The Golden Hunter
3 Capítulo 2 - Parte II
Eu coloquei meu casaco e posicionei minhas armas, hora da ação eu pensei com um sorriso.
— Matt quais as chances de os dois estarem no mesmo local? — Nenhuma, não no mesmo hotel. — Mas eu identifiquei uma atividade demoníaca enorme antes, tem certeza? — Lembra do que conversamos antes? Esse é o pior Nephilim depois do Damon. — Do jeito que você fala parece que é ele em pessoa. Ele saiu do carro sem me responder, eu me apressei atrás dele. Quando eu ia questioná-lo mais uma vez ele pegou minha mão e nós entramos no hotel. Senti ele querendo se comunicar comigo telepaticamente e desativei meu escudo. Que estava bem mais fácil aliás, depois dos treinamentos intensos desta semana. Eve use seu sentido com a recepcionista e quando nós subirmos mantenha seu escudo o mais forte possível, não abra sua mente para mim, nem mesmo se forem os anciões. Ele vai usar isso para confundi-la. Eu sei muito bem disso Matt. Rapidamente ele se desligou de mim e nós fomos à recepção. Uma loira com os olhos azuis falsificados estava atrás do balcão, percebi que os seus olhos estavam em Matt. Errado menina, ele é meu. eu pensei e olhei no fundo dos olhos dela, ela me olhou apática, enquanto eu invadia sua mente. Veja bem, eu não consigo ler os pensamentos de alguém, mas eu consigo manipular eles, cegar eles, fazer ver coisas que não existem. Eu consigo ver os piores medos dela e também as coisas que ela mais deseja, consigo ver as pessoas que ela mais ama e as que ela mais odeia. Seus medos eram ridículos até para um humano, engordar, aranhas e o seu pai, bom esse parecia ser pior. Ela tinha medo que ele voltasse a estuprá-la, ela também tinha medo que seu namorado descobrisse isso e a expulsasse de seu apartamento. Com pena de usar isso contra ela eu tentei do jeito mais fácil, o hipnótico. Apertei meus olhos pensando você vai falar tudo, absolutamente tudo que souber sobre as minhas perguntas — Olá bem vindos ao Lê Tourville Hotel, em que posso ajudar? – Ela falou com um forte sotaque francês. Absolutamente tudo que eu quiser eu voltei a pensar e encarar seus olhos. Ela rapidamente entrou em transe. — Eu gostaria de saber qual é o quarto do senhor Samael. Tudo, fale agora tudo o que você sabe. — Só um minuto. – ela falou com a voz robotizada – Ele está no 606 fica no sexto andar mademoiselle. — Você sabe se ele está acompanhado? — Sim mademoiselle por 3 homens muito bonitos se me permite a franqueza e um cachorrinho um tanto quanto estranho. Olhei no fundo de seus olhos, Esqueça, esqueça que eu estive aqui e conversei com você. Esqueça eu trabalhei em sua mente até apagar minha imagem e a de Matt completamente. Depois de alguns segundos ela me olhou friamente. — Olá, bem vindos Lê Tourville hotel em que posso ajudar? Eu sai dali e fui diretamente para o elevador observando o Matt se juntar a mim. — Essa foi rápida hun? – ele comentou. — Você não ta falando com nenhuma amadora Matt – eu sorri — Então o que você acha? Dois vampiros, um transmorfo e um Ravener. — Acredito que temos a mesma opinião. Seguimos as placas para o elevador de serviço. Ele apertou o numero 6. E eu estava com os meus sentidos mais alertas do que nunca, provavelmente nós teríamos que mata-los antes de chegar ao Samael, eu senti um fraco tremor, meu “radar interior” por assim dizer, me avisando que o que quer que estivesse naquele andar, era bem pior que vampiros e transmorfos. Foque-se eu pensei tentando me concentrar. Eu observei os números em cima da porta 4 – 5 e a porta se abriu. — Matt é no sexto andar! — Eu sei, mas parece que não quer ir. — Vamos cobre a minha retaguarda. Eu saquei rapidamente minha Glock carregada e nós dois saímos com as costas encostadas uma na outra, eu cobrindo o lado esquerdo e ele o direito. O hotel era bem luxuoso o chão de carpete e o interior tinha um estilo vitoriano com algumas esculturas espalhadas ao longo do corredor. Estávamos quase chegando no fim do corredor onde ligava com outro que ia para a esquerda e para direita. Rapidamente chequei a placa que dizia saída de emergência e fomos para direita em um curto corredor. A porta de emergência estava trancada. — Matt. – eu fiz um movimento com a cabeça apontando a porta enquanto me posicionava com um joelho apoiado no chão e a arma em punho pronta para atirar em qualquer um que estivesse atrás daquela porta. Entendendo o movimento, ele com um rápido chute arrombou a porta que bateu na parede com um baque surdo. Ninguém estava ali. Rapidamente eu segui o caminho da escada com a minha arma posicionada, detectei um cheiro estranho ao subir o primeiro lance de escadas. Um cheiro podre de enxofre que indicava um Ravener por perto, certamente ele estaria guardando a porta de acesso ao 6º andar. Parei um pouco antes colocando a minha arma um pouco a frente e vendo no reflexo do cano dela aquela criatura horrenda que estava com um generoso pedaço de bife cru entre os dentes, bem entretido.
Olhei para o Matt e balancei minha cabeça fazendo movimentos labiais Um Ravener, deixa que eu pego. Sem dar chance de ele protestar, eu pulei na linha de visão daquela criaturinha. Em um piscar de olhos eu joguei minha arma para o Matt e saquei minha gold-demodown, enquanto o Ravener pulava em minha direção eu enfiei a lamina em sua cabeça prendendo-o contra a parede. Antes que pudesse se dar conta do que estava acontecendo a criatura meio jacaré meio dragão evaporou eu peguei minha adaga e guardei em meu coldre. Eu olhei para o Matt que segurava minha arma abismado. — Como você sabia que era um Ravener? – ele sussurrou enquanto devolvia a minha Glock. — Pelo cheiro e conferi pelo reflexo, vamos. Ele acenou e foi na minha frente, então antes que nós pudéssemos dar o terceiro passo, duas coisas aconteceram simultaneamente e muito rapidamente, um vampiro moreno abriu a porta e outro loiro apareceu no degrau de baixo. — Não tão rápido Hunter – falou o loiro de um modo presunçoso. Matt se lançou contra o vampiro moreno que estava tentando passar por ele para me encurralar, enquanto o loiro puxou a minha perna. A queda foi rápida, eu senti o degrau em meus quadris ainda tentando processar como esses vampiros conseguiram nos pegar de surpresa? e droga eu ia ficar com as minhas nádegas roxas por causa desse loiro metido a besta, quem ele achava que era? Tão rápido quanto a queda eu disparei minha glock, cinco tiros de ouro, a bala era corrosiva para eles, ela entrava no corpo deles e explodia ali dentro. Corroendo como acido sulfúrico. Era para ele estar morto e não ter só caído. — Você está apenas perdendo tempo, suas armas não funcionam em mim mademoiselle. – ele falou tentando se levantar. Em um movimento rápido eu levantei e pisei em sua mão que antes estava em minha perna, ouvindo com satisfação o crack do osso se quebrando. Ele exclamou algum palavrão em francês e antes do que eu achava possível ele levantou e me grudou na parede com a mão no meu pescoço. Mas ela não se fechava em um aperto com intenção de me matar e sim de me fazer parar. Eu olhei sobre o ombro dele e vi o Matt rolando as escadas lutando com aquele vampiro moreno. O loiro percebendo o meu olhar inclinou a cabeça afim de obstruir minha visão. — O chefe deseja vê-la viva, não me faça te machucar. Eu olhei para o seu rosto ele era bem parecido com aquele que estava no carro, rapidamente prendi seu olhar no meu, seus olhos azuis eram completamente intensos. Foquei minha mente tentando achar um ponto fraco no seu escudo, vasculhando eu encontrei. Ele tinha medo de cobras? Espera ai, cobras?Que tipo de vampiro tem medo de cobras? Eu suspirei. Já sabia o que tinha que fazer, mesmo isso me exigindo uma força mental muito forte, eu entrei por essa brecha em sua mente, eu senti seu escudo tentando fechar. Muito tarde, eu já estou dentro eu pensei sorrindo para ele. Visualizei oito cobras, oito cascavéis subindo em sua perna. Geladas, elas são tão geladas e mortais. Eu introduzi isto na sua mente e vi o pânico em seus olhos quando ele visualizava algo que não estava lá, sentindo algo que não existia. Elas estão subindo, elas vão matar você. Visualizei uma se enrolando na sua cintura, enquanto ele me libertava do seu aperto e dava um passo para trás mas sem se libertar do meu olhar. Elas vão matar você Pierre, eu comando elas e elas vão matar você. Seus olhos brilharam de pânico, sua pupila dilatou e a adrenalina estava em seu sistema. Mate Jane e eu irei mandar elas embora Pierre, Mate-o e eu faço elas morrerem. Eu o comandei e acenei para o seu companheiro negro. Na hora que Jane iria cravar suas presas imundas em Matt, Pierre o acertou mandando-o na parede contraria. Muito bem Pierre, sábia escolha. Agora não pare até matá-lo. Por que enquanto você não matar ele, as cobras não iram morrer, elas estão olhando você. Cercando você. É sua escolha Pierre, ou você mata ou você morre. Neste instante Pierre pegou a adaga do Matt que estava no chão e cravou no peito do seu companheiro, nem se importando com o ferimento que o contato com a adaga lhe fez, após ver o seu parceiro morrer ele se virou em minha direção. Hum-Hum Pierre, não pense nisso. eu levantei meu braço em sua direção fazendo ele visualizar a maior cascavel que ele já vira na vida. Está vendo essa minha amiga? Ela vai matar você se você ao menos pensar em me matar. — Então faça elas sumirem! – ele caiu de joelhos e colocou suas mãos ao lado de sua cabeça – Faça elas sumirem, por favor! Faça elas sumirem! – ele berrou. Eu andei em sua direção agarrando a adaga que estava em sua frente e em um movimento curto a enfiei em seu peito. Saindo do transe e observando ele evaporar lentamente, eu respirei fundo, alisei minhas têmporas me preparando para a maçante dor de cabeça que me acompanhava quando eu usava meu sétimo sentido assim. Logo eu senti as mãos quentes e carinhosas do Matt no meu ombro. — Relaxa, respira fundo. Você fez um bom trabalho. Eu olhei para ele e ele tinha uma expressão assustada em seu rosto. — o que foi? Por que ta me olhando assim Matt? — É que aqueles vampiros não eram normais, eles eram bem mais fortes do que os que nós combatemos até agora. – ele limpou a garganta – e você simplesmente fez o vampiro que era ainda mais forte que o que estava me atacando, se ajoelhar na sua frente implorando pela morte. — Matt o cara tinha medo de cobras! Ele era um fraco. — Se você diz. — Pega a sua adaga, prepara a gold-demodown e cobre a minha retaguarda com a glock – eu falei entregando a adaga – Nós não temos tempo há perder. — Certo, foco. Eu sorri para ele com ironia. Continuei meu trajeto na escada chegando no corredor, esse era um pouco mais estreito e parecia fazer um L gigante, eu respirei fundo, deixei meus sentidos guiarem. Eles me indicavam a esquerda e eu sorri quando visualizei mais um Ravener vindo em minha direção. O Matt atirou sem hesitar no monstrinho, que fez uns sons guturais e evaporou aos poucos. — Boa Matt. — Vai logo Eve. Andei na direção em que o bicho saiu, passando pelos quartos, 610, 609, 608 senti um arrepio intenso na minha nuca, todos os pelos do meu corpo se arrepiaram, meus instintos imploravam para eu sair dali, eu contrai esse sentimento e senti alguém tentando invadir a minha mente, Matt? Parecia ser ele eu parei e olhei em sua direção. — Você ta me chamando? — Não, foco, Ativa o escudo, que eu vou projetar um físico e psíquico em nós dois. Esse era o sétimo sentido do Matt, ele podia projetar escudos que protegiam contra ataques físicos e psíquicos. O seu escudo era bastante forte e em toda academia só eu conseguira atravessar, nem mesmo os anciões. Ele produz um choque que é capaz de mandar o ser 1 metro para trás. — Ok. Eu me virei indo para o 606, meu coração estava martelando. O que os meus sentidos estavam captando era o puro mal, a força bruta e psíquica do mal. Eu sentia agora duas mentes tentando invadir a minha, uma dos anciões e outra do Matt, eu reforcei o meu escudo, ele estava sem falhas. Mas isso quer dizer que o escudo psíquico do Matt não ta funcionando com o que quer que esse cara seja. Chegamos ao quarto 606, eu respirei fundo, foco Eve, foco. Repeti pra mim mesma. Eu olhei para Matt que se posicionava agora do outro lado da porta, olhei mais uma vez em seus olhos amendoados, eles estavam brilhantes agora, a adrenalina em seu sistema fazendo suas pupilas dilatarem e a veia do seu pescoço bombeava o sangue muito rapidamente, ele era lindo. Meu coração inflou e borboletas atingiram o meu estômago. Repentinamente eu me enchi de coragem, eu queria matar esse Samael e correr para os braços de Matt, e eu faria isso o quanto antes. Enquanto ele hesitava com a mão na maçaneta eu acenei com a cabeça e a maçaneta tremeu sobre sua mão enquanto ela ficava em uma cor laranja e Matt tirou rapidamente a mão dali. — Que merda, essa porra me queimou! – ele chacoalhava a sua mão e eu peguei para olhá-la. Estava vermelha mais nada muito grave, não querendo perder tempo eu falei. — Anda, eu vou colocar isso abaixo. Enquanto ele posicionava sua arma eu rezei para o meu salto não quebrar, por que eu realmente gostava dessa bota. Ergui um pouco meu vestido e chutei com toda a minha força sobre humana enquanto a porta ia para o chão eu o vi. Droga será que entramos no quarto errado? Todos os nephilins preferem a aparência de um homem de 30, 35 anos. Esse cara na minha frente tinha no máximo 19 anos. Seu cabelo era preto como carvão e liso caído na altura de sua testa, seus olhos eram de um azul claro e profundo, sua pele era branca, muito branca quase translúcida, ele estava com uma calça de linho e seu roupão de seda estava aberto na frente. Ele olhou dentro dos meus olhos e eu senti sua força demolidora em minha mente, querendo quebrar o meu escudo e não achar uma brecha. Matt notou aquilo, por que eu de repente parei de andar e todas as minhas forças estavam voltadas para deter o que ele estava fazendo em minha mente, tentando invadi-la, ele estava tentando achar meus medos, minhas fraquezas, alguma brecha que o deixasse controlar minha mente. Eu senti o escudo de Matt mais forte do que nunca em minha volta, ele estava estático quase visível no ar, e de repente os ataques pararam e ele sorriu. Seus lábios eram mais vermelhos que o habitual, mas não como se ele tivesse passado batom, era natural. Seus dentes eram brancos e reluzentes.
— Mas que surpresa agradável, acredito que você seja a minha acompanhante sim? Sua voz era sedosa como mel, suave, provocativa. E em um instante tudo que estava na minha cabeça parou. Eu reconhecia esse cara de algum lugar, os seus olhos, mesmo eu jurando nunca ter encontrado ele o reconhecimento caiu sobre mim, ele era o Damon. Eu não podia estar errada, ele era o Damon o baallberith em pessoa. Um flash disparou em minha mente e imagens do mesmo rosto que eu via em minha frente invadiram a minha mente. Todas elas pareciam ser de épocas diferentes, tempos diferentes, vidas diferentes. A ultima foto que ficou em minha mente era de mim, eu em seus braços totalmente entregue, com um sorriso que me dizia que eu estava gostando muito daquilo. Eu estava em frente ao anjo caído que era braço direito de Lúcifer, essa era uma missão suicida. — Pare com isso Damon. – eu rosnei. — Temo que o reconhecimento deva ter penetrado a sua mente mademoiselle, principalmente a parte que mais me agrada... — Cala essa boca! – eu o interrompi. Senti o cheiro podre de enxofre, Ravener. Droga. — Matt, Ravener, destrua-os. Eu senti ele se movimentar rapidamente e ouvi alguns disparos. — Droga Eve, são cinco! Eu continue firme em minha mira olhando para o Damon que agora sorria mais ainda expondo seus dentes ultra brancos. — Você consegue dar conta? – eu falei sem desviar meu olhar. — Sim, foque-se Eve, eu cubro suas costas. Eu andei sobre a porta que estava no chão meu salto fazendo um barulho desagradável. Sem tirar os olhos dele, eu notei que o quarto era enorme e tinha uma bela sacada, na mesa ao seu lado tinha um balde com duas champanhes e duas taças de cristal trabalhadas. — Eve, Eve Bourne. – Ele falou com a sua voz suave como mel – É estranho como o seu nome nunca mudou em todo esse tempo, e você ainda continua linda. Eu parei a poucos metros de distancia, minha arma ainda apontada para o lado direito de seu peito. — Do que você está falando Damon? — Ah Eve, minha cara Eve, em todos esses anos você nunca mudou heim? Temo que meus filhos estavam certos ao seu respeito, você teima tanto em recusar o que você realmente é. — O que eu sou? Eu temo Damon que seus filhos devem saber muito bem o que eu sou, principalmente aqueles que estão no Inferno que, aliás é o seu lugar. Ele deu um passo em minha direção. — Nem mais um passo garoto. Ele me olhou e riu. — Garoto? Não confunda minha aparência com o que sou Eve. — Eu sei muito bem o que se esconde por trás desse seu rosto. — Você sabe? Pois bem, diga-me, estou interessado em saber o tamanho de sabedoria que você possui pequena hunter. — Pequena Hunter? Agora parece que você não está vendo muito bem. Pela primeira vez ele libertou meu olhar, seus olhos passaram por toda a extensão de meu corpo bem definido. E ele voltou a encarar meus olhos com um sorriso malicioso. — Pois bem mademoiselle, vejo que estou mesmo equivocado. Creio que intitulá-la de pequena não é mesmo um termo muito correto. Mas me diga, o que você pensa que eu sou? Ele deu mais um passo em minha direção e eu firmei minhas mãos. — Eu disse mais nenhum passo Damon! — Me diga Eve. – ele falou dando mais um passo. — Já que você insiste eu vou falar – eu rosnei – Eu acho que você é a criatura mais idiota que pode existir em todo esse mundo, essa merda de dimensão. Você deu as costas para quem te criou, tudo absolutamente tudo em você transpira maldade, irradia maldade, suas criações são horrendas, bichos, demônios sedentos de sangue. Luxuria e poder é tudo o que você quer nada mais tem importância, nem mesmo aquelas aberrações hibridas que você criou com humanas importam não é Damon. E eles se comportam como você, e assim como você eles se esquecem que só existe um Deus. – Minhas palavras pareciam atingir ele então eu continuei – você não pode estar aqui Damon, seu lugar é no submundo, seu lugar é servindo a Lúcifer, sendo capacho de suas ordens e se você acha que eu te insultei, que é o que está transparente em seu rosto, bom, lide com a verdade Baallberith. Ele sorriu, mas o sorriso não chegava em seus olhos. — Temo que terei que discordar de você em algumas partes mademoiselle. — Aé mon cherí? Como o que? – eu falei ironicamente. — Eu vou lhe fazer uma confissão. Ele deu mais um passo em minha direção. — Droga Damon! Nem mais um passo! — Eu vou lhe confessar que já amei e que o objeto de meu devoto amor foi tirado de minhas mãos por um mero e soberbo humano. Eu olhei seus olhos azuis, eles estavam brilhantes e ocos. Não existia sentimento qualquer ali, nada. — Você sabe o que é perder algo que se ama Eve? Eu dei um sorriso amargo, eu sabia muito bem o que era. — Sim, eu sei o que é perder alguém que eu amo, suas aberrações tiraram aquilo que eu mais amava de mim. — O que meus queridos filhos te tiraram Eve? — Os seus netos você quer dizer, mataram minha família. — Você está enganada querida Eve, não foram meus netos. Fui eu. Eu olhei em seus olhos que pareciam sinceros. — O que diabos? Não foi você, foi um vampiro eu vi as marcas no pescoço de minha mãe. — O sangue também me agrada mademoiselle. Antes mesmo que ele terminasse a frase, eu disparei minha glock contra o seu peito, descarreguei um pente inteiro e observava as balas entrarem e segundos depois serem ricocheteadas para fora, nenhum ferimento, nada. — Você tem um gênio muito forte Eve, não precisa ser assim. Eu troquei meu pente rapidamente pelo o que estava em meu casaco e voltei a atirar. — Você matou minha mãe! Eu atirei com mais vontade, as balas tinham acabado e as lágrimas correram pelo meu rosto sem minha permissão. — Você matou meu pai! Eu continuei apertando a merda da glock mesmo sem balas. — Minha mãe estava grávida! Como vo-você pode? Ele deu mais um passo e estava a dois palmos do cano de minha arma. — Veja bem Eve, eu quero que você sinta. Sinta a dor que eu senti, que eu fui obrigado a carregar por todos esses milênios. — Não se aproxime, ou eu mando você para o inferno. Eu juro por Deus que eu enfio minha adaga no seu peito. — Você está sentindo Eve? O gosto metálico irradiando em sua boca, o desejo por vingança correndo em suas veias, a sua raiva te cegando e deixando um foque só aqui. – ele apontou seu peito do lado direito – Você quer me mandar junto de Lúcifer, por que eu tirei tudo o que você mais presa, por que o sangue de sua mãe correu em minhas veias. Mas depois que você fizer isto como já fez antes, o que vai acontecer? Seu desejo ainda vai estar em seu sistema, seu ódio vai corromper seu pensamento mademoiselle, mas você já fez o que pode e então não te restará nada mais a não ser esperar 6 anos e me mandar de novo para o submundo, isso nunca vai extinguir sua dor vai? — Mais pode aliviá-la. — Mas se você pudesse me fazer sentir a mesma dor que eu te impus, isso seria melhor que qualquer outra coisa, por que você saberia que eu iria viver a eternidade sofrendo, e ai sim sua vingança seria completa e você poderia até sorrir novamente. — Para com essa merda! Você não se importa com nada! — você entende Eve? Eu tirei aquilo de você para você sentir como é amargo o gosto do ódio e da solidão, só assim Eve você vai entender o real sentido da dor na qual me deu. E nós compartilharemos um só sofrimento. — Eu nunca fiz nada pra você! Essa é a primeira vez que eu te vejo, você é doente, um merda de um doente, eu não tenho mais nada para perder pra você! Você já tirou tudo que eu amo! — E aqui estou eu de novo, vendo você me insultar como se eu não significasse nada pra você. Como se você não soubesse no fundo do seu ser que me ama e que eu amei você. Seus olhos agora mostravam irritação, magoa, dor, saudade. — Você é doente – eu repeti perplexa. Como um monstro daquele podia dizer que me amava? É mentira ele só quer me confundir, ele nunca amou ninguém ou amou? Como eu poderia acreditar em um monstro desses? Mas... Os olhos dele pareciam tão... Sinceros. — Eu não sou doente Eve, Je vous ai aimé tout ce temps. — O que significa isso? — Eu te amei todo esse tempo querida Eve. — Ma-mais por que você matou meus pais? Ele me olhou mais intensamente, como se isso fosse possível. Seus olhos azuis eram tão... Bonitos. Ele sorriu. — Ah minha querida Eve, de que jeito mais nós poderíamos ficar juntos? Eu vou estar ao seu lado, eu vou ser tudo o que você precisar. Ele deu mais um passo e minha arma encostou em seu peito, olhei em seu peito, sua pele branca parecia tão convidativa, seu abdômen parecia ser macio e musculoso, seu cheiro era doce, úmido, convidativo.Lentamente ele tocou a arma, eu olhei novamente os seus olhos que agora estavam calorosos, ele sorriu novamente e percebi que ele tinha covinhas adoráveis, e-eu... eu queria sentir a textura de sua pele que parecia ser tão macia. Eu soltei a arma em suas mãos e ele jogou-a longe se aproximou mais um pouco, ele estava tão perto que eu senti o seu cheiro e algo em mim se acendeu, eu o desejava tanto quanto ele me desejava agora. Deliberadamente ele passou seu braço esquerdo em volta de minha cintura e repentinamente eu senti um frio, mas não era desagradável na verdade eu o queria mais perto, perigosamente perto. Quase lendo a minha mente ele colou seu corpo no meu e minhas mãos encostaram em sua barriga que apesar de macia era dura. — Eve, se entregue para mim... Se permita como você fez a tanto tempo atrás...- ele mordeu minha orelha – eu sinto sua falta. Sua voz era suave e sedutora e eu quase gemi ao ouvi-la em meu ouvido, eu arqueei meu tronco para trás e suas mãos agora percorriam minhas costas descendo em meu quadril chegando a barra do meu vestido levantando-o. — E-eu.. Damon e-eu.. – eu tentei murmurar algo inutilmente. — Shhh.. Entregue-se ao prazer que só eu posso lhe proporcionar Eve, entregue-se a mim, faça amor comigo Eve. – ele falou sedutoramente olhando no fundo de meus olhos. E em um ímpeto eu tirei seu roupão de seda, minhas mãos quentes percorreram sua pele gelada, eu senti vagamente ele tirando meu casaco, suas mãos ainda estavam vorazes em meu quadril e ele encostou seus lábios nos meus. Nesse momento eu ouvi vagamente alguém berrando o meu nome, seus lábios me proporcionavam tanto prazer que eu me senti em chamas. Eu ignorei tudo em minha volta. — Eve! Eve! NÃO! Eve! Ele vai matar você! – gritou alguém desesperado. Eu interrompi o beijo olhando para os seus olhos azuis, tinha algo errado, eu não devia estar aqui, eu não podia, eu não conseguia lembrar. — Eve, Ah Eve, querida Eve, seu gosto é tão bom quanto antes, como eu consegui passar esses anos sem você doce Eve. — hmm, Damon, e-eu tem algo errado. Seus lábios desceram para minha clavícula. Eu ouvi novamente alguém berrando meu nome. — EVE! NÃO! EVE! Olhe para mim EVE! EVE! NÃO! Eu olhei para a origem dos barulhos, vendo um homem com uma adaga combatendo ferozmente alguns animais. — Eve olhe para mim, você me deseja e não ele. Eu olhei novamente para o rosto angelical de Damon, seus olhos agora não estavam mais tão convidativos. Eu olhei novamente para aquele homem que me chamava, meu cérebro estava turvo com uma nevoa envolvendo-o, eu me forcei a pensar através daquela nevoa irritante, Matthew, era ele. Damon, eu tenho que matar o Damon. E o que diabos esse cara tava fazendo com a mão no meu quadril? — EVE! EVE! O escudo! EVE! É o encanto! EVE! Se afaste dele! Minhas mãos estavam ainda em suas costas. E eu entendi então o que estava acontecendo, ele estava me manipulando. Usando o meu próprio sentido contra mim. Seus lábios agora estavam em meu pescoço descendo para meu colo, eu sentia suas intimidades pressionadas contra a minha e eu fui tomada por um nojo repentino. Eu puxei sua cabeça na altura dos meus olhos, olhando novamente para os seus olhos que pareciam estar famintos, a luxuria era evidente ali. Eu me aproximei de sua orelha e sussurrei. — Acontece Baallberith, que você não me dá ordens e o que eu quero está logo atrás de mim. Eu dei uma joelhada no meio de suas pernas e o empurrei com toda minha força. Sua expressão era lívida, cheia de ódio, rancor e ainda saudade. — Eve! Reforce seu escudo! Não ouça mais a voz dele! Eu – eu ouvi o barulho de socos – eu já estou indo! Me aproveitando da distração do Damon eu abaixei e tateei o meu casaco em busca de minha gold-demodown. Eu não podia mais prolongar isso, se não fosse a voz de Matt, só Deus sabe o que eu estaria fazendo agora. Eu corei de raiva, o Matt certamente viu as mãos imundas de Damon em mim, o que ele iria pensar? Droga ele ia me pagar.
— Eve, por favor. – Damon falou sedutoramente – eu não quero matar você, fique comigo, é a ultima vez que eu lhe peço, fique comigo. Ele estendeu seu braço em minha direção. Eu reforcei meu escudo sentindo agora a neblina em minha mente se dispersar. — Não me leve a mal, mas você não faz o meu tipo. Em um movimento muito rápido eu pulei nele fazendo a faca que estava em meu antebraço direito deslizar em direção ao seu peito. Como o escudo do Matt, no momento em que a faca iria adentrar em sua carne, algo me repeliu e eu bati com um baque surdo na parede a minha esquerda. — Quando você vai aprender Eve, é preciso muito mais que essas facas para me mandar de volta? Você está começando a me irritar. Eu passei a mão em minha cabeça, sangue escorria em meio ao meu cabelo e uma dor aguda pinicava meu crânio. Com um movimento de suas mãos para cima, eu senti uma força invisível me colocando em pé, quando eu senti o chão sob meu sapato eu tentei ir em sua direção, então eu senti aquela mesma força me levantar a meio metro do chão. — NÃO! – eu ouvi o rugido gutural saindo de alguém atrás de mim. — Matt! Fique onde está! Matt! Não faça isso! – eu supliquei com a voz rouca. Ele olhou em minha direção e sorriu, seus olhos perversos pareciam estar se divertindo. Eu vi Matt correndo em sua direção e os dois Raveners atrás dele que viraram fumaça rapidamente. Eu o vi sacar sua gold-demodown e ir em sua direção. Damon me jogou no chão violentamente e mandou o Matt para parede contrária mantendo suas duas mãos concentradas em Matt, deixando ele preso e lhe sufocando. — NÃO! Damon! NÃO! Eu olhei o rosto do Matt retorcido em uma careta de dor sendo esmagado contra a parede. -Mate-o! – ele tentou berrar, mais eu só ouvi um sussurro. Não Deus! Ele não pode! Não! Eu paralisei em meu lugar. — Use o escudo Matt! O escudo! Ele apenas balançou a cabeça. Eu encarei Damon tentando achar uma brecha em sua mente, tentando desesperadamente salvar o Matt. Nada, eu deparei com um profundo escudo que não me revelava nada. Desespero inundou minha garganta, eu tinha que salva-lo. Idiota! Como eu fui idiota perdendo todo esse tempo! — E como você se sente Eve? Parece que você mentiu, você ainda tem algo a perder. Ele sorriu e lágrimas começaram a manchar a minha visão. — Não Damon! Por favor não! — Como você se sente mon cherí? – ele falou calmamente – como você se sente sabendo que tudo que você ama está sendo tirado de você e você não pode fazer nada? — Eu não sinto! – eu berrei – EU não sinto nada! Por que você não vai tirar mais ninguém de mim! Eu tentei ir em sua direção mas uma barreira invisível me prendeu em meu lugar. — Você não me dá ordens Eve. Ele girou sutilmente a sua mão. E tudo aconteceu rápido demais. Eu olhei em direção ao Matt, e vi a vida saindo de seu olhar lentamente, seus olhos castanhos amendoados perdendo o brilho que eu tanto amava, seus protestos se calando, seus lábios secando e ele caindo. Eu te amo ele sussurrou enquanto caia e lentamente fechava seus olhos. Um som gutural saiu de minha garganta sem minha permissão. Enquanto eu via o meu parceiro, o meu amor, a única coisa boa que restava em minha vida, caindo morto. Morto. Não tinha mais volta, nada que pudesse reverter, ele estava morto. Eu vi o brilho saindo de seus olhos que agora estava inconscientes e fechados para sempre. A realidade desses pensamentos me invadiu brutamente. Morto, para sempre.Eu nunca mais iria poder ver o seu sorriso cintilante, o orgulho em seus olhos, nunca mais iria poder sentir seus lábios nos meus, por que agora ele estava morto. E em um segundo eu pude ouvir tudo que eu queria que ele falasse, que me amava. Raiva. Desespero. Dor. Eu lembrei das palavras que ele falou no carro. Não pare até você acabar com ele, não importa o que aconteça. A fúria invadiu meu corpo, entorpecendo-o. Eu puxei minha adaga e fui em direção ao Damon. Eu sentia o meu sétimo sentido irradiando poder, eu quebrei sua força invisível e fui em sua direção. Eu senti o poder crescer dentro de mim, eu senti a raiva me dando força, eu invadi seu escudo mental quebrando-o em mil pedaços. Agora Damon, eu não tenho mais nada a perder. eu berrei mentalmente. Enfiei a adaga no lado direito de seu peito olhando sua expressão abismada, chocada com tamanha força, eu olhei pra ele com o sangue preto escorrendo de seu peito. — Agora Baallberith, você vai voltar pra onde você pertence e eu vejo você daqui a seis anos. – eu falei trincando meus dentes. Com um curto movimento passei a adaga em seu pescoço, cortando sua cabeça. E lentamente eu vi ele se dissolvendo no carpet, até não sobrar mais nada. Foi ai então que eu rompi em lágrimas e fui em direção ao corpo de Matt, ele estava caído junto a parede. Seu peito se moveu lentamente e um sopro de esperança me invadiu. — Matt, Matt! Você ta me ouvindo? – eu falei me atirando em sua direção, eu o puxei lentamente e coloquei sua cabeça em meu colo. — Matt! Por favor, por favor, Matt respire! – eu chorei desconsoladamente enquanto tentava fazer respiração boca a boca. Seus olhos se abriram mais uma vez, eles estavam desfocados. — Matt! Respire, eu já matei o Damon, ele está morto! Por favor Matt! Acorde! Matt não me deixe não agora, nós conseguimos você me salvou! Minhas palavras desesperadas se misturaram com o choro que rompeu minha garganta. — E-eu, Eve... — Ele sussurrou fracamente. — Shhh, está tudo bem agora Matt, fique comigo, não feche seus olhos, por favor, não vá. — Me desculpe Eve – ele sussurrou com a voz fina demais – e-eu amo você... você sa-sabe não é? — Eu sei Matt eu sei, eu também te amo, eu sempre te amei por favor Matt, fique comigo! Não Matt! Seus olhos fecharam lentamente enquanto uma lágrima escorria de seus olhos castanhos, a primeira e ultima vez que eu o vi chorar. — NÃO MATT, NÃO! – eu berrei desesperada. Eu assisti ele dar sua ultima respiração sôfrega, suas feições se contraíram mais uma vez e lentamente seu rosto relaxou, seu rosto estava calmo e tão lindo que roubou meu fôlego, Matt, você não pode, Matt, eu abracei seu corpo que lentamente esfriava, inspirei pela ultima vez seu cheiro almiscarado que eu tanto amava e pela primeira vez na minha vida eu desmaiei. Cortei o contato de minhas mãos, voltando ao presente. Eu pisquei lentamente e as lágrimas ainda escorriam por todo o meu rosto. Eu sentia meu coração ser repuxado de todos os lados, eu o sentia sendo esmagado. Eu o mandei para o inferno, mas como o próprio Damon falou, isso não diminua a minha dor, a dor de saber que tudo que eu amo nesse momento está morto. — Ele matou minha família e vocês sabiam. Ninguém negou, os anciões agora abaixaram a cabeça. — Vocês nos mandaram sozinhos, pra merda da missão! E agora vocês viram o que Matthew Simon fez! Ele sacrificou a sua própria vida por toda essa merda toda aqui, e vocês nem ao menos fizeram um memorando, uma homenagem. Vocês não reconheceram nada, vocês são frios, eu não sei o que é pior, se é enfrentar o Damon em pessoa, ou se é olhar pra cara dos quatro cúmplices dele. Dominic olhou em minha direção, ele estava chorando. — Nós devemos falar para ela Alfred. — Não Dominic, fique quieto. Eu olhei na direção do velho ancião. — Fale agora o que vocês tiverem que falar, eu não to de brincadeira – eu rosnei – Vocês ouviram eu não tenho mais nada a perder. Eles certamente sentiram o meu sétimo sentido emanando o poder que estava guardado dentro de mim. — Agora! – eu berrei. — Você está nos ameaçando Eve Bourne? – Claus falou apático. Eu caminhei em sua direção visualizei aquela mão imaginaria e o levantei no ar assim como Damon fez comigo, eu sentia o meu sétimo sentido emanando energia por todo o meu corpo. Algo dentro de mim despertando, um lado desconhecido e selvagem. Meus poderes se ampliaram e agora eu simplesmente sabia o que fazer e a hora de fazer. Eu levantei minha mão assim como Damon fez. E o velho ancião subiu meio metro. — FALEM AGORA! Então Domenic começou a falar.
Notas finais
geente, deixem seus review's *--*
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