The Guardian
1 Capítulo I
Notas iniciais
Numa época distante...
Deus temeu que outro de seus anjos se rebelasse contra os humanos, por isso escolhera uma criança para ser o elo que separa a humanidade e o mau que habita a terra.
O eleito seria um filho de fazendeiros, um menino chamado Ethan, de uma família pobre, mas honrada, que se orgulhava do que tinha.
Deus ordenou que seu melhor anjo, o Arcanjo Miguel, protegesse Ethan e o orientasse em sua missão. E assim Miguel o fez, velou pela segurança de Ethan, desde seu nascimento até seus primeiros passos, tomou o garoto para si como um irmão. Quanto mais Ethan crescia mais seus poderes aumentavam. E mais forte ficava sua ligação fraternal com Miguel.
Seus poderes afetavam tudo ao seu redor como uma bênção, seus pais não mais adoeciam, a terra de sua família tornava-se fértil, os animais de seu pai não sofriam mais com pragas e fome.
Mas ao contrario do que acontecia na Terra, o Céu estava um caos. Deus havia desaparecido. Miguel voltou ao Céu, tomou o poder a fim de evitar que a confusão se espalhasse, e decidiu que tudo e todos deveriam seguir de acordo com as escrituras antigas.
Por estar no Céu, Miguel descuidou-se de Ethan, que no auge da adolescência, aos dezesseis anos, explorava a floresta ao redor de sua casa e treinava seus poderes que estariam completos quando completasse seu décimo oitavo aniversário, mas Ethan não sabia que ao usar seus dons sem ter o controle total poderia ser perigoso, a energia produzida por si poderia atraia a atenção de seres que até então desconhecia.
Ao anoitecer, retornou a sua casa, que estava toda aberta e as lamparinas apagadas.
Sentiu uma presença ruim, que fez seu corpo estremecer. Chamou por seus pais, mas não obteve resposta alguma.
Entrou em casa, podia ainda sentir o ser ruim. Os poucos móveis estavam derrubados ou quebrados.
Ouviu o som abafado na cozinha, ele então seguiu para lá, e o que viu não poderia ser mais horrível.
Um homem, de costa para si, fazia um barulho como se estivesse mastigando, em cima da mesa, estava sua mãe, seus braços pendurados para fora da mesa escorriam sangue em abundância.
Desviou seu olhar para um canto da cozinha vendo um corpo, não muito diferente de sua mãe, provavelmente seu pai e retornou os olhos para o homem, que percebeu não estar mais só e virou-se para o garoto. Toda sua face abaixo dos olhos estava suja daquele líquido escarlate.
Ethan sentiu o sangue ferver em suas veias, suas íris, antes azuis, tornaram-se brilhantes como diamantes. Não sabia que tipo de monstro era aquele, mas o mandaria para as profundezas do inferno.
O ser tremeu ao sentir a energia vinda do garoto, toda a casa começou a agitar e a sacudir e quando tentou fugir, uma luz branca de energia e calor inundou o recinto, transformando tudo em volta em cinzas, desde o ser que matou seus pais à estrutura de sua casa. Não deixando nada.
Ethan sentiu-se fraco e caiu de joelhos, chorou pela morte de seus pais, chorou por não ser forte o suficiente para protegê-los, e ali sobre as cinzas deles, prometera que vingaria a morte de sua família, destruindo toda e qualquer criatura que encontrasse.
Miguel desceu dos Céus e procurou por seu protegido, mas nada havia na fazenda, nem mesmo a casa da família de Ethan.
O anjo sentiu a energia de garoto numa cidade não muito longe dali, e dirigiu-se rapidamente para lá.
Encontrou a cidade em ruínas. E Ethan no meio daquela destruição, e assim que o garoto viu o anjo correu para abraçá-lo, caindo aos prantos.
Miguel viu que Ethan era perigoso de mais, e atrapalharia o Plano no futuro, aproveitou do momento frágil do garoto e o apunhalou com sua espada, dando fim a vida de Ethan.
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– Então? O que temos? – perguntou Dean ao seu irmão sem tirar os olhos da estrada.
– Há uma semana, uma garotinha de 10 anos estava internada no Hospital Central, com câncer em fase terminal e se curou milagrosamente, sem qualquer vestígio que tivera a doença – disse Sam, sem olhar para seu irmão.
– Essas coisas acontecem às vezes – falou Dean olhando para Sam.
– Talvez. Mas no mesmo dia, um cara de 35 anos que estava em coma a três meses despertou do nada.
– Coincidência? — Falou com pouco caso
– Ah é? Ouve isso então. Todos que entraram naquele hospital naquele dia tiveram suas enfermidades curadas de uma hora pra outra. – Sam finalmente olhou para Dean tentando convencê-lo que aquele era um caso.
– Me pegou agora – Dean sorriu, entrando no estacionamento do motel.
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– Luke! Estou indo ao mercado, então cuide da recepção – disse Anna ao seu filho.
– Tudo bem mãe – falou o garoto de cabelos negros e olhos azuis, recebendo um beijo da sua mãe, que antes de sair não deixou de dar instruções para caso algum casal chegasse.
Luke nunca tinha ficado sozinho na recepção do Motel de sua mãe. E logo de cara chegaram dois homens, um moreno muito alto e o outro loiro mais baixo e mais bonito. Esse pensamento deixou o garoto corado.
– Vamos querer um quarto – Dean pediu.
– Aposto que sim – Luke mordeu a língua. Detestava essa mania de não conseguir segurar a língua – Eu-eu não quis dizer que vocês...quero dizer... Desculpe – desesperou-se, logo de primeira iria estragar o negócio da família e Luke com certeza estava ficando vermelho.
– Tudo bem – Dean tentou acalmá-lo, mas sorria de lado achando engraçada a forma desesperada que o jovem tentava resolver a confusão. Sam franziu o cenho para o garoto, achando-o desajeitado e depois para o seu irmão vendo aquele sorriso de canto que ele conhece bem e não gostou nada.
– Vã-vão querer cama de casal ou solteiro? – Luke não conseguiu olhar nos olhos dos dois rapazes.
– De solteiro. Nós somos irmãos, eu sou Dean e esse é Sam.
Sam fechou a cara, indagando-se o porquê de Dean está puxando conversa com o atendente.
– Ah! Eu sou Luke – conseguiu falar se gaguejar e olhando pra o loiro e depois para Sam – Aqui estão às chaves – disse entregando para Dean – Desculpe de novo.
Dean sorriu de lado piscando para Luke. Não soube dizer o motivo de ter feito, só fez, e deixou o garoto mais corado e envergonhado, e Sam percebeu.
– Vamos Sam.
Assim que os dois foram em direção aos quartos, Luke bateu na própria testa resmungando algo sobre ter que aprender a parar de ficar vermelho.
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– O foi aquilo, Dean?
Os irmãos Winchesters tinham acabado de entrar no quarto, mas Sam não conseguiu segurar a pergunta.
– Aquilo o quê? – Dean respondeu com outra pergunta, não entendendo.
– Com o garoto da recepção, só faltava você dizer que caçamos demônios – Sam tentava manter a voz calma. Mas não escondia a irritação.
– Está exagerando Sammy, só estava sendo simpático – disse retirando uma roupa limpa da mochila.
Sam bufou, e Dean não entendeu a irritação do seu irmão.
Na verdade, Sam andava muito temperamental ultimamente, e Dean conhece muito bem seu irmão para saber que isso só ocorre quando algo está perturbando seu Sammy.
– Eu vou tomar um banho, porque você não liga a TV e assisti algum canal pornô para dá uma relaxada – Dean sorriu sacana para seu irmão e correu para o banheiro antes que Sam dissesse algo.
Sam revirou os olhos. Entretanto, se repreendeu por dentro, estava dando muita bandeira, não podia se dá o luxo de demonstrar ciúmes, mas não conseguia se controlar.
Já não bastava Dean ficar com todo rabo de saia que visse pela frente e esfregar isso na cara de Sam. Agora deu para ficar de conversa com garotos! Por falar nisso qual era mesmo o nome daquele garoto? Luke! Sam tinha boa memória para nomes.
Apostava que se Luke usasse uma saia, com certeza Dean cairia matando em cima do garoto. Era o ciúme de Sam falando mais alto de novo. Mas não podia evitar.
Sam estava apaixonado por Dean.
Ele estava muito fodido por isso.
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