The Island of Bird

30 Capitulo - All we have to apologize at the End


Notas iniciais
.....eu vi tristes, tempos sombrios e eu tenho esperado pelo o sol nascer, para dizer lhe algo..... Boa Leitura!

Charlie permanecia sentada próxima a janela da sala de espera, as rudes palavras de Christie a atingiram de forma profunda, mais ainda manteve a expressão severa em seu rosto casado. A enfermeira Betty se aproximou com um copo de café expresso estendeu-o em sua direção a pegando de surpresa, fazendo com que desse um pulo da poltrona.

– Desculpe, não foi minha intenção de assustá-la. — justificou-se a enfermeira.

Charlie encarou-a fazendo pouco caso de suas palavras, Mary Betty colocou o copo sobre a mesinha que ficava ao lado da poltrona e se afastou em direção a porta. A velha Morgan suspirou e novamente sentou-se na macia poltrona. Tinha saído bem cedinho antes de Chris acordar, pois algo tinha mexido com seus sentimentos durante aquela tortuosa madrugada — pesadelos -, mesmo achando que era apenas manipulações de sua mente.

Bobagem.

Assim que pegou o copo, o doutor Parker apareceu na porta da sala de visitas e a encarou com um ar confuso em seus olhos — afinal conhecia-a de outra época — e sabia muito bem sobre sua relação conturbada com o filho mais velho de Stuart.

– Bom dia! — saudou a de forma automática, surpreso na verdade – Estava esperando a Christie, mas é uma surpresa boa revê-la. — se justificou.

Charlie apenas balançou a cabeça e logo se levantou.

– Precisava de sua autorização para vê-lo, não é horário de visitas e pode soar estranho, mas preciso muito vê-lo. — explicou enquanto gesticulava — Algo particular e precisava fazer isto sozinha.

Doutor Parker a encarou por alguns minutos enquanto coçava a cabeça de forma pensativa. Não poderia impedi-la, pois Charlie Morgan era da família de Roman, e mesmo sendo apenas irmã de sua madrasta ainda se encaixava nos parâmetros.

– Tudo bem, acho que posso abrir esta exceção. — disse — Me siga. — pediu.

Charlie assentiu e o seguiu calada até o elevador. Ela sentia suas pernas vacilarem, estava enfim fazendo o que era correto — ao menos era o que pensava — o som da porta se abrindo soou como um alivio àquela tensão.

Ambos caminharam por um longo corretor todo fechado, o doutor Parker parou alguns passos a sua frente e abriu a porta da sala de recuperação.

– Não demore.- avisou.

Charlie concordou e entrou, ao ouvir o som da porta se fechando sentiu um choque de realidade, estava sozinha com Roman — o garoto problema. Sentiu seus pulmões arderem devido a sua respiração rápida, apertou ambas as mãos tremulas para tentar acalmar-se, em vão, respirou de forma profunda e fechou os olhos tomando coragem de se aproximar.

Ao reabrir os olhos, caminhou na direção do leito e se compadeceu da fragilidade do rapaz sobre aquele leito, cercado de tubos e aparelhos.

–Sei que sou a última pessoa que desejaria ver nesse momento, mais serei rápida. — justificou sem encará-lo — A forma com que te tratei durante dos esses anos em que convivemos foi injusta, o Garret sempre me confessava que tudo que aprontava dava um jeito de jogar a culpa sobre você. — ela pausou enquanto tentava se livrar das lágrimas, mas logo prosseguiu — Na noite passada a Christie me falou algo atordoante que me tocou de forma profunda e depois de uma maratona de pesadelos e santo Deus, depois de minhas rezas, precisava vir lhe pedir seu perdão. É estranho, mas dizem que as pessoas em coma podem ouvir e espero que você também possa. — ela coçou a cabeça — Acho que não tenho palavras para continuar, já estar aqui é algo difícil e espero que algum dia, quando acordar, possa se lembrar e me perdoar. — Charlie retorceu ambas as mãos de forma nervosa e girou sobre os calcanhares, mas antes de sair ainda de costas para ele disse: — Aliás, Garret me confessou que fora ele quem atirou no pobre e não você. Depois daquele dia nunca mais fora o mesmo, passou a criar problemas e a beber. Bem, espero que possa ter perdoado.

Charlie abaixou a cabeça e não conteve as lágrimas.

– Acho que posso fazer isso, senhora Morgan. — soou baixinho igual a um gatinho recém- nascido.

Ela arregalou os olhos e rapidamente se virou, lá estava ele com os olhos abertos fixados no teto. Charlie se aproximou do leito e segurou na mão dele.

– V-Você está acordado? — gaguejou a principio enquanto encarava o com os olhos cheios de água.

–Estranho ouvi-la me pedindo perdão. Creio que foram dois milagres. — a voz enfraquecida disse. Ron encarou-a enquanto um leve sorriso curvava lhe os lábios pálidos — Já os perdoei. Aprendi duramente no decorrer dos anos que, sem o perdão nunca se poderá ter um final feliz.

Charlie assentiu enquanto era dominada pelas lágrimas. Ron tocou de leve o rosto dela, assim que a porta se abriu doutor Parker estava juntamente com Christie que observava a cena confusa, sem entender nada. Ambos se aproximaram do leito.

– Enfim acordou, meu caro. — disse doutor Parker dando um tapinha de leve no ombro de Ron. -

Acho que poderei deixá-las mais alguns minutos. — disse se virando na direção de Chris e Charlie.

– Creio que já está feito o que precisava doutor, irei tomar meu café. — disse Charlie — Se o doutor puder me acompanhar.

Sem delongas ele aceitou, ambos caminharam na direção da porta. Christie segurou as mãos dele e não conteve o impulso de beijá-lo, uma mistura de felicidade e euforia preenchia seu coração. A jovem se afastou e afagou o rosto dele.

– Sabia que não iria me abandonar. — murmurou Chris encarando o dentro dos olhos.

Ron sorriu enquanto uma lágrima solitária escorria por seu rosto. Aquela fora a primeira vez que o vira chorar, rapidamente Chris enxugou-a e sentou-se na beirada da cama.

– Acho que as coisas mudaram na minha ausência. — sussurou – Ron pegando Chris de surpresa — Até a velha Morgan me veio pedir perdão, mas não me contou sobre o caso com meu pai.

Chris riu.

– É uma regra. Nunca devemos contar para os parentes de alguém que gostamos da pessoa, isso quebra o clima. — respondeu de forma espontânea.

Roman sorriu e segurou de leve a mão dela. Enfim as noites sombrias da tempestade estavam se afastando.

Notas finais
Reta Final!