The Hunters - The story of our life
15 Pique-nique
Notas iniciais
– Já pode parar, ta ficando muito meloso. — Ri alto.
– Que felicidade meu Deus, que tal a gente fazer um.. 'pique-nique'? — Carol perguntou.
– Vampiros, pique-nique? — Perguntei confusa.
– É, um tipo de pique-nique de vampiros. Vai vai ser legal, a gente tira umas fotos, canta, ri, se diverte. — Ela disse.
– Hmm essa é a oportunidade perfeita que eu precisava. — Sorri.
– Oportunidade perfeita? Pra que? — Carol perguntou.
– Pra uma surpresa. Ah que merda, é pra juntar você e o Christian de novo. — Explodi a surpresa que não consegui aguentar.
– Ai meu Deus, vou me preparar com licença. — Ela correu escada acima.
Acabamos marcando de fazer o pique-nique no dia seguinte, na floresta, de manhã. Subi pro quarto e me tranquei por alguns minutos. Pensei bem em um jeito de juntar os dois. Pique-nique, todo mundo rindo e aproveitando pra se divertir; clima ótimo pra reconciliamento. E então, logo veio a ideia. Liguei pro Christopher e chamei todo mundo pro pique-nique, e ele aceitou me ajudar no 'plano'. Pedi pra ele não avisar pro Christian que nós é quem daríamos a tal festinha, ou que a Carol iria estar lá.
Pensei em tudo antes de ele atender. Conversamos por um tempo, e depois desliguei. Peguei meu celular e fui para a sala, onde a Carol e a Helô estavam conversando.
– Oi meninas. — Sorri.
– Oi amor. — Carol sorriu e se ajeitou no sofá.
– O que você estava fazendo lá trancada que não foi agarrar o Alec? — Helô perguntou.
– Meu Deus, eu não sou apenas tarada mulher! Eu estava armando o reencontro 'Charol'. — Ri.
– E como vai ser? — Carol perguntou.
– Bem, eu liguei pro Christopher e pedi pra ele e a família virem sem avisar pro Christian que nós é que estávamos dando a 'festinha'. os pais não vão poder vir, então são só ele e os irmãos. Ele vai chegar com os irmãos e vai se deparar com você que vai fazer carinha de desentendida e eu vou fazer vocês se reajuntarem caso ele queira fujir. — Sorri.
– Usar seu dom não será a mesma coisa que ele ficar comigo por vontade própria. — Ela disse.
– Relaxa, eu não vou forçar muito não. Eu vou tentar fazer meu melhor. — Sorri.
– Tentar? Não precisa tentar, tudo o que você faz dá certo. — Carol me abraçou.
– É exagero seu, mas eu espero que dê certo amor. — Eu disse.
Subi e fui pro quarto de hospedes.
– O que você tá fazendo? — Perguntei assim que entrei e vi Alec jogado no sofá com os fones de ouvido.
– Ouvindo aquela banda, Thirty Seconds To Mars. Aquela que a Anna Carolina e a Ana Alice são fãs e você também gosta. — Ele sorriu.
– Hmm. Queria a sua ajuda. — Disse me sentando ao seu lado.
– Com o que? — Alec perguntou.
– Com o pique-nique. Bem, eu não sei por onde começar. — Ri.
– Que tal escolhendo um bom lugar, algo pra dar um toque especial? — Ele disse.
– Obrigada. — Sorri e beijei-o antes de me retirar.
Desci as escadas depressa e fui até o armário onde haviam toalhas de mesa, peguei uma grande, uma cesta de pique-nique e um laço. Logicamente a cesta não é para guardar o 'lanche' porque vampiros tomam sangue, coisa que eu não costumo ter em casa. A cesta serviu de vaso para as flores, uma forma mais descontraída para alegrar o ambiente. Guardei-a no compartimento do balcão da cozinha e fui dar uma volta pela casa. Até achei uns desenhos antigos que eu fiz das garotas no escritório, ou biblioteca, tanto faz.
Parei para ler Romeu e Julieta pela milésima vez, ou até mais. Uma das minhas preferidas, porque é uma tragédia. Eu não sou o tipo que gosta de ler histórias felizes porque nunca tive uma, pelo menos não até agora. Depois fui pro meu quarto, eu e Alec ficamos vendo uns filmes durante a madrugada. No outro dia de manhã, fui bem cedo ao local escolhido e arrumei a grande toalha sobre a grama verde clara. Os primeiros raios de sol tomaram conta do espaço trazendo as faíscas da minha pele ao ar, assim como os pontinhos de pó e pequenas folhas sopradas pelo vento.
Alec apareceu e me beijou. Um beijo calmo, doce, paciente. Nos afastamos um pouco, ainda abraçados e nos olhamos. Era engraçado, porque brilhávamos muito. Certamente, parecíamos um farol a noite. Sorri e o soltei voltando a organização do local escolhido para o pique-nique. As garotas se arrumaram e foram para lá também.
– Minha garganta está queimando. — Eu disse tocando-a.
– Vamos esperar os outros. — Carol disse.
– Desculpem, mais eu não vou aguentar. — Disse e olhei para Alec que sorriu e pegou a minha mãe.
– Vamos. — Ele disse.
Corri até sentir o cheiro da minha presa. para a minha surpresa, fiz um Volturi provar sangue animal.
– Não é ruim, mais não é nem um pouco comparável ao humano. — Ele disse.
– Eu sei. — Respondi a seu comentário.
– Sabe? — Ele perguntou curioso pela resposta que não esperava de mim.
– Eu já matei uma humana. A minha primeira caça, quando fui transformada. Eu não tinha controle, não sabia nem o que era e quando vi, estava com os dentes no pescoço de uma mulher. Foi horroroso, eu fiquei péssima por isso. Eu quase enlouqueci. E dói pensar que ela podia ter uma família que tenha ficado esperando pela sua volta. — Eu disse desconfortável e então olhei para a água clara e cintilante do pequeno riacho ao meu lado.
Alec se aproximou, uma mão na minha cintura e a outra no queixo, mas de repente, acabamos caindo no riacho.
– Alec! — Gritei aos risos.
– Ããn.. desculpe. — Ele riu.
Saímos de dentro do riacho e caminhamos abraçados lentamente até o pique-nique.
– Christopher. Anthony, Christian. Que bom que vieram. — Sorri cuidadosamente.
– Espera, a Anna Carolina não vai estar aqui não é? — Christian me olhou nada contente.
– Chris eu.. — Eu dizia antes de ser interrompida.
– Eu não devia ter vindo. — Ele disse se virando e eu o puxei pelo braço.
– Não. Vocês precisam conversar. — Eu disse.
– Chris.. você veio. — Carol sorriu assim que o viu.
– Me esquece. — Ele disse se virando mas novamente o puxei.
– Para de frescura Christian! É melhor vocês conversarem ou eu te dou uma surra! Arranco seus braços e pernas, quer apostar quanto? — Gritei.
– Calma, não precisa disso. — Carol disse.
– Eu não tenho nada pra falar com você. — Ele disse.
Depois de alguns segundos eles acabaram indo conversar lá em casa. Passaram um bom tempo lá, enquanto os outros caçavam. Eu e o Alec subimos pro meu quarto logo que ficamos a sós.
– Você me deixou toda molhada. — Eu ri.
– Se esse é o problema... — Ele disse e tirou o meu vestido.
– Aproveitar os últimos dias né? — Ri.
Passamos a tarde juntos, depois de secos e tomados banhos descemos e fomos ver as meninas que estavam cantando com o pessoal lá fora. O pique-nique durou o dia todo, foi bom até.
E serviu para a causa: consegui reajuntar Christian e Carol. Os dois estavam um pouco tensos, mais já haviam se reconciliado. Graças a Deus senhor, aleluia. Ri e olhei para Alec que sorria para mim. Nos beijamos e dançamos uma música lenta, junto com as garotas e seus parseiros.
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