The Killer

45 XLIV - Minha Imortal


Notas iniciais
Eeeeeeeeeeeeeeei! Tudo bem!?
Ignore a pergunta, afinal, eu sei que nao! Todas muito ansiosa com o fim de TK?
Não se desesperem ao ver a palavra "FIM", porque ainda tem epilogo... E eu nao terminei! HAHAHAHA
Chega de embromação!
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Boa leitura!

XLIV — Minha Imortal


Narração: Swan

Possibility — Lykke Li

-Eu tenho que fazer, Edward, me deixe fazer! — pedi com a voz tremula. Ele negou freneticamente.

-Não! — sua voz estava mais rouca que o normal. A pistola em minha mão esquerda não me impediu de segurar a cabeça fortemente.

-Edward, não... Por favor, me deixe fazer! — ele negou de novo. Meu suspiro foi entrecortado. — Então, faça! — estendi a pistola para ele.

-Não, Bella! — soou ofendido, mas sua expressão era implorativa.

-Viu? — minha voz subiu algumas oitavas. — Se você não quer fazer, eu farei! — pisquei fortemente. — Eu não quero acordar no meio da noite com um desconhecido apontando uma arma para a minha cara... Eu não quero ti levar comigo, Edward! — falei. -Muitas pessoas já entenderam que eu sou um alvo móvel... Porque você não se afasta também?! Vá, fuja de mim! Fuja enquanto ainda tem vida...

-Me dê isso aqui, Bella! — ignorou-me e tentou roubar a pistola de minha mão. Recuei, apontando a arma para ele. Engatilhei.

-Se afaste ou eu atiro! — ameacei firme.

-Se atirar, ficarei aqui... — ele se aproximou, ate o cano da pistola ficar no meio do seu peito. — Sangrando ate morrer! — desviei a pistola para seu ombro, afinal, minha mão estava perigosamente tremula. Apertar o gatilho poderia ser fatal agora! Afastei-me e então minhas pernas não sustentaram mais meu peso e cai de joelhos no chão. Meus soluços sacudiam todo o meu corpo. Sentei-me de lado e larguei a pistola. — Bella... — murmurou ajoelhando-se na minha frente e me abraçou forte. -Não faça isso comigo!

-Tudo bem. — alisei seu rosto e vi umidade em seus cílios. Edward estava sofrendo tanto quanto eu. Segurei sua face entre minhas mãos e beijei seus lábios.

Ele enlaçou minha cintura com seu braço forte, colando seu corpo no meu. Sua língua se enroscava com a minha de um jeito sensual. Eu vivia há algum tempo com Edward para saber que a sensualidade fazia parte da sua presença marcante. Ele não queria me matar, mas devia, afinal, agora tinha vários assassinos atrás do grande premio: eu. Mais cedo ou mais tarde, alguém nos mataria. Jacob havia ameaçado sua vida. Então, ficar sem Edward podia ser mais cedo do que tarde...

Eu não suportaria vê-lo morrer... Ou morto!

Ele nos deitou no chão, se alojando confortavelmente entre minhas pernas. Com movimentos rápidos tirei sua gravata, enquanto Edward tirava meu vestido de renda bege. Estourei os botões de sua camisa de linho branca. Ele abandonou meus lábios e afundou-se em minha clavícula ao arrancar-me o sutiã. Meus gemidos saiam mais naturalmente agora.

Eles o estimulavam a continuar.

Suas caricias eram sempre tão intensas que me deixavam tão desnorteada quanto da primeira vez que transamos. Quando dei por mim, já estávamos nus. Eu amava a maneira de como sua mão me apertava à coxa, era um jeito rude e selvagem, mas ainda assim carinhoso. Unimos nossos lábios de novo, saboreando! Entrelacei meus dedos em seus cabelos sedosos, ele finalmente parara de usar a porra do gel. Edward desceu os lábios de novo, dessa vez libidinosa, mordendo, sugando e lambendo a região do pescoço. Eu sempre ficava louca com isso.

-Antes de continuarmos... — sussurrou. — Prometa-me que não vai fazer nada!

-Vamos tomar uma decisão pela manha, ahn? — sugeri sem fôlego. Ele sorriu, aprovando a idéia.

-Acho ótimo! — e voltou a me alisar. Edward me invadiu do mesmo modo libertador da primeira vez. Quando se faz as coisas pela ultima vez, elas costumam se parecer com as primeiras? Arranhei suas costas, contorcendo-me sob si. Seus movimentos eram rápidos e isso me fez morder os lábios fortemente. — Não, não... — repreendeu-me. — Compartilhe comigo, anda!

-Velhos hábitos nunca morrem... — murmurei rindo. Ele riu também, sem fôlego. Deu-me um tapa estalado na bunda, fazendo-me gemer.

-É mesmo, velhos hábitos nunca morrem! — concordou. Eu ri, revirando os olhos e remexendo o quadril no mesmo ritmo dele, tentando acompanhá-lo! Enlacei minhas pernas em sua cintura, dando-o mais espaço e conforto.

Ele nos levantou do chão, pondo-me sentada em suas coxas, sem quebrar o contato. Eu quiquei do jeito que ele gostava, arranhei suas costas, seu peito, seu abdômen e deixei-o puxar meus cabelos pela raiz. Com Edward, sentir dor destravava o mecanismo do prazer e tudo ficava mais intenso. Nossas respirações rápidas se misturavam com gemidos e sussurros desconexos. Meus gemidos aumentaram. Edward sorriu torto, provocando. Dei um tapa no seu rosto.

-Faça junto comigo! — exigi e em seguida soltei um grito. Eu estava quase lá.

-Agora você fala durante a foda? — zombou e sugou o lóbulo da minha orelha. Gemeu baixinho em meu ouvido, fazendo-me arrepiar.

-Vá para o inferno, Edward! — gritei no meu ápice. Edward bombou mais algumas vezes e veio junto comigo, amolecendo e voltamos a deitar no chão. Ele deitou a cabeça em meu peito, ouvindo meu coração crepitar furiosamente contra as costelas enquanto eu tentava acalmar a respiração. Acariciei seus cabelos de modo carinhoso, eu estava me saindo bem nesse negocio de "ser uma boa namorada/noiva". Eu tinha potencial, pena que não iria aproveitar. Aproximei a boca de seu ouvido. Eu precisava ouvi-lo dizer o mesmo para mim antes de cair no sono eterno. — Eu amo você, Edward.

-Eu também amo você, Bella. — sussurrou beijando minha têmpora.

Ele saiu de dentro de mim e inverteu as posições. Acomodei-me em seu peito. Era bom sentir sua mão subir e descer por minha coluna num toque quase imperceptível. Edward podia ser insensível, mas não deixara de ter sentimentos. Levantei a cabeça procurando por sua cueca. Olhei ao redor confusa e eu não precisava olhar para ele para saber que no seu rosto tinha um olhar curioso. Joguei a cueca para ele.

-Vista! — bradei exigente. Edward me olhou com ceticismo.

-Por quê?

-Porque quando Emily chegar pela manha, não quero que ela fique olhando para onde não deve! — menti. Eu sabia mentir bem. E ele acreditou em mim! Doeu-me o coração contar-lhe essa mentira.

-E você!? — ele arqueou a sobrancelha. Gravei o tom exato de seus olhos, aquele seria o ultimo olhar dele que eu veria.

-Ela esta acostumada a me encontrar andando nua pelo apartamento... — dei de ombros, voltando-me a me acomodar em seu peito. Era bom ficar assim, ouvir seu coração bater forte e compassado. Sua respiração foi acalmando, ate acompanhar o coração. Eu queria dormir, mas não podia fechar os olhos. Logo, o coração e a respiração ficaram calmos e diminuíram o ritmo. O braço de Edward que me envolvia, ficou solto e eu soube: ele havia adormecido. Agarrei-me mais um pouco a ele. Eu não imaginava que me afastar dele seria tão difícil.

Suspirei e levantei-me devagar. Afastei-me de si lentamente, com medo de acordá-lo, mas sua expressão continuou inalterada. Pus-me de pé e fui para o quarto. Vesti o robe mais bonito que eu tinha: ele era comprido o bastante para se arrastar atrás de mim, era de um azul claro misturado com um tom marinho bonito, as mangas lembravam a boca de um sino, o mesmo que eu havia vestido quando Jacob me atacou. Amarrei a tira de cetim na cintura. Olhei ao redor, com uma expressão saudosa. Sai do quarto e entrei no pequeno escritório, ao lado do quarto. Lá tinha folhas e caneta, eu precisava escrever algo para Edward e explicar o motivo do meu suicídio.

Eu não era boa com palavras, muito menos com cartas! Essa seria a primeira e ultima carta de amor que eu escreveria... Então, ele teria que me perdoar se não fosse boa o bastante. Gastei poucos minutos para expressar meus sentimentos em palavras gentis e doces. Peguei a folha entre as mãos e um envelope branco. Voltei ao quarto e procurei pelo meu perfume habitual. Lembro-me de um dia, Edward dizer que adorava aquela fragrância. Borrifei em toda a folha e a dobrei, pondo-a dentro do envelope. No mesmo, eu escrevi em letras finas e elegantes o nome de Edward. Achei entre minhas coisas de cabelo, um prendedor com uma flor artificial: era uma tulipa vermelha e foi com esse prendedor que eu selei o envelope.

Voltei à sala com passos lentos.

Ele ainda dormia como um anjo. Suspirei, querendo voltar para o seu lado. Segurei as lagrimas dentro dos olhos e deixei o envelope em cima da mesa de centro. Ajoelhei-me ao seu lado com cuidado e beijei sua testa e lábios com a mínima pressão.

-Eu te amo. — sussurei em seu ouvido. — Eu te amo, Edward! — beijei o local perto do seu ouvido. Levantei-me do mesmo jeito que me ajoelhei, dei a volta no sofá e peguei a pistola do chão. Caminhei para a sala que agora não vivia mais trancada, apenas de portas fechadas. Abri as portas de correr com cautela e entrei. Antes de fechá-la, lancei um ultimo olhar para Edward, todo esparramado no chão da sala. Suspirei e fechei as portas lentamente, antes que eu me arrependesse. Tranquei a porta.

Sentei-me no sofá perolado confortável. Olhei para o relógio. Eram 03h:45min da madrugada. Será que Charlie ainda estava acordado!? Duvido muito... Mas ainda assim, peguei o telefone e disquei o numero de memória. Esperei tranquilamente. No sexto toque, ele atendeu.

-Alo? — sua voz era sonolenta com um quê rabugento.

-Oi pai. — falei gentil.

-Bella? — perguntou surpreso.

-Eu queria pedir desculpas pai! — comecei. Funguei. — Eu não fui uma excelente filha! Me desculpe por isso!

-Bella, o que diabos você está falando!? — perguntou serio.

-Eu também queria dizer... — minha voz falhou. Segurei os lábios com dois dedos, para que não tremessem. Olhei para o teto, evitando derramar lagrimas. Respirei fundo. — Eu amo você, pai!

-Bella o que você vai fazer? — perguntou exasperado. Não respondi. — Bella, você não vai...?

-Vou me matar! — respondi rapidamente. — Adeus, pai!

-Bell... — e desliguei o telefone.

Nunca pensei muito como morreria – embora nos últimosmeses tivesse motivos suficientes para isso -, mas, mesmo que tivesse pensado, não teria imaginado que seria assim. Sem dúvida era uma boa forma de morrer, no lugar de outra pessoa, de alguém que amava. Nobre, até. Isso devia contar para alguma coisa. Embora estivesse apavorada, não conseguia me arrepender da decisão. Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas as suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim. Agora eu tinha menos tempo. Respirei fundo outra vez e fitei a arma pousada em meu colo. A peguei. Engatilhei e a encostei na têmpora direita. Deixei as lagrimas escaparem dos olhos e um soluço irromper da garganta. Eu queria olhar para uma ultima coisa antes de morrer, mas o piano era vago demais. Olhei ao redor e vi o porta retrato. Fora uma foto que Kim tirara de nós dois juntos em meu aniversario e me deu como presente de despedida. A lembrança de Kim indo embora causou mais um dilúvio de lagrimas, assim como relembrar as palavras cruéis de Seth. Peguei o porta retrato com a mão desocupada e o segurei contra o peito. Aquele fora um momento feliz. E seria bom recordar dele agora...

Narração: Cullen

Eu tenho que fazer, Edward, me deixe fazer... Eu te amo... Eu te amo, Edward...


O estampido do tiro foi alto e ecoou no ambiente silencioso.

-Bella! — sentei-me assustado. Ela não estava por perto. — Porra! — esbravejei, correndo antes mesmo de levantar. Disparei para o local de onde viera o som. Era aquela maldita sala que sempre ficava fechada. Atropelei os moveis que ousavam ficar na minha frente e assim bati a canela em algum lugar. Doeu, mas ignorei essa dor! Bati com força contra a porra da porta de correr. -ISABELLA! — gritei batendo na porta inanimada. Esmurrei com toda a minha força e as portas só sacolejavam, inertes, sem se abrir. -BELLA! — gritei quase sem voz.

Eu lutei com as portas, como se elas fossem meu pior inimigo. Dei socos, chutes, tapas, joelhadas, cotoveladas... Tentei de tudo, mas nada funcionou.

-ISABELLA! — berrei de novo e cai sobre os joelhos, exausto. Chorei. Confesso sem vergonha nenhuma, eu chorei por ela. Isabella podia ser prepotente, vaidosa, impulsiva, teimosa, delicada, me dar nos nervos... Mas ela era a melhor parte de mim! Ela me ensinara a amar, a ver a vida com outros olhos, mas ela... Morreu. Igual a minha parte boa! -Bella... — sussurei seu nome com a voz entrecortada. Levantei-me cambaleante e lutei mais um pouco com as portas. Esmurrei ate as mãos e os braços doerem. Cai para trás, com a respiração rápida.

Havia marcas vermelhas nas portas. A porta da frente fora arrombada e policiais entraram afoitos e armados.

-O que houve!? — um deles perguntou me emberturando e segurando-me inerte no chão. Nem me dei ao trabalho de revidar, ainda estava muito abalado para fazer qualquer coisa. — Ande logo rapaz, diga!

-Eu não sei... -murmurei, vendo que a desculpa dela sobre a cueca era mentira. E eu nem percebi! — A porta esta trancada por dentro! — expliquei. Ele me soltou, vendo que a origem do sangue nas portas era meu e não dela.

-Trancada!? — perguntou.

-Sim... — respondi, recuando ainda sentado, ate encostar-me nas costas da poltrona.

-Agilidade, arrombem a porta! — o policial gritou. — Chamem os paramédicos! Vamos precisar deles! Talvez ela ainda esteja viva!

Talvez ela ainda esteja viva...

Aquelas palavras dele me deram mais esperança do que eu queria. Eu estava torcendo para que ela tivesse errado o tiro, mas Isabella não era idiota ou muito menos burra, ela no mínimo, botou a arma na boca e puxou o gatilho. Suspirei, não sentindo nada. Sem dor. Esse era o famoso torpor!? Era horrível de se sentir! Levantei-me ainda catatônico e vesti minha calça e a camisa, que ficou aberta por causa dos botões arrebentados. Os policiais arrombaram a porta e eu apenas observei atentamente, esperando que ela saísse andando. Não aconteceu. Houve gritos e os paramédicos entraram correndo. Continuei observando.

Mais pessoas entraram.

-Foi um suicídio mesmo! — ouvir o legista dizer ao policial responsável. — Não tinha como alguém entrar lá... Terminamos com ela! — e saiu do apartamento. Apressei-me em aproximar-me do policial.

-Posso vê-la!? — perguntei angustiado.

-Olha rapaz...

-Não tente me impedir de vê-la! — implorei. Ele me olhou pesaroso, como se lamentasse minha dor. -Deixe-me entrar! Eu preciso... Vê-la... Uma ultima vez...

-Hm... — murmurou pensando. — Tudo bem, mas espero que seja rápido! — alertou-me. Ele entrou na sala e eu o segui. — Pessoal, vamos aguardar aqui na porta, o rapaz quer se despedir! — e olhou de um jeito feio para mim. -Cinco minutos!

-Tudo bem. — murmurei. Aproximei-me do sofá, onde o corpo inerte de Isabella estava. Senti um aperto no coração. — Bella... — murmurei ajoelhando-me em frente ao sofá, perto do seu corpo imóvel. Tirei os cabelos de seu rosto. Sua expressão estava tão tranqüila que me deu medo. Elevei seu tronco para abraçá-la e sua cabeça pendeu inerte sobre meu antebraço. Seus cabelos estavam empapados de sangue. Meus olhos se encheram de lagrimas outra vez. -Íamos achar uma solução, cabeça de vento! — a repreendi num sussuro. -Íamos achar nem que fosse no inferno!

Beijei sua testa.

Eu não havia reparado na quantidade de sangue que tinha ali. Tinha... Muito sangue! Abracei seu corpo com força, afundando o rosto em seu pescoço. Nunca mais seria o mesmo outra vez... Aquele Edward, insensível morrera para dar vida ao Edward que aprendera amar. Agora, eu não podia viver com nenhum desses e um novo Edward estava nascendo: sem amor, sem coração... Amargo! Eu não teria mais nada de bom, porque meu lado bom estava em meus braços!

-Oh Isabella, ci mancherai*... — murmurei em italiano. Funguei voltando a deitá-la no sofá. Beijei sua bochecha ainda rosada e quente e levantei-me, para sair da sala. Quando dei de cara com ele. Charlie Swan estava de pé na soleira da porta, com a expressão chocada grudada na cara.

Não fiquei mais ali. Sai da sala. Sai do apartamento. Do prédio. E fiquei sem rumo! Junto com sua gata de estimação.

*A frase significa: Oh Isabella, você fará falta! Traduzi pelo Google, então me perdoem se alguém souber italiano e estiver errado... Em algumas traduções tem outro significado... Mas é só mudar!

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My Immortal — Evanescence


Luto.

Seria o que eu ia sentir ate o fim dos meus dias, uma escuridão total sem saída para luz ou brilho, isso já não existia mais! Eu estava todo de preto: roupa intima, calça e camisa social, paletó, gravata... Óculos escuros. Tudo negro. Eu estava de luto por Isabella. Por incrível que pareça, muitas pessoas compareceram no enterro dela. Ao meu lado direito, estava Seth, sendo consolado por Kim.

-Vamos dizer o ultimo adeus para Isabella. — o padre disse. Ninguém se moveu para se aproximar do caixão. Tomei iniciativa que esse bando de merda não tomou e aproximei-me do caixão lustroso. Isabella parecia apenas dormir um sono profundo. Tão tranqüila! Os cabelos soltos emolduravam o rosto maquiado; ela tinha uma sombra escura nos olhos, um batom cor de pêssego nos lábios e um tom rosado nas bochechas. Estava linda! Vestiram nela o vestido preferido de Bella: ele era frente única com um pequeno decote, deixava as costas de fora e tinha uma longa calda. Era azul escuro, da cor exata do mar à noite! Eu me lembro bem de quando ela o vestiu... Pareceu uma Deusa esquecida da mitologia. Dia da Fundação... O dia em que a tomei para mim!

Da cintura para baixo estava coberta de botões de rosas.

-A morte, que sugou todo o mel do teu doce hálito, não teve poder nenhum sobre a tua beleza. — respirei fundo. — Descanse em paz, Bella. — sussurei beijando sua testa gelada. Do buque que eu estava segurando, tirei uma tulipa vermelha e deixei em cima de suas mãos cruzadas sobre a barriga. Afastei-me relutante. Só mais três pessoas se aproximaram: Kim totalmente desamparada (a melhor amiga), Seth em choque (o irmão apaixonado) e Charlie sem reação (o pai ausente). Algumas pessoas seguiram o exemplo de Sue e Leah e se sentaram nas poucas cadeiras que tinha ali. Eu mantive-me em pé. Sesi miou tristemente sentada na minha cadeira. Encarei o animal e alisei a cabeça. A gata fechou os olhos astutos e ronronou languidamente.

O padre disse mais algumas palavras e fechou o caixão. Engoli a saliva com dificuldade. Depois da noite da morte, eu ainda não tinha despejado mais nenhuma lagrima. Quando terminaram de abaixar o caixão, os presentes se aproximaram e jogaram ramalhetes de flores e começaram a se esvair em dupla ou trio, cochichando o que acharam. Eu também me aproximei e joguei o buque de tulipas vermelhas dentro da cova. Quando a primeira pá de terra caiu sobre o caixão, dei as costas, não querendo ver a cena.

Dei de cara com uma pessoa que fazia tempo que eu não via.

-Oi, Edward. — cumprimentou-me.

-Oi, Alice. — devolvi sem animação e com certa frieza. Ela mudara! Não estava tão magra, na verdade eu podia ver sua barriga gestante de quatro meses, e os cabelos longos deram espaço para o chanel repicado. Era tudo o que eu podia ver, afinal os óculos escuros tampava metade do rosto, as mãos tampadas por luvas de renda 3/4, um tubinho básico e preto tomara que caia com de quebra seu habitual salto alto.

-Eu sinto muito por sua perda. — disse colocando a mão em meu braço. Olhei para a sua mão em contato comigo e sai andando, deixando-a para trás. Não precisei chamar pela gata, ela simplesmente me seguiu. Me seguia desde quando sai do apartamento de Isabella. — Edward, não faça isso! — voltei para ela abruptamente, quase trombando com ela.

-Vá embora, Alice. — falei frio. — Vá viver o seu amor... E me deixe em paz!

-Eu não queria que guardasse magoa de mim, Eddie, somos irmãos! — argumentou. Não respondi, apenas virei as costas e caminhei para o meu Porsche preto. Eu iria matar o mandante... O cabeça por detrás da morte de Bella. -Edward... — resmungou, me seguindo. Ôh inferno! Abri a porta do carro, mas ela me impediu de entrar, fechando a porta. -Me escuta!

-Fala. — rebati querendo crispar os olhos.

-Eu sinto muito, Edward! — e me abraçou. Seus bracinhos finos enlaçaram a minha cintura. Não reagi, apenas senti. A vontade de chorar por ela foi grande o suficiente para me fazer perder o ar. Umedeci os lábios e rendendo-me, abracei Alice de volta quando ela estava quase desistindo. -Você não merecia isso, Eddie!

-Não me dê esperanças, Alice. — a repreendi.

-Eu queria ti ver feliz! — respondeu-me com a voz tremula ao se afastar de mim.

-Eu fui quando você não estava por perto para ver. — seu lábio inferior tremeu.

Ao longe, eu vi Jasper também de preto e com óculos escuros.

-Suma no mundo, Allie. — falei beijando sua testa. — Vá o mais longe que puder!

-Eu estava longe o bastante para não ser rastreada!

-E não volte! — quando proferi as palavras, ela retirou os óculos.

-Como!?

-Não volte. — repeti, segurando-lhe o rosto. — Nunca mais volte!

-Mas...

-Não. Volte! — falei pausadamente. — Ainda tem gente atrás do seu marido e não vão ter piedade de você, se estiverem no mesmo cômodo!

-Como sabe!? — um sorriso ameaçou nascer em seu rosto.

-Eu vejo em sua mão. — respondi. Mesmo com a luva, dava para ver a aliança dourada no dedo anelar. -Vá Alice e seja feliz, minha irmã!

-Eu gostaria que você também...

-Eu fui, Allie, eu fui! — cortei-a. Beijei seu rosto de novo e dei um empurrãozinho nela. — Vá!

Seus olhos grandes cheios de lagrimas me comoveram.

-E eu nunca mais ti verei!? — perguntou angustiada. Sorri torto.

-Nunca mais é muito tempo, Allie. — respondi. — E o mundo é pequeno demais para não nos vermos!

-Mas Edward... — hesitou ainda mais quando Jasper se aproximou e abraçou seus ombrinhos.

-Vá, Alice! — respondi entrando no carro. Sesi já estava no banco do carona, deitada com a cabeça entre as patas com ares melancólicos. Baixei a janela do carro. — Nos vemos por ai! — e sai cantando pneus. Eu ainda tinha uma missão... E talvez, fosse a ultima como Assassino.

FIM

Notas finais
Olha, doeu tanto em mim quanto em voces, podem apostar! Faz quase um ano que eu carrego esses personagens em mim e matar um deles... Saibam, nao é a coisa mais simples do mundo nem fudendo!
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Okay, podem me ameaçar agora!
HAHAHAHAHAHAAHAHA
Tem o epilogo e muita coisa é resolvida nele... E só quero deixar uma coisa clara: essa historia SEMPRE foi do Edward. Bella é apenas uma personagem secundaria!
E nao vai ter postagem em Standby de novo, por causa da beta linda... Entao, eu resolvi fazer assim: já que ela volta dia 27, sexta eu ja estarei com o capitulo de Standby e consequentemente, terá postagem aqui. Aí sim, será a ultima atualização de TheKiller. Tudo bem pra voces!?
Espero que sim!
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Vamos, quero comentarios! Nem que seja só pra me xingar, mas comentem!
Beijos, ate a proxima atualização!
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