The Island of Bird
13 Capitulo - Oh, Its Coming Down, Down
Notas iniciais
Christie permanecia sentada sobre a imensa cama observando as páginas em branco.
Até quando iria se torturar? Respirou lentamente deixando seu corpo cair contra os macios lençóis. Sentia sua cabeça martelar e seu corpo dolorido por causa daquela pequena viagem.
O quarto continuava no escuro, as luzes ainda piscavam, apesar de a tempestade ter passado. O raio de luz do relâmpago clareava a janela juntamente com o som estrondoso ao longe.
Permaneceu alguns segundos deitada observando o teto. Ela se levantou da cama, estava apenas de calcinha e sutiã, caminhou na direção da porta, antes de sair pegou a toalha, enrolou-se nela, assim que abriu a porta lentamente verificou se o corredor estava vazio.
Caminhou apressadamente na direção do banheiro, abriu a porta de forma brusca — fazendo barulho — Roman se virou e encarou a por alguns segundos, Chris abafou um grito de surpresa, deixando a toalha escorregar por seu corpo.
– R-Ron! Por que não fechou a porta? – perguntou toda desconsertada.
Ela sentiu os olhos dele percorrerem seu corpo, mas logo balançou a cabeça, desfazendo seus pensamentos. Saiu do pequeno box entreaberto e caminhou na direção de onde estava a toalha, ela permaneceu parada encarando-o, incapaz de se mover. Ele pode notar que a respiração dela era rápida, conforme os fartos seios presos naquele sutiã subia e descia.
– Pode ficar a vontade. — sussurrou próximo a ela, fazendo todos os pelos do corpo dela se arrepiarem. – Aliás, vou dar um pulo no bar do Roosevelt comemorar meu novo emprego e não aceito um não como resposta.
Chris podia sentir o bater pesado do coração de Ron, o calor de sua pele molhada, com aquela aproximação dele em suas costas.
Antes que pudesse responder, ouviu a porta se fechar. Ela fechou os olhos lentamente, compreendendo que, por mais que quisesse se manter afastada de qualquer tipo de envolvimento, não iria conseguir, não com Roman vivendo debaixo do mesmo teto.
Balançou a cabeça tentando se desfazer daqueles pensamentos. Caminhou na direção do chuveiro e deixou com que a água gelada percorre todo seu corpo, encostou suas mãos no azulejo frio e suspirou. Aquele banho demorou mais que o normal, não teria outro jeito a não ser aceitar o convite dele.
Enrolou-se na toalha e caminhou na direção de seu quarto no final do corredor, escolheu um dos vestido simples que tinha, secou os cabelos molhados. Assim que sentou-se na frente da penteadeira passou uma maquiagem leve e um batom vermelho.
Para sorte de ambos, a velha Charlie havia ficado em Ílion para a convenção das senhoras da igreja. Ela respirou fundo antes de bater na porta do quarto dele, mas antes que pudesse agir a porta se abriu, os olhos de Chris se arregalaram surpreendeu-se como ele estava lindo.
– Pelo visto aceitou meu convite. — disse fazendo a despertar daquele transe. — Está linda.
Ela desviou os olhos para o canto e agradeceu. Ron fez um gesto para que ela fosse primeiro, a jovem caminhou na direção das portas do fundo que davam acesso a garagem, ele acionou o botão para que a porta se abrisse, engatou a ré e saiu. Ambos permaneceram todo o trajeto em silêncio, fez uma pequena conversão, estacionou o carro próximo a saída.
Assim que abriu a porta do estabelecimento aquele maldito sino tocou, para a sorte de ambos o lugar estava com um número considerável devido a noite de talentos, e pela primeira vez não foram o alvo, caminharam na direção da ultima mesa.
O garçom se aproximou da mesa, anotou os pedidos e logo se afastou.
– E como foi encarar o babaca do James? — por fim a voz suave de Chris quebrou o silêncio.
Ron respirou fundo fazendo uma careta.
– Acredita que ele não fora tão rude quanto achei que seria? Sabe, conheço o velho Leon desde minha adolescência e em alguma época fui amigo do James, mais a namoradinha dele inventou que tínhamos ficado, ai já viu. — respondeu.
Chris balançou a cabeça, conhecia James Norton desde quando era pequena, ambos tinham uma diferença de idade considerável — dez anos — nunca gostou dele.
– Normal vindo de um cara tão mimado. Meu pai dizia que o Leon não merecia o filho que tinha, pois era um homem bom.
Antes que Roman pudesse responder o garçom se aproximou e colocou o pedido na mesa. Curiosa, ela perguntou sobre a tal noite, os olhos dele se transformaram em poças verdes.
Por um instante, Chris quase se perdeu naquela tristeza que transbordava dele. Depois de tudo que lhe confessou, ela sentiu um ódio crescente dentro do peito. Como Garret pode fazer-se de vitima todos aqueles anos? Aos poucos aquela boa imagem que cultivava do marido estava se desfazia.
Chris se aproximou dele e afagou-lhe o rosto, mas o som de algo batendo sobre a mesa fez com que ambos se afastassem bruscamente e lá estava ela parada com um olhar raivoso.
– Que lindo! O irmão do falecido tentando comer a viuvinha.- grunhiu entre os dentes — E eu achando que você era uma sonsa, acho que esta seguindo meu conselho, não é Chris? Mas estou surpresa com você Roman. — disse voltando seus olhos na direção dele — Como pode fazer isso comigo? Seu cretino!
Os olhos de Christie flamejavam de raiva — tentou contar até dez, mais não conseguiu — levantou se e encarou-a.
– Olha aqui sua puta, se anda arrependida das coisas que anda fazendo por ai, não venha descontar em quem não tem culpa. — vociferou encarando a — Posso até ter tolerado por anos, mais estou cansada!
A voz de Chris estava alterada, Suzy sacudiu a cabeça ironizando aquelas palavras.
– Sempre será uma sonsa, pois até com seu marido já transei. — rebateu. — E seu cunhadinho sabe de todos os detalhes, já que também se deitou comigo, não é Roman? Conte para ela!
Ron se levantou encarou a por alguns segundos — sabia que naquilo não iria dar coisa boa — os olhos de Chris se afundara em lágrimas, pegou seu blazer e contornou a mesa, mas antes de sair, parou em frente a Suzane — que ostentava aquele maldito sorriso vitorioso nos lábios — com o canto dos olhos pode notar a pequena plateia que se formava ao redor.
Chris encarou-a, balançou a cabeça de forma pensativa e antes que pudesse prever seus atos, desferiu um soco bem no meio do rosto de Suzy, fazendo a cair no chão com o nariz sangrando.
– Esse é seu lugar sua vadia desgraçada. — grunhiu encarando a ruiva no chão.
Encarou Roman por alguns segundos — decepcionada — e caminhou com passos desajeitados na direção da saída.
Droga! Ele correu atrás dela, assim que abriu a porta notou a fina chuva que descia do céu cinzento.
–Christie espera! — berrou.
Assim que alcançou a impediu de continuar a andar, ela virou um tapa no rosto dele, aquela expressão em seu delicado rosto já lhe dizia tudo, sentiu seu coração se despedaçar.
–Por que não me disse?! Por que RON? — berrou entre as lágrimas que se misturavam com as leves gotas da chuva. Ele soltou a por alguns segundos, recuou como se estivesse tomando coragem para fazer algo. Ron a puxou para mais perto fazendo a se chocar contra si.
Não se lembrava de haver sentido antes esta espécie de orgulho masculino induzido pela raiva.
Aquilo o consumia, acabando com seus malditos sentimentos, empurrou-a na direção da caminhonete, prendendo-a com o corpo, inclinou seu rosto na direção do dela, a beijou de forma lenta e possessiva.

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