The Golden Hunter
2 Capítulo 2 - Parte I
Notas iniciais
No começo vai parecer um pouco cansativo a explicação e tal, mas é essencial isso pra vcs entenderem no decorrer da história!
Não somos imortais como os anjos caídos, sangramos e podemos morrer. Nossa espécie vem de uma ordem antiga originada pelo arcanjo Miguel, desde que Lúcifer caiu dos céus para o Inferno essa batalha se originou, O anjo caído, abriu uma espécie de portal para este mundo, deixando assim suas criações medonhas se espalharem e com eles levar o caos a todos os lugares. O mal tem uma Hierarquia por assim dizer, há demônios patronos e governantes de alguns países e regiões, do mesmo modo que há santos e anjos celestes patronos e padroeiros. Mas existe um líder maior que atravessou o portal, ele é o braço direito de Lúcifer, seu nome é Baallberith mas o na época atual ele se denominou Damon para andar entre os humanos, ele é depois de Lúcifer o anjo caído mais poderoso, é regido pelo mal e a sua intenção é destruir. Ele muitas vezes possui corpos humanos e procria com mulheres mundanas dando origem aos seus filhos Nephilins que assim como nós tem uma marca, mas a deles é uma espada em chamas sempre no pulso esquerdo. Eles são os nossos piores inimigos, são tão maus quanto seu criador. Eles tem o poder de seduzir, de mexer com a mente confundi-la e cegá-la, muitas vezes eles acham a sua pior fraqueza e usa contra você. Apenas 9 Nephilins existem desde a Origem, todos filhos da mulher de Caim, e eles são tão poderosos quanto seu criador, podem possuir um corpo humano e procriar com mulheres humanas mas ao invés gerar novos nephilins eles dão origem a seres horrendos como transmorfos, vampiros, bruxas, raveners e outras criaturas nojentas que nós simplesmente chamamos de demônios, esses nove nephilins e Damon são imortais e como nós não podemos matá-los nosso dever é manda-los de volta ao inferno. Nós temos vários meios para fazer isso, mas o infalível é apunhalar o lado direito do peito. É claro que qualquer apunhalada não vai mandar o sujeito para o inferno, o punha ou espada tem que ser feito de ouro puro. Ao contrário dos mitos humanos especialmente para os vampiros, é o ouro quem acaba com qualquer criatura demoníaca, e isso tem uma explicação. No tempo em que Lúcifer ainda era um anjo o reino dos céus era revestido de ouro e pedras preciosas, e Lúcifer era muito ligado a todo aquele luxo e ostentação, então quando ele foi banido do céu como forma de puni-lo todo e qualquer tipo de ouro puro era altamente tóxico e pedras preciosas como diamante, safira e rubi também. E isso aconteceu com todos os anjos que o seguiram e assim como suas criações. A prata também funciona, mas não é nem de longe tão eficiente como o ouro incrustado com essas pedras, é como se ela sugasse quase toda a sua energia. E agora certamente eles iriam se perguntar por que o lado direito do peito? e com um sorriso eu responderia o que eu sabia bem demais. O arcanjo Miguel travou uma batalha com eles certamente e quando Lúcifer caiu, o seu braço direito baallberith o seguiu só que antes ele ameaçou Miguel, que prontamente enfiou sua espada no peito de seu adversário no exato momento em que ele caiu, mesmo continuando imortal o ferimento causado pela espada de Miguel continuou existente. Não aparentemente, mas toda vez que algo lhe atingia aquele lugar ele se sentia cansado há ponto de adoecer. Então aquela era a sua fraqueza e de todos os seus filhos, toda criatura originada por ele possuía esse ponto fraco. Era como um tendão de Aquiles, mas ele não morria. Só que ai que está, eles teriam que escolher adoecer até ficar sem energia e entrar em um coma profundo ou retornar ao Inferno, se energizar e voltarem com mais força ainda. O problema era, que o portal só se abria de 6 em 6 anos. Até hoje nós não descobrimos como era feito esse portal ou o que precisava para abri-lo, nós só sabíamos que de 6 em 6 anos as bestas que nós lutávamos tanto para tirar desse mundo, voltavam fortes. E pode acreditar quando eu digo forte era forte mesmo, força bruta e mental total. Mas ainda assim nós tínhamos muitos artifícios. Todos nós denominados Hunters, servos de Miguel, temos além de nossos sentidos aguçados e força sobre humana, um sexto sentido que nasce conosco. Esse outro sentido nos dá muito mais do que intuição, ele nos permite se comunicar com outros da nossa espécie telepaticamente, Imagens, cenas e até conversas mentais, mas apenas de Hunter para Hunter, porém isso exige muito treinamento, e assim como a telepatia nós temos uma espécie de proteção em nossas mentes, escudos que tornam os poderes telepáticos de um nephilim inútil, só que para bloqueá-los totalmente temos que treinar, aperfeiçoa-lo. E, além disso, todo hunter consegue distinguir um nephilim e suas criações dos humanos.
Os humanos acham que nós estamos aqui vivendo em uma espécie de mosteiro, mas essa é uma academia de treinamento, aqui aprendemos a controlar nossos sentidos, aperfeiçoamos nossas técnicas telepáticas e marciais. Somos treinados para matar e ser imperceptível perante os humanos. Em todo o mundo existem apenas 6 academias como esta, uma na América do sul, outra na América do norte, na Ásia, na Europa, na África e a mais nova instalada na Oceania. Cada academia contém 4 anciões, que são responsáveis pelo ensino e combate aos nephilins, eles são os denominados raros, hunters que tem um sétimo sentido, ou seja, poderes extras, nenhum deles possui a imortalidade, mas os hunters raros vivem de 100 há 150 anos. E uma vez a cada 2 anos acontece a reunião, onde se reúnem para definir coisas restritas, a reunião é fechada e extremamente sigilosa ninguém além dos anciões sabe o que se passa por lá. E dela participa também os membros do Conselho, que todos acreditam reportar como vão as coisas direto ao arcanjo Miguel, apenas os anciões sabem quem são eles e como chegar a esse cargo, como eu disse é sigilo absoluto. Mas além de academia, os ditos mosteiros servem de moradia para os hunters, como uma base. Você tem opções pode morar fora, mas para isso o treinamento deve estar completo e tem que estar sempre atento ao chamado e nunca ficar sem o seu parceiro, mas a maioria prefere viver aqui e expor menos aqueles que amam. Outra coisa que o conselho e os anciões mantêm sigilo absoluto é como a escolha de parceiros acontece, quando você chega na academia eles simplesmente dizem o seu parceiro e você trabalha com ele, treina com ele, vai as suas missões com ele, geralmente é um homem e uma mulher e é muito raro você não se dar bem instantaneamente com o seu parceiro, mas não digo no sentido atrativo, parceiros hunters não se envolviam por questões éticas, não que fosse proibido, mas é como namorar o seu parceiro de trabalho, muitos de nós escolhemos outro hunter ao qual nos apaixonamos. Mas existem exceções... eu no caso era uma delas, não que os alunos precisassem saber disso de qualquer jeito. O chamado é quando os olheiros hunters captam algum tipo de atividade maléfica vinda de um nephilim ou de suas espécies, ou seja, os demônios. Eles são denominados assim por que são neutros, não lutam apenas observam contatam os anciões ou seus assistentes e mandam os hunters eliminadores fazerem o serviço. Esse fora o pequeno resumo que eu dei em meu primeiro dia de aula, é só uma substituição, mas mesmo assim adoro ensinar, repassar todo o meu conhecimento, adicionei como uma nota mental de que eu pediria para sempre me colocarem de substituta. Algo que eu realmente gostava de fazer. Cheguei em meu habitual quarto quando eu recebi o chamado, esse acontece telepaticamente, um dos anciões o Alfred, possui esse poder. É como se um sensor dentro de nós fosse apitado e nós temos que comparecer para falar com eles, em casos extremos eles falavam telepaticamente se estivéssemos muito fora do alcance. Lembrei que não ensinei o sensor da chamada, mais uma coisa para amanhã, adicionei mentalmente. Mas não era comum eu ser chamada, eu e meu parceiro Matthew Simon somos modestamente, uma das melhores duplas de eliminadores. Além de termos o sétimo sentido éramos altamente treinados, era o que chamamos de cargo máximo que um hunter eliminador pode chegar. Cada academia tinha apenas duas duplas de golden hunters. Eu sou a segunda parceira do Matt, a sua primeira parceira morreu nas mãos de um nephilim e eu fui selecionada pelos anciões para ser a nova golden hunter. Como um golden hunter nunca poderia ser rebaixado, os anciões escolhiam outro parceiro e assim o antigo golden hunter ensinaria tudo o que lhe foi ensinado, assim como Matt me ensinou. A chamada ficou cada vez mais forte e urgente, senti o Matt tentando se comunicar comigo, relaxei, respirei fundo. Uma, duas, três vezes e deixei ele entrar em minha mente desativando o meu escudo natural. Eve, você precisa vim aqui no espaço dos anciões o quanto antes. O que está acontecendo Matt? Eu perguntei querendo alguma explicação adiantada. Eu não estou autorizado a falar agora, eu quero que você se apresse Eve, vá em seu quarto e prepare-se, leve o arsenal pesado. Tem algo haver com a ordem dos 10. Uh, a ordem dos 10? A coisa deveria estar séria, apressei meu passo para dentro do meu cômodo. Ok Matt, já estou a caminho. E Eve, eu quero que você se prepare por que hoje você usará mais do que nunca o seu sétimo sentido. Você sabe o que tem, a única golden hunter com o sétimo sentido parecido com de um nephilim. Eu pensei em como aquilo me soava conveniente afinal, usaria o próprio poder deles contra eles. Eu sei Matt, você me treinou lembra? Eu não sou qualquer golden hunter e sim uma treinada pelo melhor. Relaxe que nós vamos mandar eles para baixo. Agora vou voltar com a minha proteção, preciso ajeitar tudo muito rápido certo? Eu pensei otimista, ele conseguia sentir de leve um pouco do que eu sinto, tudo parte dessa estranha coisa entre parceiros. Eve. O que Matt? Você é a melhor agora mais preparada, você sabe disso não sabe?Acho que sim.Eve você foi a melhor parceira que eu tive, quero que tenha isso em mente e nunca esqueça de tudo que lhe foi ensinado e nem das nossas lições. Eu estava sentindo agora uma leve onda de pânico, o que era incomum para alguém como Matthew, ele estava com medo? Medo por mim. Sim Matt, eu nunca vou esquecer você. Ele pensou um pouco naquelas palavras e senti aos poucos sua mente se desligar da minha. A ordem dos 10. Nada que eu já não estivesse acostumada, isso significava que nós íamos enfrentar os nephilins imortais, um deles provavelmente por que eles nunca estão juntos como um alvo fácil, sempre bem distantes um dos outros. E o numero 1 dessa ordem, o próprio Damon, nunca era visto. Era raro ele sair do seu esconderijo onde quer que fosse então ele não seria. Acredito que nós conseguiremos mandar mais um pro inferno hoje. Não havia tanto motivo assim para o Matt temer algo por mim. Abri meu armário e rapidamente vesti meu habitual jeans preto com lycra, minhas botas compridas de combate e uma camisa simples preta, rapidamente fui para o outro compartimento do meu armário. Peguei um pequeno punhal de ouro entalhado em prata enganchei por dentro de minha bota. Arsenal pesado dissera ele. Então isso consta pequenos punhais estrategicamente escondidos. Coloquei meu coldre axilar especialmente modificado para armazenar punhais e facas de médio porte, coloquei mais um pequeno coldre ao redor do meu antebraço direito com uma faca de ouro entalhada com rubis. Abri meu arsenal, optei por facas de porte médio e uma mais longa e especial, algo me dizia para levá-la, peguei minha gold-demodown a que eu usava em casos extremos. Após esconder as 5 facas nos lugares certos, peguei outro coldre e coloquei em minha cintura, abri o compartimento superior e peguei minha glock prata. Certifiquei-me de que as balas de ouro e as de prata estavam junto ao coldre e que ela estivesse carregada caso aquelas aberrações estivessem fazendo a guarda uma bala na testa resolveria, peguei minha jaqueta de couro preta e segui em direção ao banheiro, liguei a tornei e passei um pouco de água em meu rosto. Droga, se o Matt estava nervoso o que acontecerá então? Eu era treinada, eu sabia disso, eu e ele já tínhamos mandado a maior quantidade dessas criaturas para o além 4 dos 9 nephilins imortais com passagem direta para o inferno. Não foi fácil eu admito, mas ele sempre se manteve positivo confiando no seu potencial e no meu, mas quando ele fez tais afirmações para mim parecia que estava convencendo a si mesmo. Isso era no mínimo estranho para alguém como o Matt, bom estranho ou não eu não tinha tempo para analisar essas questões o chamado iria recomeçar e eu teria que estar pronta. Olhei no espelho, meus olhos verdes estavam adornados com olheiras e minhas feições pareciam cansadas, levantei minha franja e observei aquela cicatriz, minha primeira luta com um Nephilim imortal eu sobrevivi graças ao Matt, eu me peguei sorrindo ao pensar naquilo, como poderia uma pessoa ser assim? Tão forte e confiante mas ao mesmo tempo preocupado, vulnerável. Ele conseguia ser quente e em questões de segundos frio. Balancei a cabeça tentando me afastar de tais pensamentos e ser objetiva, comecei a pentear meus cabelos castanhos que agora pareciam estar quase na altura de minha cintura e amarrei no meu habitual rabo de cavalo deixando a franja para cobrir aquela cicatriz. Respirei fundo, meu sexto sentido me avisando que algo ruim e decisivo estava para acontecer.
Concentrei-me, respirei fundo e procurei por minha conexão telepática com o Matt, era mais difícil quando eu tinha que chama-lo, e ainda mais há distancia. Isso era algo que nós estávamos aperfeiçoando, então tudo que eu tinha que fazer, era imaginar um elástico. Como ele dissera, fazer esse elástico expandir e visualiza-lo dentro desse circulo com o elástico. Me concentrei mais alisando minhas têmporas. E bum! Senti ele no meu pensamento. Sendo objetiva e sem perder tempo fui direto ao ponto. Matt, eu peguei dois punhais médios de ouro incrustado com rubi, as pequenas para a panturrilha e antebraço, e eu estou levando a gold-demodown, algo me diz que eu devo levá-la. Pensei enquanto sentia ela em baixo de minhas omoplatas. Eve, mudança de planos, faça as suas malas para uma semana aproximadamente, nós iremos viajar. Eu pisquei perplexa, viajar? Mas por quê? Ele já prevendo minha pergunta completou. Nós estamos indo para França, pegue seu passaport e tudo que precisar. Deixe a mala em cima de sua cama que eu mando alguém pegar e venha para a sala dos anciões. O jato sai em meia hora. Ok, Matt mas.. O que Eve? Se é na França por que não chamaram os goldens hunters da academia européia? Por que parece que estão reunidos dois Nephilins lá, e eles querem os melhores nessa missão. Como nós fomos reportados para o conselho como uma opção, eles analisaram tudo e optaram que por nós principalmente por sua causa Eve, eu estou muito orgulhoso de você. Aquelas palavras me congelaram, nós os melhores? Matt com orgulho de mim? Ma-mais o quê? Por que? Eve seus poderes são raros e agora que você está bem treinada é como se você possuísse o sétimo sentido de um nephilim imortal. E veja bem isso não é algo que o conselho possa deixar passar. Nephilim imortal? O que diabos? Meu sentido é bem mais limitado! Não é Eve, arrume-se logo e venha aqui que nós explicaremos tudo. Ok Matt. Ah hey Eve, só mais uma coisa. Fale. Leva aquela calça de couro pra essa missão, eu já falei o quão bem você fica nela? Desligando.. Relaxei voltando com o meu escudo, alisei mais uma vez minhas têmporas. Droga aquilo me dava uma dor de cabeça danada. E eram pequenas coisas desse tipo que o Matt me falava que me dava algum tipo de esperança, de que algum dia eu e ele possamos ter algo mesmo que seja contra a ética, eu sorri, todos sabiam que eu não era lá uma garota que seguia as regras. — hum-hum Eu voltei ao presente, alguém tinha quebrado a corrente. Olhei há minha volta de repente voltando ao presente, e vendo quem tinha quebrado a corrente, era Dominic com os olhos cheios de lágrimas, uma dor dilacerante atravessou meu peito, eu encarei o profundo azul de seus olhos questionando Por que?, não era justo ele ter morrido. — Volte para a corrente Dominic – eu falei entre dentes tentando conter a dor que me assolava. — Eve você poderia por favor pular esta parte e ir direto a luta? – Claus falou com os olhos entediados. Eu reuni todo o pequeno controle que me restava e olhei para ele friamente. — Será um prazer senhor. — Agradecido – ele falou com um sorriso fantasma em seus lábios. — Volte Domenic eu vou direto ao ponto desta vez. — Tudo bem Eve. Esperei todos darem as mãos novamente e sem olhar uma segunda vez retornei direto para a parte da luta. Estávamos sendo carregados como era o plano, Matt estava no porta malas e eu estava no lindo audi cupê daquele vampiro nojento. — Você é muito linda – ele falou alisando o meu joelho enquanto dirigia. Eu olhei tentando sorrir, eu estava com um vestido vermelho tomara que caia com um decote bem generoso, ele era colado e pairava dois palmos acima de meu joelho. Estava usando botas pretas com salto 15 e um casaco preto devido ao frio. Sim eu era a isca perfeita. — Você também não deixa a desejar – eu falei com um ronronar sedutor – para onde estamos indo? Me perguntei como um Nephilim imortal pode ser tão burro ao ponto de mandar um vampiro inexperiente buscar uma acompanhante para satisfazer seus desejos mundanos. — Você vai ver doçura. O que eu queria mesmo era puxar o punhal e enfia-lo e sua testa, mas como a boa hunter que sempre fui, me contive e tive que usar os artifícios de uma mulher para fazê-lo falar, mesmo tendo o sétimo sentido hipnótico que eu tinha não poderia usá-lo, não se eu quisesse manter o meu disfarce. Encarei ele por um instante era um típico francês, seu queixo quadrado com a barba bem feita, nariz pequeno, olhos verdes profundos, seu cabelo dourado na altura de seu queixo davam um charme extra naquele rosto que mais parecia pertencer a um deus grego do que a um humano, qualquer acompanhante ficaria feliz e lhe satisfazer, mas não uma que sabia o que se escondia atrás daquelas feições, um demônio sedento por sangue, nojento e sem escrúpulos, um desses que tinha drenado minha mãe e levado ela a morte. Me forcei a sorrir enquanto ele me pegava olhando-o, você não vai viver por muito tempo eu pensei satisfeita enquanto exibia um sorriso maior ainda que parecia deslumbra-lo. Sua mão que estava em meu joelho subiu. — Você é mesmo uma graça, o que é uma pena – ele falou levantando um pouco mais o meu vestido, consumindo-se pela luxuria. — A Frank, talvez nós possamos ter algum tipo de diversão antes de eu conhecer o seu chefe – eu sorri maliciosamente. Me forcei a colocar a mão em sua perna, sendo que o meu desejo era arranca-la. — Hmm, seria muito interessante... – ele falou olhando o meu decote – mas o meu chefe não iria gostar nem um pouco se soubesse. — Mas eu não vou contar nada, prometo. – eu lambi meus lábios acrescentando mentalmente Principalmente por que você vai estar morto antes de me tocar. Ele me olhou com luxúria. — Tire só a parte de cima do seu vestido, boneca. Eu abaixei um pouco o meu casaco, mas não o tirei totalmente temerosa que ele visse minha adaga, puxei um pouco meu vestido que apertou meus seios para cima, ele estava para colocar a mão ali quando eu o repreendi. — Calma Frank, eu vou tirar o resto... É só você me falar para onde estamos indo.. – Olhei em seus olhos – eu vou tirar tudo Frank. Argh, como eu queria usar logo a minha telepatia e sair dali! Eu queria mesmo é arrancar os seus olhos, aquela mão nojenta em cima da minha perna. — Se é só isso que te impede – ele sorriu e seus olhos escureceram – estamos indo para 16 avenue de Tourville. Abaixei um pouco mais o meu vestido e me inclinei em sua direção, vi seus olhos percorrendo o meu colo e parando no meu pescoço, o desejo de sangue escurecendo mais ainda seus olhos. — E qual é o hotel Frank? – perguntei roucamente seguida de um curto som sedutor. Seus olhos começaram a brilhar ficando cada vez mais escuros e eu inclinei-me mais um pouco o deixando sentir o aroma de meu pescoço. Ele respirou fundo e falou sem pensar. — Lê Tourville Hotel. Eu passei a mão em toda a sua coxa sabendo que ele estava entrando em transe. — E qual é o nome do meu cliente Frank? — Samael. Em um movimento tão rápido quanto um piscar de olhos eu tirei o que restava do meu casaco e peguei a minha Gold-demodown e enfiei em seu peito. Antes mesmo de ele poder processar o que estava acontecendo ele já tinha evaporado. Nem consegui ver a cara dele de susto, essa com certeza era a minha arma favorita, pronto querido Frank, agora você está onde merece. Eu pensei e em um movimento rápido sentei em seu lugar assumindo a direção antes que acontecesse algum acidente. Parei no acostamento e apertei o botão do porta malas. Vi o Matthew saindo pelo retrovisor, e Deus o que ele estava fazendo sem camisa? Nesses poucos segundos eu não pude deixar de reparar enquanto ele saia e pegava alguma coisa no porta malas, ele estava com seu habitual jeans preto, sua camisa também preta pairava em seu ombro esquerdo, eu suspirei ao olhar seu peitoral definido sempre com aquele bronze dourado, seu abdômen musculoso e o movimento que seus braços faziam ao caminhar para o lado do passageiro, desviando meu olhar luxurioso de seu corpo, olhei para as suas feições, seu cabelo estava curto e seus olhos castanhos passavam de irritados para debochados enquanto ele abria um sorriso que roubava meu fôlego e entrava no carro. Notei que ele olhava para o meu rosto e analisava todo o resto, enquanto seus olhos pararam um pouco abaixo do meu pescoço. — Desde quando você fica admirando meu físico em Eve? – ele perguntou com a voz debochada desviando um segundo para olhar no meu rosto e em seguida voltou a olhar meu busto, segui seu olhar e vi que meus seios estavam quase a mostra, meu rosto ferveu enquanto eu arrumava o meu vestido. — Desde que você começou a notar o meu Matt – eu retruquei. Ele fechou a sua porta e eu dei partida no carro. — Eu sempre fui um bom observador e Eve, eu desaprovei totalmente o que você fez. Eu coloquei uma mão no volante e tirei o amarrador que estava em meu cabelo o deixando cair em minhas costas, passei a mão entre eles e olhei para o Matt o que ele queria dizer com aquilo? — Não entendo Matt, eu consegui o nome de um deles e o hotel você queria mais alguma informação? Você deveria ter me falado. — Não isso, o jeito que você fez. Eu quase podia ver a baba do cara em cima de você, e pra que tirar tanta roupa assim? E se ele te atacasse ali mesmo? – ele se endireitou no banco parecendo desconfortável – Não é algo que um cara possa impedir sem ter um controle formidável Eve, não faça mais isso. Eu olhei para ele seu cenho estava franzido e os olhos temerosos. — Por que Matt, você ta com ciúme? – eu sorri. Eu olhei seu abdômen perfeitamente esculpido e lembrei da noite anterior em que ele tinha me beijado, a lembrança foi tão forte que eu senti seu gosto no fundo de minha língua. — Não deveria estar? Anda Eve Bourne não tira os olhos dessa estrada. Ignorei seu conselho e fitei seus olhos castanhos ilegíveis no momento. — Matt... eu queria falar algo para você... — O que foi Eve? — Eu, sobre a noite passada.. No momento em que eu estava para falar um celular tocou no suporte lateral da porta, eu peguei rapidamente e olhei o visor. S chamando. — Matt deveríamos atender? — Não Eve se for o Nephilim Samael, ele pode descobrir que você é uma hunter pela sua voz. Você sabe disso. Eu guardei o celular no mesmo lugar. — Ok. — Eve, vire aqui. A Yellow Stone avenue vai dar direto com a 16. Eu segui suas instruções com medo de puxar o assunto novamente, o que era ridículo afinal! Na hora de matar criaturas demoníacas ou mandar seres imortais direto ao inferno eu não hesitava um segundo. Mas na hora de falar os meus sentimentos para o meu parceiro gato eu não conseguia... Céus eu era uma covarde. Os demônios pareciam ser fichinha perto do medo que eu tenho da reação do Matt. Apertei minhas mãos no volante, droga eu queria acabar com esse nephilim o quanto antes, voltar para o hotel e finalmente falar com o Matt sem escapatórias, eu prometi para mim mesma. Olhei de lado para ele mais uma vez, ele continuava sem camisa e com o braço apoiado na janela, olhei seu abdômen mais uma vez, me lembrando da noite anterior na qual eu estive tão próxima dele, minhas mãos sobre o seu corpo quente. Apertei o pé no acelerador, eu precisava falar com ele o mais rápido possível sobre isso. — Hmm... Você bem que poderia por a camisa Matt – eu falei limpando a garganta. Ele pareceu gostar da minha observação, ou melhor, do incomodo que o seu corpo causava em mim. — Por quê? Isso te incomoda? – ele perguntou sorrindo. — Não é por que já estamos chegando e alias está frio. Eu reavaliei a temperatura no carro, eu estava quente, mas por razões não tão envolvidas com o tempo lá fora. — Tudo bem Eve, eu sei que você ta impressionada com os meus dotes físicos. – ele riu e colocou a camisa. — Humpf dotes físicos Matt? Para de ser convencido. – eu falei tentando esconder um sorriso, sem sucesso. Virei na 16th avenue e nós chegamos ao hotel, parecia ser 5 estrelas, sua entrada era toda em mármore e prata pelo o que eu percebi, hmm bom gosto Samael, estacionei do outro lado da rua sentindo um arrepio repentino, como se uma rajada de ar percorresse toda a minha coluna cervical. Minhas mãos tremeram com a intensidade que isso me atingiu, meus instintos gritaram me dizendo para sair dali o mais rápido possível, algo que nunca tinha acontecido. Por um minuto inteiro eu esqueci de tudo, um torpor me atingiu fortemente, me deixando cega, como um clarão em minhas vistas, eu apertei algo em minhas mãos, O que diabos está acontecendo? eu tentei perguntar ao Matt.
E assim como chegou esse sentimento foi embora repentinamente, eu abri meus olhos e me deparei com o Matt inclinado em minha direção, eu quase arrancando as suas mãos. — O que aconteceu Eve? Eve? Fala comigo! — Eu não sei, eu... Acho que foi só o meu sétimo sentido. — Me fale o que você sentiu Eve! — Era como uma rajada de ar atingindo a minha coluna e quando chegou na minha nuca tudo ficou branco, eu não sei, nunca senti isso. — Relaxe, respire fundo. — Você também sentiu isso? — Já senti, mas não agora. Isso quer dizer que você está diante de um dos seus piores inimigos, e os seus instintos gritam para você correr, é normal pela primeira vez, eu só estou surpreso. — Surpreso? — É por você ter sentido logo aqui, pensei que isso aconteceria quando estivéssemos no corredor do quarto dele ou algo assim. — Você sabe que o meu sentido sempre foi um pouco apurado – eu sorri. Só então olhei a proximidade que pairava entre nós, sua boca a um palmo de distância. — Eve eu tenho uma coisa pra te falar. Seu hálito me invadia docemente, eu ainda sentia o calor de suas mãos nas minhas. — Fale Matt. — Hoje é um dia muito importante pra nós dois, e tudo, absolutamente tudo que nós treinamos vai estar em jogo – Ele respirou fundo, seus olhos estavam brilhando com alguma emoção que eu não pude reconhecer – Eu te treinei e dei o meu melhor Eve, eu tenho certeza que você não vai me decepcionar e prometa pra mim, que o que quer que aconteça você não vai parar enquanto não acabar com ele, o que quer que aconteça comigo, você não pode parar. Prometa pra mim. — Matt, por que? Você ta falando de um jeito estranho, você sabe que eu sempre dou o melhor de mim e você vai estar lá do meu lado me ajudando como sempre. — Prometa Eve – ele falou se inclinando um pouco mais. — Tudo bem, eu prometo Matthew que não vou parar até acabar com ele. Meu sexto sentido me avisava que algo muito ruim estava pra acontecer, que essa poderia ser a nossa ultima conversa, a mesma coisa que ele demonstrava pelo seu tom de voz e alguma coisa me dizia que eu tinha que falar antes de subir, eu tinha que falar aquelas três palavras antes de executar essa missão. — Matt, e-eu te – ele colocou o seu dedo indicador em meus lábios me interrompendo enquanto eu sussurrava ‘amo’ ele me beijou. Os seus lábios iniciaram o beijo com suavidade, mais depois do mínimo toque contra os meus, tudo parecia estar em chamas e esse beijo levou todos os meus medos embora, eu ignorei tudo ao meu redor, principalmente o meu instinto que dizia que esta ia ser a nossa ultima conversa. Coloquei minhas mãos em sua nuca, deixando minha mão esquerda se entrelaçar em suas madeixas pretas. Era impossível algo acontecer com ele, o Matt era o mais perto que eu conhecia do indestrutível. E cedo demais ele se afastou de mim. — Eu sei. – ele tirou minhas mãos de sua nuca dando um beijo em cada e voltou para o seu lugar. Ele colocou sua jaqueta arrumou sua gold-demodown, colocou o coldre axilar e posicionou sua glock. Minha cabeça ainda girava devido ao seu beijo, como? Como ele conseguia ser assim? Frio e quente? Intenso e ameno? Notando o meu estado ele falou. — Vamos Eve, nós temos que ser objetivos. Conversamos sobre tudo isso depois – seus olhos brilhavam com aquela mesma emoção irreconhecível de antes, dor, desespero, arrependimento. — Ok.
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