The Guardian
10 Capitulo X
Notas iniciais
O cheiro de comida logo chegou a suas narinas fazendo seu estômago produzir aquele som característico de fome. Sam acordou com o roncar de sua barriga, e ainda meio sonolento ele pegou o seu celular, para conferir a hora.
– Já são 11h30min. – disse baixinho. Quando foi colocar o aparelho no criado-mudo ao lado da cama. Dois braços o agarraram pela cintura, fazendo-o ficar na cama.
– Dean! – exclamou.
– Aonde pensa que vai? – o loiro perguntou ainda de olhos fechados e apertando o abraço, trazendo Sam para mais perto de si.
– Eu estou com fome – Sam falou manhoso, assim que sentiu Dean começar a esfregar seu nariz contra a sua nuca – Não tomei café da manhã.
– Oras, eu te dei leite quente hoje cedo, isso não conta? – Dean sorriu safado e recebeu um soco no braço.
– Dean! – só de lembrar o que os dois fizeram mais cedo, fazia as bochechas de Sam corar.
– Ai! Não faça isso Sam – Dean esfregou o braço, e logo se levantou da cama, e Sam o seguiu.
Mas o moreno sentiu uma leve dor o atingir bem naquele lugar mais intimo. E para evitá-la e tentar disfarçá-la, ele começou a andar pelo quarto de forma desengonçada com as pernas um pouco mais abertas, mas Dean percebeu e logo entendeu do que se tratava, o que fez aumentar o sorriso, ele continuou a olhar para o seu irmão que ainda estava nu – É melhor você por uma roupa, se não nós nunca vamos sair daqui – falou com um sorriso de canto, e Sam foi pegar uma roupa, ignorando o comentário de Dean que também começou a se vestir.
– Dean! Você rasgou a minha cueca? – o moreno segurou a peça de roupa vendo o rasgado no tecido, e indignado, ele mostrou a Dean.
– Eu... ela estava atrapalhando – Dean tentou arranjar uma desculpa, chegando perto de Sam.
– Se toda vez for assim, eu vou ficar sem roupa.
– É só parar de usá-las – Dean sorriu sacana e deu um beijo em Sam antes de sair. O moreno apenas riu, sentindo-se muito bem com a situação. Sam logo terminou de se arrumar e desceu também.
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De fato, o cheiro que vinha da cozinha era ótimo.
Ethan sempre gostou de cozinhar, isso lhe trazia boas recordações de sua família, principalmente de sua mãe, que lhe ensinou tudo que sabia.
Ele deixou seus pensamentos de lado assim que viu os irmãos Winchesters descerem as escadas.
– Finalmente! A coisa devia estar boa para vocês passarem a manhã toda no quarto – Ethan disse achando graça da vergonha dos dois. – Estou brincando rapazes, podem sentar.
Sam já foi tirando seu prato, ele estava tão faminto que seu estômago parecia que ia engolir a sua barriga inteira, e não podia estar mais satisfeito quando começou a comer.
– Nossa Ethan! Está ótima! – Sam elogiou.
– Está bonzão – falou Dean com a boca cheia.
– Obrigado – o garoto agradeceu rindo de Dean e de sua falta de modos a mesa, e sentou-se.
Em quanto comiam, Sam sentiu uma sensação estranha passar pelo seu corpo fazendo-o parar de comer e olhar para Dean. Ethan percebeu a mudança de comportamento de Sam e parou para analisá-lo. O loiro continuou a comer até ver seu irmão o encarando com a sobrancelha franzida.
– Que foi Sam?
– O qu... Não, nada não – respondeu, e voltou a olhar para o seu prato. A comida agora não lhe causava mais nenhum interesse. Ele então ignorou o seu prato e voltou a olhar para Dean.
– O que foi Sam? – desta vez foi Ethan que perguntou.
– Eu... é... – Sam desviou os olhos para a mesa e olhava de canto para seu irmão. Ele estava sentindo aquela necessidade de estar perto de Dean, mesmo que o loiro estivesse bem ali, do outro lado da mesa, ainda assim não parecia ser o suficiente. Ele precisava estar perto de Dean 100% do tempo, mesmo se estivessem almoçando na cozinha, ele precisava estar com Dean, pele na pele, seu corpo e alma ansiavam por isso.
Ethan logo percebeu o que estava a acontecer com Sam, e sorriu. Toda aquela situação que estava ocorrendo com Sam e Dean era, de certa forma, divertida.
– Sam – ele chamou a atenção do moreno – pode ir lá, eu não me importo, e acredito que o Dean também não vai se importar. – Ethan falou complacente e Sam sorriu agradecido.
– O que está havendo? – Dean perguntou não entendendo nada do que os dois estavam falando. Mas eles ignoraram o loiro.
Sam se levantou e seguiu até o irmão que o encarava confuso. O mais novo sentou no colo dele e apoiou sua cabeça no ombro de Dean.
– Sam? – chamou-o num sussurro, enlaçando sua cintura com os braços. E Sam suspirou sentindo todo seu corpo relaxar nos braços de Dean. Era isso que ele precisava.
– Não fale nada Dean, isso é muito constrangedor – Sam falou, escondendo seu rosto na curva do pescoço do loiro.
Dean sorriu, e o apertou ainda mais com os braços, Sam não era nada leve, mas ele não se importava com o peso.
Ethan admirou a cena. Há males que vem para o bem, pensou ele. E seu ego se inflou ao ver que foi ele que juntou esses dois, ou só atiçou um sentimento já existente. Ele voltou a comer com um sorriso nos lábios
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Ethan recolheu a louça, assim que terminaram o almoço e Dean o ajudou, assim que conseguiu tirar Sam de cima de si. Já Sam fora ao banheiro, pois começou a passar mal, Ethan diagnosticou como sendo uma reação do licor no organismo dele.
– Você está lidando com isso melhor do que eu esperava – Ethan observou, entregando o prato limpo para Dean secar.
– É... Eu também não esperava essa reação minha – Dean falou pensativo – só que tudo isso que está acontecendo entre eu e Sam, eu não consigo ser contra, parece tão certo para mim. Ele é tudo que eu tenho, e que eu amo – Dean revelou – mas talvez seja só o efeito dos... dos feromônios, e é isso que me preocupa. O que vai ser quando isso acabar? – olhou para Ethan – Tenho medo de estar me enganando e enganando o Sam, e isto seja tudo idiotice da nossa cabeça.
– Dean – Ethan pôs a mão em seu ombro – idiotice é você pensar dessa forma. Cara, você ama o Sam, não é? – recebeu um aceno de cabeça positivo, meio hesitante – e o Sam te ama também, então pare de ficar pensando em besteiras – falou de forma debochada, o que irritou o loiro, mas ambos riram – Agora eu tenho que ir para o Oregon.
– Por quê? – indagou, e Ethan olhou o relógio.
– Porque um wendigo acabou de despertar por lá.
– E como você sabe? – perguntou curioso.
– Sei lá, eu só sei – ele disse dando de ombros – O Sam não tem nada sério, mas vai precisar descansar por algum tempo, então cuide dele – e logo desapareceu deixando Dean sozinho.
– Tchau para você também – falou irônico.
Depois de deixar o cômodo arrumado, Dean subiu as escadas e abriu a porta do quarto. Sam estava deitado de bruços na cama, talvez dormindo. O loiro olhou por todo o corpo quase desnudo do irmão, desde suas coxas grossas até sua bunda empinada e protegida por uma maldita cueca Box.
– Depois ele reclama que eu rasgo as roupas dele – Dean falou para si mesmo, subindo na cama e engatinhado até Sam.
O loiro começou beijando as costas do irmão e foi subindo até o seu pescoço. Sam acordou com o arrepio que passou pelo seu corpo ao sentir os toques de Dean.
– Dean... – chamou o moreno, virando-se para encarar o irmão.
– Que tal continuar o que começamos hoje mais cedo? – Dean falou num tom nada decente perto do ouvido de Sam e beijou seu pescoço, sorriu satisfeito quando viu Sam tremer com o seu toque.
Sam já estava no paraíso, nada podia ser melhor que aquilo.
Mas como tudo que é bom dura pouco, um som irritante tomou conta do quarto e Dean reconheceu como o toque do seu celular.
– Dean, desliga isso – Sam pediu manhoso.
– Calma Sam, já vou desligar – o loiro falou já praguejando o cara do outro lado da linha por empacar a foda dele com Sam. – Alô? – perguntou com grosseria.
– Dean? – Uma voz feminina falou do outro lado, uma voz conhecida para o loiro – Sou eu, Cassie – Dean parou.
– Cassie? É você mesma – Dean falou sorrindo.
Sam franziu o cenho. Ele não se lembrava de nenhuma Cassie. Mas, então um flash veio a sua mente, e se lembrou dela do caso da caminhonete fantasma racista, Cassie era uma antiga namorada de Dean, e talvez a única que conseguiu esse feito, mas por que diabos ela estaria ligando para o seu irmão logo agora, depois de tanto tempo?
Sam olhou para o seu irmão e não gostou nada do sorriso que ele tinha no rosto.
– Dean, eu te liguei agora por que está acontecendo algo aqui e eu não sei para quem pedir ajuda, além de você – Ela disse – E você sabe que eu não ligaria se não fosse importante.
– Uhum, pode falar – o loiro parecia bem interessado, pelo menos do ponto de vista de Sam.
– Têm acontecido coisas estranhas, bem parecidas como da ultima vez que vocês estiveram aqui, e eu temo que aquilo aconteça de novo – Cassie parecia desesperada – Tem como você vir aqui?
– Eh... – Dean olhou para Sam, que tinha a sobrancelha erguida – Tem sim, posso passar ai hoje ainda.
– Muito obrigada, Dean – Ela falou alegre. E se despediram.
– Era a Cassie – falou sem graça para o irmão – lembra dela? – recebeu um aceno positivo do mais novo.
– O que ela queria? – Sam perguntou tentando não transmitir seu desagrado.
– Ela acha que talvez esteja acontecendo algo na casa dela, mas não deve ser nada – Dean foi em direção a sua bolsa, pondo o que achava necessário.
– Se não é nada, então por que você vai? – Sam agora já estava aborrecido, ele precisava do irmão e Dean ia ao socorro de uma garota? Isso era demais.
– Eu só vou conferir, o que tem demais nisso? – Dean olhou para Sam e viu-o de cara emburrada – Está com ciúmes? – perguntou, não deixando de sorrir.
– Não, claro que não – Sam se levantou da cama e se dirigiu a sua bolsa.
– O que está fazendo? – perguntou Dean se aproximando do irmão.
– Eu vou com você – Sam virou-se para encará-lo.
– Não – Dean segurou em seu braço e o arrastou para cama – o Ethan disse para você descansar.
– Então peça ao Ethan para ir lá – agarrou o loiro pelos ombros – ou qualquer outro caçador que conhecemos – Sam abraçou seu irmão com medo que ele fugisse de si – só não me deixe aqui sozinho – Sam tremeu um pouco, ele normalmente não era tão carente assim, mas aquele maldito licor estava deixa-o desse jeito.
– Não vou fazer isso – assegurou, abraçando forte também. Não queria deixar Sam, mas Cassie era uma velha amiga, e mesmo que tenha ficado juntos por um tempo, ele não nutria mais sentimentos por ela – Agora fique aqui e descanse, eu vou voltar ainda hoje, e não se preocupe.
– Não me preocupar? Isso vai ser difícil – revelou.
– Por quê? – Dean afastou-se, mas continuaram abraçados.
– Qual é Dean, você e ela já foram namorados e se pintar um clima? Até onde eu sei, nós não somos nada – Sam falou triste e Dean o olhou com o cenho franzido.
– Eu sou seu irmão, e eu te amo – disse sério.
– Mas me ama do mesmo jeito que eu te amo?
Dean ficou em silêncio. Nem ele mesmo sabia bem o que sentia. Uma parte dele queria derrubar Sam naquela cama e fazê-lo seu, mas essa parte estava sob influência dos feromônios.
E até onde ia essa influência? Será que tudo não passava de um tesão momentâneo? Então, ele amava Sam ou não?
O loiro olhou para o irmão que aguardava ansioso a resposta. Mas ele não tinha uma resposta.
– Fique aqui, eu não vou demorar – disse irritado, ele ficava estressado quando não conseguia entender algo. Sam suspirou, e sorriu triste – Sam, eu... eu não sei direito o que eu sinto por você, se é um amor de irmão ou algo mais forte.
– Mas Dean, e se eu tiver uma outra crise? – Sam disse tentando convencê-lo. O licor de Ethan, só aumentou a dependência que ele tinha para com o irmão e a ideia dele o deixando era insuportável.
– Você só precisa de sexo e já fizemos hoje Sam, não sei para que todo esse drama – Dean falou irritado por Sam estar sendo tão exagerado, ele só ia verificar algo e voltar – Já disse que não tem nada de mais, quando eu voltar nós transamos – Dean pôs sua bolsa no ombro e se dirigiu a porta. Todo aquele papo estava enchendo a sua cabeça, ele precisava de um tempo sozinho para pensar, quem sabe assim poderia descobrir o que sentia de verdade pelo irmão, mesmo que fosse bem óbvio para todos.
– Então é só sexo? – Sam sussurrou para si mesmo quando Dean já passava pela porta.
O loiro não entendia a força que suas palavras tinham sobre o irmão, mesmo que Dean não tenha falado aquilo para magoá-lo.
Só que Sam estava muito sensível por conta das reações do seu corpo causadas pelo licor, e qualquer coisa dita, ele já levava ao pé da letra.
E ouvir do irmão, que ele tanto ama, que o que tinham era só sexo, pelo o que Sam julgou ter entendido, foi algo muito forte.
Sam respirou fundo, tentando assim manter a calma e não se deixar levar pelas emoções que ocupavam sua mente.
– É melhor eu tomar um banho para esfriar a cabeça.
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Ele corria pela floresta, até seu olfato bastante desenvolvido, por conta da transformação, sentir aquela fragrância deveras gostosa que fez seu lobo interior uivar.
O lobisomem mudou seu rumo, que antes era apenas passar direto por aquela cidade, mas agora iria atrás da fonte daquele cheiro que tanto estava o atraindo.
Um cheiro que fazia todo seu corpo formigar em excitação, o homem-lobo logo se aproximara de um motel, tendo cuidado para não ser visto, ele seguiu até uma casa adjacente. Escalou uma arvore, até alcançar a janela, aguçou seus ouvidos captando todo e qualquer som, pode ouvir alguém tomando banho no banheiro, e o cheiro vinha de lá.
Ele entrou no quarto, fechou seus olhos sentindo toda a essência daquele aroma, logo ele sentia sua roupa suja e rasgada ficarem apertadas por conta de seu membro já duro sob elas.
O lobo rosnou, quando sentiu um segundo cheiro que se misturava ao primeiro, talvez um rival. Mas logo desviou sua atenção para a pessoa que entrava pela porta.
Sam acabara de terminar um banho muito relaxante para si e estava apenas de toalha. E quando entrou no quarto, levou um susto ao ver aquele ser, que ele logo viu ser um lobisomem, já que ele identificou as presas e unhas grandes e expostas, a postura animalesca também ajudou.
Mas quando Sam tentou pegar sua arma, o lobisomem saltou em cima dele, derrubando-o junto com suas coisas.
Sam tentou dar murros na criatura, mas ela era mais rápida e logo o imobilizou.
O moreno logo sentiu o membro rígido do lobisomem alisar sua entrada.
Ele seria violentado, mas ia resistir. Sam localizou sua arma no chão, tentou alcançá-la, mas faltavam-lhe centímetros.
Até que sentiu uma forte dor o atingir quando o lobo afundou seu membro com extrema força dentro de si, seu grito se misturou com o uivo do lobisomem.
Sam tentou ignorar a dor e se jogou um pouco para frente, conseguindo pegar a arma e sem demora ele se virou atirando no lobisomem, que logo se afastou arranhando as costas de Sam com suas garras, o que o fez gemer mais alto.
Ele foi até a porta do quarto, ainda atirando, mas o lobisomem havia se escondido atrás da cama. Assim que acabou a munição, Sam trancou a porta por fora. Ele precisava de ajuda.
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Dean apertou a botão da companhia, ele tinha acabado de chegar à casa de Cassie.
– Dean! – exclamou ela, quando abriu a porta vendo o loiro ali.
– Oi Cassie – Dean cumprimentou, reparando em como Cassie estava diferente, desde seus cabelos encaracolados a sua pele morena. Ela estava mais bonita.
A morena logo puxou Dean para um abraço, e ele retribuiu, é claro.
– Venha entre – chamou-o, o loiro a seguiu para dentro da casa.
– Então, o que está havendo? – Dean já foi direto ao assunto, queria retornar logo para casa.
Quando saiu de casa, ele estava irritado e precisava de um tempo, mas nos primeiros quilômetros ele já queria retornar, e pedir desculpas a Sam, por ter sido grosseiro, por que ele sabia que Sam devia ter ficado magoado com a forma que Dean falou e ele não queria que isso acontecesse.
– Começou semana passada – Ela ditou sentando-se no sofá e Dean também – Eu comecei a ouvir sons estranhos vindos do sótão, como se estivesse alguém andando, mas de manhã, eu não encontrava nada que pudesse ser o que causava esse som.
– Pode ter sido o vento.
– Eu pensei assim, mas logo depois as luzes começaram a acender e apagarem sozinhas, e tem momentos que de repente eu começo a sentir frio em alguns pontos da casa – Dean ouvia atentamente o relato dado por Cassie, tudo apontava para um espírito, mas podia ser nada também.
Dean retirou de sua bolsa o seu aparelho medidor de energia, algo que permitiria saber se há algum espírito ali, mas ele olhou pela janela, suspirou e pôs o aparelho de volta.
– O que foi?
– Aqueles transformadores – apontou para os postes de energia pela janela – vão atrapalhar na leitura. Então vamos fazer a moda antiga. Onde fica o sótão? – perguntou sorrindo e Cassie retribuiu.
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Sam andava apoiado a parede do corredor até a escada, suas costas ardiam por conta dos arranhões, ele não tinha forças nas pernas e sentia algo escorrendo por elas, tocou com os dedos e viu que era sangue, sangue que escorria de seu ânus, agora ferido.
– Oh droga! – praguejou já se sentindo um pouco tonto, até perder o equilíbrio e cair no chão, Sam ouviu a porta do quarto ser quebrada e a figura do lobo surgir no corredor, mas ele não tinha mais forças para reagir, seu corpo doía muito.
O lobisomem vendo o moreno no chão, não hesitou em partir para cima. Sam fechou os olhos já esperando pelo pior...
Mas nada aconteceu.
Ele então os abriu e o que viu não podia ser melhor. O lobisomem estava sendo mantido preso contra a parede por Ethan.
O lobo rosnava e grunhia, mas não conseguia sair, parecia estar colado. Ethan que tinha um semblante irado, ele ergueu o braço e fechou os punhos, então todo o corpo do lobisomem se desfez em cinzas.
– Sam, você está bem? – o garoto perguntou, ajudando a levantá-lo.
– Não posso reclamar – ele disse sorrindo aliviado por Ethan ter chegado.
– Oh Deus, Sam – exclamou ele dando uma olhada no estado de Sam – Olha como está você, cadê o Dean? Dean!? – Chamou pelo loiro.
– Ele não está aqui – Sam falou num tom baixo.
– O que? – Ethan exclamou, não acreditando – eu não acredito que o idiota do seu irmão te deixou sozinho no estado que você está – o garoto estava revoltado.
– Ele teve que ir ver um trabalho e... – Sam tentava defender o irmão.
– E um trabalho é mais importante que você, Sam? – ele olhou para Sam e o viu abaixar o olhar, então suspirou – Eu vou dá uma surra no Dean, mas primeiro vamos cuidar de você – antes de pôr Sam na cama, ele estalou os dedos e todo o quarto voltou ao normal, sem a bagunça causada pelo ocorrido. Ethan ajudou Sam a se deitar, o moreno gemeu um pouco por conta da dor. – Relaxe que isso não vai doer – assegurou, o garoto pôs a mão sobre o peito de Sam, em cima do coração, então o Winchester sentiu uma energia boa passando por todo seu corpo, não segurou o suspiro de alivio quando todas as suas dores passaram – Está melhor?
– Bem melhor – falou sorrindo.
– Que bom, agora descanse que eu tenho que ir atrás de seu irmão – Ethan ia se levantando, mas Sam segurou seu braço.
– Por favor, fique. Eu não quero ficar sozinho de novo – Sam pediu sofrido, o que comoveu Ethan e deu mais raiva de Dean.
– Tudo bem – disse se aproximando de Sam – mas eu preciso que você descanse – empurrou-o para deitar-se.
– Não! Deixe-me ir com você então – Sam pediu com os olhos brilhando e Ethan suspirou.
– Certo – Ethan deu-se por vencido – vamos então – puxou-o pelo braço e ambos desapareceram no ar.
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– Olha Cassie – Chamou Dean entrando no quarto da moça – eu não encontrei nada de suspeito no seu sótão, só muita poeira e aranhas – Dean falou limpando as teias de aranhas de seu ombro – o que eu recomendo é que você chame uma faxineira – riu e a garota o acompanhou.
Cassie levantou-se da cama, onde estava deitada e se aproximou de Dean com um olhar penetrante, o loiro engoliu em seco.
– Mas você podia passar essa noite aqui, só para conferir – ela falou sedutora e passando os dedos pelo peito de Dean – eu me sentiria muito melhor com você aqui – ela foi tirando o casaco de Dean.
– Eu... eu não posso – gaguejou, Dean não sabia por que estava sendo tão fraco. Ele fechou os olhos quando sentiu as mãos de Cassie em seu rosto.
– Tem certeza? – ela sorriu e antes do loiro responder, a garota o beijou. Ele entreabriu a boca e a língua de Cassie já a invadia. Dean retribuiu o beijo da mesma forma, o que só o confundiu.
Cassie não perdeu tempo, logo ela já empurrava Dean em direção a cama, fazendo o loiro cair sobre a mesma. A morena pulou sobre Dean, ficando sobre sua barriga.
Dean olhava para garota ainda meio aéreo, como se não estivesse entendendo o que estava acontecendo, por isso não impediu que Cassie retirasse sua camisa, expondo todo seu tórax.
Cassie também retirou sua blusa e sutiã com pressa, deixando a mostra seus belos seios, o que causou um formigamento no baixo ventre de Dean, e o fez despertar de sua confusão de pensamentos. Mas antes que pudesse falar algo, a garota já o beijava novamente, dessa vez com mais vontade.
Dean amava Sam, não é? Então por que não estava fazendo nada para impedi-la?
No mesmo instante Dean quebrou o beijo e Cassie o olhou confuso, antes que Dean arrumasse uma desculpa para acabar com aquela situação, uma voz o impediu.
– Dean? – o loiro olhou imediatamente para o outro lado do quarto e a cor de seu rosto desapareceu, sentiu todo seu corpo gelar assim que viu Sam e Ethan.
Ethan tinha os olhos arregalados e sua boca estava aberta em um "O". Aquilo era impossível, ele sabia que Dean amava Sam, mas agora...
Já Sam, não conseguia acreditar no que estava vendo. Como Dean teve coragem em fazer aquilo com ele? Sam tinha se entregado a ele de corpo e alma e ainda assim Dean estava o traindo. Será que Sam não era o suficiente?
– Me tire daqui – pediu a Ethan já com lágrimas nos olhos.
– Sam! – Dean o chamou pulando da cama, mas Ethan já o tinha mandado de volta para casa – Ethan, você tem que acreditar em mim, tudo isso foi um engano – falou para o garoto. Dean já estava desesperado.
Ethan olhou para ele e depois olhou para Cassie, que colocava sua blusa e sutiã.
– Pode ter sido um engano sim – constatou – mas isso não te faz de inocente – ele acusou o loiro – eu falei para ter ficado em casa e cuidado do Sam em vez de ficar aqui igual um idiota procurando um fantasma que não existe. E por sua culpa ele foi atacado.
– Como assim atacado? – Dean o interrompeu.
– Eu não diria atacado. Violentado ou estuprado seriam mais corretas – o garoto falou exaltado – se eu não tivesse chegado a tempo, nem sei o que teria acontecido.
– Me explica isso direito – falou Dean com raiva, segurando Ethan.
– O que você tem que saber é que você deu preferência a uma vadia do que ao seu irmão e isso quase custou à vida dele – Ethan disse desvencilhando-se de Dean.
– Do que você me chamou? – Cassie indagou, e recebeu um olhar raivoso de Ethan como resposta.
– Ethan, leve-me para casa, tenho que falar com o Sam – Dean pediu. E Ethan o encarou com o cenho franzido.
– Por acaso eu me pareço com algum tipo de meio de transporte barato? Deus te deu pernas para quê? – Ethan usou de sua ironia e desapareceu.
– Que inferno! – praguejou Dean.
– Dean, o que está acontecendo? – perguntou Cassie pondo a mão nos ombros do loiro, que logo a afastou.
– Nada – disse ríspido – tenho que ir – pegou suas coisas e se dirigiu a porta, ouviu Cassie falar algo consigo, mas não deu atenção. Só queria chegar em casa e se desculpar com Sam, e nem tinha o que se desculpar, foi Cassie que o beijou. Mas ele não conseguia entender o porquê de não ter se afastado dela. Talvez a confusão de sentimentos em sua mente deve ter interferido em suas ações.
Mas não adianta pensar nisso agora, ele tinha que arrumar uma forma de Sam acreditar nele e perdoá-lo.
Por que sem Sam, Dean não vive.
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