The Killer

6 V - Inesperado


Notas iniciais
Maaaais um capitulo fresquinho para voces...

Boa leitura! (:

V — Inesperado


Narração: Swan


-Já vai?! — perguntei sonolenta, vendo o vulto da Kim vestindo alguma coisa. "Espero que seja alguma fantasia...”

-Já são seis e meia da manha. — respondeu-me. — E eu tenho que ir trabalhar.

-E você saiu daqui da cama para ir buscar uma roupa? — perguntei cética. Mas eu ainda estava com sono.

-Sim, meu uniforme. — respondeu-me rapidamente. — Eu entro no meu trabalho às sete e quinze. Dá tempo que tomar um café no Starbucks.

-Hm? — murmurei confusa.

-Tchau Bella! — e saiu apressadamente. Revirei os olhos e me joguei na cama de novo. Eu iria dormir pelo menos 14 horas seguidas e o blackout me ajudava nisso! Ajustei a temperatura do ar-condicionado e me aconcheguei debaixo de meus edredons. Eu estava plenamente confortável agora!

O telefone tocou!

-Vá pra merda! — murmurei sem me mexer, com os olhos fechados. O telefone continuou tocando. Lembrei-me que Emily só chegava às 8 horas, entretanto, eu não ia me levantar para atender a porra do telefone. -Morre diabo! — gritei para o telefone com os olhos fechados. Parou e o silencio foi de uma paz tremenda.

Mas não durou nem dois minutos completos e o telefone voltou a tocar. Dessa vez, a pessoa que estava ligando resolveu deixar tocar ate cair na secretaria eletrônica.

“Você ligou para mim...” eu nunca me identificava na secretaria. A pessoa sabe para onde esta ligando, oras! “No momento não posso atender porque estou trabalhando ou sendo escravizada, deixe seu recado após o...” e um bip finalizava o recado.

-Isabella, onde você esta? – a voz de Charlie estava raivosa. “No inferno!” respondi mentalmente. – Se queria uma folga, era só pedir! – “Desde quando ele me deu uma folga?” pensei cética. – Olha... – respirou fundo varias vezes, se acalmando. – Temos que... – e a ligação foi cortada, pelo tempo ter acabado.

-Não temos nada, Charlie! – resmunguei. Ajeitei mais o corpo debaixo do edredom e suspirei feliz por finalmente começar a maratona de sono. Mas alguém lá de cima resolveu brincar com meu humor e ver o quanto sou tolerante, só pode. Porque não é normal eu receber uma ligação do papai Swan e em seguida a campainha tocar.

Varias e varias vezes. Como se a pessoa estivesse com pressa!

-Mas que porra, não se pode dormir mais em paz? – perguntei, jogando o edredom de lado e me levantando da cama. Peguei meu penhoar roxo com mangas folgadas e largas, tipo boca de sino, cobria meus pés e se arrastava pelo chão atrás de mim. Amarrei delicadamente a tira de cetim da mesma cor enquanto atravessava o pequeno corredor que separava o quarto do resto dos cômodos.

A campainha ainda tocava estridente! Respirei fundo, ajeitando os cabelos com a mão. De frente para a porta aberta (Deus, onde eu estava com a cabeça?), passei a tramela, só por segurança. Abri o máximo da porta que ela permitia e olhei pela fresta.

-Senhorita Swan, podemos conversar?

OK, eu esperava tudo, menos Alec Volturi ali na minha porta! E eu de penhoar roxo quase transparente. Alem de estar totalmente nua por baixo dele. Como aquilo era antiético da minha parte! Céus, que maldição, lá se foi meu dia de folga!

-Senhorita? – ele parecia ansioso, quase impaciente.

-Só um instante! – fechei a porta e tirei a tramela. – Entre, por favor, Sr. Volturi! – minha voz baixa, deixava claro eu que não estava confortável com a situação.

-Obrigado. – ele entrou meio hesitante. E fixou os olhos seus olhos claros em mim. Mordi o lábio inferior e coloquei uma mão no pescoço, enquanto passava o outro braço pela cintura. Sorri sem graça. –Você esta bem? Parece pálida...

-Me dá só um instante! – pedi guiando-o ate a sala. Que logo fiquei mais envergonhada ainda, pois minhas peças intimas estavam espalhadas pela sala. – Fica a vontade! – falei retirando elas rapidamente.

-Tudo bem. – se sentou no sofá.

-Eu já volto! – e sai apressadamente do cômodo, sentindo seu olhar queimar-me as costas.

Entrei no quarto e joguei as peças no chão. Cara, são só 7 horas da manha! Isso era como se fosse as 3 da madrugada para quem dormiu a meia noite. Eu não dormi nem duas horas completas essa noite, minha cara deve estar horrível! Respirei fundo.

Abri o armário e optei por uma camiseta simples branca e uma calça de moletom de cor escura. Peguei peças intimas também e corri para o banheiro. Entrei no box e tomei um banho rápido, só para tirar o inhaca do sono. Sai rapidamente secando-me e vesti a roupa toda.

Penteei os cabelos, deixando minha franja de lado. Fiz uma maquiagem rápida para esconder o estrago da noite passada. Borrifei um perfume suave e resolvi ser tempo demais para ele me esperar. Fiquei descalça mesmo, oras, eu estava na minha casa-apart! Ao sair do quarto, fechei a porta e com passos calmos fui para a sala.

-Desculpa a demora! – falei sentando-me na poltrona de frente para ele e cruzei as pernas.

-Imagina... Eu ti peguei dormindo ainda! – se desculpou.

-Sr. Volturi, alguma urgência? – perguntei usando meu tom profissional. Ele pareceu deslocado, mas soube bem disfarçar.

-Eu... – e se levantou exasperado. – Bom, eu... – e ele simplesmente não saiu do “eu...”

-Desculpa minha falta de educação, quer café? – perguntei. Eu sabia pelo menos fazer um café descente!

-Se não for incômodo! – e deu de ombros, mostrando seus 32 dentes perfeitamente brancos. Eu vi malicia ali? Oh céus, devo estar enlouquecendo! Levantei-me e o levei ate a espaçosa cozinha. Abri o armário e tive vontade de sumir do mundo. Emily tinha que fazer comprar urgentemente!

-Ahn... Você aceitaria um suco? – e sorri pedindo desculpas. – Meu café acabou!

-Tudo bem! – e sorriu. Fui para geladeira e quase ouvi o coro dos anjos cantando “aleluia”. Peguei um copo e o servi pela metade de suco de pêssego. O entreguei. Mas eu ainda queria uma boa dose de cafeína! – Obrigado.

-Vai me dizer por que veio no meu apartamento tão cedo, Sr. Volturi? – perguntei arqueando uma sobrancelha e o analisei desde o ultimo fio do cabelo ate a unha do dedinho mindinho da mão.

-Me chame de Alec, por favor! – pediu. Apenas assenti, concordando. – Posso te chamar de Isabella? – assenti de novo. – Eu sei que está me defendo com unhas e dentes! – sorri. Aquilo era elogio para mim! – Mas... – eu não gostei desse mas! – Eu não posso mais guardar isso! – e colocou o copo no balcão e veio para perto de mim. Dei alguns passos para trás, mas ele conseguiu me imprensar contra a pia.

-A-alec... – o alertei repreendendo.

-Eu não posso mais guardar isso, Isabella! – e segurou meu rosto com uma mão. – Eu amo você! – e quando se inclinou para me beijar, virei o rosto fazendo seus lábios se encostarem em minha bochecha. Ele se afastou, confuso e hesitante, mas eu continuei com o rosto virado. – O que...?

-Sr. Volturi, acho que você esta confundindo as coisas. – falei calmamente, evitando olhar seu rosto.

-O que...? – ele ainda parecia confuso, mas eu o senti se afastando com passos vacilantes, ate ficar uma distancia segura de mim: quase perto da porta da cozinha. Virei meu rosto para ele.

-Sr. Volturi, eu não tenho relações pessoais e sentimentais com quem eu defendo! – falei seria. – Nossa relação é estritamente profissional!

-Mas...

-Sr. Volturi, eu não vou para a cama com quem defendo. – falei com a cara fechada. Ele estreitou os olhos.

-Eu duvido! – soltou entre dentes.

-Você me pediu um histórico de quem defendi e quantas causas ganhei. – o lembrei. – Se lembra dos nomes ainda? – ele assentiu. – Se lembra de Benjamin Liam? – perguntei.

-Hm. – e pensou. – Não me lembro desse nome na folha, onde estava? – perguntou.

-Não estava! Ele era um grande mafioso russo que estava de passagem pelos EUA. Tive um caso com ele! – cruzei os braços. – E por acaso você viu o nome de Stefan Sulpicia? – ele negou. – Ladrão muito famoso!

-Perai... Sulpicia? – assenti. – O cara de assaltou 20 estados dos EUA e simplesmente sumiu?

-Eu sei onde ele está! – falei dando um sorriso sutil. – Ele ainda me manda presentes. Mas onde quero chegar Alec é que não misturo trabalho com minha vida sentimental. Dá muito trabalho fazer isso, sabia?

-Nunca sentiu... Vontade?

-Não!

Eu sei, eu menti, já tive muita vontade de ir para a cama com quem defendi, mas isso era contra minhas regras pessoais, não ia quebrá-las! Por isso, resolvi optar pela omissão. Se eu dissesse que já tive vontade, de algum jeito estaria alimentando esse amor dele e eu não queria isso!

-Como anda o caso? – perguntou escondendo a magoa da sua expressão, mas eu ainda a via em seus olhos.

-Muito bem. Você vai ter que cumprir algumas horas em trabalho comunitário, mas isso não é nada! – falei dando de ombros.

-Não é nada?! – perguntou enfático, quase irado. Respirei fundo.

-Sr. Volturi, prefere algumas horas de trabalho voluntario ou alguns meses na cadeia estadual? – usei o tom que sempre uso nas audiências. Ele se calou diante do meu argumento. – Confie em mim!

-Tudo bem. – murmurou, contendo a raiva da rejeição dentro de si. – Estou indo!

-Eu o levo ate a por...

-Eu conheço o caminho! – e me deu as costas. Também não me dei o trabalho de abrir a boca e dizer “tchau”. Respirei fundo e encarei o teto da cozinha quando a porta da frente foi fechada com força. Eu só conseguia pensar que “Eu ainda preciso de um bom café!”

Narração: Cullen

-Senhor Cullen? Senhor Cullen? Senhor...

-Fala Gianna, eu estou ouvindo! – ralhei com minha secretaria pelo interfone.

-O advogado Masen esta aqui. – sua voz melodiosa eletronicamente disse. – Mando-o entrar?

-Em 5 minutos, por favor! – pedi e não obtive resposta dela. Nem precisava, eu mandava e ela obedecia! Tentar levar o cargo de diretor empresarial para frente era difícil com a cobrança da minha vida noturna. Mas eu tinha que ter um emprego fixo, para não me prejudicar na frente do juiz ou do júri.

Levantei-me da cadeira de couro macio e fiquei de frente para a ampla janela do meu escritório. Eu via vários prédios de cor e tamanhos diferentes; via também pequenos carros indo e vindo lá embaixo. Às vezes eu desejava ter somente a profissão de assassino, dava menos dor de cabeça.

Instintivamente, lembrei-me da noite passada, quando a advogada Swan me derrubou na ponte George Washington. “Desgraçada!” pensei inconformado. Fui derrubado por uma mulher que tem metade da minha altura e peso. Na verdade, ela só me derrubou porque me pegou de guarda baixa. E também no dossiê não constava que a Swan lutava. Como eu ia imaginar que o peso pena competia!?

-Edward?

-Carlisle! – o cumprimentei-o, voltando minha atenção para ele. Seu semblante era preocupado. – Algum problema?

-A advogada que irá te acusar sofreu um atentado ontem. Sabe, o Swan pai passou o caso para ela! – ele estava mesmo preocupado. Prendi o riso. Eu estava morrendo de rir por dentro, mas minha cara de preocupação por fora era impagável.

-A Isabella Swan? — perguntei cético.

-A própria! — e com um movimento, gesticulei para ele se sentar. Ele assim o fez. — Edward?

-Sim? — arqueei a sobrancelha, voltando a me acomodar na poltrona confortável de couro. Preguei um sorriso sarcástico no rosto.

-Você tem alguma coisa haver com isso! — não foi uma pergunta.

-O que te faz pensar isso, Carlisle? — perguntei, sem me deixar abalar.

-Edward, eu sou seu advogado! Você abriu o jogo comigo sobre Renée, então eu pensei...

-"Edward falhou num crime" — imitei-o com ironia.

-É! — concordou rápido demais. Sorri e ele arregalou os olhos. — Quer dizer, não! Mais ou menos... Você me confunde, senhor Cullen!

-Geralmente faço isso. — comentei sorrindo. — Tenho que ser esperto, você sabe disso.

-Edward!

-Eu falhei, se é isso que quer saber! — sussurei, inclinando-me sobre a mesa. — Ela sabe lutar! — ele arqueou as sobrancelhas. — E eu não sabia disso! Na verdade, nem quem pediu a morte dela sabia!

-Como sabe disso? — perguntou curioso.

-Se soubesse, estaria no dossiê dela, Masen! — rebati amargo.

-Entendi. — murmurou e depois, olhou-me com agouro. — Não aprovo essas coisas!

-Não estou pedindo para aprovar! — rebati erguendo o queixo de modo arrogante.

-Eu não... Concordo! Sinto-me um cúmplice! — disse de modo exasperado, não conseguiu ficar sentado e então se levantou. Sempre entra em movimento quando estava aflito ou nervoso. Eu o observo todos esses anos que me defende.

-Pelo o que eu me lembro... — insinuei, sorrindo de novo. — Foi você que me forçou a contar detalhe por detalhe! Você, Carlisle, quis saber. Agora terá que agüentar as conseqüências de saber tanta coisa!

Masen ficou em silencio, observando-me atentamente. Mantive o olhar frio, ao devolver-lhe a encarada. Ele não podia simplesmente pular pra fora, isso seria contra as regras! Mas se ele tinha medo de me defender, tinha mais medo ainda de me deixar na mão. Carlisle ficaria apavorado em me ver na pele do assassino. Mas isso aconteceria se o nome dele surgisse numa pasta parda e me fosse entregue. Ate agora, nada disso aconteceu!

-Mais alguma coisa? — perguntei, entrelaçando os dedos sob o queixo e apoiando os cotovelos na mesa.

-Eu... Bom, eu vim tirar essa duvida sobre a advogada Swan. — deu de ombros. Estreitei os olhos.

-Não foi isso que eu perguntei.

-Tem noção de como é intimidante? – rebateu, encolhendo os ombros quase que imperceptivelmente.

-Sim. – respondi sorrindo torto.

-Estou preocupado com o caso Volturi! – desabafou, desviando o olhar do meu, fixando-os na grande janela atrás de mim.

-Não é contra as regras falar de outro caso para outro cliente? – perguntei, fingindo-me de santo. Ele revirou os olhos. – Qual o porquê da preocupação?

-Isabella tem pinta de boa moça, mas é praticamente uma leoa faminta nos tribunais! – soltei uma risadinha com a analogia. – É serio, ela sempre defende com mais fervor do que o pai!

-É, ela parece ser assim. – me peguei dizendo. Carlisle me olhou surpreso. “Que bosta!” pensei ao ter falado demais.

-Senhor Cullen? — quase agradeci em voz alta quando Gianna interrompeu nossa conversa.

-Sim? – suspirei aliviado.

-O senhor Molina deseja falar com o senhor. – disse. – Ele parecia apressado, se quer saber!

-Obrigado Gianna! – e desliguei o interfone. Olhei Carlisle com certo divertimento. – Hoje eu chego em casa mais cedo, porque não vai jantar lá comigo? E claro, com aquelas duas também!

-Claro, que horas devo aparecer por lá? – perguntou calmamente.

-No final do seu expediente. – dei de ombros. – Tudo bem pra você!?

-Tudo perfeito! – quando se levantou, eu o imitei. Apertamos as mãos. – Ate mais tarde! – dei um pequeno aceno enquanto ele se encaminhava para fora da minha sala.

Com calma, tirei o paletó do encosto da cadeira e o vesti. Alinhei a gravata, fechei os botões do paletó e depois o alisei. Respirei fundo ao dar uma ultima olhada para a janela. O dia estava começando a ficar nublado. “Maravilha!” pensei amargo. Com passos lentos comecei a andar para fora da minha sala. Se Molina queria me ver, significava que queria gritar não conversar.

Uma pena que o nome dele ainda não tenha surgido por engano... Assim eu o tiraria do meu caminho num piscar de olhos. Com esse pensamento, entrei sorrindo na toca do demônio.

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Depois daquela pequena reunião com o Molina (que foram gritos e mais gritos), quase o mandei tomar no buraco onde o sol não bate. Mas eu me segurei e só porque ele gritou comigo, sai duas horas mais cedo. Sim, eu saio às 20 horas, e por pirraça, sai às 18 horas. Viu? Não me aborreça e nosso relacionamento será perfeito. Faça o contrario e eu faço você viver num inferno! Simples!

Quando parei meu carro esporte (um volvo prata moderno) um pouco afastado de uma BMW negra, eu soube que Carlisle já estava aqui. Desliguei o carro e dei de ombros, ao lembrar que não tinha avisado que ele iria aparecer por aqui. Alice devia estar querendo um pedaço do meu baço.

Peguei a pasta no banco ao meu lado e sai do carro. Passei a mão livre pelos cabelos endurecidos pelo gel. Eu tomaria um banho e tiraria aquilo dali. Tenho pavor de gel, mas sou obrigado a usar. Alice diz que não é saudável eu andar na rua com o cabelo de doido.

Fui obrigado a concordar!

Subi as escadas de dois em dois degraus com passos rápidos e cadenciados. Rodei a chave do carro de modo distraído no dedo. Abri a porta devagar e a fechei na mesma velocidade. A sala não era num cômodo diferente ou distante do hall, na verdade, a sala era o ambiente mais amplo da mansão inteira! E do hall, eu via a sala sem dificuldade nenhuma. Bom, talvez com um pouco de dificuldade por causa do arranjo do tamanho de um elefante que tinha na mesa a minha frente, mas tirando isso... Não mudava nada!

Por isso, eu vi muito bem quando Elizabeth passou a mão pela perna do Masen. Num ato bem intimo, devo dizer!

-Boa tarde! – declarei. No mesmo instante ela se afastou dele e Carlisle ajeitou a postura. Evitei crispar os olhos. – Ou já devo dizer boa noite?

-Já são seis horas, é boa noite! – Carlisle disse, calmo como sempre.

-Então, boa noite Edward! — Lizzy disse cinicamente. Eu vi o brilho da provocação em seu olhar. Deixei as chaves do carro na mesa de mármore e caminhei para a sala.

-Bom, se não se importam preciso tomar um banho! – declarei sorrindo torto. –Volto em...

-Eu ouvi a voz do Edward! – Alice gritou da direção da cozinha. Segundos depois os sons de seus saltos ecoaram pelo ambiente. Ela estava andando como um touro bravo! – Edward! – e bufou com as mãos na cintura assim que me viu. Fiz cara de inocente. – E não faça essa cara de bobo!

-O que foi que eu fiz? – perguntei confuso.

-Onde esta sua boa educação!? – e marchou em minha direção, só para esbarrar o seu ombro miúdo no meu e subir as escadas com passos duros. Fiz uma cara de surpresa, ate os sons de seus saltos desaparecerem. Voltei-me para os dois. Carlisle estava prendendo o riso.

-Eu vou tomar o banho! – falei. Os dois assentiram, mas eu ainda estava cabreiro com a atitude de Elizabeth com meu advogado. Andei ate o lado da escada e apertei o botão do elevador de pequeno porte. As portas se abriram no mesmo instante e eu entrei e fiquei de costa para as portas que se fecharam. Pois as que estavam na minha frente se abririam para o meu quarto.

Assim que elas se abriram, segundos depois de eu entrar, deparei-me com uma Alice um tanto brava e de braços cruzados. Às vezes (só às vezes quando eu estava de mau humor) eu era grosso com ela, mas na maioria delas... Allie fazia o que bem queria! E eu apenas me divertia com sua fútil e infantilidade.

-Que foi!? – perguntei saindo do elevador e largando a pasta em cima da poltrona.

-Devia ter avisado que Carlisle ia vim jantar! – disse relutante, como se eu tivesse roubado todos os seus argumentos. A fitei com curiosidade e com um sorriso matreiro no rosto.

-Por quê? Você tinha um compromisso? – perguntei zombando. Ela abaixou a cabeça, constrangida.

-Algo assim. – murmurou, sem coragem de me olhar. Aposto que ela se assustaria com minha cara de espanto e surpresa.

-Ahn... – soltei. Recompus-me. – Avisarei da próxima vez. Espero que eu não tenha te prejudicado!

-Eu... – hesitou, para depois dar um pigarro e me encarar. Ela estava escondendo algo de mim, eu podia sentir. – Eu remarquei para outro dia, não se preocupe. – crispei os olhos, ainda analisando seu rosto. Seu olhar se tornou frio quando percebeu que eu estava desconfiado de algo.

-Ahn... Tudo bem, vou tomar um banho! – ela assentiu e se dirigiu para a porta do quarto. – Allie? – ela se virou, com um belo movimento de cabelo. – Tem algo rolando entre Lizzy e Carlisle?

-Por quê? – perguntou com a voz subindo duas oitavas.

-Responda! – exigi.

-Não. Pelo menos não que eu saiba! A mamãe deu de ficar guardando segredos de mim. – “Guardando segredos? Hm.” e sem querer soltei o mesmo som do final do pensamento. – Por quê?

-Vou tomar um banho. Já estou descendo! – e dei as costas pra ela. Quanto menos Alice soubesse da minha desconfiança, melhor seria!

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No mínimo, o clima estava tenso enquanto degustávamos de um delicioso suflê de queijo. Eu não parava de analisar Carlisle e Lizzy com a sobrancelha arqueada. Ninguém falava, por isso só o som de talheres tilintando nos pratos era ouvido.

Alice suspirou.

-Como foi no trabalho hoje, Edward? – perguntou para quebrar o gelo. Lancei um sorriso torto pra ela.

-Cansativo. – dei de ombros.

-Cansativo? – perguntou confusa, deixando os talheres de lado e bebericou o vinho tinto. – Mas chegou mais cedo! – o clima amenizou.

-Molina gritou comigo! – eu vi a face de minha irmã perdeu a cor. Soltei uma risadinha e peguei minha taça para beber do vinho italiano caríssimo.

-E...? – ela me incentivou a falar, temendo que eu o tenha matado. Quem me dera!

-Sai duas horas mais cedo! – declarei fazendo-os rir. Meu sorriso morreu quando me lembrei da mentirosa Swan. E conseqüentemente, eu que tinha trabalho inacabado! –Como foi o dia hoje? – perguntou, ciscando a comida. Eu perdera a fome.

-Foi bem... Legal! – Allie disse evasiva.

-Deve ter sido, passou o dia fora! – Elizabeth contra atacou. Virei o pescoço para analisar Alice minuciosamente. Porque ela não me contara? –O que? Ela não te disse?

-Claro que disse. – e sorri, sem deixar aparentar o quão afetado aquilo me deixou.

-Eu sempre conto tudo a Edward, mãe! – Alice disse e então voltou à atenção para o seu prato.

-Mesmo, filha? – o cinismo em sua voz foi notado por todos. No mesmo instante, o corpo de Allie ficou rígido. E eu decidi mudar o rumo da conversa, afinal Carlisle estava presente para eu sair do controle.

-Como anda o caso, Masen? – perguntei. As duas se calaram, discutindo de alguma maneira com os olhos. Suspirei deixando a comida de lado e voltando a beber o vinho, prestando atenção na fala mansa de Carlisle.

Notas finais
No final do capitulo passado eu disse que ia fazer tres perguntas! Alguem percebeu que eu estava tao afoita que acabei nao fazendo!?
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHHA Entao lá vai elas:
1- Quantos anos voce tem?
2- Voce estuda/trabalha? Com o que?
3- Diga uma coisa que gosta e desgosta

Quero conhecer um pouco mais de minhas leitoras, por isso, se voces quiserem, mandem suas perguntas para mim e no final do proxima capitulo deixarei as respostas aqui mesmo!

Bom... o que acharam do capitulo!?
Beijo da Nandaaaaa =*