The Guardian

4 Capitulo IV


Notas iniciais
Boa Leitura!

Luke acabara de acordar, estava confuso e sua cabeça voltava a doer, sentou-se na cama e percebeu que não era o seu quarto.

O garoto arregalou os olhos e seu coração disparou. Ele não tinha sonhado, tudo aquilo havia mesmo acontecido. Olhou para os lados tentando reconhecer se algo era familiar no local, mas sua mente preste a ter um ataque de pânico não estava raciocinando direito.

Luke quase saltou da cama quando sentiu uma mão em seu ombro, assustado, virou o rosto para ver o dono da mão. E uma onda de alivio tomou seu corpo ao ver aquelas orbes verdes lhe encarando.

– Está tudo bem... – Sam tentou acalmá-lo apenas com a fala, mas se surpreendeu ao ter seu corpo abraçado pelo jovem.

Aquele abraço transmitiu todo o medo que o garoto sentia para Sam, inundando sua alma, fazendo seu corpo agir instintivamente enlaçando-o com seus braços e apertando mais o abraço. Com o tempo Luke se acalmou e Sam sentiu-se mais calmo também, era como se Luke conseguisse transmitir o que sentia e isso só aumentava a duvida se de fato Luke era humano ou não.

Ambos só se separaram quando alguém pigarreou.

– Atrapalho? – era Dean. Ele acabava de entrar no quarto com Castiel, ambos tinham ido atrás de Anna, mas não a encontraram. Enquanto voltavam o loiro comprou algo para Luke comer já que eles teriam que conversar, mas ao entrar no motel e encontrar seu irmão, que desde o começo não mostrava simpatia para com o garoto, e agora estava com ele praticamente em seu colo. Isso incomodou Dean, incomodou muito.

Sam se afastou rápido de Luke como se tivesse sido pegou no flagra e o garoto corou, mas permaneceu sentado na cama.

– Tome – Dean estendeu a sacola que trazia para Luke – precisa comer. – falou friamente olhando para o garoto e depois para seu irmão que ainda estava um pouco constrangido, só não sabia se era porque estava abraçado com Luke ou por causa do olhar que Dean estava lhe dirigindo.

Luke só de ver o sanduíche que estava na sacola percebeu o quanto estava faminto, e não conseguiu segurar o gemido de satisfação ao dar a primeira mordida.

Dean voltou a olhar para o pequeno e sorriu ao ver Luke se sujando enquanto comia, isso lhe dava certa nostalgia de quando Sam era pequeno também, mas logo se concentrou.

– Luke – chamou a atenção do menor com uma voz mais branda – você podia nos contar o que aconteceu? – Luke olhou para Dean relutante, mas começou a contar desde o momento em que o casal chegou pedindo pelo quarto até o momento em que sentiu a pior das dores quando a mulher lhe perfurou a barriga com a faca, então Luke parou.

Dean o encarou confuso, já que Luke tinha parado de falar de repente.

Luke levou a sua mão até a barra da camisa e a ergueu totalmente, deixando amostra sua barriga e parte do peito sem pelos e sem músculos aparentes.

Dean sentiu sua mão formigar, querendo passa-la por toda aquela pele, e assim que avistou aquele botão rosado, o achou perfeito principalmente se estivesse em sua boc... Céus! Não podia está querendo tocá-lo. Esses tipos de desejos promiscuos ficaram enterrados no passado junto com outros sentimentos. Desviou os olhos de Luke, para o seu bem, e olhou para Sam, que o encarava irritado e vendo que o loiro estava o olhando, rapidamente virou para o lado e Dean não gostou.

Luke passou a mão por toda a sua pele, não encontrando nada que desse a entender que ele havia sido esfaqueado.

– Eu estou ficando louco?! – exclamou. Tinha certeza de que não tinha fantasiado tudo aquilo.

–Olhe para mim Luke! – Dean segurou seu rosto e forçou-o a encará-lo – você não está ficando louco, aquelas pessoas que te atacaram estavam... possuídas.

– O que?

– Você deve ter percebido, algo estranho neles, principalmente nos olhos, os olhos deles eram negros, não é? – Luke hesitou um pouco e apenas confirmou com a cabeça, mas aquilo não tinha nenhum sentido.

– Preste atenção! Há coisas nesse mundo não tem explicação e que você tem que saber – ditou sério.

Dean continuou a explicar a Luke sobre o sobrenatural, o garoto prestava atenção, mas às vezes não acreditava no que o loiro lhe dizia. Monstros? Essas coisas não deviam existir! São apenas histórias e mitos.

O que mais acontece por aí que as pessoas comuns não têm conhecimento?

Sam achou desnecessário que Dean contasse para o garoto o que sabiam, mas não o impediu.

– A encontraram? – o Winchester mais novo perguntou para Castiel em tom baixo para que o garoto não ouvisse.

– Não – Castiel respondeu – e sem meus poderes eu me sinto um inútil – Castiel revelou olhando para Luke e Sam riu, o garoto estava mais entretido na conversa com Dean, mas ao ouvir a voz do anjo parou. Então olhou para o moreno e não acreditou no que viu. Levantou-se indo em direção a Castiel.

– Você... – se sentiu tonto, mas foi segurado por Dean e Sam – Estão vendo – apontou para Castiel, que o olhava de cenho franzido – ele está brilhando.

Dean e Sam olharam para Castiel espantados e o próprio anjo também estava, tinha como isso ficar mais estranho?

– O que disse? – perguntou o anjo.

– Tem uma luz branca em sua volta – disse Luke encarando Castiel tão intensamente que suas íris se tornaram brilhantes por um instante, Castiel o olhou surpreso. Dean e Sam se entreolharam e franziram os cenhos, confusos.

– Como assim? – perguntaram os Winchesters juntos.

– Acho que tinha algo naquele sanduiche – Luke esfregou os olhos, cansado, ignorando os irmãos e voltou a encarar o anjo que agora não mais brilhava e sim o olhava assustado, talvez aquilo tivesse sido apenas um delírio seu. Talvez tudo fosse apenas um delírio e esses caras também fossem loucos.

– Bem – Luke se separou de Sam e Dean, que estranhamente ainda o seguravam – a conversa está boa e agradeço por terem ajudado e tudo mais, mas... – se dirigiu a porta – eu tenho que ir e quem sabe ligar para policia – sussurrou a ultima parte.

– Você não pode ir, não escutou o que eu te disse – Dean foi o primeiro a falar e pegou Luke pelo braço – é perigoso você sair.

– Mas eu tenho que falar com a minha mãe – Luke tentou se soltar, mas viu Dean desviando o olhar – o que foi? – olhou para Sam e para Castiel que o olhavam diferente, como se estivesse com pena? – Dean o que aconteceu? – perguntou começando a ficar nervoso, fazendo o loiro o olhar – onde está a minha mãe?

– Não sabemos, achamos que os demônios que atacaram você não estavam sozinhos e tenham pegado a sua mãe – Sam falou, vendo que Dean não iria dizer nada, pois olhava penalizado para o garoto que se segurava para não chorar.

– Oh não, isso não pode ser verdade, eu não – Luke deixou que as lágrimas escorressem pelo seu rosto, sentiu os braços de Dean lhe rodeando o corpo e puxando-o para um abraço apertado – Dean, eu não posso perdê-la, eu... eu só tenho ela – Luke disse num soluço.

– Eu vou trazê-la de volta, eu prometo – Dean ditou, apertando ainda mais o menor. Sam desviou os olhos, mesmo naquela situação, se sentia incomodado de ver Dean abraçando outra pessoa. Castiel olhou para Sam confuso, não entendendo a sua reação, mas logo voltou a prestar atenção em Luke. Talvez já tivesse uma ideia do que o garoto poderia ser.