The Killer

16 XV - Veneno


Notas iniciais
EEEEEEEEEEEEEEEEEEIIII e ai géls?
Cá estou eu de novo com um novo capitulo que o final... hm, vai me obrigar a me mudar para a ilha de Lost! HAHAHAHA

Boa leitura!

PS: desculpem o tamanho dele! Eu estava escrevendo esse capitulo quando tive o bloqueio. Por isso ele tem umas 20 e poucas paginas... Desculpem-me o tamanho >.

XV – Veneno

Narração: Cullen

As pessoas passavam calma e alegremente na minha frente. Suspirei. Eu não sabia quem era meu oponente, mas tinha uma vaga idéia.

-Ugh... – Isabella gemeu, recobrando a consciência. Voltei minha atenção para ela, deitada toda folgada no banco de madeira.

-Você esta bem? – perguntei apoiando os cotovelos nos joelhos. Ela se mexeu devagar, tapando os olhos por causa da claridade. Mesmo imóvel, Isabella tinha classe e delicadeza.

-Eu não sei. – grunhiu se sentando. – Ah... – e alisou o rosto.

-Desculpe por isso! – falei lembrando-me do tapa que desferi em sua face. Ela deu de ombros.

-Eu mereci. – disse pensativa. Ficamos em silencio, ouvindo o som suave do vento ao balançar as copas das arvores. Isabella subiu para a mesa, ficando ao meu lado. – Onde estamos?

-Central Park. – respondi. Fitei-a sorrindo torto. – Você precisava respirar ar fresco!

-Obrigada!

-Você tem medo? – perguntei, olhando outra vez para frente.

-Medo!? – sua voz era confusa. – Medo de que?

-De... – e a fitei, tentando fazer uma expressão obvia. –Bem... Você sabe!

-Ah... – soltou surpresa e voltou a ficar em silencio. Eu esperei, sem esperança de que fosse me responder. Afinal, nas duas primeiras tentativas de morte, eu fora o responsável. –É um trauma de infância!

-Foi algo grave? – perguntei compreensivo.

-Algo assim... – sua resposta foi vaga.

-Hm. – resmunguei, dando a conversa por encerrada. O silencio entre nós era tenso, irreal. Eu sentia a estranha vontade de puxar um assunto com a Swan. – Esta com fome?

-Não! – negou rapidamente. Suspirei desanimado. Ela não me ajudava em nada também! – Eu combinei de ir... – e saltou da mesa num pulo, assustada. – Seth!

-Ah... – e sorri irônico. – Eu consegui fazer ele ir para casa... Seja ela qual for! – murmurei a ultima parte. Ela estreitou os olhos e cruzou os braços.

-Mas...

-Mas que você veio comigo. – respondi serio, levantando-me da mesa. Fiquei rente ao seu corpo, olhando no fundo dos seus olhos. Ela prendeu a respiração. – Então, volta comigo!

-Eu estou com fome. – respondeu de má vontade, cruzando os braços, sem saída. Sorri torto.

-O carro está parado logo ali... – falei indicando com um movimento de mão. Isabella assentiu seria e começamos a andar. A tarde em Manhattan estava tranqüila... Um pouco nublada, mas ainda estava bonita! O outono estava chegando, por isso, as folhas das arvores estavam começando a ficar amareladas. Quando chegamos ao meu carro: era um Jaguar preto, modelo 2002, outro xodó já que o Porsche estava no mecânico!

-Belo carro! – elogiou. Alisei a porta, antes de abri-la para ela.

-Obrigado. – e a observei entrar no veiculo com o queixo erguido, como se prezasse o orgulho que ainda tinha. Prendi o riso. Fechei a porta e andei lentamente para o meu assento. Suspirei, olhando-a de esguela. – Onde quer comer? — perguntei, dando partida.

-Mc Donalds. – respondeu animada. Enruguei o nariz.

-Não! – neguei balançando a cabeça com repulsa. Ela franziu a testa e os lábios.

-Burguer King!? – pediu esperançosa. Neguei. – Saco! Por que!? Eles têm ótimos sanduíches!

-Como pode comer isso? -perguntei enojado. O queixo dela caiu, deixando-a com uma expressão pavorosa, mas engraçada.

-Como ousa dizer isso!? Você... Não gosta!? – Isabella parecia indignada com isso.

-Não, não gosto! Tenho pavor dessas coisas prontas... Fast food e essas porcarias! – falei estremecendo e parei num semáforo.

-Deus... – murmurou cruzando os braços sobre a barriga. – Você por um acaso vive!? Como pode um ser humano nativo americano não gostar de hambúrguer!? – percebi que não falava comigo, apenas refutava com seus botões. – Todo mundo gosta de hambúrguer... – e bufou. – Probleminha! Ele tem probleminha!

-Só pra constar: eu ainda estou ouvindo! – falei seco.

-E...? – desafiou com a voz irônica. “Daí-me forças para não estrangulá-la, senhor Deus!” pedi fervorosamente por todo o caminho que fiz.

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-Use o drive-thru, é melhor! – disse-me. A olhei, cético.

-Você não vai comer essa porcaria dentro do meu carro! – falei bravo. Olhe só, ofereço o dedo e ela á quer o braço inteiro!

-E eu falei que ia comer!? – rebateu revirando os olhos. Bufei. – Eu falei que é mais fácil, não que eu ia comer aqui dentro! – soou acida. – Deus, você precisa limpar os ouvidos porq...

-Já chega! Eu já entendi! – a cortei. Deus do céu, como mulher fala! –Eu uso o drive-thru se não comer essa porcaria no meu carro!

-Ok. – respondeu sorrindo. Ela era bonita, mas ficava mais ainda quando sorria. Eu gostava de ver os outros sorrindo... Veja Alice, sempre gostei do sorriso dela! Claro que isso não acontece com Lizzy... O sorriso dela é irônico demais para ser bonito! Eca!

-Como se usa essa... Coisa? – perguntei, parando atrás de um carro. Ela soltou uma gargalhada desdenhosa.

-Oh céus... Você precisa de tratamento! – disse aos risos. –Deixa... – e pigarreou controlando o riso. – Deixa que eu mesma faço o pedido!

Respirei fundo, parando o carro no auto falante.

-Mc Donalds, boa tarde. O que desejam? – a voz eletrônica perguntou.

-Vá em frente! – a incentivei, apontando rapidamente para o auto falante.

-Tudo bem... – e se inclinou sobre mim, para chegar ate a minha janela. Eu não me senti incomodado, mas a mão dela no meio de minhas pernas dificultou meu estado de “estou ti ignorando”. –Ahn, ok! – e enumerou nos dedos o que pedia. – Quero dois hambúrgueres sem picles, uma porção extragrande de batata frita e dois Milk-shakes de chocolate com granulados... – e ela voltou para o seu banco, arrancando um suspiro aliviado de mim. Isabella me olhou com as sobrancelhas arqueadas. – Poe o carro em movimento, meu pedido esta pronto logo ali na frente!

-Obrigada pela preferência. Seu pedido está pronto! – a voz eletrônica nos saudou outra vez.

-Você vai comer tudo isso!? – perguntei, fazendo o que ela havia falado. Deu de ombros.

-Eu não sei.

-Aqui esta seu pedido senhor! – uma atendente passou o pacote para mim. Eu, por minha vez, o passei para Isabella. O mesmo aconteceu com o recipiente que guardava os dois copos de Milk shake. A atendente sorridente ainda esperava alguma coisa. Isabella me cutucou.

-Você deixou minha bolsa para trás, se lembra? – cochichou. A expressão inocente no seu rosto era demais. Reprimi a vontade de enfiar uma bala na cabeça dela e peguei a carteira, pagando o que devia. –Obrigada!

-Não manche os bancos! – grunhi. Ela me ignorou, abrindo o saco. – Eu jogo essa coisa encharcada de gordura pela janela se você começar a comer aqui! – falei serio, fazendo um contorno e pegando o caminho do apartamento dela. Isabella me analisava, vendo se tinha algum traço de brincadeira em mim. Como se eu estivesse brincando sempre... Eu nunca brinquei com ela!

-Faria mesmo isso? – perguntou incerta, hesitando com a mão dentro do pacote, pronta para pegar uma batata.

-Teste-me! – desafiei olhando de relance para ela. Fez uma careta, pensando e piscou varias e varias vezes, decidindo. Mordeu o lábio inferior, suspirando.

-Tudo bem. – se rendeu, fechando o saco de novo. – Mas ande logo, eu estou com fome!

-Se quiser me contratar como chofer, eu ti digo o preço! – retruquei. Ela, por incrível que pareça, riu. Abriu a janela, deixando o vento bagunçar seus cabelos organizados e ligou o som. Uma musica da Rihanna tocava estridentemente.

Olhei pelo retrovisor, procurando alguma coisa... Um carro ou moto nos seguindo, mas tudo o que eu vi, foi à bolsa grande e marrom de Isabella no bando traseiro. “Que vadia!” pensei indignado.

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-Oh meu Deus... – murmurou depois de engolir sua primeira mordida. –Isso é realmente bom! – meu nariz estava enrugado e eu não deixava de fazer careta. Ela revirou os olhos. – Para de fazer essa cara... Ate parece que estou me alimentando de sangue!

-Talvez sangue seja mais saudável que isso! – falei indicando o hambúrguer em suas mãos. Isabella balançou a cabeça, ponderando.

-Talvez. – concordou. – Mas isso aqui... – e apontou para o sanduíche. – O propósito dele não é ser saudável!

-E qual é então?! – perguntei horrorizado.

-É ser gostoso! – e deu outra mordida para enfatizar. Fiz um som de nojo. –Você devia experimentar!

-Não, obrigado! – neguei rapidamente. Olhou-me com desafio enquanto sugava pelo canudo o Milk shake.

-Sabe... – começou. Olhei ao redor, procurando mais detalhes. – Eu sempre tive vontade de saber o gosto de um Milk shake de morango. – a fitei, um pouco assustado. Ah não... Íamos começar a compartilhar sentimentos agora!?

-Não deve ser bom! – falei. Ela sorriu sem humor e com tristeza.

-Sesi, quer mais uma batata!? – e colocou delicadamente a comida no chão. A gata surgiu do nada e em poucos segundos, devorou a batata frita. – Ela adora batata frita!

-Os animais gostam de qualquer coisa que você põe diante deles. – retruquei.

-Você é um chato! – e voltou à atenção para seu hambúrguer.

-Obrigado! – e zombei. – Agora, você quer montar um fã clube? – e lembrei-me de Lizzy e Carlisle. – Mais fácil, entre em um! Descobri que já tem um montado...

-Serio? – arqueou a sobrancelha, notando algo em minha expressão. Virei às costas para ela, ficando de frente para uma janela. – Também não se dá bem com seus pais!?

-Meus pais!? – rebati, rindo chocado. – Eu matei meu pai assim que eu tive oportunidade! – falei o mais frio possível, voltando-me para ela. Isabella não parecia abalada.

-E sua mãe?

-É uma vadia! – cruzei os braços. – A pior das vadias! – completei.

-Quando você diz vadia...? – e ficou sem jeito, com a confusão estampando sua face.

-Ela tentou me matar! – respondi.

-Oh... – murmurou pensativa. Descansou seu hambúrguer no prato. – Às vezes... – começou sussurando, como se tivesse medo de proferir as palavras. –Às vezes eu tenho... – hesitou. Olhou-me envergonhada e balançou a cabeça. – Ah não, deixe para lá!

-Pode falar. – incentivei. Se ela queria dizer, quem era eu para não ouvir!?

-Às vezes tenho vontade de matar Charlie. – seu tom era desprovido de vida. Arregalei os olhos. Isso sim era chocante!

-Nossa! – balbuciei.

-Mas então... – Isabella parecia arrependida por tal desejo. – Eu vejo que é apenas ressentimento por ele ter se casado com Sue! – explicou e fungou. Ela ia chorar também!? – Problemas com pais... Eu também sou perita nisso!

-E sua mãe? – devolvi a pergunta. Ela mordeu um pedaço do sanduíche, ganhando tempo para responder.

-Hm... – engoliu apressadamente. – Eu não sei.

-Como não sabe!? – sentei-me na poltrona mais próxima de mim. Sesi, a gata, achou divertido se entrelaçar nas minhas pernas. Isabella deu de ombros, parecendo entediada com o assunto sobre a mãe.

-Não sabendo, oras! – e sorriu na direção da gata. – Ela gostou de você! – ela parecia surpresa.

-Isso não é natural?

-Não para Sesi. – e riu de novo. – Kim nunca conseguiu acariciar a cabeça da minha gata... Muito menos Emily e olha que ela esta há muito tempo comigo!

-Com você!? – perguntei tentando parecer neutro.

-É! – confirmou distraída. O trinco da porta principal se moveu um pouco, como se alguém tivesse forçado. Levantei-me num salto.

-Você trancou a porta? – perguntei num sussuro.

-O que exige em seu trancou!? – rebateu no mesmo tom baixo. – Eu tranquei! Só!

-Você quer morrer!? – perguntei cético. A porta se abriu um pouco e eu coloquei a mão na pistola, que estava escondida sob a parte da frente do meu paletó. Uma mulher alta, cor de café com leite entrou segurando sacolas ecologicamente corretas.

Ela parou assim que me viu, pestanejando aturdida.

-Quem é? – Isabella perguntou, ainda sussurando. A mulher deu mais alguns passos, entrando no campo de visão dela. –Ah... Nossa Emily, que susto!

-Tive que ir fazer compras! – a mulher se explicou. Isabella olhou para mim, alertando-me.

-Emily, esse é Edward meu novo cliente. – ela nos apresentou. Relaxei, tirando a mão da pistola. – Edward, essa é Emily, trabalha pra mim há anos!

-Oi. – cumprimentou-me. Balancei a cabeça, em cumprimento. — Fiz lasanha para o seu almoço! – Emily censurou com os olhos o hambúrguer nas mãos de Isabella. Ela sorriu, pondo a mão na frente da boca.

-Não se preocupe! Talvez Edward resolva comer por aqui... – e me olhou penetrante. – Não é?

-Talvez. – respondi, sentando-me outra vez.

-Hm, esta no forno! – ela respondeu. – Isabella, eu estou indo! Embry não esta muito bem!

-Não!? O que ele tem!? – Isabella perguntou voltando toda a sua atenção para a mulher.

-Esta com febre. Desconfio que seja catapora. – explicou. – Talvez não dê para mim vim depois de amanha!

-Sem problemas! Eu me viro... Qualquer coisa me ligue! – Isabella disse. A mulher assentiu e saiu do apartamento, apenas fechando a porta. Levantei-me e tranquei a porta de todas as maneiras disponíveis ali. Voltei para a poltrona e sentei-me confortavelmente. –Que porra! – ela disse suspirando aliviada. – Quer me enfartar por um acaso!?

-O... Que? – pronto, agora sobre o que ela estava falando!?

-Não pode reagir assim sempre que a porta se mexer um pouco! – disse irritada. Suspirei, fechando os olhos.

-Ótimo, então eu devo ir ao FBI e confessar todos os crimes que eu cometi. – ironizei. – Assim talvez eu tenha um acordo honesto...

-Ahn?

-É por que... VOCE TÁ QUERENDO MORRER! – gritei. – Talvez eu deva sair por aquela porta e amanha vai estar estampado nos jornais de quão trágica foi a sua morte!

-Sabe, você devia ser ator! – ela fugiu do assunto. Suspirei, exasperado.

Bom, foi ai que resolvemos ficar em silencio. Só o guizo da gata era ouvido (ela ainda achava divertido se entrelaçar entre minhas pernas) balançando quase que alegremente. Eu estava começando a ficar com sono, afinal, quantas horas consegui dormir na noite passada!? Duas? Duas e meia? Na verdade, eu não sei bem que horas fomos dormir!

-Você vai dormir aqui? – seu olhar oscilou entre o corredor que levava ao seu quarto e eu.

-O sofá parece ser confortável. – assenti. Umedeci os lábios. – Tem algo para beber?

-Você quer água? – brincou sorrindo maliciosamente.

-Se eu quisesse água, procuraria a torneira na sua cozinha... – rebati revirando os olhos.

-Uh... – brincou de novo. – Temos alguém de mau humor!

-É sono! – respondi carrancudo.

-Esta reclamando de não ter dormindo noite passada? – seu tom era provocativo. Crispei os olhos.

-Me ouviu reclamando!? – devolvi a provocação. – Eu reclamei de sono, não dá noite passada... – Isabella bufou contrariada. Eu poderia dizer que minha falta de sono era da noite retrasada, mas fiquei quieto quanto a isso!

-Tem vinho na geladeira e vodka no congelador. – respondeu-me de má vontade. Sorri torto.

-Essa devia ter sido a sua resposta inicial! – falei levantando-me e andei em direção a cozinha. Estava limpa, com a pia sem nenhuma louça. Essa Emily trabalhava muito bem... Suspirei, abrindo a geladeira. Eu queria algo para beber e não para ficar bêbado, optei pelo vinho tinto. Peguei a garrafa e reparei que estava pela metade.

Onde eu acharia uma taça agora?

Suspirei outra vez analisando as portas dos armários. Virei-me abruptamente, pronto para perguntar onde eu acharia a taça quando bati em Isabella e a desequilibrei.

-Ai! – ela exclamou, indo em direção ao chão. Agarrei seu pulso e a puxei para cima outra vez. Seu corpo veio com tudo e bateu com força no meu. Isso nem me fez titubear. – Ups... – murmurou ajeitando os cabelos soltos.

Nicole Scherzinger – Poison

Seus lábios estavam rosados artificialmente pelo batom que passara mais cedo. A pele branca e lisa parecia ressaltar a cor deles... Eu tive que soltar o ar ruidosamente para me controlar. Eu queria mesmo beijá-la e o desejo era recíproco da parte dela.

Isabella ficou na ponta dos pés, esticando o pescoço para tentar ficar na mesma altura que eu. Recuei a cabeça não querendo sucumbir ao desejo.

-O que faz aqui? – perguntei com a respiração pesada. Ela arfou com os olhos entreabertos.

-Vim ti pegar uma taça... – sussurou segurando-me pelo colarinho da camisa e tentou me beijar. Inclinei minha cabeça para cima, fazendo-a beijar meu queixo.

-Faça as honras então. – dei um passo para trás. Eu vi a frustração se espalhar por seu belo rosto de marfim. E logo se transformou em irritação. –Se importa se eu...?

-Faça o que quiser! – disse ríspida. Abriu a porta debaixo do seu armário e me passou a taça. A peguei com a sobrancelha arqueada. –Só não ponha fogo no meu apartamento! – e saiu da cozinha.

Edward 01 X 00 Isabella.

Sorri torto, enchendo a taça de vinho.

Narração: Swan

O diabo que o carregue!

Entrei na sala bufando de raiva e vi Sesi, em cima da mesa de centro, mastigando o final do meu hambúrguer. A deixei comer em paz e fui para o meu quarto. Bati a porta com força e imediatamente comecei a desabotoar a camisete que estava usando. A joguei no chão. Tirei a calça com a mesma violência e marchei para o banheiro.

Parei em frente ao espelho, amarrando os cabelos num coque frouxo. As marcas no pescoço foram como um tapa na cara, como ele me dera. Balancei a cabeça, espantando as lembranças traidoras e pervertidas. Peguei minha escova elétrica com creme dental e comecei a escovar os dentes.

“Eu tenho que ligar para Seth...” pensei suspirando. Cuspi a espuma dentro da pia. Bufei pondo a mão livre na cintura. Deus, onde eu estava com a cabeça? Eu estava me rebaixando para ele... Cadê o meu orgulho?

Edward Cullen conhecerá Isabella Swan a moda antiga: com uma boa provocação. Com uma boa provocação ao meu jeito!

Cuspi a espuma novamente, mas com mais violência. Me despi completamente e entrei no box de vidro para tomar um banho.

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Estava vestida com um roupão felpudo enquanto secava os cabelos com a porta do banheiro aberta, quando o telefone tocou. Desliguei o aparelho e tentei por meus cabelos em alguma ordem. Andei lentamente para o telefone que tocava estridentemente.

Qual é, já era 23h:02min da noite! Atendi, hesitante!

-Alo?

-Bells... Nossa, graças a Deus! – a voz de Seth era aliviada. – Você esta bem?

-Agora sim... – respondi, sentando-me na ponta da cama.

-Bella, calma ai... – ele murmurou.

-Ok. – e esperei. O silencio era esmagador. Eu não ouvia nenhum movimento de Edward e também não ouvia nenhum sinal de Seth do outro lado da linha.

-Isabella!

Oh meu Deus!

-Pai? – minha voz saiu aguda e surpresa. O pânico tomou conta de mim!

-Que historia é essa de ter uma cobra na sua sala? – perguntou bravo.

-Ahn... – murmurei confusa e sem saber o que falar.

-Quando pretendia me contar? – foi direto ao ponto.

-Amanha quando eu o visse na empresa. – respondi num sussuro. Ele bufou.

-E quem ti mandou? – perguntou receoso. Ele estava pensando mesmo que meu assassino havia mandado a cobra pra mim? Como Charlie é absurdo!

-Eu não sei. – cochichei. –E pare de pensar que foi ele, Charlie!

-Você tem certeza?

-Acha que ele seria idiota em tentar matar a sua nova advogada? – rebati num tom obvio.

-Você prosseguiu mesmo com essa besteira!? – disse irado.

-Não é besteira quando se diz respeito da liberdade de alguém. – respondi solene.

-Mentiras! – esbravejou. Suspirei, alisando a testa.

-Boa noite, Charlie! – falei, desligando o telefone. Puxei as pernas para cima e abracei os joelhos e encostei o queixo no mesmo. Olhei o relógio de novo. Estava tarde e amanha eu teria que acordar cedo. Levantei-me, tirando o roupão e procurando por meu pijama de cetim cor de madre perola. Era o meu preferido.

Apaguei a luz do banheiro e me deitei. Agora eu iria dormir...

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02h:21min da madrugada.

E eu ainda estava mais acordada do que nunca! Eu virava e mexia, mas nada do sono chegar. Joguei a coberta de lado e sentei-me. Sei que eu não era a melhor pessoa do mundo, mas... Eu havia agido como um monstro em deixá-lo sem algo para embrulhar. A noite estava fria!

A idéia de tê-lo morrendo de frio na minha sala estava me assombrando no exato momento em que minha cabeça tocou o travesseiro. Suspirei resignada. “Que merda eu iria fazer!?” pensei amarga. Joguei as pernas para fora da cama...

Narração: Cullen

Deus, estava mesmo frio!

Não liguei muito para isso, cobri-me com o meu próprio casaco. Bom, pelo menos, deu para esquentar os braços. Sesi me ajudou e se deitou sobre minha barriga. Pelo menos o animal tinha mais consideração por mim do que a dona de nariz em pé.

Meu celular vibrou por varias vezes, mas eu ignorei. Tinha demorado tanto para achar a posição perfeita e quentinha e iria desfazer isso por uma ligação!? Nem se fosse o Obama me oferecendo trilhões para matar o Osama!

Depois de muito pensar em toda a minha situação: Alice, Lizzy, Carlisle, Isabella... Eu fechei os olhos e dormi.

O ruim é que pareceu que não foi por muito tempo! Ou foi!?

-Psiu... – e eu senti uma mão quente em minha testa. –Ei... – soltei o ar pesadamente. Eu queria dormir, era difícil entender isso!? Que porra! – Edward? – ainda deitada em minha barriga, Sesi resmungou. Soltei um grunhido, concordando com ela. – Ei Edward, acorde!

Oh-ou...

-Acorde! – reconheci a voz de Isabella. Sentei-me sobressaltado já com a arma em mãos e olhando ao redor.

-O que foi!? O que foi? – perguntei urgente. Ela pareceu constrangida.

-Não foi nada! – sussurou ao ver a gata andar lentamente para seu quarto. Soltei um suspiro aliviado e voltei a deitar no sofá. Ótimo, agora a gata não me ajudaria a esquentar! Ponto pra Isabella!

-O que você quer? – resmunguei.

-Durma comigo!

Pestanejei algumas vezes e não contive a arqueada que minha sobrancelha deu. Eu tinha que ouvir de novo! Esse era o momento em que Isabella descia do seu pedestal!

-O que? – perguntei fingindo-me confuso.

-Durma comigo! Essa noite... – e completou um pouco mais seria. – Agora, se puder!

Se ela estava desesperada, porque me negar?

Fotos Importantes

Isabella Swan

Edward Cullen

Alice Cullen

Kim

Seth (é só imaginar ele um pouquinho maior!)

Notas finais
Estou escondida de voces... Porque eu sei que vao querer me matar depois desse finalzinho!
HAHAHAHAHAAHAHAHAHHHAHA

Eu só tive essa ideia agora... Entao, todas as fotos que procurei, eu vou postar 5 a cada fim de capitulo ate eu postar todas! =D

Ah é... Pra quem quiser me seguir no twitter (@LuNandap), deixe um avisinho que é leitora que eu sigo de volta. Eu sempre solto spoiler dos capitulos lá =D

É isso ai!
Ate a proxima sexta... =*