The Killer
17 XVI – Problemas
Notas iniciais
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Boa leitura!
XVI – Problemas
Narração: Cullen
Deitado na cama de Isabella, estou um pouco decepcionado. Já era de manha e ela estava no banheiro há uma hora. Eu estava cogitando a hipótese dela ter morrido afogada na banheira! E então, eu me ferraria...
Infelizmente, aquele durma comigo foi totalmente sem malicia e eu pude conhecer mais uma vez o lado generoso dela. Isabella não quis dar muitas explicações, mas era algo como piedade de me ver no frio da sala e ela no aconchego do quarto quente. É, eu também achei injusto da parte dela em não me ceder o quarto de hospedes!
Perai... Tem um quarto de hospedes?
A porta do banheiro se abriu, deixando o vapor de água quente sair em rajadas. Isabella estava com um roupão felpudo branco cobrindo o corpo esguio. Ela ergueu uma sobrancelha cinicamente quando me sentei ereto. Eu não era bom com isso!
-Ah é... – ela exclamou antes de eu falar alguma coisa. Eu teria que agradecer mais tarde. – Desmarcaram sua audiência.
-Mesmo? – sorri com a idéia.
-Mesmo! – concordou. – Sua próxima audiência esta sem data marcada... Mas, você tem que me contar tudo!
-Oh Deus, eu já ouvi isso antes! – resmunguei irônico. Ela pôs o cabelo atrás das orelhas.
-É serio... Eu tenho que pelo menos ti conhecer para defender!
-Não me conhece o bastante? – rebati provocando. Ela riu, mas tentou esconder.
-Que você é bom de cama e também mata pessoas não é um argumento concreto na Promotoria! – respondeu, entrando na brincadeira.
-Deveria ser! – sorri torto.
-Eu também estava me esquecendo! – disse indo para o seu armário. – Tenho que pegar meu carro na oficina hoje à tarde...
-Tudo bem, eu ti levo lá! – falei levantando da cama. Ela se virou abruptamente.
-O que!? Não! – negou ofendida. – Não! Você não vai me levar!
-Você aposta? – rebati serio.
-Você... Não, você não pode! – ela estava mesmo indignada com a idéia. – Olha, eu... Vou de taxi!
-Esta brincando comigo! – sorri sem humor. Ela estava seria.
-Não, não estou! – e cruzou os braços. – Podemos fazer isso do modo fácil ou do modo difícil. Qual você escolhe? – não respondi, mas quando ela arqueou as sobrancelhas, vi que Isabella queria mesmo uma resposta.
-Quer mesmo que eu responda!? Acha que eu tenho a fama de ser o melhor de NY porque escolho os trabalhos fáceis!? – quem estava indignado agora era eu.
-Eu sou um trabalho difícil!? – zombou. Crispei os olhos. – Eu, que não tenho mais do que 50 quilos e não mais alta do que meus 1,63... Tem certeza!?
Sorri. Ela estava me irritando!
-Você é advogada! – apontei para ela com a mão. –Se fosse um amador e deixasse você abrir a boca e argumentar... Garanto que você estaria aqui da mesma maneira!
-Então... – e riu com desdenho. – Você é um amador?
Avancei contra ela, fechando meus dedos envolta do seu pescoço magro e a bati na parede. Bufei com os olhos injetados de raiva. Eu vi o terror tomar conta do seu rosto. Eu praticamente senti o cheiro do seu medo... O medo de morrer pelas minhas mãos, aqui e agora!
-Tome cuidado com suas palavras, gracinha. – sussurei ameaçador. O rosto vermelho e os olhos esbugalhados indicavam que eu estava apertando seu pescoço com muita força. A soltei e Isabella se curvou sobre si mesma, apoiando as mãos nos joelhos e puxou o ar com dificuldade. – Não sou famoso por ter paciência, Isabella! – murmurei com a expressão fechada.
-Se esta pensando que vou pedir desculpas espere sentado, porque se ficar em pé, vai cansar! – rebateu desafinada. Apertei as mãos em punhos e engoli a saliva ruidosamente. Isabella estava mesmo pedindo para levar um soco!
-Não adianta... Você não vai sozinha! – falei o mais calmo possível, ate parecia que eu estava explicando a uma criança de onde vem os bebes.
-Ah eu vou, pode ter certeza disso! – seu tom era vitorioso.
-Veremos! – desafiei e fui para o banheiro.
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Narração: Swan
-Isso é patético! – resmunguei amuada no banco do carona. – Sinto-me vulnerável, inútil e frágil!
-No momento, você é bem isso! – Edward respondeu parando num semáforo.
-Rá rá. – murmurei não achando a mínima graça. Suspirei. – Charlie vai querer arrancar meu fígado!
-Peça para ele arrancar o rim, assim podemos vender! – resmungou como se eu não pudesse ouvir. Fechei os olhos, com uma enorme vontade de devolver a provocação.
-Ele esta uma fera. – expliquei.
-Porque motivo? Você não é a vitima da historia!? – ele rebateu enfiando a mão na buzina visto que uma moto quase arranhou a lataria do carro. –IMBECIL! OLHA POR ONDE ANDA! – gritou nervoso. Arregalei os olhos, mas mantive-me quieta. Eu teria a mesma reação se fizessem isso comigo!
-Não disse que está bravo comigo... Talvez esteja um pouco por eu ter desligado o telefone na cara dele ontem, mas... Ele está bravo com você, na verdade! – falei dando de ombros.
-Comigo? – sua voz surpresa me fez dar de ombros de novo.
-Ué... Você é o assassino da historia, ele está convencido de que foi mesmo você que me enviou a cobra venenosa!
-Absurdo! – se limitou em dizer. Não falei mais nada e o resto da pequena viagem foi assim: silenciosa!
Poucos minutos depois, ele parou o carro em frente à empresa. Tinha poucos carros, significava que metade da empresa estava no Tribunal Regional de Nova Iorque. Todo dia de audiência era assim... Falavam que era apoio moral! Nunca soube o que é isso! Suspirei, eu teria que subir com Esme, para ela ser minha testemunha... Mas Charlie era tão poderosamente fodido que se alguém ouvisse meus gritos, ele pagaria e tudo ficaria numa boa. Objeção: na próxima vida, não ter um pai advogado!
-Me liga. – ele disse se inclinando sobre mim. Umedeci os lábios. “Seria agora?” pensei esperançosa. Ele se dera conta que eu também queria!? Mas ele só abriu a porta e se afastou de novo, deixando-me frustrada. Edward parecia se divertir em me ver assim.
-Pode apostar... – e sai do carro lentamente. – Que não! – e fechei a porta. Comecei a me afastar do carro, mas pensei ter ouvido o zumbido do vidro elétrico sendo abaixado.
-Isabella?
Olhei para trás.
-Sim? – usei todo o cinismo que havia herdado da grande linhagem dos Swan.
-Eu não preciso trabalhar e... – ele sorriu torto. – Eu vou saber se você sair sozinha ou acompanhada, não se preocupe!
-Como? – perguntei nervosa.
-Minha querida... – agora, ele usava o cinismo. Não gostei! – Eu trabalho numa empresa de tecnologia. Como você acha que posso ti achar hein?
Com o rosto contraindo de raiva, virei-me e continuei a andar para o prédio de porte médio. Entrei na recepção e não vi Esme. Ah droga, será que ela não veio!?
Esperei o elevador se abrir para eu entrar. Eu sempre entrava tão distraída, que pela primeira vez, eu notara que tinha uma musiquinha chata de espera no interior do elevador. A musiquinha só me irritou e fez os pelos da minha nuca arrepiar em repulsa. As portas se abriram e eu saí relutante. Estava com medo de ver aquela expressão furiosa no rosto dele outra vez!
-O que aquele idiota pensa que esta fazendo!? – ouvi seus gritos. As poucas pessoas que não foram ao Tribunal abaixaram a cabeça. É, elas estavam torcendo para não cruzar o caminho de Charlie hoje. Engoli seco. “Mal dia para conversar com ele...” pensei agoniada. – Não foi isso que combinamos! – esbravejou de novo. Respirei fundo e tomei coragem, atravessando o corredor que ligava minha sala a dele.
Eu estava fodida. Da pior maneira possível!
-Idiota! Idiota! Idiota! – repetia indignado. As palmas de minhas mãos estavam suadas e eu sentia o mesmo molhar-me a testa, e estragar minha maquiagem! Levantei a mão lentamente para bater na porta, quando a mesma se abriu e Esme trombou comigo.
-Isabella! – suspirou aliviada. –Fico feliz que esteja bem, querida!
-Não por muito tempo. – murmurei, olhando a porta semi-aberta atrás de si. Ela soltou um suspiro.
-Talvez se ele ver você se acalme... O Sr. Swan esta quase sofrendo um ataque cardíaco por causa da audiência que esta sendo mostrada ao vivo, com exclusividade, para ele!
-Ele não vai arrancar meu couro, Esme? – sussurei.
-Nãããão! –gritou sobressaltando nós duas. – Esse merdinha vai acabar com a reputação da minha empresa! – ele estava me irado.
-Não... Pelo amor de Deus Isabella, entre logo nessa sala se não quiser vê-lo no hospital!
-Aonde vai? – perguntei desesperada.
-Pegar um copo de água e um calmante... – murmurou andando apressadamente para não sei onde. Respirei fundo e abri a porta aos poucos. Charlie andava de um lado para o outro, mordendo o próprio punho em intervalos regulares ao assistir a audiência na TV de LCD. E me perguntei: “Porque Charlie não fora na audiência?”. Ele podia ir assistir, assim como foi na minha.
Entrei e fechei a porta silenciosamente. Charlie estava tão furioso que não me notou, tensa, em pé em frente à porta. Eu ia pigarrear para chamar sua atenção, quando ameaçou a TV com um soco. Esme tinha razão, ele ia sofrer um ataque do miocárdio caso não se acalmasse logo. A coloração vermelha-aroxeada não combinava com ele!
-P-pai? – murmurei amedrontada. Ele parou num solavanco e me olhou surpreso.
-Bella? – assenti devagar. Ele pareceu respirar fundo pela primeira vez. – Ah Bella, é bom ver que você esta bem! – e avançou para mim. O ato não continha violência, por isso não recuei. Foi estranho sentir Charlie me abraçar.
Não era comum. Não tinha naturalidade. Não tinha carinho... Talvez houvesse alivio! É, na certa, havia alivio em saber e ver que eu estava mesmo bem! Demorei alguns segundos para devolver o abraço. Coisas de pai e filha, eu não era perita e ainda por cima, estava enferrujada! Esme abriu a porta num rompante, imaginando o silencio de Charlie ser uma coisa ruim. Eu pensei que ele ia se soltar de mim, como se tivesse levado um choque.
Enganei-me.
-O senhor parece mais... – Esme procurou uma palavra. Afastei-me um pouco para ver o rosto do meu pai. Ele estava voltando à cor natural.
-Calmo. – completei para ela.
-Mais calmo... – concordou alçando o copo e o comprimido branco para Charlie. – Vamos, beba!
-Eu não quero isso no meu sistema! – Charlie disse turrão como sempre. Suspirei, saindo da prisão de seus braços e pegando as duas coisas da mão de Esme.
-Vamos, pai, beba! – e ofereci a ele. –Vai se sentir melhor!
Ele estreitou os olhos e pegou o comprimido e pôs na boca e em seguida, bebeu a água. Assenti, sorrindo sutilmente. Olhei de relance para a TV.
-MAIS QUE PORRA ELE ESTA FAZENDO? – eu gritei indignada. Os dois me olharam surpresos. – O que!? Ele esta fazendo merda! Veja só! Que vergonha... Onde ele fez o mestrado dele!? Em casa? Aonde esse imbecil pensa que trabalha!? Cadê a responsabilidade dele?
-Eu falei para você... – Charlie murmurou presunçoso para Esme. Ela deixou os ombros caírem.
-Devo trazer outro calmante? – ela perguntou.
-AH DEUS, CALE A BOCA DESSE ANIMAL! – berrei de frente para a TV, sem prestar atenção no que os dois conversavam.
-Acho que sim! – e ouvi a cadeira de Charlie ranger, anunciando que ele havia sentado. O clique baixo da porta sendo fechada, indicou que Esme havia saído em busca de não sei o que.
-Como foi que ele foi contratado? – pensei alto de propósito para Charlie ouvir. Botei as mãos na cintura. – Deve ter sido falha do RH... – eu estava sentindo uma necessidade de entrar pela TV e dar na cara daquele energúmeno! — Nãããão! É errado, é errado... – murmurei agitando as mãos. — BURRO, BURRO, BURRO! – ao fundo, pensei ter ouvido um riso, mas ignorei.
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Fui obrigada a passar praticamente todo o meu expediente na sala de Charlie. Ele estava sendo um chato super protetor, mas eu relevei. A gota d’água foi num momento intimo entre eu e meu pai.
-Pai, posso fazer uma pergunta? – pedi docemente. O sorriso no rosto do meu pai era facilmente reconhecido por mim. Era o mesmo sorriso que ele dava quando éramos só nós dois... O sorriso que nunca mais vi depois que o Demônio entrou em nossas vidas!
-Claro. – concordou alegre. Mordi o lábio inferior.
-Promete não ficar bravo? – era um assunto delicado.
-Olha, se for sobre o novo cliente... Você sabe o que faz e sabe muito bem onde se mete! – ele deu de ombros. – Confio no seu julgamento, por isso é a vice presidente da empresa toda!
-Obrigada pelo segundo maior cargo... – sorri tímida e desviando os olhos. – Mas... Não é sobre isso!
-Sobre o que é então? – sua testa se franziu em preocupação. – Se vai ti deixar menos tensa, prometo não ficar bravo! – soltei um riso tremulo.
-Você ainda se lembra de minha mãe, pai? – perguntei num sussuro.
-Oh... Por essa eu não esperava. – murmurou chocado. Eu o fitei e o vi mudar de posição.
-Nunca falamos nela... Eu sempre respeitei seu silencio, mas... Estou curiosa! – dei de ombros. Com os lábios franzidos, Charlie estava pesando os fatores positivos e negativos. – Vou continuar respeitando se não quiser falar. – completei retorcendo as mãos por baixo da mesa.
-Não... – se negou ainda chocado. – Não, tudo bem. Se você quer saber um pouco dela, eu acho justo!
-Serio?
-Sim... – ele sorriu com um pouco mais de calor. – O que quer saber dela?
-Como ela era? – disparei, mal o deixando fechar a boca. Charlie exalou um suspiro sonhador. Aquilo no rosto dele era fascínio?
-Você é muito parecida com ela. – disse, preferindo encarar o teto do que a mim. – Cabelos compridos e olhos castanhos, um pouco mais claros que os seus, querida. – sorri, montando a imagem dela na cabeça. – Ela era mais robusta que você, mas ainda assim em forma! Eu me lembro... – ele hesitou mais sonhador do que antes. – Eu me lembro de como Renée ficou radiante quando estava grávida.
-Era o nome dela? Renée? – perguntei gentilmente, não querendo quebrar o encanto que ele estava se permitindo sentir. Charlie sorriu com mais naturalidade.
-Sim, o nome dela era Renée... Não me lembro do sobrenome dela, eu vivia dizendo que era complicado demais. – ele riu malicioso. – Foi assim que eu a pedi em casamento...
-Você soltou uma cantada barata? – perguntei rindo. Charlie gargalhou brevemente.
-É, eu...
A porta se abriu.
-Oh... – Sue pareceu surpresa em nos ver juntos. Eu vi o olho esquerdo dela se contrair. Ele só fazia isso quando ela estava contendo a raiva. Minha alegria foi embora, assim como o ar sonhador e radiante do meu pai. – Boa tarde, família!
-Boa tarde, querida. – meu pai disse no automático. Eu não respondi. Sue exalava falsidade! Fitei meu pai e ele parecia não notar isso. Levantei-me revoltada. Esse Demônio conseguia fazer uma pintura colorida se transformar em preto e branco.
-Pai, eu preciso ir. – falei apressada. Charlie não era burro, por isso percebeu meu incomodo.
-Não, Bells... Não precisa ir agora! – tentou remendar a situação. Sue continuava de pé, observando a cena com um sorrisinho na face.
-E-eu... – murmurei, mas parei de falar. Balancei a cabeça, reorganizando os pensamentos ao fechar os olhos rapidamente. –Eu preciso mesmo ir! Tenho que pegar meu carro na oficina. – falei rapidamente. Gaguejei e atropelei as palavras debilmente.
-Tudo bem. – ele parecia desejar que Sue não tivesse interrompido nossa conversa.
-Tchau pai. – falei sorrindo fraco pra ele. Dei as costas e dei de cara com o olhar superior de Sue, o Demônio. Só pra variar, estava com seu tailleur vermelho fogo. Soltei a respiração pelo nariz e engoli meu orgulho. – Tchau, Sue!
-Tchau, Isabella. – e fingiu sorrir carinhosamente para mim. Andei ainda meio entorpecida para a saída do escritório refinado.
-Bella?
-Sim, pai? – olhei esperançosa para trás.
-Não se esqueça de amanha. – ele disse.
-Amanha? – repeti confusa.
-Esta trabalhando tanto que não se lembra que dia é amanha? – brincou.
“Não Charlie, tenho tantos assassinos atrás de mim que... Bom, minha cabeça fica cheia, sabe como é né? Mas é só uma besteirinha...” pensei irônica.
-Que dia é amanha? – perguntei segurando a nuca.
-Dia da Fundação. – ele respondeu. Soltei um grunhido, concordando e fiz uma careta. – Você precisa estar lá!
-Mas...
-E leve quem você quiser! – apressou-se em acrescentar. – Sei que tem amigos importantes... Leve-os!
-Mas...
-Charlie, ela parece não querer ir... – Sue fingiu ser uma mosca morta querendo me ajudar. Fuzilei-a com os olhos.
-Isabella vai para essa festa desde que era criança. – meu pai disse severo. – Não pode deixar de ir só porque cresceu!
-Se você diz... – Sue recuou nos seus domínios. Ele podia ter tomado o calmante, mas ainda assim, não era um bom dia para azucrinar Charlie Swan.
-Vou estar lá... – falei lentamente. – Se é tão importante para o senhor, eu estarei lá! – ele não pedia tantas coisas... Não seria justo eu negar isso! E podia ser divertido!
-Ótimo. – sorriu para mim. – Nos vemos lá!
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Narração: Cullen
-Alo? – atendi o celular no primeiro toque.
-Estou saindo. – Isabella disse e em seguida, desligou. Mais veja só, que mimada! Não movi uma palha para sair de onde estava. Eu não sou o cachorrinho dela... Então, que Isabella use um pouco mais de educação!
Vi a hora em que ela saiu, parecendo desnorteada. Ajeitei minha postura e esperei mais um pouco. Ela olhou ao redor, mas deu-se por vencida, cruzou os braços e resolveu esperar. Dei partida no carro e andei poucos metros e parei perto do meio fio, na frente dela.
Não disse nada, apenas entrou parecendo abalada demais para falar.
-Aconteceu algo? – perguntei. A respiração de Isabella estava rápida e ela soltou um grunhido raivoso.
-Eu tenho vontade de matar aquele Demônio! – rosnou com a voz tremula. A olhei cuidadosamente.
-E seria...? – perguntei pensando que ela estava falando outra vez do pai.
-Minha madrasta. – soltou entre dentes. – Ela é uma vadia dos infernos! E eu odeio ela!
Não comentei. Pus o carro em movimento de novo. Eu teria que quase atravessar Nova Iorque inteira para chegar ate a maldita oficina. Olhei de relance para ela e vi seu corpo tremular e a mesma abafar um soluço. Ela estava chorando!? Ah Deus... Odeio essa situação!
Estiquei a mão para consolá-la. Afinal, é isso o que se faz quando uma mulher chora, certo? Foi o que fiz com Alice! Mas minha mão congelou no meio do caminho e voltei a colocá-la no volante. Respirei fundo.
-É só pedir. – murmurei concentrado na rua. Ela parou de chorar. –Você vai me defender então, eu posso ti fazer favores. Se desejar, é claro. – esclareci. – Então... – dei de ombros. – É só pedir!
-Faria mesmo, não faria? – sussurou.
-Sim. – respondi sem pestanejar. Ela não disse mais nada durante os seguintes 20 minutos. Parei o carro do lado oposto da oficina. –Não tem que devolver o outro carro?
-O... – murmurou com a voz incrivelmente baixa. – O outro carro é de Charlie.
-Hm. – soltei surpreso. Isabella parecia esgotada.
-Não me perca de vista! Estou com um mau pressentimento. – ao dizer isso, ela saiu do carro, deixando a pasta dela comigo. Suspirei ao vê-la atravessando a rua com cuidado. Acomodei-me e esperei. Eu teria que segui-la de perto, não podia abrir uma brecha... Ou então estaria tudo perdido!
Liguei o radio para me distrair e relaxar. Meu celular vibrou. Olhei o identificador de chamadas. Alice. Suspirei ignorando a ligação. Eu guiaria Isabella ate minha casa... Precisava ver umas coisas e ver o que Alice queria comigo.
Isabella saiu que nem uma bala da oficina. Rapidamente, dei partida no carro e a segui. O problema é: ela estava distante demais! E por segundos, eu a perdi de vista!
Narração: Swan
Olhei pelo retrovisor e não vi Edward e seu Jaguar preto.
Tentei ficar calma e continuei dirigindo no limite (80km/h) na pista dupla. Ali era centro e cheio de carros... Dificultava-me de usar a potencia do meu Aston. Suspirei feliz e alisei o painel. “Finalmente bebe, você voltou para a mamãe!” pensei melosa e sorri. Começou a chover misteriosamente. Nova Iorque costuma ser tão...
-Mas que porra...? – reclamei quando o carro deu um solavanco abrupto para frente. Olhei de novo pelo retrovisor com um pouco mais de dificuldade. Uma BMW vermelha de vidros escuros me perseguia. E nada de Edward! Minha respiração acelerou.
“Eu ia morrer agora? Sem classe e dignidade?” pensei angustiada.
Atravessei a Wall Street, meio perdida. Meu celular tocou estridentemente. Atendi, coloquei no viva voz e joguei em cima do banco do carona.
-Momento ruim! – falei em voz alta, oscilando o olhar entre a avenida a minha frente e o carro atrás de mim.
-Vai para o Brooklin... – Edward ordenou. – Agora!
-Onde você esta, posso saber? – perguntei irritada, mudando o curso do carro.
-Atrás do carro que ti atacou! – respondeu frio. A BMW bateu na minha traseira outra vez, fazendo-me rosnar. – Que esta ti atacando!
-O que eu faço!? – perguntei entrando no bairro.
-Mantenha seu carro em movimento. – era incrível em como sua voz não se alterou. – E deixe que eu cuido do resto!
Quatro tiros foram disparados contra meu carro, trincando o vidro traseiro!
-EDWARD! – gritei e bufei olhando pelo retrovisor. – Merda, saiu do mecânico agora...
-Estou indo. – e eu me distrai, com os olhos grudados no carro atrás de mim. Eu queria ver quem estava fazendo esse atentado contra a minha vida... – ISABELLA, CUIDADO!
Olhei assustada para frente.
“Tarde demais!” pensei arfando. Pisei no freio, cantando pneus, mas eu estava correndo demais para conseguir parar o carro em cima da hora. Tentei virar o volante, mas este estava travado. E então, eu rompi a barreira da ponte e meu carro caiu na água.
N/a: Se lembram daquela one-shot? Entao, eu já postei ela aqui no nyah... Leiam, Duas de Mim :)
Fotos Importantes
Notas finais
Ate a proxima sexta!
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