The Kidnapping Of A God

3 Eu Consigo Uma Arma


Notas iniciais
Apesar do nome do capitulo, não exita a violência... ^^

Os Stolls me puxaram pelo acampamento inteiro, o que demorava um pouco, já que a cada cinco metros alguém os parava para perguntar ou pedir alguma coisa.

- Então... – começou Connor – Como foi que você e Alex descobriram que você era uma semideusa?

- Bem... Er...

- Para de chateá-la, Connor! – Falou Travis

- Não, tudo bem. Ele pode perguntar. – Respondi – Hoje mais cedo, nós fomos atacados por uma Harpia, que me chamou de semideusa. Então, depois que aquilo se transformou em pó, Alex me trouxe para cá.

- Interessante. – disse Connor

- O que?!

- Powell não é de se rebaixar a matar harpias. – disse Travis

- Se rebaixar?! – falei confusa

- É. Normalmente ele vai querer um monstro mais difícil para mostrar que é capaz. – Connor me explicou

- Coisa de filhos de Ares. – terminou Travis.

- Ah. – Falei – De certa forma, quem matou a Harpia fui eu...

- VOCÊ?! – disse ambos em uníssono.

- É. Eu. – disse, cruzando os braços e parando onde estava. – Quando ela apareceu, Alexander tentou me defender, mais quando a faca saiu de sua mão e veio parar aos meus pés, eu peguei e a matei.

Os dois se entre olharam, com certeza não esperavam que eu falasse tal coisa. Mais eu não estava ligando, eu tinha feito aquilo, e quem desconfiasse, ia receber a história resumida.

- Então você mostrou saber lutar com uma faca? – disse Travis me puxando.

Assenti com a cabeça e os segui.

- Filha de Atena?! – Eles disseram juntos.

- O que?!

- Nada... – disse Travis

Logo, estávamos à frente de um paiol. O arsenal, pelo o que eles disseram. Entramos e o que vi foram milhares de armas de todo tipo. Espadas, facas, arco-e-flecha, lanças entre outros.

- Uau. – exclamei

- Pode escolher qual quer coisa, desde que saiba que essa será sua arma, o que você treina e luta. – Me falou Travis

- E se ela for filha de Apolo? – Cochichou Connor a Travis

- Depois nós vemos isso... – Respondeu Travis

- Vocês têm armas aqui em muito bom estado, mais elas parecem tão... Antigas. – falei

- A maioria é feita pelos filhos de Hefesto. Muitos há alguns anos. Outras vêm de tempos antigos na Grécia. – Falou Connor, pegando uma espada, mais logo a devolvendo balançando a cabeça em negação – Não.

Eles me pediram que visse todo o arsenal e quando achasse a arma que eu achasse de meu agrado, a mostrasse.

Então procurei entre todas as armas ali, derrubando algumas, empilhando outras, até que vi uma espada vermelha ferrugem, o mesmo material usado na faca de Alex.

- Que material é esse? – perguntei

- Bronze celestial. – respondeu os dois em uníssono

Olhei a espada, seu cabo era revestido de couro, sua lamina brilhava no arsenal e me parecia que tinham acabado de afiá-la, a capa na qual se encontrava antes de eu a retirar era também de coro como o cabo, e nela havia uma alça, para no qual, eu colocá-la nas costas. A capa era de um coro meio antigo, marrom e gasto.

- Acabaram de fazer uma espada e não tinha lugar melhor para colocá-la do que nessa capa? – perguntei.

Eles se entre olharam.

- Posso ver a espada, Nicolle? – perguntou Connor, e eu estendi a espada a ele.

- Não pode ser... – disse Travis

- Parece que é... – respondeu Connor

- O que? – falei indo ver o que eles tanto olhavam com interesse

Quando olhei, nada vi, alem de uma inscrição em grego: “Βελλεροφόντης”

- O que está escrito aqui? – falei

- Você é uma semideusa, diga o que vê... – disse Travis

- Eu vejo... – fitei a inscrição. As letras voaram e se mexeram diante meus olhos ate que eu consegui ler – Belerofonte.

Os dois se olharam novamente e assentiram.

- O que foi?!

- Você sabe quem foi Belerofonte?

- Belerofonte?! – eu pensei um pouco – Foi um herói da mitologia grega, Travis.

- E o que mais? Quais os feitos, os parentes?

- Bem, Connor... – disse, pensando mais um pouco. – Ele matou Quimera. E seu nome se traduz para “aquele que matou Belero”, que foi um homem na mitologia. Seu parentesco era com... Poseidon?!

- Isso. Belerofonte era um semideus como nenhum outro. Morreu como mendigo aleijado atrás do seu Pegaso. – Disse Connor

- E o que isso tem a ver?

- Essa era a espada dele, está guardada aqui por que Quíron se recusa a se desfazer dela.

- Eu a quero, meninos. – disse, pegando a espada da mão deles e colocando de volta na bainha.

- Mais... – começou Travis

- Nada de mais... Falaram que eu podia escolher qual eu quisesse, e eu quero essa.

- Por quê?! – indagou Connor

- Porque com ela eu sinto firmeza e confiança. Ela se equilibra perfeitamente em minha mão. Acho que ela será perfeita para mim.

Os dois assentiram, talvez por que perceberam que eu não ia mudar de opinião. Coloquei a espada nas costas e juntos, saímos dali.