The Guardian

16 Capitulo XVI


Notas iniciais
Olá Pessoal! Acharam que eu tinha abandonado vocês? Pois eu não faria isso, de forma alguma. Esse feriado foi muito corrido para mim, e cheio de ovos de chocolate e espero que o de vocês também tenha sido dessa forma. E tanto chocolate me fez criar um capitulo muito fofo e açucarado. Por falar no capitulo, esse foi o maior que eu já escrevi em toda a minha vida aqui no Nyah e eu tenho duas grandes notícias a vocês, uma boa e uma triste. Primeiro vamos a triste. Esse é o ultimo capitulo! Isso mesmo, chegamos ao fim de nossa caminhada acompanhando a história de Dean e Sam. Mas não se desesperem, como eu disse antes, também tem uma noticia boa, mas essa só vou dizer nas notas finais. Obrigado a todos por lerem a minha história e... Boa Leitura!

O sol brilhava incontestável naquele agradável dia de verão.

Dean brincava com Brooke no jardim. Os dois começaram a se dar bem com o tempo.

Ethan estava na piscina, deitado sobre um colchão inflável, seu cordão de ouro brilhava contrastando com a sua pele alva, ele usava apenas um calção de banho e óculos escuros. Passava a mão sobre a superfície da água, aproveitando daquela calmaria da manhã.

Até o momento em que Dean e Brooke saltaram na água, criando uma grande onda que fez o colchão de Ethan virar, fazendo-o cair dentro da água.

Sam ria sem se segurar, com a discussão que se instaurou entre os dois. Até começarem a brincar de quem conseguia afogar o outro mais rápido, ideia de Ethan.

O moreno, que estava sentado em uma cadeira abaixo de uma cobertura para protegê-lo do Sol, alisou sua barriga já bem protuberante, deixando a entender o estado avançado de sua gravidez.

Ele estava no seu sétimo mês de gestação, e todo o cuidado era redobrado.

Sam sentiu um leve chute dentro de sua barriga.

– Hunf! Parem de brigar vocês dois aí dentro – disse sorrindo, Sam adquiriu esse costume de falar com os seus filhos, pois o moreno sabia que, de certa forma, eles podiam ouvi-lo – logo, logo vocês já estarão aqui – ele sorriu mais largamente, ao pensar em finalmente poder vê-los.

Lembrou-se do dia em que Ethan havia explicado para ele e Dean como seria o parto.

Mesmo que o corpo de Sam tenha se modificado para poder gerar uma criança, o mesmo não era adequado para concebê-la, ainda mais, duas. Sam teria que fazer uma cirurgia cesariana para a retirada dos gêmeos.

Algo arriscado, porém Ethan garantiu que realizaria a operação sem erros, para o desespero de Dean.

Você não é médico! – exclamou o loiro, ele achava um absurdo Ethan querer fazer o parto.

Então, tenha um bom trabalho em conseguir um médico para fazer a cirurgia – Ethan também disse irritado – ou prefere levá-lo a um hospital publico, para ele morrer?

– Vocês vão ser muito paparicados por esses dois – Sam comentou com um sorriso, ele viu Dean comentar algo no ouvido de Ethan antes de sair da piscina e vir caminhando em sua direção. O garoto continuou na água brincando com Brooke.

Dean parecia estar mais bonito a cada dia. As gotas d'água escorriam pelo seu peitoral e abdômen e desapareciam no elástico do calção, que por estar molhado, colava-se ao seu corpo deixando bem evidente as coxas trabalhadas e o contorno do volume que se fazia entre as suas pernas.

Sam mordeu os lábios, já tinha quase dois meses que ele e Dean não se tocavam mais intimamente, e ele já estava subindo pelas paredes. Tudo isso por culpa do loiro, que estava com medo de machucá-lo ou aos bebês, sendo que já foi comprovado que fazer sexo durante a gravidez não afeta em nada. Ele havia pesquisado, mas explicar isso para aquele cabeça dura era tarefa difícil, até para Sam.

– Como você está? – Dean perguntou beijando-lhe a boca.

– Estou bem.

– E os garotões ou garotonas do papai? – falou com uma voz engraçada, acariciando a barriga de Sam.

– Eles estão bem também – Sam riu do jeito bobo do seu companheiro – estava imaginado em como eles vão ser quando nascerem.

– Lindos, como o pai – Dean sorriu de canto olhando para Sam, que deu um leve tapa em seu ombro, envergonhado com o elogio.

– Bobo! Você também é o pai – riu, e Dean lhe beijou novamente.

– Mas eu estava me referindo a você, Sammy – Dean agora passou seus lábios pelas bochechas do mais novo, o que fez Sam tremer levemente – Quando nascerem, eles serão as coisas mais preciosas que eu tenho e que eu amo, assim como você – Dean beijou a sua mão.

– Dean... – exclamou num suspiro com a declaração.

– Sam, eu... você me conhece bem melhor do que eu mesmo, e sabe que para essas coisas românticas, eu não sou muito bom com palavras – Ele segurou na mão de Sam – Eu só quero que você sabia que eu te amo e essa – levou sua mão até a barriga avantajada de Sam – é a maior prova de amor que eu poderia ter.

– Dean... – Sam emocionou-se, e as lagrimas começaram a escorrer pelo seu rosto – não fala essas coisas – passou as costas da mão pela face, limpando-a – você sabe que eu também te amo – pôs as mãos sobre o rosto de Dean e o acariciou.

– Desculpe por interromper esse momento super fofo e meloso de vocês – Ethan apareceu, fazendo uma cara de desgosto por ter tanto açúcar naquele momento, ele até tinha medo de ficar diabético de tamanha melosidade – mas está na hora de ver como estão os bebês.

Todos os dias Ethan, com a ajuda de seus poderes, fazia algo parecido com um ultrassom para saber se os filhos de Sam e Dean estavam bem.

Para evitar um risco ao fazer Sam subir pelas escadas, Ethan estalou os dedos e os três foram parar no quarto dos irmãos. Sam e Dean já não se importavam com esse costume de Ethan, de aparecer e desaparecer dos lugares.

– Você já sabe como é o procedimento, Sam, então apenas relaxe – disse Ethan, pondo uma cadeira ao lado da cama de casal. Sam, com a ajuda de Dean, retirou a camisa e deitou-se na cama – Então, vamos lá – Ethan passou sobre a palma um óleo natural e afrodisíaco que ele mesmo extrai. Pôs gentilmente a mão sobre a barriga de Sam, e levemente, começou a deslizá-la por toda a extensão de seu ventre.

O garoto fechou os olhos e não demorou para que ele começasse a sentir as energias presentes ali. Eles estavam cada vez mais fortes e reluzentes, algo que demonstrava a sua saúde perfeita.

– Tem certeza que não quer saber os sexos, Sam? – perguntou Ethan ainda de olhos fechados. Sam olhou para Dean que estava deitado ao seu lado, o loiro fez um bico fofo, mais do que ninguém, Dean queria saber os sexos de seus filhos. Sam lhe sorriu complacente.

– Sim, eu vou esperar eles nascerem – Sam respondeu sem hesitar e Dean suspirou derrotado. Não havia a necessidade de Ethan falar, apenas confirmaria, o que Sam já sabia sobre os seus filhos. Como se fosse um instinto de mãe, e ele não se constrangia em se comparar a uma mulher, já que ele até estava grávido e não tem exemplo de mãe melhor do que esse.

– Tudo bem – Dean olhou para Ethan, e o garoto abriu os olhos – Não Dean, eu não vou te contar – respondeu ao pedido mental que Dean havia lhe feito.

– Dean! – Sam exclamou olhando feio para o companheiro.

– Eu só quero saber – defendeu-se o loiro, e logo beijou o moreno – desculpe – pediu manhoso.

Sam não aguentava ficar zangado com o irmão, então lhe sorriu.

– Bem! – Ethan chamou a atenção dos dois, enquanto terminava de limpar a barriga de Sam – Pokémon um e dois estão ótimos, talvez não passe dessa semana – Ethan avisou – Então é melhor ficar preparado.

– E onde vai ser o parto, Ethan? – Dean perguntou.

– Humm – o garoto fingiu refletir – No quarto de hóspedes – falou simplório e Dean quase engasgou.

– Você vai operá-lo aqui? – exclamou descrente no que o garoto disse.

– Você achou que eu ia pegar emprestada uma sala cirúrgica de algum hospital? – Ethan falou, não entendendo o desespero de Dean – E relaxe, o quarto já está todo preparado – Ethan abanou a mão.

– Tudo bem Ethan – Sam disse abraçando Dean, ao contrario do irmão mais velho, Sam confiava cegamente no garoto de olhos azuis.

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Cemitério Stull – Lawrence, Kansas

O céu estava nublado, uma leve garoa estava a cair. O vento frio fez com que o vigia, um senhor que beirava aos 60 anos, se aconchegasse ao seu grosso casaco, enquanto que assistia seu querido campeonato de baseball pela teve daquela pequena guarita, por isso quase não viu um garoto vestido com um capuz preto que cobria todo o seu corpo, atravessar o antigo portão de ferro.

– Ei garoto! – chamou o homem – ao onde vai? – perguntou ele, e o garoto retirou o capuz sobre a cabeça e olhou para o vigia, revelando seus olhos azuis brilhantes.

– Visitar um velho amigo, oras – respondeu Ethan com um sorriso misterioso – é isso que as pessoas fazem nos cemitérios.

– Eu sinto muito, mas o cemitério está fechado – avisou, e Ethan veio em sua direção. O garoto ergueu a mão e começou a movimentá-la levemente para o homem, que logo sentiu uma moleza atingir seu corpo e suas pupilas dilataram.

– Mas você podia abrir uma exceção para mim – disse Ethan, continuando a balançar sua mão que virou o foca da visão do vigia.

– Sim, eu podia sim – falou com a voz arrastada, estava hipnotizado.

– Então volte a ver o seu jogo na TV – Ethan ditou.

– Sim, eu vou voltar a ver o jogo na TV – repetiu, e obediente, ele voltou a concertar-se na televisão. Ethan sorriu de lado e se dirigiu para dentro do cemitério.

O cemitério não era grande, mas possuía túmulos muito antigos, porém, isso de nada interessava a Ethan. O garoto se dirigiu a um ponto um pouco mais afastado das lapides, ele olhou em volta e depois olhou para o chão. Sentou-se sobre a grama um pouco molhada por conta da chuva, então começou a retirar algumas gramíneas do chão como se fosse a coisa mais interessante a se fazer ali, mas na verdade, Ethan está pensando. Ele não sabia bem como começar aquilo, já tinha um tempo que ele queria fazer isso, mas a mágoa que sentia dentro de seu peito o impedia, pelo menos até agora.

Ele fechou os olhos e inspirou fundo, soltando o ar logo em seguindo num longo suspiro. O garoto olhou para o chão e sorriu.

– Olá Miguel.

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Ao contrario dos outros dias, aquela manhã estava fria.

Sam despertou com uma leve dor no pescoço, ele queria se acomodar melhor sobre a cama, mas a grande barriga o impedia, limitando-o a ficar somente deitado de costas para a cama, um posição que ele estava aprendendo a detestar.

Ele virou o rosto vendo Dean dormir como um anjo ao seu lado, os dedos do loiro estavam entrelaçados com os seus, da mesma forma que estavam antes de irem dormir e Sam sorriu levemente.

O moreno sentiu uma imensa vontade de urinar assim que tentou se sentar sobre a cama, algo que virou rotina, já que por causa da gravidez, Sam sentia vontade de ir ao banheiro, praticamente, a cada dez minutos. Ele olhou para Dean, imaginando que o loiro iria ficar muito aborrecido se Sam se locomovesse pela casa no estado que ele está, sem ter Dean por perto. Mas Sam não queria acordá-lo, Dean dormia tão bem, até babava sobre o travesseiro, a quanto tempo o seu companheiro não tem um bom descanso como aquele?

Com esse pensamento, Sam levantou-se com um pouco de dificuldade, e usou a parede como um apoio para conseguir manter uma maior estabilidade. Se não estivesse no seu sétimo mês de gravidez e não tivesse uma barriga imensa com dois Pokémons dentro como Ethan costumava chamar os seus filhos, ele daria pulos de alegria assim que conseguiu alcançar o banheiro no final do corredor. Sam fez uma anotação mental sobre avisar a Dean para fazer um banheiro no quarto deles, algo muito necessário.

Assim que terminou suas necessidades fisiológicas, Sam seguiu pelo mesmo caminho até o quarto, mas se absteve assim que ouviu o som da campainha soando pela casa. Um frio na barriga passou pelo seu corpo no mesmo instante.

Quem seria?

Ethan não precisa tocar a campainha, ele nem sequer passa pela porta. Então quem seria?

Sam seguiu um pouco mais depressa para o quarto, encontrando seu amado na mesma posição. Com gentileza, ele sacudiu o braço de Dean, tentando acordá-lo.

– Dean – ele chamou, assim que ouviu a campainha tocar novamente – Vamos Dean, acorde – balançou com mais força, e parou quando ouviu o loiro soltar um resmungo contrariado.

– Sam? – Dean abriu os olhos com dificuldade – O que faz de pé, já disse para você me acordar quando precisar de algo – Dean o repreendeu e Sam revirou os olhos.

– Dean, escuta – Sam chamou a atenção do loiro – tem alguém tocando a campainha. E a não ser se você estiver esperando a visita de alguém, eu não sei quem é – Sam disse, e mais do que depressa ele levantou-se da cama e vestiu-se, já que o loiro só dorme com uma cueca.

– Deixe que eu vou ver quem é – Dean beijou-lhe e saiu pela porta, Sam ajeitou os travesseiro para poder sentar encostados a eles, ele deixou a porta aberta para assim poder escutar o que pudesse acontecer no andar de baixo.

Dean desceu depressa ao ouvir a campainha ser tocada diversas vezes.

– Já vai! – exclamou ele, já perdendo a paciência. Quem em seu juízo perfeito visita alguém a essa hora da manhã.

O loiro ajeitou a roupa antes de finalmente abrir a porta, e a pessoa que se encontrava ali na sua frente o olhando de forma revoltada não podia ser mais surpreendente para ele.

– Bobby – Dean sussurrou com os olhos arregalados.

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Ethan estava deitado sobre a grama, sorrindo para o céu nublado.

– Sabe Miguel, eu sei que você pode me ouvir, e deve estar se perguntando do porquê de eu estar aqui – falou para o vento.

– De certa forma, eu precisava vir aqui, precisava mostrar para você que eu não preciso de você – sorriu de canto – tão pouco me importo em você estar aí em baixo, preso com o seu irmão – ele virou-se, ficando de barriga para baixo.

– Na verdade, você deve estar até feliz – disse debochado – você sempre disse que amava Lúcifer, o seu irmão mais novo, e eu até ficava com ciúmes às vezes – riu levemente – mas essa época já passou, eu tenho novos amigos e eu acho até que você os conhece – Ethan pôs a mão no queixo – Sam e Dean, sabe? Aqueles que te prenderam aí, se lembrou agora? – sorriu mais largamente – é uma pena eu não ter presenciado tal momento, pois eu ia ver de camarote a sua queda.

Ethan que estava feliz por conseguir por toda sua raiva para fora, sentiu uma forte tristeza atingir o seu peito, o que fez as lágrimas escorrerem pelo seu rosto.

– Eu não entendo o porquê de você ter feito aquilo comigo – falou num fio de voz em meio a soluços – eu... eu te amava tanto – chorou mais ainda, mas logo limpou suas lágrimas – Mas agora eu não me importo nem um pouco – levantou-se e deu uma ultima olhada sobre o chão, seus olhos ainda estavam avermelhados, mas não demonstravam tristeza, e sim, uma frieza congelante.

– Espero que apodreça com o maldito do teu irmão – Ethan desejou. No entanto o garoto sentiu uma leve dor, e um chamado mental de Dean. E ele arregalou os olhos.

– Oh não! Sam – e desapareceu do cemitério.

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– Vai ficar ai só olhando? – Bobby indagou irritado, mas logo puxou Dean para um abraço apertado.

Só naquele momento o loiro despertou. Dean estava tão surpreso por ver o homem que ele considerava um segundo pai, que nem conseguia formular uma frase coerente.

– Por que você e seu irmão não mandaram mais noticias, falando nisso cadê Sam? – Dean arregalou os olhos. Até o momento, ele só estava se preocupando com a gravidez de Sam, por isso nem havia passado por sua cabeça que eles tinham amigos e que teriam que contá-los como ele e Sam teriam dois filhos.

– Ele saiu – respondeu rapidamente. E Bobby parou para analisá-lo. Dean teria que ser cuidadoso, Bobby o conhecia muito bem, e com certeza sabia quando o loiro estava mentindo, mas Dean tinha que evitar que ele visse seu irmão, já que seria difícil explicar a enorme barriga de Sam – Você não quer entrar? – Dean disse mais tranquilo, dando espaço para Bobby passar, ele entrou pela sala olhando tudo em volta.

– De quem é essa casa? – indagou, Bobby já não estava entendo nada.

Primeiro, Dean e Sam desaparecem sem dar noticias por quase sete meses, o que o preocupou muito, já que o velho tinha esses meninos como seus filhos. Agora, quando ele decidiu por procurá-los, ele encontra Dean numa casa bonita com um belo jardim, agindo estranhamente, como se estivesse lhe escondendo algo.

– De um amigo nosso – Dean respondeu – Nós estamos morando aqui, Bobby – Dean revelou, e Bobby o olhou com o cenho franzido.

– O que? – exclamou – você e seu irmão decidem por ter uma vida normal e esqueceram-se desse velho caduco aqui – Bobby disse afetado, mas logo sorriu batendo no ombro de Dean.

– Que isso Bobby, eu e o Sam só estávamos esperando o momento certo para te contar – Dean disse, mas suas palavras revelavam mais do que ele quis dizer, e Dean mordeu a língua.

– Mas isso não precisa de momento certo para contar – Bobby reclamou, mas logo percebeu um detalhe – a não ser que não seja só isso – falou e viu Dean desviar os olhos para o chão – O que está acontecendo, Dean? – o loiro percebeu que o momento era o certo para revelar a verdade. Ele suspirou e olhou para Bobby, que o encarava com a sobrancelha erguida.

– Eu e o Sam estamos juntos, Bobby – disse finalmente, e Bobby arregalou um pouco os olhos – nós estamos apaixonados e.., – Dean não terminou sua fala, pois levara um forte soco no rosto.

– Eu não posso acreditar! – Bobby exclamou com um ar decepcionado – como você diz uma coisa dessas – ele aumentando seu tom de voz – Se John estivesse aqui...

– Não mudaria nada! – exclamou o loiro – eu o amo e nada vai me impedir de ficar com ele! – Dean quase gritava, assustando Bobby com a força de suas palavra. E chamando a atenção de um moreno grávido no andar de cima.

Sam começou a ouvir vozes alteradas no andar de baixo, ele levantou-se da cama indagando sobre com quem que Dean estava batendo boca. Lentamente, Sam foi em direção as escadas para ver o que estava a acontecer, até o momento em que ele ouviu a voz que debatia com a de Dean, era conhecida, era a voz de Bobby. Ele se aproximou do primeiro degrau e observou o senhor que ajudara a criá-lo discutindo com seu irmão.

– Dean... – sussurrou inconscientemente, mas foi o suficiente para o loiro o olhá-lo, e Bobby seguiu seu olhar parando e Sam.

O moreno arregalou os olhos quando Bobby o fitou totalmente assustado.

– Sam, o que houve com você? – Bobby estava pasmo, nunca em sua vida e sua grande experiência com o sobrenatural, ele pensaria em ver um homem grávido, e agora ele estava contemplando seu quase filho com uma imensa barriga.

– Bobby, eu... – Sam estava desesperado, seus olhos começaram a lacrimejar sob o olhar decepcionado que Bobby dirigia-se a si.

O moreno sentiu-se tonto por um instante e por isso perdeu a noção de espaço e involuntariamente moveu-se para frente.

– Não Sam! – berrou Dean. Mas já era tarde, Sam acabou por dar um passo em falso para frente perdendo, assim, o equilíbrio e caindo sobre a escada, rolando sobre os degraus de madeira até atingir o chão.

Dean via aquela cena, mas parecia que tudo estava em câmera lenta, e seu corpo parecia estar em choque por não conseguir se mexer, mas logo despertou assim que viu Bobby se dirigir até o moreno e ele mais do que depressa alcançou o seu irmão.

– Sam, acorde! – ele abraçou a cabeça do moreno – por favor, Sam acorde! – chamava inutilmente. As lágrimas desciam por sua face e pingavam sobre um Sam desacordado.

– Oh Deus – exclamou Bobby ao lado de Dean, ele apontou para as pernas de Sam, aonde começou a escorrer um filete de sangue pelo chão.

Dean desesperou-se ao ver o sangue de Sam acumular-se em uma poça. Mas ele logo manteve a calma, fechou os olhos e chamou em pensamento o único que podia ajudá-lo.

– Ethan...

O garoto de olhos azuis apareceu na sala quase no mesmo instante, olhando ficando atônito pela situação que ele estava a ver ali.

– Dean segure-o e o levante – ordenou Ethan, sendo claramente obedecido por Dean, que passou um de seus braços por baixo da perna de Sam e o outro segurou as costas do mesmo, e o ergueu.

– Ponha o aqui – ditou uma mulher ao seu lado.

Dean estava tão focado na face pálida de Sam, que nem prestava a atenção a sua volta.

Por causa disso, não percebeu que já se encontrava no quarto de hospedes da casa. O quarto estava muito diferente, havia uma cama de hospital dom um suporte de soro e vários aparelhos de monitoramento e outros que o loiro não fazia questão de saber. Ou seja, o quarto estava totalmente adequado para uma cirurgia.

– Ponha na cama, senhor – repetiu a moça com mais ênfase, e Dean despertou de seu transe e a olhou. Era morena, e usava uma roupa branca, como uma enfermeira.

– Claro – respondeu depressa e pôs gentilmente Sam na cama, a moça logo o afastou e se aproximou de Sam, segundo seu braço a procura de uma veia para por o equipo de soro. Ele ainda observou elas começarem a entubar o seu irmão, para o desespero do loiro

– Está tudo pronto, meninas? – perguntou Ethan entrando no quarto vestindo um jaleco banco, com toca e mascara. As enfermeiras confirmaram e o garoto olhou para Dean

– Quem são essas?

– Minhas assistentes, não se preocupe – disse Ethan – agora, eu vou precisar que saia.

– Eu vou ficar – respondeu firme, não ia abandonar seu amor nesse momento.

– Não vai não, você me atrapalha – Ethan ditou e estalou os dedos. Dean piscou e se viu no corredor de frente para a porta do quarto.

– Ethan! – exclamou ele, pronto para arrombar a porta. Se não fosse por Bobby que o segurou.

– Acalme-se Dean – Bobby o puxou para longe da porta – vai ficar tudo bem – disse tentando tranquilizá-lo, mas de nada adiantou. Dean logo se desvencilhou dele.

– Não – berrou ele – nada nunca fica bem com a gente – desabafou ele, escorando-se na parede – por que é isso que acontece comigo. Eu sempre perco as pessoas que eu amo. Minha mãe, depois meu pai e agora... – o loiro escorregou até o chão, como se tivesse perdido todas as forças em suas pernas – eu estava com ele em meus braços, eu sentia a vida o deixando – ele falou deixando as lágrimas escorrerem livres pelo seu rosto – eu... eu vou perdê-lo.

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– Lâmina de bisturi – pediu Ethan a uma de suas assistentes que logo o entregou a ferramenta.

Ethan pôs a mão, coberta por uma luva cirúrgica, sobre a barriga túrgida de Sam, procurando um melhor ponto para efetuar o corte.

– Aqui – falou para a segunda enfermeira loira que se encontrava ali, e mais do que depressa ela passou um algodão com um liquido amarelado sobre a pele, esterilizando-a.

Assim que a enfermeira terminou, o garoto apontou a lâmina afiada sobre a pele e começou a cortá-la, trilhando uma linha horizontal um pouco abaixo do umbigo.

– Senhor, a pressão está abaixando – avisou a enfermeira morena.

– Tudo bem – disse ele, terminado o corte e pondo o bisturi sobre uma bandeja de aço e recebendo um afastador que a enfermeira loira o entregou.

Logo ele posicionava o afastador e pegava novamente o bisturi para cortar a placenta, e entregando para a enfermeira loira, a morena já se posicionava a espera do primeiro bebê.

Ethan com gentileza adentrou com suas mãos o corte, trazendo com elas um pequeno serzinho, e assim que entrou em contato com o ar, ele chorou alto, dando trazendo esperança para aquele momento de desespero.

Dean ergueu a cabeça assim que ouviu o som do choro, ele mais do que depressa ergueu-se do chão e abriu um imenso sorriso para Bobby – Meus filhos – sussurrou ele.

– É um menino! – Exclamou Ethan e logo cortou o cordão umbilical e entregou o pequeno para a morena que tratou de limpá-lo – Aguente firme Sam – Ethan falou, voltando a por suas mãos dentro do corpo do moreno e tão logo retirando o segundo, que não demorou a mostrar que estava vivo com seu agudo choro – é uma menina! – contou o cordão desta também e a entregou para a enfermeira loira.

– Agora é você, meu amigo – Ethan retirou os últimos resquícios do pseudo-útero que Sam desenvolveu, não podia arriscar que algum problema se acarretasse para o moreno com aquela parte estranha dentro do seu corpo.

Então os aparelhos ligados a Sam começaram a apitar.

– Pressão caindo muito depressa – disse a enfermeira desesperada – ficando sem pulso – visou a ela.

Ethan pôs a mão sobre o corte, e uma luz branca saiu de sua palma iluminando todo o quarto e curando a Sam completamente.

– Fique com a gente Sam.

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Sua cabeça latejava um pouco, mas não o impediu de abrir os olhos. No inicio sua visão estava um pouco turva, no entanto, logo se focalizou no outro lado do quarto, onde se encontrava Dean escorado no berço de madeira que ele e o loiro compraram.

Sam tentou sentar-se sobre a cama, mas uma leve dor o atingiu o que o fez soltar um lamurio chamando a atenção de Dean que logo veio até ele.

– Dean... – sussurrou ele.

– Achei que não ia mais acordar – sorriu Dean, ajudando-o a levantar-se da cama – do jeito que você dormia, eu pensei que ia acordar só quando os nossos filhos estivessem na faculdade – Sam o olhou espantado, e só agora dando falta de sua túrgida barriga que o acompanhou durante quatro meses.

– Onde eles estão? Estão bem? – perguntou apressadamente.

– Por que você mesmo não ver – falou Dean sorrindo que nem um bobo, levando Sam até os dois berços que havia ali.

Sam se afastou de Dean e chegou mais perto dos berços, dando uma boa olhada naquelas duas criaturinhas que dormiam tranquilamente. Seus olhos se encheram de lágrimas, eram seus filhos ali, e eles eram perfeitos.

– Não chore Sam – Dean puxou o seu queixo e o beijou levemente, sentindo o gosto salgado das lágrimas.

– É que eu estou feliz Dean – sorriu e o mais velho o abraçou por trás, tendo cuidado em não apertá-lo demais – muito feliz.

– Sam! – exclamou Ethan abrindo a porta saltando em cima do moreno, não literalmente, ele só o abraçou de leve – você quer que eu morra, menino – repreendeu-o – não me assuste desse jeito de novo.

– Tudo bem – sorriu. Então seu sorriso morreu assim que Bobby entrou no quarto também, Sam logo se afastou de Dean – Bobby, eu...

– Esqueça isso meu filho – Bobby chegou perto de Sam e o abraçou – eu não tenho direito nenhum de interferir no que você e o seu irmão sente um pelo outro, mesmo que vocês mereçam umas palmadas – ambos riram – mas não posso deixar de dizer que passar por tudo isso me emocionou muito e... Céus! Eu sou avô! – exclamou ele – e todos riram.

– Falando nisso – Ethan tomou a palavra – Agora você já podia dizer quais vão ser os nomes deles, já que numeral não está dando mais certo. Se quiser eu posso ajudar a escolher os nomes, eu tenho várias ideias de nomes que combinam – Ethan começou a falar sonhador.

– Obrigado Ethan – Sam sorriu – mas eu já escolhi os nomes a muito tempo, de alguma forma eu já sabia quais seriam os sexos dos meus filhos e isso ajudou a escolher – ele olhou para Dean – eles vão se chamar John e Mary, os nomes dos nossos pais. O que você acha?

Dean não impediu o imenso sorriso que surgiu em sua face.

– Eu acho perfeito, meu amor – Dean disse e o beijou.

– Está chorando Bobby? – perguntou Ethan para o senhor que limpava disfarçadamente o olho.

– Claro que não, só caiu um cisco – ele disse e Sam e Dean riram.

O dia fora ótimo, Sam finalmente teve seus filhos em seu colo e ninguém se atrevia em tirá-los dele. Bobby parecia ter aceitado a união de Dean e Sam e agora se despedia, com a promessa de voltar toda a semana para visitar os seus netos, ele deu um cascudo em Dean e ameaçou atirar nele caso eles ficasse sem dar noticias novamente.

E o resto do dia para os irmãos e agora amantes fora ficar na cama com Mary e Johnny, como apelidou Ethan, entre eles, somente aproveitando a sensação de uma família completa como eles sempre quiseram e foram privados.

– Obrigado pela ajuda meninas – disse Ethan as duas enfermeiras, ele balançou as mãos e a hipnose sobre elas terminou, e antes que alguma pudesse indagar sobre o lugar estranho onde estavam, elas já foram mandadas para suas casas – Meu trabalho aqui está terminado – disse Ethan contemplando aquela cena da batente da porta e pronto para retirar-se.

– Ethan! – chamou Sam.

– Sim – ele prontamente aproximou-se da cama.

– Já está indo? – Sam perguntou e recebeu um aceno positivo do garoto – por que você não fica?

– Obrigado Sam, mas aqui não é o meu lugar – disse Ethan – por isso, eu estou dando essa casa para vocês, aqui nada fará mau para vocês e seus filhos – ele falou para os irmãos, que se levantaram para o abraçarem, primeiro Sam – aceitem isso como um presente de amigo – disse no ouvido do moreno.

– Obrigado

– E você – abraçou Dean – Vê se cuida bem do Sam.

– Cuide-se você também – disse Dean sorrindo – O que irá fazer agora?

– Não sei bem – disse o garoto pensativo – talvez continuar no ramo da medicina e arranjar algo nessa área, eu gostei de ser médico do Sam – sorriu.

– Boa sorte e obrigado por tudo – falou Dean agradecido.

– Só isso? Parece algo tão geral, seja um pouco mais especifico – Ethan reclamou e Dean revirou os olhos.

– Obrigado Ethan por ajudar a juntar-me com Sam e fazer com que eu percebesse que ele é a pessoa que eu mais amo – olhou para Sam que estava um pouco corado – e por possibilitar que o Sam engravidasse e desse mais esse presente para a minha vida que é os meus filhos, obrigado Ethan – terminou de falar – Está bom?

– Dean, você me emociona assim – Ethan fingiu-se emocionado, Sam riu e Dean revirou os olhos – Agora para essas duas coisinhas fofas, eu lhes dou a minha benção e a minha promessa de que sempre que precisarem eu estarei aqui para ajudá-los, assim como fiz com seus pais – Ethan beijou a testa de Johnny e depois de Mary e olhou para o os irmãos – e o meu presente de padrinho do casal e das crianças é esse – ele entregou dois papeis para Sam e Dean.

Certidão de Nascimento de John Winchester. E Certidão de Nascimentos de Mary Winchester – leu Dean nas duas folhas

– Você fez isso? – indagou Sam.

– Uhum – confirmou Ethan – eu pensei que seria difícil de explicar o nascimento dos gêmeos para vocês tirarem a certidão de nascimento, e não teria os nomes de vocês dois. Então, eu li a mente de Sam para saber os nomes, desculpe-me Sam, e movi os meus pauzinhos para conseguir essas duas certidões com os nomes de vocês dois como os pais verdadeiro de Johnny e Mary – ele abanou a mão – não precisam agradecer, só venham aqui – ele saltou sobre os dois, os abraçando fortemente.

– Você vem nos visitar às vezes? – perguntou Sam o abraçando forte também, assim como Dean.

– É claro que sim, eu não perco por nada o crescimento dos meus afilhados – ele se afastou dos dois – Adeus meninos – disse e recebeu um aceno de Sam e Dean antes do garoto desaparecer do quarto.

– Eu vou sentir muita falta dele – revelou Dean e Sam riu

– Eu também – Ele voltou para cama e deitou ao lado de seus filhos que continuavam a dormir. Sam nunca cansava de admirá-los.

– Eu acho que eu estou sonhando – disse Dean, deitando-se atrás de Sam e o abraçando pela cintura – Estou aqui, com você e, finalmente, os nossos filhos, não podia estar mais perfeito que isso – Dean mordeu levemente orelha de Sam, fazendo o menor ter tremores involuntários – na verdade, podia sim melhorar – ele apertou com força a navega de Sam.

– Dean! – repreendeu Sam – não faça isso na frente das crianças.

– Que tal se nós os colocarmos nos berços, por que eu estou doido para aproveitarmos a cama?

– Acho uma ótima ideia – Sam sorriu e beijou Dean – Eu te amo.

– Essa história de ficar grávido te deixou mais mariquinha que o normal – Dean riu da cara emburrado de Sam, mas logo depois o beijou – Eu também te amo, meu amor – e ambos sorriram.

Notas finais
E então? Espero que tenham gostado! Pois eu estou muito orgulho de mim mesmo por conseguir terminar essa fic. Irei sentir muita falta de escrever sobre o Sam e o Dean, assim como vocês também, acho eu. Eu gostaria de agradecer a todos que acompanharam a minha história, aos que comentaram e os que não comentaram também. E vou fazer um agradecimento especial a minha amiga Doce Rubi, que recomendou a história e sempre me ajudava com os seus cometários. :) Estou esquecendo de alguma coisa? ... Ah sim! Falta dizer qual é a boa noticia que eu prometi na nota de inicio. Bem, como todos sabem, esse foi o ultimo capitulo, mas... eu irei postar mais um capitulo antes de encerrar de vez com essa história. Vai um capitulo especial e que será bastante importante para os planos para o futuro. eu irei postá-lo na semana que vem, mas não tenho um dia marcado. Espero que todos leiam. Obrigado mais uma vez a quem leu até aqui e... Um Bjão do Adi!!