo rígido e contraído embaixo de mim.

-Claro. – e sorriu torto. – Será divertido! – subi lentamente meus dedos para o ferimento. Ele deteve minha mão. – Não foi o bastante!

-Você confia em mim? – perguntei. Ele terminou de beber o uísque do copo e o deixou cair no chão. Ele não hesitou, só parecia escolher cuidadosamente as palavras que estava prestes a dizer.

-Confio. – foi o que disse.

-Então relaxa. – e me inclinei para frente. Hoje ele não tinha para onde fugir. Rocei meus lábios nos seus, testando sua confiança. Ele se manteve firme e eu diria que ate esperando ansiosamente. Devagar, suguei seu lábio inferior delicadamente. Quando ele soltou a respiração pesadamente, foi o fim da linha para mim. Eu simplesmente o ataquei!

Entrelacei meus dedos em seus cabelos organizados enquanto o beijava furiosamente. A mão livre dele oscilava entre minha cintura e coxa. Sua língua pediu passagem e eu dei sem hesitar, delirando com o beijo. Sua língua se enroscou com a minha, fazendo-me queimar! Desci a mão que estava em seus cabelos para ficar alisando seu abdômen trabalhado.

Enfiei o dedo indicador e o polegar dentro do buraco do tiro, para retirar a bala.

-AHH... – ele rosnou jogando a cabeça para trás. Procurei por seus lábios de novo. Eu os achei, mas Edward travou o maxilar justo quando estava mordendo o meu lábio inferior. Doeu e senti o conhecido gosto de sangue, mas tudo o que eu fiz foi gemer. Continuamos conectados enquanto eu procurava pela maldita bala.

Assim que as pontas dos meus dedos acharam o metal frio dela, eu a arranquei do seu ombro. Mas o jeito possessivo que ele segurava minha cintura e selvagem de como me beijava, foi praticamente impossível de eu querer me afastar. Assim que eu reuni forças, afastei-me dele.

Edward tinha os olhos fechados.

Joguei mais um pouco de uísque em cima do ferimento. Ele fez uma careta, mas não soltou nenhuma exclamação de dor. Peguei a toalha e pus sobre o ferimento.

-Faz pressão! – falei levantando-me do seu colo. Eu tinha visto um pequeno kit de primeiros socorros no armário de toalhas. Entrei correndo no banheiro e fiquei tonta. Minha mão estava escarlate do sangue dele. Deixei a bala em cima da pia e lavei minhas mãos com agilidade. Peguei o kit e voltei correndo para o quarto.

Com cuidado, voltei a me sentar em seu colo.

-Como tem que ir? – perguntou ofegante. Coloquei a caixa entre nós e procurei pelos quadrados de algodão. Encharquei um com soro fisiológico e comecei a limpar o sangue dele. –Hm?

-A festa é Black Tie. – falei gentil. – Não tem segredo!

-Claro que é... – murmurou entre dentes quando passei o algodão perto da ferida. – E horas?

-Começa às oito da noite. – peguei a gaze, dobrei-a com cuidado e coloquei sobre o ferimento. Peguei duas tiras de esparadrapo e colei a gaze. –Pronto! Seu curativo está feito!

Sorri satisfeita com o trabalho bem feito. Edward continuou sentado, me fitando sem pestanejar. Algo me dizia que eu deveria levantar do seu colo ou então, nós faríamos algo que eu poderia me arrepender depois! Mas seus olhos verdes eram tão sedutores... Eles me mantinham ali, assim como suas mãos em minha cintura. Edward arrumou a postura, se sentando mais ereto, só para se aproximar mais de mim.

Passei os dedos em seu maxilar másculo, toda derretida, esperando o golpe final que seria um outro beijo enlouquecedor. E se ele me jogasse na cama e me possuísse, eu gritaria aos quatro ventos em como era bom e em como eu queria mais! Muito mais! Eu abusaria ate a fonte secar! Edward roçou os lábios nos meus e eu suspirei com os olhos entreabertos.

-Eddie...

Narração: Cullen

Isabella se levantou num pulo e rapidamente se virou de costa para mim e pôs-se a observar a paisagem que a grande janela a proporcionava. Soltei a respiração ruidosamente e olhei por cima do ombro, na direção da porta onde Allie hesitava com algo em mãos.

-Diga, Alice. – indiquei com a mão para ela se aproximar.

-Você tem trabalho!

Levantei-me e fui ao encontro dela. Alice apoiou as pastas pardas em cima da mesa de vidro. Agora eu teria que agir com cautela. Eu tinha dois tipos de trabalho agora: um deles era proteger minha própria advogada; o outro era matar as pessoas que estaria fazendo hora extra no mundo.

-Estão todos aqui? – perguntei a ela seriamente. Alice corou.

-Edward! – murmurou com a expressão fechada. Dei de ombros.

-Só queria saber, ué! – falei pegando a primeira pasta. A abri, analisando o nome. – Bree Turner. O que esta infeliz fez?

-Ladra. – Alice respondeu. – Ela adora assaltar as joalherias!

-Não consta onde ela estará... – Isabella disse, espiando por cima do meu ombro. A fitei, questionando. – Ei, espera ai!

-O que? – Alice quis saber, mas sua pergunta saiu um tanto rude.

-Eu já a vi na empresa! – disse animada. – Então ela vai estar na festa amanha!

-Promete ser boazinha amanha enquanto eu acabo com ela? – perguntei sorrindo torto. Bella assentiu, retribuindo o sorriso. Alice pigarreou. – Que foi?

-Carlisle esta lá embaixo. – senti o rosto perder a expressão. – E mamãe quer falar com você!

Fotos Importantes:

Charlie Swan

Sue

Emmett e Rosalie McCarty

Esme

Notas finais
Tcharãm!
HAHAHAHAHAHAHAHAHA
E entao!? O que acharam!? O romance real de Bella e Eddie vai começar a render agora... Acho que daqui pra frente! õ/
Estamos chegando na metade da fic, que pelo balanceamento que eu fiz, terá 40 capitulos õ/

Reviews!? Estou doida por teorias...

PS: se lembram das perguntas!? Pois é... Ainda nao pensei em nenhuma! HAHAHAHAHAH

bj =*