The Island of Bird

25 Capitulo - A storm Approaching from the West


Notas iniciais
.... um forte tempestade se aproxima, agora é tudo ou nada.... Boa Leitura!

Três dias depois...

O céu amanhecera cinzento e carregado, e em algum lugar distante, um trovão ribombou. Os ventos aumentavam, anunciando uma possível tempestade à frente. Roman caminhava lentamente na direção do píer abandonado, Theodor Five, onde havia marcado de se encontrar com um dos donos do galpão que estava interessado em alugar para começar seus negócios. Havia falado com Christie, ela o apoiara, já que fora demitido injustamente da empresa dos Norton's. Mas afinal, onde estava com a cabeça de aceitar aquele emprego?

Respirou profundamente aquele ar gelado da manhã, sentia seus ossos tremerem devido aos ventos gelados trazidos com a maré.

– Droga! — resmungou, ao notar que não tinha ninguém à sua espera. Olhou no relógio, estava na hora combinado com a secretária do proprietário.

Ajeitou a jaqueta e caminhou na direção do velho banco, ao menos aquele lugar deserto continha uma bela vista da baia. Roman sentou-se e colocou seus pés nas grades de proteção. Ainda podia se lembrar de quando frequentava o pier com seu irmão e seu pai, bons tempos.

Roman sorriu por alguns segundos recordando das nostálgicas cenas, os parques ambulantes que se instalavam no píer 52 em noites quentes de verão.

– Promete que sempre me protegerá? — perguntou Garrett, com um sorriso inocente.

Relembrou.

Como não lembrar daqueles momentos? Mas o som de algo se quebrando — talvez os velhos gravetos juntos à entrada do barracão — fez Roman sobressaltar-se e se virar para ver quem se aproximava.

Um rubor subiu pelo pescoço dele, que passou a mão pelos cabelos e fechou os olhos por alguns segundos. Só podia ser uma brincadeira de muito mau gosto! James estava parado próximo ao balcão com um sorriso ácido nos lábios.

Naquele momento, Ron sentiu uma raiva afiada e totalmente inesperada, que lhe roubou o fôlego.

– Acho que errou o caminho do seu serviço. — disse Ron, tentando se controlar.

James não disse nem uma palavra, apenas balançou a cabeça de forma lenta, aumentando a raiva de Roman.

– Achou mesmo que ia deixar barato o que me fez passar, não é verme? — resmungou, enquanto retirava o óculos escuros, que escondia o olho roxo — Esses galpões são meus, e pelo visto caiu certinho em minha armadilha.

Aquelas palavras atingiram Roman em cheio. Droga! Jamais desconfiou daquele telefonema.

– Um ato inteligente de sua parte e agora vai fazer o quê, seu imbecil mimado? — questionou Ron.

James soltou uma risada estridente, balançou a cabeça e colocou a mão dentro do bolso de seu terno.

– Sabe Roman, meu querido pai sempre te admirou por ser esse cara esforçado, mas pena que o velhote caiu nas minhas mentiras. Afinal, aqueles malditos contratos não lhe seriam de grande valia já que não saberia como usá-los. — confessou James. — Acho que passou da hora de acertamos as contas, não é?

– Você é tão imaturo! Pelo visto não mudou a forma de pensar desde da época do colegial. — rebateu Ron. — Um cara de trinta e poucos anos na sua posição social teria outras coisas para fazer, mas pelo visto andou vendo muitos filmes de baixo custo. O que vai fazer agora? Me matar? — quis saber.

James retirou a mangus 3.8 do bolso, fazendo Ron se afastar.

– Talvez o faça agora, estamos distante o bastante para isso e ninguém ouviria. — disse James, apontando a arma na direção de Ron. — Sabe? Todos esses anos planejei o que iria te dizer, mas mudei meus planos, não direi nada, apenas irei matá-lo.

– E-Espera James, não pode fazer isso! Ou acha que ira sair impune? — disse Ron, um pouco nervoso com aquela situação. — Você tem tudo, é rico e acho que não é tão imbecil de estragar tudo por uma vingança. Tente superar as coisas do passado, acabaram.

– Talvez para você sim, passou metade da sua vidinha medíocre na prisão e aí está novamente livre.

Ron engoliu seco.

– Sim, por algo que não fiz. Mas me arrependo por não pensar nas consequências que iriam me acarretar, você tem que pensar bem. — sugeriu, enquanto gesticulava de forma nervosa.

– Já pensei muito, irei matá-lo e depois direi que estava fazendo minhas vistorias de rotina em um dos galpões que comprei e você estava à minha espera, louco para tirar satisfações sobre o ocorrido de três dias atrás. — pausou, como se estivesse buscando as palavras corretas, logo prosseguiu. — E como já tinha me agredido na frente de alguns funcionários alguns dias atrás por causa da acusação de roubo de documentos da minha empresa, decidiu me perseguir e como tenho porte de arma assegurado pela lei, saquei minha arma e atirei para poupar minha vida, acho que já ouviu o termo "Legítima defesa", não é meu caro? — disse.

Ron sabia que não tinha como argumentar, James parecia decidido a matá-lo, por outro lado não permitiria que ele visse o medo em seus olhos. Roman começou a se mover, caminhou com um passo firme na direção do beco, mas parou e de costas para James, disse:

– Faça o que bem entender, mas não te darei o gosto de implorar por minha vida se é isso que tanto deseja. — grunhiu Roman, cuspindo para o lado.

Que loucura era aquela? James deu uma risadinha sádica e apontou a arma na direção de Roman que caminhava, aspirou o ar gelado e apertou o gatilho, disparando a arma. Acertou em cheio nas costas de Roman. O rapaz abaixou a arma e permaneceu parado encarando-o. Sentiu as primeiras gotas molharem seu rosto, guardou a arma dentro do bolso e voltou para seu carro.

Estava feito.

Girou a chave dando a ignição no potente motor, saiu cantando pneus daquele lugar, deixando o corpo de Roman caído próximo à entrada do pier, não demorou para que a fina chuva começasse a ganhar intensidade.