The Journey: Into the Darkside
17 Cap. XVII - "Mistério"
Notas iniciais
“Eu sou Mistério, mestre ancestral das artes arcanas. Ponte entre o sobrenatural e o existencial. A profanação que o mundo chegou, em se perder no vulgar e apego excessivo a tecnologia, merece ter um fim! E eu serei o representante desse desejo do além”. Essas eram as palavras de um homem que, vestindo uma roupa extravagante claramente inspirada no clássico vilão do Homem-Aranha, Quentin Beck, usando a própria bola oráculo de seu traje como uma máscara para esconder seu rosto, ameaçava uma das avenidas mais movimentadas de Boston, Massachusetts. Ele próprio parecia ser um homem-bomba, havia invadido um ônibus e feita todas as pessoas reféns. A equipe da SWAT estava ali para o desarmar, mas havia um problema: não poderiam atirar nele, pois se o fizessem a bomba explodia, e matava todos os reféns. O capitão da SWAT, Duncan Dukane, tentava estabelecer um contato com o rapaz que, em suas exigências, parecia completamente perturbado.
O episódio então começa com Arthur Luczien voando sobre a barra de contenção que a polícia colocou para impedir que civis se aproximassem, gerando aplausos instantâneos. Duncan recebe Arthur o mandando ir embora, afirmando que ele não tinha autorização nem poder legal para agir em Boston. Arthur afirma que, como um super-agente treinado, tinha experiência e capacidade para lidar com a ameaça daquele homem. Ele começa perguntando sua identidade, já que obviamente ele não era Quentin Beck. O capitão afirma que não, era Thomas Grisgown, um paciente com esquizofrenia até então internado no Hospital McLean. Era um caso pesado, acreditava ser a salvação entre o céu e a terra. Sua família diz que ele era um homem gentil e influenciável, não entende como ele estava fazendo isso, muito menos como teve acesso aquele tipo de armamento.
Arthur pergunta se eles tinham certeza se as bombas eram reais, e Duncan falou que uma equipe de perícia as examinou de longe e concluiu que eram sim. Neste momento, o jovem diz ter um plano. Arthur voa sobre os céus e disse que queria conversar com “Quentin”. Thomas intimida Arthur, dizendo para se afastar caso contrário a bomba iria explodir. Arthur pergunta qual a razão de Quentin estar ali senão encontrar um herói para poder deter. Thomas diz ser o herói, pois o mundo estava desabando e ele era o único que podia ajudá-lo. Arthur se oferece para ficar no lugar dos reféns, e aí poderiam ter a esperada luta épica do bem contra o mal. Ele diz que seria o vilão, e pergunta para Thomas quem ele era. Thomas o chama de Magneto, por estar voando sobre o chão numa pode ameaçadora. Assim, ele concorda com a troca.
A equipe da SWAT ajuda os reféns a saírem do ônibus, e Arthur e Thomas se olham no teto. Thomas aclama que iria usar seus poderes de ilusão contra Arthur, que repara e pede que os atiradores da SWAT não assassinassem o rapaz com um tiro. Antes de lutarem, Arthur pergunta sobre a história do jovem, que diz estar com a mente confusa. Não conseguia se lembrar de muita coisa. Arthur se oferece como um ombro amigo para fazerem as coisas melhorarem, mas Thomas percebe isso como um meio de o fazer se entregar, puxa uma faca e tenta esfaquear Arthur, lhe fazendo um corte na bochecha. Ele precisa se defender voando para longe, e Thomas se indigna que não possuía poderes reais para brigar. Ele puxa uma arma, mas é logo desarmado. Neste momento, ele diz que iria acionar a bomba e, por um momento, Arthur hesitou. Controladamente, ele esperou Thomas virar de costas para preparar um discurso vilesço e deu um soco no rosto de Thomas que quebrou até a máscara de Mistério e o fez cair do ônibus.
Arthur pede para Duncan conduzir dali, entrar em contato com a família dele e o levar de volta a internação. Mas, quando estava prestes a sair daquele lugar a bomba que ele estava segurando explode. A explosão fere três agentes da SWAT que se aproximavam, mas Thomas... Ele foi carbonizado. Todos ficam sensibilizados com aquilo, inclusive Arthur. Vendo que o resultado foi desastroso, ele reprende sua participação e diz que poderiam ter resolvido até mesmo sem mortes. Perturbado, Arthur voa para longe sob atenção de todos.
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Na base dos Twelve, um julgamento estava sendo preparado. O réu? Ninguém menos que Arthur Luczien. A verdade é que sua péssima atuação no caso de Boston serviu como uma entre várias questões controvérsias que ele estava carregando em seu histórico como líder da equipe de super-agentes, embasando uma acusação que o próprio líder temporário dos Twelve, Connor Giuseppe, levantou contra ele. Seu interesse era levantar um debate entre os agentes, diretores das bases, para decidirem seu futuro e os próprios projetos com mutantes entre os Twelve.
O advogado que estava ali para defender Arthur, Charles Hans Schwoppen, era também um conhecido de anos. Schwoppen foi o especialista em artes marciais e estratégia de campo quem treino Arthur e seus amigos quando eles entraram para os Twelve. Arthur estava surpreso em saber que Schwoppen era advogado, já que tinha em sua mente ele como um homem mais físico, mais habilidoso com as mãos, não exatamente em seu entendimento jurídico e o código de conduta existente dentro dos próprios Twelve. Schwoppen diz que entendia, pois da forma como eram tão envolvidos com suas profissões, nem parecia que tinham uma vida fora, ou um passado. Arthur então pergunta algo que sempre queria saber: o conselho que formava a liderança dos Twelve era tripartite, três pessoas governavam e deveriam suas estratégias para evitar poder absoluto. Mas, agora, só Connor estava lá.
Schwoppen conta que durante o apocalipse, dois anos atrás quase, o pai de Connor, Patrick Giuseppe, em parte por já ter mais de 90 anos, teve um AVC e ficou acamado. Ele era o membro fundador daquela instituição e a referência que todos seguiam. O irmão de Connor, Hugo, abdicou voluntariamente de sua posição para cuidar do pai. Assim, a sucessão de Connor aconteceu quase que naturalmente. Ele reconhece que Connor é “mãos de ferro, inflexível”. Mas, como agente de campo, era implacável e no fundo era o único capaz de suportar o peso daquela agência sem corrompê-la. Ele só não se importava muito com a causa de Arthur, que era os mutantes.
Connor inicia o julgamento e explora o caso recente, de Boston. Na visão dele, aconteceu por um erro amador. Arthur deveria ter desarmado a bomba ao invés de deixar isso para a equipe da SWAT, crendo que estava segura porque o detonador se perdeu depois de seu soco. O problema, porém, não era que ele não era perfeito. Mas, analisando todas as missões que Arthur participou naquele ano, se via mais um Arthur teatral do que um real. Um que fingia para o mundo ser perfeito, enquanto sua perfeição era fruto do trabalho dedicado dos próprios agentes dos Twelve. Ele estava parecendo um digital influencer vendendo seu produto, mas a questão era: os Twelve precisavam de um digital influencer? Qual o sentido para a instituição ter u herói público, sendo que ela é secreta?
Schwoppen, então, argumenta para as autoridades ali presentes que a fama de Arthur se deu não por autopromoção, mas sim, acaso. Ele não tinha controle sobre como as pessoas se encantaram por saberem que não só ele tinha poderes, como os usou para refrear a ameaça de Satanás que, como estava sendo esquecido, foi Arthur e sua equipe quem resolveram. Ela se tornou um atrapalho, e eles encontraram uma maneira de contornar isso. Charles pede a Connor informar sobre falhas que Arthur fez que realmente fossem substanciais para o comprometimento do funcionamento dos Twelve Ele cita a assembleia na ONU, que levou a todos viverem um momento de terror, ou uma simples investigação numa mansão em Los Angeles, que se transformou em uma destruição quase injustificável de patrimônio. Arthur não podia levar a culpa do quê ocorreu na ONU, informa Schwoppen, pois além de não ter controle sobre fatores externos, ajudou a lutar contra o invasor que trouxe pânico a assembleia. Sua proposta era Connor examinar mais apropriadamente os casos, fazer suas críticas, e fazer a Arthur uma advertência sem de fato exonerá-lo, como pretendia de início.
Connor oferece a chance dos demais líderes votarem sobre o destino de Arthur. 17 queriam sua exoneração, 141 concordaram que uma advertência resolvia, e 23 acreditavam que Arthur não teria ter nenhuma consequência. O julgamento estava encerrado, e Arthur agradece a Schwoppen pela ajuda. Saindo daquele saguão, Arthur se aproxima de Connor e pede desculpas pelo ocorrido em Boston. Entendia que ele fez o quê devia fazer, mas queria que ele soubesse que está engajado para dar o seu melhor. Connor, bem seco, disse que já trabalhou com o seu tipo de pessoa, que quer sempre fazer com que tudo seja sobre ela. Narcisista. Como Arthur é em relação aos mutantes. Mas, nos Twelve, eles tinham que pensar com a mente focada no mundo inteiro e, se ele não conseguia fazer isso, deveria pensar em outra agência para trabalhar. Uma focada em mutantes.
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No noticiário, William Ruppenfirld – o âncora do jornal – comenta sobre o caso de Boston, onde Arthur intermediou uma negociação com um homem-bomba em surto e resultou na explosão deste, e estragos em uma das mais movimentadas avenidas da cidade. Ele faz sua opinião, apoiado com especialistas, onde diz que mutantes não deveriam atuar como agentes de segurança porque eram inexperientes e confiavam muito mais em seus poderes do que mas habilidades necessárias. Arthur desliga a TV, e comenta que William fala isso desde quando ele começou sua carreira heróica, no ano passado. Naquele momento, ele estava no apartamento de sua namorada, Bridgette Torres, em Vancouver, deitado com roupas folgadas sobre o colo dela, cobertos e quentes.
Bridgette diz que Arthur ficava muito fofo quando estava abalado, e ele agradece por lhe dar o primeiro elogio do dia. Ele comenta que quando viu Thomas, alguém que estava sofrendo de um surto psicótico grave, ele queria ajudar de alguma maneira, a o colocar no lugar. Ele diz que fez cinco anos de Psicologia na Universidade de Birdtown para alguma coisa. Não esperava que um erro técnico colocaria tudo a perder. Bridgette o lembra que ele salvou todos os reféns, e elogia justamente como ele fazia o bem por aí gratuitamente, só não tinha como ser perfeito. Ele então diz que ele tinha de ser perfeito, a família de Thomas perdeu um filho, mesmo que esquizofrênico, mesmo que agindo como um homem-bomba, por conta dele e isso o deixava frustrado.
Bridgette, então, revela a verdade que pensava: o trabalho de Arthur estava o destruindo. Ela diz que em menos de duas semanas, Arthur foi espancado por um mercenário perigoso (Ódio), foi jogado no chão ao ponto de formar uma cratera (Monique), derrubaram um prédio nele, e ainda foi convertido em um idoso por poderes além da compreensão (Victor). Ignorando a ameaça clara que ele levou do “Sexteto do Terror” de que seria morto se continuasse combatendo o crime organizado. Ele estava com o uso da escápula rachado, e mesmo assim estava de pé lidando com a crise de Boston que lhe fez ter uma avalanche de críticas. Bridgette diz que não dava, era muito para qualquer um. Ela achava que era a chance que eles tinham para poderem ter uma vida normal, e principalmente, poder ter seu namorado vivo antes que lhe cortassem um braço ou o sequestrassem. Porque estava difícil sempre se sentir ansiosa esperando essa notícia.
Arthur, cansado, diz que ia pensar com carinho no quê ela falou. Bridgette então pede desculpas por ter “piorado ainda mais o dia dele”, e resolve compensar isso indo buscar cigarros de maconha que ela tinha no armário. Eles fumam, e quando terminam, Arthur vai embora prometendo voltar em breve. Antes de regressar a Birdtown, ele resolve caminhar pelas ruas de Vancouver, já em meio a uma névoa que fazia naquela madrugada fria, apenas para pensar sobre as coisas. Neste momento, um vulto lhe assombra a mente: era Quentin Beck, o Mistério. Para ele, uma ilusão, um sinal que sua saúde mental estava nas últimas.
O vulto começa a perguntar porque ele o matou, e Arthur pede desculpas e afirma que não foi intencional. Mistério se aproxima, diz que sabia que ele matava pessoas, que mutantes eram perigosos e precisavam ser controlados. Arthur responde ao vulto que ele estava errado. Mistério então diz: “e a Annie, sobreviveu ao lado de você e seus amigos”. Arthur estranha isso e resolve tocar em Mistério, vendo que era verdadeiro. Ele solta uma grande névoa a seu redor e trava um breve combate corpo-a-corpo com Arthur. Arthur vence e destrói a cabeça dele, agora com medo de ter o matado duas vezes. Para sua surpresa: era um andróide.
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A cena então muda para um ambiente completamente diferente. Crianças se divertiam caminhando com seus pais e amigos visitando o zoológico, conhecendo os diferentes tipos de animais ali. Um casal mostra para o filho o chimpanzé, outro o gorila, outro os pinguins. O lugar estava cheio, e tudo parecia estar bem até que alguns deles começam a se contorcer e, em minutos, se levantam mais irracionais, mais inquietos, mais agressivos. O corpo deles havia aumentado de tamanho, os músculos estavam colossais, e seu olhar era de fúria. Assim que terminam de mutar, eles fogem das jaulas e atacam os visitantes.
Imediatamente, uma super-equipe formada por Alecsandra Petrovich, Karslie Imota e Rodney Accotach se teletransportam para lá para lidar com a ameaça em uma missão oficial. Cada um vai lidar com um animal que estava causando problema. Karslie usa seus poderes para criar um muro de pedra para o super-gorila, que estava mais forte e era capaz de o quebrar. O jovem diz que não achava justo bater e animais, mas se não fazer representasse permitir que ele faça uma matança, a exceção seria escolhida. O gorila ruge bem alto e parte para o atacar, mas Karslie é forte e os dois entram em um duro embate. Para ajudar, ele forma seus famosos “punhos de pedra”.
Rodney enfrenta o “super-leão”, que se preparava para comer um grupo de amigos que estava perto do refeitório. Ao o ver, o leão ruge, e Rodney se transforma em sua forma monstruosa, com traços de peixe, e faz o mesmo. Ele então diz: “vamos ver aqui quem é o verdadeiro rei da floresta”. Logo, avançando no animal com fúria nos olhos, tentando mordê-lo e arrancar sua carne enquanto ele faz o mesmo. Por fim, Alex persegue o “super-cavalo” até o estacionamento, e o provoca o suficiente para ele deixar de avançar em um casal e investir nela. Quando ele se aproxima dela, violentamente, Alex usa seus poderes para voar e cair sobre suas costas, o montado. Ele então resolve correr, mostrando uma velocidade assustadora, tentando fazer Alex cair. Ela, novamente, usa seus poderes para aumentar a pressão do ar sobre seus corpos de tal maneira que cansa o pobre animal que, finalmente, não aguenta carregá-la.
Ele cai, exausto. Alex tenta contatar os colegas para falar sobre seus resultados, mas Karslie já estava ali avisando que o gorila estava dormindo, as passava bem. Alecsandra estão brinca, dizendo que teve facilidade em lidar com o cavalo porque seu Ascendente era em Sagitário. Karslie olha para ele, a forma como estava, e comenta que ela venceu ele por conta de seus Oreos da madrugada. Alex fica envergonhada, e Karslie ri dizendo que estava brincando. Rodney chega, manchado de sangue, fazendo a dupla se perguntar se o leão ainda estava vivo. Ele diz que sim, mas estava ferido. Alecsandra pergunta algo buscando uma resposta bem direta para Rodney: ela estava gorda? Rodney não sabia o quê responder, e Alex sai de lá frustrada.
Abaixo de qualquer suspeita, estava o próprio Connor usando o seu traje tático investigado a ração usada para alimentar os animais, em busca de anormalidades. Usando seu computador portátil, ele reconhece que é a droga veneno, conhecida por seus efeitos de aumentar a musculatura, dependência e estimulação próprios estes da cocaína. Ela era a causa de tudo. Mas, como foi posta ali? O saco com as rações deles estava lacrado até ser aberto no zoológico, mas a fábrica era estrangeira e isso chama a atenção de Connor. Ficava em Dublin, Irlanda.
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No dia seguinte, Arthur vai até a casa de Isabelle Rebirck, na verdade um apartamento, localizado em New Jersey, nos Estados Unidos. Ele pede a ela para tentar entender o androide Mistério, e era simples: ele era comandado remotamente por uma pessoa. O sinal dava em uma fábrica abandonada de rações e cereais em Dublin, Irlanda, no setor agro da cidade. Arthur começa a devagar que alguém poderia ter acionado a bomba que Thomas usava remotamente também, já que quando esta sofreu uma queda quando ele caiu do ônibus, não estourou. Isa acha provável, levantando a hipótese de que alguém estava ainda tentando os manipular, e não era o Executor porque agora ele estava morto.
Isa diz que vai chamar os outros para a missão, mas Arthur salienta que aquele problema era dele e não deveria deixá-lo nas mãos dos outros. “Mas, você não está sozinho”, diz ela. Arthur apenas diz: “se eu errar, vai ser minha culpa. Só eu posso me culpar por isso”. Ele então vai até a base em Dublin, que ele percebe ser uma instalação grande, de dois andares, sendo um subterrâneo, e estava muito policiada pelos guardas de seja quem estiver refugiado ali. Ele consegue chegar ao teto sem ser visto, e encontra uma entrada pelos dutos de ventilação para poder explorar o ambiente. Usa seu computador portátil para desativar as câmaras, e baixar um mapa do lugar para si.
Se esgueirando até o andar inferior, ele tem uma revelação: Connor estava lá! Ele estava em um tiroteio contra os guardas, usando técnicas impressionantes de tudo para os matar. Ele vai até o depósito da base e o encontra vazio, neste momento, atrás dele, uma figura preta começa a bater palmas por ele ter chegado até ali. Seu traje era excêntrico, apesar de simples. Sua máscara era complexa. Basicamente, era um espelho. Nada ajudava a o identificar com alguma coisa, só se sabia que era homem pela voz e a forma como a roupa estava colada ao corpo. Connor o reconhece como parte de seu passado, e o sujeito diz que sabia como era marcante na história das pessoas.
O ser chamado, não estranhamente, de Mistério diz que os chamou até ali porque queria ter uma conversa de “homem para homem” com eles. Connor, então, comenta astutamente que veio sozinho. “Isso é o que você pensa”, ele diz. Atirando contra os canos do teto, ele obriga Arthur a cair sobre uma plataforma, se revelando. Connor não acreditava na presença dele ali, e o recebe com fúria. Uma nuvem de fumaça se levanta, e Mistério diz que vai conversar com ele primeiro. Os homens do Mistério aparecem para tentarem matar o Connor, e um tiroteio volta a se formar.
Mistério, então, aparece pessoalmente na frente de Arthur e pergunta qual era seu problema. Arthur, sem entender, pergunta qual era o problema dele com ele. Já que mandou robôs que brincam com seu codinome para o confundir. Mistério pergunta se Arthur achava fácil conseguir um chip de controle mutante, tão relegados ao submundo do crime como eram, para o usar em sujeitos naturalmente instáveis para os controlar e os fazer achar que estavam seguindo um fagulho, um chamado do universo. Então, ele finalmente percebe. Thomas estava sendo controlado! De fato, quem o matou não foi ele. Isso o tira uma culpa enorme, mas o faz focar em quem estava conduzindo as marionetes. Quem era Mistério?
Mistério diz que tentou falar com ele de muitas formas. Uma assembleia da ONU que não dava certo, aí mandou o “Sexteto do Terror” para colocar a mensagem com mais força, e falharam. Aí, contratou o Ódio. Mas, sempre o Arthur e seus colegas olvidam a mensagem. De que ricos, poderosos, pessoas perigosas estavam cansadas das intromissões deles nos assuntos do crime organizado. Aí, ele veio. Pessoalmente. Entregar a mensagem: ele não estava seguro. Arthur se prepara para lutar, mostrando que não iria cair fácil. Aqui, ele dá uma quantidade absurda de golpes, fortes e bem feitos, e Mistério nem se defende. “Impressionante”, diz ele.
Quando resolve parar de apanhar e agir, Mistério parte para uma ofensiva bruta usando o bastão de aço que guarda nas costas. Casa ataque atingia pontos sensíveis no corpo de Arthur com muita força, e isso fez sua defesa cair e criar uma cena onde estava sendo espancado. Connor vê isso, e tem um flashback onde Mistério fazia o mesmo com um parceiro seu antigo no Cabo Canaveral, até se preparar para empurrar seu corpo frágil por uma plataforma sem barreiras. Algo que acontecia naquele momento. Connor, então, resolve agir e cola um explosivo plástico debaixo da plataforma onde estavam, que explode e faz os dois caírem. Arthur se salva usando seus poderes para amenizar a queda.
Quando se levanta, Mistério aparece atrás dele, ameaçador. Connor dá, pelo menos, treze tiros nele, e ele cai desacordado. Até Arthur descobrir que ele era um andróide! Arthur pergunta a Connor quem era Mistério, que ele responde: “o homem mais perigoso do mundo ainda livre, o maior inimigo dos Twelve”. Então, ele pergunta o quê ele estava fazendo ali. Antes que pudessem responder, Connor pede para Arthur se abaixar e um helicóptero surge detonando a base com tiros e mísseis. Connor protegia Arthur e a si com um escudo tecnológico em forma de bolha resistente, energético, e com efeito em 360 graus. Quando as explosões acabam, Connor joga um dispositivo que gruda como um ímã no helicóptero, faz um pane no motor e automaticamente ele cai.
Connor diz para eles correrem, pois não havia terminado. Mais helicópteros aparecem, dirigidos pelos Mistérios, e atiram mísseis, forçando Connor a agir com criatividade para os abater. De repente, outro helicóptero surge, mas é com o verdadeiro Mistério sendo resgatado na escada dizendo que dessa vez ia o deixar viver para pensar, da próxima, era melhor nem ter próxima. Assim, confiante, firme, Mistério deixa seu campo de batalha. A manipulação era confusa, Arthur estava impressionado e assustado com tudo o quê viveu.
Connor então admite que queria aproveitar a oportunidade para prender o Mistério, pois sempre soube que era ele manipulando os acontecimentos para prejudicar o Arthur e sua equipe. Mas, essa exposição dele, sua volta a ativa, dava a única chance de encerrar sua história e o prender na zona negativa. Única chance que o Arthur o fez perder. Arthur pede desculpas, ele precisava de respostas. Connor se levanta, dá um forte murro no rosto de Arthur e antes que ele se levantasse diz que a desobediência pode ser suficiente para o exonerar dos Twelve, legalmente, já que ele insistiu em tomar posturas investigativas pessoais em investigações que já estavam formalmente realizadas.
Como quem já estava com vontade de dizer isso a muito tempo: “Arthur, você está fora dos Twelve”. Ele abre um portal e se retira, irritado. Arthur, profundamente afetado por aquilo, não sabia o que fazer e apenas contemplava aquele cenário de destruição.
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Na base dos Twelve, em Nova York, Karslie ainda se desculpa com Alecsandra por ter insinuado que ela estivesse acima do peso, embora foi só uma piada dita em mau momento. Ela, se fazendo de sentida, diz que vai lhe dar um castigo para aquela noite: iria jantar no Burguer King e iria comer um lanche inteira, sozinha, só para ele aprender como é ter uma namorada gordinha. Karslie, em sua expressão facial, não sabia o quê dizer. Isabelle ria muito dessa briga de casal.
Neste momento, Connor aparece e anuncia oficialmente a desintegração de Arthur da equipe, e diz que em breve seletivas seriam feitas para identificarem o novo líder. Todos ficam boquiabertos. Isabelle, completamente confusa e intrigada. Alex, preocupada. Karslie e Diana, curiosos. O episódio termina com o incomodo silêncio que Connor deixou naquele ambiente.
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