The Killer

8 VII - Tiro pela culatra!


Notas iniciais
Maaais um capitulo fresquinho para voces, espero que gostem! Mas gente, fiquei meia desmotiva para escrever, quase ninguem comentou no capitulo anterior )= Boa leitura!

VII – Tiro pela culatra!

Narração: Cullen

Era 06h:00min da manha e eu estava chegando em casa agora. Molina só me liberou as 23h:00min, depois que entreguei o maldito relatório.

Mas acho que ele não vai mais pedir nada pra mim. Joguei o relatório sobre sua mesa e falei “Puta que pariu Molina! Você tem secretaria pra que hein?”. Preciso dizer que falei isso de modo rude e altamente nervoso? Ainda bem que não!

E porque eu estava chegando a essa hora?

Tive que sair para espairecer. Fui numa boate qualquer, flertei com uma vadia loira que não me lembro do nome e a levei para um motel de qualidade. Ate as vadias merecem isso! Deixei uma quantidade de dinheiro sobre sua bolsa de couro bege pequena quando sai.

Estava tão bêbada que aposto que não se lembra que transou comigo. Bem melhor assim! Entrei em casa silenciosamente e subi as escadas.

O problema foi que eu ouvi vozes no corredor quando estava na frente do meu quarto. E vinha do quarto de Lizzy! Eu já estava desconfiado sobre ela. E não consegui me conter. Entreabri a porta... E crispei os olhos!

Carlisle estava sob Elizabeth e a mesma cavalgava furiosamente nele. Meu advogado a jogou no colchão, sem se separar da vadia.

-Porque quer fazer isso? – o Masen a questionou.

-Quero ter paz! – a cadela gemeu. – Edward é mil vezes pior que o pai!

-E quer a minha ajuda!

Meu corpo enrijeceu por completo e eu o travei, para não dar bandeira.

-Vamos poder... Nos... Assumir! – e o Masen calou o grito da vadia dissimulada com um beijo. Fechei a porta e com passadas rápidas, entrei em meu quarto.

Tomei um banho rápido e troquei o terno, optando por um cinza. Penteei os cabelos para trás com gel e não mexi na barba, deixando-a por fazer. Olhei ao redor, procurando por minha pasta.

Lembrei-me que havia deixado no carro mesmo, mas...

A minha pistola brilhava ameaçadoramente em cima da mesa de vidro. Andei ate o local e a alisei, sentindo o metal frio na ponta dos dedos. A peguei e visualizei se estava carregada. E estava! A travei e coloquei na parte de trás da calça e sai.

Ninguém queria ninguém morto hoje. E isso me frustrava!

Mentira!

Eu queria Elizabeth, Carlisle e um futuro infeliz qualquer enterrados a sete palmos do chão. Mas eu não os mataria agora... Agora não, pois eles seriam minha diversão. Eu veria ate aonde eles iriam para ter a minha morte. Ou queda, tanto faz!

Há um pouco mais de 24H acordado, entrei no carro e dirigi para a empresa BusinessTechnology, como um bom samaritano.

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Narração: Swan

Meu celular bipou ao longe, mas a preguiça não me deixou abrir os olhos. Suspirei feliz e aconcheguei melhor minha cabeça sobre o travesseiro, mas minhas pernas reclamaram com uma leve dormência que precisavam ser esticadas! Eu tinha que mudar de posição. Girei o corpo na cama...

Minha perna esquerda ficou por cima de um corpo e inexplicavelmente um braço estava abaixo do meu pescoço, substituindo o travesseiro. No mesmo instante, abri os olhos, totalmente alarmada.

Dei de cara com o peito nu de Seth.

Com um pulo, saltei da cama, entrando em desespero! Que porra eu fiz!? A decoração do quarto me fez lembrar que eu ainda estava na mansão Swan. “Que bosta...” lamentei, com a respiração suspensa. Meu gesto foi brusco demais e acabei acordando meu irmão postiço.

-Bella...? – perguntou confuso. Não respondi, apenas o encarei sem respirar e com os olhos esbugalhados e acuados. – Ah, droga! – murmurou de sentando na cama. Alisou a testa. – Desculpe Bella, não pretendia dormir aqui! O filme...

Imediatamente, meus olhos fitaram a TV, que estava com a tela azul. Suspirei de alivio, lembrando-me melhor dos fatos! Eu era confusa demais nos primeiros momentos da manha...

-Quer dizer, o filme não era ruim, eu só estava cansado da viagem! – explicou. Sua pele era castanho-avermelhada — ele e Leah herdou a cor do pai, pois a Sue era uma cadela branca – pude vê-lo corar, de leve, mas eu vi! – Eu... Eu...

-O fantasma da Opera não te agradou, não é? – rebati e um sorriso sutil nasceu em meu rosto. Ele sorriu de volta.

-Digamos que... Musicais não é a minha praia! – soltei uma risadinha, relaxando os músculos. – Serio Bella, eu não queria...

-Tudo bem! – o cortei, voltando para a cama e me sentando ao seu lado. –Se eu assisti trinta minutos de filme, foi muito!

-Eu nem cheguei aos cinco! – revirou os olhos. Esbarrei meu ombro no seu.

-Seth! – repreendi com a voz risonha. – Eu pensei que você tinha durado mais!

-Aquela posição foi estratégica!

-E onde foi parar sua camiseta? – perguntei curiosa. Eu ainda tinha roupas aqui, por causa dos desejos de Charlie, ele ainda espera que eu volte a morar nesta casa. Pobre coitado! Não volto pra cá enquanto tiver outro teto a minha espera! Resumindo, eu vestia um pijama de flanela axadrezado em vermelho, cinza e roxo que era o meu preferido de alguns anos atrás.

-Estou acostumado com o clima de Toronto, Bella! Lá tem mais gelo do que outra coisa... Nova Iorque está quase mormacento pra mim. – deu de ombros. – Senti calor, oras!

-Tudo bem... – sorri. Procurei pelo meu celular, ignorando a mensagem de texto da Kim e me assustei com as horas. – Santo Deus! – resmunguei chocada.

-Que foi!?

-Já é meio dia! – gemi de frustração. – Eu devia estar trabalhando há muito tempo!

-E...? – Seth arqueou uma sobrancelha.

-E que eu estou num caso importante! Espero que Charlie não tente me matar... – deitei nos travesseiros de novo. Ele deitou ao meu lado, de lado, apoiando a cabeça na mão.

-Charlie não vai te matar. É a única filha dele, ele não seria louco o bastante! – sorriu de lado, mostrando os dentes bancos. – E eu também não deixaria!

-Você é bem possessivo para um irmão postiço. – sorri para ele. Revirou os olhos demoradamente. Eu vi... Nervosismo ali no fundo!? “Bobagem...”

-Mas vamos descer... Acordei com muita fome! – se levantou e em seguida se espreguiçou. Eu nunca tinha olhando Seth dessa maneira, mas... Ele era incrivelmente bonito!

-Seth? – chamei-o. Ele murmurou apenas um “hm?”, ainda com os braços esticados para cima e olhos fechados. – Você tá muito bonitinho, sabia? – no mesmo instante, ele parou os movimentos abruptamente e fitou-me assustado. Mudei de posição, deitando-me de bruços e cruzando os tornozelos no ar. – Ué, falo mesmo!

-Bella... – e beijou minha testa carinhosamente. – Muitas horas de sono faz mal a você! Olha ai, pobrezinha, nem sabe do que esta falando! – zombou. Mostrei a língua a ele. –Bom, mas vou considerar um elogio, muito obrigado! – dei um sorriso duro. – Mas é claro, eu digo que é melhor não te contrariar!

-Cala a boca, Seth! – murmurei, tentando esconder o sorriso. – Agora me dá licença! – e levantei, começando-o a empurrá-lo para fora do quarto. – Preciso trocar de roupa!

-Mas...

-Vai logo, Seth! Quanto mais rápido for, mas rápido vamos comer alguma coisa! – chantageei. Ele bufou.

-Tá bom... – e saiu. Sem dar chances de ele dizer mais alguma coisa, fechei a porta e fiquei esperando sua reação. – Grossa! Monstra! Você não era assim!

Gargalhei, indo para o banheiro.

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Há quanto tempo àquelas roupas estavam ali? Elas me lembravam muito a minha adolescência e isso só piorava meu estado emocional. Eu estava tentando ser a durona, mas nessa casa é difícil demais! Tudo bem que não aumentei o peso desde os dozes anos, mas eu ganhei corpo: seios, bumbum, pernas... Tudo foi aumentado!

Aquela calça de moletom me apertava, deixando-me vulgar! Ate que a blusa branca não era tão apertada assim, na verdade era bastante folgada! Amarrei os cabelos num coque frouxo e optei por ficar descalça. Abri a porta do quarto e atravessei o corredor, descendo as escadas em meia lua.

A mesa do almoço já estava posta! E meu estomago roncou alto. Para abafar seus grunhidos, alisei a barriga preguiçosamente. Sue e Leah estavam sentadas na sala, como duas madames ricas. Ou melhor, como uma sanguessuga de dinheiro e uma solteirona metida à pegadora.

-Veja quem finalmente acordou!

-Bom dia. – grunhi ao ser preenchida pelos maravilhosos cheiros que vinham da cozinha.

-Vamos filha, já podemos finalmente nos sentar a mesa! – eu senti a repreenda no tom de voz de Sue. Mordi o lábio e caminhei para um dos lugares. Seth saiu da cozinha, com um pedaço de pão em mãos, mastigando. – Querido, por favor!

-Desculpe... – engoliu a massa com dificuldade. – Estava com fome!

E só pra melhorar a situação, Charlie entrou em casa.

-Ei... – cumprimentou-nos com um alegre aceno, parecendo uns 15 anos mais novo. Em Sue ele deu seu habitual selinho frio. Em mim, pegando-me de guarda baixa, beijou meus cabelos com um sorriso largo. Quem era aquele Charlie? – Bom dia, filha!

Definitivamente, aquele não era meu pai! Não mesmo!

-Bom dia... – murmurei mecanicamente. Seth se sentou a minha frente e ao ver minha expressão chocada, deu-me uma piscadela, como se fosse um cúmplice. Mas então tudo saiu de mim quando a comida foi posta a minha frente. Meu estomago reclamou de novo, com um grunhido impaciente!

Tinha arroz branco, cubos de frango ao molho de Cury e batata palha. Uma refeição simples e rápida! Pus a primeira garfada na boca e fui pega de surpresa! O tempero de Irina era uma delicia de tão bom... A única que eu achei mais parecida com ela, foi Emily, que estava comigo a uns 5 anos (a contratei dois anos depois de ter meu apartamento)!

-Desculpe não ter ido trabalhar, Char... Pai! – corrigi-me. Eu o chamava tanto de Charlie na minha cabeça, que esquecia que na realidade devia chamá-lo de pai.

-Tudo bem. – murmurou, distraído. De novo, fiquei com o pé atrás. Eu nunca acreditei nessas coisas de abduções alienígenas ou óvnis, mas eu estava começando a cogitar isso... Eu estava assustada com meu próprio pai, o frio e pratico Charlie sendo amável e caloroso?! Perai, tem algo errado! –Não precisa ir hoje, se quiser!

Ahn?

-O... Que? – perguntei confusa, encarando meu prato pela metade.

-É isso ai. – e deu um meio sorriso, ao olhar pra mim. Céus, aquilo estava ficando assustador! Estava me sentindo num filme de terror horrendo! – Estou te pressionando demais, Bella, merece um descanso!

-Tudo... Bem! – balbuciei com a testa franzida. “Bom demais para ser verdade...” minha mente me alertou.

O almoço foi bem tranqüilo e mal percebi quando tiraram meu prato e substituíram por um de sobremesa. Só me dei conta, quando a linda torta foi posta também a minha frente. Será que tinha veneno!? Sue iria comer? Por via das duvidas, eu a deixaria comer primeiro... Nunca se sabe! Eu não confio na víbora!

Charlie me serviu. Encarei Seth, que estava totalmente relaxado e estava comentando como estava calor para ele. Segundo meu pai, o dia estava frio fora de casa.

--Eu falei para a Bella... – Seth me incluiu no assunto e ganhou minha total atenção. – Não é, Bella?

-Claro! Seth disse que para ele está quase mormacento! — falei dando um sorriso sutil. Se Seth não estivesse ali, sentado a minha frente, eu não estaria tão relaxada assim! E Charlie parecia notar isso...

-Talvez devesse mostrar o tempo para ele, querida! Talvez ele se convença de que está realmente frio! – Charlie pôs uma garfada de torta na boca.

-Aposto que ele vai tirar a camisa e dizer o quanto está calor! – rebati arqueando uma sobrancelha para meu irmão postiço.

-Não adianta Charlie, ela me conhece! – e os dois explodiram em gargalhadas. Sue e Leah estavam tendo um papo entre si. Peguei um micro pedaço de torta com minha colher e pus na boca. Saboreei. Franzi a testa.

-Isso é... Morango? – perguntei sentindo a garganta se fechar no mesmo instante. E então, meu pai e Seth se levantaram afoitos.

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Narração: Cullen

-Edward, você devia comer... – Elizabeth me provocou com o olhar. – Não vai querer ficar doente, não é?

-Pode deixar, estou sem fome. – cruzei os braços, crispando os olhos. – Mas se eu ficar doente, vou saber que foi você!

-Eddie, como conseguiu isso? – Allie perguntou em voz alta, da sala, vendo TV.

-Isso o que? – perguntei, caminhando para o cômodo. Molina acabou me dando o dia de folga, então antes das 10h:00min da manha, eu estava de volta! Agora era uma pouco mais das 14h:00min. Estanquei na soleira.

-Isso! – sibilou, apontando o controle remoto para o aparelho.

A matéria era clara como água!

Repetindo a noticia... A advogada Isabella M. Swan foi vitima de um forte ataque de alergia hoje! Ainda não temos noticias concretas dela e de sua estabilização. Segundo o relato do pai, Charlie Swan, a advogada não percebeu o que iria comer ate consumir! Ainda estamos aqui, na frente do hospital, esperando alguma noticia. Isabella esta defendendo Alec Volturi nos tribunais... Pode isso ter alguma relação? Continuamos...

-Não fui eu, Alice! – falei. Ela me olhou assustada. – Eu ainda estava planejando a morte dela!

-Então... Deus esta te ajudando!? – ironizou. Soltei uma pequena gargalhada.

-Deus Alice, não tem nada haver com isso! – e sentei-me na poltrona. – Ela teve uma alergia... Do que?

-Eles não revelaram com medo de alguém se aproveitar. – eu pude sentir que a insinuação desse alguém, seria eu. O que era mais fácil verbalizar. Resolvi mudar de assunto.

-Como esta? – perguntei distraído, olhando a matéria na TV. Muitos jornalistas estavam fazendo plantão na frente do hospital. Patético! Acabei revirando os olhos para a noticia.

-Bem. – saiu pela tangente. A fitei com a sobrancelha arqueada. – Quer dizer... Preciso fazer exames!

-E...?

-E que eu vou fazer, Edward! – se aborreceu. Entortei a boca.

-Algum diagnostico que explique o mal estar? – perguntei.

-Gerandy disse mesmo que pode ser gravidez! – seu tom de voz era baixo. Em seus olhos eu via culpa e quando eles se desviaram de mim, para a porta da sala de jantar, eles demonstraram medo. Elizabeth devia a estar acuando! – Mas disse que também tem a possibilidade de ser apenas stress!

-Você é uma irresponsável, Mary Alice Cullen! – a voz da nossa progenitora era fria e cortante. O lábio inferior de Allie tremeu, seus olhos brilharam, mas ela não chorou. Lizzy deu longas passadas ate chegar às escadas e subiu.

-Vai ficar tudo bem, Allie! – tranqüilizei-a. Ela ainda parecia desolada. Levantei-me da poltrona e sentei ao seu lado, abraçando seus ombrinhos miúdos. Ela encostou a cabeça em meu ombro.

-Você não esta sendo o habitual Edward. O que esta havendo?

-Talvez eu não queira ser um tremendo brucutu com um filho. – respondi hesitante. Alice ficou tensa.

-Tem razão. – concordou rapidamente. Mas eu notei sua mudança. O que Alice estaria escondendo de mim!?

Notas finais
Gente, NUNCA... JAMAIS se esqueçam da sinopse! Nada é o que parece... Tenham isso em mente! E ai!? O que acharam!? QUERO COMENTARIOS... por favor! HAHAHAHAHAHAHAHAHA bj =* Ate a proxima terça!