The Gregory's
4 Capítulo 4 - Nem todos os Encontros acabam bem...
Eram 22:10 da noite, Aidan já havia chegado no restaurante japonês e estava sentado em uma mesa para dois, apenas bebendo uma taça de vinho e aguardando a chegada de Isabella até que ela entra no restaurante, um pouco apressada e olha para todas as mesas, a procura dele até que ele mesmo se levanta e ela logo o vê. Ela vai até a mesa em passos rápidos até chegar na mesa.
–Pensei que não viria.-brinca, Aidan.
–Apenas pensou, porque estou aqui.-diz Isabella sorrindo, um pouco atrapalhada e se sentando na cadeira.
–Você costuma a fazer isso? Digo, se atrasar?-diz ele a encarando mas em um tom de brincadeira, também se sentando.
–É, digamos que sim, sou um pouco atrapalhada.-responde ela, rindo um pouco.-Mas então, já podemos comer?-pergunta ela, o olhando.
–Claro, aliás queria estar comendo a dez minutos atrás.-responde ele, rindo baixo e ela ri junto.
–Mas é chato, deixe que eu peço as coisas e ai você experimenta de tudo, tenho certeza que vai adorar.
–Se você diz.-responde ele, arqueando as sobrancelhas, fazendo ela soltar uma leve risada.
Isabella chama o garçom e eles pedem rodízio. Ela pede todas as coisas que ela gosta da culinária japonesa mais a bebida, uma garrafa de vinho suave. Em quanto isso, eles começam a conversar, para se conhecerem melhor.
–Você sempre morou aqui?-pergunta Aidan.
–Não, eu vim pra cá faz uns dez anos já, eu morava em Londres.-explica Isabella.
–Ah, olha, ela é uma britânica.-diz ele, admirando-a e ela sorri.-Mas qual foi o motivo de você se mudar pra cá?-pergunta ele, curioso.
Isabella mexe a taça de vinho com a bebida dentro e olha para o vinho.
Isabella acorda se sentindo estranha pois jurava que havia morrido, ela colocou a mão em seu pescoço mas ele estava em perfeito estado sem contar que ela não conseguia achar sua pulsação e nem seu coração batendo, o que acaba assustando-a.
–É estranho né? A sensação de morrer e voltar a vida só que, digamos... diferente.-diz Lauren, que estava sentada em cima da mesa, a observando.
–Você quebrou meu pescoço, você me matou! Como é possível eu estar viva?-pergunta ela, levantando em um salto e se afastando de sua irmã gemêa.
–Meu sangue.-diz Lauren, saindo de cima da mesa e se aproximando da irmã.-Você morreu com sangue de vampiro no organismo, que indica que você acordou agora como uma vampira!-ela sorri, mostrando seus dentes caninos bem afiados e seus olhos vermelhos.
–Mas... mas você disse que me ajudaria a fugir!-diz Isabella, irritada e desorientada.
–É impossível fugir do Nathan em quanto se é humana, a única forma é se transformar porque ai, nosso sangue não servirá de nada para ele.-explica Lauren, voltando ao normal.-Mas em quanto você estava “dormindo”, busquei um lanchinho.
Uma garotinha criança fica ao lado de Lauren, totalmente séria. Ela era uma menininha linda, de cabelos loirinhos, olhos azuis como o céu em um dia ensolarado, com uma pele branca como a lã e com tranças em seus cabelos compridos. Isabella ao olhar para a menininha, entra em choque, querendo não acreditar que ela teria que se alimentar da pequena garotinha.
–Eu... eu não vou...-diz ela, gaguejando, desesperada.
–Vai, claro que vai.-responde Lauren, que logo morde o pescoço da garotinha e deixa o sangue dela escorrer pelo pescoço.
Assim, ao ver o sangue escorrendo pelo pescoço da garotinha loirinha, o desejo pelo sangue se despertou dentro de Isabella e ela só pensava naquilo, no sangue. Lauren empurra a menina para a irmã, deixando a garotinha próxima de Isabella, ela tentava lutar contra esse louco desejo de morder aquele pescoço e beber o sangue até não restar nenhuma gota mas, sua fome vence e ela agarra a garotinha e a morde no pescoço com suas novas presas. A garota não falou, não gritou e nem se moveu, apenas começou a cair aos poucos e quando ela fechou os olhos e caiu no chão. Isabella bebeu todo o sangue da criança sem dó.
Lauren encara a irmã com a boca suja de sangue com um sorriso orgulhoso.
–Estava bom, não? Agora o sangue é o alimento que te sustenta e te mantem viva. Mas pegue suas coisas e saia de Londres o mais rápido possível, viva a sua nova vida eterna, se divirta, faça novos amigos que são como você.
Isabella para de balançar a taça, respira fundo e olha para Aidan para responde-lo.
–Meus pais morreram então, se eu continuasse naquele lugar, nunca conseguiria seguir em frente.-explica ela, mentindo.
–Ah, eu sinto muito pelos seus pais.-diz Aidan, com dó da morena.-Mas como disse, não vamos falar de mortes.
–Sim sim, mas então, o que te trouxe para Carter Falls?-pergunta Isabella, curiosa.
–Eu nasci aqui mas cresci em Boston, então achei interessante conhecer a cidade e quem sabe, morar onde eu nasci.-explica Aidan, bebendo um gole do vinho.
–Ah sim, e você pretende ficar?-pergunta ela, bebendo um gole do vinho e encarando ele.
–Eu gostei da cidade e também gostei das pessoas.-responde Aidan, a encarando nos olhos.
Novamente, eles se entreolham por alguns segundos, estava acontecendo algo entre eles, é como se eles se entendessem. Para acabar com esse clima que rolava entre eles, os garçons chegam trazendo os diferentes pratos do restaurante japonês que Isabella havia pedido em quantidades para ela e Aidan comerem e se satisfazerem. E então, eles começam a comer e continuam conversando, conhecendo um ao outro.
As horas passam, Isabella e Aidan vão para as suas casas. Era umas duas horas da madruga em que uma morena de cabelos repicados e ondulados, magra porém com curvas, estava vestindo uma calça jeans preta e uma bota de couro de salto alto fino preto, com uma camisa regata vermelha coladinha e com uma jaqueta de couro preta, com uma franja que tampava seus olhos estava andando por uma rua deserta na cidade ate que vê um carro Mustang branco, que logo em seguida, ela ajeita seu cabelo, seu decote e vai ate o carro, ela coloca seus braços na porta do carro e se abaixa.
–Boa noi...-ela nem termina de falar pois fica surpreso quando vê quem estava no volante.
–Boa noite senhorita "oi peitos".-diz Daniel, sorrindo, o moreno de olhos azuis quando olha para a duplicata.
A moça sorri, pois era o que restava a ela.
–Daniel.
–Christine.-diz ele sorrindo.-Quanto tempo né? Depois de séculos estamos aqui, na mesma cidade.
Christine Charlotte era a antiga amiga de Daniel quando ele ainda era humano e que arruinou a vida dele, o transformando em vampiro. Christine era uma moça em que coincidentemente tem seu rosto idêntico com o de Isabella e Lauren, o que era estranho pois só havia duas Gregorys.
–Pois é, voltamos para casa.-diz ela o olhando.
–Por que você não entra para darmos uma voltinha?-pergunta ele arqueando as sobrancelhas, a convidando para um passeio.
–Não vai rolar pois to atrás do meu jantar.
–Eu também, vamos jantar juntos como nos velhos tempos.-diz ele a encarando, ela sorri para ele e sem mais delongas, ela abre a porta do carro e se senta no banco do passageiro, ela fecha a porta e o olha com um simples sorriso, ele sorri de lado, liga o carro e começa a dirigir.
–E então Daniel, como foi sua vida nesses séculos passados?-pergunta ela, o olhando e ele apenas da uma olhada nela mas volta a olhar para frente.
–Foram bons porem muito difíceis.-diz ele serio e ela o encara.
–Por que difíceis?-pergunta ela, curiosa.
–Por que?-ele a olha rapidamente.-Porque você não estava comigo.
Quando Daniel diz isso, Christine segura o suspiro e ainda o encarando só que um leve sorriso cretino, ela se aproxima dele e diz, sussurrando:
–Hum, então você sentiu minha falta então?-ela diz, tentando seduzi-lo e dando uma leve mordidinha no pé da orelha dele, fazendo ele se arrepiar e ele pisa no acelerador, aumentando a velocidade.
–Uhum.-diz ele, levando sua mão a coxa dela e a alisando, dando leves apertadinhas e da uma forte apertada na virilha dela, fazendo ela se arrepiar e se excitar.-Você não sabe o quanto!-depois de dizer isso, já que estava em alta velocidade, ele vira com tudo o volante e pisando no freio, fazendo o carro capotar varias vezes com ele e Christine lá dentro.
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