The Killer

2 I - Diversão


Notas iniciais
Eeeeii... obrigada a quem comentou e me deu essa força!
A situação de postagem vai ser essa: uma vez por semana, assim como eu fazia com AF.
Desfrutem do primeiro capitulo...

Boa leitura!

I — Diversão


Narração: Cullen

Estava sem camisa, mas a calça social ainda estava em meu corpo. O copo de uísque 12 anos com gelo na mão e eu estava totalmente esparramado na grande poltrona que mais parecia um trono. Era assim que eu me sentia: o rei do pedaço! Alguém encostou o rosto em minha perna.

-Porra, tira sua cara dai sua cadela, se não quiser levar um chute. — praguejei, fazendo Elizabeth se afastar e deitar no chão mesmo.

Muitos me chamam de filho da puta de um desgraçado por dormir com a própria mãe e irmã. Mas quem disse que eu ligo pra isso? Eu prefiro fudê-las, a solta-las na rua pra elas me fuderem. Sou só precavido. Levantei-me da poltrona e andei ate a janela. Minha mansão era isolada da movimentação do centro. Ela tinha quatro andares muito bem distribuídos, com um amplo jardim e uma piscina que ficava no quarto andar. O terceiro era onde eu estava o segundo ficava o hall e todas as salas, cozinhas e afins; o primeiro era a minha garagem, muito recheada por sinal.

Uma porta se abriu com um ruído baixo e o som de salto alto ecoou pelo ambiente.

-Edward. — Alice me chamou. A fitei e vi que estava com três pastas pardas na mão.

Eu não conseguia me controlar perto dela!

Alice tinha os cabelos longos que iam ate a sua cintura fina e era castanho escuro no começo e mais claro nas pontas. Os seios não eram pequenos nem grandes. No momento, vestia um micro vestido de couro tomara que caia e calçava botas que iam ate o meio de suas coxas firmes. Alice era tão branca quanto eu. Só então eu percebi que a tinha rondado e que estava atrás de si.

Dei-lhe uma encoxada, fazendo-a balancear, mas logo firmou os pés no chão. Passei a barba por fazer em seu pescoço e apertei seu bumbum.

-Obrigado. — sussurei a ela, que manteve a mesma postura. — Pode ir, Allie. — falei manso.

Ela saiu de cabeça baixa e sem fazer barulho. Joguei as pastas em cima da mesa de vidro e acabei por abrir à primeira. Estava ansioso por diversão. Eu não era de ficar em casa numa sexta feira à noite! Nem que eu fosse a um bordel, mas eu não ficaria em casa! Não quando Lizzy estava resmungona demais. Sorri com o nome da vitima.

Emmett McCarty.

-Hm... — murmurei lendo sua pequena ficha. Policial que mata os marginais que vê pela frente. Por mim, ele faz bem, mas alguém não o quer mais entre nós. E eu o farei a ir ao andar de cima. Um sorriso perverso estava no meu rosto.

-Não devia fazer isso com a sua irmã. Ela não gosta disso, mas também odeia ti contrariar! — Elizabeth, a minha progenitora, disse. Eu estava irritadiço por ter passado a semana, estressado demais por causa do trabalho. Meu dedo estava coçando para puxar o gatilho.

Tirei a arma que estava no cós da calça, na parte de trás. Destravei e engatilhei, mirando na cabeça dela.

-Não me venha com essas coisas piegas. — falei frio. — Antes eu, que sou conhecido, do que um estranho! — ela abriu a boca para reclamar. — Se disser uma palavra sequer, vai obrigar sua própria cria a limpar o seu sangue derramado no chão frio.

Ela não disse mais nada.

Travei a arma e a deixei em cima da mesa. Segundo a ficha, hoje ele (Emmett) estaria comemorando o aniversario de algum parente que não me dei o trabalho de ver quem era. Na verdade, por um reflexo, eu vi que era sua filha, mas pouco me importava. Era de gala. E eu tinha a roupa ideal para isso. Tirei o cinto da calça social ao andar ate o banheiro, eu tinha que estar no mínimo, apresentável!

~*~*~*~*~*~

Fechei os botões do paletó.

A pistola já com o silenciador foi colocada no cós da calça, na parte de trás. Ali, ninguém a veria!

-Comporte-se bem, Lizzy. — falei dando um selinho nela. Eu era carinhoso. Ao meu jeito, é claro! — Ou então teu castigo era pior do que o ultimo!

Peguei a pasta da minha vitima e dei as costas pra ela caminhando ate o elevador de pequeno porte. Fui direto para a garagem, onde numa caixa de metal pregada na parede, eu peguei a chave do meu porsche Carrera gt preto. O ronrono do motor era como musica para mim!

-Ei, Edward...

Olhei para trás, fitando Alie com certa curiosidade.

-Toma cuidado! — disse coberta por um sobretudo preto que ia ate seus joelhos. Devia ser só frio, não significava que iria sair.

-Eu sempre tomo gatinha! — falei sorrindo torto e entrei no carro. Ela pareceu deslocada e constrangida. De novo, parecia ser coisa da minha cabeça!

A pasta foi jogada no banco do passageiro, ao meu lado.

Liguei o carro e pisei fundo no acelerador, pegando como destino o endereço do McCarty. Não ficava tão longe dali, era apenas 30 minutos. Mas eu podia muito e bem fazer em 15!

~*~*~*~*~*~*~*~*~

Parei o carro algumas quadras antes da casa. Sai do carro e liguei o alarme. Com passos calmos, andei ate a casa 345, da Rua Woodstock. Todas as luzes estavam acessas e o som abafado da musica tentava passar pelas paredes de tijolo vermelho. Toquei a campainha apenas uma vez, só uma era necessária. Houve uns instantes de espera, ate uma garota abrir a porta.

-É amigo do papai, certo? — perguntou com os olhos azuis inocentes demais ao me analisar. Era meio centímetro menor que Alice e seus cabelos castanhos claros eram mantidos na base do pescoço. No momento, totalmente encaracolados, como um penteado simples.

-Claro que sou. — afirmei com o meu tom de voz mais cadenciado que tinha. — Ele me convidou e...

-Entre. — disse de imediato. Evitei o riso presunçoso. — Eu sou Ângela, mas você já deve saber!

De fato, eu já sabia!

-Sim, eu sei.

-Venha! — e pegou minha mão, levando-me para o auge da festa. — Sabia que hoje é minha festa de debutante? — perguntou feliz e risonha. "Azar o seu!" pensei. — Eu não sabia que o papai tinha chamado tantos amigos!

-E cadê o seu pai? — perguntei. Ela deu de ombros. — Pode voltar a fazer o que estava fazendo antes de eu atrapalhar, eu o procuro. — falei soltando sua mãozinha. Eu me sentia o lobo vestido de pele de cordeiro, ao entrar nessa casa. Ângela ainda olhava para mim, admirada. Eu não a estava seduzindo, pois eu podia ser comedor de mãe, mas não era pedofilo! Ergui uma sobrancelha para ela, que corou e se retirou apressadamente. Melhor assim!

Andei lentamente pela sala cheia de pessoas. Ninguém de fato pareceu notar a minha presença perigosa, quer dizer, eu conseguia atrair alguns olhares femininos. Um garçom ia passando por mim com uma bandeja cheia de taças. Peguei a de Martine, uma de minhas bebidas preferidas. Bebi o drinque só para relaxar.

Depois desse, eu bebi mais dois e então eu resolvi procurar minha vitima que realmente havia sumido. Odeio perder tempo caçando! Olhei para os dois lados sem atrair a atenção das pessoas e subi as escadas silenciosamente. Cheguei a um corredor. E no final deste tinha uma porta entreaberta. Caminhei cautelosamente.

A porta nem rangeu quando a empurrei devagar. O quarto estava vazio, mas tinha vozes vindas do banheiro. A porta de lá também estava encostada. Pela fresta, eu espiei e sorri diante da cena. McCarty comia uma loira sem piedade alguma. Por respeito a ele estar fazendo sexo, eu deixei que seus últimos instantes fossem no mínimo prazeroso. Encostei-me na parede com a pistola na mão com o intuito de esperar o "bonitão" terminar o serviço.

-Vai, mais... — a mulher gemia. Eu não conseguia tirar o sorriso do rosto.

-Assim? - perguntou.

A sorte era que a musica lá embaixo havia mudado de um jazz sem graça para um eletrônico animado e acabou abafando os gritos vindos do banheiro. Sinal que havia terminado. Destravei a arma e engatilhei, esperando não ter que matar a mulher também. Não que eu não goste, mas eu gastaria munição à toa! Eu odeio gastar a toa. Pelo menos nesse caso, meu pai fez um bom serviço.

-Se arrume, temos que descer, perdemos tempo aqui em cima! — ouvi-o sussurar e a porta se abrir, ele sair (e nem se dar conta da minha presença) e fechar, dando privacidade a quem ficou lá dentro.

-Ate que enfim. — murmurei sobressaltando-o. Eu vi o medo em seu olhar, pois ele me conhecia. E muito bem! Ele testemunharia contra mim num caso, pois foi ele que achou o corpo. Que se dane, não? É o que eu penso! Ergui o revolver com o silenciador, mirando a cabeça. -Ti vejo no inferno! — falei puxando o gatilho.

Seu corpo sentiu o impacto e caiu com um baque surdo no chão. Fora um tiro perfeito na testa. Aproximei-me do corpo e dei mais dois tiros. Um no coração outro no pulmão. Já vi casos de pessoas sobreviverem a um tiro na cabeça, por isso, tratei logo de danificar o coração e caso este também se safasse, não escaparia pelo pulmão. Como eu disse, precavido!

Guardei a arma e sai do quarto sem fazer barulho. Eu tinha que ser assim: silencioso e mortal.

Desci as escadas, satisfeito comigo mesmo. Assim que cheguei onde a festa ocorria, corpos se balançavam numa pista de dança improvisada, resolvi sair, pois aquela festa estava comprometida e logo acabaria com gritos e choro. Abri a porta e a bati nas minhas costas, ainda sentindo uma leveza surreal!

As sirenes de policia era coisa de som ambiente aqui em Manhattan. Sorri desativando o alarme do Porsche. Assim que estava dentro do carro, sentia-me tão leve quanto eu estava lá dentro. Eu diria ate alegre! Afrouxei a gravata e liguei o carro. O motor rugiu e eu sai em alta velocidade. Como a noite estava maravilhosa, eu a terminaria com uma mulher na minha cama!

Notas finais
Olha... pode ser que ainda esteja um pouco confuso, mas vai ser acertando, ok?
E ai?! Por favor, digam o que acharam...

=*