The Killer

14 XIII – Quebrado


Notas iniciais
Eu tenho algo muito muito muito importante para falar com voces. E é serio! Leiam as notas finais, por favor!

Boa leitura!

XIII – Quebrado

Narração: Swan

-E onde você pretende passar as férias!? – perguntei sorrindo. Ela riu com gosto dessa vez.

-Eu estava pensando em Aspen, dizem que é muito bonito lá nessa época do ano! –Esme me disse rindo.

-Aspen? – perguntei surpresa. Ela assentiu confirmando. – Colorado?

-Sim... – suspirou. – Mas Jane quer levar o namorado nessa viagem de família!

-Como ela esta? – perguntei sorrindo de canto.

-Rebelde!

-Todo adolescente é rebelde. – respondi rindo. Ela revirou os olhos.

-Você era? — arqueou uma sobrancelha.

-Eu era... Bem pior do que rebelde! – esquivei-me. –Mas isso passa quando ela for para a faculdade!

-Então, eu tenho um longo ano pela frente! – rimos. – E como vai Seth?

-Vai bem... – respondi colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. – Esta de férias agora, esta ficando na casa do papai.

No mesmo instante, Charlie passou pelas portas automáticas. Agora já era 13h:00min e eu comera muito rápido (e sem sentir o gosto do maldito sanduíche), só para não perder a entrada colossal de Charlie, já que o fodão resolveu não vir trabalhar de manha.

-Boa tarde! – nos cumprimentou e passou por nós como uma bala, parando para chamar o elevador.

-Depois nós conversamos mais, Esme! – falei. Ela assentiu. –Pai! – chamei-o quando ele entrou no elevador. – Segura pra mim! – pedi, antes que as portas se fechassem.

-Claro! – ele pôs a mão, impedindo o fechamento delas. Entrei e mantive-me ao seu lado. – Desculpe, mas não pude vim mais cedo. – falou desviando os olhos para tudo quanto é lugar, menos olhando para mim.

-Tudo bem. – respondi. Respirei fundo. “É agora!” pensei agoniada. Qual é, o que eu iria dizer a ele!? “Viu pai, estou defendendo o cara que íamos acusar!”. Charlie ia no mínimo arrancar meu baço com apenas um movimento de olho! Conversar com ele era bem pior do que eu passar o resto dos meus dias na mansão Swan. –Ahn... – hesitei.

As portas do elevador se abriram e ele saiu apressado, como se tivesse matado um e agora estivesse com medo de ser pego. Sufoquei uma risadinha e a engoli ruidosamente. Ele saiu na minha frente e com passos lentos eu o segui. Vendo que não ia adiantar, resolvi apelar.

-Pai? – chamei-o. Ele me olhou por cima do ombro.

-Sim, Isabella?

-Precisamos conversar! – declarei prendendo a respiração.

-Vamos ao meu escritório! – disse com a testa franzida. Ah merda, ele sentiu minha tensão! Charlie colocou a mão na base de minhas costas e me guiou. Abriu a porta do escritório e esperou eu entrar. Por mais tirano que ele fosse, Charlie também sabia ser um perfeito cavalheiro. Entrei e fiquei em pé, no meio do espaçoso escritório com decoração Renascentista.

Ele entrou e fechou a porta atrás de si. Tirou o sobretudo e o cachecol, pendurando-os no canto da sala. Acomodou-se na grande poltrona de couro preto e me olhou intensamente. Engoli seco. Charlie indicou a cadeira a minha frente. Sentei-me rígida e tensa ao mesmo tempo.

-E então? – perguntou, cruzando as mãos sobre a mesa de mogno, que mais me lembrava à mesa do meu antigo reitor de faculdade. – O que quer falar comigo, Bella?

-Tenho um novo cliente. – declarei desconsertada pelo apelido carinhoso. Ele assentiu.

-Bom, então devo imaginar que esse cliente é especial o bastante para você vim falar comigo. – e ergueu a sobrancelha de modo cínico. – Certo?

-Certo. – concordei. Dizer o nome do cliente seria pior, bem pior do que esse pequeno interrogatório.

-E quem é? – ele fez a tão esperada pergunta. Levantei-me e pus-me a andar de um lado para o outro. Parei, respirei fundo e retorci as mãos.

-Edward Cullen. – respondi depois de alguns minutos pensando.

Silencio!

-Você... O que Isabella? – perguntou com uma expressão indecifrável.

-Eu sou a advogada de...

-É, eu sei! – gritou ele batendo as mãos na mesa e se levantou. – Eu perguntei: de quem Isabella? Acho que eu estou ficando surdo em pleno 45 anos de idade!

-Edward Cullen. – respondi num sussuro. Ah que porra, eu estava mesmo com medo de Charlie. Era essa reação que eu estava esperando. Ele estreitou os olhos de modo furioso. Sua respiração saia em rajadas fortes, como um touro bravo. Eu tivera poucas oportunidades de conhecer essa expressão e eu queria não vê-la agora!

-Eu não acredito nisso. – disse de forma lenta e pausada. Prendi a respiração de novo. – Eu não acredito nisso! – dessa vez ele esbravejou e saiu de trás da mesa. Recuei, ate minhas costas acharem a parede. Ele ficou na frente da mesa. – Você ficou louca!? Esta usando crack o suficiente para detonar seus neoronios em algumas horas!? – fiquei em silencio. Ele sabia que eu usava drogas de vez em quando!? – ISABELLA, EU ESTOU FALANDO COM VOCE! – gritou de novo.

-E-eu... – gaguejei, para a minha vergonha! – Eu não estou louca, Charlie! – falei com a voz tremula. Caralho, eu não precisava chorar agora! – Ele chegou ate mim... Pediu-me para defendê-lo, mesmo sabendo que eu iria acusá-lo!

Tá, essa não foi um total verdade. Mas também não foi uma completa mentira!

-E você não recusou!

-Eu nunca recuso um caso! – rebati mais firme dessa vez.

-Para tudo tem uma primeira vez. – ele voltara à fachada de calmo. Eu não estava gostando da expressão furiosa, mas também estava odiando a coloração vermelho-arroxeada dele. Sai da posição de defesa ao ouvir suas palavras. Ele estava dizendo... O que!?

-O que? – perguntei confusa.

-Recuse o caso, Isabella. – disse decidido e calmo. Avancei contra ele, apontando o dedo para seu peito.

-Eu não irei recusar nada, pai. – falei calmamente.

-Recuse, Isabella! – engrossou a voz pro meu lado. Estreitei os olhos.

-Não irei recusar porra nenhuma, Charlie! – gritei espetando meu dedo magro em seu peito. – Irei defendê-lo e enfrentarei ate você nos tribunais se for preciso! – falei friamente. Com isso, dei as costas para ele e sai do escritório.

Todos do lado de fora encaram a mim e a porta atrás de mim. Então, todos ouviram a nossa discussão! Ah legal... Pois é, foda-se! Fechei a cara. Todos desviaram os olhos, envergonhados quando empinei ainda mais o meu nariz e queixo, e marchei ate a minha sala. Peguei meu sobretudo e a pasta, e sai da sala de novo. Eu não ficaria aqui nem mais um minuto! Afinal, eu e Charlie estávamos de cabeça quente... E nós dois éramos turrões!

Íamos discutir o dia todo em qualquer momento em que nos encontrássemos. E isso iria me cansar!

Parei em frente ao elevador e o chamei. Esperei ansiosamente, batendo o pé no chão. Meu celular começou a vibrar. O peguei no bolso do sobretudo e verifiquei o identificador de chamadas: Seth. Dei um longo suspiro.

-Alo? –resolvi atender.

-Bella, ei! – cumprimentou-me alegremente.

-Oi Seth! – respondi, sem animação.

-Você esta bem!? – perguntou preocupado. Era como se eu pudesse ver seus olhos angustiados. O elevador se abriu, mas eu não entrei.

-Não muito. – respondi, dando meia volta.

-Não muito? O que houve? – perguntou. Entrei em minha sala e bati a porta, escorando-me nela em seguida. Suspirei.

-Discuti com Charlie. – falei desanimada.

-Ah Deus... – ele murmurou. – Esta na empresa!?

-Sim. – e apressei-me em acrescentar. – Você poderia ir ao meu apartamento mais tarde!? Eu não... Gostaria de ficar sozinha! – mordi o lábio inferior.

-Claro! As 19h:00min estarei lá! – Seth disse num tom carinhoso. – Nos vemos mais tarde, Bella! Beijo.

-Tchau, Seth. – e desliguei, fechando os olhos. Respirei fundo, reorganizando os pensamentos. Corri para a minha mesa e disquei o ramal de Esme. Ela atendeu no mesmo segundo.

-Sim, senhorita Isabella?

-Esme, me faça um favor!? – pedi alisando a testa. – São três coisas muito simples!

-Claro. E o que são!? – perguntou. Ao fundo, dava para ouvir o som de seus dedos encontrando as teclas do computador.

-Duas aspirinas. Um copo de café grande e amargo... – e suspirei de novo. – Chocolate. Muito chocolate!

-É pra já Isabella! – e desligou. Tirei o telefone do gancho e tapei o rosto com as mãos. Senti um caroço se formar na garganta e dificultar minha respiração. E de raiva, comecei a chorar silenciosamente.

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Narração: Cullen

Quantas horas havia se passado!? Uma hora? Duas? Três? Eu não sei, mas ficar sentado naquela cadeira dura da sala de espera do hospital estava me cansando. Fechei os olhos de novo. “Alice...” seu nome em minha mente soou mais como um choramingo. Eu não queria perde-la! Não ela... E caso isso acontecesse, eu descontaria toda a minha raiva e frustração em Elizabeth, eu já estava querendo matá-la mesmo!

Apoiei os braços nos joelhos e segurei a cabeça com as duas mãos. “Onde esta a porra do medico!?”

-Senhor Cullen? – a voz masculina falou comigo. Levantei-me automaticamente, sem esperar o cérebro mandar a informação para que as pernas me mantivessem em pé.

-Sim? -respondi firme. Eu devia estar com uma puta cara de louco.

-O que o senhor é de Mary Alice? – perguntou olhando a prancheta.

-Irmão. – rebati com a mandíbula travada. Ele veio dar uma péssima noticia!? – Ela esta bem? – perguntei dando meio passo para frente. Ele levantou a cabeça, me fitando profundamente.

-Ela sofreu um aborto. – respondeu. Engoli seco. –Conseguimos estabilizá-la. A sua irmã esta bem...

-Mas...? – pressionei. Eu sabia que tinha um mas na historia.

-Mas o feto não sobreviveu! – com isso, andei para trás ate sentir a cadeira em minhas pernas e desabei chocado. –Não pudemos fazer muita coisa por ele!

-Ela estava de quantos meses? – perguntei automático.

-Dois meses, deduzimos. – e ele se sentou ao meu lado. – Ela não sabia da gravidez? Vejo que o senhor ficou meio abalado...

-Ela tinha uma suspeita. – respondi evitando os olhos do medico. – E estava feliz com a possibilidade!

-Eu sinto muito. –e tornou se levantar. – Você quer dar a noticia?! Família por ser muito importante agora!

-Noticia? – perguntei confuso. Ele assentiu. A ultima coisa que eu queria ver agora era Alice devastada por perder o filho de um cara que eu tinha que matar. Possivelmente, qualquer coisa que ela me pedisse lá dentro, eu faria! E Alice é astuta! – Não! – neguei.- Não, é... Eu não quero! – neguei com mais firmeza.

-Eu entendo. – assentiu. – Eu mesmo darei a noticia então! – e virou as costas, voltando para a mesma porta que havia saído.

-Qual o seu nome, doutor? – perguntei. Ele voltou metade do corpo pra mim, com uma expressão tranqüila no rosto. Todos os médicos são assim!?

-Demetri Volturi. – respondeu e eu vi o inicio de um sorriso. E sumiu de minha vista. Então, ficar no hospital não compensava mais. Não agora! Eu não queria ouvir os gritos dela... Que eu sei que ela daria: altos e estridentes. Depois eu teria que voltar com uma roupa e ai sim, eu ficaria ao lado dela. Não agora!

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Narração: Swan

As horas passaram e eu não saí da minha sala. Falei para Esme que eu esperava um novo cliente e dei as características dele (ela o reconheceria!) e assim que ele passasse na frente dela, que me ligasse. Ela não ligou.

Nem as 16h:00min, nem as 17h:00min e muito menos as 18h:00min. Talvez fosse bom ele não ter vindo hoje. Desisti quando deu 19h:00min e resolvi ir embora! Seth já devia estar na portaria do meu prédio. Sai de fininho, como se eu fosse um grande camaleão e me camuflasse com a cor das paredes, ou com o tapete do chão.

Ninguém reparou em mim, todos ocupados demais com seus problemas. Mas quando sai do elevador, Esme sorriu para mim.

-Eu não vi seu garoto, Isabella! – disse. Ela também arrumava suas coisas e eu podia ver a ruga de preocupação na testa lisa que era escondida estrategicamente sob uma pequena franja.

-Aconteceu algo, Esme? – perguntei preocupada também. Ela parou de arrumar suas coisas e me fitou. Exalou um suspiro profundo.

-Jane.

-O que tem ela? – perguntei aproximando-me da bancada dela.

-Eu não sei. – e vi as lagrimas brilharem nos seus olhos castanhos grandes. – Ela me ligou desesperada! Não falava coisa com coisa!

-Não deve ser nada, Esme. Uma briga com o namorado, talvez? – sugeri. Ela assentiu, sem falar nada. Ver Esme nesse estado de angustia, me deixava igualmente angustiada, só por ela ser uma pessoa muito querida por mim. Toquei sua mão. –Não deve ser nada, Esme!

-Tem razão, não deve ser nada! – repetiu e sutilmente, limpou o rosto. Suspirei, sem saber o que fazer.

-Se for algo grave, o que não deve ser, você me liga, certo? – perguntei. –Você tem meu celular, não é?

-Tenho. – e sorriu para mim. – Eu ligo se for algo grave... – ergui as sobrancelhas. – O que não é!

-Isso mesmo! – e fitei o relógio acima. Eu estava fodidamente fodida se não chegasse a meu apartamento em, no maximo, 15 minutos. – Mas eu tenho que ir!

-Tudo bem! Obrigada Isabella, tenha uma boa noite!

-Boa noite. – e sai pelas portas automáticas. Entrei no estacionamento vazio e tive aquela velha sensação de deja-vu. O primeiro atentado fora aqui, então sentir isso era normal. Os pelos da minha nuca se arrepiaram estranhamente. Eu estava com a sensação de que estava sendo observada. Sem mais delongas, entrei no meu Audi e parti para meu apartamento.

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-Você demorou! – ele disse abrindo a porta do carro pra mim. Estávamos na garagem do prédio. Seth sorria para mim. Tentei sorrir de volta.

-Estava esperando um cliente e ele não foi... Bom, eu tentei esperar mais um pouco e... –dei de ombros.

-E ele não foi mesmo assim! – ele completou. Entramos no elevador e eu apertei o botão do terceiro andar. Eu tinha pavor de coisas muito altas e eu realmente ficaria sem saída se eu morasse na cobertura.

-É... – suspirei saindo do elevador assim que ele se abriu e procurei por minha chave na bolsa a tira colo. Seth se apoiou no batente da porta, analisando-me.

-Você esta bem? – perguntou entortando a boca. Abri a porta aos solavancos e dei passagem para ele entrar. Fechei a porta e passei a tramela. Segurança agora é pouco pra mim!

-Eu não sei. – suspirei largando meu sobretudo no armário de casacos e a pasta no mesmo lugar. Fechei a porta do armário apertadinho. Caminhei para a sala, onde Seth analisava tudo com fascínio.

-Sabe, eu não ti mostrei meus dotes culinários não é mesmo? – rebateu sorrindo para mim. Sentei-me no sofá e resolvi entrar na brincadeira.

-Seth, meu bem, não estou a fim de comer macarrão instantâneo! – sorri.

-Ah... – arfou obviamente ofendido. Ergui as sobrancelhas. – Você acha que todo esse tempo que eu moro em Toronto eu como essa porcaria!? Não... Eu aprendi a cozinhar... – hesitou e acrescentou baixinho. – Na marra, mas aprendi!

-Essa eu pago pra ver! – desafiei. – O que você vai fazer então, mestre Cuca?

-Eu vou ti surpreender! – senti um arrepio na espinha.

-Não gosto de surpresa! Surpresa é um elemento nulo pra mim... – falei estreitando os olhos.

-Surpresa sempre funciona comigo. – disse. – Eu acho sua cozinha, não se incomode em me mostrar! – e me deu as costas. Ajoelhei-me no sofá, vendo-o se afastar.

-Enquanto você se acha, eu vou tomar um banho! Ok? – perguntei. Ele balbuciou algo que não entendi. – O que? – perguntei franzindo a testa.

-Vá tomar seu banho logo, Bella! – comentou rindo. Ri também e caminhei para o quarto. Eu necessitava mesmo de um banho quente e tranqüilizador.

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Broken – Evanescence

Girei o vinho no copo, de modo pensativo e distraído. Nosso jantar fora um ravióli recheado de alcachofra com molho vermelho (já pronto por Emily). Tá, devo dizer, estava bom! Mas desconfio que os méritos fiquem com a minha empregada por causa do molho e não com Seth, mas eu não disse isso em voz alta.

-O que tem aqui? – Seth perguntou, tentando forçar a passagem a uma porta dupla grande no canto esquerdo da minha sala principal. Fitei a porta dupla demoradamente, com os lábios crispados. –Essa sala vive trancada? – perguntou, desistindo de forçar a passagem e me olhou cuidadoso.

-Não vive trancada... Emily sempre limpa ela... Três vezes na semana, devo dizer! – me defendi. Voltei a minha atenção para a taça e bebi um golinho de vinho tinto.

-E nos outros momentos? – quis saber.

-Fica trancada mesmo. – me rendi, respondendo após um suspiro. Eu não gostava muito de dizer o que tinha dentro daquela sala.

-E o que tem lá dentro? – ele perguntou curioso. Fechei os olhos, sentindo uma pontada de dor. Eu realmente não gostava de falar no assunto.

A campainha tocou.

Suspirei de alivio e fitei Seth de modo pidão.

-Abre pra mim, por favor? – pedi recostando-me nas almofadas do sofá. Bebi mais vinho.

-Claro... – e sumiu da minha linha de visão.

Narração: Cullen

Eu tinha eu me desculpar com ela, pelo menos! Eu fiquei transtornado demais com o que aconteceu a Alice, por isso, fiquei mofando num barzinho tranqüilo ate me der conta do horário e saber que ela não estava mais lá na empresa. Sim, eu fui procurá-la.

Agora, cá estava eu, na porta do seu apartamento. Eu iria perguntar se poderíamos marcar para outro dia e eu tinha que abrir os olhos dela. Deixar minha advogada correr perigo seria negligencia minha.

Um rapaz alto e moreno abriu a porta. Por um instante, eu pensei que já era tarde demais! Mas então, ele sorriu para mim com falsidade e não me deixou falar nada.

-Bella, é pra você! – e se afastou. Não entrei, afinal, não fui convidado. E ela entrou no meu campo de visão.

Isabella vestia uma regata preta, uma calça folgada (arisco a dizer que cabiam duas Isabellas dentro da calça) de pijama listrado. Cabelos molhados emolduravam seu rosto petulante e delicado. Estava descalça. Assim que me viu, pensei ter visto alivio em sua expressão.

-Você não foi. – disse cruzando os braços. O cabelo tinha o trabalho de guardar as marcas do pescoço. As partes marcadas estavam cobertas de modo astuto. Assenti, exalando um grande suspiro.

-Desculpe por isso, eu não falto a compromissos. Mas fui obrigado desta vez! – falei sussurando. Eu não queria que o outro cara ouvisse. Ela me analisou da cabeça aos pés.

-De quem é esse sangue? – perguntou, se aproximando mais e abaixando mais o tom de voz.

-Da minha irmã. – respondi. Isabella arregalou os olhos. – Não, eu não a matei... Não teria coragem, mesmo querendo!

-O que houve? – eu via a preocupação em seus olhos castanhos chocolates.

-Ela sofreu um aborto.

-Eu sinto muito. – e tocou meu braço. Eu não podia deixá-la desprotegida. Ou então, quem me defenderia como uma leoa nos tribunais!? Segurei em seus ombros de forma rude. Ela nem pestanejou com a súbita intensidade do momento.

-Eu tenho que ti deixar alerta! – sussurei olhando rapidamente por cima do seu ombro. O cara não estava à vista, mas podia estar ouvindo. –Você ainda corre perigo, Isabella!

-Mas você...

-Eu sou o melhor assassino de Nova Iorque, isso não significa que não têm outros por ai. – falei serio, sussurrante de novo. O terror tomou conta da sua expressão. –Tem caras que matam apenas por uma carreirinha de cocaína!

-Ah não! – gemeu desviando os olhos. – Eu não valia isso, valia? – neguei. – Quanto eu valia?

-O valor foi retirado hoje da minha conta.

-Quanto eu valia? – perguntou de novo, com uma certa urgência.

-Sua cabeça estava valendo dois milhões, Isabella! – respondi naturalmente.

-Porra... – murmurou de modo entalado. –Eu pensei que valia menos!

-Você já botou muito vagabundo na prisão... Você não podia valer menos! – respondi. – Mas se tiraram o valor da minha conta Isabella, significa que foi para a conta de outro...

-E ele vai vim atrás de mim. – completou. Dessa vez, eu não me estressei por ela completar minha frase e roubar minhas palavras. –Ah meu deus!

-Evite ficar sozinha... – ela assentiu. Apertei mais seus ombros miúdos e ganhei toda a sua atenção. – Mas eu preciso confiar em você. Preciso disso!

-Por quê? – perguntou angustiada. – Não pretende me defender caso algum mal trapilho resolva me matar se não confiar em mim?

-Não... Se você quebrar a confiança que eu tenho em você Isabella, eu mesmo ti mato. – ela engoliu seco. – Confiar em você, vale a sua vida!

-Pode confiar! – disse calorosamente. E eu acreditei nela, por isso, beijei sua testa em sinal de respeito. Escorreguei as mãos dos seus ombros e me afastei.

-Estarei por perto... – e tirei um papel do bolso interno do paletó. – Qualquer coisa, me ligue!

-Quando ti verei de novo? – perguntou abraçando o próprio corpo.

-Estarei por perto. – respondi e dei as costas. Muita coisa iria acontecer se eu tirasse os olhos dela.

Notas finais
É, é isso mesmo... Nova Iorque esta infestada de assassinos... E quem nao quer receber dois milhoes de dolares? Nao vou soltar spoiler, mas... Vai aparecer personagens novos!
E sobre o final... Nao se preocupem com ele, vai demorar a vim... E talvez eu nem mate um deles! É algo que eu nao decidi ao certo, entao, fiquem tranquilas!

Agora, vem o assunto serio!

Eu nao sei se voces viram, mas eu recebi uma critica (nao estou reclamando dela). Eu aceito as criticas e ate gosto delas, MAS... que elas sejam feitas com a educação que cada uma tem dentro de si! Depois do review e uma MP totalmente grosseiros, eu estou bloqueada!

Sim, e é um puta de um bloqueio que eu tive que suar a camisa para fazer a porcaria de uma conclusao de trabalho! A coisa tá feia e escrever... Eu nao to conseguindo!
Por isso, nao sei se vai ter capitulo proxima sexta!
Eu estsva escrevendo quando vi o review e quando li a MP... Por isso, eu nao vou forçar o que escrevi de The Killer ate o presente momento (metade do capitulo 15) e vou fazer uma coisinha menor, para foder com o bloqueio. Eu sinto muito mesmo, mas bloqueio mental é assim!

Por isso eu digo: se voces nao gostam, se incomodaram, querem dar a opiniao de voces (o que voces ja fazem!): escolham suas palavras... Nao quero generalizar e nem tenho o que reclamar de voces, mas... Eu fiquei muito magoada com o que eu li.

Sei que voces nao merecem estarem lendo isso, mas... eu estou realmente mal e voces precisariam de uma explicação caso o proximo capitulo nao vier a ser postado!

Obrigada a todas que me deram força!

Eu sinto muito por isso! Mesmo! Voces podem acompanhar com mais detalhes no twitter (@LuNandap), ou no facebook (http://www.facebook.com/profile.php?id=100002125583626) ou ate mesmo no email (nanda_portela93@hotmail.com). Minhas ideias para cá estao acumulando porque nao consigo por no word... ¬¬ Bom, estou perdoada?

Ah é... se lembram daquela conjuntivite? Entao, nao era conjuntivite e sim uma forte alergia que deu no meu olho. No Domingo eu ja estava bem (: Obrigada pelo apoio de voces!

E as perguntas!
Teve leitora que me perguntou se eu nao vou mais fazer perguntas... Na verdade, estava tao corrido que eu mal me lembrava de faze-las! Se importam em responder:

"Qual o seu sonho? E o pesadelo?
Diga um desejo"

No proximo capitulo que eu postar, eu respondo as mesmas perguntas ai de cima... Se quiserem perguntar algo diferente, por favor, mandem a pergunta pelo review ou MP e no proximo, estarei respondendo da mesma maneira!

é isso ai, vou parar de torrar voces!
Beijo!
Ate o proximo capitulo!