The Island of Bird

28 Capitulo - It's That I'm never Leaving You


Notas iniciais
....é que eu nunca te deixarei..... Boa Leitura!

.... um mês depois

Os primeiros flocos de neve começavam a cair do lado de fora, ela observava da imensa janela de vidro do hospital. Christie permanecera em constante vigia a Roman, mesmo não podendo entrar na sala da UTI, onde ele estava internado desde momento que fora operado.

Charlie permanecia em pé próximo a porta com um olhar pensativo fixos na jovem que estava sentada de costas para ela.

– Deve ir descansar, já faz quase um mês e meio que não dorme direito. — disse Charlie.

Christie custou a se virar na direção da velha Morgan. Sentia sua cabeça pulsar violentamente devido as horas mal dormidas, as olheiras estavam evidentes e seu humor não era dos melhores.

–Estou bem. — respondeu de forma áspera — Se estiver cansada pode ir.

Charlie não se moveu enquanto Chris se levantou e caminhou com passos lentos na direção da imensa maquina de café, retirou uma nota de um dólar do bolso da calça jeans e colocou na máquina enquanto segurava o copinho descartável embaixo, assim que sentiu o liquido quente através do contato com o copo, seu corpo se arrepiou por completo.

Caminhou na direção do confortável sofá e sentou se encurvando o corpo para frente. Há dias os noticiários permaneciam falando sobre o suspeito da tentativa de homicídio no píer Theodor Five, mas algo chamou atenção de ambas para a imensa tela do televisor.

– Os investigadores estão à procura de um possível suspeito há quase um mês. — anunciou a âncora — Pela manhã um dos nossos repórteres conversou com o investigador encarregado do caso e descobrimos que a vitima, dias antes da tentativa, teve uma discussão envolvendo uma agressão verbal e física contra o filho do empresário Leon Norton. Segundo as autoridades, procuraram James Norton para depoimento porém o suspeito não foi encontrado.

Chris endireitou seu corpo e permaneceu observando o noticiário pasmada. Era óbvio que James iria aprontar! Mas seria audácia demais atirar em Roman. A morena se ergueu e tapou a boca espantada. Era claro que fora James que efetuara o disparo. Como não pode suspeitar?

Desgraçado! — pensou enquanto se perdia em lembranças.

Antes que pudesse dizer algo a voz do doutor Parker a assustou. Chris levou a mão na direção do coração e a outra tapou a boca.

– Desculpe. — disse o médico parado próximo à porta — Poderia me acompanhar? — pediu.

Chris assentiu e o seguiu calada. Estranhou quando passaram pela porta da sala dele, doutor Parker seguiu na direção do elevador, a jovem franziu o cenho, mas permaneceu calada. Assim que entrou no elevador o médico limitou-se a sorrir. Apertou o botão do décimo quarto andar, a música ambiente do elevador não deixou que o clima ficasse ainda mais tenso.

Assim que a porta se abriu, ambos caminharam na direção de uma das primeiras salas daquele andar, silencioso. O doutor Parker apontou para uma das portas abertas, a jovem entrou sem questionar.

– Bom, creio que essa será uma ótima notícia depois de semanas de espera. — falou enquanto se sentava na cadeira atrás da imensa mesa — Queira se sentar, por favor. — apontou para a cadeira a frente, Chris concordou e logo se sentou — Como havia te dito, as chances de Roman sobreviver eram mínimas, já que a bala ficou alojada em seu pulmão direito. — disse categoricamente — Mas está manhã, recebi uma ótima noticia a respeito da melhora dele, não corre mais nem um risco de vida e mesmo ainda não estando acordado esta consciente. Minha equipe de enfermeiros o transferiu para esse andar, que seria um quarto de recuperação pós UTI, gostaria que fosse comigo até o quarto para vê-lo.

A jovem não conteve as lágrimas de felicidades, praticamente saltou da cadeira de tanta euforia, abraçou o médico.

– C-Claro que desejo vê-lo. — respondeu.

Doutor Parker gesticulou para que ela o acompanhasse, novamente estava caminhando pelo imenso corredor todo branco. Assim que o experiente médico parou a frente da porta virou-se para encará-la, pôde ver o brilho de felicidade através de seus olhos castanhos.

– Irei deixá-la apenas alguns minutos. — avisou.

Ele abriu a porta para que ela entrasse e logo a fechou deixando-os sozinhos. Chris tapou a boca com uma mão enquanto seus olhos se enchiam em lágrimas — de alegria — se aproximou lentamente do leito. Ele estava tão pálido, seu semblante parecia de um anjo adormecido envolto com todos aqueles tubos e aparelhos.

Assim que chegou próxima ao leito, a jovem tocou de leve a fria mão de Roman, uma outra lágrima solitária percorreu seu rosto até parar em seu queixo.

– Sabia que não iria me abandonar. — murmurou enquanto abaixava sua cabeça na altura do coração dele — Posso ouvir seu coração batendo.

Ao erguer a cabeça a jovem sentiu o leve toque da mão dele sobre a sua, Chris não conteve as lágrimas de felicidades, enfim poderia voltar a viver. Assim que saiu do quarto encarou o médico com um largo sorriso no rosto.

–Ele tocou de leve minha mão. — comentou.

A jovem abraçou o médico de forma eufórica, enquanto sentia as lágrimas molhar seu rosto.