The Guardian
8 Capitulo VIII
Notas iniciais
– Luke? – falou Dean olhando para o garoto.
– Luke? – o garoto falou sorrindo – meu nome é Ethan – Todos o olharam espantados, Ethan apenas continuava a sorrir.
– Não importa! – berrou o demônio – irei acabar você! – ele se afastou de Dean para encarar Ethan frente a frente.
– Rapazes, eu acho melhor vocês irem – o garoto disse.
– Espere! – Dean chamou a atenção de Ethan – o que fez com Luke? – ele apenas continuou sorrindo e estalou os dedos fazendo o anjo e os irmãos Winchesters desaparecerem.
Dean piscou, e do galpão onde estavam, foram parar na casa de Luke. Olhou em volta, encontrando seu irmão e Castiel.
– Droga! – praguejou – odeio quando fazem isso.
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– Agora somos só eu e você – o demônio sorriu maldoso.
– Desista. Você não pode me matar – falou com arrogância – não sou mais indefeso, como antes.
– É o que vamos ver – o demônio segurou em seu pingente – com isso você não pode me ferir. – sorriu vitorioso.
Ethan analisou o cordão no pescoço do senhor.
– Onde conseguiu isso?
– Custou muito tempo e as vidas de alguns demônios. A pena de um arcanjo, do seu arcanjo, não é? – olhou para o garoto, que mantinha o pequeno sorriso – Com ela, você não pode me machucar.
Ethan riu.
– Acha mesmo isso? – perguntou – Ela é inútil contra mim, contra o Luke talvez. Mas um demônio idiota como você não pensaria nisso – falou com deboche.
– Desgraçado! – o demônio foi em direção de Ethan com o punhal ainda em sua mão, mas o garoto fora mais rápido e o jogou contra parede, fazendo-o deixar cair o punhal.
Antes que pudesse se recuperar do impacto, uma mão apertou-o o pescoço, e com uma força sobre humana, ergueu-o do chão.
– Coisas como vocês demônios deveriam ser eliminadas da face da Terra, e eu vou fazer isso pessoalmente – sorriu maldoso – Mas primeiro as prioridades! Eu vou ficar com isso – falou, retirando o cordão do pescoço do senhor e colocando em seu bolso. – Agora, que tal se resolvêssemos nosso pequeno probleminha, já que você com seu plano de vingança patético de me matar não deu certo – continuou a dizer com desdém.
– E vocês humanos? Acham que só vocês têm direito de ter família? Acham-se melhores, mas são tão maus quanto nós – falou o demônio com dificuldade, já que o aperto em seu pescoço não era nada leve.
Ethan o olhou sorrindo.
– Nossa! Um demônio com sentimentos. Isso não se ver todo dia. Ah! Tive uma ideia então – Ethan usou de sua telecinesia para fazer o punhal flutuar até sua outra mão.
Com a lâmina, ele fez um corte superficial em seu braço. O cheiro de sangue logo invadiu as narinas do demônio, seu estômago começou a ficar embrulhado e a sua cabeça a latejar. – Sabe, meu sangue é veneno para criaturas como você – balançou a faca ensanguentada perto do rosto do senhor – Então que tal se eu te fizesse um favor: Te mandar pro mesmo lugar que o seu irmão – enfiou a faca no peito do homem.
Ethan se afastou, e o corpo esfaqueado começou a soltar fagulhas, até o demônio estar morto.
Ethan pegou o cordão de seu bolso, e olhou o pingente de pena. Por um momento lembrou-se de Miguel e do que ele fez, mas logo ignorou esses pensamentos.
Ele tinha muito a fazer.
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– Então, alguma coisa? – Sam perguntou a Castiel, que acabara de surgir no meio da sala da casa de Luke.
Há alguns minutos atrás, o anjo percebeu que seus poderes celestiais haviam retornado e a primeira coisa que fez foi voltar a aquele galpão, Dean queria ir junto, mas Castiel achou melhor não levá-lo.
– Não.
– E Luke? Quero dizer, Ethan. – perguntou Dean, ansioso. Mas anjo negou com a cabeça.
– Sabe agora o que a sua ignorância nos meteu – Castiel se aproximou de Dean, era raro ver o anjo tão aborrecido – por causa de sua teimosia em deixar esse garoto vivo, temos agora uma criança desequilibrada com capacidade de destruir nossa realidade, solto por aí – o anjo acusou. Sam não gostava quando falavam assim com o irmão, mas de certa forma ele concordava com Castiel.
– Pode até ser, mas eu não ia apontar uma arma para um garoto – Dean também estava aborrecido com o acontecido, e não iria aguentar sermões.
Castiel nada disse apenas se afastou. Ouviu-se o som de bater de asas, e o anjo sumiu.
Dean suspirou.
– Tá bom Sam, sua vez, pode mandar – disse Dean.
– Dean, eu não vou brigar com você – Sam falou pegando uma roupa limpa na mochila, sem olhar para o irmão.
– Sério? – Dean não escondeu a surpresa – Desde o começo você não gostava dele. Não está zangado por eu tê-lo deixado vivo? Nem um pouquinho? – Dean olhou para o irmão, reparando em suas feições, por isso viu o irmão suspirar e virar para si.
– Chateado eu estou Dean, você preferiu acreditar no Luke em vez de mim. Mas eu acho que se eu estivesse no seu lugar faria a mesma coisa – Sam sorriu cúmplice, e Dean se sentiu muito aliviado por não ter que discutir com seu irmão. Ambos ficaram se encarando até o som de alguém batendo na porta interrompê-los.
Dean foi até a porta e a abriu, mas não havia ninguém ali.
– Olá rapazes – cumprimentou uma voz atrás de Sam.
Os irmãos se viraram, dando de cara com Ethan. O garoto estava sentado numa poltrona num canto da sala folheando uma revista.
– O que veio fazer aqui? – Dean indagou já se irritando.
– Aqui ainda é a minha casa – Ethan deu de ombros, fazendo umas caretas sobre o que estava escrito naquela revista, mas logo a deixou de lado e olhou para os irmãos – E também vim agradecer.
– Agradecer? – Sam riu descrente.
– É, o que vocês esperavam? Que eu os torturasse até a morte? – Ele viu os irmãos considerarem a ideia, e revirou os olhos – Olha, eu não sou o vilão da história, fui enganado assim como vocês já foram – falou levantando-se e chegando mais perto de Dean e Sam.
– Se você não é o vilão da história, me diga o que faz com o Luke?
Ethan olhou para Dean sorrindo e depois para Sam. Tinha algo que não disseram sobre ele, Ethan podia ler mentes. Ele viu a preocupação de Dean a respeito de Luke, e também, como tocar naquele assunto incomodava Sam. O que só aumentou seu sorriso.
– Luke? Ele nunca existiu Dean – ele viu os irmãos o encararem assustados – deixe explicar melhor. Luke era só uma parte da minha personalidade, ele nunca foi de fato "alguém". Ele só tomava conta do meu corpo enquanto eu estava preso no subconsciente da nossa mente. Então não se preocupe – falou dando fim aquela conversa – mas eu não vim aqui para falar do Luke e sim para lhes fazer uma proposta – Ethan disse animado, mas logo Dean mostrou o que queria dele.
– Eu e o Sam estamos bem assim, não precisamos de nada que venha de você.
– Credo Dean, para que esse rancor todo, eu acho que já resolvemos as nossas diferenças – Ethan fingiu estar ofendido – Mas eu vou falar assim mesmo – ele deu de ombros para a irritação do loiro que se jogou na cama e ligou a televisão, o garoto então olhou para Sam – E se eu oferecesse uma vida normal para vocês?
Ambos os irmão param o que faziam e o olharam.
– Pode fazer isso? – perguntou Sam, recebendo um aceno positivo de Ethan
– É claro que não – respondeu Dean, levantando-se da cama – E sabe por quê? Por que isso não acaba, sempre vai ter trabalho e não tem como largar essa vida – falou tanto para Sam quanto para Ethan.
– Não é bem assim – disse Ethan chamando a atenção dos irmãos – Não é você, Dean, que sempre diz que todos têm uma escolha, porque com vocês seria diferente? Eu estou lhes dando uma opção, agora vocês escolhem.
– Não – Sam respondeu rápido. E tanto Ethan quanto Dean lhe olharam intrigados.
– Tem certeza? – se aproximou de Sam – Posso lhe dar uma vida normal como você sempre quis Sam, só você e Dean – Ethan falou esta ultima frase com um duplo sentido – juntos.
Sam corou e Dean não entendeu.
– Mesmo assim. Não – Sam foi firme – como o Dean disse, estamos bem assim, gostamos do que fazemos.
– Okay – disse dando-se como vencido – mas logo vocês não terão mais trabalho.
– O que você quis dizer com isso? – perguntou Dean.
– Oras, acha que agora que eu estou aqui vou ficar só olhando. Irei acabar com todas essas coisas, eu fiz uma promessa – seu semblante era sério, mas logo virou um sorriso – Bem, se mudarem de ideia – Ethan se dirigiu a porta – é só chamar – e saiu.
Os irmãos se entre olharam, um pouco confusos.
– Vamos beber – eles falaram juntos
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Aquele não era o ambiente que ele costumava frequentar, normalmente tinha pessoas bêbadas pelos cantos, rindo e falando coisas sentindo, o ar fedia a mofo e tabaco. Mas ali era diferente, parecia bem mais "civilizado", ainda tinha pessoas bêbadas, mas estas se divertiam e dançavam numa pista de dança que havia ali. Sam gostaria de estar lá se divertindo, mas queria que um outro alguém, também se divertisse consigo. O mais novo dos Winchesters olhou para trás vendo seu irmão conversando animadamente com a balconista do bar. Voltou a olhar para o seu copo de cerveja, sorriu entristecido por já saber como terminaria aquela conversa.
– Nossa Sam – Ethan apareceu assustando o moreno, e logo sentou-se numa cadeira a frente dele – Eu me sinto em depressão só por estar perto de você.
– O que quer dizer com isso? – Sam se fez de desentendido, se remexeu na cadeira, incomodado.
– Ora vamos Sam, não pode mentir para mim – Ethan sorriu e se aproximou de Sam por cima da mesa – Eu sei de seu segredinho – sussurrou e voltou a se sentar.
Sam ficou paralisado por um instante.
– Mas...
– Sam, eu consigo perceber esse tipo de sentimento a quilômetros de distância – Ethan sorriu vitorioso, quando viu Sam corar – mesmo estando no subconsciente de Luke, eu conseguir sentir esse amor nada fraternal que você sente pelo seu irmão – Ele viu Sam olhar novamente para Dean e depois suspirar.
– E o que vai fazer?
Ethan o encarou.
– Te ajudar, bobão – Ethan falou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
– E como pretende fazer isso? O Dean nunca aceitaria esse sentimento, acharia um absurdo – Sam exaltou-se, mas manteve o tom baixo.
– Eu tenho meus métodos – Ethan falou com mistério – Mas antes eu quero saber se você está disposto a fazer qualquer coisa para conseguir seu irmão? – o moreno refletiu um pouco.
– Sim, eu faço – confirmou Sam sério.
– Ótimo – Ethan estendeu a mão sorrindo e Sam a apertou. Ele sentiu um arrepio passar no seu corpo, mas não era ruim.
– E o que fazemos agora?
– Bem, você fica aqui, eu vou pegar uma bebida para nós – Sam deu de ombros e continuou no mesmo lugar. Ethan foi até o bar, mas manteve distancia de Dean, o loiro não podia vê-lo, se não poderia estragar seu plano.
– Como posso ajudá-lo? – perguntou um outro balconista, já que uma estava ocupada atendendo um cliente em especial.
– Uma dose de licor de morango – pediu Ethan tentando tirar algo de seu bolso.
– De morango, é? – o balconista lhe sorriu malicioso e piscou o olho.
Ethan ergueu a sobrancelha, o cara não era de se jogar fora, mas não podia perder tempo.
– Essa mesma – Enquanto o balconista fora pegar a bebida, Ethan retirou um frasco de vidro com tampa de metal incrustado com um pequeno rubi em forma de coração.
– Aqui está. – o balconista viu Ethan abriu o frasco – o que é isso?
– Algo para deixar as coisas mais animadas – ele falou sorrindo – Acho que uma gota é o suficiente – Ethan ditou, mas quando aproximou o frasco da bebida, e lentamente foi inclinando. Alguém, provavelmente bêbado, esbarrou em seu braço, fazendo derramar mais da metade do conteúdo dentro do copo. Fora que com o solavanco, o frasco escapuliu da mão de Ethan e espatifou no chão.
– Droga! – praguejou, e logo olhou o copo, que agora estava completamente cheio – Bem, ele falou que faria qualquer coisa, acho que isso inclui até possíveis efeitos colaterais, não é? – perguntou olhando para o balconista, que confirmou, não fazendo ideia do que o garoto dizia. Ethan logo levou a bebida até a mesa de Sam, que continuava no mesmo lugar com a mesma cara, e Ethan suspirou.
– Aqui está – disse pondo a bebida em frente ao moreno.
– Porque demorou tanto?
– Sabe com é né? Só tinha uma pessoa atendendo.
– Hum – Sam desviou seus olhos para o copo a sua frente – Que bebida é essa?
– Quando você aceitou a minha ajuda, isso inclui qualquer coisa que eu mandar, e a primeira é você encher a cara e ser feliz – Ethan disse tentando ser motivador, Sam deu de ombros.
– Tudo bem – ele pegou o copo e o tomou em um só gole, a bebida vermelha desceu queimando sua garganta, mas logo um sabor adocicado tomou conta de seu paladar, fazendo-o sentir um calor gostoso se espalhar pelo seu corpo – Nossa! É ótima – Sam exclamou olhando para o copo. E Ethan sorriu aliviado, se Sam não morreu, então seu pequeno deslize não foi tão ruim assim.
Ethan estalou os dedos disfarçadamente e a música que tocava no ambiente, mudou para um ritmo mais agitado, chamando as pessoas para dançarem na pista.
Então Sam sentiu todo o seu corpo formigar. Seus músculos estavam mais relaxados, seus pés balançavam ao ritmo da musica.
– Que coisa estranha?
– O que? – indagou o garoto, fingindo interesse.
– De repente, eu não sei, fiquei com vontade de dançar – falou com certa vergonha, e Ethan quase teve um ataque de risos.
– Sam – segurou em sua mão – esse negócio com seu irmão, está te deixando muito estressado, você merece um pouco de diversão e esquecer o Dean por um tempo – lhe sorriu e Sam contribuiu. O moreno foi em direção a pista de dança, já se requebrando todo – Soltou a franga! – disse rindo – Ainda bem que até amanhã o efeito do licor já passou. Bem, preciso agora de uma motivação para o Dean – Ethan olhou em volta e encontrou com um cara alto, loiro com o penteado estilo militar e muito forte, não foi preciso ler a mente do cara para saber do que ele gostava – Perfeito! – Ethan caminhou até o cara que estava a observar o pessoal que dançava animadamente na pista de dança – Oi! Qual o seu nome? – falou sorrindo, e o cara logo esboçou o melhor dos sorrisos.
– Oi! Me chamo Josh. – Falou, e Ethan já pode perceber que ele estava um pouco bêbado.
– Olha Josh, eu sei que isso vai parecer muito estranho, mas eu preciso que você faça algo por mim.
– Tudo que você quiser, bonitinho – disse, já acariciando o rosto de Ethan, o que o garoto achou muito invasivo para uma primeira conversa.
– Ah que ótimo! – exclamou animado – está vendo aquele cara lá na pista de dança, o moreno alto? – apontou para Sam e Josh confirmou – Ele está para baixo hoje, acabou de levar um chute e está muito carente, e eu pensei que você podia dar uma ajudinha a ele.
– E por que você não faz isso? – Josh já estava o agarrando pela cintura.
– Vamos dizer que você faz o tipo dele.
– Mas eu já estou com você – Ethan sentiu o hálito cheirando a álcool, o que lhe causou enjoou, mas tinha que manter o plano.
– Se você fizer esse favor, quem sabe eu não te retribuo depois – usou de seu melhor charme sensual, e Josh caiu.
– Tudo bem – Confirmou e logo foi em direção a Sam.
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Sam não entendia e nem queria entender o porquê dele estar dançando que nem um retardado com pessoas em estados piores que o dele. Ele só queria que aquelas sensações nunca acabassem, era como se todo o peso de suas costas desaparecesse, sem preocupações, agonias ou medo. Ele se sentia livre.
Então uma corrente elétrica passou por todo o seu corpo assim que duas mãos se puseram em sua cintura.
– Sabia que você dança muito bem – ditou uma voz rouca que fez todo os seus pelos se arrepiarem. Se fosse em outra ocasião, Sam teria quebrado o cara com socos e pontapés, mas naquele momento, o moreno sentia seu corpo tão sensível e quente, que ele não queria que o outro parasse. O que deixou Sam muito confuso, já que ele nunca se interessou por nenhum outro homem que não fosse Dean, e agora um desconhecido estava tendo aquele estranho poder sobre o seu corpo,
Josh vendo que Sam não mostrava resistência, o virou para ficar frente a si. Sam sentiu seu corpo amolecer quando aqueles dois braços enormes rodearam sua cintura, trazendo-o para mais perto. Josh era mais baixo que Sam, mas era mais forte.
Sam quase desmaiou quando sentiu os lábios daquele estranho no seu pescoço, fechou os olhos tentando segurar um gemido.
Ethan observava a cena sorrindo, decido que aquela era a hora certa, ele foi então aonde estava Dean, que conversava ainda com a balconista.
– Esse aqui e o meu telefone, se precisar de algo eu saio daqui a uma hora – falou totalmente oferecida, e Dean sorriu safado o que fez Ethan revirar os olhos.
– Ele não precisa de nada que venha de você, já eu vou querer um suco de laranja caprichado e com bastante vitamina C– Ethan falou intrometendo-se e a garota lhe olhou com raiva – Está esperando o que? – e ela se foi à contra gosto. Dean o olhava rindo de canto – Que foi? Não vai ser eu que vou parar no hospital com cirrose apática. – defendeu-se.
– Eu não sabia que você gostava tanto de mim para sentir ciúmes, Ethan – o garoto o olhou rindo por conta do comentário, mas logo se focou.
– O ciúme é algo muito relativo, Dean – Ethan se virou no banco, ficando de costas para o balcão – tem vários tipos, ciúmes de amigos, ciúmes de irmão, ciúmes de amantes – Ethan falou a ultima com um pouco mais de drama e viu Dean parar de tomar sua bebida – Por exemplo, se eu visse meu irmão sendo agarrado por outro cara, seria difícil decidir – Dean rapidamente virou em direção a multidão que dança animadamente, procurando por Sam – a questão é descobrir que tipo de ciúme é o que você esta sentindo, Dean? – Dean logo encontrou seu irmão, mas a cena que viu fez todo seu sangue ferver, ele fechou os punhos e se dirigiu em passos firmes até Sam, sem tirar os olhos do irmão que agora tinha seu pescoço atacado por um estranho. Ethan sorriu vitorioso.
Sam se sentia quente, muito quente, um sentimento muito bom, mas parecia que o destino queria acabar com sua festa. Logo o moreno já não sentia mais os braços de Josh envolta de si. Abriu os olhos, manhoso, e levou um susto quando o viu no chão usando os braços para proteger seu rosto. Proteger seu rosto dos chutes e socos de Dean, que pelo jeito que o agredia com certeza iria matá-lo, mas Sam parecia não se importar, pelo contrario, a ideia de Dean batendo em outro homem por sua causa lhe agradava bastante, e isso era muito estranho.
Algumas pessoas logo tiraram o loiro de cima do outro e então Sam viu o estado que estava Josh, seu rosto estava inchado e cheio de cortes, seu nariz sangrava sem parar, provavelmente estava quebrado, e seus lábios estavam pocados. Josh segurava com força sua barriga e gemia de dor. Parece que ter tantos músculos de nada adianta contra um Dean furioso.
– Toque no meu irmão de novo e eu te mato! Seu desgraçado! – Dean ameaçou, e se desvencilhou dos caras que o seguravam. Quando seu olhar cruzou com o de Sam, o mais novo sentiu um arrepio passar por seu corpo, se Dean fez aquilo com aquele estranho, imagina o que ele faria consigo. Suas pernas pareciam ter perdido a resistência quando Dean começou a vir em sua direção.
– Dean, eu...
– Cale a boca Sam – pegou com força em seu braço, Sam sentiu a mesma corrente elétrica passar por seu corpo, só que com muito mais intensidade, talvez por ser Dean a segura-lo – conversamos quando chegarmos em casa – e logo o loiro arrastou seu irmão para fora dali.
Ethan ainda estava sentado num banco do balcão, assistindo tudo de longe e ele estava muito satisfeito, seu plano estava transcorrendo sem muita dificuldade.
– Agora é só uma questão de tempo – falou sorrindo, mas logo sentiu a falta de algo muito importante – Cadê meu suco de laranja?! – reclamou.
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