The Killer

5 IV - Tentativa falha!


Notas iniciais
Galerrraaaaa... to adorando o resultado de The Killer aqui, juro! A fic foi tao bem recebida... estou orgulhosa! Mesmo!
Ah é... Ana, minha flor, adorei sua indicação! Desculpa, eu sei que estava desde a semana passada, mas eu acabei esquecendo de agradecer. )=

Mas, come'on!
Boa leitura!

IV — Tentativa falha


Narração: Cullen

Ouvi a arma ser engatilhada bem perto da minha cabeça. Abri os olhos lentamente e deparei-me com Elizabeth ao segurar minha pistola com as mãos tremulas. Eu sabia que ela não ia puxar a porra do gatilho por estar segurando a arma de forma tão insegura. E caso puxasse, ia apanhar ate perder um dente no mínimo, pois eu havia tirado a munição assim que ela dormiu. "Cadela dos infernos!" praguejei em pensamento.

-Você esta estragando a vida dela e eu não posso deixar isso acontecer! — falou chorando. Eu só conseguia visualizar meu punho voando em direção da sua face, mas me segurei ainda deitado. — Tua morte nos deixará em paz, Edward!

Gritou e comecei a rir. Rir não, gargalhar isso sim! Só serviu para irritá-la mais ainda. "Ai ai..." pensei "Como ela é hilária!".

-Do que esta rindo? — perguntou confusa, fazendo sua mão tremer um pouco mais. — Do que esta rindo, seu desgraçado destruidor de vidas?!

-De você... — consegui balbuciar. Respirei fundo, contendo-me. — Sua cara de medo é o que mais me dá prazer! — falei. Ela empurrou a arma contra minha testa.

-Eu não me esqueci o que você fez ao seu pai, Edward! — gritou. Isso estava indo longe demais. Ela queria a verdade? Pois então ela teria!

-Ele me ensinou a lutar, a empunhar uma arma e fortaleceu meu lado insensível. — falei calmamente. Ri de novo, debochando do acontecido. — Infelizmente, ele não poderia conviver mais comigo, porque só podia e pode existir um Edward Cullen.

-DESGRAÇADO! — ela gritou de novo, puxando o gatilho. O conhecido som de quando se acaba a munição encheu o ambiente. Peguei a pistola de suas mãos e joguei longe de mim. Levantei-me pegando Lizzy pelo pescoço.

-Era eu ou ele. — sussurei contra seu rosto distorcido pelas lagrimas. — Ele sentiu orgulho de mim quando atirei contra ele. Eu vi em seu rosto! — estava contendo a raiva dentro de mim. — Você não sabe de um terço da historia toda, mamãe, então não meta seu dedo onde não é chamada!

-Você não tem coração! — soluçou.

-Cala essa boca! — e desferi um tapa contra seu rosto já vermelho. Soltei seu pescoço e a derrubei no chão. — Se você tem amor a sua vida, saia da minha frente ou então cairei em tentação e você vai conhecer o Cara lá de cima. — a encarei gélido. — SAI! — gritei.

Elizabeth se rastejou pelo chão em completo desespero e saiu cambaleando pelas escadas. Mas ninguém tenta me matar e sai impune. E com ela não seria diferente. Respirei fundo, acalmando os nervos.

-VADIA! — gritei jogando um vaso de flores contra a parede. Isso pareceu me acalmar.

~*~*~*~*~*~*~

Narração: Swan

As portas do elevador se abriram preguiçosamente.

Sai do elevador segurando minha pasta com a mão esquerda. O som dos meus saltos ecoou pela recepção da empresa Swan Law firm. Meus pés se arrastavam ate a saída.

-Boa noite, Esme! — despedi-me da nossa secretaria super eficiente com um aceno de cabeça.

-Boa noite, senhorita! — e deu-me um sorriso meigo e maternal. Eu poderia dizer facilmente que eu a via como uma mãe, mas como posso dizer isso sendo que não conheci minha progenitora? Claro, Charlie era casado com Sue, minha madrasta que já tinha dois filhos: Seth e Leah. Esta ultima fingia que gostava de mim (parou de fingir assim que foi para Connecticut); já Seth realmente tinha um carinho pela minha pessoa, mas eu não o via desde as ferias de verão (também se mudou, mas ele foi para o Canadá). Os dois eram médicos: ela oncologista e ele neurologista.

O que Sue é!?

Uma sanguessuga de dinheiro do meu pai é isso o que ela é! Entretanto eu não abria minha boca para falar do casamento injusto do papai. Ele sabia muito bem que estava fazendo merda e teve a oportunidade de não se condenar. A escolha foi dele de arruinar a minha vida com aquela bruxa indo morar debaixo no nosso teto, mas ainda assim eu não criticava porra nenhuma. Hoje não aturo mais ela, porque eu tenho meu próprio apartamento, longe do fingimento deles!

-Deseja alguma coisa, Isabella? — Esme me perguntou, incomodada com meu olhar em si. Pigarreei e olhei o relógio acima de sua cabeça. 00:10 AM. "Ah qual é?"

-Estava vendo se não me esquecia de nada... — menti. Eu era boa nisso!

-E esta? — perguntou caridosa. — Quer que eu vá buscar para você!?

-Não. — me apressei em dizer. — Não, eu não me esqueci! — sorri para ela. — Ate terça, Esme!

-Não vem amanha?

-Amanha, eu terei uma folga. — confidenciei. Coloquei o indicador sobre os lábios. — Mas não conte ao papai!

Ela riu assentindo e tornei recomeçar a caminhar. As portas automáticas se abriram assim que eu me aproximei e pela segunda vez no dia, eu estava sentindo o frescor da noite. Estava frio e eu não tinha um maldito casaco. Meu vestido preto que descia ate um palmo acima do joelho não me aquecia tanto.

De longe desativei o alarme do carro, que piscou as luzes e fez o som de sempre. Algo me fez parar a dois metros do meu veiculo. Era como um instinto, que me deixava alerta. Saiba que por ser filha de quem sou, acabo me tornando visada demais para os inimigos alheios. Olhei ao redor, procurando por alguém.

-Ola? — perguntei em voz alta, na pequena garagem. Minha voz apenas ecoou no ambiente. Fiquei parada por mais dois segundos e então acordei para a vida. Se eu estava com a maldita sensação ruim, porque eu estava dando bandeira ficando ali, desprotegida!? Não me demorei mais e corri para o carro.

Abri a porta rapidamente, fechando e trancando-a em seguida. Joguei a pasta no banco ao meu lado e suspirei, relaxando um pouco os músculos. Alisei a nuca, fechando os olhos brevemente. Agora, eu iria para casa e ligaria para a Kim e fazeriamos uma festa particular. Uma veia explodiria na testa do Senhor Swan se descobrisse que sua filha é bissexual. Soltei um riso tenso pensando em quantos problemas isso me traria...

O ruído de algo se trincando e rachando na minha janela me trouxe a realidade. Olhei, alarmada, para o local de onde eu suspeitava ser o responsável pelo barulho. O vidro estava trincado bem na direção da minha cabeça. Aquilo só podia ser um...

-Merda! — reclamei ligando o carro e cantando pneus. Virei o volante para o lado esquerdo, arrancando. Mas assim que sai da minha vaga (onde era exclusiva, já que tinha meu nome ali), tive que pisar fundo no freio para não atropelar aquele individuo.

O problema era que...

O individuo apontava uma arma para mim. Era homem, porte atlético, bem vestido e seria rapidamente confundido com um civil qualquer. Eu sabia quem ele era! Edward Cullen, assassino profissional. Meu pai morria de medo dele, eu só conseguia sentir um estranho prazer d'ele ter cruzado meu caminho. Ou vice e versa!

Ficamos nos encarando. Era como se gelo corresse em minhas veias ao invés de sangue. Eu não estava com medo de encarar a morte, convenhamos, ela era bonita demais para se ter medo. Por reflexo, apertei com um pouco mais de força o volante, entretanto minha respiração não se alterou. Eu estava pensando que ele havia desisto de me matar. Doce engano!

O Cullen demorou, mas atirou contra meu para brisa três vezes, rachando o vidro. Mas não significou que as balas atravessaram-no. Resolvi não ficar mais ali, me entregando de bandeja. Tirei o carro do ponto morto e dei marcha ré com toda a potencia do meu Aston Martin.

Percebi, de relance, que meu assassino correu para as fileiras de carros e sumiu de minha vista. Dei um cavalo de pau assim que cheguei à rua e acelerei cantando pneus de novo. Não demorou nem um minuto completo para eu ver um porsche preto na minha cola. Era ele, eu tinha certeza! Eu tinha que tira-lo da minha traseira, de uma maneira ou de outra! Olhei com rapidez para o retrovisor. Ele continuava lá, querendo emparelhar comigo, mas eu sempre o cortava. Mantive-me vigilante a avenida a minha frente.

Desesperei-me quando vi a pequena fila de carros logo a minha frente, interrompendo o trafego.

-PORRA! — gritei, olhando de soslaio para o retrovisor. Tive a sensação de que ele adorou o que viu logo à frente. Mau caráter! — Isso não vai ficar por isso mesmo... — resmunguei trocando de marcha e atingindo 120km/h. Aproximava-me rapidamente da fila de carros quando joguei o meu para a calçada sem pedestres. -Rá, engole essa, machão! — ronronei vitoriosa.

Virei para a esquerda, saindo no cruzamento (interrompendo o trafego normal dos carros) ao tirar o meu da calçada. Encolhi-me quando senti o impacto de outro tiro contra o meu carro. "Desgraçado, esta acabando com meu Aston..." pensei irritada. Levaria meses para reformá-lo! Daria-me boas dores de cabeça...

-Vamos ver se você é tão bom quanto aparenta! — soltei entre dentes levando o motor do carro atingir 180km/h sem esforço nenhum. Eu o estava levando ate a ponte George Washington. Fiz uma curva aberta e violenta para a direita e novamente para a esquerda. Seu carro acompanhava o meu com naturalidade.

A ponte surgiu no horizonte. Estava, no máximo, a 400 metros de mim. Pisei no freio, puxei o freio de mão e virei o volante. Desengatei tudo e acelerei, andando de ré. Frente a frente! Inclinei-me devagar, ate conseguir tatear o porta-luvas. De lá, tirei minha 9 mm. Abri o vidro ao meu lado e pus a mão com a arma para fora.

Atirei quatro vezes.

Para a minha surpresa, o carro dele não era blindado. E eu havia detonado seu pára-brisa. Sorri, voltando a mão para dentro e fechando o vidro. Acabara de ultrapassar os limites da ponte quando ele parou. Continuei dirigindo, ate o assassino ficar longe o bastante e parei também.

Respirei fundo. A alguns metros de mim, o motor roncou, provocando. Ele estava me chamando pro pau e se o Cullen pensa que eu não tenho coragem de aceitar o convite, está enganado! Acelerei, aceitando o desafio. Ficamos mostrando por algum tempo a potencia de cada veiculo, por fim ele arrancou e eu também, meio minuto depois.

Eu não sei o que ele pretendia com isso, mas meu assassino vinha em minha direção, cada vez mais rápido. E eu ainda estava pensando se devia desviar.

Faltava pouco. Muito pouco quando ele desviou o carro (assim como eu) e com uma manobra rápida e sincronizada com a minha, deixamos os carros atravessados na grande ponte vazia. Não esperei, sai do carro com a arma em mãos. Contornei meu carro, encontrando-o na metade do caminho, fazendo o mesmo que eu. Via a frieza em seu olhar e não me assustei por um ser humano ser tão sem sentimento. Na verdade, eu fui criada sem sentimento. Minto, fui criada com ódio. Mesmo sendo ruim, ódio ainda é um sentimento!

-Isabella Swan, a mentirosa*. — a voz rouca e perigosamente sedutora falou lentamente. Pena que a morte não era tão bonita para todos, mas eu faria o sacrifício de me casar com ela, só para obstruir o caminho que o destino traçara para mim.

-É advogada! — corrigi, sem um pingo de medo.

*Pra quem assiste filmes/seriados/afins legendados, sabe que mentiroso e advogado tem o mesmo som (um se escreve liar /mentiroso/ e o outro lawyer /advogado/, lembrando que é o mesmo som) bom, pelo menos para mim parece ser o mesmo som!

-E eu perguntei alguma coisa? — rebateu com a pistola apontada em minha cabeça. Não dormi no ponto, pois a minha também estava apontada na mesma direção.

Novamente, nos encaramos!

Perai... Aqueles olhos! Não, não podia ser o mesmo que me deixou toda molhada só com um mero beijo. É loucura. É impossível! O Cullen se aproveitou da minha evidente surpresa e me deu uma coronhada no rosto, fazendo-me cambalear e ficar vulnerável por segundos. Nisso, ele tomou minha pistola e ficou em vantagem. "Porra, cacete, caralho..." comecei a praguejar mentalmente. Mas tinha algo estranho, pois das historias que Charlie me conta sobre ele, meu assassino não deveria hesitar tanto em puxar o gatilho. Atira três vezes. Três tiros certeiros: testa, coração e pulmão. E todos os tiros que ele já deu, não foram em nenhum desses lugares, foram apenas no meu carro. "Por quê?"

Tá e agora eu estava pedindo para morrer?

Eu, a que gosta de curtir uma boa noitada?! Tá bom, conta outra! Sem pensar muito bem, resolvi botar meu corpo para trabalhar. E outra vez mais um ponto foi acumulado no grande placar do papai Swan, pois ele fizera bem em me obrigar a aprender pelo menos cinco tipos diferentes de luta: capoeira, karete, kickbox, defesa pessoal e box. Limpei o filete de sangue que me descia pelo nariz e pisei com força em seu pé com meu salto. A surpresa, eu acho, foi maior que a dor, mas foi o bastante.

Eu consegui pegar as duas pistolas a tempo e jogá-las ponte abaixo.

-Vadia branca, você se acha a gostosa, não é? — eu vi a ira tomar conta do seu olhar. Era com aquilo que eu estava acostumada e senti uma familiaridade com ele. Aquele olhar raivoso acertou em cheio num ponto entre minhas pernas.

-Preciso responder? — rebati no mesmo tom. Queria mostrar que podia ser tão perigosa quanto ele! Ah tá, eu, Isabella Swan, assassina? Não, obrigada, deixo o trabalho sujo com ele...

Meu assassino levantou a mão, deixando claro que ia descer o braço em mim. "Aja agora!" ordenei a mim mesma. Afastei um pouco minhas pernas e imobilizei o braço que provavelmente seria o responsável por meu olho roxo (ou mandíbula quebrada). Dei uma joelhada em sua perna, fraquejando-o, outra em seu abdômen e finalmente o derrubei no chão, sentando-me por cima.

-Devia ter atirado antes! — falei respirando pesadamente, sentindo-me balançada por seus olhos, boca, cabelos e o cheiro. Eu sabia que por causa da "profissão", tudo nele tinha que ser convidativo. Não podia me deixar atrair! O meu problema era apenas sexo e qualquer retardado resolveria isso. Entretanto, a minha vontade era me desfazer das roupas e fazer o serviço completo, já que eu já estava montada nele. O desgraçado sorriu torto, como se estivesse me incentivando. Céus, eu só queria dar... Uma cavalgadinha nele era pecado?!

Rá, com certeza!

-Me deixe em paz! — falei saindo de cima dele, antes que meu desejo sexual falasse mais alto.

-Sabe, antes de eu matar uma mulher, eu costumo transar com ela. — falou casualmente, segurando meus pulsos, conseqüentemente, cai em cima de sua barriga de novo e tive que segurar um forte gemido que ia sair gostosamente do fundo da minha garganta. Contrai toda minha intimidade, mas puta que pariu, ele deve ter sentido! — Não vai ser diferente com você, mentirosa!

-É advogada! — corrigi. — Não venha atrás de mim, entendeu?

E levantei, caminhando com passos firmes ate meu carro. Entrei e dei partida no mesmo instante, fugindo dali, antes que eu morresse cedo demais.

~*~*~*~*~*~*~

Suspirei pesadamente e destranquei a porta do meu apartamento. Céus, como eu estava cansada! Sentia-me como se fosse cair em sono profundo a qualquer momento. Entrei no meu apê e fechei a porta atrás de mim, fechei a tramela e a trava de segurança. Todas as peças de ouro, um dos metais mais difíceis de arrombar. Deixei a chave em cima do pequeno suporte de vidro com um ruído e caminhei para a sala.

Joguei a pasta em cima da poltrona e em seguida, desci o zíper do meu vestido, tirando e jogando-o no chão. Suspirei de novo.

-Sesi? — chamei. Com o caminhar lento, minha gata apareceu do corredor onde dava para os quartos e veio se esfregar entre minhas pernas. Sorri e fui para a cozinha, atrás de algo para beber. — Esta com fome, fofinha? — perguntei alisando sua cabeça. Sesi meio que conversa comigo e eu entendi que seu ronrono foi um sonoro "sim" a minha pergunta. — Vamos ver o que tem para você comer...

Abri a porta do armário, quase me deparando com teias de aranhas. Elas não estavam ali porque três vezes por semana Emily ia limpar meu apart. Lancei um olhar apologético a minha gata.

-Desculpa Sesi, não tem mais atum. Vai ter que se contentar somente com o leite. — falei e como se estivesse decepcionada comigo, empinou o rabo e saiu porta a fora, deixando-me de boca aberta. Soltei um murmúrio chocado e abri o congelador, tirando uma garrafa de Vodka megagelada.

Peguei um copo qualquer e me servi da bebida. Sorvi um pouco e fechei os olhos, lembrando-me daquela noite na boate.

Instintivamente, a musica me veio à cabeça...

-Like a G6... — cantarolei e comecei a dançar sozinha. Eu esta carente e não era qualquer um que podia curar isso. Estava agitada demais para só deitar e dormir; ou usar o famoso 5 contra 1. Ainda rebolando sensualmente voltei à sala e peguei o telefone sem fio e disquei o numero conhecido. — Like a G6...

Mordi o dedo mindinho enquanto chamava. A batida da musica era contagiante e eu não conseguia ficar quieta.

-Alo!?

-Dormindo a essa hora, Kim! — falei maliciosa, ainda mexendo o corpo.

-É Dom, miga, dia de dormir cedo para enfrentar o trampo amanha! — explicou no mesmo tom. Coloquei o copo na mesa de centro e apoiei os pés na mesma, deixando as pernas bem separadas.

-Explique ao papai sobre "não trabalhar no Dom", ele não sabe disso... — murmurei, fazendo-me de vitima. Ela sempre caia nessa!

-Você trabalhou hoje?! Oh pecado! — "Sua alma é tão caridosa..."

-Eu to precisando relaxar, to tão tensa! — joguei a isca, mordendo o dedão da mão de forma sexy.

-Abre a porta, eu to esperando aqui fora! — e desligou o telefone.

Para o meu próprio bel prazer, ela mora no mesmo prédio que eu, somente a alguns andares acima. Fui tirar todas as travas silenciosamente e voltei para a minha posição no sofá. Falei alto o bastante um "Está aberta", para ela poder entrar. No mesmo instante a porta se abriu e com uma camisola comprida, Kim adentrou meu apartamento.

-Tranca tudo. — pedi mordendo o lábio inferior. Ela fez o que eu pedi. -Você veio rápido!

-Estava esperando sua ligação, cachorra! — disse caminhando e parou de frente para mim, do outro lado da mesa de centro. Continuei mordendo o lábio inferior.

-Me ajude a relaxar? — pedi num sussuro, fechando os olhos e jogando a cabeça para trás. Segundos depois suas mãos estavam alisando minhas coxas deliciosamente. -Hmmm... — gemi.

-Seu estado é calamitoso! — zombou brincando com o elástico da minha calcinha bege. — Você precisa de um homem... Que tenha um bem grande! — provocou. Será que o do meu assassino era grande o bastante?!

-Cala a boca... — murmurei encarando o teto e concentrada em obter prazer. — Kim, você costuma não enrolar.

-Eu sei. — sussurou e suas mãos habilidosas tiraram minha calcinha de combate. Fechei os olhos de novo e mordi o lábio inferior. Há maneira melhor de dessestressar a mente?!

Narração: Cullen

-Desgraçada!

Falei entrando e batendo a porta de casa fortemente, sobressaltando as duas mulheres na sala. Caminhei ate onde elas estavam com passadas rápidas e pisando forte.

-Que foi, Edward? — Alice perguntou se sentou, já que estava deitada toda folgada no sofá, com a face preocupada. Fui ate o frigobar no canto da sala e peguei uma dose anormal de uísque. Voltei para centro da sala e optei por me sentar ao lado de Alice. — Edward?

-Cadela desgraçada! — murmurei mais concentrado na minha falha do que nas coisas ao meu redor. -Ela... Merece morrer bem lentamente! — me peguei dizendo, estava cego de ódio.

-Alice, saia dai antes que ele resolva bater em você. — a voz de Elizabeth me trouxe a vida real. Levantei do sofá com uma leveza para quem via, mas foi algo parecido como se eu tivesse levado um choque. Travei meus músculos. "Se eu batesse nela hoje, ia acabar matando-a..." pensei, morrendo de vontade em bater em alguém ate o stress sumir da minha mente.

-Mãe, não o provoque! — Allie ralhou, vendo as minhas intenções apenas com o meu olhar fixo em Lizzy.

-Estou pouco me lixando para ele! — respondeu, encarando-me com o queixo erguido. "Não dê um soco nela..." comecei a repetir mentalmente.

-E também esta pouco se lixando para a sua vidinha medíocre? — rebati com a voz calma, mas com os olhos injetados de raiva. — Pensa que eu me esqueci de mais cedo?

-O que você fez mais cedo? — Alice perguntou a ela, esfregando a testa, vendo que suas palavras não iam me impedir de pelo menos dar um soco na mamãe.

-Tentei matá-lo. — respondeu num tom provocativo. Apertei mais o copo.

-O que?! — o grito de Alice não se passou de um sussuro forçado. — Ficou louca? Esta viciada em coisas ilícitas?!

-Eu ia te tirar dessa vida sofredora! — Lizzy disse e foi à gota d'água para mim.

Arremessei o copo de uísque contra a parede, fazendo-o se quebrar em milhões de micros pedaços. Alice deu um pequeno pulo e seus olhos arregalados mostravam o medo que estava sentindo. "Foda-se!" pensei.

-Você sabe que com Alice é diferente. — soltei entre dentes. — Se diz que ela sofre tanto, então me fale quantas vezes ela apanhou? Quantas vezes ela já apanhou como você?! Ahn? Estou esperando. — pressionei e isso fez Elizabeth se calar ao ver o tamanho da minha fúria. Ela se deu conta que mexeu comigo na hora errada. E teria que agüentar as conseqüências. -FALE!

-Edward... — começou.

Eu sabia que 99% das suas frases que começam com "Edward..." em seguida vem uma desculpinha esfarrapada ou um pedido de desculpas, mas eu estava nervoso demais para ouvi-la. Na verdade, eu estava nervoso demais para vê-la na minha frente! Num momento de descontrole, dei dois passos a frente e segurei seu braço (pra valer) e a levantei ate seu rosto estar bem perto do meu, só pra ela ver que eu não estava para brincadeira. De relance, vi Alice se levantar e estender as mãos ate tocar meu braço.

-Nem se você fosse viciada em coisas ilícitas, você se safaria! — disse. A respiração de Lizzy estava rápida. — Com medo? É, eu também ficaria se visse o diabo na minha frente!

-Eddie, por favor... — Allie choramingou, encostando o rosto nas minhas costas.

-Devia agradecer a filha que tem, Elizabeth Cullen. — falei, jogando-a de volta no sofá. — Pois ela acabou de salvar sua vida!

De onde estava, Alice me abraçou e sussurou um "obrigada", me soltou e voltou ao sofá. Não suportando ficar mais ali, procurei subir as escadas, em direção ao meu quarto e dormir ate morrer!

Ou ate a raiva sumir!

Notas finais
Rá... voces NUNCA imaginariam isso, né?!
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

por favor, comentem e digam: o que esta achando da fic?

Ah é...
Eu, Nanda, queria conhecer um pouco mais de voces, leitoras! Entao, vou deixar tres perguntas aqui, respondam uma se puderem ou as tres se quiserem! E nos reviews voces podem enviar ate tres perguntas pra mim... sobre qualquer coisa, de qualquer assunto! ok? pode ser?!
Obrigada!

Beijos =*