The Guardian
12 Capitulo XII
Notas iniciais
Dois meses depois...
A luz do sol atravessava a janela daquele quarto do motel iluminando o seu interior, aquele não era um dos melhores que os Winchesters tiveram o prazer de se hospedar.
A claridade fez com que Dean se remexesse na cama até despertar. O loiro piscou os olhos diversas vezes para acordar, ele usava apenas uma cueca preta e estava deitado em uma das duas camas de solteiro que havia ali.
Dean sentou-se sobre o colchão, ainda meio sonolento coçou os olhos e olhou para a segunda cama do quarto que pertencia ao seu irmão. Ela estava amarrotada e os cobertores se encontravam sobre o chão, Dean ouviu sons vindos do banheiro e supôs que Sam estaria lá.
O loiro voltou a deitar-se de barriga para cima, e como todas as manhãs até agora ele pensava no que tinha acontecido nessas ultimas semanas que se passaram.
De como foi difícil nos primeiros dias, que teve que ignorar o sentimento que tinha pelo irmão e todo o desejo que sentia ao vê-lo. Talvez estivesse passando pela mesma angustia que Sam passou por todos esses anos.
A vontade de agarrar Sam e tomá-lo para si só se tornava cada vez mais forte, principalmente quando o via sair do banho, com as gotas d'água escorrendo pelo seu peito ou quando o observava dormir que nem um anjo, um anjo muito sexy e gostoso, aquilo sim era uma tortura. Mas agora aprendera a se controlar mais, iria respeitar o desejo de seu irmão, mesmo que seu corpo e alma quisessem o contrario.
Dean saiu de seus pensamentos assim que Sam abriu a porta do banheiro, no rosto do moreno havia um semblante de desagrado.
– Que foi Sam? – o mais velho indagou preocupado, sentando-se na cama novamente e Sam olhou para ele.
– Nada não – respondeu tentando transparecer normalidade – Eu só acordei indisposto.
– Você tem acordado muito indisposto ultimamente – Dean o encarou com a sobrancelha erguida – me contaria se estivesse acontecendo algo de errado, não é?
– É claro – respondeu Sam rapidamente – agora me fale sobre o caso que você achou.
Desde que se despediram de Ethan, Sam e Dean estavam sempre trabalhando, uma caçada atrás da outra. Dessa forma eles mantêm suas mentes ocupadas e não dava brechas para "aquele" assunto.
Os irmão Winchesters não tocaram "naquele" assunto novamente desde que Ethan havia dito que Sam estava livre dos efeitos do licor.
– Calma aí Sam – Dean levantou-se indo para o banheiro e Sam desviou os olhos para o seu travesseiro, seu rosto começou a esquentar, ele sentia-se como uma menininha virgem que não podia ver um homem de cueca – quando eu terminar, nós vamos tomar café da manhã e aí falamos sobre o caso – Dean ditou e fechou a porta atrás de si.
Sam soltou um gemido sofrido. Apenas a frase: "tomar café da manhã", já lhe embrulhava o estômago. Ele deitou-se em sua cama abraçando sua barriga.
Já tinha alguns dias que ele se sentia esses enjoos, fora as dores de cabeça, no início achou que fosse algum efeito atrasado do licor dado por Ethan, mas agora temia que fosse algo de muito grave.
Não demorou para que Dean terminasse de se arrumar e eles fosse até uma lanchonete próxima.
– Então, o que achou? – Sam perguntou interessado, enquanto via seu irmão olhando atentamente o cardápio.
– O que vão querer rapazes? – indagou uma garçonete muito bonita, interrompendo-os, e Dean sorriu de canto. Sempre charmoso com mulheres mesmo sem querer.
– Eu vou querer o especial do dia com bacon e um café – Dean disse e a garota anotou seu pedido sem parar de sorrir para o loiro. Sam sentia raiva de vê-la flertando com Dean, mas não podia falar nada já que ele e Dean decidiram que ambos voltariam a agir normalmente, e o normal de Dean é atrair mulheres.
– E você? – apontou para Sam que estava distraído em seus pensamentos.
– Vou só querer um café – Sam falou vagamente.
– Certo – disse a garçonete terminando de anotar e não deixando de piscar o olho para Dean antes de ir para a cozinha.
Dean sentiu-se pela primeira vez incomodado com a atenção de uma garota sobre si, pois sabia que Sam não estava se sentindo bem com aquela situação. Ele olhou para o irmão que encarava com interesse algum ponto da mesa. Dean pigarreou, chamando a atenção de Sam.
– Têm ocorrido muitos desaparecimentos de pessoas nessa cidade nos últimos meses, eu fiz uma ligação entre essas pessoas e achei uma coisa em comum com todas – Sam endireitou-se na cadeira, prestando atenção no que o irmão dizia e agradecendo por Dean ter quebrado aquele silencio incomodo – Uma casa. Todos passaram por ela um pouco antes de desaparecerem.
– E onde fica essa casa?
– Numa área mais afastada do centro da cidade – disse Dean, e Sam fez um sinal com a cabeça indicando que a garçonete estava vindo e que Dean deveria parar de falar.
– Aqui está o seu café – pôs a xícara de café na frente de Sam e o mesmo agradeceu apenas com um aceno de cabeça e olhou para Dean assim como a garota – e aqui, o especial com bacon e o café – deixou o prato e a xícara em frente a Dean, pôs um guardanapo do lado e saiu.
O cheiro estava bom, mas assim que Dean olhou para o guardanapo, viu que havia algo escrito nele. Era o nome e telefone da garçonete. Naquele momento ele não soube o que fazer. Antes, ele esbanjaria isso na cara de Sam e diria como ele era bom com as mulheres, só que agora não era como antes.
Dean percebeu de canto de olho que Sam observava o papel com um semblante meio entristecido, então o loiro soube o que fazer.
Por um lado, Sam achava aquela garota uma oferecida e por outro, ele se achava um idiota por pensar assim, já que não fora ele mesmo que disse para ambos esquecerem tudo o que passaram juntos?
O moreno continuava a encarar aquele papel, como pudesse queimá-lo com sua visão. Até que viu Dean pegar o guardanapo, Sam preparou-se mentalmente para o que pudesse vir a seguir. Mas o que o loiro fez não podia ser mais surpreendente para o irmão mais novo.
Dean pegou-o guardanapo e o esfregou sobre a boca, limpando-a, e depois o amassou até formar uma bola de papel e o jogou em direção a uma lixeira que havia ali do lado, acertando-a em cheio. Ele pegou um pedaço de bacon e o pôs em sua boca, ele olhava para Sam sorrindo enquanto mastigava. E Sam usou a xícara para esconder o pequeno sorriso que surgiu em seu rosto.
O moreno bebia seu café calmamente, até sentir o cheiro do bacon, já era acostumado com esse cheiro, Dean sempre gostou de bacon. Mas havia algo diferente, e seu estômago começou a dar sinais de vida.
– Que foi Sam? – Dean perguntou.
– Hã? – Sam não entendeu, até perceber que estava com o seu corpo inclinado sobre a mesa e Dean o encarava com a sobrancelha erguida. E ele logo se endireitou – Não, nada. Está boa a comida? – Sam indagou olhando para o prato do irmão.
– Está sim – Dean respondeu continuando a comer.
– E o bacon está crocante? – Sam quase estava a babar.
– É – Dean disse estranhando o jeito de Sam – você quer? – perguntou só por educação mesmo, pois sabia que Sam não comia esse tipo de coisa.
– Quero sim – Sam disse já pegando os pedaços de bacon restantes e os pondo em sua boca de uma vez.
Dean tinha os olhos arregalados, não acreditando no que Sam havia feito.
– Cara! Isso está ótimo – comentou já mais feliz, enquanto lambia os dedos – Será que eles preparam uma porção para levar?
– Eu acho que sim – Dean continuava com a mesma cara de pasmo, e Sam sorriu largamente. Bacon nunca fora tão gostoso para o moreno.
Assim que terminaram o café, eles se separaram. Dean iria descobrir mais informações dos desaparecidos na delegacia da cidade, enquanto que Sam tentaria saber pelo computador se algo parecido já ocorreu na cidade em alguma época passada.
Mas Sam, que até então estava conseguindo desenvolver uma boa pesquisa teve que parar, de repente a luminosidade da tela de seu laptop começou a incomodar muito seus olhos. As palavras ficavam desfocadas quando ele tentava inutilmente se concentrar no que estava escrito ali.
Sam fechou o computador, deixando sua pesquisa de lado. Ele esfregou os olhos tentando assim aliviar uma dor latejante que acabara de atingir sua cabeça.
O mais novo dos Winchesters olhou para o pote com a logo marca do restaurante onde ele e o irmão tomaram café mais cedo, dentro ainda havia um pouco de bacon que ele tinha pedido, mas agora aquela carne de porco só lhe dava ânsia de vômito. Ele levantou-se da cadeira, onde estava sentado, para ir ao banheiro, com certeza para por tudo que tinha no estômago para fora.
No entanto, o moreno sentiu uma ligeira tontura. Tudo em volta de si começou a girar, ele teve que apoiar-se com a mão na mesa para não cair. Sam fechou os olhos com força, numa tentativa para que aquela sensação passasse logo.
Quando Sam sentiu-se melhor da tontura, ele jogou-se na cama.
– Deus, o que está acontecendo comigo? – Sam pensou alto, de forma preocupada.
A porta foi aberta, e um Dean sorridente passou por ela.
– Que foi Sam? – perguntou a seu irmão, não entendendo o porquê dele estar deitado na sua cama, em vez de estar no computador.
– Nada. Eu só parei um instante – Sam comentou ainda deitado – ficar muito tempo no computador me deu um pouco de dor de cabeça, só isso.
– Sei – respondeu Dean erguendo a sobrancelha, conhecia seu irmão muito bem, praticamente o criou, então ele sabia quando Sam estava lhe escondendo coisas, e não era só uma simples dor de cabeça.
– E o que descobriu? – Sam mudou de assunto.
– Bem, esses desaparecimentos começaram há três meses, e uma pessoa começou a sumir por semana desde então, no mesmo bairro e na mesma rua. E a ultima a desaparecer foi – Dean deu uma olhada nos papeis que trouxe consigo – Samantha Finch, 25 anos, corretora de imóveis – Dean disse.
– Então vamos até essa casa – Sam falou, já um pouco melhor.
– Calma aí, Sam. Vamos esperar mais a noite para irmos – Dean foi prudente – Não podemos sair por aí arrombando casas em plena luz do dia.
– Está certo – Sam concordou. E mais nenhuma palavra foi trocada entre os dois.
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A casa era antiga, se desfazendo aos poucos por causa do tempo e com certeza por cupins também. No entanto, o ambiente era propicio para ser feito de esconderijo por algum ser do mau.
Dean tentou abrir a porta da frente, mas estava trancada, ele e Sam olharam em volta em busca de algum civil que poderia ver a ação deles. Como não havia ninguém, Dean sem cerimônia nenhuma, pôs a porta abaixo com um forte chute.
Entraram na casa rapidamente e já apontavam suas armas para todos os lados, tentando identificar algum possível inimigo. Sam fez um sinal com a cabeça para Dean, indicando uma porta que provavelmente seria do porão.
– Por que eu sempre tenho que ficar com o porão? – Dean reclamou num sussurro e Sam sorriu ignorando a pergunta. O loiro abriu a porta e desceu as escadas, enquanto que Sam seguia para o segundo andar.
Dean descia cada degrau em silencio, com sua arma já pronta para efetuar qualquer disparo. O porão não era grande, mas era escuro e tinha muito entulho. A pouca iluminação vinha de uma pequena lâmpada que ficava no centro e abaixo dela estava uma garota loira amarrada a uma cadeira e certamente desacordada.
Ele se aproximou dela e a reconheceu como sendo a ultima que havia desaparecido. Seu rosto tinha cortes profundos assim como outras partes do corpo, seus lábios estavam inchados e havia hematomas feios nos seus braços e pernas.
– Você está bem? – Dean tentou acordá-la pondo a mão em seu braço levemente – Sam! Vem aqui!– chamou o irmão e a moça se mexeu, parecendo acordar – Tudo bem, eu vim ajudar – falou num tom reconfortante, mas a garota olhou por cima do ombro do loiro e fez uma expressão de medo. Dean seguiu seu olhar, mas assim que virou a cabeça levou um forte murro no rosto, fazendo-o cair no chão, e logo ele foi puxado pelo colarinho e pôde ver seu agressor.
Ele era humano.
– Você é só uma pessoa – exclamou surpreso, antes de ser jogá-lo contra os entulhos pelo homem, que quem o visse diria ser um mendigo. Ele aparentava ser velho por causa de sua grande barba, suas roupas eram sujas e rasgadas e mais alguns detalhes que lhe davam um ar de serial killer.
Antes que o psicopata fosse até Dean, Sam apareceu em cena chamando a atenção do homem que logo foi em direção do moreno.
No entanto, antes que Sam pudesse disparar sua arma, uma forte tontura o atingiu, fazendo-o ver dobrado e embaçado, o que dificultou em sua pontaria.
Apertou o gatilho, mas acabou por acertar no ombro do assassino, que nem pareceu se abalar com o tiro que o atingiu, seus olhos estavam focados em Sam, quase famintos.
Sam não conseguiu mais efetuar nenhum disparo, mas o som de dois tiros ecoou no local, e o psicopata assassino caiu morto no chão.
Sam, um pouco melhor, viu Dean empunhando sua arma e levantando-se do chão. O loiro aproximou-se do irmão, sabia que tinha algo acontecendo de errado com ele, de longe, Sam é o melhor artilheiro que já viu, atrás de si próprio é claro. Mas agora ele nem conseguia acertar alguém a queima-roupa.
– O que houve Sam? – Dean perguntou preocupado, segurando no rosto de Sam, para conferir se estava tudo bem.
– Eu estou bem, foi só uma tontura – Sam respondeu afastando-se das mãos do irmão – Vamos ajudá-la – Sam apontou para a garota que estava apavorada, para assim desviar a atenção de seu irmão de si.
Dean o analisou por alguns instantes, mas fora ao encontro da garota, começando a soltar as amarras.
– Sam, me ajude aqui – Dean pediu, já que as cordas estavam muito apertadas. Mas Sam não conseguiu mover um músculo, suas pernas pareciam estar pesando uma tonelada cada – Sam? – e a tontura voltou com mais força, fazendo Sam cair no chão, desmaiado.
Dean ao ver seu irmão ir de encontro ao chão, quase que imediatamente largou a garota e foi socorrê-lo.
– Sam! – começou a sacudi-lo pelos ombros – Acorde!
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Assim que abriu os olhos, Sam tratou logo de fechá-los novamente, a claridade excessiva refletida naquelas paredes de cor branca do quarto quase cegavam seus olhos.
Paredes de cor branca?
Sam abriu os olhos de novo, mas desta vez, de forma assustada. Olhou em volta não reconhecendo o quarto como o do motel que estavam hospedados.
– Finalmente, você acordou – Dean exclamou aliviado, sentado numa poltrona daquele quarto.
– Dean, onde estamos?
– No hospital – o loiro levantou-se da poltrona e dirigiu-se até a cama, sentando-se sobre ela. Sam endireitou-se para ficar na mesma altura que o irmão – Numa hora você estava bem, ai você deu uma de bela adormecida e caiu duro no chão – Dean zombou – te trouxe junto com a garota desmaiada – Dean falava, mas seus olhos captavam todos os detalhes do rosto de Sam, tentando perceber qualquer coisa de diferente.
– Quanto tempo eu dormir? – Sam perguntou esfregando os olhos com os dedos. Ainda sentia-se cansado.
– 6 horas – Dean falou.
– 6 horas! – Sam exclamou – E você ficou acordado esse tempo todo? – mesmo com as luzes acesas do quarto, Sam sabia que já devia ser de madrugada.
– Eu estava esperando os resultados dos seus exames, e já é seis horas da manhã – deu de ombros.
– Exames?
– Eu falei com o médico sobre as coisas que você anda passando, dos enjoos, das dores de cabeça e agora desmaios – Dean listou preocupado, e Sam se sentiu mal por esconder isso tudo do irmão, a ultima coisa que queria era preocupá-lo, mas não adiantou – mas eu acho que ele só vai vir mais tarde – o loiro voltou para a poltrona, tentando achar uma posição confortável para quem sabe ele pudesse descansar um pouco – Então volte a dormir Sam.
– Dean – chamou a atenção do loiro – Err... se quiser pode ficar aqui na cama comigo, você parece desconfortável aí – ofereceu um pouco envergonhado. Dean sorriu.
– Você não se importa? – perguntou desconfiado, e Sam negou com a cabeça levemente, corando um pouco.
Mais do que depressa Dean foi até a cama, e Sam deu espaço na cama para o irmão. Dean deitou-se lentamente sobre a cama, encarando Sam a todo instante, o mais novo prendeu a respiração quando sentiu o corpo de Dean encostar-se ao seu. Pela cama de hospital ser pequena os dois tiveram que ficar colados um no outro, o que Dean não reclamou nenhum pouco.
Dean passou o braço por trás da cabeça de Sam e a puxou para apoiar-se sobre seu peito. Sam fechou os olhos sentindo o calor do corpo do irmão. Quase que involuntariamente ele começou a passar a mão levemente sobre o peito do loiro, alisando-o, Dean fechou os olhos apreciando melhor a caricia que Sam lhe dava.
– Você sempre fazia isso – Dean soltou no ar ainda de olhos fechados, e Sam parou o que fazia para encarar seu irmão.
– O que? – Sam olhou confuso para Dean.
– Quando você era criança e nós ficávamos enfurnados naqueles quartos de motel, nós assistíamos filmes de terror na TV, eu nunca liguei, mas você morria de medo, principalmente se tivesse palhaços – soltou uma leve risada e Sam lhe estapeou o peito fingindo-se irritado – e depois você não conseguia dormir e esperava eu dormir para vir correndo para a minha cama, mas eu sempre estava acordado – Sam desviou os olhos, corado, ao se lembrar daquela época – aí você me abraçava e começava a fazer esse carinho em mim, no inicio eu estranhei, mas com o tempo eu comecei a gostar muito do contato. – Dean segurou no queixo de Sam e o fez olhar para si – e ainda gosto – o mais novo tentou virar o rosto, mas o loiro apertou ainda mais a mão em seu rosto – Sam, eu não aguento mais esse fingimento – Dean disse angustiado – Se ainda for por aquilo que aconteceu já há tempos, eu... você sabe que eu não tenho ficado com ninguém, porque... – acariciou o rosto do irmão – ...quem eu quero é você, e só você. Sam, eu te amo, Droga! Então s... – Dean foi interrompido pelos lábios de Sam que selaram nos seus. Ele demorou um pouco para raciocinar o que estava acontecendo, mas seu corpo já agia naturalmente, enlaçando a cintura de Sam com seus braços, trazendo-o mais para perto.
Sam entreabriu a boca dando passagem para a língua pecaminosa de Dean se chocasse com a sua.
O beijo tinha gosto de saudades, e só paravam quando os pulmões de ambos reclamassem pela falta de ar, mas logo voltavam a se beijar novamente com mais paixão.
As mãos de Dean passeavam pelo corpo do irmão, reconhecendo um território que lhe pertencia e sempre pertenceu. O loiro apertou forte uma das navegas de Sam, fazendo-o gemer durante o beijo. Dean ficou por cima, começando a distribuir mordidas em toda pele do pescoço do irmão, enquanto que sua mão descia para a barra da camisa e num rompante ele a ergueu até um pouco acima do peito de Sam, expondo seus mamilos sensíveis e Dean nem esperou para logo começar a sugá-los
– Dean! Alguém pode chegar – reclamou Sam, mas nem ele queria que o irmão parasse.
– Eu não ligo – Dean sorriu safado e Sam sentiu seu corpo arrepiar.
Começou a descer pelo tórax do irmão beijando, mordendo ou chupando qualquer parte de Sam que estivesse pelo caminho. Suas mãos habilidosas já alcançavam o membro duro de Sam, dando inicio a uma lenta masturbação, enquanto que sua boca estava ocupada em marcar a pele em volta do umbigo do moreno.
Dean vendo que o falo já estava mais do que rígido em sua mão, não esperou mais do que um segundo para por toda sua extensão na boca e saborear o gosto que tanto sentia falta.
Sam tentou segurar o gemido, mas há tempos sentia falta dos toques de Dean e assim como o irmão, ele também já não estava aguentando todo aquele cinismo.
Dean aumentava a força das sucções gradativamente, mas se percebesse que Sam estivesse perto de seu clímax, ele diminuía a velocidade, para manter aquilo o mais tempo possível, para o desespero do mais novo.
Sam pôs suas mãos nos cabelos loiros do irmão, impulsionando-o a ir mais rápido, ao mesmo tempo em que ele próprio movia seu quadril, fazendo seu pênis ir de encontro a boca de Dean.
O loiro não satisfeito posicionou o seu dedo indicador na entrada de Sam, e sem aviso o empurrou para dentro de uma vez, o que fez Sam soltar um gemido mais alto e Dean sorriu.
Ele torceu o dedo dentro de Sam, encostando-o em sua próstata. Sam soltou um lamurio sem nexo quando Dean começou a estocá-lo com força, assim como as sucções.
– Dean, eu... – Sam não conseguia organizar sua mente para que ela produzisse frases coerentes. Mas Dean nem se importou, apenas aumentou a velocidade até que Sam despejasse todo sua semente em sua boca e Dean tratou de engolir tudo, até que parasse de sair aquele líquido do membro do irmão.
Dean cobriu o sexo de Sam e voltou beijá-lo, fazendo o moreno sentir seu próprio gosto na boca do loiro.
Sam levou sua mão até o membro grosso de Dean, que já fazia um imenso volume sob a calça, mas Dean logo a afastou.
– Agora não Sammy – Dean disse e sorriu ao ver o bico de Sam – quando você sair daqui, eu prometo – ambos sorriram e Dean levantou-se da cama para dar uma ajeitada na bagunça que ela se encontrava, mas antes que ele pudesse voltar a deitar-se do lado do irmão, a porta foi aberta.
– Com licença rapazes – pediu o doutor educadamente e junto com ele entrou uma médica de aparência jovem. Sam olhou para Dean, como se dissesse: "Essa foi por pouco" e Dean lhe sorriu.
– Toda – respondeu o loiro continuando a sorrir.
– Ah! Que bom que acordou Sam... – o médico olhou na ficha do moreno – ...Haseltoff, não achávamos que estivesse acordado a essa hora. Eu tinha combinado com seu irmão que viria aqui assim que saísse os resultados dos exames – o médico ditou sério.
– Então doutor, o que deu nos resultados? – Dean perguntou impaciente e Sam o repreendeu com o olhar, embora ele também estivesse curioso e até mesmo angustiado em saber.
– Bem... – o médico começou – o exame de sangue mostrou uma alteração na sua taxa de Leucócitos e de Hemácias, Sam. Elas estão muito baixas – o médico suspirou – eu diria que talvez fosse um tipo de infecção, mas seu irmão me falou sobre alguns sintomas que você começou a demonstrar, então encaminhei seu caso à doutora Heather, uma oncologista – Sam franziu o cenho. Ele não sabia muita coisa sobre medicina, mas sabia o que era um oncologista, tinha um amigo na faculdade que queria se especializar nessa área. Essa é a área em que se estuda sobre o câncer.
– Doutora, o que eu tenho? – Sam perguntou em voz baixa, e Dean encarava o irmão preocupado. Então a situação era séria.
– Como o doutor Thonson disse Sam, sua taxa de Leucócitos está muito baixa, e detectamos um aumento nos níveis de Glóbulos brancos anormais. Precisamos fazer mais exames – ela olhou para Sam – mas tudo indica que você tem a síndrome leucêmica, Sam – ela disse com pesar – Câncer.
A mente de Sam parou naquele instante.
Como podia? Depois de tudo que passou de tudo que sofreu, agora virou mais uma vitima dessa maldita doença?
Sam não conseguia prestar a atenção em nada que estava acontecendo ao seu redor. Tudo não passava de borrões, como se estivesse renegando aquela realidade, a realidade que ele estava com leucemia.
– Acalme-se senhor Haseltoff – o médico disse a Dean, que passava as mãos pelos cabelos nervosamente, não acreditando que aquilo estava acontecendo, não agora que se resolveu com Sam e que o tinha de volta.
– Quanto tempo? – a voz rouca de Sam silenciou o quarto.
– O que? – indagou a Heather depois de um tempo.
– Quando você é diagnosticado com câncer, muitas vezes os médicos lhe dizem quanto tempo restante de vida o paciente tem – Sam falou friamente.
– Sam... – Dean ia começar, mas Sam fez um sinal para que ele se calar.
– Doutora, quanto tempo? – Sam fitava a médica, seus olhos verdes brilhavam temerosos.
– Se estivermos certos Sam, de seis meses a um ano – Sam balançou a cabeça com um sorriso amargurado. E Dean suspirou.
– Algo mais doutores, pois eu quero falar com o meu irmão – o loiro disse sério.
Os médicos apenas pediram licença e saíram
– Você ouviu Dean, só seis meses – falou Sam com o mesmo sorriso.
– Quer parar com isso – Dean disse irritado – Pare de falar como se fosse um beco sem saída, e a médica disse se for... – Dean nem conseguia pronunciar aquela palavra.
– A chance deles estarem errados é mínima.
– Então vamos lutar contra isso como sempre fizemos como tudo que surge na nossa vida – Dean sentou na cama e abraçou seu irmão. E Sam acabou por começar a chorar no ombro do irmão.
– Me desculpe Dean – disse num soluço – eu fui um idiota todo esse tempo em podíamos ter ficado juntos, mas meu orgulho foi mais forte.
– Calma Sam, não fale assim – Dean o apertou mais forte e beijou-lhe a bochecha.
– Dean, eu não quero morrer – Sam soluçou ainda mais.
– Vai ficar tudo bem – Dean disse mais para si mesmo do que para Sam, pois nem o loiro sabia bem o que ia fazer. A única coisa que sabia, é que não ia deixar seu irmão morrer sem poder fazer nada para impedir.
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