The Island of Bird
14 Capitulo - Rolling In The Deep
Notas iniciais
Aquelas sensações que fluíam em suas veias como uma mistura de raiva e medo, Chris sabia disso. Mas ainda assim resistiu, gelada e rígida, quando a boca dele cobriu a sua. Com raiva, tentou empurrado-lo, — em vão — decidiu morder o lábio inferior, vencendo a rigidez de seu corpo e substituindo-a por um calor furioso, primitivo, que veio do nada, forçando-a a reagir com igualdade.
Ron acionou o botão para abrir a porta da caminhonete para que ela entrasse, se afastou a passos lentos, mas seus olhos estavam fixados nos dela. Era inegável que ela não estivesse sentindo as mesmas sensações que ele. Algo se partia dentro de si e o consumia violentamente, nunca sentira tal sentimento por nenhuma das mulheres com quem saíra em toda sua vida.
Talvez fosse uma ironia do destino, pelo que passara. Assim que ela entrou no veículo, ele circulou a caminhonete pela frente, ao abrir a porta do motorista, pode sentir os olhos raivosos de Chris consumi-lo, deixando evidente que não iria retribuir seus sentimentos.
O único barulho que escutou fora das grossas gotas de chuva contra o capô do carro, mais como um impulso, ela se aproximou dele e o beijou, afinal estava resistindo a esse desejo desde daquela fatídica noite que foram pegos pela senhora Morgan. Ele soltou uma de suas mãos do volante para agarrar os cabelos dela, seus dedos segurando firme o topo de sua cabeça para consumir sua boca com beijos selvagens.
O som vivo de sua respiração cada vez mais errática cortou o silêncio. Ele se afastou dela, aquele desejo intenso exigia mais intimidade e privacidade — o que um simples estacionamento não oferecia — girou a chave dando a partida, seguiu na direção da velha casa do pier.
Estacionou a caminhonete na metade da garagem, abriu a porta com tamanha rapidez que achou que poderia arrancá-la. Carregou-a no colo até o quarto dela, puxando-a ainda mais para o escuro, sua boca novamente procurou a de Christie desesperadamente, precisavam se livrar daquelas roupas molhadas antes que pegassem uma gripe.
Toda aquela raiva já não existia mais, havia se transformando em desejo. Sua mão estava em um dos seios dela, comprimindo toda a sua maciez. Ele a sentiu arrepiar quando passou o polegar sobre o mamilo encoberto pelo tecido do vestido.
Chris pode sentir a crescente excitação se aflorar, impedida apenas pelo grosso tecido do jeans. Ron segurou a delicada mão e a colocou ali. Ela fechou os olhos. Isto não poderia estar acontecendo, mas estava. Pior, ela queria desesperadamente que continuasse acontecendo.
Massageou-o, fazendo com que aquela rígida e pulsante ereção crescesse ainda mais. A língua dele explorava sua boca, enquanto os delicados dedos de Chris continuava apalpando- o ritmicamente.
Com tamanha rapidez, Ron achou o zíper de seu vestido e puxou-o para baixo. Ela sentiu seu corpo estremecer de prazer. Empurrou-o na direção da cama ficando entre suas musculosas pernas, um sorriso fascinante percorreu os lábios borrados de Chris devido aos beijos. Os olhos verdes de Ron percorreu com devoção as curvas expostas do corpo de Chris. O contraste entre a cinta liga de cor preta com aquela pele alva, o deixava ainda mais excitado. Ela se abaixou livrando-o daquelas calças molhadas. — juntamente com a cueca box de cor bege — agora os dois estavam completamente nus.
O corpo de Ron era extremamente firme e musculoso. Ele a puxou fazendo-a cair sobre si, tocava e beijava-a mais profundamente, e afagava entre as pernas de Chris, que arfava com aquele contato tão intimo.
Ele se virou ficando entre as pernas dela, acariciava a parte interna das coxas. Chris pode sentir o latejar dentro de si. Os toques dele arrancaram da garganta de jovem um meio gemido meio sussurro:
– Pelo amor de Deus, Ron! — disse enquanto mordia os lábios.
Um sorriso iluminou o rosto dele, que se ergueu e ajeitou-se entre as pernas dela. Inclinou sua cabeça para beijá-la. Suspendeu suas pernas para que tivesse um acesso rápido e fácil. Investiu de forma rápida e dura, dentro dela, mais aos poucos começou a se mexer lentamente com movimentos ritmados.
Chris arqueava as costas enquanto seus dedos se prendiam desesperadamente nos macios lençóis, gemia, desejando que aquele momento nunca acabasse. Porém, sentiu o forte espasmo do clímax dominar todo seu corpo.
Tudo parecia girava em explosão de prazer dentro de si, se agarrou desesperadamente a Ron que deixou seu corpo cair sobre a macia cama.
Ele soltou um longo suspiro, Chris ajeitou-se sobre o abdômen dele. Estava praticamente anestesiada pelo prazer, Roman depositou um beijo sobre o topo da cabeça dela, enquanto afagava-lhe os cabelos ainda molhados devido a chuva.
– Não sabe o quando desejei esse momento. — sussurrou Roman ainda ofegante. Chris se apoiou sobre seu abdômen e o encarou — Deus! Se isso for errado, quero repetir muitas vezes.
Chris lhe mostrou e um largo sorriso, esticou se e beijou de leve os lábios dele.
– Mas, quem disse que isso é errado, senhor Roman? — disse beliscando-o de leve com os lábios- Somos livres, mesmo que ainda estou com um pouco de raiva por ter omitido aquela informação.
Ron sorriu, envolveu-a com seu braço fazendo a ficar ainda mais junto a si.
– Acho que te amo. — soltou de repente, ela encarou-o por alguns segundos. — Eu disse "Acho". — frisou a ultima palavra de forma brincalhona.
Ela deu um leve tapa no braço dele. A boca de Roman entortou-se em um meio sorriso malicioso, deixando evidente que a desejava novamente. Debruçou-se sobre ela e lhe roubou um beijo. Permaneceram conversando por algumas horas, até o leve som dos ventos contra a janela, fizeram com que adormecessem abraçados.
As coisas que realizamos nunca são tão belas quanto às que sonhamos. Mas às vezes, nos acontecem coisas tão belas que nunca pensamos em sonhá-las. Talvez tenha sido por um olhar, talvez por um sorriso, talvez tenha sido por aquelas palavras ou talvez aquele instante contigo. Talvez um dia estaremos juntos e talvez tudo será esquecido. Talvez possa existir outros momentos e aí quem sabe, nem tudo estará perdido.

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