The Killer
20 XIX – Dia da Fundação
Notas iniciais
Capitulo novo em folha!
Agora, eu to de ferias... êêêêê!!!... PODE SER que eu poste duas vezes na semana! Mas pra isso, voces vao ter que comentar... Senao, nada feito! Essa proxima semana, eu vou escrever e a postagem ainda vai ser só sexta. Depois da proxima sexta, nós resolvemos essa pendencia, ok!? To comunicando para ver o que voces acham... (como se fossem reclamar... hahaha)
Ah é... Muitas falaram do ciumes da Alice! Nao to querendo defender a personagem, porque ela esta mesmo chata, entao... A situação dela é assim: Alice ama Jasper e abandonou Edward (mesmo sendo irmao/amante) e passou a ignora-lo! MAS quando ela viu o bonitao andando pra cima e pra baixo da a foda da Bella, o que ela sentiu!? Isso mesmo, ela sentiu que perdeu o Edward de vez! E o que esta tentando fazer? Reconqusitar ele de novo! Acho que isso é algo bem feminino mesmo.. rs "Explicado" o ciumes doentio de Alice!?
Tenham uma boa leitura!
XIX – Dia da Fundação
Narração: Cullen
-Tem muita gente! – falei olhando para tudo e todos. Bella apertou meu braço.
-Isso é ruim? – perguntou num sussuro.
-Deve estar entupido de assassinos... – respondi pensativo. Ela soltou uma risada histérica.
-Você sabe mesmo acalmar alguém! – zombou com medo.
-Não quero ti acalmar... Se fizer isso, pode relaxar e a noite vai acabar mal! Mas... – paramos um pouco e eu tornei a olhar ao redor. – Se você ficar alerta, vai escapar viva!
-Obrigada pelo conselho militar! – ironizou.
-Champagne, senhor? – o garçom parou em nossa frente. Eu o fitei, gravando bem o rosto.
-Champagne é para comemorar. – respondi. – Quero algo forte... Traga-me um uísque! – sorri. – Sem gelo!
-Sim senhor! – ele disse. Bella pegou uma taça da bandeja.
Continuei observando todos que passava perto de nós. Tinha muita gente mesmo! Enquanto eu me concentrava, tive a impressão de ver... Ah não! Coloquei a mão na lombar dela e sai arrastando-a.
-Que foi? – perguntou, quase correndo para me acompanhar. Mantive a expressão calma e tranqüila.
-Tente ser sempre o centro das atenções! – tirei a taça de sua mão e a coloquei numa bandeja de um garçom que passou ao meu lado. Um jazz ritmado tocava, dando a oportunidade das pessoas dançarem com lentidão.
-O que houve? – perguntou de novo, franzindo a testa. O sorriso do meu rosto era mais falso que moeda de três centavos.
-Desfaça essa cara de preocupação e mostre um sorriso. – sussurei parando no meio do salão, entre os outros casais, e a puxei para mim. – Agora, Bella, não estou com paciência!
-E quando esta? – rebateu fazendo o que eu pedi. –Porque nos trouxe para cá?
-Ser o centro das atenções é bom. – respondi. – Consegue ficar atraindo a atenção de todos enquanto cuido... Daquele probleminha?
-Olhe bem pra mim! – disse ofendida. Eu fiz o que ela disse. – Sou uma mulher... Eu consigo ser o centro das atenções em qualquer dia, qualquer hora e qualquer lugar!
-Só vou acreditar depois que eu ver... – proferi serio. Giramos lentamente entre os outros casais, nos misturando. –Oh merda!
-Que foi!? – perguntou de novo, sem a preocupação na face. Mas ela estava nos olhos!
-Ate agora, já identifiquei 6 assassinos... – falei. O cheiro do cigarro de chocolate me deixou apreensivo.
-Cullen. – cumprimentou passando ao nosso lado. – Swan.
-Romanov! – falei trincando a mandíbula. Ela sorriu e continuou andando. – 7 assassinos! – me corrigi.
-Quem era essa? – Bella perguntou virando o pescoço para ver a mulher melhor. Claro que ela não viu, Heidi desapareceu praticamente instantaneamente.
-Eu, mais um infeliz e ela somos os melhores de Nova Iorque. – contei baixinho. – Bem na ordem que eu falei...
-Você é o melhor?
-Ainda tem duvidas!? – rebati olhando-a nos fundos dos olhos. Seus olhos castanhos eram profundos demais para eu chegar ate o fundo deles... Era como se eu fosse me afogar! – Ela é Heidi Romanov.
-Heidi Romanov? – resmungou pensativa. Voltamos a nos movimentar. – Ela é Russa?
-Ate o ultimo fio de cabelo! – respondi. Estávamos literalmente num ninho de cobras! – Vamos brincar um pouco! – sugeri.
-Brincar? O que se passa nessa sua cabeça hiperativamente absurda? – sorriu na direção de um convidado.
-Vamos fingir um momento intimo. – sorri malicioso.
-Comece então! – ela topou sem pestanejar. Inclinei a cabeça, ate minha boca chegar ao seu ouvido.
-Eu sussuro algo em seu ouvido... – sussurei. Ela chegou ao meu ouvido.
-E a minha reação tem que ser natural? – devolveu no mesmo tom que eu.
-Estou ansioso por sua reação. – declarei.
-Então, comece o assunto... –incentivou-me. Sorri maliciosamente.
-O que esta vestindo por baixo? – perguntei num sussuro. Giramos outra vez, no ritmo da musica.
-Pensei que íamos fingir! – exclamou surpresa e ofegante. Fiquei sorrindo para as paredes, esperando ela se render e me responder, afinal, eu estava mesmo curioso. – Ok... Você gosta de renda?
-Renda? – repeti. – Hmmm... – gemi perto da sua orelha, causando-lhe arrepios. Eu ri. – Esta gostando?
-O que vai fazer comigo quando ficarmos a sós? – sua pergunta me deixou atônito e surpreso.
-Não é algo para se falar aqui. – respondi com esperteza. Se ela queria, eu iria pega-la de jeito assim que ficássemos num lugar privado... Ou não! Sozinha e segurando uma taça, eu a vi dentro de um elegante vestido cor de pêssego. Bree estava se sentindo a rainha. –Ei Bella, se lembra do que eu disse?
-Ahn... Chegou o momento de chamar a atenção? Mas todos já nos olham! – comentou. Sorri na direção da vitima, que ergueu a taça em minha direção.
-Sim, é o momento. – respondi.
-Sabe, isso é muito desconfortável! – disse amarrando a cara. Franzi a testa, fitando-a interrogativamente. “De que porra ela estava falando?” – Lembre-me de nunca mais...
-Bella!
A amiga loira dela que eu peguei estava ao nosso lado, vestindo um vestido negro absurdamente apertado, que mais ou menos na base do joelho pra baixo era volumoso. Como a calda de uma sereia!
-Esta em boa compainha agora. – falei afastando minhas mãos de sua cintura esguia. Com um ultimo olhar profundo, ela tirou as mãos de meu pescoço lentamente. Comecei a me afastar.
-Meu Deus, miga, da onde você tirou essa rota de mau caminho?
-Deve ter saído direto do inferno! – ouvi Isabella responder provocante, fazendo-me rir. – Ou do céu...
Narração: Swan
-Dá pra me mostrar o caminho pra um dos dois? – Kim pediu sonhadora. Eu ri.
-Você esta maravilhosa! – falei fazendo-a dar uma voltinha no próprio eixo. Ela brincou com as pontas dos cabelos loiros. – Uma sereia sedutora!
-E você!? Que palavra devo usar? – disse afagando minhas costas. – Não consigo pensar em nenhuma...
-Oi Kim... Bella. – meu pai apareceu ao nosso lado acompanhado pelo Demônio e um homem de pele morena, igual à de Seth. –Gostaria de lhe apresentar uma pessoa, filha! – segurei a mão de Kim enquanto os olhava curiosa.
-E quem é? – perguntei.
-Bella, esta é Jacob Black. – meu pai apontou para o homem de pele morena. – Jacob, esta é Isabella, minha filha.
-Prazer! – ele disse estendendo a mão.
-O prazer é meu. – respondi, retribuindo o aperto. Mas quando minha pele entrou em contato com a dele, senti um frio na espinha. Um alerta de que era como se eu estivesse apertando a mão da própria morte. E de alguma maneira, eu me lembrei daquele presente esquisito...
-Vocês deveriam conversar... Se conhecer melhor! – o Demônio abriu a boca para soltar suas perolas. E se ela se dera ao trabalho de fazer o comentário, provavelmente, o Black cagava dinheiro. –Bella anda tão sozinha.
-Isabella. – corrigi fria. Todos do grupinho me olharam afoitos. – Pra você é Isabella! – o olho dela se contraiu e eu sustentei o olhar gélido que trocávamos.
-Charlie, meu velho amigo... – um homem velho o chamou e saiu arrastando meu pai e o Demônio foi atrás, como sempre, sem dar a chance de comentarem algo.
-O que diabos foi isso!? – Kim sussurou pra mim, tentando parecer invisível aos olhos da terceira pessoa.
-O que!? Desde quando ela tem intimidade o suficiente para me chamar de Bella? – rebati no mesmo tom, ou ate um pouco mais exasperado, mas igualmente baixo.
-Ela é sua madrasta! – murmurou chocada.
-E...? – pressionei, forçando-a a falar que intimidade eu e o Demônio havíamos trocado. Eu não conseguia me lembrar de nenhuma... A não ser o bom dia que trocávamos quando eu ainda morava naquela mansão. Black pigarreou atraindo nossa atenção. Sorri sem graça. – Desculpe!
-Vou me lembrar de não ti chamar pelo apelido. – disse sorrindo, mostrando os dentes extremamente brancos. Soltei uma gargalhada forçada. “Onde diabos estava Edward para me salvar de pessoas inconvenientes?”
-Não ligue para ela... Bella é um tanto azeda! – Kim disse, soltando minha mão e agarrando o braço do cara e alisando o tórax dele descaradamente. – Mau humor não pede para chegar, simplesmente aparece!
-Claro, eu entendo. – disse e desviou o olhar de mim e fitou ao redor. Kim murmurou um ‘é com esse que eu vou ficar’. Mordi o lábio inferior para não rir. E com um gesto que praticamente me enxotava dali, ela me expulsou sem que o companheiro visse. Avistei Seth de cara amarrada e Leah sorridente. –Sabe...
“Cruzes, quanto mais o tempo passa, mas a minha teoria de que Sue e Leah se alimentam de infelicidade aumenta!” pensei horrorizada.
-Meu irmão esta me chamando. – o cortei, sorrindo com falsidade. Mas sobre a falsidade, só eu sabia! E talvez Kim... Ela sabia que o Demônio havia estragado minha noite. – Com licença!
-Mas...
-Ate mais, amiga! – Kim disse com doçura, cortando o homem de novo. Sai andando calmamente, serpenteando entre as pessoas que me cumprimentavam. Eu devolvia o cumprimento quase naturalmente. Parei ao lado dos dois.
-Ola! – falei alegre, sobressaltando Leah e arrancando um suspiro aliviado de Seth.
-Eu não sabia que vinha com ele, por isso fez suspense? – Seth falou rude. Franzi a testa.
-Eu não sabia que ia encontrá-lo lá fora... – menti.
-Da onde você o conhece!? – Leah quis saber bebendo um gole de champagne.
-Sabe Leah, eu vou deixar você dormir sem essa informação. – falei fazendo uma careta para ela. Voltei-me para Seth. – Você...
-Cadê ele!? – perguntou antes de mim.
-No bar. – soltei a primeira coisa que veio a minha cabeça. Suspirei e estendi a mão para ele. – Aceitar dançar comigo?
-Não!
-Sim! – Seth e Leah exclamaram juntos. Ele pegou minha mão. –Leah, porque você não caça um velho caquético e rico... Aproveite, não é sempre que eles são reunidos!
O queixo dela caiu e ele me afastou dali, enquanto eu morria de rir. Não percebi quando Seth parou, só percebi porque com um puxão, eu bati com força contra seu peito. Ajeitei os cabelos por pura mania e enlacei seu pescoço. Senti suas mãos em minha cintura.
-Desculpe. – disse com a testa franzida e olhos indecifráveis. Eu fitei seu rosto fixamente de modo inocente.
-Pelo o que? – perguntei.
-Bella, eu vejo como os homens daqui estão ti olhando... – ele disse. – E vejo o desejo em cada olhar!
-Não seja estúpido! – falei bufando. Ele me apertou um pouco mais.
-Só estou tentando ti proteger! Bella, você é minha... – ele engoliu seco. – Minha irmãzinha!
-Olha que fofo! – falei dengosa. – Não se preocupe, não pretendo ir pra cama com nenhum deles!
-Bella!
Joguei a cabeça para trás e gargalhei. Segundo depois, ele riu comigo.
Narração: Cullen
O negocio era eu tentar me isolar, para ganhar a atenção da Turner.
Pedi mais um uísque e fiquei ali no bar, bebendo lentamente. Esperando o sistema absorver o álcool aos poucos... Entretanto, meu dedo estava coçando. A preocupação estava me corroendo. Isabella estava à mercê da própria sorte! Então, eu tinha que ser rápido... Muito rápido! Uma fumaça com cheiro de chocolate foi inalada por mim.
-Heidi. – cumprimentei-a. Ela riu.
-Edward. – rebateu. –Mudou de serviço e não fiquei sabendo?
-Não gaste sua ironia comigo... – falei revirando os olhos. – Essa porra ainda vai ti matar! – falei. Ao meu lado esquerdo, ela apagou o cigarro no balcão.
-Fiquei sabendo também que tem uma assassina em potencial aqui. – destilou o veneno em cima de mim. A fitei serio e taciturno. – Estava dançando com ela ate agora...
-Não sei do que esta falando. – declarei voltando minha atenção para o copo. Heidi alisou meu braço.
-Não sabe?
-Não foi ela... Fui eu! – e a olhei bem nos olhos. – Isabella tinha acabado de se afogar, não conseguia nem se mexer!
-Hm... Então não corro perigo!? – perguntou sorrindo maliciosa.
-Porque a pergunta? Esta com medo de morrer!? – rebati seco. A expressão do rosto dela endureceu.
-Talvez! Se for pelas mãos de uma amadora. – disse esnobe.
-Porque esta aqui? – perguntei sem me conter. Mordi a língua com força. “idiota!” me repreendi.
-Conhecendo a vitima... Me socializando... Vendo quantos inimigos tenho e quantos terei que enfrentar. – deu de ombros. – A porra toda de sempre!
-Você sabe que ela...?
-É sua advogada? Todo mundo sabe! – usou um tom obvio. – Lamento por ter que bater de frente com você!
-Lamenta mesmo? – sorri olhando-a. Heidi fez uma expressão de “não esta na cara?”. –O dinheiro já esta na sua conta?
-Dinheiro? Que dinheiro? – perguntou confusa. Fiquei serio.
-Da encomenda Swan. – respondi.
-O dinheiro esta na conta dele, na Suíça. – respondeu-me confidente. – Ganha quem a matar primeiro... – e baixou mais o tom. – E isso vale para qualquer assassino. De qualquer lugar do mundo!
-Caralho! – murmurei. – É mais extenso do que eu podia imaginar...
-Espero que tenha um arsenal de armas, Edward, o bicho vai pegar. – e acrescentou num tom sombrio. – Muito em breve! – e saiu, misturando-se.
-Não consegue ficar sozinho por muito tempo?
Olhei por cima do ombro com a sobrancelha arqueada. Evitei dar um sorriso presunçoso, pois minha idéia de isolar-me dera certo. Bree estava ali, tentando me lançar um olhar sedutor.
-Eu gosto de compainha. – respondi sorrindo torto. Ela umedeceu os lábios e eu tive certeza que já estava no papo. Aproximou-se de mim com passos calculados.
-Gosta, é? Se importa se... Eu ficar aqui com você? – perguntou cautelosa.
-Claro que não... – tentei ser o mais receptivo possível. – Esta gostando da festa?
-Eu tenho minhas preferências... E essa não é uma delas! – riu. – Precisa de animação! – mudei de posição, de modo que meu corpo ficasse de frente pra ela, mas eu me apoiei no balcão. Alisei seu pescoço a mostra.
-A questão da diversão é bem fácil de se resolver. – e deixei as palavras pairar no ar entre nós. Seus olhos eram de um azul muito claro e eu olhei bem dentro deles, não sentindo nenhuma profundidade.
-Onde sugere então que deixemos as coisas mais animadas? – sussurou alisando meu peitoral.
-Eu sei se um lugar... – sorri torto.
~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~
Ela gemeu no meu ouvido, quando a imprensei contra a parede da cabine do banheiro. Beijei seu pescoço esfregando meu quadril no dela. Bree puxou os meus cabelos, para voltar a atacar meus lábios.
-Tem razão, aqui é bem mais animado... – sussurou. A bati de encontro à parede de novo, fazendo-a soltar um suspiro entrecortado. Parei abruptamente, ficando totalmente parado. – Que foi? – sussurou ofegante.
-Ouviu? – murmurei olhando-a de perto.
-Não. – tapou a boca para abafar a respiração.
-Vou ver... Já volto! – falei. Ela desceu a tampa do sanitário e subiu em cima, assentindo. Tive o cuidado de fechar a porta em minhas costas. – Ola? – falei alto, distraindo-a. Bem devagar, fui ate a cabine ao lado e atrás do sanitário, peguei minha pistola. –Alguém ai? – chamei de novo enroscando o silenciador.
-Está liberado? – perguntou abrindo a portinha rangente. Engatilhei, esperando ela sair. –Sabe do que me dei conta agora... – riu saindo aos tropeços. – Não sei seu nome!
-Edward Cullen. – respondi serio. Bree levantou os olhos abruptamente e assim que fez a expressão de terror, eu acrescentei. – Nos vemos no inferno! – e atirei. Um tiro milimetricamente perfeito na testa.
Bree, com o impacto do tiro, foi para trás e caiu sentada no sanitário. “No trono, como uma Rainha...” pensei divertido com o trocadilho e pelo o que eu pensei mais cedo. Movi o braço um pouco, descendo e atirei no coração. Com um movimento de mão, coisa pouca para o lado, atirei no pulmão.
Muito satisfeito com o termino do trabalho e de bom humor, guardei a pistola no coldre por baixo do smoking. Sai do banheiro elegante ajeitando a gravata.
Narração: Swan
-Estou entediada! – reclamei sentada apoiando o queixo na mão. –Muito, muito entediada!
-Não quer dançar? – Seth perguntou.
-Cansei... Essa musica é muito lenta! – reclamei bocejando. Suspirei. – Quero ir embora!
-Eu ti lev...
-O que você tem, Bella? – meu pai se aproximou, preocupado. O Demônio não estava seguindo-o. –Você... Parece desanimada!
-Eu estou entediada... Quando fico desanimada, sinto-me sem energia. – corrigi cruzando os braços sobre a barriga.
-Querida, você cumpriu seu papel vindo ate aqui e ficando ate agora... – ele começou ficando de cócoras ao meu lado. – Se quiser ir embora, eu peço para o motorista ti levar!
-E eu posso acompanhá-la se quiser, Bells! – Seth reforçou o pedido.
-Ahn... – fiz uma careta. Não seria muito bom se eu saísse sem Edward saber. Eu não vim com ele, mas eu voltaria! Entre os ricos esbanjadores de grana, eu reconheci os cabelos estranhamente acobreados do meu ex- assassino. –E-e-eu não sei! – gaguejei.
-Quer que eu invente alguma desculpa? – Charlie alisou meu ombro ao se levantar.
-Diga simplesmente que fui embora. – dei de ombros. Charlie me olhou descrente. Sorri. – Mas eu sei que você vai inventar algo, pai!
-Ate mais, Bella! – e beijou minha testa. Um flash quase me chegou ao registrar o momento. Dei um aceno, despedindo-me dele. Seth estendeu a mão para me ajudar a levantar. Eu a aceitei.
-Se não se importa... – Edward apareceu do mundo dos mortos (palpite forte!) de tão silencioso que foi. Os dois se encararam, numa briga clichê de macho alpha só pela troca de olhares. –Eu assumo daqui! – completou. – Vamos... Bella?
Eu não chiei, resmunguei ou se quer reclamei quando ele usou o meu apelido. Eu ate gostei! E só por eu demonstrar tal afeição, Seth endureceu o olhar, mas apertou mais meus dedos. Não senti o sangue correr por eles, a mão dele era como um torniquete.
-Eu ti espero no carro, então! – Edward disse olhando-me incisivamente. Engoli seco com o coração disparado. Ele começou a se afastar lentamente.
-Você não esta pensando em ir, não é? – Seth sussurou puxando-me para mais perto.
-Não só estou pensando... Como eu vou! – sussurei de volta.
-Não gosto de como ele ti olha. – reclamou aborrecido. – Parece que quer ti comer...
A todo custo, abafei a estrondosa gargalhada que iria sair. Infelizmente, o esforço não foi o bastante para reprimir a risadinha que soltei. “Eu quero ser comida por ele!” pensei maliciosa.
-Esta tudo bem, Seth, ele não vai fazer nada que eu não queira. – alisei seu braço. – E também é só uma carona! – ele não disse nada. Inclinei-me e beijei sua bochecha, mas de repente, a sua mão segurou minha cintura e novamente, ficamos perto demais. Era desconfortável, mas era natural! Uma aproximação diferente, mas eu estava acostumada... Não é?
-Tchau! – murmurei. Ele também não disse nada, mal esboçou um sorriso. Na verdade, foi uma escarra irônica. –Edward, espere! – gritei, dando a volta em meu irmão. Ele congelou, já na saída do salão. Andei apressadamente, segurando o vestido para eu não pisar e cair de cara no chão. – Não me faça correr desse jeito... Não com saltos desse tamanho! É pedir demais! – murmurei ofegante. Edward estendeu o braço para me ajudar. Eu o aceitei muito receptiva!
-Chamou a atenção!? – ele perguntou curioso. Revirei os olhos.
-Pensei que curiosidade fosse um atributo feminino... – comentei. Alguns fotógrafos tiraram fotos desesperadamente de nós. Sorri de modo esnobe, do mesmo jeito que Charlie havia ditado anos antes para mim. O manobrista abriu a porta do carro pra mim e eu entrei com classe, assim como meu vestido. Edward entrou em seguida. Antes de partir com o carro, ele me olhou penetrante.
-Você vai me fazer mesmo repetir a pergunta? – e pestanejou calmamente. Isso me deixava nervosa, a calmaria dele não devia ser boa coisa. Quando eu estava calma demais, significava que eu ia desmoronar em segundos. Neguei com a cabeça. – Muito bem! – e pôs o carro em movimento. – Agora, me responda!
-O que você acha? Que eu me isolei feito uma retardada? – ele respirou fundo e soltou o ar lentamente.
-Você esta afastando meu bom humor! – sorriu irônico.
-Você esta de bom humor? Nossa, devo me preocupar porque acho que canivetes abertos vão cair do céu! — ele nem me olhou. Resolvi não testar mais a paciência dele! – Passei a maior parte do tempo com Seth... E discuti com Leah!
-Discutiu? Droga, eu perdi isso?
-É... – suspirei. – Perdeu!
Fez-se silencio enquanto ele parava o carro no semáforo. Olhei pela janela e vi um grupo de pessoas num canto escuro, consumindo drogas, quando de repente um deles caiu tremendo e se contorcendo. “Overdose...” pensei monótona. Voltei os olhos para o pára-brisa. Mais a frente estava o Empire State.
-Você falou... – comecei num tom baixo. – Que você e mais dois são os fodas daqui. Certo?
-Aonde quer chegar!? – foi curto e grosso. Crispei os lábios.
-Certo? – perguntei de novo. Ele assentiu. – E os nomes? Você é Edward Cullen...
-Serio? – riu sombrio. – Obrigado por me esclarecer essa grandiosa duvida!
-Dá pra parar de me interromper e me deixar falar?
-Claro, milady. – zombou. Sufoquei a raiva.
-A mulher é Heidi Romanov. – continuei. – E o nome do terceiro individuo?
-Jacob Black. – disse sem importância. Prendi a respiração abruptamente. Ele sentiu a mudança súbita. – Por que!? O que foi?
-Eu o conheci hoje... Apertei a mão dele enquanto você ia atrás da... Você sabe! – um arrepio atravessou meu corpo. – Ele é o novo sócio do meu pai.
-Você não devia ter matado a Stanley. – disse balançando a cabeça.
-Por quê? Ela ia ti ma...
-Já ouviu falar em karma? – perguntou olhando-me rapidamente. – Sua situação depois daquilo só tende a piorar... Torça para eu ser rápido o suficiente no gatilho!
-Não só no gatilho. – murmurei, mas eu tenho certeza que ele ouviu.
~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~
-Eu me diverti. Apesar dos pesares! – falei destrancando a porta e entrando no meu apartamento. Deixei as chaves dentro do pote perto da porta. Edward entrou em seguida, trancando tudo. –Me diverti mesmo! Espero que ano que vem seja melhor...
Ele não respondeu aos meus comentários. Eu estava tentando quebrar o gelo, para conseguir seduzi-lo. O meu medo era de eu não ter poder suficiente para isso!
-Está cansado, com sono ou algo parecido? – perguntei virando-me para ele com expectativa.
-Não. – respondeu cauteloso. –Por quê?
-Você faz muitas perguntas! – disparei. – Mas... – acrescentei antes de ele abrir a boca. – Vamos beber ate cairmos inconscientes! Você merece comemorar, certo? Afinal, o trabalho foi bem sucedido!
-Isso é estranho! – murmurou com os braços cruzados. Minha expressão confusa o obrigou a explicar. – Você é minha advogada. Não devia me aconselhar a parar de fazer isso?
-Tem razão! Sou sua advogada... – falei. – Não sua mãe! Se eu tentasse enfiar na sua cabeça que deveria parar, provavelmente você enfiaria na minha uma bala exclusiva da sua pistola!
Ele riu.
-Tem razão. – sorriu torto.
-Então... – girei nos calcanhares. – Aceita comemorar comigo, ou estou pedindo demais?
-Vamos comemorar com o que?
-Tem vinho na cozinha. – falei misteriosa. Pensei ter ouvido um “to vendo que vou ter que procurar...”, mas não respondi. Assim que vi Edward entrando na cozinha, andei ate o canto esquerdo da sala principal e fiquei rente a porta de correr que tanto me apavorava.
A chave estava pendurada num pequeno prego na parede. A peguei e encaixei na fechadura, girando-a em seguida. Edward ficaria algum tempo perdido procurando as coisas no outro cômodo. Eu teria tempo o suficiente para recompor-me. Abri as portas.
A pequena sala isolada tinha um cheiro floral, provavelmente da limpeza que Emily fez. Olhar o piano de calda foi o mais difícil de se fazer. Doeu.
-Diga um presente que queria ganhar?
-Eu não sei... O que quer me dar?
-Um piano!
-Um piano!? – perguntei rindo.
-Sim... Assim eu posso tocar para você!
Shakespeare disse uma vez: Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente. Era assim que eu me sentia!
Inspirei o ar com força, voltando para a realidade. Balancei a cabeça e dei passos lentos. Alisei o móvel de madeira com um vaso vazio enfeitando-a. No pequeno criado mudo ao lado do sofá perolado, eu peguei o controle da lareira e a ascendi. O fogo crepitou e chiou e logo aqueceu a sala gelada. Sentei-me na frente dela, aquecendo-me também, afinal, eu me sentia fria. Por dentro e por fora.
-Bella? – Edward me chamou. Não me movi, amortecida demais para fazer algo imediato. – Bella? Ah... Ai esta você! – ele disse mais perto. Olhei por cima do ombro e ele já dava a volta, pelo o outro lado, no sofá. Sentou-se no chão ao meu lado. –Trouxe duas garrafas... Uma não seria o suficiente para nos fazer ficar inconscientes!
-E duas vão fazer isso? – perguntei gentil.
-Pelo menos vão nos deixar mole o suficiente para dormirmos!
-Abra então. – pedi. E Edward fez. Abriu a garrafa e serviu-nos o vinho tinto. Bebemos duas taças cada um ate falarmos alguma coisa. E não é dizer que bebemos as duas taças rápido demais. Foi devagar... Degustando!
-Você parece cansada. – ele comentou. O olhei curiosa. Pensei que eu seria obrigada a furar o silencio de novo. –Não precisa ficar aqui se não quiser.
-Mas eu quero! – respondi convicta.
-Não é o que o seu rosto diz. – rebateu bebendo mais um gole de vinho.
-Meu rosto mente! – contei. – Eu quero ficar aqui... Porque tenho medo!
-Ninguém vai entrar aqui, pode dormir sossegada! – se aproximou e afagou minha mão. Eu olhei o gesto com devoção.
-Não tenho medo disso. – reclamei. – Tenho medo de acordar e não ti encontrar aqui... Me defendendo!
-Sabe que ficarei! – prometeu. Eu me aproximei, abandonando a taça em cima da mesa de centro. Balancei a cabeça lentamente. –Não tenha medo!
-Mas eu tenho. – sussurei tirando a taça de sua mão, colocando-a junto com a minha.
-O que posso fazer para tirar seu medo? – cochichou. O verde de seus olhos pareciam claros e ao mesmo tempo, mais escuros. Talvez as chamas da lareira estivessem alterando a cor original. Fiquei de joelhos e aproximei-me mais.
-Não é grande coisa. – falei sem dizer muita coisa.
-Diga. – pressionou. Inclinei-me e beijei seus lábios, mas logo me afastei.
-Não tem segredo. – murmurei roçando meus lábios nos dele.
-Peça. – exigiu sem fôlego. Minha respiração saia num assobio baixo de tão acelerada que estava.
-Beije-me! – choraminguei.
Edward enfiou a mão entre meus cabelos e dominou minha boca com tal autoridade que me deixou perdida. Ele me puxou, forçando-me a sentar em seu colo. Eu queria sentir o contato sedutor de novo, mas o vestido me obrigada a manter as pernas esticadas na direção oposta das pernas dele. Senti a mão dele, subindo e descendo em minha coluna, provocou espasmos em meu interior.
Sua língua pediu passagem e eu dei... Quando ela entrou em contato com a minha, eu queimei!
Eu entrei em desespero! Eu queria mais... Muito mais! Eu queria mais contato, mais domínio, mais rendição... Mais, mais, mais... Vários adjetivos surgiam em minha mente, como pipoca estourando. Passei o braço por seu pescoço, puxando-o mais para mim. Ele ousou, apertando meu seio por cima do vestido.
Choraminguei contra seus lábios saborosos.
Eu quebrei o beijo, já sem fôlego, e procurei por seu pescoço. Eu queria morder. Eu queria deixar as marcas dessa vez. E estava pouco me fudendo se ele deixasse em mim... Eu não iria escondê-las! Teria orgulho de mostrá-las... E de dizer quem as fez! Eu ia jogar a porra toda no ventilador e agüentar a merda da conseqüência. Edward mordeu minha orelha repetidas vezes enquanto tirava minha gargantilha.
Ele a jogou em algum lugar perto de nós. Passou a alça do vestido pelo meu pescoço, tirando-o parcialmente. O vestido escorregou ate a cintura, deixando meus seios à mostra. Edward os apertou outra vez, excitando-me. Fechei os olhos ao morder os lábios. Aquela era uma das melhores caricias que eu já recebera!
-Vamos... – murmurou com a voz rouca sensual. – Eu sei que você quer gemer... Compartilhe comigo... – neguei. Ele deu uma lambidinha no mamilo intumescido. – Eu não vou ti dar mais nada enquanto não gemer! – neguei de novo. Aquilo estava mesmo bom! Ele lambeu o mamilo. Contrai o corpo. – Geme, Isabella... – suspirei entrecortadamente ao ouvir o tom italiano. –Geme! – e sugou meu seio com volúpia, pegando-me desprevenida.
Gemi.
-Muito bem. – elogiou-me. – Diga-me... O que mais você quer?
Eu mal conseguia pensar, imagine falar!? Edward me explorava tão intensamente, que eu mal conseguia perceber. Tirei todas as peças da roupa dele que me privavam de entrar em contato com a pele. Seu peito nu era mais macio que meu travesseiro de penas. Edward me deitou no chão e se deitou por cima de mim, voltando a me beijar. Eu queria sentir sua mão deslizar por meu corpo inteiro... Choraminguei de novo.
-Diga Bella, diga! – pediu implorativo roçando os lábios nos meus. Nosso ar se tornava apenas um. –Eu quero tanto quanto você... Diga! Diga! – pediu coma voz abafada enquanto beijava meu pescoço.
-Me possua, Edward! – sussurei com o peito subindo e descendo rápido demais. Ele se pôs sobre os joelhos e começou a tirar meu vestido. Assim que eu fiquei sem ele, minha calcinha de renda presa as meias ate minhas coxas ficou a mostra. Edward alisou minhas pernas, deixando meu intimo palpitando. Ele me deixou de meias, mas tirou minha calcinha lentamente. Tirou a calça e a cueca, para finalmente se deitar entre minhas pernas. –Não tente ser carinhoso, por favor! – implorei.
-Não pretendia ser. – respondeu e como da primeira vez, entrou de uma vez sem me dar tempo de pensar ou respirar. Gritei e agarrei seus ombros e joguei a cabeça para trás com força. Edward também não esperou eu me acostumar com seu tamanho, simplesmente começou a bombear dentro de mim.
Ele me fez ver estrelas!
Entrava e saia, rebolava dentro de mim... Ele fazia de tudo! E eu apenas me contorcia embaixo de si e gemia quando seus lábios deixavam. Beijei seu ombro machucado e mordi o outro para abafar um grito agoniado quando ele achou um ponto sensível. Edward rosnava ao ir cada vez mais rápido e só para dar mais mobilidade, eu enlacei sua cintura com minhas pernas. Não sei se era possível, mas ele foi mais fundo ainda!
-Hm... – murmurei sem fôlego. – Estou quase lá... Quase lá...
Nem 15 segundos depois, o grito libertador foi solto por mim ao chegar ao clímax. Edward entrou e saiu mais algumas vezes, ate ejacular dentro de mim. Ele manteve o corpo suspenso ate nossas respirações voltarem ao normal. E então, saiu de dentro de mim e se deitou ao meu lado.
-Foi uma boa comemoração. – falou muito satisfeito. Eu ri feito uma idiota e virei-me de lado, louca para deitar-me sobre ele. Ele riu também, virando a cabeça para me olhar. – Sua maquiagem esta toda borrada! – tapei o rosto rapidamente.
-Oh não... Estou horrorosa! – resmunguei. Sua mão me obrigou a tirar as minhas do rosto.
-Eu falei que a maquiagem estava borrada e não que você esta feia. – disse intenso. Nos encaramos sem pestanejar. Minha mente me atacava, dizendo que fui idiota sem resistência ao ceder a luxuria. Mas mesmo ela dizendo que era errado, eu sentia que era o certo! Era como se estivéssemos escrevendo certo por linhas tortas...
-É melhor irmos...
-Não! – cortei-o. – Não quero sair daqui. – falei. Edward não sorria, mas sua expressão facial era feliz.
-Tudo bem, então venha aqui... – e me puxou para mais perto. – Ai! – resmungou quando deitei a cabeça em seu ombro.
-Desculpe. – murmurei, aconchegando-me em seu peito. Ficamos quietos...
-Sabe, isso não estava em nosso acordo. – ele disse, tirando-me da semi inconsciência. –Então, acho que temos uma relação, não é mesmo?
-Podemos dizer que sim. – respondi sonolenta.
-Sou possessivo. – contou. – E a partir de hoje, você é só minha!
-Serei fiel a você. – respondi baixinho. E ali ficamos ate o amanhecer!
Notas finais
Gente, eu sinto que os proximos lemons nao serao como aquele primeiro! Eu estava mesmo inspirada naquele dia! HAHAHAHAHA
Eu quero assanhar a curiosidade de voces, entao vou revelar o nome do proximo capitulo: INFIDELIDADE
Fiquem de olho no meu Twitter/Facebook... Durante a semana eu posso soltar spoilers :)
Bj =*
Fale com o autor