The Hunters - The story of our life
8 Briga na balada
Notas iniciais
Recebi um telefonema, de um grande amigo. Christopher, o mais novo filho de Julia e Robert, irmão do Christian e do Anthony, um clã amigo da nossa 'família'. Ele chamou a gente pra ir em uma casa de festas só pra vampiros bem 'escondida' no centro de Londres. As meninas adoraram a ideia, principalmente a Grazi e a Carol. A Grazi estava em um namorico com o Anthony, o irmão mais velho do Cristopher, e a Carol e o Christian estavam era de enrolação, porque os pais dele a chamam de norinha querida e coisas do tipo. Eles realmente amam as duas, e não só eles, como os filhos também. O ruim da história, é que eu e o Christopher temos uma amizade como se fossemos dois.. irmãos. Mas, pras garotas, nós deveríamos ser mais que isso. E eu fico triste, por que no fundo, eu percebi que pra ele também é assim. Mas eu deixei claro que gosto dele como meu irmão mais velho. Logo anoite, as garotas queriam ir comprar vestidos novos pra irem, e me fizeram ir junto. A gente deu várias voltas até achar o que cada um gostou. Passamos a madrugada fazendo as unhas, arrumando o cabelo. Exceto a Helô, que foi ficar com o fedido do Demetri depois de fazer esse 'ritualzinho' em alguns poucos minutos pra passar mais tempo com aquele idiota. Já eram umas onze da manhã quando terminaram essa parte.
Depois que elas já estavam de unhas feitas e cabelo arrumado, colocamos os vestidos para lavarem e os colocamos no sol, que diferente dos outros dias, estava quente. Não que isso fizesse diferença na minha vida, por que eu nunca fui fã de sol, mais esses tempos realmente está ficando quente. Peguei o meu vestido e o levei pra secar depois de tira-lo da máquina de lavar roupas. Fui até o jardim dos fundos e o pendurei, junto com os outros. Subi e fui até meu quarto, peguei a caixa do sapato que escolhi e o levei para limpar. Depois de limpinho, guardeio em frente a cama. As garotas fizeram o mesmo, e então fomos para a sala ver um filme. A Yanca insistiu pra vermos 'Never say never' e acabamos vendo-o. Quando já eram umas 14:00 horas, cada uma foi pro seu quarto. A Grazi ficou a tarde toda falando no telefone com o Anthony, eu e a Yanca imitando os dois de uma forma cômica no meu quarto e ouvindo os dois rirem da situação. Depois ela ficou envergonhada e a gente ganhou uma bronca bem risonha. A Carol também ficou conversando com o Christian, a Naná com um paquera dela, primo do Christopher. Os dois estavam em uma relação ainda não séria, mais sabe se lá porque, essa mulherada daqui fica de mimimi e não se resolve, meu Deus. As 18:30 da noite, começamos a nos arrumar.
As garotas fizeram um tipo de desfile umas pras outras pra ver se estavam bem arrumadas, e quando chegou a minha vez...
– E agora, só falta a Belle. Vem logo criatura! — Yanca disse em frente a escada. Revirei os olhos e saí do quarto em direção a escada. Descia degrau por degrau, a Grazi sorria pra mim, e as meninas também. O nojento do Demetri estava até que feliz, pra cara de bunda que ele tem. Mas quando terminei de descer, uma surpresa pra me deixar com um pouquinho nada pouco de raiva.
– Você não vai assim né? — Alec disse vindo em minha direção.
– Vou sim, porque da pergunta? — Eu disse indignada.
– Ta faltando metade do vestido. — Ele disse e me encarou nada contente.
– Posso saber o que você tem haver com isso? — Cruzei os braços e alterei a voz. — Troca de vestido. Você não vai assim. — Ele fez cara de raiva, e então me puxou pelo braço até a escada.
– Ei, deixa a menina! — Naná gritou.
– Coisa besta esse moleque. — Carol revirou os olhos.
Subi e ele me empurrou pra dentro do quarto.
– Eu não vou trocar de roupa porque você quer. — Enrijeci o corpo.
– Okay, nem sei porque eu to insistindo, você é só uma garota irritadinha e besta. — Ele disse.
– Ainda bem que seus miolos voltaram ao lugarzinho de onde saíram. — Eu o ultrapassei e corri em direção á sala.
– Você ta bem? — Grazi perguntou me conduzindo á um canto da sala mais isolado.
– To sim. — Sorri.
– Okay, então pessoal, já podemos ir não é? — Ela se virou para os outros e perguntou.
Alec desceu, e todos responderam um enorme 'sim' em um coro. Eram umas 19:00 quando saímos. Já estava escuro e o ar estava mais fresco do que no resto do dia. Corremos por uma meia hora, não tão rápido porque não haveria nada de empolgante antes das 20:00, sendo que é as 23:00 que a boate anima.
Chegando lá, eles foram nos receber. Christopher sorriu e saiu de perto do aparelho de som de DJ. Christopher, ou branquelo, como costumo chama-lo, era muito parecido com o Christian, uma versão loira dele. As pessoas achavam engraçado e estranho colocar um ao lado do outro. A mesma coisa com o Anthony só que ele tinha o cabelo mais pra loiro branco (risos), e era poucos centímetros mais alto que o Christopher. Ele veio em minha direção e me abraçou com força, me tirando do chão.
– Baixinha! — Ele sorriu.
– Branquelo! — Eu disse.
– Continua boba. — Ele disse me soltando.
– Você também, e isso é bom. — Eu disse entrando ao lado dele.
O Christian foi falar coma Carol, depois se sentaram num canto no 'camarote' do segundo andar. A Naná ficou lá com o amigo dela, o Joseph. E a Grazi, com um empurrãozinho meu, ficou sentada em uma mesa do outro lado do enorme salão de iluminação azul forte e escuro com o Anthony. Eu e o Christopher fomos em direção ao bar, onde haviam sangue humano e animal pros frequentadores.
– Ainda toma sangue animal? — Ele perguntou entrando.
– Sim. E você? — Perguntei de volta.
– Também, as vezes eu mudo um pouquinho, mais prefiro o animal sabe? — Ele disse.
Engoli seco. Ele serviu o copo do tamanho maior depois de olhar meus olhos e ver que estavam escuros.
– Faz quanto tempo que você não caça? — Ele perguntou.
– Uns cinco dias, eu acho. — Respondi e tentei me lembrar por um segundo, mais desisti.
– Hum, e aí, escutando muita música? — Christopher perguntou.
– Sim, música é vida. — Eu sorri. — E você branquelo?
– Eu ouço música o dia todo. — Ele riu.
– Que bom, você ainda é o bobão que eu adoro. — Eu disse e o olhei assim que ele se sentou ao meu lado.
– Hmm, vem cá. — Ele disse me puxando até um canto escuro ao lado da entrada, haviam alguns tipos de tecidos brancos bem finos colocados ali como se fossem paredes quase translucidas.
Algumas velas iluminavam levemente a mesa de canto ao lado do sofá branco muito confortável onde nos sentamos. Ele começou a me olhar de uma forma que eu fiquei meio envergonhada, daquele jeito bobinho apaixonado. O problema, é que a gente já ficou umas vezes, mais nada tão sério.
– Porque a gente veio pra cá? — Perguntei.
– Eu queria falar com você, a sós. — Ele sorriu.
– Pode falar. — As palavras saíram da minha boca, assim do nada.
Eu não estava preparada, eu já senti um mal pressentimento no estomago, um embrulho danado de chato.
– Já faz muito tempo que a gente se conhece. Você sabe que eu gosto muito de você. Você não é tão ingênua assim, acho que já percebeu tudo há muito, muito tempo. — Ele disse.
– Onde você ta querendo chegar Christopher? — Perguntei assustada.
– Na parte onde eu tomo coragem, e tento fazer uma coisa que eu devia ter feito quando te conheci. — Ele disse e me puxou para um beijo.
Eu não sabia o que fazer, eu não queria magoa-lo. Ele tinha um beijo viciante, estonteante, mais eu não queria beija-lo. Tentei não toca-lo, não queria parecer agradada com aquilo, não queria dar falas expectativas á ele. Ele era meu branquelo, meu irmãozinho mais velho que eu não tive, e eu não queria dar um fim á nossa amizade. Me afastei e o olhei tentando mostrar que estava constrangida, e que não iria iludi-lo. Ele me olhou e ficou triste, do nada.
– Desculpa, eu não sei o que me deu. — Ele disse se afastando um pouco.
– Não precisa se desculpar, eu é quem tenho que fazer isso. Eu fico te dando esperanças não é? É melhor eu ir pra casa. — Balancei a cabeça e me virei para me levantar.
– É melhor ir mesmo. E você, fica longe dela. — Alec disse e se aproximou apontando para Christian.
– Ou o que? Quem você acha que é pra dizer o que os outros devem ou não fazer? Fica longe você! — Gritei e os outros se aproximaram.
– O que foi que aconteceu? — Carol perguntou.
– Esse imbecil desse Alec fica tentando controlar as pessoas. — Gritei encarando-o.
– Por que você fala como se ela fosse sua propriedade? Você nem é nada dela. — Christopher disse.
– Eu disse pra ficar longe dela e ponto. — Alec se aproximou dele furioso.
– Ou o que lambido? — Christian se aproximou o desafiando.
Alec pulou sobre ele, e os dois rolaram pelo chão.
– Parem vocês dois! — Eu disse mais não me deram ouvidos.
A Carol acabou controlando os dois com seu dom. Eu fui com o Christopher pra um canto e o abracei. Pedi desculpa e ele disse que não tinha o que me desculpar, que o Volturi é que estava errado.
Eu fiquei morrendo de vergonha, aquele idiota deixou um clima horrível na festa. A sorte é que todo mundo continuou o que estava fazendo e eu não ouvi nenhum comentário constrangedor.
Eu e o Christopher ficamos sentados conversando, até que começou a tocar uma música mais lenta, e ele em chamou pra dançar. Eu fui, e foi estranho. Eu senti algo diferente do que costumava sentir por ele, senti um carinho especial. Um calor tomou meu corpo, e eu não reagia bem aos meus instintos. Ele me olhou como se pensasse ''Você ta bem?'' Eu sorri e encostei o rosto no pescoço dele.
Depois de a dança terminar, vi a Carol e o Christian se beijando enquanto eles dançavam, a Grazi e o Anthony naqueles beijos de cinema, a Helô e o Demetri nos maiores carinhos sorrindo um para o outro, o idiota do Alec de braços cruzados e fazendo cara feia pra mim, a Yanca dançando na pista com alguns outros amigos nossos, e a Naná com o Joseph, que agora falava alguma coisa no ouvido dela, que ficou toda sorridente.
Passamos a noite lá, e parte da madrugada também. Na hora em que fomos embora, umas 5:00 da manhã, eu fui me despedir de todo mundo, e sei lá que raios me deu, acabei beijando o Christopher na frente de todo mundo. O nojento do Alec ficou com a maior cara de quem comeu e não gostou, a Carol estava se aguentando pra não rir, e os outros ficaram meio.. surpresos. Não, eu não fiz aquilo pra chamar atenção, eu fiquei mexida com o beijo que ele havia me dado, e algo modificou tudo naquela noite. Eu não conseguia parar de olha-lo.
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