The Guardian
17 Capitulo Especial - One Year Later
Notas iniciais
Ele estava quente, muito quente.
Sam sentia seu corpo queimar com cada toque que recebia de seu companheiro, os dedos de Dean passeavam pelo seu corpo causando-lhe tremores que deixavam seus pelos arrepiados.
O moreno estava em êxtase com as sensações proporcionadas por seu irmão
– Ande logo Dean – disse Sam num suspiro abafado, e Dean sorriu malicioso para o desespero do seu amante, enquanto mordia levemente o mamilo direito de Sam.
– Sempre tão apressado, Sammy – Dean sorriu de canto para o moreno. E recebeu um gemido sofrido de Sam como resposta.
Dean continuou a trilhar com boca o caminho até o baixo ventre de Sam, enfiando sua língua no umbigo do moreno fazendo um onda de cócegas espalhar-se pelo corpo do mais novo.
Dean estava tão hipnotizado pela pele de Sam e de como ela era saborosa sob sua boca que praticamente levou um susto quando um choro estridente ecoou pela casa.
– Deixa que eu vou – falou Dean saindo da cama e dirigindo-se a porta, e como de costume, o loiro usava somente uma box.
Sam sorriu um pouco frustrado, mas logo ignorou. E ele, de repente, se pegava pensando em como a vida o levou até aquele ponto, de estar com a pessoa que ama e ter uma família completa com ela. Com um sorriso ele levantou-se logo depois e seguiu até o quarto dos seus filhos, do corredor ele começou a ouvir um leve cantarolar de uma música.
– Metallica? – Sam perguntou ao abrir a porta.
Dean estava sentado numa poltrona que havia ali, Johnny estava em seu colo e o loiro cantarolava o Rock em um ritmo lento, que para o bebê, mais parecia uma canção de ninar.
– É claro – Dean exclamou num tom baixo, assim que viu o pequeno fechar os olhos – filho meu tem que gostar de rock desde pequeno, e parece que funcionou – disse Dean sorrindo para Sam, mas, no fundo, o loiro amaria seus filhos independente das escolhas que eles fizessem ou do que eles gostassem.
– E Mary? – perguntou Sam indo até o berço de sua filha com detalhes cor de rosa.
– Está no berço – respondeu Dean e viu Sam retirá-la. A pequena sorriu para o seu papai e tentou por as suas mãozinhas no rosto de Sam, o que o fez sorrir – Ela é tão calma e independente que me faz lembrar de você – Dean comentou.
Sam seguiu até o irmão e sentou-se numa cadeira ao lado dele.
– Já o Johnny é agitado e carente – o loiro continuou a falar – eu nem sei quem ele pode ter puxado – disse Dean pensativo. E Sam riu.
– Eu conheço alguém assim – respondeu Sam misterioso e Dean não gostou nada.
– E eu posso saber quem é? – perguntou já irritado. Sam, vendo que Mary já havia dormido em seu colo, levantou-se ignorando o irmão, a pôs no berço e logo voltou a olhar para Dean, que tinha um semblante sério. Sam riu por dentro do ciúmes do loiro.
– Você já pôde me responder, Samuel – disse Dean aborrecido. Sam aproximou-se dele de uma forma sedutora.
– Você mesmo, seu bobo – Sam deu-lhe um selinho e pegou Johnny de seu colo – Cheio de atitude, mas carente de atenção – o moreno beijou o seu filho que agora contemplava o mundo dos sonhos, o pôs no berço, que ao contrário do da irmã, o dele tinha detalhes azuis, Sam desejou um boa noite para os filhos e olhou para Dean que tinha um sorriso maroto, o loiro bateu em suas coxas, indicando a Sam onde ele devia sentar-se, e foi claramente obedecido.
Dean enrolou a cintura de Sam com seus braços trazendo-o mais para perto.
– Vocês são a minha vida – sussurrou no ouvido de Sam, o moreno sorriu e o beijou, Dean logo descia suas mãos até alcançarem as nádegas de Sam.
– Não Dean – Sam puxou as mãos de Dean e o loiro soltou uma exclamação de desagrado – amanhã vai ser um dia cheio e temos que acordar cedo.
– Nem uma rapidinha? – Dean fez um bico carente e fofo. E Sam riu.
– Eu não disse, tal pai tal filho – Sam rir mais ainda e Dean lhe mordeu o pescoço, o que fez o moreno parar de rir e começar a soltar sons que Dean considerava muito mais excitantes – Tudo bem Dean, me espera na cama, eu tenho que fazer algo.
Dean choramingou um pouco, mas se foi. Sam seguiu até os seus filhos, ficando entre os dois berços.
– Amanhã será um dia agitado para vocês dois – Sam sorriu – o primeiro aniversário! Vocês estão crescendo tão rápido – Sam beijou a testa de cada um – boa noite meus bebês – disse ao sair e fechar a porta.
– Sammy! – chamou Dean do quarto do casal, impaciente como ele sempre foi.
– Já estou indo Dean! – respondeu Sam ainda sorrindo bobo.
0ooo0ooo0
– Será que está bom? – perguntou à garota loira ao seu lado.
Sam ainda tinha suas dúvidas quanto ao bolo que ele tinha acabado de fazer. Qualquer outra pessoa diria que estaria ótimo o bolo de massa pronta, enfeitado de glacê de cor azul de um lado e do outro com a cor rosa, e no centro uma vela em forma de “1”. Estava perfeito, mas Sam tinha um defeito. Ele era perfeccionista.
– Está lindo Sam – disse Jô, tentando convencer ao moreno que tudo estava ótimo. Sam ainda analisou-o antes de acabar por concordar com a loira.
Dean e Sam estavam se virando muito bem como pais de primeira viagem, mesmo quando Ethan partiu. Além do mais, eles tiveram uma grande ajuda de Bobby que estava se mostrando um avô muito babão com os seus netos.
E foi por pressão do mais velho que Sam e Dean decidiram por contar a Ellen e Jô sobre tudo que aconteceu com eles, já que elas são amigas dos dois e os ajudaram diversas vezes.
– Olha o papai, fazendo um bolo gostoso para a gente – falou Dean, com uma voz engraçada, para Johnny que estava em seu colo, assim que entrou na cozinha. O pequeno ria das caretas que seu pai fazia para si – Mas só pode comer depois do jantar chique que ele vai preparar para o seu aniversário – continuou a falar com a voz engraçada.
– Onde está Mary? – Sam perguntou, colocando o bolo na geladeira e ignorando o que Dean falava de si.
– Está na sala, Ellen está dando leite da mamadeira para ela – Dean respondeu e foi até Sam, dando-lhes um beijo.
Jô desviou o olhar. A loira era apaixonada por Dean até pouco tempo atrás, mas ignorou esse sentimento, já que Dean nunca ficava com uma garota mais do que uma noite. Só mesmo Sam que nunca saia de seu lado, mas ela e a mãe pensavam que era por causa do laço de irmãos que os mantiam juntos.
E qual foi a maior surpresa quando Dean e Sam foram até a sua casa junto com Bobby para dizer que eles estavam juntos e que tinham dois filhos.
Primeiro sua mãe queria surra-los, mas Jô achou uma reação normal depois da surpresa de inicio.
Mas assim que ela e sua mãe, Ellen, desceram seus olhos naqueles dois bebês, tão frágeis e capazes de amolecer o coração mais frio, não teve como não aceitar a atual relação dos dois.
Mesmo que não tenha ficado muito esclarecido como foi que os dois começaram a cometer incesto, ou de onde eles tiraram esse casal de gêmeos tão fofos, já que Dean, Sam e até Bobby economizaram nos detalhes mais importantes. Dizendo somente que depois de um trabalho, Dean e Sam perceberam que sentiam algo a mais um pelo outro e que queriam ter uma vida normal, por isso adotaram John e Mary. Uma explicação totalmente deficiente de detalhes, mas as duas não insistiram.
Mas, as vezes, Jô parava para pensar consigo mesma, se fosse olhar de um ponto de vista mais profundo, Sam e Dean sempre tiveram uma relação fraternal muito fora do normal, onde reinava a dependência e a possessividade, tanto no dia a dia quanto no hora do trabalho. E não somente ela percebia isso.
– Se eu não estivesse aqui, eu acho que Mary morreria de fome – reclamou Ellen trazendo a pequena em seu braços e Bobby vinha logo atrás. Dean revirou os olhos para o comentário da mulher e Sam riu assim com Jô também – Coitadinha da minha pequena – disse Ellen numa voz engraçada, bem parecida com a que Dean tinha feito para Johnny – Seu papai Dean não cuida de você direito? Deixa que a tia Ellen vai cuidar de você.
– Tia? Está mais para vovó – Dean sussurrou bem baixo para somente Sam ouvir, já que ele não queria perder a língua. Sam riu bobo do que o loiro disse.
– Eu ouvi isso! – exclamou ela, olhando severamente para Dean.
– O que? Eu... eu não disse nada – Dean disse assustado, Sam riu mais ainda assim como Jô que estava perto.
– Ah! Isso me lembra de quando você era pequena, Jô – Ellen sorriu ao lembrar de sua filha quando era mais nova, e Jô revirou os olhos.
– Mãe! – exclamou Jô – Não vá começar a contar histórias de quando eu era pequena – ralhou ela.
Sam, com as mão limpas, pegou sua filha de Ellen.
– Por quê não?
– Vamos logo mãe – Jô carregou sua mãe para fora – Nos vemos no jantar mais a noite, meninos – despediram-se.
– Eu acho melhor eu também ir me arrumar – Bobby falou – mas, infelizmente, estou hospedado no mesmo lugar que essas duas, que com certeza vai demorar em se arrumar, então nós não vamos chegar tão cedo – suspirou ele saindo pela porta da frente. Sam e Dean riram.
– Agora que estamos a sós... – Dean chegou perto de Sam, em sua voz dominava o duplo sentido e um sorriso safado se ostentava em seu rosto.
– Agora que estamos a sós – repetiu Sam sorrindo – você vai dar banho no Johnny e na Mary enquanto eu termino de prepara tudo – Sam riu do bico chateado de Dean, enquanto o loiro levava os gêmeos para o quarto, um em cada braço.
– O papai Sam é um estraga prazeres – Dean falou para seus filhos, mas alto o bastante para que Sam ouvisse também.
O moreno riu da infantilidade do loiro, e isso parecia que só aumentava a felicidade dentro de si.
Essa noite seria perfeita. E nada podia estragá-la.
0ooo0ooo0
Do lado de fora, o mundo parecia que iria acabar em água. Tamanha era a intensidade da chuva, que transformou uma tarde ensolarada em uma noite fria.
– Relaxa amor – Dean o abraçou por trás de estalou um beijo em seu rosto – essa chuva não vai atrapalhar a nossa noite – sussurrou no pé do ouvido.
– Não sei não Dean – Sam virou para encarar o irmão – eu sinto que está acontecendo algo de errado, não sei explicar bem – Sam disse, mas logo suspirou e deixou essas preocupações de lado – Quer saber? Deixa para lá – sorriu e Dean também – Conseguiu falar com ele?
– Não, só cai na caixa postal – respondeu Dean – Mas não se preocupe, o Ethan não ia faltar o primeiro aniversario dos afilhados dele.
– Tem razão – Sam sorriu e desceu seu olhar por todo o corpo de Dean, admirando-o. Dean usava uma camisa e blusa social, seus sapatos estavam engraxados e seus cabelos penteados perfeitamente. Dean estava lindo e na opinião de Sam, super sexy também.
– Faltou a gravata – relembrou o moreno e Dean suspirou.
– Você sabe que eu odeio usar gravata – disse o loiro indo até a cama, pegando a parte que falta e entregando a Sam.
– Você não odeia – Sam ditou, colocando a gravata em Dean – só não sabe colocar direito – Sam sorriu e o loiro revirou os olhos – agora sim, está lindo – elogiou e se afastou para terminar de se arrumar, mas Dean segurou em sua cintura e o puxou contra si.
– Não mereço nem um beijinho? – ele fez um bico fofo.
– É claro que sim – e Sam o beijou. Suas línguas bailavam juntas, uma degustando o sabor da outra, e assim foi até ter fim o ósculo.
– Eu te amo – sussurrou Dean com uma voz rouca.
– Não faz isso Dean – Sam reclamou num gemido enquanto Dean beijava seu pescoço – Se não, eu cancelo o jantar em família e fico aqui no quarto com você.
– Eu não ia achar ruim – riu o loiro – mas é o aniversário de Mary e Johnny – Dean acariciou a pele do rosto de Sam – Vamos deixar a nossa comemoração particular para mais tarde – Dean sorriu malicioso.
O som da campainha se fez presente quando Sam iria responder.
– Devem ser eles – comentou o moreno já saindo pela porta – Pegue o John e a Mary! – ditou para Dean antes de descer a escada.
– Tudo bem – respondeu Dean, mas Sam nem chegou a ouvir, ele já acabara de descer as escadas e abria a porta.
– Desculpe a demora – disse Jô deixando seu guarda-chuva atrás da porta – Essa chuva surgiu de repente e transformou as ruas num inferno – comentou ela, dando passagem para que Ellen e Bobby entrasse – Olá coisas fofas! – Jô foi até a cozinha onde Dean acabara de por Mary e John nas suas devidas cadeirinhas de bebês.
Johnny estava alegre, batia seu chocalho contra a cadeirinha e ria do som produzido pelo impacto. Um riso verdadeiro e sincero que só uma criança consegue, e que faz todos a sua volta rirem junto. Mary também ria, mas era por causa da travessura que seu irmão gêmeo estava a aprontar.
– Acho que já podemos começar a jantar – comentou Sam e Bobby sorriu.
– Que ótimo Sam! – exclamou ele – Ficar naquele transito todo me fez ficar com muita fome – o mais velho riu.
– Dean, você deu a mamadeira de Johnny e Mary? – perguntou Sam.
– É claro Sam, meus filhos são sempre bem alimentados – Dean estufou o peito – eu sou um pai exemplar! – todos na sala reviraram os olhos e depois riram.
O jantar passou sem nenhum problema como Sam temia. O momento fora regado de historias e piadas por parte de Bobby e Dean.
O cantar do parabéns foi o momento mais bobo segundo Dean, mas também o mais perfeito na opinião dele.
Sam segurava Johnny e ele segurava Mary. Os gêmeos riam como se entendessem o que estava a acontecer.
Quando os os abaixaram para ficar perto do bolo e sobrarem a velinha, Dean prestou atenção em Sam, ignorando todo resto.
O moreno tinha um enorme sorriso no rosto, nunca Dean tinha visto o mais novo dessa maneira, e ele se sentia orgulhoso de uma parte ser por causa dele.
– O jantar foi ótimo – falou Sam da cozinha, o moreno limpava a louça.
Dean estava sentado sobre um colchão que eles haviam posto sobre o chão da sala. Passava algo desinteressante na TV para o loiro que admirava John e Mary dormirem quase agarradinhos um no outro. Já tinha um tempo que Ellen, Jô e Bobby havia ido embora.
– Eu achei também – Dean respondeu desviando sua atenção para Sam que acabara de aparecer na sala.
– E essa chuva que não passa – lamentou o moreno olhando pela janela – Você pôs o Brooke para dentro?
– Eu acho que sim, mas você sabe que ele as vezes sai do cercado.
– Tem razão, eu vou ver e já volto – Sam pegou seu casaco e um guarda-chuva, e se dirigiu a porta, mas quando a abriu, qual foi a maior surpresa em ver o garoto de olhos azuis parado bem ali, na sua frente.
– Ethan... – Sam quase não acreditava.
Ethan estava encharcado, suas roupas molhadas colavam em seu corpo, e seus olhos estavam vermelhos e inchados, as lágrimas misturavam-se com a água que escorria do seu cabelo, seu queixo tremia como se estivesse com frio, mas na verdade ele estava prestes a começar a chorar.
Ethan abraçava fortemente sua barriga, como se buscasse protege-la do mundo.
– Sam... – soltou ele em um soluço – será que eu posso ficar aqui com vocês?
Fale com o autor