The Journey: Into the Darkside

16 Cap. XVI - "O Silêncio da Inocência"


Notas iniciais
Este é o oitavo e último episódio do segundo arco de The Journey: Into the Darkside. Neste ponto da história, muitos aspectos de como a rede de tráfico de mutantes funciona já foram esclarecidos e ordenados pela Diana Fudiangan para criar meios de ataque a esses sistemas, como forma de os desmantelar. Um deles envolve um dos pesquisadores mais notáveis sobre o assunto "metágene" e sua manipulação, contratado pela própria rede tão combatida pelos agentes para desenvolver formas de controle sobre o poder mutante... Henrich Petrovich, o pai de Alecsandra. Ela, vivendo uma vida normal agora livre das influências emocionais do pai, acadêmica do primeiro ano de Arquitetura na Universidade de Birdstown, namorada do seu colega de trabalho, Karslie Imota, astuta super-agente de campo dos Twelve. Mal esperava o como a missão que Diana lhe delega lhe obrigaria a revisitar o seu passado, seus traumas, com uma pergunta... Como a Alecsandra de hoje lideraria com uma versão de si mesma do passado? Ou alguém que passa pelos mesmos problemas.

O episódio começa dentro de um laboratório consideravelmente moderno e limpo, em um lugar não identificado, onde um assistente colocava eletrodos na cabeça de Alecsandra, que estava amarrada a uma maca, mas com uma expressão feliz. Ela estava, aqui, com 26 anos (revelando que era um flashback de dois anos atrás) e observava o seu pai, o dr. Henrich Petrovich, um biomédico especialista em mutações genéticas, conversando com pares sobre suas pesquisas. Ele explica a teoria do trauma para eles como chave de compreender o metágene. Ele explica que como toda mutação, esta surgiu como uma forma de defesa do organismo humano para o defender dos desafios do ambiente. Embora levasse a consequências impressionantes: o controle de forças elementais ainda incompreensíveis ao ser humano, basicamente superpoderes. Quando o sujeito era exposto a um trauma que o levasse a beira morte, e tivesse em seu código genético o metágene, ele evoluiria até se tornar um mutante. Seus companheiros acham incrível sua explicação, e Henrich revela sua ambição de controlar o metágene.

Ele apresenta a sua filha, Alecsandra, que era sua cobaia. Ela foi testada positivo para a presença do metágene, mas nunca o manifestou. O interesse científico daquele experimento não era ativar seu metágene, mas o moldar. Ele comenta que seus associados lhe concederam o DNA de um jovem com poderes aerocinéticos (Arthur Luczien), e seu objetivo era transcrever o metágene de Alex, que a levaria para caminhos imprevisíveis, para o metágene do Arthur de controle do ar, promovendo o primeiro feito humano de poder sobre o gene mutante. O dr. Heinball elogia Petrovich, e diz que ele era ambicioso, mas se preocupava com os aspectos éticos do experimento. Henrich diz que tinha o consentimento de sua filha, e às vezes “era preciso quebrar alguns ovos para fazer um grande omelete”.

Ele então se aproxima de Alex, perguntando se ela estava bem. Alecsandra diz que estava com medo de seguir em frente com o projeto, e seu pai concorda que aquela seria a maior dor que ela sentiu na vida. Mas, diz que ao sair de lá era iria renascer como uma nova mulher, uma mutante, e seria alguém que com certeza sua mãe se orgulharia. Ela consente, mostrando o quão confiava e admirava Henrich. Ele então injeta um soro em suas veias para transcrever o seu metágene para o do Arthur, aguarda alguns minutos e inicia o experimento. Um intenso choque elétrico é disparado em Alex comparável ao de cadeiras elétricas, usadas no sistema prisional norte-americano. Ela grita de dor, mal conseguido pedir para parar, os outros pesquisadores olham jogados, mas Henrich estava frio e a analisava calmamente. O tempo passava e nada, até que começavam a pensar que ele iria matá-la. No último minuto, os poderes de Alex irrompem promovendo um vendaval que afasta a todos, e Henrich imediatamente se levanta e desliga a máquina. Uma salva de palmas é dada para ele, enquanto Alex chora desconcertada, mas é consolada pelo pai.

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De volta ao presente, Diana estava na base do Kayman ao lado de Howard Dutchmann preparando-se para um briefing. Antônio Rodrigues, o diretor daquela base, e ex-mentor da super-equipe de agentes, assistia aquela reunião curioso, sabendo que de qualquer maneira iria ser cúmplice daquela organização emergente que se construía dentro, mas paralela, da que ele trabalhava oficialmente: os Twelve. Alex, distraída com seu passado, é chamada de volta a realidade por Annie Marie que diz que estava ansiosa por aquilo. Não só por onde estavam indo, que seria algo que nunca esperaria fazer, um lugar que nunca esperaria estar, mas também por ser sua primeira missão. Alecsandra a questiona, dizendo que pensava que Annie não queria estar dentro desse mundo, e ela diz que realmente não quer. Mas, se comparava a um ano atrás, quando seus dilemas era o caminho a seguir depois da faculdade, uma amiga inveja de infância que a decepcionou e... Era incrível estar naquela nova vida.

Usando os sistemas holográficos daquela base, Diana explica que rastreou o lugar exaustivamente em busca de uma certeza de que era seguro, e não uma armadilha, mas ela concluiu que não era. O alvo? Uma pequena e escondida base escondida entre uma grande quantidade de neve no tipo do monte Aconcágua, na cidade de Mendoza, Argentina. Howard acreditava que ali era o lugar onde eles realmente operavam os chips de controle de mutantes por causa da alta altitude, porque conectados a um satélite certo, poderiam ter um alcance pelo mundo todo. Mesmo assim, Diana sabia que quem colocou o Victor em Nova York queria que eles estivessem lá, então era importante ter cuidado sobre o quê esperar.

Howard então as lembra que o monte Aconcágua era conhecido por seu clima hostil, ar rarefeito que sem o devido preparo, adaptação, poderia provocar crises respiratórias e morte. Este era um obstáculo para o sistema de teletransporte dos Twelve, pois fazendo transições de ambientes tão diferentes, imediatamente condenaria seus agentes a mau desempenho, doenças e falecimento. Sua raiva, pois via isso como uma prova de como seus inimigos eram engenhosos. Somente as duas tinham o poder para ir lá sem serem afetadas pela baixa pressão atmosférica, ignorando Arthur, que obrigado se recuperar por seus amigos, estava fora de combate. Isabelle corrige Howard, e diz que sua NIA conseguiria aguentar as vicissitudes, se não tivesse sido destruída em um confronto contra Ódio. Ela ainda estava construindo um modelo novo, e não conseguiria fazer isso a tempo.

Annie, com uma expressão séria que parece caracterizar o seu rosto, que sempre passava a impressão de uma personalidade forte graças a sua boca larga e nariz afiado, um tanto marcante, questiona Howard sobre sua falta de experiência e péssimo condicionamento físico. Ela mesma disse que antes de ser sequestrada, em seu apartamento, vivia substituindo refeições por lanches e congelados. Sendo tudo, menos uma guerreira. Diana diz Alex não podia ir sozinha, ela precisava de alguém para lhe dar apoio e suporte, e diz que se algo acontecesse era para ela fugir e deixar com que sua amiga ligasse com o problema, reportando para eles. Howard diz que se sua hipótese estiver certa, a base poderia ser destruída remotamente.

Karslie então se aproxima das duas e as deseja sorte, com Alex beijando seu namorado e agradecendo o apoio. Annie brinca, dizendo que também queria um namorado. Howard aparece e pede para trocarem de traje antes de irem, usando o polar, porque estava muito frio no pico daquele monte.

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Aparecendo “do nada”, Annie e Alex surgem em um precipício que dava em uma linda vista para o oceano, e começam a sentir algo estranho, que as dificultava respirar. Alecsandra usa seus poderes para regular o oxigênio ao seu redor e para Annie, que ainda não sabia como fazer isso, rindo, e brincando sobre o quanto ela era uma inútil. Alex então disse que quando se despertou para seus poderes, e teve sua primeira menstruação, passou por um grande mico em um mercado criando uma forte onda de ventos durante uma cólica que fez todas as gôndolas dos corredores ao lado caírem, como dominó. Annie começa a rir de Alecsandra, que ainda diz que ficou com medo de sua menstruação por três meses.

Ela então ensina Annie a controlar o ar ao seu redor, e começam a explorar o monte. Deserto, gelado, com uma vegetação rala. Parecia não ter nada de interessante, ou melhor, tudo, menos o quê estavam procurando. Annie vê um animal semelhante a uma alpaca, e tenta construir um vínculo com ele, revelando que amava animais. Alex diz que também gostava, mas, sempre viveu afastada deles em ambientes mais formais. Annie pergunta como isso era possível, e ela se descreveu enquanto mais jovem como “uma patricinha emo da elite”. Annie Marie diz que aquele momento tinha de ser registrado e tira uma selfie das duas naquele lugar fascinante.

Alex ri e diz que deveriam se concentrar na missão. Procurando, encontram uma base simples, pequena e camuflada. Sem qualquer proteção aparente. Alecsandra orienta Annie a esperar por ela, enquanto atualiza Diana por seu comunicador e invade o lugar. Para sua surpresa, era um depósito vazio com apenas um dormitório, uma cozinha, sugerindo que alguém já havia morado ali. Ela usa o computador portátil de seu traje para identificar a origem do sinal do chip de Victor, e ao pisar em um laser invisível ali, e perceber que era um dispositivo único instalado apenas para a levar até ali, ela entende e foge. Pelo computador, orienta Annie a fugir enquanto a base explode.

Annie fica assustada e tenta usar o teletransporte do traje que usava, mas percebe que havia algo bloqueando o sinal. De repente, Hannah Petrovich aparece e se gaba de que foi uma armadilha óbvia, mas a única maneira de fazer mutantes que controlam o ar aparecerem para a festa. Annie pergunta como Hannah sobrevivia ali, e ela ri, dizendo que existem várias maneiras de sobreviver no monte Aconcágua. Ele não era radioativo, tóxico ou algo do jeito. Com preparo físico, isso era possível. Mas, revela que o segredo era que originalmente, ela também controlava o ar. Graças a interferência dos amigos de Annie, seus poderes se deformaram, mas em essência ainda eram os mesmos.

Perturbada e frustrada, ela questiona Hannah, dizendo que ela matou a Alex. Hannah então ri com um sorriso malicioso, dizendo que a ideia era ótima. Infelizmente, “baratas não morrem tão fácil”. Ela não queria, ou melhor, estava ali para matar sua meia-irmã. Estava ali para matar a Annie. Percebendo o perigo, ela foge falo assustada, mas usando sua capacidade de instabilizar os átomos a seu redor, ela cria uma corrente que eletricista Annie e a faz cair, rendida. Indefesa, ela pergunta porquê. Hannah diz: “por ser metida o suficiente por se achar boa para seu pai”. Neste momento, Alecsandra surge se revelando viva. Ela havia se machucado, revelando queimaduras nos braços e rosto, mas havia gerado um furacão ao seu redor que a protegeu da explosão enquanto acontecia. Maior parte, pelo menos. Ela então diz que Hannah já havia ido longe demais.

Sorrindo verdadeiramente como quem esperou por aquilo a vida toda, Hannah pergunta o quê ela ia fazer, a lembrando que todas as vezes que brigaram, Alex levou uma surra. Sendo que ela precisou das amigas para vencer. Aqui, Alex diz que seu problema foi que nunca quis verdadeiramente lutar contra sua irmã. Ela queria, no fundo, que elas fossem amigas por compartilhar de um mesmo passado, mesmo que em famílias diferentes. Hannah diz que Alex roubou seu pai dela, que ela viveu marginalizada enquanto viu a “garota perfeita” sendo criada com os privilégios de ser a filha preferida de Henrich Petrovich. É aqui que ela revela estar cansada de se desculpar para Hannah por existir, e que a verdade é que ela descobriu a duras penas que sua meia-irmã era um “monstro”.

Hannah fica desestabilizada com aquilo, e agressivamente usa seus poderes contra Alex, que desvia de suas correntes “elétricas”. Ela avança em Hannah a empurrando contra uma pedra, a machucando ao cair encima dela. Elas então entram em uma briga corpo-a-corpo bem selvagem, e Annie avisa Diana pelo comunicador que estava presa naquele campo de luta, não podia se teletransportar de volta nem fazer nada, inclusive se defender. Sendo o alvo de uma tentativa de assassinato. Diana entende enfim o erro que fez e pede para Howard ir para lá, apenas para descobrir que um bloqueador de sinal estava o impedindo de fazer isso. Aquela parte do mundo estava bloqueada, e em um tom autoritário era queria saber por quem.

Por incrível que pareça, era Alex quem vencia a briga. Hannah então se desespera, e admite que estava cansada de se sentir insuficiente em todas as áreas da sua vida. Que ela se sentia nada para todos, inferior a Alex, nunca estava na altura de expectativas de Henrich, e graças a sua aparência deformada, quem ela culpava a Alex, nunca mais poderia ser nada na vida porque se tornou uma aberração. Alecsandra afirma que sua meia-irmã sempre vê formas de culpar os outros pelos seus erros, por onde sua vida levava, mas nunca fazia algo que realmente a levasse a ser a protagonista de sua história. Ela era sempre “sua sombra”, e Alex nunca pediu para apagar sua luz. Nunca quis fazer isso. Ela então culpa a paternidade tóxica, passivo-agressiva, de Henrich como culpada pela rivalidade entre as duas.

Já cansada de apanhar, Hannah nem reagia mais, mas diz que Alex culpava Henrich da mesma forma que ela dizia que ela fazia. Ela então pede para Hannah se tocar que ele só a procurou quando ela havia desistido dele, procurando ter uma arma, não uma filha. Se lembrar do experimento que ele fez ela passar para ativar seus poderes, que deveria ser tão difícil quanto o dela. “Você está me dizendo que tudo na minha vida é uma mentira?”, diz Hannah. Alex então responde: “você pode me odiar, mas por favor, permita que a Annie tenha um destino diferente que nós duas”. Isso a quebra mais que os socos, e neste momento elas param de brigar. Annie assistia perplexa como que sua tentativa de assassina a olhava, cabisbaixa, e ela concorda em as deixar ir. Porém, se visse Alex novamente, iria se vingar por aquela luta.

Hannah saia dali, enquanto Annie a olhava profundamente grata por ter salvado sua vida. Alex, satisfeita, avisa Diana que a ameaça foi neutralizada. Neste momento, um disparo é ouvido e sangue corre para as mãos de Annie Marie, vindo de sua cabeça. Alex olha para Hannah, que estava tão estranhada quanto ela. De repente, o som de um jato podia ser ouvido e uma corda se estende para Hannah. Era o Executor, dizendo que se ela não quisesse ser presa, deveria subir. Ela então foge com ele, cumprindo seu objetivo mesmo contra sua vontade. Annie Marie morria nos braços de Alex, enquanto ela implorava para Diana a tirar dali para realizarem os primeiros socorros, mas ela não podia. Annie chora, mas agradece Alex por ter lhe sido uma irmã no momento mais difícil de sua vida. Alecsandra desmorona.

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Em um quarto de hotel, Hannah olhava para si mesma no espelho percebendo os hematomas que sua meia-irmã lhe fez, e como isso tornava o seu rosto ainda mais irreconhecível. Ela pergunta ao Executor se quando ela morresse, iria para o céu ou o inferno. O assassino sorri sarcasticamente, perguntando desde quando ela havia se tornado religiosa. Ele entendia porque ela estava assim: estava abalada com a morte da Annie, e a briga com a irmã. Ele diz que no mundo que escolheram viver eram obrigados constantemente a tomar decisões difíceis, estavam lidando todos os dias com que havia de pior no ser humano e, se quisesse sobreviver, tinha de entender que as relações eram fluídas. Alex estava tentando fazer um jogo psicológico contra ela naquele campo de batalha, não era sua irmã que estava ali, mas sua inimiga que usava os meios necessários para vencer. “Neste mundo, ninguém gosta de ninguém, e se ela soubesse usar isso chegaria no topo”.

Hannah, ainda triste, pergunta se era como não confiar em ninguém. Executor então diz que quando Henrich lhe procurou pedindo para tornar Hannah a assassina mutante mais letal do mundo, se comprometeu em fazer isso, a dando espaço para não só ser sua aprendiz, mas sua companheira. Ele não podia deixar com que as fragilidades emocionais de Hannah a dominassem mais, e ela teria que fazer uma escolha. Ou se apegaria aos seus problemas e dilemas familiares do passado, ou estaria aberta a estar com ele em direção ao futuro. O olhar de Hannah, pela primeira vez, não era de alguém elétrica e intensa, mas estava agora sem brilho e em profunda melancolia. O discurso de Executor, que sempre a motivava, não estava mais fazendo esse efeito. Ao invés disso, ela se sentia sozinha e verdadeiramente distante. Hannah então diz: “você não respondeu a minha pergunta”. Friamente, Executor que sim, eles “queimariam no fogo do inferno”, mas tinham toda uma vida para aproveitar até lá pois eram como forças imparáveis da natureza.

Hannah diz que precisava de um ar, e se retira do quarto. Executor a olha, bravo, começando a entender e desconfiar.

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Na base do Kayman, Alex estava profundamente inconsolável. Karslie a abraçava calorosamente, enquanto seu irmão adotivo, Arthur, também fornecia apoio. Todos os mutantes que resgataram, inclusive Raj, assistiam tristes o funeral improvisado que fizeram para Annie. Howard estava devastado e cometa com Diana que não sabia como avisariam a família, a que restou, sobre esse assassinato. Diana pergunta a ele como ele lidava com a culpa das consequências de suas falhas, e Howard diz que com um bom vinho seguido de uma garrafa de whisky. Neste momento, algo chama a atenção deles e Antônio diz ser importante, e interessante. Era uma transmissão feita indiscriminadamente para todos os operativos dos Twelve, em todo o mundo. Alex responde com ódio ao ouvir sua irmã, que aparece na transmissão a ameaçando e dizendo que deveriam fazer um acerto de contas, passando o endereço de um parque de diversões em Coney Island, que era literalmente perto da base principal dos Twelve, em Nova York. Diana ri de Hannah, e diz que ela literalmente estava tentando fazer o mesmo truque duas vezes. Alecsandra nota na expressão dela algo diferente, e diz que deseja ir. Karslie diz que ela não ia sozinha, com Diana dizendo que todos iam.

Chegando lá, já de noite, eles são recebidos por Hannah os aguardando do lado de fora de uma espécie de palco que foi construído no meio daquele parque inativado. Diana diz que ela já sabia o quê a esperava, mas Hannah gargalha de uma forma estranha e diz que sim, ela sabia. A garota então se desculpa com Alex pela morte de Annie e afirma que não foi porque ela queria, ela tinha se convencido a não a matar, mas Alex estava completamente fechada e não acreditava em Hannah. Ela então entrega para ela um pendrive, e exige que ela não se aproximasse. Diana resolve tentar, não entendendo aonde ela queria chegar, mas Hannah constrói um campo de força que impedia ela de fazer isso, usando seus poderes. Então, ela se despede de Alecsandra dizendo que ela estava certa, que ela era incapaz de ser a protagonista de sua história, mas diz que Alex não, e pede para ela viver a vida que nunca pôde viver.

Entrando naquele palco, ela é confrontada pelo Executor perguntando se sua irmã já havia chegado, e ela diz que não. Executor diz que havia muitas imprecisão estratégica no plano de Hannah e acreditava que ela estava colocando tudo a perder, mas Hannah diz que sempre serviu a sua causa, mas precisava de uma prova de que ele estava aliado a dela: assassinar sua irmã. Ele diz que não tinha coragem para ser um homem burro, e se ela falhar, estava por conta. Neste momento, ela o questiona se era apenas uma peça no jogo de tabuleiros do Executor. “Não é o quê todos somos”. Hannah revela que quando era adolescente, cerca de 11 anos, participou de um campeonato de xadrez em sua escola e chegou nas finais com seus amigos. Sua mãe, porém, não se importava com ela, já que estava com sua atenção focada apenas em seu relacionamento com o padrasto. Henrich, nem sonha que ela sabia jogar xadrez. Seu namorado na época disse que era uma futilidade, e a encorajou a abandonar seu time no último jogo para fumarem maconha na casa de conhecidos. Eles perderam, em consequência.

“Eu sou uma torre, um bispo ou só um peão?” Executor diz que Hannah estava se desviando do foco, que as palavras de Alex lhe foram como um veneno e que estavam a deixando fraca. Hannah nega, e diz que percebeu que sua vida toda ela desperdiçou todas as oportunidades que teve para ser feliz por achar que era uma renegada, e que agora abriu os olhos. Executor começa a acariciar seus revólver, e Hannah então revela sua opinião máxima: “nós dois somos monstros, Kevin, mas eu já estou cansada de fugir do julgamento”. Neste instante, Executor tenta atirar em Hannah, que se desvia e o arremessa para longe com seus poderes. Um embate se segue, com ambos se desferindo potentes golpes, mas Executor é mais forte e quebra os braços de Hannah para a impedir de usar seus poderes. “Você está louca, Hannah, eu lhe dei tudo para você desperdiçar em uma crise de consciência“.

Executor mira a arma na cabeça de Hannah, e diz que realmente tinha sentimentos por ela, mas se decepcionou em conhecer quem ela era de verdade. Mesmo com a dor dos braços quebrados, Hannah ri e revela seu trunfo: um detonador de bombas escondidas ali. “Eu fui uma ótima aluna, Kevin, mas agora estou cansada de todas as minhas escolhas ruins. Te vejo no inferno”. O Executor atira na cabeça de Hannah, a matando, mas ela ativa o detonador e tudo o que ele pode fazer é abaixar a cabeça, a xingando. As bombas explodem, o lugar cai sobre ele o matando. De longe, Alex enfim percebe o quê aconteceu. Sua meia-irmã havia se suicidado.

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Um funeral é organizado alguns dias depois para Hannah Petrovich, e seu corpo foi entregue para sua mãe, Vanessa Muller, que conduziu a cerimônia entre os seus. Mesmo distante de seu núcleo, e até sendo encarada por Vanessa, que não gostava dela, Alex fez questão de pegar um microfone e fazer comentários sobre Hannah. Ela a descreve como complexa, intensa e de personalidade forte. Diz que queria ter sido uma irmã para ela e, em seu íntimo, esse era o seu desejo real. Porém, circunstâncias as fizeram ser distantes, se odiar por besteiras, e isso impediu algo muito bonito de acontecer. “Hannah era como uma flor que nunca pôde desabrochar por conta do ambiente árido a sua volta, mas no fundo, ainda era uma flor”.

O enterro termina enquanto Karslie consola Alex, que diz que vivia dois lutos por conta que perdeu duas irmãs no mesmo dia. Seria difícil, mas iria se recuperar. Neste momento, Henrich Petrovich se revela e diz ter se emocionado com as palavras de Alex. Karslie o olha como quem não queria permitir que ele se aproximasse da filha, mas ela diz que estava tudo bem. Henrich o cumprimenta, e diz estar feliz por sua filha estar bem cuidada entre os Twelve. Alex diz que ele não se importava com suas filhas, mesmo tentando parecer que sim. Ele diz que sabia que era um pai ruim, mas existiam piores. Ele a lembra das boas condições que nunca a deixou faltar, enquanto Alex o lembra dos abusos sexuais que ela fazia na forma de pequenos favores, desde seus 13 anos.

Alex culpava Henrich pela morte de Hannah e, não só isso, mas pela sua infelicidade. Não só isso, revela que foi o próprio Henrich quem encomendou a morte de Annie, como viu no pendrive que Hannah deixou com ela. Ela o lembra de quando ele mandou Stork para a assassinar pelo mesmo motivo que Annie, e ainda quando a sequestrou para roubar seus dados genéticos na Suíça, provavelmente para dar poderes a Hannah. Sem ter o quê falar, ele apenas abaixa a cabeça. Alex diz que nunca mais quer o ver na vida, e se retira do cemitério se mostrando profundamente abalada.