The Killer

19 XVIII – Preparativos


Notas iniciais
It's friday, friday... õ/ Dia do que!? Dia de capitulo fresco e com um gostinho de feriado ainda pairando no ar...

Eu ri com as teorias de voces! E teve uma em particular que me intrigou: Porque a maioria de voces acharam que o Carl ia pedir Lizzy em casamento? Ela nao pede nada pro Edward guys, simplesmente faz! Mas é uma boa teoria... Mesmo!

Boa leitura!

XVIII – Preparativos

Narração: Swan

-Carlisle? – perguntei curiosa. – Ele seria seu... – hesitei. – Padrasto?

Alice riu, mas escondeu o sarcasmo quando Edward a repreendeu com o olhar.

-Carlisle Masen. – Cullen disse com frieza. – Meu ex-advogado... Seu arquiinimigo! – e riu, tentando disfarçar a raiva que eu via dilatar suas pupilas.

-Hm. – resmunguei abraçando meu corpo. – Eu fico por aqui, quietinha! Não mexo em nada prometo! – falei dando um passo para trás. Alice jogou os cabelos esnobemente ao me dar as costas e andar rumo à porta. Parou e esperou pelo irmão.

-Nada disso! Você vai descer comigo! – ele disse estendendo a mão para mim.

-O que!? – eu e Alice soltamos juntas. Ela indignada, eu surpresa. – Não posso descer assim! – falei apontando para a camisa branca dele que cobria ate o meio de minhas coxas.

-Não vejo problema! – Edward falou e segurou meu braço e saiu me arrastando escada abaixo. Alice ia à nossa frente, bufando. Tive a impressão de que ela não gostou de mim, mesmo eu não tendo feito porra nenhuma para ela! Como se eu me importasse para quem não gosta de mim...

Planei os pés no chão, no inicio da escadaria que chegaria a sala. Edward arqueou a sobrancelha pra mim, questionando tal ato. Fiz uma expressão incomodada.

-Edward... – reclamei. Alice terminou de descer as escadas de modo pomposo. – Eu não quero vê-lo! Não assim... Não agora!

-Por quê? – ele perguntou fitando-me de modo intenso. Engoli seco.

-Meus encontros com Carlisle não são agradáveis... E aposto que os seus também não vão ser! – expliquei. – Juntando o ruim com o pior, o resultado não é nada bom. Concorda?

-Concordo!

-Por favor, não faça isso comigo! – pedi num choramingo. Edward suspirou, pensando.

-Tudo bem... Volte para o quarto! – ele disse. Sorri.

-Posso usar seu telefone? – pedi receosa. – Eu preciso falar com uma pessoa!

-Use meu celular... – e o tirou do bolso, dando para mim. – Terá mais privacidade! – e sorriu torto. Assenti e voltei correndo para o quarto. Assim que eu fechei as portas duplas em minhas costas, a realidade veio forte, como um tapa na cara!

Antes de hiperventilar, disquei o numero conhecido. A chuva ainda caia forte lá fora, mas ainda assim, deixava a paisagem bonita. Não me contive e me aproximei da janela. Chamou três vezes, ate a pessoa atender.

-Alo?

-Kim, sou eu. – falei mordendo o lábio inferior.

-Ah... – ela não parecia mais magoada. – Oi Bella!

-Oi Kim! – murmurei sentindo um remorso remoer meu peito. – Como vai?

-Vou bem... E você? Faz um tempo que eu não cruzo o seu caminho! Muito trabalho? – indagou curiosa.

-Algo assim. – esquivei-me. – Eu gostaria de lhe fazer um convite...

-Convite!? – rebateu animada. – Para que?

Fechei os olhos, agradecendo sua animação. Então nada estava mais errado entre nós!

-Se lembra do Dia da Fundação? – ela murmurou concordando. – Amanha vai ter essa festa e meu pai disse para chamar uns amigos...

-Eu finalmente vou ao Dia da Fundação do papai Swan? – perguntou eufórica. Sorri e de repente, ficou difícil respirar.

-É, você finalmente vai... – minha voz saiu entalada e tremula.

-Bella, miga, você esta bem? – se preocupou. Tentei fazer pouco caso!

-Você sabe... Tem clientes que me levam a loucura! – menti. Mordi o lábio inferior para não soltar um soluço.

-Ah sei como é... Faz o seguinte, descansa um pouco, vai se sentir melhor quando acordar! – sugeriu. Kim, sempre cuidando de mim...

-Tudo bem! – fitei meu reflexo no vidro. Ele chorava, assim como as nuvens lá fora. – Você vai, então? Será as oito da noite...

-Eu ti acho lá. – disse risonha. – Local?

-Wall Street, 27. – respondi.

-Estarei lá... Bom descanso, Bella!

-Obrigada, Kim. – e desliguei o celular. Andei um pouco pelo quarto e pus o celular sobre a mesa de vidro. Andei mais um pouco em círculos e olhei a cama. Ele não ficaria bravo se eu resolvesse dormir um pouco, não é?

Sentei-me lentamente na cama. Estava frio e isso me fez lembrar do que acontecera no Brooklyn. Eu matei mesmo uma pessoa! Catatonicamente, fitei a mão que usara para pegar aquela faca e fazer o que fizera... Estava limpa, mas eu me sentia suja! Impura...

Abracei as pernas e chorei de arrependimento!

Narração: Cullen

-Depois de levar um tiro, essa é a segunda pior coisa do que poderia acontecer... – resmunguei para Alice. Ela alisou meu braço, delicadamente.

-Eddie, você esta...

-Se você abrir a boca pra falar que eu mudei, vai ter o mesmo fim de quem me deu o tiro. – ameacei olhando-a serio. Alice assentiu, fechando a boca. –Boa garota! – elogiei. Ela sorriu.

-Não pensei que traria Isabella Swan para cá... – comentou de modo sem vida. Ergui uma sobrancelha.

-Qual o problema? Eu não trazia Carlisle? – rebati. Entrei na sala, com ela pendurada no meu braço e eu não dei a chance dela responder a minha pergunta. Aposto que uma veia da minha testa ficou a mostra quando vi Carlisle se levantar do sofá lentamente. – O que você quer? – perguntei num tom neutro.

-Eu não sei o que va... – Lizzy parou no meio do caminho, assim como sua animação. –Ola, sangue do meu sangue!

-Veja quem voltou para casa, mãe... – Alice tentou quebrar o clima pesado que ficou de repente. – Edward!

-Eu lamento por isso!

-Claro que lamenta. – e sorri irônico. – Com eu aqui em casa, você perde toda a sua... – hesitei fingindo pensar. – Como se diz mesmo? – e estalei os dedos. — Ah é, privacidade! Esta ate trazendo qualquer um aqui para dentro!

-Eddie! – Allie me repreendeu baixo. Mantive o olhar grudado no Masen.

-Não abriu a boca ainda... Eu ti fiz uma pergunta e não me respondeu! – Carlisle tinha os lábios crispados. – Vai responder!?

-Senhor...

-Não precisa chamá-lo assim! – Elizabeth disse, indo para o lado dele.

-Ah não... – resmunguei rindo. Meu riso era histérico, mas ainda assim era engraçado de se ver. E estava bem debaixo do meu nariz! – Me desculpem... Me desculpem... Mas... Como eu sou cego! – ri mais ainda. Masen, Lizzy e Allie tinham expressões confusas. –Oh caralho, bem debaixo do meu nariz, não é?

-Edward... – Alice me alertou. Meu riso (ainda presente) se tornou mais serio.

-Qual é a sensação? – perguntei soltando a respiração num bufo.

-É maravilhosa! – minha mãe disse com um ar superior.

-Elizabeth! – Carlisle abriu a boca pela primeira vez.

-Eu falo mesmo!

-Eu não tenho nada para falar com vocês. – eu disse livrando-me das mãos de Alice. –Eu me sentiria mais seguro se vocês dois fossem embora! Alias, só um aviso... Ela vai fuder com você, Masen!

-Com medo, filhinho? – Lizzy perguntou satisfeita, ignorando meu conselho.

-Não, mamãe, apenas de saco cheio! Já mandei um para o inferno hoje, mandar outro é apenas um piscar de olhos. – e sorri torto. Os três ficarão brancos.

-Quem você matou? – Allie cravou as unhas em meu antebraço. –Diga-me Edward, quem você matou!?

-O nome não ti interessa... Mas o que você quer ouvir é: não foi Jasper, querida e amada irmã! – cuspi com o lábio superior contraindo de raiva. Ela piscou os olhos, reprimindo as lagrimas que tanto demoram a sair. Olhei todos ao redor com uma expressão fechada. – Eu não tenho nada para falar com vocês dois! E Allie... – a fitei encolhida perto de mim. –Era por isso que estava me bajulando tanto!? Pensou que eu havia matado Jasper?

-Não, Eddie... – tentou me interromper.

-Seu Jasper anda armado? Ahn? – ela abaixou a cabeça. – Não andava, mas agora anda, não é mesmo? – ela não disse nada. – Você é patética Alice! – falei frio. – Você vai prantear por qualquer um dos dois que morrer!

-Ninguém vai morrer! – sua voz falhou.

-É nisso que você quer acreditar. – rebati. – Escolha um lado Allie, antes que nenhum deles ti aceite mais! – e a tirei de perto de mim com um empurrão. Sai da sala, indo para a cozinha. As duas empregadas vestidas com seu uniforme bicolor arrumavam a pia. –Com licença, senhoras... – elas deram um pulo e ficaram estáticas. –O que teve no almoço de hoje?

-Ravióli com molho branco, senhor. – respondeu a cozinheira. Assenti uma vez.

-E os planos para o jantar? – pressionei.

-A senhorita Alice não disse nada... – a ajudante resmungou. Meus olhos se voltaram para ela, que abaixou a cabeça. Elas não eram de conversar muito comigo... Ou era o contrario!?

-E a senhora Elizabeth? — quis saber.

-Lombo com batatas, creme de milho, arroz e salada. – a cozinheira respondeu sem medo. Um canto da minha boca se repuxou num sorriso sutil.

-Mato... Quem em sã consciência come mato? – resmunguei com meus botões. – E já está pronto?

-Ainda não, senhor. – disse-me.

-Hm... – murmurei pensando. – Me esquente uma porção do ravióli com molho branco, por favor! – pedi. Com agilidade, elas se moveram em silencio. A ajudante passou por mim, pronta para por a mesa, quando a barrei. – Eu vou comer aqui. – as duas arregalaram os olhos. – Se não for incômodo...

Não disseram nada, mas quando dei por mim, o prato estava a minha frente, exalando um cheiro delicioso. Comecei a comer sem pressa. O silencio na cozinha era mortal.

-Qual o seu nome? – perguntei a cozinheira que temperava o lombo com ervas, cebola e vinho branco. Ela me olhou surpresa. – Desculpe não saber o nome de vocês, mas é que essa parte sempre é com Alice!

-Carmen, senhor Edward. – disse com um sotaque carregado e sorriu bondosa. Assenti mostrando uma expressão contente. – E ela é Tanya.

-Hm... Carmen e Tanya. – repeti. – Carmen, por gentileza, você poderia fazer um outro prato com isso? – apontei para o meu prato pela metade. – Em uma bandeja. Com suco!

-Sim, senhor. – e ela nem pediu explicações. Alice sempre achava bons empregados. Devorei o que tinha no prato em instantes e Tanya serviu-me um copo de suco de melancia. Assenti uma vez, agradecendo.

-Tem origem espanhola, Carmen? – perguntei. Ela colocou a bandeja na minha frente, já pronta. – Obrigado.

-Tem um ouvido muito afinado, senhor Edward. – disse limpando as mãos.

-Mesmo vivendo muito tempo entre americanos, o sotaque nunca morre! – falei solene. – Talvez se torne menos presente, mas não morre.

-Tem razão. Sabe dizer de que lugar eu sou? – perguntou fascinada.

-Hm... – estalei a língua e aproveitei para entornar o pouco de suco que ainda tinha no copo. Levantei-me do banco. –Qualquer um diria que é do México. – ela abriu a boca para dizer a resposta certa. – Mas... – levantei o dedo, apoiando-me no balcão. – Eu arisco em um país da America do Sul!

-Argentina. – respondeu aprovando. – Estou impressionada!

-Meu pai me ensinou muita coisa, senhora! – falei sorrindo torto ao pegar a bandeja em mãos. – Ate mais!

Atravessei a sala de jantar e sai na sala. Estava vazia e eu agradeci por isso. Subi as escadas rapidamente, temendo que a comida esfriasse. Abri a porta do meu quarto e a fechei rapidamente, trancando a porta em seguida. Fiz o mesmo com o elevador.

-Isabella... – murmurei antes de procurar por ela. – Eu trouxe algo para você comer! – deixei a bandeja em cima da mesa de vidro. –Isabella? – chamei-a, me virando.

Bella estava deitada, estirada e toda folgada na minha cama. “Na minha cama...” pensei malicioso. Mas a sua pele arrepiada, dizia que ela estava sentindo frio. Andei ate a beira da cama e peguei o controle do ar condicionado e ajustei para uma temperatura mais quente. Sentei-me na poltrona e a observei dormir.

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Ainda era noite quando abri os olhos. Eu havia adormecido na poltrona, mas me sentia aquecido. Um sopro quente em meu pescoço me deixou confuso. Pisquei mais algumas vezes, aliviado pela luz do abajur estar ligada. Meus olhos vagaram para a cama... Estava vazia.

O sopro quente chamou minha atenção de novo.

Isabella estava deitava e encolhida em meu colo. Suspirei, pegando-a em meus braços e levantando-a como se fosse uma boneca de trapos. Ela se agarrou mais a mim, soltando a respiração de modo arrastado. Pus seus pés no chão e movi a ponta do edredom. Coloquei-a na cama e a embrulhei corretamente. Bella acordou meio grogue.

-Estava frio... – se justificou. Era mentira, a temperatura ambiente do quarto estava ótima!

-Durma. – falei, afastando-me.

-Abrace-me... – sussurou caindo na inconsciência. Alisei seus cabelos e voltei para a poltrona.

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Algumas horas depois...

Narração: Swan

-Eu vou com meu pai... Então, as oito em ponto, você me encontra na entrada do salão. – falei hesitando com a mão na maçaneta da porta. Ele assentiu.

-Eu já disse, eu estarei lá! – prometeu. –Tem certeza que ficará bem ai? – e indicou a mansão Swan.

-Não quero ficar sozinha. – sussurei melancólica.

-Não foi o que perguntei. – rebateu ele.

-Ficarei segura. – fugi de novo da pergunta. Ele revirou os olhos, impaciente. –Estar segura não significa que eu esteja bem, mas...

-Mas o que?

-Mas eu vou sobreviver! — sorri. Abri a porta do carro e coloquei um pé para fora...

-Isabella? – chamou-me.

-Sim? – e quando virei o rosto para ver o que ele queria, não deu tempo de fugir ou de recuar. Seus lábios já estavam sobre os meus, numa caricia intensa. Ele se afastou do mesmo modo que se aproximou: rápido.

-Ate mais tarde!

Dei um aceno idiota e sai do carro. Ele partiu em alta velocidade. Suspirei, inalando seu perfume impregnado na camisa que eu ainda usava para me proteger do frio, mas por baixo dela, meu vestido ainda estava úmido, gelando meu corpo. Meio trôpega, andei ate o interfone.

-Quem é? – a voz de Irina era impossível de não se reconhecer.

-Sou eu, Irina, Isabella! – falei abraçando-me, para espantar o frio.

-Ah menina, entre logo! – e apareceram seguranças para abrir os portões para mim.

Atravessei o caminho rapidamente. Ou na velocidade que meus saltos e os cascalhos permitiam! Subi os poucos degraus e Irina abriu a porta pra mim. A abracei rapidamente, sentindo o calor corporal de outra pessoa.

-Como você esta gelada! – ela disse alisando meus cabelos. Sorri, tremendo de frio.

-Está muito frio lá fora! – falei concordando.

-Vá tomar um banho menina, eu ti levo um chocolate quente! – falou-me dando tapinhas em meus braços e deu-me um empurrãozinho. Subi a escada curvada com rapidez, pra ver se eu esquentava. Meu corpo produziu um calor bom, mas ele era aplacado ao frio de doer. Não dava para sentir muito bem...

Entrei correndo em meu antigo quarto e fechei a porta com um baque surdo. Tirei os sapatos, a camisa e o vestido, corri para o banheiro. Entrei debaixo do chuveiro quente e não me movi. Eu ficaria ali, embaixo da água quente, ate a banheira encher!

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Com o aquecedor ligado, eu podia andar de um lado para o outro somente de lingerie de renda preta. Coloquei as meias e a cinta liga, quando alguém bateu na porta. Rapidamente, vesti o penhoar florido.

-Bells? Posso entrar? – Charlie perguntou. Abri a porta, espiando-o.

-Claro! – e dei espaço para ele.

-Já esta se arrumando!? – perguntou surpreso. – Não esta cedo?

-Pai... – sorri um pouco mais abertamente. – É um longo processo para eu ficar maravilhosa para a noite... Tenho que começar quatro horas antes!

-Você tem uma beleza natural, filha... Não precisa de todo esse tempo! – elogiou-me.

-Obrigada. – murmurei. Ele pigarreou e então eu reparei que tinha duas caixas de veludo negro em suas mãos: uma quadrada media e outra retangular pequena.

-Trouxe algo para você... – disse sem jeito. Charlie deu-me primeiro a caixinha retangular. – Algo velho que foi reformado! – justificou ao me ver abrir.

-Oh... – soltei surpresa. Alisei a presilha de safira. – Era da vovó não era? – perguntei emocionada.

-Era, mas era velha demais... Aí mandei reformar! – disse sorrindo. Sorri de volta.

-Obrigada pai, eu adorei! – e por impulso, o abracei. Afastei-me, envergonhada. – Vou usá-la hoje!

-E isso é para você! –e passou-me a caixinha quadrada media. –A vendedora me ajudou a escolher...

-Ah pai! – minha voz saiu baixa. Era uma gargantilha de brilhante e ouro branco. –É linda! – murmurei.

-Achei parecida com você. Decidi comprar! – deu de ombros, sorrindo.

-Eu adorei! – jubilei-me.

-Bom... Vou deixar você se arrumar! –beijou-me a bochecha e saiu silenciosamente. Tirei o penhoar e voltei para frente da penteadeira e do grande espelho. Agora, eu iria me arrumar e esperar Seth chegar com meu vestido, que eu pedira para ele ir buscar em meu apartamento.

Comecei a me maquiar.

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Abusei da maquiagem. Minha pele estava lisa, minhas bochechas levemente rosadas. Destaquei meus olhos com delineador, sombra esfumaçada e lápis preto. Passei um gloss cor de pêssego e o resultado estava perfeito!

As pontas dos meus cabelos estavam com cachos super marcados! Meu penteado era todo do lado esquerdo, com cachos nas pontas e do lado direito a presilha de safira da vovó prendia meus cabelos do lado oposto.

-Ei, Bella... – Seth abriu a porta com tudo. Sorri em sua direção e levantei-me, fazendo-o corar e escancarar a boca. –E-e-eu... – gaguejou. Saltitei ate ele, pegando o grande saco com meu vestido de seus braços.

-Obrigada, Seth! – agradeci, inclinando-me pouco para esticar o saco em cima da cama. Seth começou a tossir secamente. Olhei para trás com uma sobrancelha arqueada. –Você esta bem? – perguntei parando na sua frente e alisei seu braço. Ele respirou fundo e fechou os olhos, como se estivesse mantendo o controle.

-Problemas, Bella, problemas... – murmurou. Com a outra mão, toquei seu rosto. Seus olhos se abriram e eu olhei bem no fundo deles.

-Diga-me quais são eles! – pedi. Ver Seth, meu irmão, tão torturado... Era o mesmo que atingir-me com uma faca!

-Eu gosto de uma jovem mulher. – disse encarando-me de volta, de modo intenso. – Há muito tempo... Muito tempo!

-E ela não gosta de você? – perguntei temerosa, com medo de causar mais dor ainda.

-Não do jeito que eu gosto dela... – Seth pôs a mão em minha cintura, puxando-me para um abraço delicado. –Apesar de que ela não demonstra muito o que sente!

-Talvez ela goste de você do mesmo modo, Seth, só não descobriu ainda! – falei afastando-me dele, que estava sorrindo radiante. –O que foi!?

-Vou ter que ficar de olho em você... – e estalou a língua ao balançar a cabeça.

-Por quê? – ri.

-Você vai estar linda! – elogiou-me. Sorri tímida.

-Já que esta aqui... Pode me ajudar com o zíper do meu vestido!? – pedi com olhos implorativos. Seth assentiu. – Obrigada, obrigada, obrigada... – jubilei-me abraçando seu pescoço. – Você é o melhor irmão do mundo! – sussurei em seu ouvido. Quando me afastei, indo na direção da cama, pensei ter visto magoa em seus olhos vigilantes e alegres.

De costa para Seth, tirei o vestido da capa que o protegia. Ele era azul escuro, tinha miçangas enfeitando-o em desenhos aleatórios, poucas plumas no lugar estratégico para esconder o zíper. Era frente única, com apenas uma alça que dava a volta em meu pescoço e deixava minhas costas de fora. O pequeno zíper começava pouco abaixo da lombar, não perceptível por causa das plumas azuis também. Tinha uma calda comprida, mas não muito longa!

Era uma replica quase perfeita, apenas de outra cor e modelo, do vestido da Scarlett O’Hara. A diferença entre meu vestido e o dela, era que o meu não tinha plumas nos ombros.

Eu o vesti, sentindo o forro de cetim escorregar pela pele não coberta. Após passar a alça pelo pescoço, procurei pelo fecho do meu sutiã e o tirei, jogando-o em cima da cama. Ouvi Seth respirar fundo. Alisei o vestido, ajeitando-o.

-Prontinho, Seth, feche o zíper pra mim, por favor! – pedi espalmando as mãos na barriga. Senti seus dedos gelados em minha lombar. Soltei um gritinho patético e ri. – Seus dedos estão gelados! – falei risonha.

-Desculpe por isso! – disse serio. Não entendi porque ele não rira da brincadeira... Talvez ele estivesse pensativo demais para isso! Talvez a vadia de coração frio merecesse a morte por fazê-lo sofrer! Talvez... – Pronto, Bella!

-Obrigada. – agradeci, virando-me para ele, mas ele já estava na porta.

-Vou me arrumar! – disse naturalmente, com seu sorriso habitual e seu jeito meigo. Sorri de volta.

-Tudo bem! – e fechou a porta. Com cuidado, voltei a me sentar na penteadeira e dei os toques finais no que precisava.

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-Porque ela sempre demora!? – a voz irritante de Leah subiu as escadas preguiçosamente enquanto eu atravessava o corredor. –Ela parece uma noiva... Sempre atrasada! Veja que horas são... Oito e dez!

-Leah, se acalme! – Seth disse divertido. – Sem neurose hoje, por favor!

-Mas...

-Cala essa boca, Leah! – Seth se exaltou. Soltei uma risadinha, espiando do topo da escada. Ninguém havia me visto ainda.

-Ei, ei, ei... – Charlie se colocou entre os dois. – Vamos manter a calma, ela já está vindo! – Leah e Sue se juntaram e começaram a cochichar. – Está vindo... Não é mesmo, Bella?

Arregalei os olhos.

“Como Charlie sempre sabe das coisas!?”

-Vamos querida... – e ergueu a mão, incentivando-me. Sai do meu esconderijo e comecei a descer as escadas. – Meu Deus! – meu pai balbuciou. Sorri ainda mais, pegando a mão dele ao final da escada. – Você esta... Esta...

-Deslumbrante! – Seth completou oferecendo-me o braço. Grudei nele instintivamente.

-Obrig...

-Agora podemos ir!? – Leah perguntou já na porta de saída, com a mãe seguindo que nem uma cachorrinha adestrada.

Não pude deixar de reparar no vestido das duas.

Leah vestia uma tomara que caia longo e preto de seda com corte esvoaçante. Seus cabelos curtos estavam num coque firme (não sei como ela conseguiu isso!) e com o topete alto. Maquiagem muito, muito leve! Já Sue... Se eu falasse que ela não estava de vermelho, não seria minha madrasta! Era um vestido de festa simples e vermelho, mas ainda assim bonito! O cabelo estava todo puxado para trás com gel e carregado de laquê. A maquiagem estava um pouco mais forte nos olhos. Mas nada comparado a mim!

-Adorei sua gargantilha! – Seth sussurou para mim, enquanto descíamos as escadas da frente da casa. Uma limusine nos esperava.

-Foi meu pai que me deu! – vangloriei-o. Ele sorriu ao ouvir meu tom presunçoso.

-Você tem um par, Bella? – Charlie perguntou. Quatro pares de olhos me fitaram questionadores. Sorri maliciosamente e entrei na limusine.

Narração: Cullen

-Aonde você vai!? – Alice quis saber me seguindo como se fosse minha sombra.

-Não é da sua conta, Alice! – murmurei abotoando o rolex no pulso.

-Você vai me deixar mofar aqui, enquanto se diverte numa festa? – perguntou magoada.

-Hm, olha só! Você descobriu para onde vou, droga! – murmurei sem dar muita atenção para ela. Olhei-me no espelho. “Esta tudo em ordem!” pensei.

-EDWARD! – ela gritou. Suspirei olhando para ela. – Qual é...

-Não Alice, eu não vou ti levar porque eu não fiz você pra ficar lhe arrastando pelos cantos... Pergunte qual o programa de Lizzy hoje, ai ela pode ti levar!

-Mas eu quero ir com você!

-Querer não é poder, minha linda! – aproximei-me para beijar sua bochecha, quando simplesmente, Alice me gruda pelo pescoço e beija a minha boca. Foi um susto, mas não tão grande! Eu apenas retribuí, segurando sua nuca e cintura. Ela fez menção de subir em meu colo. – Não, não... – a freei, afastando-me. – Vai amassar minha roupa!

-Me leve! – implorou roçando os lábios nos meus. “Trapaceira, estava tentando me seduzir...”

-Allie, pare com isso! – alertei-a, mas dei sinal de rendimento.

-Me leve, por favor, me leve... – implorou outra vez, entrelaçando os dedos em meus cabelos (desta vez) sem gel.

-Alice, eu já disse não! – afastei-me um pouco. Ela abriu a boca. – E não vou tornar repetir! – ela gemeu, tristonha.

-Então, fique hoje comigo?

-O que!? – olhei o relógio. Oito horas em ponto. Eu conseguiria chegar ao salão quando desse oito e cinco. –Não viaja, Allie!

-Eddie... – ela me abraçou forte, fungando.

-Vá ver Jasper. – falei tirando seus braços que estavam em torno de mim. Ela não disse nada a respeito da minha ordem. Beijei sua testa. – Não me espere acordada, linda!

-Sabe que vou! – resmungou. – Apesar de tudo, você está indo trabalhar! – sussurou com uma ponta de ironia.

-Já disse! – segurei seu rosto entre minhas mãos e a beijei de novo. – Não. Me. Espere. Acordada! – falei bem pausadamente e me retirei do quarto. Desci as escadas rapidamente e sai de casa. Entrei em minha BMW preta, que se não me engano, era o único carro blindado!

Narração: Swan

-Espero que tudo esteja em ordem. – Charlie disse. Alisei sua mão.

-Vai estar! – sorri. Ele sorriu de volta.

-Você não disse... Tem um par? – Leah quis saber. – Porque Seth vai ser meu acompanhante!

-O que!? – ele perguntou chocado. – Quem decretou isso!?

-Você vai e ponto, Seth, porque você é meu irmão! – respondeu de modo arrogante. Senti meu rosto perder a expressão. Seth ficou sem palavras.

-Ele também é meu irmão... – sussurei perplexa e em choque. Virei-me para Charlie. – Não é, pai, ele também é meu irmão!

-Claro que sim, querida. – ele concordou levando minha mão aos lábios e a beijou, tranqüilizando-me. Fuzilei Leah com os olhos. “Maldita cadela sem sexo que fica me atormentando...” pensei irritada.

A limusine parou depois de meia hora andando num trafego lento.

-Chegamos, senhor. – o motorista disse.

-Obrigado. – Charlie agradeceu e abriu a porta. Uma chuva de flashes o cobriu. Ele estendeu a mão para dentro e o Demônio a pegou e saiu contente, lançando-me um ultimo olhar superior. Em seguida, saiu Seth e antes que eu pudesse ser tirada do carro com sua ajuda, Leah me empurrou, fazendo-me sentar de novo e saiu, grudando na mão dele. Respirei fundo. “Grande bosta... Eu iria sair junto com meu Ego! Foda-se!” pensei.

Uma mão surgiu para me tirar dali.

Escorreguei ate a ponta do banco e peguei a mão, saindo do carro em seguida. Os flashes clicaram febrilmente quando identifiquei o verde intenso dos olhos. Ele tinha um sorriso superior grudado na face! Assim que eu e meu vestido saímos do carro, ele fechou a porta.

-Surpresa? – perguntou olhando-me no fundo dos olhos.

-Um pouco. – admiti. –Eu sabia que ia ser divertido! – e atravessamos, na frente de Seth e Leah, ficando atrás de Charlie e Sue.

-Divertido!? – perguntou confuso. Coloquei o melhor dos sorrisos no rosto e paramos um pouco, deixando os fotógrafos tirarem as malditas fotos. –Divertido? – perguntou de novo, tentando entender.

-É! – confirmei. – Veja a cara de Leah, logo aqui atrás... Os olhos dela estão quase saindo do crânio! – com isso, Edward riu e jogou a cabeça para trás.

Fotos Importantes:

Jane

Carro do Edward (Porsche Carrera GT)

Carro do Edward (Jaguar)

Carro da Bella (Aston Martin)

Carro substituto da Bella (Audi r8)

Notas finais
E entao!? A festa vai bombar... E final do proximo capitulo prometeeeeeeeeeeeeee... 66
HAHAHAAHAHAHAHA

Vamos lá... Que comece a rodada de reviews!
Estou ansiosa por teorias! Vou dar um ponto de partida para elas: "O que voces acham que vai acontecer nessa festa, alem da morte de Bree?"

Perguntaram-me se Jacob vai participar da fic. Sim, ele vai!

E agora? Teorias!?

Beijo, ate a proxima sexta!
=*