The Killer

15 XIV – Presente de Tróia


Notas iniciais
Esse é, ate agora, meu capitulo preferido!

õ/

Boa leitura

XIV – Presente de Tróia

Narração: Swan

Agora eu estava com o pé atrás.

Suspirei, espreguiçando-me e fitei Seth. Tive inveja de sua expressão tranquilamente infantil. Fiquei com medo de dormir sozinha e ele acabou dormindo na mesma cama que eu. Há quem condene esse ato, mas eu e Seth somos irmãos, não nos vemos dessa forma. Não podemos nos ver dessa forma.

Ele se mexeu e remexeu, virando na cama. Prendi a respiração. Foi nesse momento em que ele rolou pro meu lado e metade do seu corpo ficou sobre o meu. Deus, como ele pesa! Arfei rindo baixinho. Cutuquei-o para ver se ele acordava.

Nada. Minhas costelas começavam a protestar por seu peso. Minha risada saiu tremula quando comecei a estapeá-lo. Seth suspirou, bocejou e abriu os olhos lentamente confusos.

-Esta... Me... Esmagando... – consegui balbuciar risonha. Eu vi um brilho diferente no seu olhar. O que era aquilo?

-Hm... – resmungou fechando os olhos de novo, mas pude ver o começo de um sorriso em seus lábios. Sorri de novo, tentando sair de debaixo de si. A sua risada rouca encheu o ambiente ao meu redor quando ele notou minha luta. Tentei fechar a cara, mas não consegui.

-Vai Seth! Vou perder metade das minhas costelas com você aqui em cima... – resmunguei fazendo um biquinho. Ele abriu os olhos, totalmente desperto e aliviou o seu peso. Entretanto, eu não fiquei livre como estava pensando que iria ficar.

Estávamos próximos como nunca ficamos.

Era estranho!

Estranho principalmente sentir sua respiração em meu rosto de um modo que nunca senti antes. Ou em seu olhar profundo... E o sorriso diferente!? Eu devia estar imaginando tudo isso, por Deus, éramos irmãos! Sorri para ele.

-Seth... Tenho que me arrumar, eu tenho algo importante para fazer na empresa. – falei docemente. Eu morria de medo de magoá-lo de alguma maneira, porque eu querendo ou não, eu era grossa com as pessoas (de vez em quando).

-Claro. – e ele se afastou lentamente, voltando para o seu canto na cama. Sorri ainda deitada.

-Quer ir à empresa hoje!? – perguntei enrolando uma mecha de cabelo entre os dedos. – Esme perguntou por você...

-Esme!? – rebateu surpreso e riu. – Nossa... – e Seth botou as mãos atrás da nuca e fixou seus olhos no teto. –Lembro-me da primeira vez que Charlie me levou a empresa... Esme foi à primeira mulher que eu vi.

-Como? – perguntei rindo.

-Qual é... Esme foi à primeira mulher mais velha que eu vi em forma sem ser minha mãe. –e ele fez o desenho de um violão no ar. – Ela é sexy!

-SETH! – gritei surpresa, rindo pra valer.

-O que!? – e olhou pra mim com um sorriso malicioso. –Vai dizer que você não achava seu professor de Física bonito!? – abri a boca para negar. – Ah nem vem, você mesma me disse isso!

-Mas... Mas... Mas... Mas é diferente! – balbuciei sentindo o rosto ficar quente. Seth tinha o dom de me fazer corar! “Só ele?” minha mente atacou, mas ignorei. – Vamos parar com esse assunto, ok?

-Como queira! – riu ele. Revirei os olhos, levantando da cama.

-Vou tomar um banho e me arrumar... Quando tocarem a campainha, abra pra mim. Emily vem mais cedo hoje... – falei já na porta do banheiro.

-Enquanto você toma seu banho, eu fico aqui, sonhando acordado com Esme... – e se ajeitou na cama na maior cara de pau.

-Seu nojento! – gargalhei batendo a porta do banheiro. A tranquei. Eu tinha essa péssima mania de sair trancando as portas. Suspirei olhando-me no espelho. Prendi o cabelo num coque frouxo e as marcas ficaram expostas.

E eu me perdi em lembranças.

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Narração: Cullen

-Em que quarto a senhorita Mary Alice está? – perguntei a enfermeira do balcão de atendimento. Ela me fitou.

-O senhor é o Sr. Cullen? – perguntou. Assenti. – É o único que está autorizado a... Na verdade tem um segundo nome.

-E o dono desse segundo nome veio visitá-la!? – perguntei, já imaginando quem seria. Ajeitei a postura. Ela digitou alguma coisa.

-Ah sim. – e sorriu para mim. Mantive a expressão neutra. – Na verdade, ele ainda esta lá!

-Obrigado! – forcei um sorriso na direção dela e com passos rápidos sai dali. Atravessei o corredor e subi um lance de escadas. Bufei e andei mais rápido pelo segundo corredor. O quarto de Alice era no fim dele. Parei em frente à porta. Respirei fundo. O lugar onde a pistola estava parecia queimar, a minha mão coçar... Era a vontade de matar querendo falar mais alto.

Dei três batidas na porta e entrei.

O primeiro rosto que focalizei fora o de Allie. Estava fragilizada, com os olhos vermelhos e os cabelos amarrados num rabo de cavalo baixo. Estava sem maquiagem e isso a deixava estranha, ainda mais sem cor. Se ela já estava pálida por perder uma quantidade de sangue, ficou mais ainda quando me viu atravessar a soleira da porta.

-Como está, Alice? – perguntei a ela. Mas minha irmã estava simplesmente petrificada, com o olhar oscilando entre mim e uma pessoa nos pés do seu leito. Fechei a porta e o ignorei. Talvez o desejo de matar passasse. Não é!? – Alice!? Você ficou catatônica também!? Quer que eu chame o medico? – eu me preocupei.

-Estou be-bem... No limite da situação. – e eu vi a tristeza em seus olhos. Levantei uma sacola de papel.

-Trouxe roupas para você. – e a entreguei.

-Obrigada. – agradeceu e seu olhar disparou para os pés do leito de novo. O ar estava tenso. Virei o rosto lentamente e meus olhos focalizaram um homem. Ele era alguns centímetros menor que eu; não tinha um porte atlético, mas aparentemente, tinha braços fortes; olhos verdes escuro; cabelos cor de mel. Jasper Withlock. –Esboça alguma reação, Edward, pelo amor de Deus!

-Quer mesmo que eu faça isso, Allie? – perguntei serio com o olhar fixo no cara. Sua mão se estendeu para mim.

-Jasper. Prazer! – disse. Olhei bem a sua mão, depois seu rosto. Fiz isso algumas vezes.

-Não diria isso se fosse em outra ocasião. – respondi. Ele recolheu a mão, agora sim, eu havia conseguido deixá-lo tenso. –Se fosse em outra ocasião, imploraria para não me ver. – ele engoliu seco. Alice tocou meu braço, ganhando minha atenção.

-Não faça isso Edward! – alertou-me.

-Não farei isso aqui... Pode ficar tranqüila! – e beijei sua testa. –Preciso ti levar pra casa... Tenho trabalho a fazer hoje!

-OH! – e seus olhos se encheram de lagrimas. Alisei seus cabelos.

-Minha advogada corre risco de vida. – falei. Mas aposto que o que Alice ouviu foi “eu não vou matá-lo hoje!”, porque ela suspirou aliviada e relaxou. E houve a acusação em seus olhos.

-Você. Não. Fez. Nada. Com. Isabella. – não era uma pergunta, mas ela disse de modo pausado para eu entender isso.

-Ela é minha advogada, não posso fazer nada. – respondi revolvendo o olhar de reprovação.

-Porque não pode deixá-lo também!? – sussurou. Beijei sua testa de novo e aproximei-me de seu ouvido.

-Porque se eu não fizer isso, outro fará Allie... – respondi num sussuro. Afastei-me e mantive-me com uma expressão natural. Ignorar Jasper estava sendo fácil (já que ele mantinha a boca fechada). – Você não devia sofrer essas oscilações de humor... Não pode ti fazer bem! Afinal, isso ti trouxe ate aqui.

-Você a trouxe ate aqui. – Jasper disse num tom frio e caminhou para o outro lado da cama. Sorri sem humor.

-Acho que nós dois temos culpa nisso. – limitei-me em responder. Ele bufou, irônico.

-Tem certeza disso? – desafiou-me. Crispei os olhos.

-Olha... – pigarreei e sorri torto. – Não ti matar aqui e agora, não significa que eu não posso e sim porque tenho respeito por minha irmã. Mas talvez eu possa perder o respeito por ela! – e apontei a pistola para ele.

Apertar ou não apertar a porra do gatilho – acho que essa era uma das duvidas de Hamlet. Figurativamente falando, é claro! As mãos tremulas de Alice cobriram a minha que estava segurando a pistola.

-Você me mataria? – ela perguntou.

-Não. – respondi sem pestanejar.

-Se atirar nele, estará me matando! – ela disse.

-Não seja idiota Allie, essa chantagem não funciona comigo! – ralhei.

-E quem disse que é chantagem!? – e eu a fitei confuso. – Eu pularia na frente da bala, Edward e nessa distancia, seria fatal para mim!

“Desgraçada!” pensei amargo, baixando a arma relutante.

-Estou fazendo isso por você, Alice. – falei com a cara fechada.

-Obrigada. – ela suspirou cansada. Jasper se inclinou para ela, cuidadoso.

-Tenho que ir... Qualquer coisa me liga. – ele sussurou para ela. Cruzei os braços. –Eu amo você!

-Eu também amo você! – ela respondeu manhosa. Os dois se beijaram. Enruguei o nariz, com nojo da cena.

-Tchau, meu amor. – e distribuiu beijos pelo rosto dela. Alice sorriu mostrando suas covinhas. Eu não ouvi a resposta de Alice. Ele endireitou a postura e me olhou serio. – Tchau!

Não respondi, continuei olhando fixamente para Alice. A porta foi aberta e fechada.

-Quer que eu saia do quarto para você trocar de roupa? – perguntei, quebrando o silencio de poucos segundos.

-Não precisa. – e sorriu, como se nada tivesse acontecido. – Como se você nunca tivesse me visto nua! – aquilo, de alguma maneira, não me deixou confortável.

-É diferente agora! – argumentei. Ela balançou a cabeça.

-Tem um banheiro ali... – e indicou com a cabeça na direção atrás de mim. Virei-me para ver a portinha com metade de vidro embaçado. –Me ajude a levantar, por favor! – eu a peguei no colo e a coloquei no chão.

-Tem certeza que esta bem? – perguntei olhando para a cama. Tinha uma mancha media de sangue. Ela olhou para o mesmo local.

-Edward, perder um filho é o mesmo que dar a luz a um. O sangramento dura alguns dias, como num parto normal. – explicou-me. Assenti, entendendo.

-Vá se trocar. – falei sorrindo torto. E ela sumiu de minha vista.

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Narração: Swan

-Vai ficar por muito tempo? – Seth perguntou, sentado no banco do carona. Neguei.

-Não... Só vou pegar umas coisas e...

-Bella, quem era aquele cara ontem? – perguntou de modo contido. E ele demorara em fazer a bendita pergunta! – É seu namorado?

-Conhece Edward Cullen? – devolvi a pergunta. O assassino... Meu namorado?! Por favor... Revirei os olhos com a idéia sorrindo com malicia.

-O famoso assassino? – perguntou. Assenti estacionando em minha vaga. Seth arfou. – Era ele!?

-Sim. – limitei-me.

-Ele estava atrás de quem!?

-De mim, Seth! – respondi pegando minha pasta no bando de trás e sai do carro. Ele saiu do carro mais rápido do que eu, deu a volta pela frente e segurou-me pelos ombros. Eu estava novamente com um terninho (preto dessa vez), afinal, minhas marcas de vermelhas, começaram a ficar arroxeadas.

-E ele ia...?

-Não! – minha voz subiu algumas oitavas. Pigarreei, voltando ao tom normal. – Eu sou advogada dele!

-Ah... – e ele fechou a cara, se afastando de mim. Franzi a testa. Eu dissera algo que ele não gostara!? – Venha, vamos! Estou ansioso para ver Esme...

-Você é um pervertido! – gargalhei, brincando. Ele riu também e passou o braço por meus ombros. Passamos pelas portas automáticas. Esme nem nos notou. – Bom dia, Esme!

-Bom dia, senhori... – e a frase entalou no meio da garganta dela. – Seth! Meu santo Deus, o que andaram dando para você!? Fermento!?

-Como vai, Esme? – ele perguntou sorrindo.

-Não fique tímido menino, venha me dar um abraço! – ela pediu abrindo os braços.

-Você é uma das pessoas que tem o dom de não envelhecer! – Seth disse fazendo Esme desaparecer em seus braços grandes. Apoiei-me no balcão, observando a cena.

-Isso porque você não me viu sem maquiagem! – ela brincou. Ele se afastou para ver melhor o rosto.

-É um convite?!

Nós duas rimos.

-Ah Seth... – reclamou rindo e deu um tapinha no ombro dele. – Você não deixa de ser galante!

-Na verdade, eu não perco o oportunidade de flertar com você, madame! – e beijou a mão de Esme. Rimos de novo.

-E Jane, Esme... Ela...? – hesitei dando de ombros. Ela parou de medir e elogiar Seth, que estava insuportavelmente presunçoso.

-Você tinha razão, Isabella, era somente uma briga com o namorado. – Esme falou ajeitando os cabelos em completa ordem. – Na verdade, ela se arrependera de ter feito algo!

-O que ela fez? – Seth perguntou. Esme arregalou os olhos. Ah eu sabia o que ela tinha feito e se arrependido: havia dado (literalmente) seu hímen para o babaca do namorado. Jane é uma cabecinha de vento, mesmo!

-Ela fez besteira, Seth, você não esta ouvindo Esme? – falei apressadamente. –Algo pra mim, Es? – perguntei mudando rapidamente de assunto. Seth franziu a testa. Se ele estivesse perto o bastante de mim, eu o beliscaria e daria um pisão em seu pé, para se tocar. Mas não estava! Inferno!

-Ah é... Quase ia me esquecendo! – e revirou alguns papeis. –Onde esta... Onde esta... – murmurou consigo mesma. Ergui as sobrancelhas em expectativa. –Ará! – sorriu vitoriosa e me olhou segurando um papelzinho amarelo. –O que!? São muitos papeis! – se justificou.

-Eu não disse nada! – prendi o riso.

-Como se eu não pudesse te ver... –e suspirou. –Bom, que seja! Aqui esta! Ligaram ontem, depois que você saiu.

-Da onde? – perguntei umedecendo os lábios rapidamente.

-Promotoria! – arregalei os olhos. –É, eu também fiz essa cara quando se identificaram!

-O que eles queriam!? – era mais fácil meu pai receber ligações da promotoria do que eu. Ele era o foco, não eu! E porque diabos estavam ligando pra mim!?

-Avisar que por causa da mudança de advogados do seu novo cliente... – Seth desviou os olhos, mas ela nem notou, afinal, estava olhando diretamente para mim. Mas eu notei! – Eles adiaram a audiência.

-Pra quando!? – agora eu estava animada com a idéia.

-Ahn... – e Esme apertou os olhos para o papelzinho. – Não marcaram!

-Obrigada Esme! – agradeci. Ela sorriu. – Seth, eu já volto...

-Não se preocupe! Estou em boa compainha! – brincou pondo as mãos no bolso do seu jeans. Ergui as sobrancelhas. – Não vou mexer em nada! Prometo!

-Ok... Volto assim que puder! – e chamei o elevador. Não precisei olhar para trás para saber que os dois haviam começado uma conversa neutra e amena. Subi para a minha sala.

Geralmente, no caminho que faço ate a minha sala, muitas pessoas cruzam meu caminho. Não hoje! Hoje parecia que todos estavam ocupados demais para bater perna por ai... E eu agradeci, assim não teria que fingir sorrisinho para ninguém! Apertei o passo e entrei na minha sala. Fiquei em pé na soleira da porta.

Havia algo em cima da minha mesa.

Hesitei, mas acabei me rendendo a curiosidade e aproximei-me do objeto desconhecido. “Um presente?” minha mente logo identificou, com alguma duvida ainda. Era um embrulho bonito, com a caixa relativamente grande e proporcional. Tinha um laço preto em cima da tampa branca com pequenas estrelas azuis escuras.

-Mas se é um presente... – e olhei em volta, pensando alto. – De quem é!? – analisei a caixa de novo e não tinha nenhum cartão ou remetente. Estranho! A curiosidade me corroia, deixava-me ansiosa para abrir avidamente meu pacote. Eu tinha que ter cuidado, porque não era bom sinal não ter cartão nem remetente. Um chiado abafado veio de dentro do presente, fazendo-me ter um calafrio.

Afastei-me alguns passos do pacote e remexi na bolsa. O cartão com o numero de celular logo foi achado por mim. Saquei o celular e liguei. Dois toques bastaram para ele me atender.

-Isabella, a que devo a honra? – Edward perguntou e minha imagem mental era dele sentado e sorrindo torto. Filho de uma put...

-Você me mandou algum presente?! – perguntei. Oras, estávamos numa trégua agora. Quem sabe ele não fosse tão frio assim?

-Por quê? – perguntou calmo demais.

-Mandou ou não mandou? – rebati.

-Por quê? – repetiu mais serio dessa vez.

-Dá pra me responder porra? – rebati exasperada. Alisei a testa, olhando o presente brilhando em cima da mesa.

-Não. Por quê? – perguntou de novo. Esses “porque” dele estava me irritando.

-Porque tem um em cima da minha mesa... Sem cartão e sem remetente.

-Ah droga... – resmungou. – Autoriza minha entrada!

-O que?! – perguntei, mas já era tarde demais, o celular estava mudo. Rosnei batendo os pés no chão. “Idiota, imbecil... Inferno!” pensei irritada. Como ele ousa desligar na minha cara!? Atrevido! O telefone em cima da mesa tocou. –Sim?

-Senhorita... Seu cliente pode subir!? — Esme perguntou incerta. Nossa... Eu não pensei que ele fosse tão rápido assim! Caralho!

-Sim, Esme... – falei após exalar um suspiro. – Deixe-o subir! – e desliguei.

Sai da minha sala e encostei-me na soleira da porta. Batuquei as unhas na porta, esperando ele aparecer com uma roupa a paisana. Afinal, eu só o vira em trabalho! Ledo engano! Quando ele apareceu em meu campo de visão, ate parecia andar em câmera lenta. Os cabelos organizados com gel, o terno cinza escuro alinhado e a gravata vermelha impecável. A perfeição em pessoa!

-Eu pensei que...

-Eu estava aqui perto! – me cortou com a voz aveludada. Chamei-o com a cabeça, para entrar.

-Veja! – apontei com o dedo. –Ali esta!

Com a face séria, ele se aproximou do pacote. Eu estava a apenas alguns passos atrás de si. Edward pegou o embrulho entre as mãos, analisando pensativamente. Ele o sacudiu perto do ouvido. Foi quando ele ficou um pouco mais branco do que de costume.

-Se afaste! – disse. Apavorei-me.

-É uma bomba!? – perguntei aproximando-me.

-SE AFASTE, PORRA! – gritou. Eu fiz o que mandou. Acho que meu instinto de sobrevivência só funciona na base do grito. Engoli seco. – Pegue suas coisas e saia da sala!

-É uma bomba?! – perguntei novamente angustiada. Edward suspirou, irritado.

-Faz o que eu mando, sem questionar! – eu apenas pestanejei. – Agora! – rosnou. Peguei minha bolsa e a pasta, devagar caminhei de costa para a saída da sala. Fiquei hesitando na soleira da porta. –Quando eu gritar para fechar a porta, você fecha!

-O... Que!? – perguntei confusa.

-Você é burra!?

-Não! – neguei, ofendida.

-Então você entendeu muito bem! – falou balançando a caixa de novo.

-A sua educação passou atrás do morro, hein? – estreitei os olhos.

-É, ela me disse que ia passar as férias lá... Parece que não volta por tão cedo! – ironizou. Bufei, ficando em silencio. –Pronta? – e olhou pra mim por cima do ombro. Suspirei e agarrei a maçaneta da porta.

-Sim. – e mordi o lábio inferior com força.

-No três! – alertou-me. Assumi uma posição de defesa, flexionando os joelhos. Cullen respirou fundo e tornou chacoalhar o pacote. –Um... Dois... – e arremessou a caixa na parede mais distante. – TRES! – e saiu correndo. O problema foi que eu travei!

Era uma cobra!

Tinha uma cobra dentro do meu presente! Era preta e brilhante e fazia um chiado horrível. Pelo o pouco que entendia do assunto, eu podia julgar que era uma Naja Indiana. Quando Edward passou por mim, trouxe a porta consigo e a fechou ruidosamente. Eu arfava, ainda petrificada.

-Aquilo era...?

-Sim! – disse pegando o celular.

-E ela era...? – não completei a frase de novo.

-Sim. Letal, devo acrescentar! – e me fitou. – Isabella!? Você esta bem?

-Eu preciso de Vodka! – balbuciei catatônica.

-Você não precisa de álcool, esta em choque! – argumentou pegando-me o braço e saiu me arrastando. –Venha! – e botou o celular na orelha.

Eu não ouvi muito bem o que ele falava, mas foi algo sobre Controle de Animais. Tinha um zumbido asqueroso em meus ouvidos, como o chiado da cobra. Empaquei no lugar onde estava, eram apenas poucos metros do elevador.

-Era só uma cobra! – ele disse, vendo o meu olhar aterrorizado.

-Era só uma cobra!? Só uma cobra?! – explodi gritando e agitando as mãos e tentando livrar meu braço de seu aperto. Em vão! – Era a porra de uma cobra venenosa! E ela ia me matar! E você me diz era só uma cobra? Não era só uma cobra! Aquilo lá dentro era a minha morte!

Minha cabeça pendeu para o lado direito e a face esquerda queimou e ardeu. Meus olhos se encheram de lagrimas. Ele havia me batido. Mas as lagrimas estavam presentes por causa da dor do ato e no porque ele me bateu. Eu estava histérica e a situação pedia isso!

-Me desculpe, mas eu precisei...

-Tudo bem. – murmurei quase sem som.

-O Controle de Animais esta vindo. Eu tenho que tirar você daqui! – e enfatizou a frase. – Agora!

-E pra onde...? – e novamente ele não me deixara completar a frase, simplesmente apertou o músculo sensível do meu pescoço e minhas pernas fraquejaram. Eu fiquei a deriva.

Notas finais
Pela terceira vez, tentam matar a Bella... Mas dessa vez, quem foi!? Palpites?

OOOOOOOOOOH GOD!
Voces sao tao fofas e compreensivas e lindas e... Eu ja disse fofas!? Obrigadaaaaaaaaaaaaaaaaa a todas as palavras reconfortantes para me tirarem daquele buraco horrivel que é o bloqueio. Sim, eu fodi com ele! Õ/ E eu estou de volta a ativa!

Serio, obrigada mesmo! Voces sao INCRIVEIS! Eu me sinto lisonjeada por ter voces como leitoras... Que sao simplesmente as melhores do mundo!

Vou contar um segredo: pra quem me acompanha desde AF, sabe que eu ADORO complicar a vida dos personagens! Vai ter isso aqui tambem... HAHAHAHAHA Preparem-se!

Iiih quase esqueço!
"Qual o seu sonho? R: Um deles é viver um tempo fora do Brasil, respirar novos ares!

E o pesadelo? R: Eu ficar solteira para sempre... HAHAHAHA

Diga um desejo R: Que minha familia viva para sempre!"

Eu amei todas as respostas... Vou pensar em mais perguntas e semana que vem eu as coloco aqui! Ah é... O que me fez foder o bloqueio foi porque eu comecei a escrever uma one... Ela é mto loca! E assim que eu terminar ela, eu a posto aqui no Nyah...

Mas por favor...

TEM ALGUEM AQUI QUE É FERA EM EDIÇÃO DE IMAGENS!?
Ei pessoa, eu vou precisar de sua preciosa ajuda!

Bom, é isso ai!
Beijos e ate proxima sexta!