The Guardian

7 Capitulo VII


Notas iniciais
Boa Leitura!

O lugar era escuro. Seu nariz ardia por conta do mau cheiro que havia no ar.

Anna abriu os olhos, sua visão estava embaçada, havia pouca luz que vinha de uma única lâmpada, suas pálpebras estavam pesadas e insistiam em manter os olhos fechados, a sensação que sentia era que tinha dormido um mês inteiro. Sua cabeça doía, e ao tentar levar sua mão a testa se viu presa pelos pulsos a uma cadeira. Anna começou a se desesperar, olhando em volta se perguntando como foi que parou ali e um flash surgiu em sua mente. Lembrou-se de ter ido ao mercado, onde encontrou sua velha amiga Tina, depois fora a farmácia, e também se lembrava que quando voltava para casa sentiu uma forte pancada.

Então fora isso que havia acontecido, ela foi sequestrada. Anna tentou se desvencilhar das amarras, mas as cordas eram muito fortes. Sem saída, a mulher começou a chorar. Chorar por estar naquela situação. Chorar por seu filho, e pedindo a Deus que o protegesse.

– Olha só quem acordou – ditou uma voz que acabara de entrar no recinto. Anna olhou para a origem do som, e viu três homens adentrarem pela porta do outro lado da sala – Já achávamos que estivesse morta – o homem sorriu maléfico, o que fez calafrios pelo corpo de Anna, os outros dois riram e o que falava se aproximou dela e apertou seu queixo com a mão forçando-a a olhá-lo – Nós nem começamos a nos divertir – aumentou o sorriso, e Anna soluçou em lágrimas já esperando pelo pior.

– Já basta Travis – ordenou uma voz mais grossa no fundo da sala. O dito Travis se afastou com a cara irritada. O senhor, que parecia ser o líder, se aproximou da mulher.

– Desculpe-me por meus colegas, eles ficam muito empolgados com gente nova, espero que eles não tenham a machucado, você sabe como são os jovens hoje em dia, cheios de energia – o senhor riu, quem ouvisse isso com certeza pensaria que ele fosse um avô limpando a bagunça de seus netos.

– Por que estão fazendo isso comigo? – ela indagou aos prantos – O que eu fiz pra vocês?

– Você? – o senhor franziu o senho – Você não fez absolutamente nada, minha cara – sorriu com cumplicidade – Mas tem algo que eu quero.

– Eu não tenho dinheiro, se é isso que você quer. O que eu ganho só dá para manter o meu filho e a mim – Anna disse sofrida, tentando convencer o senhor a deixá-la ir.

– Aí que está minha querida – o senhor se aproximou dela, puxando uma cadeira para sentar-se frente a frente. E Anna pode vê-lo melhor, aparentava ter uns 40 a 50 anos, e quem o olhasse pensaria que fosse uma pessoa bondosa, mas se prestasse atenção em seus olhos via a maldade, no entanto o que prendeu mesmo a atenção de Anna fora o pingente do cordão que usava, parecia ser uma pena, pequena, e de ouro, mas logo a mulher desviou sua atenção. – Queremos o seu filho – Anna arregalou os olhos.

– O que querem com o meu filho? – praticamente gritou.

– Nada de mais, uma coisa bem simples – falou sorrindo, mas logo o semblante de seriedade tomou seu rosto – O coração dele numa bandeja – o senhor piscou e seus olhos ficaram totalmente brancos. Um sorriso perverso tomou seu rosto – E logo, logo ele vai estar aqui para te fazer companhia – sorriu mais ainda, os outros homens puseram uma mordaça em Anna antes que ela pudesse dizer alguma coisa – Até mais querida – despediu-se cínico antes de sair.

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– Eu preciso de uma arma – pediu sem jeito o anjo para Sam, que preparava o armamento no porta-malas do Impala, o moreno riu e lhe entregou a arma para Castiel – Nunca pensei que fosse usar isso de novo.

– Mas é bom estarmos sempre preparados – Sam viu de longe seu irmão vindo – Onde está o Luke?

– Ele foi fechar o Motel e já está vindo – Dean explicou, jogando uma bolsa que carregava dentro do porta-malas.

– Dean – Castiel chamou – Ainda vamos ter que resolver o problema com esse garoto.

– Que problema? Já disse que ele não é perigoso – Dean falou sem demonstrar dúvida.

– Mas se ele perder o controle, como fez no banheiro? Poderia ser ainda pior – Sam alertou, de certa forma o garoto lhe despertava um afeto, mas seu ciúme era mais forte.

– Aquilo não vai acontecer de novo.

– Como pode saber – Sam estava incrédulo, Dean preferia acreditar num garoto que mal conheciam do que no próprio irmão.

– Há algo mais em jogo Dean – Castiel disse – Quando fui suspenso, pude sentir uma energia muito mais forte que o Luke irradia normalmente.

– Como assim? – indagaram Sam e Dean juntos.

– Eu não sei como explicar. Era como se fossem duas pessoas ali, o Luke e...

– O Ethan? – Dean completou já aborrecido.

Sam fez um sinal com a cabeça, mostrando que Luke já estava vindo até eles.

– Vamos – Dean ditou sem esconder sua irritação, Luke lhe dirigiu um sorriso tímido, mas o mais velho não correspondeu. Sam viu a cena calado, já imaginava o que devia ter acontecido ontem a noite e ele sinceramente não precisava pensar nisso.

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– Castiel você acha que vai ter é... – Luke tentava achar uma palavra menos impactante. Já tinha um tempo que eles tinham saído do Motel, e agora passavam pela área industrial da cidade, onde só havia galpões e fabricas.

– Demônios? – Castiel olhou para Luke, examinando-o, o anjo não entendia, para ele Luke parecia uma pessoa normal e um tanto ingênua. Se não fosse as coisas que aconteceram até aqui, seria difícil dele acreditar que esse garoto era a reencarnação do guardião Ethan, que havia causado muita desgraça em outro tempo. Ainda pensava como iria resolver toda essa situação.

O garoto confirmou com a cabeça.

– Provavelmente será uma armadilha.

– Mas com o Luke, eles serão tão inofensivos quanto gatinhos – relembrou Dean rindo.

– Dean, não se esqueça que eles estão com Anna – disse Sam. E um silêncio instalou-se no carro. Que logo foi quebrado pelo garoto.

– Vocês acham que a minha mãe ainda pode estar viva? – Luke perguntou num de tom voz baixo. E mais uma vez o silêncio tomou o local.

– Vamos fazer tudo que pudermos Luke, eu prometo – Sam tomou a iniciativa, sendo sincero em suas palavras, surpreendendo a todos ali, Dean fitou o irmão com os olhos arregalados por conta da revelação de Sam e Luke ficou envergonhado.

Sam não odiava o garoto, no inicio talvez sim, mas agora viu que estava sendo injusto e infantil, se ignorasse seu ciúme poderia ter uma melhor relação com Luke, mesmo que ele tenha atraído seu irmão, por quem é totalmente apaixonado, mas isso resolveria com Dean. Fora que se eles acabassem logo com o trabalho, logo também iriam embora e seriam somente Sam e Dean, pelo menos até o próximo bar.

– Pare Dean! – Luke falou e o loiro pisou no freio do carro com força, produzindo o som característico do atrito entre o pneu e o asfalto – É aquele dali. Galpão 07 – Luke leu em voz alto o nome de identificação na parede do prédio, confirmando que era aquele que ele havia visto no sonho. – Vamos – chamou o garoto, já se retirando do veiculo, os outros também o acompanharam.

Dean abriu o porta-malas pegando uma espingarda de pequeno porte e entregando para Sam e pegou a sua.

– Será que vai funcionar? – Sam indagou preocupado.

– Está carregado com balas de sal Sam, que demônio é imune a sal?

– Mas Dean, com Luke aqui, eles se tornam tão normais quanto uma pessoa humana – Sam argumentou e viu seu irmão considerar a ideia, e logo ele abriu o porta-malas de novo, pegando seu revolve favorito e pondo-o na cintura.

– Pronto, se um não funcionar uso o outro – Dean sorriu debochado e seguiu até Castiel e Luke que esperavam pelos dois. Sam riu sozinho do irmão e o seguiu.

O local era escuro e sujo, a pouca iluminação não ajudava em nada.

– Fique perto de mim – Dean sussurrou para Luke e viu o garoto confirmar com a cabeça.

Não havia nenhum tipo de som, estava tudo muito quieto. Mais para frente havia uma porta de algo que parecia ser um tipo de contêiner. Dean olhou de um lado e Sam do outro, confiram se havia alguém por perto.

– Luke, você tem certeza que é aqui? – Dean indagou, por que estava acostumado a entrar em lugares como esses e não ter uma recepção muito amistosa. O garoto confirmou com a cabeça, olhando fixamente para a estrutura metálica.

– Não custa nada abrir – Sam disse a Dean. Então o loiro se aproximou da porta de metal, girando a alavanca e puxando a porta, o som produzido pelo ranger da porta, ecoou alto por todo o galpão.

– Muito bem Dean – Sam falou sarcástico referindo-se ao barulho.

– Ah qual é? Não foi culpa minha – Dean defendeu-se, entrando no recinto seguido de perto pelos outros três. No interior do contêiner só havia um grande buraco com uma escada que descia até o fundo. Sam olhou para o irmão, meio inseguro quanto aquele buraco.

– O que você queria? Um elevador? – Dean fez graça, para talvez assim aliviar o clima. Jogou sua arma para Sam e começou a descer a escada, logo veio atrás Castiel, Luke e Sam.

– Parece um tipo de porão – observou Castiel.

Luke olhou em volta. Havia apenas um corredor, e no final deste tinha mais uma porta.

Ela está lá – sussurrou uma voz dentro de sua cabeça – Não vai conseguir. Ande, depressa! – Luke influenciado pela voz, correu até a porta.

– Luke! Espere! – gritou Dean indo atrás dele, mas já era tarde, o garoto já adentrara na sala.

Assim que entrou na sala, a única coisa que Luke viu foi sua mãe amarrada a uma cadeira, e pelo que parecia, desacordada.

– Mãe! – chamou, mas antes que pudesse alcançá-la, dois braços o envolveram e o içaram do chão. Ele olhou para trás e viu três homens, que já estavam na sala. Talvez na pressa para chegar até sua mãe, ele não percebeu que havia mais gente ali.

– Calma aí, garoto – disse o mais baixo dos três.

– Solte-o agora! – Dean avisou num tom frio, apontando a sua espingarda para os demônios, ao seu lado Sam também fazia o mesmo, já Castiel tentava imitá-los, mas sem jeito nenhum.

Antes que pudesse efetuar qualquer disparo, Dean sentiu seu corpo sendo arremessado contra a parede por uma força invisível, viu o mesmo acontecer com seu irmão e Castiel que foram parar na outra parede.

– Rapazes não há a necessidade de armas aqui – falou o senhor líder que acabara de adentrar pela porta.

Dean tentou mover seus braços, mas estes pareciam estar colados a parede.

– Mas como? – indagou o loiro, referindo-se ao demônio conseguir usar de suas habilidades mesmo na presença de Luke.

– Eu também tenho os meus truques, meu jovem – falou o senhor segurando um pingente que parecia uma pequena pena de ouro, na opinião de Dean.

Luke continuava a tentar livrar-se do cara que lhe agarrava, até receber um murro na barriga do mais baixinho, deixando o garoto sem ar.

– Não é necessário – o senhor ditou segurando o braço de seu pupilo mais baixo, evitando que Luke levasse outro soco.

– Por que está fazendo isso? Quem é você? – indagou Luke num fio de voz, ainda tentando recuperar o fôlego.

– Eu tenho vários nomes. Mas você já me conhece não é mesmo... – falou chegando perto do ouvido do garoto – Ethan?

Luke arregalou os olhos, era como se tivesse tido uma epifania. E as imagens surgiam em sua mente.

Flashback On

Havia se passado três dias desde que tinha perdido os pais.

Ethan andava sem rumo pelas ruas daquela cidade que era a mais próxima da sua antiga casa. Suas roupas estavam sujas e rasgadas, em seu rosto havia uma mistura de terra com lágrimas, que manchavam suas bochechas, parecia um mendigo. O garoto sentia-se no fundo de um poço cheio de dor e escuridão.

– Hey! Garoto! – chamou alguém atrás de si. Ethan olhou surpreso, as pessoas daquela cidade fingiam que não o viam ou se afastavam, como se ele tivesse uma doença contagiosa, e não ficavam lhe chamando – vi que você parece ter fome, então lhe trouxe isso – falou o estranho com um sorriso bondoso, entregando-lhe um pedaço de pão – eu sou padeiro, se quiser tem mais.

– O... Obrigado – Ethan sorriu agradecido, mas assim que o estranho se aproximou dele para irem até a padaria, os olhos dele ficaram totalmente pretos. Ethan arregalou os olhos.

– Eu... Eu agradeço, mas eu tenho que ir – o menor disse já se afastando, mas o estranho segurou em seu braço.

– Por que a pressa? – perguntou sorrindo, Ethan conseguiu se livrar das mãos do estranho e se pôs a correr. Olhou para trás algumas vezes para ver se era seguido. Mas, não via nada.

Entrou em um beco para poder se esconder e recuperar o fôlego.

– Acha que é tão fácil fugir de nós? – falou uma voz atrás de si, Ethan olhou e viu ser o padeiro.

Antes que pudesse fugir alguém o segurou por trás, deixando imobilizado.

– Pelo forte rastro de energia, eu achei que seria algo mais difícil, irmão – comentou um terceiro homem, o mais alto dos que os que estavam ali, sua postura mostravam que ele deveria ser o líder.

– Por favor, me deixem ir – suplicou Ethan, e os irmãos riram.

– Não se preocupe criança – falou o líder retirando um punhal de sua cintura – vamos ser rápidos – sorriu maléfico e seus olhos se tornaram totalmente brancos.

– Me deixem em paz! – berrou o garoto, suas pupilas brilharam em azul. Os irmãos demônios recuaram, mas seus corpos foram arremessados com força contra a parede a casa ao lado. Com o demônio que o segurava não foi diferente, mas ele foi o primeiro a sentir seu corpo se consumir em fogo até que não sobrasse nada além de cinzas.

O líder e seu irmão aproveitaram o momento em que Ethan pulverizava o outro para fugirem, mas o padeiro teve seu corpo puxado de volta ao beco.

Se corpo não o obedecia, a única coisa que podia fazer era encarar aqueles olhos azuis cheios de ira.

Ethan ergueu o braço esquerdo lentamente e estalou os dedos. O que fez o corpo do padeiro explodir de dentro para fora em milhares de pedaços. Antes que Ethan pudesse acabar com o líder, uma forte dor atingiu sua cabeça.

Miguel sempre o alertou para que não exagerasse na hora do treinamento, já que por Ethan não ter atingido seu décimo oitavo aniversário, ele não tinha completo controle sobre seus poderes e poderia ser perigoso se ele extrapolasse o limite. Mas Ethan já passou por esse limite há tempos.

Sua energia interna estava desequilibrada, e por causa disso, uma intensa luz branca se formou em volta de si. O líder do trio de demônios previu o que aconteceria e se pôs a fugir, certo em sua dedução. Tudo em volta de Ethan num raio de cem metros foi destruído numa explosão de luz e calor.

As casas feitas de madeira, facilitaram para que o fogo se alastrasse, consumindo toda a cidade. Pessoas corriam de um lado para o outro, tentando fugir das chamas.

O caos reinava.

Ethan, até então inconsciente, despertou com o som das pessoas gritando e do cheiro da fumaça produzida pelo fogo que reduzia as casas a cinzas.

Olhou em volta e só havia morte. Morte de pessoas inocentes, e tudo por sua culpa!

Ele chorou, chorou por cada alma que estava no tormento por sua causa.

Então ele sentiu uma aura que tanto lhe acolhia e confortava. Ethan olhou para trás e viu Miguel, que olhava para tudo aquilo surpreso.

Ethan não se segurou e correu até o arcanjo, pulando em seu colo, enlaçando seu pescoço com seus braços. Escondeu sua cabeça na curva do pescoço de Miguel e chorou ainda mais.

– Eu fiz tudo isso, Miguel! – falou entre os soluços – Eu sou um monstro. – Miguel o abraçou forte com um braço e com o outro afagou seus cabelos.

O Arcanjo sabia o tamanho do poderio de seu protegido, e por isso estava planejando levá-lo para um lugar onde ficaria seguro e longe de qualquer ameaça. Também ficaria impossibilitado de impedir o apocalipse que já se aproximava.

Mas fora tolo ao deixar Ethan sem proteção, ainda mais agora que seus poderes estavam se desenvolvendo, e por um deslize seu, Ethan se tornou uma bomba, só a espera de uma faísca para levar tudo pelos ares. Mas Miguel tinha um compromisso, tinha sido escrito que ele enfrentaria seu irmão num futuro não muito distante. E ele não ia deixar que nada atrapalhasse, nem que para isso tivesse que tirar a vida de Ethan.

– Vai ficar tudo bem – falou o arcanjo, com a mão que antes afagava os cabelos de Ethan, ele retirou sua espada de sua manga – eu prometo – Miguel beijou-o, apenas um selamento dos lábios, mas o bastante para Ethan distrair-se, então o arcanjo perfuro-o a barriga com sua espada. Ethan se afastou com um gemido de dor, olhou para baixo vendo seu sangue escorrer.

– Miguel...

– Perdoe-me – Miguel pediu, afundou ainda mais a espada. A cabeça de Ethan recaiu sobre seus ombros e o anjo beijou-lhe a bochecha, e uma lágrima escorreu por seu rosto.

Flashback Off

– Ah! Pelo jeito você se lembrou – falou sorrindo cínico, segurou no queixo do garoto e o fez olhar para si, retirou um punhal de sua cintura, o mesmo que ele usara contra Ethan – vou te fazer pagar, acredite – ameaçou, passando a lamina pela bochecha do garoto, já úmida por conta de algumas lágrimas – Infelizmente, você eu não posso matar – o senhor afastou-se lamentando, seguiu então em direção a Anna – mas... eu tenho outros meios – deu um sorriso diabólico e puxou o cabelo da mulher, fazendo-a acordar.

– Mas o que... Luke! – exclamou ela com surpresa e desespero.

– Mãe! – Luke agora tentava a todo custo livrar se do homem que estava a segura-lo, mas não conseguia – Por favor, não faça isso – suplicou aos prantos. O que só aumentou o sorriso maléfico, pôs a lâmina da faca no pescoço de Anna, que já imaginava o que viria a seguir.

– Luke, eu te amo, meu filho.

– Mãe! Não!

Mas já era tarde, o demônio havia puxado a lâmina, cortando toda a jugular da pobre mulher, dando fim a sua vida.

– Maldito filho da puto! – xingou Dean, chamando a atenção do senhor.

– Dean Winchester – cantarolou o senhor deixando o corpo da mãe de Luke de lado e seguiu até o loiro – por que essa irritação toda? – indagou com falso desentendimento – Ah! É mesmo, sua mãe também foi morta por um de nós – falou com um sorriso debochado.

– Pode demorar o tempo que for, mas eu juro por Deus que eu te mato – Dean falou num tom tão frio que Sam sentiu um arrepio passar por seu corpo.

Luke estava totalmente alheio a tudo aquilo, para ele era como se tudo estivesse em câmera lenta.

Você não a salvou – A voz dentro de sua cabeça falou, ele sentiu uma forte energia passar por seu corpo, como se estivesse em chamas, consumindo-o, então tudo escureceu e ele não sentia mais nada.

O demônio que o segurava, sentiu seus músculos se contraírem. Luke ergueu a cabeça ainda de olhos fechados, o garoto virou-a um pouco abrindo os olhos, apenas para poder ver o demônio de canto de olho. O dito apenas teve tempo de ver-se jogado contra a parede com extrema força deixando-o inconsciente. O barulho do corpo acertando a parede chamou a atenção de todos.

Os outros dois demônios que apenas assistiam, logo partiram para cima de Luke, mas este só fez um movimento com a mão para que os dois tivessem o mesmo destino do primeiro demônio.

Ele então se virou em direção ao demônio líder.

– Luke? – falou Dean, olhando incrédulo para o garoto.

– Luke? – o garoto falou sorrindo – meu nome é Ethan.

Notas finais
Agora Sim as coisas esquentaram na histórias. Dúvidas foram tiradas, e outras surgiram. Será que o Ethan veio para o bem dos irmãos Winchesters? E Sam? Continuará escondendo seu amor platônico por Dean? Até o próximo capitulo!