The Ghost Of Her
6 .6.
Frank havia voltado para casa. Olhou para o telefone, que piscava 37 mensagens na secretária eletrônica. Na verdade, ele não se importava. Desligou o telefone do plug e foi para o banheiro.
Caminhava e se movia automaticamente. Recusava-se pensar. Retirou suas roupas e entrou debaixo da ducha fria. O primeiro jato, parecia-lhe agulhas furando sua pele, mas, aos poucos, foi se acostumando com a temperatura. Apoiava-se na parede com as duas mãos, enquanto deixava que o jato do chuveiro acertasse sua cabeça. Mantinha os olhos fechados. Não queria olhar a sua volta. Não queria lembrar de nada... Nem que ali, naquele mesmo box, por inúmeras vezes, fez amor com sua amada Gwendolyn.\"- Frank! Cuidado! — Gwen disse quando Frank a puxou pela cintura em um dos banhos que compartilharam.Ambos encontravam-se ensaboados, o que facilitava um escorregão. Ele a abraçou e ambos ficaram embaixo da ducha fria, enquanto trocavam beijos cada vez mais ardentes. As mãos de ambos exploravam o corpo alheio da forma mais íntima possível.Ele mordiscava-lhe o pescoço, enquanto puxava-lhe a coxa, mantendo-a em sua cintura e pressionando o corpo contra o feminino. Gwen soltava leves suspiros e gemidos, algo que o excitava, que o fazia querê-la mais e mais. Caminhou com ela de encontro a parede e puxou-lhe a outra perna, fazendo com que ela o enlaçasse com as duas e a penetrou enquanto beijava e sugava seu pescoço, colo, seios...Ela seguia seu ritmo e seus corpos se encaixavam com uma precisão incrível. Ambos chegaram ao auge e repetiam tudo mais uma vez, e outra... e outra...\"Suas lágrimas misturavam à água do chuveiro que escorria por seu rosto. Ele precisava de Gwendolyn mais do que necessitava do ar para sobreviver. Não conseguia imaginar como seria sua vida sem ela... Nem queria fazê-lo...Gerard parou em frente à casa de Frank. Perdeu as contas de quantas vezes teria ligado para o amigo, sem obter resposta. Por isso, decidiu que visitá-lo seria o melhor a ser feito.Tocou a campainha uma vez. Duas vezes. Três vezes... Quinze vezes e não havia obtido resposta alguma. Olhou pela janela, viu algumas roupas jogadas ao chão. Eram as mesmas que ele usara no velório de Gwendolyn. Ele estava em casa! Gerard não se daria por vencido:- Frank! Frank Iero! Abra já esta porta. Ficarei aqui até escurecer, não me importo, mas não irei embora até falar com você.Gerard continuava a tocar a campainha, bater na porta e gritar pelo amigo sem obter resposta alguma. Depois de algum tempo, Frank abre a porta, com o rosto muito vermelho, todo enrugado por ter ficado tempo demais debaixo do chuveiro e muito mal-humorado:- Você não se toca que não quero ver ninguém?- Você não quer me ver, mas me verá. Não quer conversar, mas precisa... Você não poderá se isolar do mundo para sempre, Frank...Frank olhou para Gerard com os olhos marejados pelas lágrimas.- Não foi você que perdeu o grande amor de sua vida... Não foi você que teve que voltar para casa e lembrar que tudo o que viveu com ela nunca mais voltará ou repetirá. Não foi você que se abraçou às roupas dela para assim sentir seu perfume e sentir-se junto a ela...- Frank...- Não Gerard! Não! Cansei desta vida... Ninguém sabe o quanto estou sofrendo... Ninguém!- Frank... — Frank olhou para Gerard ainda chorando. — Eu estou aqui, cara. Sou seu amigo. Vim aqui para ficar contigo e daqui não sairei. — Frank olhou para Gerard e o abraçou, enquanto, entre soluços, desabafava em um choro sentido. — Vamos, Frank. Vamos entrar. Farei um café pra você e conversaremos... - Você fazendo café? No thanks! Deixe que o café eu mesmo faço... Você é um desastre.Ambos riram levemente e adentraram a casa de Frank.Grace estava tão compenetrada avaliando a reportagem com as fotos antes de enviar para a edição que não viu quando uma segunda pessoa adentrou o ambiente. Sentiu duas mãos agarrarem sua cintura por trás e uma voz, com um hálito morno, em sua nuca:- Vim buscar minha recompensa...Assim dizendo, Jared a virou decididamente para si e colou seus corpos.- J-jared! — ela o encarava assustada. As folhas, quais ela examinava anteriormente, encontrava-se ao chão, com o susto.- Shhh. Não fale nada, sweety. Não fale nada... — assim dizendo a beijou possessivamente e intimamente, surpreendendo-a e excitando-a com a tão adorável surpresa...Sally andava distraidamente pela rua, quando um pivete pegou sua mochila, carregada apenas em um ombro, e saiu correndo com a mesma.- Ahhhh não! Votla aqui seu fidumaéguaparteira!Sally começou a correr atrás do pivete sem olhar para os lados ou em qualquer coisa a sua frente que não fosse o ladrãozinho. Quando estava quase o alcançando, ele jogou a mochila para trás. Sally a pegou e o perdeu de vista. Praguejou alto, queria dar uma lição naquele moleque, mas ele havia fugido. Virou-se bruscamente para retomar seu caminho e se esbarra em uma mulher, fazendo com que ela entornasse café em si mesma.
- OMFG! Desculpe-me, sim?- Não... tudo... — a mulher olhou para Sally e sorriu. — bem... Sou Shirley Manson.Sally não estranhou o sobrenome, mas deixou passar despercebido. Estendeu a mão e apertou a dela.- Sally Mayfair. Posso... pagar o café que a fiz entornar?- Desde que tome um comigo também...- Tudo bem... — Sally olhou para o relógio. — Tenho tempo mesmo... A biblioteca ficaria para outro dia...
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