The Island of Bird
4 Capitulo - I'm Stuck on The Ground
Notas iniciais
A jovem de cabelos levemente ouriçados permanecia sentada sobre a velha cama do motel observando-o parado próximo a janela. Roman estava modificado e impaciente consigo mesmo e os demais, completamente diferente daquele jovem rapaz educado que fora algum dia — tragava o cigarro como se estivesse se martirizando por dentro — ela respirou de forma lenta e voltou a se deitar.
– Esta tudo bem com você? — quis saber
Roman não emitiu nem uma resposta, continuava com um olhar vidrado sobre o asfalto molhado pela chuva. Mas virou se na direção da bela Suzane que o olhava com desejo — preferia esse Roman ao outro — um sorriso lascivo surgiu nos lábios pintados de vermelho vivo da jovem, ele se aproximou da cama e agarrou os cabelos dela forçando a ficar próximo dele, a jovem emitiu um gemido de dor misturado com o prazer selvagem que estava estampado naqueles olhos verdes.
Rapidamente boca de Roman explorou implacavelmente a dela, que foi tomada pela sensação de seu corpo musculoso e longo e sentia o perfume barato de Suzane que se desprendia de sua pele. Então, enquanto a raiva e a frustração a deixavam, retribuiu o beijo. Foi um beijo brutal, uma luta de vontades. Ela emitiu gemidos deixando bem claro que estava adorando.
As imensas mãos de Roman desceram pelas coxas grossas da jovem, explorando aquele corpo delgado — que anos atrás era tão franzino e sem graça — passou o dedo sobre a calcinha e pode sentir que ela estava pronta novamente para ele, escorregadia e molhada, sem pensar duas vezes ele arrancou na calcinha que ela usava e sem delongas a penetrou de forma rude, fazendo-a gemer.
Suas investidas eram rápidas — como se necessitasse daquilo para se manter vivo — os olhos claros da jovem permaneciam fixados nos seus, não demorou ao orgasmo chegar foi rápido, duro e febril. Roman permaneceu dentro da jovem, que sorria satisfeita.
– Foi bem melhor do que na última vez. — disse a jovem com um sorriso lascivo, Roman deixou seu corpo cair ao lado dela — E bem diferente também, tem de haver com o que aconteceu com o babaca do James?
Roman soltou um longo suspiro.
– Não! — sua resposta fora seca.
A jovem assentiu e permaneceu calada, não demorou a que ambos caíssem no sono. Mas toda vez que Roman Brookstein fechava os olhos, adentrava em uma cessão de tortura.
– Vamos Ron! Ele esta morto, não tem mas o que fazermos para ajudá-lo. — berrou Garret apavorado próximo a porta.
Roman permanecia estático observando o corpo moribundo do velho Karl Parker, haviam acabado de se mudar para a casa do píer abandonado e destruído suas vidas. Se tivesse controlado seu nervosismo talvez ninguém tivesse se ferido, mas espantou-se e acabou fazendo merda.
–Cala essa boca, temos que chamar o resgate! — respondeu Roman encarando seu irmão — Garret! Ele ainda pode estar vivo.
–Cai na real seu imbecil. — berrou — Ele esta morto e é questão de segundos para as viaturas chegarem.
Roman acordou assustado e todo molhado pelo suor, a jovem Suzane o encarava com um olhar de espanto. Só de pensar que estaria lá de novo, sentiu um tremor sacudi-lo por inteiro, sabia que nunca estaria livre desses malditos flashs do passado, pois era real. Seu coração doeu. Suzane aproximou-se dele segurou de leve seu braço.
–Calma foi só um pesadelo, Ron! — disse tentando acalmá-lo.
Roman passou a mão sobre o cabelo e levantou-se de forma brusca pegou suas calças, caminhou na direção da porta sem dizer uma só palavra. Colocou o capuz sobre a cabeça e seguiu na direção do píer. — seria uma longa caminhada, pois não tinha nem um ônibus naquela hora — as grossas nuvens ainda cobriam o céu, podia sentir o garoar fino contra seu rosto, retirou o maço de cigarros do bolso e acendeu um, deu uma longa tragada.
– É tudo culpa sua seu idiota! — berrou enquanto gesticulava de forma nervosa — Falei para ficar de vigia.
Garret mostrou lhe um sorriso sádico aumentando ainda mas a fúria crescente de Ron.
– Foi sem querer, cara! DROGA! — berrou — Vamos sair daqui antes que os tiras apareçam, não posso deixar que eles me vejam. Recebi a carta da universidade essa manhã.
Roman encarou o por alguns segundos, sabia que era o sonho de seu irmão entrar para Yale, correu na direção dele e agarrou lhe pelo braço forçando o a sair pelas portas dos fundo.
– Vai embora e não conta nada a ninguém.
O rapaz louro permaneceu encarando o por alguns segundos, mostrou lhe um sorriso de gratidão e desapareceu por entre as árvores. Ron fechou a porta atrás de si.
Talvez fora o ato, mas sensato que já tomara em toda sua vida. Todos sabiam que ele havia perdido sua mãe quando ainda era uma criança inocente e logo seu pai se casara com a mãe de Garret em um curto espaço de tempo, o que o revoltara.
Sentia se em guerra consigo mesmo, estava com 37 anos nas costas e permanecia perdido igual a uma criança de sete anos, se sua mãe não tivesse morrido naquela fatídica noite quente de quarta-feira, seu destino poderia ter sido bem diferente. Mas os anos que passara no reformatório só o ajudou a ter mas rancor contra seu pai , sua madrasta e o filho perfeito deles.
"–Deve se espelhar no Garret, ele é um bom menino. — grunhiu a velha senhora Morgan atrás de um sorriso amarelo."
Droga! Tudo era Garret, se espelhe nele, seja igual a ele, ou melhor, seja ele. Aqueles pensamentos o deixava na beira da loucura. Balançou a cabeça tentando se desfazer dos velhos fantasmas do passado, seus passos eram lentos, não estava com pressa e precisava pensar em sua vida ou o resto que sobrara dela.
Sentou-se em um dos bancos quebrados da praça mal iluminada, pendeu a cabeça para trás e encarou o céu acinzentado e negro.
– Realmente acho que nunca gostou de mim, não é? — questionou o vazio, respirou fundo — Primeiro a doença de minha mãe que a matou aos poucos, depois meu pai me abandonou, culpando-me pela perca de forma silenciosa e torturante, agora você seu imbecil tinha que me abandonar também Garret. — resmungou.
Sentia se desfazer aos poucos.

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