The Killer
9 VIII – Jogando com a sorte!
Notas iniciais
Pois então, irei explicar! Eu digo que OS UNICOS que já mostraram seus dois lados foram: Edward e Charlie. O resto só esta mostrando a faxada... Por isso, eu reafirmo: NUNCA... JAMAIS se esqueçam da sinopse!
HAHAHAAHHAHAHAAHAHAAHHAHAAHHAHAHA
Boa leitura!
=D
VIII – Jogando com a sorte!
Narração: Swan
-Desde quando ela tem isso? – ouvi a voz perguntar.
-Desde quando era pequena... A mãe tinha acabado de ir embora quando ela desenvolveu a alergia. – ouvi Charlie responder, mas não abri os olhos para a sua voz de trovão. – Era a fruta preferida das duas...
Calma aí... Minha mãe? Mas a infeliz não tinha morrido, se matado ou algo do gênero? Por isso não tinha nenhuma foto dela na mansão, para eu não ir atrás da incapacitada? Eu não iria atrás de alguém me que deixou... Que me abandonou quando eu era apenas uma criança indefesa! Onde foi parar o instinto maternal das mães no mundo? No inferno? Na puta que pariu?
Se um dia eu fosse ter um filho... Eu não o abandonaria e deixaria-o jogado ao relento! Isso é desumano ate mesmo para os inescrupulosos! Isso é...
-E quando ela vai acordar? – agora foi Seth que disse, angustiado. Senti uma ponta de culpa ao fingir que estava dormindo (eu não estava, certo?) só para ouvir a conversa deles.
-Logo... – a voz estranha falou de novo e imagino eu, que era o medico. – Foi bom trazerem ela de imediato! Não sei o que poderia acontecer... Não queiram imaginar! – e ele era bem animador! Claro, no sentido irônico da palavra!
-Charlie... – o choramingo de Seth fez meu coração vacilar. “Droga, dei bandeira!” pensei alarmada. Dedos tocaram a parte interna do meu pulso suavemente.
-Senhorita Swan? – o medico chamou-me. – Isabella?
Bom, abrir os olhos totalmente desperta era algo que eu não podia fazer, seria o mesmo que eu falasse que ouvi a conversa deles. Então, eu tinha que mentir... Que novidade! Mas não seria uma mentira pesada, era apenas uma encenação! Os abri lentamente, piscando muito quando meus olhos fitaram as luzes fluorescentes brilhantes no teto.
-Bella?
-Shh... Deixe-a se situar! E então começamos as perguntas... – o medico repreendeu Seth. Mordi a língua para não dizer ”faça Shh pra sua mãe, seu ferrado!”. O instinto protetor com Seth era aflorado demais, eu sentia falta de ter alguém para proteger... Alguém próximo, não aquelas pessoas frias dos tribunais.
Ele morava longe, por isso nas férias dele (ou minhas), eu procurava não sufocá-lo com minha superproteção, e não ligava com seu possessivismo. Na verdade, eu ate gostava. Sentia falta do seu carinho de quando estudávamos na mesma escola e andávamos juntos de um lado para o outro. Aquilo era tão...
-Bella?
-Filha?
-Senhorita?
As três exclamações duvidosas me trouxeram de volta das lembranças nostálgicas. Tirei os olhos do teto e fitei o primeiro que estava ao meu lado esquerdo. Era o ferrado do medico. Apenas pestanejei, encarando os olhos azuis opacos dele.
-Como se sente? – perguntou com a voz mecanicamente calma. Típico de medico, por isso eu os odeio! Ugh, chega me dar frio na espinha!
-Eu não sinto. – respondi minutos depois que estava procurando por minha voz. Eu só sentia a pressão na parte interna do meu pulso esquerdo e só. Nada! Eu não sentia absolutamente nada! Não estava sentindo o meu corpo... – Meu corpo... – repeti confusa.
Seth engasgou.
-Morfina. – o medico respondeu como se aquilo não fosse nada! Quis levantar a minha mão e desferir-lhe um tapa estalado no rosto. Mas minha mão não me obedecia! Eu estava anestesiada! Que ódio! – Sua alergia foi forte, Isabella.
-Não me diga... – usei a ironia o mais baixo possível, mas devido ao silencio no quarto, ele ouviu e me lançou um sorriso duro e seco. Morra longe de mim, desgraça!
-Bella! – meu pai me repreendeu. “E eu por acaso sou uma criança idiota, Charlie?” perguntei-o mentalmente. Mas a voz dele atraiu meus olhos. Ele estava ao meu lado direito e não tocava em mim. Eu sabia que aquele Charlie de dentro da mansão logo morreria... Tola seria eu continuar a acreditar que um dia ele seria sempre carinhoso e caloroso!
Revirei os olhos, sendo irônica de novo.
-Desculpe-me doutor, ela costuma ficar acida quando esta num hospital. – Charlie se explicou. – Sinto muito!
-Tudo bem, já aconteceu coisa pior! – se afastou de mim, pegando o prontuário nos pés da cama (onde Seth estava com o olhar tenso) e começou a escrever distraidamente. – Senhor Swan, pode me acompanhar? – meu pai me fitou.
-Vai lá!- incentivei-o, com o olhar ansioso demais. Ele assentiu e seguiu o medico para fora do quarto. Assim que a porta fechou, ouvi uma risadinha. Senti-me rindo também.
-Você nos deu um baita susto, Bella! – ele disse, ocupando o lugar onde Charlie estivera segundos atrás e pegou minha mão. Eu senti a pressão e a quentura da sua mão, mas nada mais que isso. Frustrante!
-Eu não vi que era Morango. – respondi confusa.
-Minha mãe devia ter pedido outra sobremesa para a empregada! – resmungou. Ah... Claro! Como eu fui idiota! Obviamente a sobremesa estava envenenada para mim. Só pra mim! Ela comeria o seu pedaço de modo muito satisfatório! “Vaca conjurada dos infernos! Filha da puta!”
-É, devia... – murmurei, concentrada em varias cenas violentas. O contador de batimentos cardíacos começou a aumentar conforme meus pensamentos ficavam mais violentos.
-Bella? – Seth estava tenso de novo. – Por deus, pequena, se acalme! – afagou meu rosto. Tentei acalmar minha respiração. “Vaca! Vaca! Vaca!” eu a atacava de varias maneiras, ate me ocorrer uma coisa. Eu podia me livrar de Sue... Matando-a!
Mas em seguida isso foi repulsivo demais e me estomago embrulhou. Cerrei os dentes.
-Seth, me de algo par... – eu não agüentei e me inclinei na direção oposta onde ele estava e vomitei um liquido esverdeado. Que porra era aquela? Baba de Aliens!?
-Bells...? – a voz do meu irmão postiço estava tensa e preocupada. Minha respiração era parecida com um arfar. – Alguém, por favor... Enfermeira! Enfermeira! – Seth se esgoelou porta afora. Logo uma mulher gorda de cabelos vermelhos desbotados e óculos grossos veio me ver.
-Oh santo Deus! – murmurou vindo para o meu lado e tomando cuidado com a poça de vomito. – Como esta, querida!?
-Como acha que estou!? – rebati com a voz incrivelmente fraca. Meu estomago estava inquieto e minha cabeça girava e zunia. O verde doente das paredes começou a me parecer... Parecer... Parecer...
-Bella? – Seth chamou-me, mas eu ainda queria saber o nome da palavra que estava procurando.
-Vou chamar o medico... Ele saberá o que fazer! – e a enfermeira saiu, toda afoita. Soltei uma risada desdenhosamente fraca para a cena.
-Medico de araque! – falei com os olhos quase fechados.
-Pequena, o que você tem? Nunca a vi ficar tão... Tão... Tão... — Seth enrugou o rosto, como se fosse impossível dizer. — Tão insuportável!
Arqueei o corpo, jogando a cabeça para trás e ri novamente. Eu simplesmente não sabia o que estava havendo comigo. Sentia uma extrema vontade de falar tudo o que me vinha à cabeça... Jogar a merda no ventilador e deixar feder! Finalmente dizer a Charlie que eu sou bissexual, que adoro transar com outra mulher e eu ainda não achei um homem que conseguisse me dar prazer de verdade! Eu queria, mas não podia... Eu ri de novo, com o corpo todo esticado no leito de um jeito não confortável e que me daria boas dores pelo corpo.
-O que houve? — o medico entrou no quarto com tudo. Charlie veio relutante atrás dele, com medo do que poderia ver.
-Eu não sei! — Seth disse desesperado. — Ela simplesmente... Surtou! — o medico tocou minha testa.
-É febre... — o murmúrio do medico foi como um lamento. — O antialérgico não fez muito efeito!
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Narração: Cullen
Eu estava achando tudo muito estranho, era como se eu estivesse pisando em ovos! Para qualquer logo que olhava, eu sentia que estava sendo traído de alguma maneira. Primeiro Lizzy, depois Carlisle e... Por mais que me doesse admitir, eu via que Alice também estava fazendo parte do time ABC contra Edward.E o pior, quase uma semana havia se passado desde a primeira morte e não houve mais nenhum pedido.
Isso era o mais estranho: eu não matar ninguém durante a semana! Estava começando a ficar desconfiado.
Novamente, eu não ia à empresa.
Acordei sozinho na cama grande. Essa ação me dava um ar de solitário e era isso que eu estava sentindo no momento: solidão. Eu já esperava uma traição de qualquer lado, porque ficar fragilizado como um gayzinho agora? Meu corpo sentia falta da adrenalina me circundar e me mover rapidamente, fazendo-me apertar o gatilho com destreza. Eu teria que por Allie contra a parede e questionar certas coisas.
Espreguicei-me, apreciando a paz contida na manha daquela quinta feira. Levantei-me e optei por vesti uma calça de moletom folgada e baguncei os cabelos, estalando alguns ossos demoradamente. Fiz minha higiene matinal e me arrastei para fora do quarto, preguiçosamente. Podia sentir o peso da noite não dormida agora, em cima dos meus ombros. Suspirei, coçando o olho com a mão direita. Tinha que tomar cuidado para não acabar tropeçando na enorme calça de moletom que cobria um pouco de meus pés.
Devia ser um horário alem do normal, pois as duas estavam na sala, distraídas e olhando da TV de modo que me deu medo. Quem olha pra TV com tamanha concentração!? Isso acaba com as retinas, neoronios e cérebro, por favor! Eu tentaria salvar pelo menos Allie, já que era a possível grávida. Grávida... Eu teria que tirar mais um dia de folga para levá-la para fazer os exames. E ela me odiaria por isso!
-Posso ti contar uma coisa? — a voz incrivelmente doce e infantil de Allie ecoou pelo ambiente. Dei alguns passos para trás e tornei me esconder num lugar que elas não me viriam, mas eu as ouviria.
-Você vai falar mesmo que eu diga não, não é? — Elizabeth rebateu indiferente e o som do aparelho oscilou. Ela estava mudando de canal para dar mais ênfase na sua frase.
-Mamãe, por favor! — Alice implorou.
-Ok, vá em frente! Diga! — Lizzy ainda parecia não se importar.
-Eu não entreguei a ele... — a voz de minha irmã tremeu. — Eu... E-e-eu tive medo! Medo de acontecer algo com... Ele! — o histerismo em sua voz era nítido. De quem falavam? De mim!? Seria prepotência eu dizer que sim!
-Você... O que!?
-Mamãe, por favor, eu... — Allie fungou. - Estou desesperada!
-Ora, ora, ora... Mary Alice Cullen, a perfeitinha infringindo as regras do próprio irmão, a quem jura tanta lealdade! — Elizabeth usava ironia da pesada. - Quanta hipocrisia, Alice!
-Pare! Pare por favor! Não faça isso comigo... - a vitima pediu. - Não me torne uma mártir, por favor!
-Então conte a ele! — houve um silencio tenso e eu imaginei se a conversa tinha realmente acabado. Fiquei esperando. — Não se pode mentir para Edward por tanto tempo!
-Tem razão! - Allie murmurou e eu resolvi interferir antes que ficasse paranóico de vez. Entrei calmamente na sala, sem fazer barulho ou me dar ao luxo de dizer 'bom dia'. — Bom dia, Eddie! — sua animação soou verdadeira. Ela estava feliz em me ver!? Que porra era aquela?
-Bom dia, Allie. — falei lentamente, evitando ao maximo crispar os olhos. A sensação de estar alerta bagunçava meu autocontrole. — Como esta? — me peguei dizendo.
-Ual, fiquei invisível e não estou sabendo!? — Elizabeth tentou mexer comigo, vi Allie prender a respiração de forma áspera. Sentei-me ao seu lado e peguei-lhe a mão entre as minhas, ignorando a progenitora totalmente.
-E então!? — pressionei-a.
-Consegui dormir as oitos horas ininterruptas! — sorri torto. — E você, como dormiu!?
-Três horas de sono pra mim são ótimas! — respondi.
-Trabalhando ate tarde de novo!? — a pergunta de Alice tinha um quê de retórica, mas eu não percebi a tempo.
-Não do jeito que eu queria! — e voilá! A culpa encharcou seus olhos de uma maneira tão cruel, que resolvi sair da sala. Afaguei-lhe a mão mais uma vez e me levantei, caminhando ate a sala de jantar, onde o café estava. Ate então, não tinha reparado no tempo. Dei uma rápida olhada pela porta de vidro e o céu estava escuro de um jeito feio, como se a qualquer momento fosse cair uma chuva torrencial. Sentei-me a cabeceira da mesa, sozinho.
Uma empregada franzina veio me servir o café. Eu não deixei.
-Tudo bem, se eu precisar de algo, eu chamo! — a dispensei. Ela assentiu e saiu silenciosamente. Perguntei-me se alguma vez já havia ouvido a voz da criada. E a resposta foi clara como água: não! Vai entender? Dei de ombros e me servi. Apenas um café, estava sem fome ou vontade de comer algo.
Allie entrou no ambiente sorrateiramente, mas como meus ouvidos foram treinados para ouvir ate o que não devia ser ouvido, sua tentativa de me assustar foi falha!
-O que você quer!? — perguntei, levando a xícara grande aos lábios para sorver um pouco do liquido quente e fumegante.
-Você é muito sem graça! — comentou rindo e se sentou ao meu lado direito. — Viu o jornal!?
-Não. — respondi distraído, com a testa se fincando em varias pequenas dobras. Eu tinha muito o que fazer, mas tinha que escolher por onde começar!
-A advogada Swan piorou, segundo os jornais. — a fitei de sobrancelhas arqueadas. — É o que dizem! Falaram também que a alergia foi feia...
-Tomara que ela morra, assim me poupa trabalho! — rebati, tomando mais um gole de café. Allie riu.
-Edward, Edward... — e estalou a língua três vezes bem rápida. — Quando vai aprender que vaso ruim não quebra!?
-Isso foi uma indireta? — perguntei descontraído. Ela apenas sorriu de novo, mostrando as covinhas no rosto e balançou a cabeça.
-Edward, posso lhe fazer uma pergunta?
-Quantas quiser. — ofereci. Quem sabe eu não conseguia minhas respostas agora!?
-Mais é um tanto... — ela hesitou. Desviei os olhos dela, talvez assim, Alice se sentisse mais à-vontade. -Um tanto pessoal!
-Pare de enrolar Allie, e diga de uma vez! — falei, bebendo os últimos goles de café.
-Você já amou!?
A bebida quente travou na garganta, de modo que tive que forçar a descida dela. O... Que!? Pestanejei aturdido e confuso pela intensidade da pergunta. Que porra era aquela agora!? Ela queria me enviadar? Amor não existe! Amor é simplesmente uma reação química que depois de anos perde a força e intensidade que tem!
Pergunte a uma idosa casada se ela ainda sente as pernas bambas, coração disparado e o suor imaginário descer-lhe a coluna sempre que esta na presença do velho marido!? Dificilmente a resposta vai ser positiva e caso for, será mentira! Nenhuma reação química pode durar tanto tempo... Talvez nos primeiros 5 anos e olhe lá! Amor!? Essa porra não existe... Amor é ilusão!
-Eddie, responda! — ela havia baixado o tom. Continuei em silencio, não queria magoá-la! Allie era feita de emoções puras: extrema felicidade e completa tristeza. — Já amou, Edward!? Se sim, me entenderá... Se não, devo pedir-lhe sua pistola e eu mesma acabo com minha vida!
A fitei assustado diante de sua declaração, mas não deu tempo de ver seu rosto. Alice já havia se levantado e saído da sala, voltando para o sofá com passos calmos. Que excitante, minha mansão se transformou num covil! Onde eu mesmo, sou a principal vitima... Ou suspeito!
Notas finais
E entao!?
A fic tem mais misterios que soluções, né!?
HAHAHAHAHAHAHAHAHA
Eu só digo uma coisa, esse carinho que Edward sente por Alice vai acabar quando ele descobrir que ela o esta passando para tras. É gente, a Alice esta mesmo fazendo isso com o nosso gostosão! HAHAHAHAHA E... eu ainda nao tive oportunidade de colocar musica, mas no capitulo 11 (o que estou escrevendo) Bella e Edward se reencontram... e teremos um capitulo cheio de Beward! E as trilhas sonoras começaram ai, okay!?
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Beijos e ate proxima terça!
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