The Guardian

3 Capitulo III


Notas iniciais
Essa primeira parte pode ser meio confusa, mas mais para frente ficará tudo resolvido. Boa Leitura!

O garoto abaixo de uma cerejeira observava de longe dois jovens à margem de um riacho. O garoto e a garota conversavam timidamente e o observador suspirou, tentando pensar em algo para alavancar aquele papo antes que seu plano fosse por água a baixo.

– O que você está fazendo? – indagou uma voz grossa e conhecida atrás de si.

– Miguel! – exclamou Ethan Não faça isso! – o repreendeu ainda se recuperando do susto.

– Você ainda não respondeu. – disse o anjo sério.

– Oras eu... eu estou pegando umas cerejas – respondeu depressa, pegando rápido as frutas nos galhos próximos – você adora cerejas e eu queria lhe fazer um agrado – Ethan se esforçou para fazer a cara mais adorável que conseguisse.

Miguel ergueu a sobrancelha e suspirou.

– Você sabe que eu não preciso comer.

– Bem, o que vale é a intenção – sorriu, mas o anjo ainda o encarava sério – Tudo bem – virou-se em direção ao casal de jovens que agora riam juntos. “Finalmente um progresso” pensou Ethan.

– Não está dando uma de cupido de novo, está? – perguntou Miguel já sabendo a resposta, então se aproximou do garoto – Ethan não pode intromete-se na vida alheia – pôs a mão no ombro do garoto e o fez vira-se para si – Tudo em seu tempo, deixe que o destino resolva isso – repetiu a frase que já dissera ao garoto deveras vezes.

– Mas o meu irmão é muito bobo para perceber o amor, e o destino é muito lento – defendeu-se o menino e depois encolheu os ombros, triste – eu só queria dá uma ajudinha.

Miguel o abraçou, não era comum essas demonstrações de afeto, mas o anjo odiava ver seu protegido triste. Por dentro tinha certo orgulho, pois mesmo pequeno, Ethan se mostrava solidário em ajudar o próximo.

– Sei que só quer o melhor para o seu irmão e para as pessoas – encarou o garoto – mas ainda é muito pequeno – sorriu bagunçando o cabelo de Ethan, o menino fez um bico, mas logo sorriu também.

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– Agora diga o que houve? – indagou Sam no banco do passageiro para Castiel que estava no banco de trás.

Tinham acabado de pegar o anjo na entrada da cidade e agora voltavam para o motel.

– Eu não sei dizer, eu estava na Nova Zelândia quando me chamaram, e quando eu vim para cá, em vez de parar onde vocês estavam eu parei naquela rodovia.

– Isso é muito estranho – ditou Dean – Você nem imagina o que pode ser?

– Bem, pode ser algo nessa cidade que está bloqueando meus poderes.

– Ah! Que ótimo! – exclamou o loiro – eu te falei que tinha algo de ruim nessa cidade – deu umas pancadas de leve no braço de Sam sem tirar os olhos da estrada.

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– Bom dia! – cumprimentou o homem, chamando atenção de Luke.

– Bom dia, no que posso ajudá-los? – respondeu Luke, prestando mais atenção no casal a sua frente. Um homem que aparentava ter uns trintas anos e um pouco calvo, e uma mulher morena que parecia ter a mesma idade.

– Queremos um quarto – disse o cara sorrindo simpático e Luke sorriu de volta.

– Seu nome senhor? – indagou, enquanto registrava o casal no computador.

– Meu nome? – riu – Eu tenho vários nomes – Luke estranhou o que ouvi e encarou o senhor – Luke Davis – Luke encarou assustado, o homem desconhecido sabia seu nome.

– Como sabe o meu no... – antes de conseguir completar a frase recebeu um forte tapa da mulher, fazendo-o cair no chão. Luke encarou os dois com sua mão no rosto onde a mulher o havia acertado, mas não acreditou no que viu. Talvez estivesse meio tonto por conta do tapa, mas isso não seria desculpa para fingir que não viu. Os dois estavam com os olhos pretos, completamente pretos.

O homem se aproximou de Luke e ergueu a mão em direção do garoto e depois para a parede. Mas nada aconteceu.

– O que? – indagou o demônio tentando entender porquê seus poderes não funcionaram.

– Idiota! Isso não o afeta – disse a mulher se aproximando de Luke – vamos ter que fazer isso a moda antiga – ela ditou sorrindo diabólica.

– Por favor, se for dinheiro que vocês querem, está ali naquela gaveta.

– Não queremos dinheiro seu pivete – a mulher veio rápida, agarrando Luke pelo pescoço e prensando-o contra a parede – mas vamos nos divertir muito com você – ambos sorriram maldosamente.

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Dean, Sam e Castiel acabavam de entrar no motel, quando o anjo parou na recepção.

– O que foi Castiel? – Perguntou Dean, vendo o amigo parado com o olhar perdido.

– Eu estou sentindo um resíduo de energia, talvez a mesma energia que está me bloqueando – Castiel falou olhando para os lados numa tentativa falha de encontrar a fonte daquela energia.

– Isso é impossível – disse Sam – não há nada aqui.

Dean naquele momento sentiu a falta de alguém.

– Não devia ter alguém aqui na recepção? O Luke ou a mãe dele? – Dean foi em direção do balcão.

– Eu não sei Dean – Sam falou a contra gosto, e depois voltou a falar com Castiel que não podia ser ali, já que era só um motel e que eles estavam hospedados ali há algum tempo e teria percebido algo incomum, fora o garoto sonsinho que estava falando com Dean, mas isso Sam preferiu não comentar com o anjo.

Dean assim que se aproximou da recepção, viu um pó amarelo no canto do balcão e reconheceu o cheiro desagradável característico.

– Sam! – chamou a atenção de seu irmão e de Castiel e mostrou a ponta do dedo suja daquele pó – é enxofre.

Então eles ouviram um gemido abafado vindo de um dos quartos do corredor.

– Droga! – Dean correu até o quarto que parecia ser a origem do gemido, ao abrir a porta o loiro não ficou surpreso ao constatar que estava trancada – Se afasta! – afastou Sam com o braço. Dean tomou distancia e arrombou a porta com a perna.

Assim que entrou Dean fora recebido por um soco do homem possuído pelo demônio que estava perto da porta. Mas Sam logo acudiu seu irmão, pegando o demônio e o jogando contra o chão. A mulher também possuída ia na direção de Sam com uma faca suja de sangue.

Dean fora mais rápido agarrando a mulher e se jogando no chão junto com ela, pegou a faca e no reflexo a afundou no peito dela. Mas o que o surpreendeu foi que o demônio dentro dela esta sendo destruído também, fazendo aqueles clarões amarelados já conhecidos dentro do corpo da mulher. Dean retirou a faca dela e a enfiou no homem que também estava no chão, o efeito foi o mesmo, ambos destruídos.

– Outra faca que mata demônios? – Sam disse surpreso.

– Não foi a faca e sim o sangue – Dean e Sam viraram para o anjo que estava parado enfrente a um Luke desacordado. Dean largou a faca e foi em direção ao garoto, praguejando os demônios pelo estado dele.

Luke estava sentado numa cadeira, seus pés e braços estavam amarrados a ela. Estava inconsciente, talvez devido a dor que sentiu ou pela perda do sangue que agora era uma manchava em sua camisa.

– Vem cá Sam, me ajude – pediu Dean tentando livrar as amarras que prendiam o garoto. E quando terminaram o loiro fez questão de carregá-lo no colo até o quarto deles, o que não deixou Sam muito contente. Dean pôs Luke em sua cama e começava a retira a roupa do outro.

– Por que você disse que o sangue que havia matado os demônios? – perguntou Sam, tentando assim não ver seu irmão tirando a roupa de outro homem.

– Porque uma faca de cozinha não mata demônios – Castiel disse – além do mais havia algo de diferente no sangue dele – o anjo comentou pensativo, e deixou Sam confuso.

– Como assim?

– Pessoal! – chamou Dean, e os dois foram até ele. Dean havia rasgado a camisa de Luke para assim estancar o ferimento da faca e fazer um curativo. Mas tamanha foi à surpresa do loiro ao ver que não tinha mais ferimento ou qualquer resquício dele, somente a camisa suja de sangue – ele... ele se curou.

Notas finais
Espero que tenham gostado!