The Guardian

13 Capitulo XIII


Notas iniciais
Olá Pessoal! Estou muito orgulhoso de mim mesmo por conseguir postar os capítulos sem atrasos, ainda mais esse que trará muitas surpresas. E o Ethan está de volta! Espero que não tenham sentido falta dele no outro capitulo. Boa Leitura!

– Ainda não sei como você me convenceu a te tirar do hospital com a desculpa de transferência para um outro de melhor porte – Dean disse nada satisfeito, assim que entrou pela porta do motel. Já se passava da hora de almoço e os irmãos estavam no hospital por todo esse tempo.

Após os médicos derem o diagnóstico sobre a situação, eles quase que imediatamente recomendaram a internação de Sam e que marcasse imediatamente as sessões de quimioterapia e radioterapia. Mas assim que o mais novo ouviu esses dois nomes, infernizou Dean para que o tirasse dali, mesmo que aquilo fosse para o seu bem, no entanto, o moreno usou de artifícios muitos persuasivos e Dean, no final, sempre fazia o que Sam lhe pedia – você devia ter ficado no hospital Sam – Dean disse arrastado, os dois discutiram sobre isso por todo o caminho do hospital até ali.

– Eu não ia ficar lá, para ser obrigado a fazer aqueles tratamentos – Sam reclamou sentando-se em sua cama. Ele sabia muito bem a quimioterapia e a radioterapia eram de extrema importância no tratamento do câncer, principalmente em estados mais avançados como o de Sam, mas tinha algo mais, algo que impedia ele de se submeter a esses tratamentos.

Dean soltou um bufo de raiva e puxou com seu irmão pelos ombros.

– Vê se acorda Sam! – Dean exclamou irritado, extrapolando no seu tom de voz – Como você quer se curar, se você não quer fazer nada para melhorar.

– Eu quero melhorar sim – Sam alterou sua voz também – mas não daquela forma, aquilo só vai me desfazer aos poucos – Sam abaixou a cabeça – E esse tratamento vai me matar – Dean tentou negar, mas Sam o interrompeu – Eu sinto que sim, Dean, é quase um certeza – Sam tinha seus olhos lacrimejados e o loiro puxou-o para um abraço forte.

– Mas é a única opção que nós temos, meu amor – Dean sussurrou no ouvido de Sam. Embora a situação fosse muito séria, o moreno não evitou o sorriso bobo ao ouvir ser chamado daquela forma por Dean – Que foi? – o loiro perguntou, não entendendo o porquê de Sam estar o olhando e sorrindo daquela forma.

– Você nunca me chamou assim – Sam comentou, totalmente fora do contexto – de meu amor.

– Eu... é... – Dean, pela primeira vez, estava envergonhado, e Sam desviou os olhos, também corado – eu achei que não tinha problema, ou... me desculpe – Dean pediu de cabeça baixa.

– Não se desculpe, eu gostei – Sam disse sorrindo e Dean também sorriu – é que é meio estranho essas declarações de amor suas desde... – Dean revirou os olhos, ele não era essa pessoa sentimental que Sam estava falando, pelo menos não muito, ele era másculo, Sam é que era o sentimental da dupla, pensou Dean. Mas Sam franziu o cenho – há sim um outro jeito – o moreno falou afastando os braços de Dean que seguravam a sua cintura e caminhou até sua bolsa a procura de algo.

– O que houve Sam? – Dean perguntou não entendendo do que Sam falava.

Seu irmão estava ficando bipolar. Em uma hora Sam estava quase a chorar, depois começa a ficar sentimental e agora fala coisas sem sentido.

– O Ethan! – disse ele, como se aquilo fosse uma resposta para o desentendimento do loiro.

– O que tem ele? – Dean continuava confuso, e Sam suspirou com certeza seu irmão era lento para certas coisas.

– Ele pode me curar – respondeu com um imenso sorriso.

– O que? – Dean exclamou – Sam, o Ethan não cura as coisas, ele as destrói, do tipo transforma tudo em pó – o loiro disse, e Sam cruzou os braços revirando os olhos – Fora que, da ultima vez ele te deu um bebida mágica e você sabe no que deu – Dean foi sarcástico e Sam se irritou.

– Eu sei sim no que deu Dean, mas ele já me curou uma vez – Sam sorriu amargamente – foi quando você me deixou sozinho e eu fui estuprado por um maldito lobisomem – Sam tocou na ferida e Dean abaixou o olhar para qualquer ponto no chão, ainda se sentia muito culpado por aquilo, se pudesse voltar no tempo para consertar tudo aquilo, mas não pode – Eu vou atrás do Ethan, com ou sem você – Sam deu seu ultimato.

– Tudo bem – Dean concordou derrotado – Vamos logo atrás daquele moleque – o loiro sorriu, talvez Sam estivesse certo e Ethan pudesse mesmo curá-lo, e era isso que Dean esperava. Sam sorriu imensamente indo até o irmão e o beijando.

– Então vamos logo – o moreno largou seu irmão e começou a juntar suas coisas. Dean riu, não tinha mais duvidas.

Sam era mesmo bipolar.

0oo0oo0

O caminho até a casa de Ethan foi longo, Sam sentia enjoos a todo o tempo e muitas vezes tiveram que parar para que ele vomitasse a beira da estrada, para a preocupação de Dean. Mas o loiro pedia em pensamento para que o menino de cabelos negros pudesse mesmo ajudar o seu irmão.

Já anoitecia quando Dean virou seu Impala na esquina e o estacionou numa rua antes do motel da família de Ethan, mas tinha algo de diferente.

– Onde está o motel? – Dean perguntou abismado saindo do carro junto com Sam. No lugar do antigo motel, havia uma casa de modelo antigo com um grande quintal recoberto de grama, protegido por enormes muros.

– Tem certeza que é aqui? – Sam perguntou olhando em volta, de fato reconheceu aquela vizinhança.

– É claro que tenho – Dean afirmou, era impossível ele ter errado o caminho.

– Então o que será que houve? – Sam indagou para ninguém em especial.

– Eu demoli – disse uma voz atrás dos irmãos, fazendo-os se sobressaltarem.

– Porra Ethan! Que susto! Por você sempre faz isso? – exclamou Dean pondo a mão sobre o peito, assim como Sam.

– Gosto de ver a cara de vocês – Ethan deu de ombros com um sorriso travesso.

– Por que você fez isso? – perguntou Sam, referindo-se ao motel.

– De nada ia me servir um motel – Ethan respondeu normalmente, pondo os braços atrás da cabeça – se você o queria era só ter avisado – disse Ethan – por falar em avisar... – o garoto socou os braços de Sam e Dean, que reclamaram, já que embora a aparência frágil, Ethan dava socos bem fortes – Isso é por terem ficado dois meses sem falarem comigo, vocês têm telefones para quê? – Ethan cruzou os braços e fez um bico emburrado. Sam e Dean riram da infantilidade do garoto.

– Desculpe-nos por isso Ethan – Sam disse – Mas eu tenho que te dizer uma coisa importante, que só você pode me ajudar – Sam falou sério e Ethan também ficou sério.

– Então é melhor nós entrarmos – Ethan ditou e seguiu na frente, os irmãos o acompanharam.

O garoto se aproximou do portão e, com um movimento de mão o portão abriu-se sozinho.

– Para quê chaves, não é? – Dean comentou baixo e Ethan riu adentrando no quintal de sua casa, seguido de perto por Sam e Dean.

Assim que pôs os pés na grama, um ser negro saltou em cima do garoto, Sam e Dean já estavam prontos para ajudar, se o riso de Ethan não os parasse.

– Já chaga Brooke – Ethan disse entre os risos, enquanto que o labrador de pelo escuro lambia todo o seu rosto, feliz por ver o seu dono.

– Que peste é essa? – Dean exclamou, ele não era muito chegado a animais. Somente agora Brooke percebeu que havia mais gente junto com seu dono, o cão correu em direção a Sam abanando o rabo, e iria saltar em cima do moreno se Sam não tivesse segurado em suas patas. Brooke ainda era um filhote, mas não era nada pequeno.

– Chame o meu cachorro de peste de novo e eu te transformo em um – Ethan avisou, olhando para Sam que estava fazendo um carinho na cabeça de Brooke, o que fez o cão deitar na grama de barriga para cima esperando por mais carinho, e Sam não demorou a começar a coçar a sua barriga, o mais novo adorava cães, e Brooke balançava a pata traseira, gostando do contato. Dean ergueu a sobrancelha e Ethan sorriu.

Dean se aproximou de Sam, mas Brooke rosnou para ele, e o loiro se afastou assustado.

– Eu acho que ele não gosta de você, Dean – Sam falou reparando que Brooke agora olhava para o seu irmão de forma desconfiada.

– Ele é um cachorro esperto, não se mistura com pessoas idiotas – Ethan alfinetou e Dean o olhou afetado.

Mas aí o loiro reparou em algo que o garoto carregava em seu pescoço. Um cordão de ouro, com um pingente em forma de pena, então Dean percebeu que era o mesmo cordão que estava com aquele demônio que matou a mãe de Luke/Ethan.

– Esse não é o pingente com a pena do Miguel? – Dean perguntou, Sam parou com o carinho que dava a Brooke para olhar, e o cão choramingou.

– É sim – Ethan respondeu – eu guardo como uma lembrança – disse dando fim aquele assunto – agora vamos para dentro – o garoto seguiu para a casa, sem o sorriso travesso que sempre ostenta em seus lábios. Sam repreendeu Dean com o olhar por se meter.

– O que eu disse? – o loiro perguntou não entendendo, mas Sam já tinha entrado na casa ignorando a pergunta do loiro, então Dean suspirou e seguiu seu irmão.

Quando os dois irmãos abriram aporta da casa dois coelhos saltaram para fora, assustando-os, eles encontraram Ethan na cozinha, segurando uma mamadeira cheia de leite e dando-a de mamar para um gatinho siamês, havia outros três gatos envolta de Ethan, observando-o, tinha também um filhotinho de poodle, que mordia o calçado de Sam.

– Que isso agora? Você transformou sua casa num zoológico? – Dean exclamou irônico, por causa da quantidade de bichos que havia ali. Ethan revirou os olhos, sentando-se a mesa, assim como Sam e Dean.

– Eles foram abandonados e eu os peguei para criar, tem bastante espaço por aqui e eles são as coisas mais fofas do mundo! – Ethan falou com uma voz engraçada, e os Winchesters riram – Bem, vocês não vieram aqui para me ver, ou saber se eu estou bem, então vamos logo direto ao ponto – Ethan disse – o que houve?

Sam mexia os dedos nervosamente, ele tinha quase certeza de que Ethan podia ajudá-lo, mas mesmo assim, a pouca possibilidade de Ethan não poder fazer nada lhe deixava angustiado. Dean percebendo a situação de Sam decidiu por tomar a palavra.

– Eu levei o Sam ao médico, pois ele estava tendo muitos enjoos, dores de cabeça e até desmaios, achamos que não fosse nada demais, até já fizemos as pazes – Dean segurou na mão de Sam, mostrando a Ethan que eles estavam juntos.

– Até aí, nenhuma novidade, Dean. Vá direto ao ponto – Ethan revirou os olhos.

– Ér...

– Eu tenho câncer, Ethan – Sam falou de uma vez e Ethan arregalou os olhos – Leucemia, os médicos disseram que eu posso ter só seis meses de vida – Sam disse com a voz falha e Dean pôs o braço sobre seus ombros, trazendo-o para si.

Ethan levantou-se da cadeira, retirou a mamadeira da boca do filhotinho que ainda estava de olhos fechados por conta de ser muito novo e o pôs numa caixa de papelão no canto da cozinha junto com outros filhotinhos de gato.

– Que trágico – disse, mas em sua voz não havia surpresa ou comoção, o que indignou o loiro.

– Que trágico? Só vai falar isso? – Dean levantou-se, em seu rosto estava um semblante de dar medo, mas não em Ethan – Vai ficar zombando da situação? – cuspiu as palavras.

– O que quer que eu fale?

– Qualquer coisa. Fale que pode ajudá-lo! – Dean exclamou – já que deve ter sido por sua culpa ele passar por isso. Você e aquela maldita poção.

– A maldita poção que juntou você e Sam, esqueceu-se – Ethan bem lembrou e Dean ficou quieto – além do mais, ajudá-lo com o que? O Sam não está doente – Ele disse, e ambos o encararam de olhos arregalados.

– Mas os médicos disseram que... – Dean começou, mas foi interrompido por Ethan.

– Médicos às vezes erram, principalmente quando estão lidando com algo que não conhecem – Ethan explicou – mas isso não quer dizer que não tem algo de errado com Sam, por que tem sim, algo que explica as dores de cabeça, os enjoos e desmaios, mas não é uma doença, disso eu tenho certeza – Ethan afirmou olhando fixamente para Sam.

– Como você sabe que não? – Sam perguntou, o moreno experimentou uma mistura de sentimentos, primeiro o alivio de não ser a leucemia e ter tirado todo aquele peso de seus ombros, mas agora se sentia angustiado por poder ser uma outra coisa mais grave.

– Quando uma pessoa fica doente, sua aura interior muda, torna-se fraca e instável, e a sua, Sam, está forte e brilhante, mas ainda assim há algo de errado – Ethan ditou indo até a geladeira – e vamos ver isso, mas depois do almoço, já que eu sei que vocês não devem ter posto algo decente para dentro de seus estômagos desde saíram daqui – o garoto disse e os irmãos tiveram que concordar sorrindo.

E Dean era o que mais sorria. Sam não corria o risco de morte, e isso já acalmava seu coração.

– Você tem brócolis aí? – Sam perguntou em algum momento, juntando-se a Ethan que estava retirando panelas de dentro da geladeira.

– Acho que sim – Ethan respondeu com dúvida – por quê?

– Não sei, eu só estou com vontade de comer brócolis – Sam deu de ombros, enquanto procurava pelo vegetal – E bacon? – perguntou esperançoso.

– Bacon? – Ethan ergueu a sobrancelha – eu vou fazer macarronada Sam, a que você gosta – Ethan disse sorrindo, mas Sam fez uma cara de desgosto – Que foi? Não gosta mais? – Ethan indagou com um bico chorão.

– Não! Não é isso – Sam apressou-se em dizer – é que eu acho que, se eu comer macarronada, eu posso ficar enjoado – inventou a desculpa, ele não queria macarrão, ele queria brócolis, bacon e...

– E maionese, será que tem? – Sam começou a fuçar em toda a geladeira.

Ethan olhou para Dean, como se perguntasse o que estava havendo com Sam, mas o loiro apenas levantou os braços em sinal de que não sabia.

– Aqui está – exclamou Sam, pondo tudo que queria sobre a mesa.

– Ovos também? – Dean perguntou vendo aquele item a mais. E Ethan sentou-se ao lado de Dean, observando cada coisa que Sam fazia.

– Uhum – Sam respondeu sorrindo, vendo que tinha tudo que queria na geladeira de Ethan, que por sinal tinha tudo que se podia imaginar, mas Sam queria só aquilo. – Ethan, você se importa se eu usar o seu fogão?

– Fique a vontade – disse o garoto. E Sam seguiu com seus ingredientes até o fogão – há quanto tempo Sam tem agido dessa forma? – Ethan perguntou num sussurro a Dean.

– Começou ontem de manhã, eu acho – sussurrou de volta – ele comeu todo os meus pedaços de bacon – Ethan riu baixinho da cara de Dean e se dirigiu até onde Sam estava.

– Não sabia que você cozinhava Sam – Ethan disse quando viu o moreno refogar os brócolis já picados e fritar os ovos e o bacon ao mesmo tempo. E o cheiro estava bom.

– A gente aprende a se virar sozinho com o tempo – Sam disse sorrindo, desligou o fogão, pegou a frigideira com os ovos e o bacon e os jogou dentro da panela com brócolis e misturando-os com uma colher, Sam abriu o pacote com maionese e derramou uma boa quantia sobre a "comida" dentro da panela. Ethan franziu o cenho quando Sam terminou aquela mistureba e levou um pouco a boca para experimentar, ele soltou um gemido baixo ao sentir o sabor que ele tanto queria.

E Ethan ergueu a sobrancelha, mas começou a fazer a macarronada para ele e Dean.

Sam levou a panela até a mesa, derramando todo o seu conteúdo dentro de um prato e logo começando a servi-se.

– Você quer um pouco Dean? – Sam ofereceu – está muito bom.

– Não, obrigado – Dean sorriu disfarçado, podia estar bom, mas a aparência do prato não era nada saborosa.

Sam não se importava, era o que ele queria, mudar um pouco o cardápio, por isso talvez o moreno não estivesse percebendo o quão estranho era esse novo cardápio que ele escolheu. Oras, quem nunca comeu brócolis com ovos, bacon e maionese, assim pensava o moreno.

– E essa macarronada? Sai ou não sai? – Dean disse querendo logo comer.

– Se continuar me apressando a macarronada será feita com o seu lindo cabelinho loiro – Ethan ameaçou em tom de brincadeira, enquanto trazia a travessa e a colocava sobre a mesa – Aqui está!

Sam, que comia normalmente sua comida nada normal, parou imediatamente o que fazia assim que seus olhos recaíram sobre a macarronada feita por Ethan. Ela estava como sempre, mas Sam não sabia bem o porquê do cheiro daquele prato estar lhe embrulhando o estômago. Ele olhou para o seu próprio prato e o vômito chegou a sua garganta. O moreno disparou em direção ao banheiro, largando seu prato de comida quase intacto.

Sam parecia que regurgitaria todos seus órgãos internos. Quanto menos coisas ele tinha no estômago, maior era a vontade de vomitar.

Quando as contrações pararam, Sam deixou sua cabeça cair sobre o antebraço esquerdo que estava apoiado na beira da privada.

Deus! O que estava havendo com ele?

O mais novo sentiu duas mãos agarrarem a sua cintura e forçá-lo a levantar-se. Sam viu que era Dean ali, o moreno deixou sua cabeça encostada ao ombro de Dean, mas com o rosto virado para o outro lado, não queria que Dean sentisse seu hálito.

Por isso, com a ajuda do loiro já que suas pernas estavam enfraquecidas, ele chegou a pia onde logo tratou de escovar os dentes com uma escova nova que ele achou por ali.

– Ainda está se sentindo mal? – Dean perguntou preocupado, ele ainda segurava a cintura de Sam por trás. Sam negou com um movimento de cabeça e o loiro apertou ainda mais o irmão contra si.

Ethan estava escorado na batente da porta, assistia em silencio a cena.

– Acho melhor nós vermos logo o que está acontecendo com você, Sam – o garoto ditou e os irmãos concordaram – Vamos para o meu quarto – Ethan foi à frente, seguido por Dean e Sam.

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Sam foi deitado na cama de casal do quarto de Ethan, o moreno ainda sentia-se mal por conta dos enjoos.

– Preciso que você tire a sua camisa e deite Sam – Ethan falou e Sam seguiu suas instruções. Dean apenas olhava. Ethan sentou-se do lado do mais novo e o acariciou a barriga definida do moreno.

– Vamos ver o que estar acontecendo com você – o garoto começou a deslizar suas mãos pelo abdômen de Sam, sentindo seus músculos, mas quando chegou à um pouco abaixo do umbigo ele parou – Sua barriga parece estar um pouco inchada – Ethan disse com o cenho franzido. Ele fechou os olhos e concentrou-se um pouco mais nas sensações que invadiam o seu corpo.

Em um momento, o garoto sentia somente a energia de Sam, mas de repente ele sentiu outra fonte de energia, pequena e forte. E uma outra fonte também surgiu para si, agora eram duas fontes de energia dentro de Sam. Ethan concentrou-se mais nesses dois pontos, e sentiu uma mistura. Uma mistura entre as energias de Sam e de Dean. Agora ele sabia o que era aquilo.

Tanto Sam quanto Dean prestavam atenção em qualquer sutil mudança no semblante de Ethan, por isso se assustaram quando o garoto abriu os olhos de repente e afastou suas mãos da barriga do moreno.

– O que você viu Ethan? – perguntaram os dois irmãos, angustiados.

– Bem – Ethan nem sabia por onde começar – Acho que não vou poder te ajudar com esse problema – Ethan começou a falar, mas não sabia ao certo se estava indo bem – problemas, na verdade – corrigiu-se.

– O que? – Dean exclamou – Tem mais de um? – Ethan revirou os olhos.

– É claro que tem mais de um, por isso que eu usei o plural – Ethan falou como se Dean fosse um sonso por não entender – São dois, para ser mais exato.

– É algo muito sério? – Sam perguntou em tom baixo, parecia como se todo o peso tivesse recaído sobre seus ombros novamente.

– Depende do ponto de vista – Ethan falou pondo a mão em seu queixo, e os irmãos o olharam confusos – é algo que se deve pensar muito antes de acontecer, o que não serve para vocês já que é uma surpresa e tanto, alguns falam que são umas pestes, outros falam que são uns amores, mas é algo que você vai levar para o resto de sua vida – Ethan achou que tinha falado certo, mas Sam e Dean só ficaram mais confusos.

– Ethan! Chega de adivinhações e desembucha logo, o que o Sam tem? – Dean já estava perdendo a paciência por causa da enrolação do garoto.

– Bebês – disse simplesmente.

Sam arregalou os olhos.

Dean quase engasgou com a própria saliva.

– O que? – Sam indagou, para confirmar o que ele tinha ouvido sair da boca de Ethan.

– Eu não acho que "grávido" seja o termo politicamente correto, então prefiro falar que você está esperando dois bebezinhos! – falou de forma fofa.

– Dane-se o politicamente correto – praguejou Dean – você só pode estar brincando, o Sam não pode estar... grávido.

– Tanto pode como já está – Ethan disse se aproximando de Dean – e você, querido, está concorrendo ao prêmio de Papai do Ano – gracejou, afastando se de Dean e aumentando seu sorriso – Ah Deus! eu vou ser o padrinho! – o garoto exclamou batendo palmas animadamente.

Notas finais
Ah! Momentos fofos! Que felicidade, o Sam não está mais doente, ou melhor, ele nunca esteve. Que ideia do Ethan dizer isso dessa forma nada sutil, ele não é sutil. Mas adoro ele mesmo assim ^.^ Espero que não tenham se assustado com a gravidez de Sam, o Mpreg já estava na minha cabeça a muito tempo, e não abandonem a minha fic por causa disso. Então, para quem vai ficar, até o próximo capitulo!