The Guardian
6 Capitulo VI
Notas iniciais
Luke abriu os olhos, ainda confuso. Olhou envolta com receio de não saber onde estar novamente, mas reconheceu o local, era o seu quarto.
Do outro lado do quarto, sentado numa pequena poltrona, estava Dean. O loiro devia estar lendo algo interessante já que não percebeu o menor erguendo-se e sentando na cama.
Desviando os olhos do Winchester mais velho para si mesmo, Luke corou ao notar que estava seminu na frente de Dean, usando apenas uma cueca preta, mas o que o intrigou, é que ele não se lembrava de ter trocado de roupa depois do banho...
Luke arregalou os olhos ao se lembrar de tudo que aconteceu no banheiro, tantos sentimentos misturados naquele momento. Sentiu dor, alegria, fraqueza e força.
Tudo de uma vez que não conseguia se concentrar.
Até que ouviu aquela voz.
A voz de Dean.
Então não sentia mais nada, era como se Dean fosse seu porto seguro.
– Luke – Dean chamou o menor, retirando-o de seus pensamentos – está se sentindo melhor? – o loiro se aproximou de Luke, e sentou-se na cama ao seu lado.
O garoto apenas acenou com a cabeça negando e encarou o loiro de forma triste.
– Eu fiz tudo aquilo Dean? – Luke perguntou, e Dean se remexeu incomodado. Sabia que teriam que conversar sobre aquilo, mas gostaria de evitar. Talvez tivesse medo do pior.
– Foi sim – disse tocando lhe o ombro.
– Oh meu Deus! – Luke pôs as mãos no rosto – eu sou um monstro!
– Não! – Dean segurou em seu rosto e o fez olhar para si – Você não é um monstro! Pelo contrario – o acariciou o rosto de forma carinhosa.
– Como não? Olhe o que eu fiz, eu machuquei o Sam e Castiel – ele disse negando novamente com a cabeça a afirmação do loiro.
– Você não os machucou, eles são duros na queda, acredite – Dean sorriu encorajador. E Luke o olhou com os olhos marejados.
– Dean, eu não quero machucar você.
O mais velho dos Winchesters puxou-o para seu colo e o abraçou fortemente. Sentiu o garoto fungar um pouco no seu ombro.
– Você não vai me machucar – Dean o fez olhar para si novamente – porque você é uma boa pessoa, eu confio em você e... – o loiro passou o polegar pela bochecha de Luke, fazendo o garoto corar ainda mais – eu gosto de você.
Luke o encarou surpreso, seu rosto com certeza estava pra lá de vermelho.
– Dean...
– Eu... é eu não sei bem por que te disse isso, mas isso já me perturba desde conheci você – revelou – eu não sei se... – Dean calou-se ao sentir os lábios de Luke encostarem nos seus. Era apenas um selinho, mas para Dean era um reconhecimento de território que ele iria explorar e aproveitar de toda aquela maciez.
Quando Luke se afastou, ambos se encararam por um instante, até o menor sentir seu corpo sendo posto na cama de forma apressada, mas não menos gentil. E logo sua boca foi tomada de forma sedenta, a língua de Dean explorava a sua boca com voracidade. O corpo do loiro estava em cima do seu, mas ele evitou por seu peso todo sobre o menor.
As mãos de Dean passeavam pelo corpo abaixo de si. Quase não conseguiu se segurar quando teve que vesti-lo, após o incidente do banheiro. Mas agora podia aproveitar.
Se afastaram quando o ar se fez necessário, Dean levantou-se, ficando de joelhos sobre a cama, olhando para o jovem ainda deitado.
Luke ainda estava de olhos fechados, respirava com dificuldade, suas bochechas estavam coradas e seus lábios entre abertos dando-lhe um ar infantil e sexy ao mesmo tempo, o que só aumentava a excitação do loiro.
Luke mordeu os lábios quando viu que Dean o comia com os olhos, e um arrepio passou pelo seu corpo ao pensar que não seria só com os olhos que ele iria "comê-lo".
Dean parou de observá-lo para retirar sua camisa deixando exposto seu abdômen e peitoral definidos, nada exagerado, mas perfeito. O loiro desceu sua mão pelo peito e depois para o abdômen, sorriu de canto para Luke, que seguia com os olhos cada movimento de sua mão.
Logo que chegou a barra da calça, demorou para abrir a braguilha e começou a descer o zíper de forma provocativa.
Quando Dean se livrou da calça ficando apenas de cueca, Luke temeu um pouco ao ver o grande volume sob o tecido preto. Mas qualquer pensamento se desfez quando sentiu os lábios de Dean em sua barriga, soltando descargas elétricas em seu corpo fazendo-o tremer.
Dean subia sua boca pelo corpo do jovem, chegando a parte quando tanto almejava desde que tinha a visto pela primeira vez.
Os mamilos de Luke já estavam enrijecidos, mas Dean não os poupou, deixando-os avermelhados e um Luke totalmente entregue a aquele prazer que sentia nos braços do loiro.
– Dean... – Luke pediu quando o maior começou a chupar seu pescoço, mas nem ele sabia bem pelo que pedia.
– Não me peça para parar agora Luke – falou numa voz rouca, olhando para o garoto com as pupilas dilatadas.
– Nem pensar – o garoto sorriu nervoso, Dean também sorriu descendo sua mão pelo corpo esguio do jovem, chegando até a barra da cueca puxando-a para baixo revelando o membro do garoto. Luke ficou envergonhado com o olhar de Dean sobre seu corpo, mas o loiro não podia evitar, tudo era tão novo para ele que não sabia por onde começar, e ver aquele corpo imaculado e frágil totalmente ao seu dispor, lhe despertava o desejo mais selvagem que o mandava fodê-lo com toda força. E a cada instante esse desejo vencia sua sanidade.
Dean saiu da cama tirando finalmente sua cueca Box. Seu pênis saltou para fora, seus 18 centímetros postaram-se totalmente ereto, seu membro era grosso, muito grosso e tinha algumas veias aparentes. Luke abriu a boca, um pouco surpreso e com certo medo, já que seria sua primeira vez, e “aquilo” lhe deixaria bastante “aberto”.
– Gosta do que vê? – Dean perguntou com um sorriso sacana.
– Eu... é si-sim – respondeu gaguejando, o que só aumentou o sorriso de Dean.
O loiro subiu na cama e seguiu sorrateiramente até o garoto, como um predador cercando sua presa, e isso só lhe deixava mais excitado. Posicionou-se entre as pernas de Luke e beijou-o, levantou as pernas dele e as pôs em seus ombros. Deslizou suas mãos pela parte interna da coxa de Luke até sua bunda e a apertou fortemente fazendo o garoto arfar. Ergue-o e botou uma almofada em baixo dele.
Dean segurou seu pênis e começou a desliza-lo entre o vão de suas nádegas, o loiro viu Luke fechar os olhos e tremer levemente. Inclinou-se sobre o menor, dobrando-o, deixando-o totalmente exposto, mas Luke não se importava se a posição que estava era constrangedora, ele só queria mais do calor que o loiro estava lhe dando.
– Dean – chamou de forma manhosa – vai logo.
O loiro riu da pressa do garoto, mas ele mesmo já não aguentava, seu membro estava duro e pingava pré-gozo. Dean usou desse líquido para lubrificar a entrada do menor, untou o dedo indicador com a própria saliva e o penetrou.
Luke gemeu com a invasão do dedo, espremendo-o de forma involuntária.
Dean girou o dedo dentro do menor, acertando a próstata, o que fez Luke gemer mais alto.
Logo o loiro sentiu os músculos relaxarem envolta de seu dedo, então o retirou de dentro de Luke, e ouviu um gemido em reclamação.
Pincelou seu pênis de forma leve pela entrada, vendo-a se contrair, esperando para ser arrombada.
Com esse pensamento, Dean posicionou sua glande e a forçou para dentro. Luke mordeu os lábios com força, evitando gemer alto demais quando a glande venceu as resistências de suas pregas.
– Porra Luke – rosnou Dean – Como você é apertado – gemeu rouco, inclinando-se sobre Luke e mordendo seu pescoço.
A cada centimentros que Dean avançava parecia aumentar o calor que sentia e ele queria sentir mais, queria sentir tudo.
Dean não evitou o gemido mais alto quando se viu por completo dentro de Luke. Olhou para o garoto vendo a expressão de prazer em seu rosto, sorriu satisfeito. E por um instante, só por um instante, ele imaginou Sam, imaginou estar dentro dele, ouvi-lo gemer seu nome e pedir por mais.
Mas todo e qualquer pensamento seu foi para o espaço, quando Luke remexeu-se abaixo de si, comprimindo seu pênis ainda enterrado dentro do garoto.
Dean retirou-se de dentro de Luke para logo adentrar novamente em uma estocada firme e forte, fazendo Luke se engasgar com a própria respiração. O loiro manteve o ritmo lento, aproveitando ao máximo do prazer que sentia.
– Dean, mais rápido – Luke ditou num muxoxo, que deveria ser considerado indecente.
Dean soltou algo parecido com um rosnado no ouvido de Luke e começou a socar cada vez mais forte e mais rápido, como havia pedido o menor.
Os gemidos por parte de ambos já não eram controlados. Dean distribuía mordidas e chupões pela pele do pescoço até o ombro de Luke, deixando-as vermelhas, no entanto, logo a pele se curava e voltava ao normal. Luke desceu sua mão por seu abdômen até chegar ao seu membro que clamava por atenção, a sua masturbação seguia ao mesmo ritmo que as estocadas.
Dean percebeu que logo alcançaria o clímax, então, aumentou a velocidade, entrando e saindo de dentro de Luke cada vez mais rápido.
Luke atingiu o ápice sujando o tórax de ambos. Dean sentiu os músculos internos de Luke espremerem seu falo, fazendo-o urrar, e desmanchar-se dentro do menor, enchendo-o com seu precioso líquido. O loiro beijou carinhosamente o garoto.
– Acho que precisamos de um banho – Luke falou rindo e Dean o acompanhou.
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Deitado no sofá, Sam de olhos fechados repassava pela enésima vez toda a confusão que sua vida se tornou.
Devia ter uns 16 ou 17 anos quando começou a sentir aquele sentimento por seu irmão, fora por causa de uma discussão que tivera com Dean, sobre ele poder se proteger sozinho.
E Sam se lembrava muito bem que pouco depois acabou se envolvendo numa briga de bar, onde levou um soco que quase quebrou seu nariz, mas não foi nada comparado ao que Dean fez com o cara que o agrediu. Por estar meio tonto, Dean praticamente teve que carregá-lo de volta ao Motel e cuidar de seu ferimento.
"– Desgraçado! Vou voltar lá e matá-lo, juro que vou – Dean ameaçou vermelho de raiva.
– Calma Dean – Sam disse segurando o pacote de gelo em cima do nariz.
– Calma nada Sam! – o loiro disse exaltado sentando-se ao lado do irmão – Olha o que fizeram com você – Dean lhe segurou o queixo com a mão, para ver o estrago no nariz do irmão, aproveitou para acariciar a face do mais novo levemente, Sam fechou os olhos. Demonstrações de afeto mais carinhosas eram raras por parte do loiro – só de pensar que te machucaram me deixa louco, não posso evitar – Dean se aproximou de Sam, o puxando para um abraço, chegou perto de seu ouvido – Só eu posso te tocar Sammy."
Aquela voz rouca fazia os pelos de Sam se arrepiar, e se o mais novo se concentrasse ainda conseguia sentir a respiração quente de Dean contra seu pescoço e os braços dele envolta de si.
A partir daquele dia, Sam começou a ver seu irmão de outra forma, cada coisa que Dean fazia para ele tinha um tom especial, a mente de Sam só pensava em Dean e mais Dean.
Sam Winchester estava apaixonado pelo seu irmão.
Aquele sentimento puro e inocente de irmãos, havia se tornado algo sujo e pecaminoso, Sam se achava como um daqueles monstros que ele e sua família caçavam, perdia noites pensando o porquê de isso estar acontecendo com ele, e tentando achar uma saída.
Então surgiu a oportunidade que ele tanto esperava: a faculdade.
Sem monstros ou caçadas, e principalmente sem Dean.
Lá poderia recomeçar. Ter uma vida normal.
Mas nunca pensou que seria tão difícil se despedir. Brigar com seu pai já era de se esperar, mas o que mais lhe doeu foi ver o a tristeza nos olhos verdes de seu irmão, e aquela imagem quase o fez desistir e aguentar aquele sentimento promíscuo e absurdo só para não deixar o irmão, mas se manteve firme e seguiu em frente.
As primeiras semanas foram as mais difíceis, a saudade era imensa, mesmo enfiando a cara nos livros, nada conseguia tirar seu irmão da cabeça e ele pensava que nada tiraria.
Então conheceu Jéssica, e tudo começou a melhorar, não a contara sobre sua família, queria ter um novo começo, mas o destino fora traiçoeiro consigo, trazendo Dean novamente e lhe tirando Jessica, como se lhe esfregasse na cara com quem devia ficar.
Após dois anos, Sam achou que havia superado tudo aquilo, mas ao rever o loiro, viu que estava enganado, apenas aquele típico sorriso de canto marca registrada de Dean, já acabava com qualquer resistência sua, que ele tanto se empenhou em criar, trazendo de volta os sentimentos que tentou afundar em seu peito.
Sam abriu os olhos assustado após ouvir um barulho. Olhou para os lados, tentando descobrir a origem daquele som e seus olhos caíram sobre o anjo que roncava enquanto dormia de forma desleixada em cima do outro sofá. Era engraçado vê Castiel agir dessa maneira humana novamente.
Sam encostou a cabeça no braço do sofá, pensado que talvez fosse bom que ele seguisse o exemplo do anjo e também descansasse. Amanhã será um dia longo, e terão muitos problemas para resolver.
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Uma palavra definia Dean Winchester naquele momento.
Foi uma atitude impensada e estúpida a que tomou, ter se aproveitado de Luke. Deixou-se levar por aquela atração que havia tomado conta de seu corpo.
Agora lá estava ele deitado apenas de cueca com Luke deitado sobre seu peito, por mais que quisesse não conseguia não parar de abraçá-lo. Quando o garoto acordar teriam que conversar sobre tudo isso.
Dean suspirou, estava se sentindo horrível. Por que isso estava acontecendo? Nunca havia se interessado por homens na sua vida.
Então ele abriu os olhos, e um flashback veio em sua mente, de quando ele era pequeno e Sam pedia para dormir junto com ele, por que tinha medo, e durante o sono o mais novo se aconchegava nos braços do irmão. Naquele momento Dean prometeu a si mesmo que não deixaria nada tocar em seu Sammy, só ele tinha esse direito. Daí nasceu uma co-dependência entre os dois.
Lembrou-se de quando Sam ganhou o campeonato de futebol, os olhos de Sam brilharam de tal forma que Dean não queria que se apagassem.
E por fim também se viu pensando em Sam, enquanto fazia sexo com Luke. Dean sentiu suas bochechas queimarem, o que era algo muito difícil.
Ele havia mesmo pensado em Sam na hora do sexo? Ou melhor, no lugar do Luke, ou seja, ele pensou em foder o seu próprio irmão!
Oh Deus! Dean iria pro inferno!
De novo.
Não! Foi algo do momento, nunca faria algo assim. Algo tão absurdo e sujo. Nunca!
Mas Dean continuou a pensar naquilo, até que sentiu o corpo abraçado a si tremer. Ele olhou para Luke que tinha o senho franzido, talvez estivesse tendo um pesadelo.
– Luke – chamou-o baixinho, Dean começou a ouvir os parafusos das estantes se desparafusarem sozinhos, os quadros mexiam e batiam contra a parede, agora Dean havia ficado preocupado – Luke! – o garoto abriu os olhos assustado, tudo que se movia parou. Luke sentou-se na cama agitadamente – Calma, foi só um pesadelo – o loiro tentou acalmá-lo.
– Dean – disse num tom baixo – eu sei onde está a minha mãe.
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