Notas iniciais
Notas iniciais: Heey amores! Obrigada pelo comentário IsahChase, Lena Grigori thanks! Música do capítulo: http://www.vagalume.com.br/katy-perry/e-t-feat-kanye-west-traducao.html

Depois de ontem, eu decidi não abaixar a cabeça. Chega de ser boba e ficar sofrendo por aí. Decidi que se o Alec ia bancar o safado, eu irie provoca-lo e deixa-lo irritado, vou fazer ele ficar só na vontade até me deixar em paz. De manhã, logo as sete, fui tomar um banho e coloquei uma roupa que eu gostava bastante.

Fui pro meu quarto, deixei a porta aberta pro cheiro sair. Fiquei em frente ao espelho passando rímel, quando percebi Alec parado na porta. Eu fiquei com vontade de fechar ela na cara dele, mais apenas o ignorei.

Ele continuo ali por alguns segundos, depois foi pro quarto de hospedes onde ele e o Demetri ficam quando veem pra cá. Guardei o rímel na caixa de maquiagens, e depois peguei a de esmaltes. Passei um tempo arrumando as unhas, e então decidi cortar as pontinhas do cabelo, apenas uns dois milímetros. Esperei as unhas secarem por inteiro e me tranquei dentro do banheiro. Fiquei em frente ao espelho para ter uma visão melhor. Quando saí, vi Alec dentro do meu quarto. Entrei e vi que ele cheirava um moletom meu, um cinza claro que eu adorava usar, não gostava de usar blusas muito abertas e tal, prefiro moletons fechados e leves. Parei em frente a porta e cruzei os braços. Ele logo reparou que eu havia entrado e se virou para me olhar.

– O que você ta fazendo aqui? Eu disse claramente pra ficar longe. — Disse o mais amarga possível.

– Vim falar com você estressadinha. — Ele sorriu.

– Saia, antes que eu te jogue janela á baixo. — Dei um passo a frente ainda o fitando.

– Ah mas que pena, eu adoraria ficar pra uma conversinha particular. — Ele disse.

– Não temos nada pra conversar, você já pode ir. — Eu disse.

– Dá pra parar de me expulsar toda vez que eu chego perto? — Ele disse e fechou a porta atrás de mim.

Alguns segundos depois me encostou nela, se aproximando. Seus lábios tocaram meu pescoço, e eu me arrepiei violentamente. Afastei-o quando pude, e ele sorriu me olhando como se quisesse rir, porque no fundo ele sabia que eu queria aquilo, mais não tinha coragem pra permitir. Eu não tive outra reação se não me afastar, indo parar em frente a janela. Ele se virou e me olhou. Eu rosnei e dei um passo para trás, ele sorriu e veio em minha direção.

– Você gosta de sofrer não é? — Ele disse no meu ouvido.

– Eu fiquei assim depois que você e os seus amigos acabaram com os meus pais e a minha vida. — Eu disse pausadamente, cuspindo todas as palavras, demonstrando meu ódio pelos Volturi.

Fiz aquilo porque sabia que ele hesitaria, e foi o que aconteceu. Ele se afastou um passo e seu olhar se tornou penetrante, ele estava sério, e de repente parecia duro, severo, amargo. O olhei e então me afastei. Atravessei o quarto em segundos e abri a porta. Olhei para ele, que saiu com a mesma expressão de antes. Ele estava certo, eu era do tipo que não me permitia fazer coisas boas a mim mesma, eu não me permitia ter os momentos felizes que podia porque não durariam. Nunca duraram. Assim que ele saiu, fui para o quarto da Grazi. Bati na porta aberta e ela sorriu. Ela estava deitada, ouvindo música e lendo alguma coisa na internet. Ela guardou o notebook e disse pra eu entrar.

– Oi. — Eu disse nada animada.

– O que foi bebê? — Agora ela estava preocupada, e eu odiava deixa-la assim.

– Eu queria que me dissesse uma coisa, mãe. — Eu disse entrando.

– Pode falar amor, sente-se. — Ela disse.

Me sentei e ela me olhou, esperando que eu dissesse.

– O Volturi... disse que eu gosto de sofrer. Acho que ele ta certo, e você, o que você acha? — Perguntei.

Ela pareceu triste quando eu perguntei, esperou um pouco e então me puxou para um abraço.

– Você perdeu seus pais e quase perdeu a vida por causa deles. Você sofreu e não consegue lidar com isso, tudo bem, você não é e nem tem que ser perfeita. Mais tente ser feliz, não ligue pra o que ele diz. — Ela sorriu e me soltou.

– Obrigada, você sempre consegue me animar não é? — Eu sorri.

Por mais que ela me ajudasse, a dor permaneceria ali, guardada. No fundo ela sabia disso, mais sempre me deixava mais alegre falar com a Grazi. Ela era o tipo de mãe que eu gostaria de ter. Eu amava a minha, mais ela era diferente. Professora de ballet, queria que eu fosse bailarina. Eu não dou certo pra isso, desastre em pessoa quando humana, e continuo distraída, nada demais. Meu pai era um desenhista, era um pai perfeito: atencioso, amigo, paciente, esperançoso e que me ensinou " Nunca desista dos seus sonhos porque os outros os acham impossíveis. "

Notas finais
Estam gostando? Não se esqueçam de comentar hein? Bellec lovers heueheueheu