The Gregory's
5 Capítulo 5 - Mentira tem perna curta.
Depois que o carro parou de capotar, ela começa a gargalhar e olha para Daniel que ainda estavam consciente mas ele fica serio olhando para ela, assim ela parou de gargalhar e o olhou seria.
–Idiota.-e quebra o pescoço dele, fazendo ele ficar desacordado.
Christine apenas respira fundo e o carro se parte ao meio, ela sai do meio das ferragens e segue pela a estrada, andando mas em um piscar de olhos ela some.
No dia seguinte, Daniel acorda e segue para sua casa, quando abre a porta para entrar, da de cara com Mike.
–Noite ruim?-pergunta Mike vendo que seu amigo estava cansado.
–Péssima noite.- diz Daniel, entrando e vai direto pegar uma garrafa de whisky.
–Era a cretina que te transformou em vampiro?-pergunta Mike, curioso.-Como é o nome dela mesmo?
–Christine, a própria. Capotei o carro com nós dois dentro mas ela saiu de lá sem nenhum arranhão.-explica Daniel, bebendo um gole de whisky na boca da garrafa mesmo.
–Agora entendo porque você está nesse estado.-diz Mike, olhando o amigo de cima a baixo.
Em quanto isso no bar de estrada de Dafne, ela e sua amiga Isabella estavam conversando sobre a noite passada, soltando altas gargalhadas.
–Ai mentira que ele fez isso.-diz Isabella, gargalhando.
–Sim ele fez, ele morre de medo de cachorros e gatos, ele é muito medroso.-diz Dafne, também gargalhando.-Ai meu Deus, foi muito bom saber das novidades e micos dele durante esses dez anos que se passaram.-diz ela, recuperando o ar e bebendo um gole de água.-Mas agora conte o que teve de bom ontem no seu jantar com o Aidan.-diz ela, encarando a amiga nos olhos com um sorriso malicioso.
–Eu apresentei a ele a culinária japonesa, fiz ele experimentar tudo e ele gostou. Ai depois conversamos sobre o que gostamos, do que não gostamos,... sabe, coisas que conversamos para conhecer melhor a pessoa.-explica Isabella.
–E você gostou dele?-pergunta a loira arqueando uma sobrancelha.
–Sim, ele é divertido, tímido, calmo, não é inconveniente.-responde a morena, rindo no final da frase.
–Hum, acho que já já alguém vai se apaixonar.-diz Dafne, sorrindo e dando um giro até a prateleira e pegar uma garrafa.
–Cala a boca, Dafne.-diz Isabella, rindo.-Ah, e dá a minha garrafa, eu to com sede.-diz ela, na verdade pedindo sua garrafa de sangue.
–Ok.-diz a loira, que quando pega a garrafa vê que ela está vazia e ela olha para a amiga.-É, não tem mais nada aqui.
–Tá de brincadeira?!-diz Isabella, não acreditando nisso e colocando a mão na cabeça.-Ai que saco, vou ter que ir no hospital.-diz ela, se levantando e indo pra porta.
–Qualquer coisa me liga!-avisa Dafne antes que a amiga tivesse saído pela porta.
Em seguida, ela sai pela porta e a fecha. Isabella estava com muita sede e a cada passo que dava, estava ficando sem forças, mas o pior de tudo é que o hospital fica no centro da cidade sendo que ela estava no bar de estrada que fica bem pro comecinho da cidade. Ela olha para os dois lados da rua e não avista nenhum carro a caminho então, ela decide atravessar mas ela começa a sentir uma forte tontura e logo cai no meio da rua no chão, com as mãos na cabeça e resmungando de dor.
Simplesmente do nada, um Dodge Charger 69 pintado de preto fosco estava vindo em alta velocidade na direção dela e coincidentemente, Aidan estava passando pela a rua com suas mãos em seus bolsos na calça. Quando ele vê Isabella ali no chão gritando de dor e vê o carro muito próximo a ela em alta velocidade, ele corre rapidamente até a morena e a pega no colo e quando ele olha pro lado, vê as lanternas do carro bem em sua cara e então ao pegar Isabella no colo, ele corre para a calçada em uma velocidade sobrenatural.
–Mas...-diz Isabella olhando para Aidan não acreditando no que acabara de ver.
–Shiiiu!-diz ele, colocando o dedo indicador sobre a boca da morena e depois passa a mão no rosto dela.-Você não tá bem, é melhor eu te levar pra casa.
–Ta bom...-concorda Isabella, ainda pasma com o que acabara de ver.
Assim, Aidan leva Isabella pra casa, a coloca deitada na cama dela e depois vai embora. Logo depois que ele sai de sua casa, ela sai da cama e desce para a cozinha e abre a geladeira na esperança que houvesse alguma bolsa de sangue, sim, havia apenas uma que ela abre e bebe tudo em pouco tempo.
Isabella ainda estava em choque com aquela cena de Aidan a salvando de ser atropelada em segundos, ele foi muito rápido e então ela só pensava em uma coisa: Aidan também pode ser um vampiro.
A noite chega e Dean vai novamente ao bar de sua velha "amiga" Dafne. Eles fazem o que fizeram na noite passada, bebem e conversam sobre a vida de cada um. Um pouco mais tarde, o bar se esvazia, ficando apenas os dois lá mas eles continuam a conversar, só que agora ele estava ajudando-a a arrumar o bar.
Dafne tenta pegar o pano que esta na mais alta prateleira mas por ser baixinha, ela não alcança.
–Ai odeio quando preciso pegar alguma coisa naquela maldita prateleira.-diz a loira, impaciente.
–Deixa que eu pego pra você.-se oferece Dean, que fica atrás dela, se estica um pouco e pega o pano.-Aqui.-diz ele, com o pano na mão.
Quando ela se vira para ele, ela vê que eles estão muito próximos um do outro. Ela o encara, mas logo pega o pano e se afasta, saindo de trás do balcão e indo ate as mesas para limpa-las. Em quanto ela limpava as mesas, ela lembrava de 11 anos atrás...
Dafne tinha 14 anos e Dean 16, os cabelos dela eram totalmente loiros e compridos, Dean era mais baixo e mais magro. Ela saia de casa com um balde com sabão, trazia a mangueira e uma bucha, ela estava com roupas curtas alias era verão e estava muito calor então ela posiciona as coisas do lado do Opala e começa a molhar a bucha no sabão e passar no carro ate que Dean aparece.
–Opa, como eu adoro o verão.-diz ele, ao vê-la com roupas curtas e lavando o carro do pai dela, ela ri.
–Já que adora o verão, que tal você me ajudar a lavar o carro?-pergunta ela, olhando para ele.
–Mas é claro!-diz ele, sorrindo e logo pega outra bucha e os dois começam a ensaboar o carro.
Depois de ensaboarem todo o carro, eles pegam a mangueira para tirar o sabão mas eles começam a brincar de jogar agua um no outro ate que, já todos ensopados, Dean a pega pela cintura e a olha dentro nos olhos.
–Sem você, minha vida não seria a mesma.
–Dean...-diz Dafne mas ele a interrompe.
–Shiiu, não diga nada.-diz ele, que logo a beija e eles ficam se beijando ate que Dafne para o beijo.
–Promete que sempre será assim? Eu e você, amizade, amor... Promete que nada disso ira acabar?-diz ela, agora encarando os olhos verdes do loiro.
–Eu prometo que te amarei você e que nada vai acabar, será eu e você para todo o sempre.-diz ele, sorrindo...
Seus pensamentos pararam quando ela começou a ouvir a musica “You and Me” do Life House tocando no som de seu bar, Dean havia colocado pra tocar e então, ela fecha os olhos e respira fundo, dizendo:
–Por que?-pergunta ela, se virando para ele, o olhando.
Dean fica sem reação quando ela se vira e faz essa pergunta, ele apenas se mantém em silêncio.
–Dean eu to falando com você!-Dafne chama a tenção dele.-Me responda: por que você foi embora? Logo quando eu mais precisava de você...-complementa ela, com uma cara decepcionada olhando para ele.
Ele então, se aproxima de Dafne mas ela coloca a mão dela no peito dele, afastando ele de perto dela. Dean então, olha para baixo, repira fundo e quando volta a olhar para cima, seus olhos estavam um pouco lacrimejados.
–Sei que éramos novos demais mas você sabia qual era a minha vida e que ela não é segura, todas a minha volta se machucam e eu não queria isso pra você. Sei que você ficou com muita raiva de mim, sei que te magoei quando fui embora mas eu precisei fazer isso porque não queria que nada te acontecesse, eu fui embora para o seu bem, Dafne.-explica Dean, olhando nos olhos dela e os olhos dela começam a encher d’água e ela as segura para elas não caírem.
–Eu sofri, eu chorei e sim você me magoou muito porque foi embora sem mesmo dizer adeus e nem me dizer o porque. Mas sabe qual é o pior de tudo isso?-pergunta ela, o encarando nos olhos.-É que eu estava muito bem sem você aqui, mas ai você volta e tudo o que eu sentia por você, volta também!-diz ela, em voz alta.
Então foi nesse momento, em que Dean se aproxima dela, coloca suas mãos no rosto da loira e a beija... “And it's you and me and all of the people and, I don't why I can't keep my eyes off of you”. Dafne corresponde o beijo em quanto o loiro a puxa pra mais perto dele, colando seus corpos e a cada beijo, a cada toque, o desejo um pelo outro aumenta. Ele desce suas mãos para a cintura dela e a aperta, fazendo a loira suspirar mas antes que eles passassem disso, o celular de Dean toca. Dafne interrompe os beijos quando ouve o celular dele tocando e diz:
–É melhor você atender, deve ser alguma coisa importante.-diz ela, com a mão na cabeça.
–Tem razão.-concorda ele, pegando o celular e logo atendendo.-Fala James.-diz ele ao atender o celular.-É, eu já imaginava mas relaxe, descobriremos quem é o cachorro e o mataremos pra ele nunca mais machucar ninguém, já estou indo para ai.-diz ele, desligando o celular e agora, voltando a olhar para Dafne.-Você conhece o meu trabalho e também criaturas sobrenaturais que existem então, por um acaso, você conhece alguém dessa cidade que aparenta ser um lobisomem?-pergunta ele, apressado e a olhando.
Dafne engole seco, fica um pouco pensativa mas na verdade estava apenas disfarçando e então o responde:
–Não, nunca vi um na cidade.-diz a loira.-Acho melhor você ir logo se encontrar com o James.-complementa ela.
–Ah sim, sim.-diz ele, se afastando dela.-Até mais.-diz ele, saindo pela porta.
–Até.-diz ela, dando tchauzinho com a mão.
Dafne corre para o balcão e pega a chave de seu carro, assim, ela sai do bar e o tranca, entra em seu carro e começa a dirigir rapidamente até a casa de Isabella. Ao chegar lá, ela bate na porta com força e apressadamente. Isabella abre e Dafne entra como um furacão pra dentro da casa.
–O que foi Daf? Aconteceu alguma coisa?.-pergunta Isabella, preocupada.
–Isabella Lazzari, eu vou ser bem direta e espero que você também seja comigo então me responda, o que você anda escondendo de mim? Como eu acordei no porão da sua casa sendo que eu me transformei no meio da rua? E não adianta mentir pra mim porque você não é boa nisso!-diz Dafne, irritadíssima e nervosa.
Isabella se assusta com o tom de voz em que sua amiga falava com ela e ela fica pensando em como vai contar que foi a loba dela que matou as onze pessoas, ela respira fundo, fecha os olhos e ao abrir, logo fala:
–Ok, já que quer a verdade, vai ter.-diz a morena, respirando fundo.-Na noite de Lua Cheia, você não veio pra minha casa, você acabou se transformando no meio da rua perto da floresta, eu estranhei a sua demora, rastreei o seu celular e fui te procurar então, achei a sua loba na floresta, em cima de uma moça e a sua volta havia mais dez corpos estraçalhados.-explica ela.
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