The Guardian
14 Capitulo XIV
Notas iniciais
– Ah Deus! Eu vou ser o padrinho! – o garoto exclamou batendo palmas animadamente – Será que vão ser dois meninos ou duas meninas? Eu aposto em um casal – Ethan comentou sonhador, mas Sam e Dean ainda estavam desnorteados com a noticia para prestar a atenção no que o garoto dizia.
– Ethan, isso não pode ser possível – Dean afirmou – o Sam é homem, e homens não dão a luz a um bebê! – Dean exaltou-se.
Para ele, Ethan só podia estar fazendo algum tipo de brincadeira sem graça.
– Normalmente sim, Dean – Ethan confirmou – Mas, a melhor hipótese que eu tenho é que os efeitos, causados pela grande quantidade de licor que Sam ingeriu, foram muito mais além do que eu imaginava, muito mais além do que uma sensação de calor ou feromônios. Chegaram ao ponto de mudar a anatomia interna de Sam, permitindo-o que gerasse uma criança, além de outras coisas – Ethan explicou o máximo que conseguiu entender sobre o fato.
– Ethan... – Sam chamou – você tem certeza? – o moreno perguntou, seus olhos brilhavam em expectativa.
– Eu tenho absoluta certeza – o garoto de olhos azuis foi firme no que dizia – Fora que, por serem gêmeos, sua gravidez será de sete e não de nove meses – avisou Ethan – e como já se foram dois meses, só falta cinco. Se bem que, eu percebi que eles estão se desenvolvendo bem rápido, então não me admira se eles vierem antes da hora – Ethan sorriu bobo.
Sam, aéreo ao falatório de Ethan, levou suas duas mãos de forma lenta até seu ventre, onde se encontrava os frutos do amor dele e de seu irmão. Uma lágrima escorreu por sua face. Mas uma lágrima de pura felicidade, por isso não evitou o imenso sorriso que surgiu em seu rosto.
Dean, que até então tinha suas duvidas sobre o que Ethan dizia. Viu qualquer ideia contraria a gravidez de Sam ser jogada para o espaço após contemplar o seu companheiro acariciar carinhosamente a própria barriga, de forma quase apaixonada. O loiro acabou por sorrir grandemente também. Sam estava esperando filhos.
Filhos seus!
E ele não podia estar mais feliz com isso.
– O que está esperando, Papaizão? – brincou Ethan, referindo-se a Dean estar parado que nem uma estátua, enquanto babava por causa do momento "materno" de Sam.
Dean apenas o olhou repreensivo, mas foi em direção a Sam, que estava distraído com o seu ato, o moreno só despertou quando sentiu os lábios de Dean sobre o seu pescoço, beijando-o levemente.
O loiro subiu seus lábios até alcançar a boca de Sam, capturando-a em um beijo cheio de ternura. Desceu sua mão pelo tórax do mais novo fazendo-a juntar-se com as mãos de Sam em um movimento circular sobre o ventre do moreno, acariciando-o, Dean sorriu durante o beijo.
Mas um estranho som fez com que os irmãos parassem e olhassem para o garoto de cabelos negros, que por caso, ainda estava no quarto.
Ethan, com uma mão estava se empanturrando de pipoca, que só Deus sabe aonde ele tirou aquele pote cheio que estava em seu colo, e com a outra mão ele segurava seu refrigerante de 500 ml. Seus olhos estavam vidrados no que os dois faziam em sua cama.
Dean pigarreou, mas Ethan estava mais entretido em conseguir enfiar cada vez mais pipoca em sua boca, fazendo algumas caírem pelo chão, e logo depois bebeu seu refrigerante com um canudo.
Dean pigarreou novamente, só que desta vez, de forma mais alta.
– Você quer um pouco? – Ethan falou de boca cheia, oferecendo seu refrigerante para Dean – é para limpar a sua garganta, já que você está precisando – Dean olhou descrente para o cinismo do garoto e Sam riu.
– Ethan, você podia deixar eu e Dean conversarmos – Ethan concordou com a cabeça, mas estava prestando a atenção no seu pote já vazio de pipoca – a sós – Sam completou, e o garoto o olhou com o cenho franzido.
– Está me expulsando do meu próprio quarto? – Ethan disse fingindo estar indignado.
– Não! Eu só estou pedindo, educadamente, que deixe-nos sozinhos por um tempo – Sam estava começando a ficar envergonhado, já que Dean também não estava ajudando. O loiro estava o abraçado, na verdade Sam já estava praticamente em seu colo, sentindo a ereção do mais velho contra a sua coxa.
– Isso é um absurdo – reclamou o garoto de olhos azuis levantando-se da poltrona em que estava e sugando os últimos goles do refrigerante, provocando aquele som caracteristicamente irritante – Ainda bem que eu já gravei vocês transando outras vezes – Ethan soltou no ar antes de sair batendo a porta.
Sam arregalou os olhos e Dean riu.
– Você acha que ele está falando sério? – Sam perguntou de olhos fechados, inclinando a cabeça para o lado, dando mais acesso para Dean beijar seu pescoço.
– É claro que não – o loiro sussurrou contra a pele – mas se eu fosse você, deixaria de me preocupar com isso e daria atenção a coisas mais importantes – Dean com um sorriso malicioso levou a mão de Sam até o seu membro rígido sob o tecido da calça.
– Dean... – Sam soltou em um lamurio, enquanto Dean mordia levemente seu pescoço e segurava em sua mão, a fazendo friccionar-se contra o membro do loiro, subindo e descendo lentamente por toda a sua extensão.
– Eu nem comecei a fazer nada e você já está gemendo o meu nome, Sam? – Dean sussurrou rouco em seu ouvido, e Sam sentiu seus pelos arrepiarem.
O loiro ajoelhou-se sobre a cama ficando de forma ereta, e trouxe Sam pela cintura para ficar do mesmo jeito. Sam viu estrelas quando Dean puxou seu quadril contra o dele, pressionando seu membro contra as navegas do moreno, ainda sob as roupas.
Dean seguiu com suas mãos até o zíper da calça de Sam, e o abriu, retirando o pênis do irmão de dentro da cueca e começando uma lenta masturbação.
Sam jogou a cabeça para trás, apoiando-a no ombro de Dean, ele mordia fortemente o lábio, sentindo o prazer proporcionado apenas pelas mãos do loiro.
Dean sorriu satisfeito a ver Sam daquela forma. Tão entregue a si.
– Que tal se nós terminarmos o que começamos no hospital? – Dean perguntou mordendo de leve a orelha de Sam, enquanto que aumentava a velocidade em que masturbava o seu irmão – Hein?
– Seria uma ótima ideia – Sam sorriu capturando os lábios de Dean com um beijo.
Dean largou os lábios do irmão para dar atenção ao seu pescoço, marcando-o com fortes chupões.
Sam jogou seu quadril para trás, apertando o membro de Dean contra sua bunda. O loiro soltou um som rouco, parecido com um rosnado contra a pele do mais novo.
Dean logo tratou de abaixar as calças de Sam, deixando totalmente nu. O moreno deitou-se na cama e se sentiu muito mais excitado ao ter Dean o observando de forma quase predatória.
Sam sorriu travesso e decidiu por provocar seu irmão.
Ele engatinhou lentamente até a cabeceira da cama e se apoiou nela, ficando de costas para o irmão, proporcionando para Dean uma visão perfeita de suas costas, cóccix e navegas, o moreno abriu ainda mais as suas pernas e se empinou.
Dean estava quase tendo um sangramento nasal de tamanha excitação que aquela cena lhe dava.
– Vai ficar só olhando? – Sam sorriu vadio. O moreno andava muito desinibido quando o assunto era sexo, até mais do que Dean. Talvez seja efeito da gravidez, mas quem era o loiro para reclamar de algo?
Dean apressou-se em chegar até o irmão, retirou suas roupas e acomodou seu membro rígido entre as navegas de Sam. O loiro, assim como Sam, fechou os olhos fortemente, não evitando o gemido de satisfação ao sentir o calor da pele do outro contra a sua.
– Sammy, você não sabe a falta que eu sentir de ter você dessa forma – Dean declarou ao pé do ouvido do irmão.
– Eu também – Sam soltou em um gemido ainda de olhos fechados, aproveitando das sensações que o falo de Dean em sua bunda estava lhe causando.
– Diga que não vai mais me ignorar, nem recusar os meus toques de novo – Dean implorou numa voz sofrida, segurando a cintura de Sam de forma possessiva – Ainda mais agora que nós vamos ter... – deslizou sua mão até o ventre do mais novo, causando arrepios em Sam – Filhos.
– Nunca mais – Sam juntou sua mão com a de Dean sobre sua barriga. E o loiro sorriu.
Dean posicionou seu dedo indicador na entrada de Sam, e começou a empurrá-lo lentamente, fazendo com que o mais novo gemesse baixo.
Dean sentiu que Sam estava úmido por dentro, e ele estranhou, já que não usou nenhum lubrificante até agora, então o loiro se retirou de Sam e um fio de secreção acompanhou o seu dedo, o liquido era transparente e um pouco viscoso. O loiro levou seu dedo a boca, solvendo da pequena amostra daquela secreção. Não tinha gosto.
Talvez fosse uma lubrificação natural, decorrente das mudanças que o Sam estava passando.
Dean desceu sua boca pelas costas de Sam, beijando a todo tempo.
Quando chegou as navegas, Dean as afastou, deixando exposta a pequena entrada que brilhava por conta daquela nova lubrificação.
– Ande logo Dean – Sam ditou impaciente, ele estava dolorosamente excitado e queria mais do que nunca que Dean o tomasse, o loiro apenas riu da pressa do irmão.
– Você parece estar tão apertado, Sammy – Dean circulou o orifício de Sam com o dedo, massageando-o, o moreno mordeu os lábios inferiores com força – Mas eu irei arrombá-lo e o deixarei todo aberto para mim – disse de forma suja. Mas só serviu para aumentar a excitação de ambos.
Dean logo posicionou seu pênis na entrada de Sam e começou a empurrá-lo para dentro. O loiro jogou a cabeça para trás de tanto prazer ao sentir as paredes do moreno contraírem em volta de seu membro que aos poucos avançava cada vez mais o interior de Sam.
Dean retirou-se quase completamente para logo depois afundar-se em uma forte estocada, o que fez Sam gemer alto para a satisfação do loiro que tinha os gemidos do irmão como a mais perfeita e gostosa musica.
Sam olhou por cima do ombro vendo Dean estocando nele de olhos fechados, e seu rosto carregava um semblante de puro prazer.
Dean não percebeu quando havia fechado os olhos, mas assim que os abriu e viu Sam o encarando, inclinou-se para beijá-lo, enquanto que aumentava o ritmo das investidas.
– Dean... – gemeu, Sam friccionava seu pênis com a sua mão, ele estava perto de chegar ao ápice.
– Eu também estou Sammy – Dean soltou em um gemido – vamos chegar juntos – o loiro abraçou a cintura de Sam e deu uma ultima forte estocada, o que fez com que ambos gozassem Sam em sua mão e Dean dentro do irmão.
Ambos caíram exaustos na cama, suas respirações ainda estavam descompassadas. Mesmo assim, Dean puxou Sam para o seu peito. Ficaram em silencio, mas nada incomodo, eles só estavam aproveitando a presença um do outro.
– Amanhã, eu vou arranjar um emprego – Dean disse depois de um tempo. Sam o olhou com o cenho franzido. – Não vamos viver de golpes nos cartões de crédito ou viajando de um motel para o outro. Vou arranjar uma casa para nós morarmos, quero dar uma boa vida para você e para nossos filhos – Dean disse sério e Sam já estava com os olhos lacrimejados – Principalmente agora que eu sou um pai de família – riu, mas teve seus lábios tomados pelo mais novo e ele logo tratou de retribuir aquele beijo.
– Uma boa vida para mim é estar ao seu lado – Sam declarou e Dean sorriu.
– Então – Dean começou – como vão se chamar? – o loiro perguntou animado.
– Não sei Dean – Sam riu – nós nem sabemos os sexos ainda.
– Oras Sam, o Ethan pode nos responder isso.
– Eu sei – Sam voltou a deitar a cabeça sobre o peitoral do loiro – Mas prefiro esperar o momento em que nascerem para saber – de repente Sam arregalou os olhos e olhou assustado para o irmão.
– Que foi?
– Como eles vão nascer? – Dean também arregalou os olhos. Ficaram tão felizes com a noticia da gravidez que nem pensaram nos detalhes.
Já que Sam não era provido de um útero, então como esses bebês sairiam?
Quando Dean iria responder algo. O som do toque de seu celular invadiu o quarto.
O loiro esticou-se até o criado-mudo para pegá-lo e logo o atendeu.
– Alô?
– Oi Dean – Uma voz conhecida falou do outro lado da linha.
– Castiel? – o loiro estava surpreso, Sam também o olhava curioso – achei que estivesse zangado comigo depois do que houve.
– Eu estava sim, mas ainda sou seu amigo – o anjo relembrou.
– E por que você está ligando? Por que não aparece aqui? – Dean indagou.
– Na verdade, eu estou do lado de fora – Castiel informou – essa casa está com algum tipo de bloqueio que me impede de entrar, vocês poderiam vir aqui? Há algo que eu preciso contar – pediu ele.
– É claro – Dean confirmou – Já estamos indo – o loiro desligou.
– O que houve? – Sam perguntou.
– Castiel estar lá fora e quer falar com a gente – Dean levantou-se da cama e começou a vestir-se, assim como Sam.
– E por que ele não vem aqui?
– Parece que o Ethan deixou a casa imune a criaturas sobrenaturais, por isso ele não consegue entrar – o loiro deduziu sabiamente, e dirigiu-se a porta do quarto – Vamos? – Chamou Sam, que estava acabando de se arrumar.
0oo0oo0
O anjo estava parado nomeio fio, do outro lado da rua da casa de Ethan.
De longe viu Dean e Sam saírem da casa e se dirigirem até ele.
Mas Castiel percebeu algo de diferente em Sam.
– Então Castiel, o que houve? – Dean tomou a palavra, mas o anjo apenas encarava o seu irmão – Castiel?
– Tem alguma coisa estranha em você, Sam – afirmou, e o moreno ficou nervoso.
– Eu estava doente, mas agora estou bem – Sam disse, não estava pronto para sair contando que estava esperando bebês, mesmo que Castiel fosse amigo deles. – Nos diga o que queria falar – Sam mudou de assunto, mas Castiel continuou a analisá-lo.
– Pelo jeito vocês ainda convivem com aquele ser – Castiel referiu-se a Ethan.
– Sim – Dean respondeu, não gostando do tom que o anjo falava do garoto – Ethan tem nos ajudado bastante.
– Mas ele não é isso que vocês pensam dele – Castiel se aproximou deles – e eu irei mostrar – os tocou em suas testas e ambos apareceram em uma clareira no meio de uma floresta.
Sam e Dean viraram-se e deram de cara com um casarão em ruínas, a madeira ainda chamuscava e o cheiro de cinzas empesteava o ar, algumas árvores em volta estavam queimadas ou derrubadas.
– O que houve aqui? – Sam perguntou.
– Havia quinze pessoas dentro daquela casa – Castiel começou – hoje pela manhã, Ethan incendiou essa casa, matando todos os seus moradores – Castiel disse, mas Sam e Dean recusavam em acreditar – adultos e crianças, não importa, ele matou a todos.
– Não é possível – exclamou Sam, ele e Dean ainda podiam ouvir os gritos das almas daquelas pessoas que perderam a vida naquela tragédia. Como Ethan poderia fazer algo tão cruel?
– É nesse garoto que vocês confiam? – Castiel perguntou, mas não esperou pela resposta. Ouviu-se o som de bater de asas e o anjo desapareceu.
Sam e Dean se viram de volta a rua em frente a casa de Ethan, eles se entre olharam chocados.
– Dean... – Sam chamou – eu não posso acreditar.
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