The Killer

43 XLII - Bem vinda à selva


Notas iniciais
Um avisinho antes de tudo: fortes emoções e... Ops, nao era isso! HAHAHAHA Eu vou mudar meu username, entao... Se voce virem uma atualização de TK em nome de Mercenaria, SOU EU MESMA! hahahahahahahaha Achei justo avisa-las primeiro :D
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Agora sim: o capitulo abaixo tem fortes emoções, preparem os lencinhos.
BOA LEITURA!

XLII — Bem vinda à selva


Narração: Cullen

-Estou preocupado. — falei. Bella umedeceu os lábios, observando-se no espelho. Comecei a fechar os botões da camisa.

-Com o que? — perguntou analisando a maquiagem negra dos olhos. Soltei um suspiro baixinho.

-Alice. — dei de ombros. — Já faz um tempo que eu liguei em casa e Carmen disse que Alice não dormiu lá... Liguei no celular e cai na caixa postal!

-Ela deve estar com o namorado dela... — comentou distraída ajeitando os cabelos. — Como é o nome dele?

-Jasper. — resmunguei, pensando no que disse. — Mas ainda assim... Se estivesse com Jasper, já teria atendido o celular!

-Edward, amor, se ela for tão alienada quanto eu... — se virou para mim, alisando o vestido. — O telefone que morra tocando, eu não ligo!

-Allie não é assim, Bella. — a corrigi deixando três botões da camisa abertos. Ela deu de ombros e caminhou ate o armário. Suspirei de novo. -Será que ela está bem?

-Claro que está Edward, não pense besteira. — ela murmurou vindo ate mim. — Alice tem a força dos Cullen... Acha mesmo que ela corre perigo?

-Ela é inocente... Não sabe de muita coisa! — eu disse melancólico. Bella afagou meu rosto e sorriu meiga.

-Confie em mim. — deu-me um selinho. — Ela está bem!

Dei um sorriso, fingindo que acreditava em suas palavras. Parei o que estava fazendo e analisei-a minuciosamente. Bella sabia esconder as emoções de qualquer um, menos de mim! E só pelo simples fato dela andar de um lado para o outro, não parando nunca num mesmo lugar por mais de dois minutos sabia que não estava bem. Talvez ela estaria remoendo a idéia de contar para o Demônio. Eu já havia visto Bella matar friamente, me desafiar na cara dura e me tirar à porra da paciência, mas... Nada a deixava mais apavorada do que a fala mansa de sua madrasta.

-Vamos? — perguntei passando a mão nos cabelos e sai do quarto. Logo o som do salto dela me acompanhou.

-Vamos... — e eu a olhei por cima do ombro. Retorcia as mãos nervosamente.

-Sabe de uma? — sorri torto. — Vem cá! — e agarrei seu braço com suavidade e a arrastei ate a cozinha. Abri o freezer e tirei a garrafa de Vodka de lá. Coloquei uma dose num copo. — Beba!

-O que!? — assombrou-se. — Por que!?

-Percebi que o álcool lhe ajuda a relaxar... — dei de ombros, ainda estendo-lhe o copo. — Ou sofrer um orgasmo, mas estamos sem tempo para isso. Então, beba!

Ela pegou o copo de minha mão, ainda desconfiada, e o virou de uma vez. O problema foi que a dose pareceu não surtir efeito.

-Quer mais uma? — ofereci sorrindo amarelo.

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Narração: Swan

-Estou levemente alcoolizada no dia de vim contar ao meu pai que vou me casar... — falei antes de sair do carro. — Isso é... Ótimo! — finalizei irônica. Edward abriu a porta, mas não saiu.

-Você estava uma pilha. — comentou calmo. — A culpa não foi minha se você começou a virar os copos como se fossem água!

-Espero que ele não perceba. — murmurei abrindo minha porta também. Encarei a porta da frente. Algo na arquitetura fazia-me parecer uma criança tola e assustada... Uma criança sem mãe. Mordi os lábios. Edward entrelaçou os dedos nos meus e guiou-me pelos poucos degraus da varanda. Tocou a campainha. Apertei seus dedos. -Não me sinto bem aqui.

-Mas é a sua casa. — murmurou fitando-me enquanto eu encarava a porta inexpressivamente.

-Há muito tempo que eu não sinto isso. — sussurei e a porta se abriu, revelando uma mulher com o cabelo alaranjado preso num coque estratégico. Sorriu educadamente para mim e mal olhou Edward.

-Você deve ser Isabella. — sua voz era suave. Assenti.

-E você é a...? — questionei desconfiada. Edward mantinha-se vigilante a minha direita.

-Eu sou Kashiri. — e nos deu passagem. — Entrem.

-Kashiri... — murmurei adentrando o hall acompanhada dele. — Você é nova. — não foi uma pergunta.

-Sim. — mas ainda assim, ela respondeu.

-Onde está Irina?

Ela abaixou a cabeça e não respondeu. Estava com uma roupa negra e simples. Se retirou silenciosamente, não me respondendo. Fitei Edward querendo alguma palavra de consolo e de que nada havia acontecido, mas estava tão silencioso quanto o restante da sala. Ninguém estava à vista. O que havia acontecido!?

-Vamos... Procurar por seu pai. — Eddie disse baixinho. Assenti e respirei fundo. -Por onde começamos?

-Vejamos... — franzi a testa. — Comecemos pelo escritório, é onde ele geralmente fica!

Edward não disse nada, apenas se manteve ao meu lado, segurando minha cintura, enquanto atravessávamos a sala e entravamos a direita, cruzando o corredor amplo. No final, estava a porta dupla de madeira bem cuidada... E por um estante, tive uma sensação de déjà vu. Como Edward estava tomando as decisões hoje, passou-me para trás de si e assumiu a frente batendo na porta e a abrindo em seguida.

-Oh meu Deus! — exclamou chocado. — Eu não interrompi nada, continuem! — e fechou a porta de novo. Virou-se para mim com um sorriso malicioso. Franzi a testa.

-O que foi? — perguntei curiosa.

-Seu pai está muito ocupado. — ele disse e soltou uma risadinha.

-E dai? — questionei. — Vamos entrar, ele não liga de ser interrompido! — Edward me segurou antes de eu chegar à maçaneta. — Que diabos Edward, o que você viu?

-Seu pai esta ocupado... Com outro tipo de serviço! — coçou a cabeça, como se estivesse sendo difícil escolher as palavras. Continuei questionando, com o corpo e olhos. -Ok, você pediu! Mas leia meus lábios. — murmurou sem paciência. Assenti, ansiosa. — Seu pai. — disse sem som e apontou pra mim. — Está fudendo. — manteve os braços rijos e balançou o quadril. -Uma mulher em cima da mesa! — e apontou ligeiramente por cima do ombro.

Tapei a boca com as mãos, chocada.

-Não brinca! — e abafei o riso. — E quem era?

-Sua madrasta que não é. — respondeu-me arrastando-me para longe da porta. -Sinto que a conheço, mas não me lembro de onde!

-É... — falei inocentemente. — Agora a figura do Demônio está completa!

-Ah Bella! — Edward riu, jogando a cabeça para trás. Eu ri, sutilmente. — Você é sádica!

-Eu tento! — agora, a sala estava menos vazia. Uma garota de cabelos loiros claríssimos tomava conta de um dos sofás de cor de burro quando foge. Não importa onde eu a visse, sempre a reconheceria. — Jane? — ela se virou automaticamente. E abriu o mesmo sorriso que a mãe tinha.

-Bella! — e se levantou alegre e esfuziante. Jane, filha de Esme, era uma adolescente rebelde da qual fazia o que queria e mandava o resto do mundo se ferrar! Adiantei-me e a abracei. Edward manteve-se alguns passos atrás. -Quanto tempo!

-Nem em fale! — murmurei afastando-me. Aliseis seus cabelos. — Fiquei sabendo que andou dando problemas.

-Minha mãe estica demais as coisas. — abanou a mão, fazendo pouco caso. — Ela faz muita tempestade num copo d'água!

-Falando em Esme... Cadê ela? — perguntei animada. — Está em casa!?

-Não. — balançou a cabeça, negando. — Ela esta no escritório com seu pai... Parece que foram uns papeis de ultima hora!

Tentei não parecer chocada.

-Vamos nos sentar um pouco, hm? — sugeri. Ela se virou para dar a volta no sofá outra vez. Recuei ate Edward. — Era Esme lá dentro!?

-Sabia que a conhecia de algum lugar... — murmurou como se estivesse conversando com seus botões. -Agora pare de parecer tão chocada, antes que assuste a garota! — instantaneamente, um sorriso cresceu em minha face, puramente falso.

-E então? — dei a volta no sofá. — Como vai o namoro?

-Não estou namorando. — Jane respondeu calma.

-Mas...

-Felix me bateu. — deu de ombros. Olhei Edward malignamente. Em resposta, devolveu um olhar sexy em conjunto com um sorriso doce e charmoso, como se me dissesse "Nós já superamos isso, meu bem". -Eu não sirvo pra ser mulher de bandido. Aí, fim de namoro!

-Nossa, Jane! — exclamei sem palavras.

-Estou solteira novamente e cá entre nós... — baixou o tom de voz, tornando a frase seguinte uma confidencia. Edward estreitou os olhos, não gostando de ter sido excluído da conversa. — Seu irmão Seth... Oh Deus, me faz ovular!

-Jane! — ri. Ela me olhou maliciosa e depois fitou Edward de modo analítico. E voltou os olhos maliciosos para mim.

-Você não enxerga. — deu de ombros. E aumentou o volume da voz na hora errada. — Já sei por quem você ovula!

-Jane! — reclamei sem graça. Edward abafou o riso com uma tosse seca. A fogueteira riu com gosto, jogando a cabeça para trás.

-Qual é Bella, é algo bem... — esticou a palavra. — Obvio!

-Eu concordo. — Edward se manifestou. Cruzei os braços.

-Eu não saio ovulando por ai. — respondi.

-Claro que não, você ovula comigo... — ele disse sorrindo torto. — Dentro do quarto!

-Não, não. — Jane o cortou, olhando-o feio. — Isso se chama orgasmo! O que é uma ação da porra!

-Ação da porra? — perguntei prendendo o riso.

-Eu devia ter dito caralho?

Edward riu alto, não agüentando a cara de pau da Jane. Balancei a cabeça rindo também, enquanto a boca suja mantinha uma expressão um tanto inocente. Vozes vieram do corredor e logo, Charlie e Esme apareceram conversando sobre qualquer coisa. Eu não me importaria dele se casar com Esme... E claro, abandonar o Demônio! Também não me importaria de perder o "laço" com Leah e criar um mais forte com Jane. Pelo menos, eu deixaria de ver Seth como meu irmão!

-Sobre o que estavam falando? — Esme perguntou com um sorriso educado, postando-se atrás do encosto onde Jane estava.

-Sexo. — e deu de ombros, achando a resposta um tanto natural. Charlie riu, deixando Esme vermelha e envergonhada.

-Jane, pelo amor de Deus, quantas vezes terei de dizer? — murmurou pressionando a fronte. — Você é um poço de sutileza.

-Eu não sei o que essa palavra significa. — Jane rebateu dando de ombros, para o nosso divertimento. Levantou-se do sofá, pegando um aparelho com fones da mesa de centro. — Vou lá fora... É bem melhor!

Esme apertou meu ombro.

-É bom lhe ver novamente!

-Digo o mesmo, Esme! — apertei sua mão. — Faz bastante tempo que não apareço na empresa, não é mesmo?

-Muito tempo! — e segui Jane com os olhos ate a porta da cozinha, onde ela trombou em alguém. Era Seth, sem camisa e suado, com uma calça tactel fina e luvas de treino. Vi o modo como Jane fingiu recuperar o equilíbrio só para tocar o abdômen dele. De onde eu estava, quase pude ouvi-la ovular!

-Opa, cuidado Jane. — ele disse meio ofegante. Ela riu, como se estivesse flertando. Não sei por que estava prestando tanta atenção nos detalhes. E nossos olhos se cruzaram. -Bella?

-Ei. — murmurei ajeitando o cabelo.

-Como vai, pequena? — perguntou afastando-se de Jane e vindo para a sala. O restante das pessoas na sala estavam silenciosos demais e outra vez, tive medo de fitar Edward. -Eu lhe daria um abraço, mas... — abriu os braços, lançando um olhar nada amistoso para Edward. — Estou todo suado!

Jane encostou-se à porta na cozinha, com os olhos entreabertos.

-Tudo bem. — sorri pondo uma mecha de cabelo atrás da orelha. Houve mais 30 segundos de silencio mortal.

-Minha mãe ainda não chegou, Charlie? — perguntou ao meu pai. Abaixei os olhos e fitei Edward. Seus olhos verdes mantinham-se vigilantes em cima de mim, não me deixando abertura para suas emoções. E isso não era um bom sinal!

-Não... — meu pai disse, bem tranqüilo para quem tinha acabado de cometer adultério. — Ela saiu com Leah e ainda não voltou!

-Vou tomar um banho, volto já. — e sorriu para todos. Sorri de canto.

-Vou querer meu abraço! — brinquei.

-Não vou me esquecer disso! — e subiu as escadas de dois em dois degraus.

-Ei Jane, vamos indo! — Esme disse. A garota tinha um dos fones no ouvido e requebrava de acordo com a musica. -Precisando, senhor Swan, estou à disposição!

-Claro, claro. — ele concordou animado.

-Foi um prazer lhe ver Isabella... Apareça qualquer dia lá na empresa! — Esme sorriu daquele jeito amoroso para mim. Assenti, feliz com a idéia.

-Apareço sim, Esme, pode deixar comigo! — levantei-me e a abracei por um instante. Fiz o mesmo com Jane. — Juízo nessa cabeça hein, menina!

-Não se vende juízo, Bella, somente bebidas alcoólicas... Ou cigarros! — Jane sussurou de volta. Ri bagunçando seus cabelos. Ela os ajeitou com um balanço de cabeça. — Não é verdade? — afastou-se rindo.

-Tem razão. — afirmei. Esme me olhava com curiosidade. Dei de ombros.

-Tchau Isabella. — Esme acenou para mim. E deu um mais discreto a Edward. — Ate logo.

-Ate. — ele respondeu um pouco serio.

Meu pai as acompanhou ate a porta. Sentei-me e dei dois tapinhas no assento ao meu lado. Edward levantou-se da poltrona e acomodou-se. Segurei sua mão entre as minhas. Meu nervosismo, antes eclipsado pelo álcool, agora estava em cada célula do meu corpo. Soltei um suspiro pesado.

-Seth não muda... — tentei explicar a situação.

-Depois falamos sobre isso. — cortou-me. — Temos um objetivo aqui... Não vamos desviar o caminho! — assenti concordando.

-Olha quem chegou! — meu pai voltou à sala de mãos dadas com o Demônio. Leah seguia mais atrás, como se estivesse sido esquecida momentaneamente. -Sue e Leah!

-Como vai, Isabella? — Demônio meu cumprimentou dando um sorriso gentil. E fitou Edward ao meu lado. — Ola rapaz!

-Oi. — disse seco e sem muitos detalhes. Houve um pequeno silencio e isso já estava me irritando! Pigarreei e ajeitei-me no sofá, ainda agarrada a mão de Edward e empinei a coluna, tomando coragem!

-Eu... — respirei fundo. — Gostaria de comunicar uma coisa. — indiquei os locais com a mão livre. — Sentem-se, por favor.

-O que foi, Bella? — Charlie se sentou no outro sofá, junto ao Demônio. Leah sentou-se na poltrona, de cara amarrada. -Algo aconteceu? — perguntou preocupado. Soltei uma risadinha nervosa e Edward riu relaxado.

-Você está suando... Não vai falar nada demais. — sussurou somente pra mim. Balancei a cabeça freneticamente, pensando em algumas maneiras de abordar o assunto. -Bella só está procurando as palavras certas...

-É! — concordei apressadamente.

-Mas... — continuou, fitando-me ao invés de meu pai. — Talvez eu deva falar.

Fiquei em silencio, hipnotizada por seus olhos verdes. Foram cinco segundos completos nos encarando e eu pude esquecer tudo, ate de que estava na presença do Demônio. Cinco segundos que pareceram horas... E foi como se Edward tivesse visto minha alma. Foi um tipo de sensação que nunca havia sentido antes! E eu quis sentir mais vezes.

-O que Bella estava querendo dizer... — Edward desviou os olhos de mim, meio abalado também. Charlie não parava de oscilar o olhar entre eu e meu noivo. — Nós vamos nos casar, Charlie!

-Mas isso é esplendido! — meu pai explodiu alegre. — Quando...? Quando foi feito o pedido oficial?

-Ontem. — respondi. Eu não precisava dizer que ainda estava deslumbrada, afinal, fui interrompida e perseguida por uma assassina que quer vingança. Distraidamente, acariciei o anel com o polegar.

-É uma ótima noticia, Isabella. — Demônio sorriu extasiada, fazendo-me ficar cautelosa. — Por favor... Peço que me deixe cuidar dos preparativos! Seria uma honra!

-Ahn... — hesitei e dei a primeira resposta que veio a minha mente. -Eu ate daria a honra Sue, mas... A irmã de Edward pediu primeiro!

-Pediu? — ele perguntou horrorizado. "Droga, isso é hora dele fuder comigo?”

-Claro que pediu, amor. — sorri disfarçando. Meu pai ainda sorria animado enquanto o Demônio nos analisava com os olhos azuis frios.

-Quando? — questionou ainda não acreditando. Engoli seco.

-Ontem mesmo... Você não se lembra? — e lancei-lhe um olhar que dizia "para de estragar meu teatro, porra!". Ele negou. — Ah é... Você já havia ido dormir!

-Eu...? — dei-lhe um sutil beliscão na mão. Disfarçou a careta de dor como se houvesse se lembrado do fato. — Ah! Agora me lembrei...

-Sinto muito, Sue. — sorri angelicalmente.

-Tudo bem. — ela resmungou como se estivesse magoada. Demônio!

-Mas vai ser aqui, não é mesmo? — Charlie perguntou. — Eu adoraria que fosse aqui!

-Vou falar esse detalhe com ela, não se preocupe! — alisei a mão de Edward.

-Você vai mesmo se casar com ele? — a voz pausada de Seth veio da escada. Todos nós viramos a cabeça para fita-lo. -Vai se casar com quem acha que pode resolver tudo no grito? Ou na porrada, como fez com Stefan? É isso mesmo, Bella!?

Edward ficou rígido e eu me levantei, acuada pelas palavras cruéis de Seth. Ninguém na sala interferiu!

-Seth, eu...

-O que!? Você o ama e não vai ligar se levar um tapa? — proferiu frio. — Vai criar uma família com o homem que tentou lhe matar... E eventualmente, matou sua mãe! — relembrar aquilo, foi como um tapa na cara. Engoli seco e cruzei os braços. — O que!? Não tem resposta pra isso?

-Isso passou dos meus limites. — Edward murmurou se levantando. Espalmei as mãos em seu peito e o detive. — Não é justo ele desenterrar tantas lembranças ruins, das quais demoramos tanto para mantê-las afastadas! Não é! E não importa o que diga, Bella!

-Eu sei que não. — fitei meu pai, com uma desculpa muda nos olhos. Ele me olhava da mesma maneira. Voltei a fitar Edward. — Deixe-me falar com ele... Fazê-lo entender!

-Não. — negou rude.

-Confie em mim? — pedi numa suplica.

-Não consigo quando você esta com ele... — havia uma acusação muda em seus olhos. Ele ainda guardava algum ressentimento sobre aquela cena na cozinha.

-Eu mudei. — falei gentil. Olhei por cima do ombro e Seth não estava mais na escada. — Confie em mim... Me dê essa oportunidade de provar!

-Se ele tocar em você, Bella... — Edward ameaçou aumentando a voz. — Já sabe o que vai acontecer!

-O que vai acontecer? — Demônio se levantou, ofendida.

-Espere e verá. — Edward se sentou. — Você tem 20 minutos ate que eu suba lá em cima... Não faça eu me arrepender!

-Não farei. — inclinei-me, segurei seu rosto com uma mão e o beijei mostrando que minha escolha sempre seria ele e ninguém mais. Eddie apoiou a mão em meu joelho e correspondeu o beijo sem pudor algum, do modo que ele sempre fazia. Afastei-me abruptamente e sem olhar para trás, rumei para as escadas. Edward puxou um assunto instantaneamente, o que não dei importância de ouvir. Subi cada degrau com extremo cuidado, como se fosse ter a conversa do século. Minha mão deslizava pelo corrimão... A sala desapareceu e eu estava de frente para o corredor dos quartos. Parei e respirei fundo, caminhando ate a primeira porta do lado direito. O quarto de Seth.

I'm with you — Avril Lavigne

Hesitei em frente à porta e levantei o punho, dando três toques na porta. Respire fundo de novo e ele abriu a porta, com o olhar numa mistura de transtorno e magoa. Mais magoa do que o outro sentimento. Não falei nada de inicio, mas Seth afastou-se, dando espaço para eu adentrar o quarto. Lentamente eu entrei, não tendo coragem de lhe fitar. Eu me sentia um monstro por ter alimentado tanto suas esperanças... Agora via que não devia ter feito isso com ele! E que se eu não fosse tão turrona ou dependente, teria cortado isso bem mais cedo, desde quando estudamos juntos. A porta foi fechada com um clique suave e eu não me virei.

-O que veio fazer aqui? — perguntou com uma frieza que eu não esperava. Continuei virada.

-Porque disse aquilo, Seth? — rebati com outra pergunta, um tanto mais baixo e mais magoada de que seus olhos.

-Por quê? — riu com escárnio. — Porque eu disse aquilo? Porque Bella? — rebateu a pergunta pra mim de modo sarcástico. — Por que!? Porque eu te amo! Foi simplesmente por isso! Eu sempre lhe amei!

-Seth... — choraminguei. Ele agarrou meus ombros e virou-me para si.

-E eu sei que sente algo por mim! — afirmou com os olhos negros brilhantes. Pressionei os lábios.

-Eu amo Edward, Seth, entenda. — sussurei.

-Mas eu também te amo, porra! — gritou aproximando o rosto com meu. Encolhi-me, acuada. -Não negue, Isabella! Você também sente!

-Eu não...

-Não me venha falar que me ama como irmão. — cortou-me outra vez. — Irmãos não se beijam como já fizemos!

-Foi... — expirei com força. — Foi um erro! Eu estava sensível, Seth!

-Não estava sensível na sua cozinha. — rebateu. E nisso ele estava correto!

-Eu...

-Admita! Ande, de uma vez por todas, pare de negar seus sentimentos! — pressionou-me. A beira das lagrimas, fechei os olhos e abaixe a cabeça.

-Seth, pare com isso! — pedi tremula.

-Não me faça arrancar as palavras de você, Bella. — falou um tanto estrangulado. -Não me deixe com a duvida... Não me faça querer esquecer todos esses anos em que nunca deixei de ter esperanças com você... Não faça isso comigo!

-Não lhe amo da mesma maneira que me ama, Seth. — eu disse baixinho. E isso incendiou sua ira novamente.

-Mentira! — gritou e jogou-me na porta, deixando os braços apoiados de cada lado de minha cabeça, ficando muito próximo. -Eu terei que arrancar as palavras de você. — murmurou aproximando o rosto ainda mais do meu. Virei à face, não encarando seus olhos.

-Não vai adiantar de nada eu admitir tal sentimento, Seth. — eu sentia que aquelas palavras seriam tão cruéis quanto à morte de uma pessoa querida. — Eu ainda vou me casar com Edward por amor!

-Como pode querer se casar com ele? — sussurou em meu ouvido. — Você tem que conhecer muito bem a pessoa para querer isso... Conhecer seus sentimentos e expressões!

-Conhecer mais do que conheço Edward? — rebati num cochicho. — Só fazendo uma autopsia!

-Você me conhece. — protestou num rosnado.

Eu o fitei seria.

-Não Seth, não lhe conheço... Nunca conheci esse seu lado. — respondi olhando-lhe nos olhos. — E você também não me conhece! Eu posso ate lhe amar Seth... Mas meu amor por você irá minguar assim como o meu por Stefan! Deixe-me pensar que esse amor é fraternal... Não quero perder o laço que tenho com você!

-Já perdeu. — friamente disse-me. Pestanejei e a ação fez escorrer uma trilha de lagrimas, molhando-me o rosto. -No momento em que você o escolheu... Você me perdeu Bella! Não pode ter nós dois. Você fez sua escolha, agora agüente as conseqüências!

-Seth, por favor! — implorei em meio a um soluço. O abracei, mas não o senti fazer o mesmo. Apertei ainda mais meus braços ao seu redor. — Não faça isso comigo, Seth! Você também não... Por favor, não me vire às costas!

-Você não precisa mais de mim. — agora, sua voz parecia sem vida, deixando-me ainda mais angustiada.

-É claro que preciso! Sempre vou precisar! — falei desafinada pelas lagrimas. -Por favor...

-Deixe-me viver a minha vida, Bella, não interfira dessa vez! — e com isso, afastou-me de si. Escondi minha dor com as mãos no rosto. Tentei engolir minhas lagrimas, o que não deu muito certo, mas pelo menos parei de deixar rolar. -Saia... E se puder, não volte mais!

-Tem certeza!? — perguntei com a voz fininha. — Não me afaste se não tiver certeza, Seth!

-Vá Bella e me deixe em paz! — outro tapa na face. Seth disse e pareceu tanto com a mãe que me deixou nauseada. -Deixe-me viver como se você nunca tivesse existido!

-Se é o que quer... — forcei-me a dizer com a garganta ameaçando se fechar.

-É, é o que quero. — reforçou seus argumentos. Assenti mecanicamente, sem respirar.

-Seja feliz, Seth. — abri a porta lentamente, saindo ainda mais devagar. Seth empurrou-me para fora e bateu a porta na minha cara. Continuei parada ali em frente, observando-a chocada. Porque era isso que meus sentimentos se resumiam: choque! Notei Edward encostado na parede, à minha direita, em completo silencio. -Desde quando está aí?

-Há algum tempo. — respondeu neutro. — Ou pelo menos desde quando os gritos interromperam a conversa lá embaixo...

Assenti, entendo. Eu não queria obrigar Edward a ver chorando por outra pessoa... Na verdade, não queria que ninguém me visse naquele estado deplorável! Eu sentia-me inteira perto dele, mas longe... Sentia-me em pedaços, que as pessoas arrancavam-me e não tinham o prazer de devolver. Afastei-me lentamente, com passos cambaleantes caminhei ate meu quarto, onde Edward entrou em seguida, com o olhar angustiado. Ele sabia que estava sendo extremamente difícil para mim. Estendeu-me os braços, querendo me abraçar. Com relutância, neguei com um rápido aceno enquanto segurava os lábios com os dedos. Arrastei-me ate o banheiro e bati a porta com força e a tranquei.

Narração: Cullen

Seus soluços angustiados eram tão altos que me causou impotência. Seu choro era forte e de rachar meu coração em mil pedaços. Aproximei-me da porta do banheiro e apoiei uma mão nela, querendo lhe dar apoio. Eu não gostava de Seth, mas isso não significava que eu queria ver Bella naquela situação por quebrarem o laço que os unia. Eu nunca pediria isso a ela, sabendo do sofrimento que a causaria. Seu choro continuou, de um jeito ainda mais sofrido.

De mãos atadas, Sentei-me em sua cama e esperei. Uma hora ou outra, ela ia sair de lá... Mesmo que fosse cabisbaixa ou se fazendo de forte, mas o que ela menos precisaria era do meu ciúmes. Charlie colocou a cabeça para dentro do quarto. Entrou cautelosamente, questionando-me com os olhos o paradeiro de Bella. Com um movimento de cabeça, indiquei o banheiro. Uma nova crise de choro recomeçou.

-Era pra ser um dia feliz. — sussurou. Assenti, concordando.

-Eu nunca gostei dele. — sussurei de volta. — Mas eu não desejava isso que esta acontecendo!

-Vocês não podem voltar outra hora? — perguntou sentando-se ao meu lado. Eu o fitei serio.

-A merda já foi feita, Charlie, não adianta tentar abafar agora. — dei de ombros. — Só vai piorar depois!

-Tem razão. — suspirou. — Tanta coisa acontecendo debaixo do meu teto e eu nem via... — lamentou-se.

-Não via ou não queria ver? — rebati. — Porque as duas coisas são bem diferentes, Charlie. Quem tem teto de vidro, não tenta quebrar o dos outros! — ele ficou em silencio. — Ha quanto tempo? — perguntei. Por um momento, pensei que ele poderia me dar à resposta mais plausível (ou a que Bella me daria): não é da sua conta!

-Muito tempo. — respondeu. Bella continuava sofrendo dentro do banheiro. -Esme é uma mulher incrível... E eu não consigo me mover sem ela na empresa! Nos aproximamos e aconteceu a primeira vez... Eu recuei pensando em meu casamento, mas Esme não ligou para esse fator!

-Elas sempre ligam... Mesmo secretamente! — falei. — Sabe, se Bella não estivesse sofrendo tanto dentro daquele banheiro, eu atravessava o corredor e dava uma boa lição naquele pivete.

-Você só a magoaria mais. — Charlie disse.

-Eu sei. — dei um breve aceno. — Mas, pelo menos, me sentiria vingado!

-Eu queria dizer uma coisa a ela, mas... Depois disso, não tenho nem condições de tocar no assunto. — Charlie lamentou e eu pressenti que a bomba sobraria para mim.

-O que?

-Sabe Irina? — assenti concordando. — Ela faleceu madrugada passada, durante o sono. Não agonizou, não sofreu... Apenas partiu em paz.

-E você quer que eu conte a Bella? — perguntei apoiando os cotovelos nos joelhos. Era demais pra mim! Ver o sofrimento dela mais uma vez... Eu não podia fazer isso!

-Você pode?

-Não. — neguei de primeira. Balancei a cabeça. — Não, não posso! — e fitei Charlie. — Eu estou quase morrendo ao vê-la ali dentro e não poder fazer nada... Contar isso a ela, não a fará somente sofrer... Bella não agüentará ver mais uma pessoa querida partir para longe! Primeiro Kim, agora Seth... Não posso contar!

-Então, vamos deixar a poeira abaixar. — sugeriu. — E eu mesmo conto!

-Como quiser, senhor Swan. — concordei. Ele se levantou, apertando meu ombro.

-Avise-me quando ela melhorar. — concordei com um aceno curto. Houve uma crise de soluços angustiados. Fechei os olhos, sentindo-me perfurar o peito. -Eu nunca a vi assim...

-Eu já! — murmurei. — Mas vezes do que gostaria de lembrar.

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Set fire to the rain — Adele


Exatamente duas horas depois, o banheiro estava em completo silencio. Eu estava deitado no centro da cama, apenas esperando. A porta foi destrancada com um ruído alto demais para o silencio presente. Sentei-me, encarando o objeto inanimado. A porta se abriu devagar, revelando uma Bella esgotada. Olhos cansados e inchados, lábios ressecados e com os sapatos na mão. A maquiagem continuava impecável.

-Vem cá... — a chamei dobrando a mão duas vezes. Ela se aproximou, como se não tivesse nem mais um pingo de orgulho. Sentou-se na cama de costa pra mim. Aproximei-me dela com um movimento, passando a perna para o lado esquerdo e a outra para o lado direito, de um modo que Bella ficasse entre minhas pernas. Passei os braços por sua cintura, a abraçando com força. Ela relaxou sem forças em meus braços. Colei a boca em seu ouvido. — Não vou lhe julgar... Mas, por favor, pare de agir como se eu fosse fazer isso!

-Você não gosta... -sussurou desafinada. Pigarreou freando as palavras.

-Shhhh. — murmurei. — Só falaremos disso quando se sentir a vontade, Bella... E isso não significa que tem que ser agora.

-Porque me ama? — perguntou sem vida.

-Porque a pergunta, posso saber?

-Sou um monstro egoísta. — rebateu chorosa. A abracei com um pouco mais de força, transmitindo-lhe meu amor.

-Se você é isso, tendo toda a sua generosidade, o que eu sou, Isabella? — rebati. Ela fungou descansando a cabeça em meu ombro.

-Você é bom, mesmo parecendo ser ruim. — respondeu. — Tem um coração puro... Sabe amar e se sacrificar por esse amor! Veja como defende teu pai, como ama tua irmã... Você é bom!

-E você é tudo isso... E muito mais, Bella! — beijei sua têmpora. — Acha que não fui egoísta ao lhe reinvidicar para mim e somente para mim? Muitas vezes, pensei só em mim, quando você pensava em nós... Todos nós somos egoístas, pelo menos, uma vez na vida. Não se martirize por ter tido sua cota!

-Mas dói tanto. — sussurou passando os braços por cima dos meus.

-Eu sei. — sussurei de volta. — E sinto muito por isso!

Fiquei abraçado a ela, querendo sugar esse sentimento dela. Suas mãos me apertavam, como se precisasse de meu calor para se manter aquecida o suficiente. Comecei a murmurar uma canção qualquer. Ela fungou de novo, com o olhar perdido. Levantei uma mão, secando suas lagrimas. E então, ela ficou em silencio, com a respiração tranqüila... Recuei um pouco e vi que estava dormindo. Eu não teria coragem de interromper seu sono agora... Era praticamente um crime! Um que eu não estava a fim de infringir. De algum jeito eu consegui fazê-la deitar sem acordá-la... Não foi uma tarefa fácil, mas eu consegui. Beijei sua testa e pulei da cama, pegando uma manta no armário. A embrulhei com cuidado e a observei por um instante.

-Você pode gritar e espernear comigo depois... Mas eu não vou deixar barato! — sussurei puxando a manta ate o queixo. Abri a porta com cuidado e sai, deixando-a entreaberta. Atravessei uma parte do corredor e bati na outra porta. Demorou, mas ele abriu me olhando com cara de cu mal lavado.

-Que é? — manteve a expressão fechada, tentando me intimidar.

-Eu vim lhe dar um aviso. — falei.

-E qual é? — perguntou sem paciência. Fechei o punho esquerdo e o acertei com força na cara de Seth, derrubando-o.

-Esse é o aviso. — falei e tornei minha voz ainda mais ameaçadora. — Faça o que fez com Bella de novo... E esse soco não será nada, perto do que farei com você! Você me entendeu!? — perguntei. Aproximei-me mais. — Eu não ouvi a resposta... Você me entendeu?

-Que seja! — murmurou raivoso alisando a face.

-Bom. — concordei e voltei ao quarto, fechando a porta sem nenhum ruído. Deitei-me ao lado de Bella e a esperei acordar. Eu tinha que tira-la dessa casa... Definitivamente, ela não ficaria bem aqui! Foi quando meu celular começou a vibrar. Eu o peguei e uma forte onda de alivio me invadiu quando li o nome no identificador de chamadas: Alice. -Onde você está? -perguntei atendendo.

-Bem. — ela respondeu relutante.

-Eu não perguntei como, Allie, perguntei onde! Onde está!? — insisti.

-Bella não ti contou? — rebateu. A surpresa me fez calar a boca. Bella? O que ela tinha haver com a historia? — Pergunte a ela, Eddie! E diga que pedi desculpas por isso! Eu vou ficar bem, não se preocupe, por favor! — e desligou. Ainda chocado, fitei Bella dormindo.

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Narração: Swan


Despertei antes mesmo de abrir os olhos. Sentia-me esgotada e sem forças, e no momento, não queria pensar no assunto. Num ato que eu demonstrava meu cansaço, suspirei alto e abri os olhos. Kashiri me fitava por cima dos óculos sob a ponta do nariz e fechava o livro em seu colo lentamente. A insinuação de um sorriso bondoso estava em evidencia em seu rosto.

-Dormiu bem? — perguntou. Assenti somente uma vez. -O senhor Edward teve que sair, mas me deixou responsável pela senhora.

-Ele disse... — minha voz saiu rouca. Pigarreei. — Ele disse onde foi?

-Não. — respondeu sincera. — Mas disse que não demoraria muito. — assenti de novo. — Disse também para tomar um banho... Seria bom!

Assenti outra vez e sentei-me na cama, com os ombros baixos. O silencio de Kashiri era confortador... Era pra não me fazer sentir sozinha e desabar uma vez mais. Eu a fitei, sentindo falta de um abraço. Mas não era qualquer abraço: meu corpo queria os braços de Edward ao meu redor... Envolvendo-me daquele jeito que só ele sabia!

-Posso perguntar algo? — perguntei baixinho, atraindo sua atenção. Ela retirou os óculos.

-Claro. — e me olhou de modo interrogativo. Baixei os olhos.

-Acha que serei uma boa mãe e esposa? — a olhei, não querendo deixar nenhuma expressão passar em branco. Kashiri se ajeitou na poltrona. -Não tenha medo da resposta, por favor!

-Você é uma boa companheira agora? — rebateu seria, com seus olhos verdes acinzentados mais sérios ainda.

-Sim. — respondi. Apesar das perseguições e das desconfianças que Edward tinha de mim, eu era uma boa companheira!

-Então, sim... Você será uma boa esposa. — deu um sorriso de canto. -Ha quanto tempo estão juntos?

-Vai completar cinco meses. — sorri. -Os melhores e piores cinco meses da minha vida!

-E pela sua textura e suavidade da sua pele, mantêm uma vida sexual saudável. — afirmou. Arregalei os olhos e assenti. Ela era algum tipo de bruxa? — Usa proteção?

-Porque não pergunta logo se estou grávida? — meu tom de voz não foi agressivo. Kashiri riu.

-Eu não queria parecer tão obvia. — respondeu-me. Fiquei em silencio. — E então? Está?

-Eu não sei. — respondi. — Com Edward eu nunca liguei para preservativo e essas coisas! — falei. "E como se eu tivesse tempo de beber um remedinho antes do sexo selvagem..." pensei sarcástica.

-Você... Não sabe? — questionou meio chocada. Neguei. — As mulheres, geralmente, sentem algo de diferente... Você sentiu algo?

-Eu não enxergo o obvio. — falei exalando um pequeno suspiro. — Você esta vendo algo de diferente em mim?

-Não me leve a mal, mas... É a primeira vez que lhe vejo, Isabella. — Kashiri disse sem jeito. Ri sem graça. — Mas tem um detalhe infalível!

-Qual? — perguntei curiosa. Ela se levantou e trancou a porta do quarto. Franzi a testa.

-Não é algo que lhe deixe confortável... Mas preciso ver seus mamilos!

Segurei meus seios e levantei-me, assustada.

-O que!? — perguntei chocada. — Por que!?

-Para que eu possa lhe explicar o método! — ela manteve-se perto da porta. Acho que era pra não me assustar e eu pensar que fosse uma maníaca. Assenti, aceitando a idéia. Tirei o vestido e o joguei em cima da cama, seguido do sutiã. Com passos calculados, ela se aproximou, analisando meus mamilos com olhar clinico. -Você não está grávida. — respondeu como se estivesse desapontada. Eu também fiquei!

-Não? Tem certeza? — perguntei com uma mão alisando meu ventre vazio.

-Isabella, quando a mulher fica grávida... O primeiro sinal mesmo é o escurecimento dos mamilos! — sentou-se na poltrona novamente. Continuei em pé, mas abracei os seios, para não os deixar a mostra.

-Como pode ter tanta certeza?

-Pode não parecer, mas eu passei por três gravidezes... E já presenciei muitas outras de conhecidas! E esse é com certeza o primeiro sinal... O segundo geralmente é a sonolência ou o enjôo... Ou os desejos insanos! — baixei os olhos outra vez. — Parece decepcionada!

-E estou. — falei magoada. -Eu queria dar essa noticia a Edward... Ele parece querer bem mais do que eu!

-Não estar grávida agora, não significa que não possa ficar, Isabella. — disse-me abrindo um sorriso que me deu esperanças. Sorri de canto. — Agora vá tomar um banho bem quente. — incentivou-me. — Enquanto eu desço e preparo algo para você comer!

-Obrigada, Kashiri. — respondi entrando no banheiro.

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Sai do banheiro e procurei por uma roupa leve. Optei por um shortinho jeans, uma regatinha cinza e uma jaquetinha. Na outra porta do armário eram os sapatos e eu resolvi pegar um cinza, para combinar com a regata. Inclinei-me para calçar, quando a porta foi aberta. Sorri e não olhei para trás.

-Eu já estou indo Kashiri...

-Tente de novo. — disse a voz gélida que sempre fez os pelinhos da minha nuca arrepiarem. Arrebitei a coluna, sentindo-me desprotegida. Virei-me para Sue com os olhos em fenda.

-Sue. — sussurei. Ela riu com maldade no olhar. — O que você quer?

-Fica longe do meu filho. — foi rápida e objetiva, fazendo-me lembrar o que eu queria esquecer. Pestanejei duas vezes seguidas, secando as lagrimas que vieram aos olhos.

-Ou o que, Sue? — pressionei sem querer parecer ameaçada.

-Você sabe onde você está? — questionou com uma expressão de triunfo na face. -Você está na selva, querida... Você vai morrer!

-É uma ameaça, Sue? — engoli seco. Ela gargalhou e saiu do meu quarto. Respirei fundo, encostada na porta do armário. Peguei o que ainda tinha que pegar e sai do quarto, não querendo ficar sozinha.

Narração: Cullen

-Oi, Heidi. — falei.

-Ora veja, Edward, ola! — disse-me alegre. - Como está indo aí?

-Cada dia mais difícil. — respondi.

-Serio? O que esta acontecendo? — questionou um pouco mais seria.

-Aumentaram o premio pela cabeça de Bella.

-Você sabia que era só uma questão de tempo ao verem que o alvo em questão ainda esta viva. — repetiu o que minha cabeça já martelava. Suspirei.

-Eu sei, eu sei... — murmurei cansado. — Fica difícil agüentar tudo nos ombros!

-Divida com ela. — incentivou-me. -Sabe que ela pode agüentar o tranco!

-Ela matou Claire, num acesso de fúria. — contei-lhe rindo.

-Mas ela é uma vadia! — Heidi riu. — Como ela fez isso?

-Matou, imitando-me. — ela murmurou entendendo. — Mas sabe que Claire não estava nessa sozinha!

-Agora Kebi esta atrás dos dois?

-Pela intensidade que ela esta procurando por Bella, quer beber seu sangue. — falei saindo finalmente do carro.

-Kebi é fogo de palha... Logo isso passa! — Heidi disse, fazendo pouco caso.

-Mas era irmã dela... — justifiquei. -Não vai sair barato! — Bella apareceu na porta. Não pude ver a quantidade de dor que seus olhos carregavam, estavam tampados por óculos escuros. -Ei Heidi... Bella esta vindo!

-E ela ainda não gosta de mim. — riu. — Nos falamos depois e... Edward?

-Diga. — incentivei-a fechando a porta do carro.

-Você tinha razão. — e desligou. Guardei o celular no bolso e dei a volta no carro, subindo as escadas da varanda. Bella pulou em meu colo, abraçando-me forte.

-Você poderia dar um tiro no Demônio? — pediu baixinho. Afaguei suas costas.

-Sinto muito Bella, eu queria ter ti falado sobre o soco...

-Sue foi mais rápida e me ameaçou. — disse com o rosto escondido em meu pescoço.

-Vamos sair daqui. — e virei-me, para descer as escadas. Parei e deixei Bella seguir sem mim. Nossas mãos se estenderam no espaço criado entre nós por mim... E na ausência de meus dedos nos seus, ela olhou para trás. -Onde está Alice, Bella?

O rosto dela ficou impassível.

E eu soube que não obteria resposta!

Links Importantes:

Bella ao chegar na casa do pai

Bella depois do banho

Standby

Notas finais
Eeeeeeeeeeeeeeeeeiii... E o circulo só vai se fechando mais e mais! Sim, drama, romance e violencia se misturam no proximo capitulo. Nao, nao vou soltar spoiler!
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
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Não tenho muito o que dizer hoje... Mas como deixei a duvida de Bella estar ou nao gravida, tive que introduzir essa parte no capitulo... Sou malvada, mas nem tanto! rs
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Beijos meninas ;*
Ate daqui duas semanas!
:D