The Guardian
2 Capitulo II
Notas iniciais
– Então, Sra. Norigton o que o médico disse sobre o estado de sua filha? – Sam usou de seu tom calmo e compreensível, mas não havia necessidade. A mulher sentada a sua frente transbordava felicidade. Sam preferiu ir falar com a mãe da garota com câncer, enquanto Dean iria ao Hospital tentar descobrir algo.
– Rob, o nosso médico, não soube explicar, só disse que Lily dormiu doente e no outro dia acordou curada – sorriu mais ainda – Foi um milagre, Deus ouviu nossas preces.
– Sim, claro – Sam sorriu amarelo e seguiu até a saída junto com Julia Norigton – obrigado!
O mais novo dos Winchesters seguiu para fora da casa e viu seu irmão de braços cruzados encostado no Impala, seus olhos fixaram em Sam fizeram o coração dele saltitar. Sam se xingou por estar corando e desviou o olhar para o chão.
– O que descobriu? – perguntou Sam sem olhar para Dean.
– Bem, não muito – Dean deu a volta e entrou no carro pelo lado do motorista e Sam pelo lado do passageiro – Mas mesmo assim, consegui uma ficha de todos que estiveram no Hospital naquele dia – disse Dean estufando o peito e entregando a pasta para Sam, e dando partida no Impala.
– Sabe o que eu estive pensando Dean – recebeu o olha do loiro – que talvez os anjos podem estar por traz disso – Sam ditou pensativo.
– Por que acha isso?
– O que aconteceu de certa forma não foi uma coisa ruim – Sam disse olhando para Dean – Talvez seja, sei lá, um milagre.
– Acho pouco provável – Dean fechou a cara, Sam conhecia o lado descrente do seu irmão – Mas você me deu uma ideia – Dean estacionou o Impala na vaga do motel – Vamos chamar o Castiel. – falou o loiro indo para a entrada do motel.
Sam mordeu a parte interna da bochecha, incomodado, mas foi com Dean para o motel.
– Com licença – uma mulher chamou os dois irmãos – vocês são Sam e Dean Harrys?
– Sim – responderam juntos. Dean como de costume reparou na aparência da mulher, tinha cabelos negros, muito familiares.
– Que bom – ela sorriu – ontem vocês deram entrada, mas por algum motivo não costa que pagaram a diária.
– Oh! Mas o Luke não disse nada – Dean respondeu. Tirando dinheiro da carteira e entregando a moça.
– Aquele menino! Acho que são os efeitos dos remédios. – Anna ditou, era característica da família falar demais, principalmente para estranhos.
– Remédios? – Dean apoiou-se na bancada, interessado. E Sam suspirou.
– Não é nada demais – Anna balançou a mão – o médico receitou uns medicamentos depois que o Luke teve uma queda de pressão.
– Own!
– Ah! – exclamou – Nem me apresentei sou Anna Davis, mãe daquele esquecido do Luke – falou rindo e Dean a acompanhou. Sam ergueu a sobrancelha.
– Ele parece muito com a senhora.
– Não me chame de senhora garoto – falou com falsa irritação.
– Dean, temos que ir – disse Sam.
– Certo. Até mais Anna, mande melhoras para o Luke.
– Obrigado – agradeceu acenando.
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A dor não passava. Sua cabeça latejava, mas não era como as outras dores, estava mais forte e Luke temia que fosse algo muito grave.
Os remédios receitados pelo médico no dia que foi no Hospital por causa de um desmaio na escola, não mais resolviam.
– Luke! – a voz estridente de sua mãe não ajudou em nada para sua dor de cabeça. Afundou a cabeça no travesseiro.
– Mãe, não grite – Luke respondeu, mas sua voz saiu abafada por conta do travesseiro.
– Desculpe meu filho – Anna sentou-se na cama de seu filho e acariciou-o os cabelos, e reparou que seu filho ainda vestia o uniforme escolar – Tomou seus remédios? – perguntou, recebendo somente um aceno afirmativo. — Terei que passar na farmácia, vou precisar que fique no meu lugar querido — Anna recebeu um resmungo de seu filho — Ora vamos Luke, prometo que compro sorvete para a gente.
– Mãe! Eu não sou mais uma criança – Luke exclamou irritado, sua mãe sempre usava desse artifício para manipulá-lo quando criança, mas não funcionaria agora!
– Trago aquele que tem flocos de chocolate – falou sorrindo.
– Isso é golpe baixo – fez bico, mas se levantou e Anna sorriu.
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– Já tem quanto tempo? – perguntou Dean meio aflito. Olhando para janela do quarto, enquanto Sam estava deitado em sua cama.
– Hum, exatamente uma hora – suspirou Sam – O que será que houve?
– Não sei cara – Dean encarou Sam – o Castiel nunca demora quando chamamos.
– Você chamou ele – Sam murmurou rancoroso. Não tinha nada contra o anjo, até gostava muito dele. Mas a ideia de Castiel ter uma "ligação" com seu irmão não lhe agradava nada.
– O que você falou? – Dean não entendeu o que Sam havia sussurrado.
– Não, nada – o mais novo respondeu apressado e Dean ergueu a sobrancelha, mas deu de ombros. Sam sentiu seu corpo relaxar, tinha que se controlar, não podia ficar dando essas mancadas, Dean poderia perceber e Sam não tinha uma resposta. Queria dizer que amava seu irmão, queria beijar a boca que tanto lhe perseguia nos seus sonhos, mas temia a reação de Dean, que com absoluta certeza de que seria a rejeição, e Sam não suportaria ficar longe de seu irmão, preferiria esconder esse sentimento dentro do coração e ficar com Dean do que perdê-lo expondo seu amor nada fraternal. Por que Dean não retribuiria, iria olhá-lo com nojo e se afastaria, mas Sam não ia deixar isso acontecer. Ia ser forte.
Seus pensamentos foram interrompidos pelo som do celular tocando, e pelo toque não era o seu.
Dean seguiu até o aparelho que estava encima da mesa, o atendendo rapidamente.
– Alô
– Oi Dean
– Castiel! – Dean exclamou mais aliviado ao noticias do anjo – onde você está cara? Por que não veio para cá?
– Eh, eu não sei – Castiel falou cansado.
– Como assim não sabe?!
– Estou na entrada da cidade, mas não consigo "ir" para aí, preciso que venham me buscar.
– Tudo bem, já estamos indo – e Dean desligou o celular. Sam o olhava esperando uma explicação.
– O que houve?
– Eu não entendi muito bem – Dean pegava suas chaves – mas parece que Castiel perdeu as asinhas – Dean disse com o seu sarcasmo. E Sam franziu o cenho.
– Hãn?
– Te digo no carro – Dean falou impaciente puxando Sam pelo braço até a porta – agora temos que buscá-lo – e saíram do quarto.
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