The Killer
1 Prologo
Notas iniciais
Prólogo
Ela estava ali, deitada sobre a mesa, se oferecendo para o seu próprio assassino. Eu sei muito bem o que eu fazia, mas não sabia por que estava hesitando tanto.
-Soube o que houve com o Masen? — sua voz era como veneno. Uma vez contagiado por ela, seria quase impossível se desintoxicar. — É claro que sabe. Ele é seu advogado! — disse presunçosamente.
-O que você tem haver com isso? — rebati. Eu estava ali para matá-la, não para tricotar as ultimas noticias de Nova Iorque.
-Eu irei ti acusar na próxima audiência! — falou. Mais um motivo para eu querer matá-la! — Mas posso desistir...
Eu mal percebi suas palavras, porque eu estava hipnotizado por sua lingerie de renda bege. Isabella sabia seduzir qualquer um (ou uma!) com suas belas coxas roliças exaltadas pelo salto alto de camurça que tinha nos pés, ou só por um simples olhar inocente nessa cara de vadia descarada que tem.
-Desistir? — voltei a mim.
-É... Desistir! — repetiu soltando uma risadinha e em seguida mordeu os lábios. -Mas só tem um problema!
-Qual é? — perguntei. Eu estava mesmo precisando de um advogado, porque eu tinha mandado o Masen para a puta que pariu depois que eu vi no noticiário que ele havia perdido no caso Volturi. Eu tinha algumas coisas a acertar com ele.
A Swan sentou-se com uma leveza incrível de costa para mim. Depois, afastou-se ate o meio da mesa e deu um giro de 180º. Com as pernas encolhidas, agora ela estava de frente para mim. Desceu as longas pernas por entre meus braços que estavam apoiados na mesa, deixando-as entre abertas, num convite sutil a mim me aproximar. Mas eu não o fiz! Isabella Swan era como uma aranha ardilosa: uma vez nas suas teias, ela decide de ti come, ou se ti mata.
Eu era o predador ali, não a presa!
-Eu não defendo quem se deita na minha cama. — disse num tom frio e desprovido de emoção.
-Tudo bem!
Convenhamos, não era eu que estava seminua em cima de uma mesa e se oferecendo a um assassino frio como eu. Apesar de ela me despertar um certo interesse (ou seria curiosidade?) de ir para a cama com uma mulher que sabe dar prazer, alem de obtê-lo! Com todas as mulheres que eu transei, dá pra contar nos dedos de uma mão quantas realmente me fizeram ter um belo orgasmo. Entretanto ela não pareceu abalada com minha resposta. Isabella tinha seus próprios conceitos, como eu, e se ela queria, acharia um jeito de burlar as regras.
Porque em minha opinião, regras foram feitas para serem quebradas!
-Mas... — passou as mãos por meu peito. Continuei imóvel. — Eu posso mudar isso. Como se diz mesmo? — e pensou por alguns segundos. — Abrir uma exceção! — continuei encarando-a. — Uma vez. Uma única vez!
-Você não vai querer uma única vez! — avisei sorrindo torto. Ela pareceu irritada ao ser contrariada.
-Eu mando no meu corpo, eu decido quantas vezes serão!
-E você decidiu que é só uma! — falei de um modo zombeteiro. — E então, farei questão de jogar isso na sua cara quando se rastejar aos meus pés!
-E desistirá de me matar! — me ignorou. Como ela ousa afirmar isso com tanta veemência?
-Como pode afirmar isso? — perguntei. Odeio que pre-visualizem meus passos.
-Vai matar sua advogada? — rebateu petulante. Eu teria que cortar esse topete dela! Fiquei em silencio. Suas mãos voltaram a se mexer, procurando alguma saída no meu terno alinhado. Swan optou pela gravata. — Sabe... Estou mesmo precisando de um homem, então pensei se não pod...
Eu não a deixei continuar, pois minha mão subiu para seus cabelos castanhos com aroma de fruta e segurei-os fortemente na base da nuca. Ela soltou um arfar mais parecido com gemido de vagabunda. Meu polegar acariciou seu lábio inferior e no mesmo instante ela os entreabriu. Eu tinha um plano.
Eu, Edward Cullen, enlouqueceria Isabella Swan. Não provaria seus lábios agora... E deixaria o ato com um quê a mais. Ela viria pra mim e eu a guardaria dentro do bolso se possível. Ela seria minha, somente minha, enquanto eu não me cansasse de sua presença!
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