Notas iniciais
Oi pessoal! Depois de mais de dias, aqui está o novo capítulo, então espero que gostem e boa leitura à todos!

Claire não tinha ligado para a polícia, ela simplesmente tinha ido embora Yamashita Park, deixando o corpo de seu ex-marido no mesmo local onde estava. Quando se aproximava de casa, ela nota uns respingos de sangue na calçada. Curiosa, ela segue o rastro, indo parar no beco onde estava o corpo de Jade.

– U-Um c-corpo!? O que isso faz aqui?! Melhor eu sair logo daqui... – Claire sai correndo para sua casa, mas alguns metros depois, ela acaba entrando no beco onde estava Kei, morta. – O quê está acontecendo comigo?! – ela continuava correndo, até conseguir chegar em casa. Assim que entra em seu apartamento, ela vai lavar suas feridas, para que não inflamassem. Chorando, ela pega todos os pertences de Samuel e coloca em um enorme saco de lixo, deixando na entrada do apartamento. – Amanhã, quando o caminhão de lixo passar aqui, eu vou apagá-lo de minha vida.


Petra acabara de acordar. Ela tinha sonhado com sua morte.

– Eu não vou morrer! Não até matar todos aqueles inúteis! – ela pega a mesma foto de turma. – Vejamos... Jean... você era um dos idiotas que me insultavam... Que tal morrer hoje? HAHAHA!!! ADOREI A IDEIA!!! JEAN... HOJE VOCÊ DESCOBRIRÁ COMO É A MORTE!!! – Petra faz um risco sobre o rosto do jovem louro, com olhos amarelados.


Durante aquela mesma madrugada, a delegacia central de Yokohama recebera uma ligação anônima, dizendo que tinha encontrado três corpos, mas na verdade, quem estava ligando, era ninguém mais, ninguém menos do que a própria Petra.

– Senhor! Recebemos uma ligação dizendo que foram encontrados três corpos, sendo que um deles está no Yamashita Park.

– Me dê o endereço dos outros dois corpos.

– Aqui está, Senhor.

– Mande viaturas para esses locais agora! E prepare uma para mim também.

– Sim, Senhor!

Chegando em um dos locais, Kepler vai em direção ao corpo.

– Nossa, esse corpo está todo ferrado.

– É uma pena isso ter acontecido.

– Mande esse corpo para autópsia.

– Sim, Senhor!

– Agora vamos procurar por pistas.

Depois de um certo tempo, Kepler e Sadi se juntam para ver o que tinham conseguido.

– O que você encontrou, Sadi?

– Um fio de cabelo, e o Senhor?

– Uma digital de sangue. Bem, vamos mandar tudo isso para o escritório. Faça esse favor para mim, Sadi.

– Sim, Senhor.

– Bem, vamos para o próximo local.

Agora eles estavam no Yamashita Park, onde estava o corpo de Samuel.

– Como sabe que o nome dele é esse, Senhor?

– Está escrito na identidade dele.

– Ah, desculpe minha falta de atenção.

– Bem, já sabemos que o nome desse senhor é Samuel Kobayashi. Agora envie o corpo para a autópsia, junto do corpo daquela jovem.

– Sim, senhor!

Depois de encontrarem mais algumas pistas e estudá-las, eles foram para o último local.

– Mais um corpo de uma jovem, né?

– Não duvido nada que seja mais uma vítima da Petra. – o celular de Sadi toca. – Com licença. Alô? Ah, olá John. Alguma pista nova? Entendi, obrigado. – ele desliga. – Era John no telefone, ele passou algumas informações.

– Quais?

– Bem, o nome da jovem encontrada no primeiro local é Jade Guzzi Ito, filha de uma italiana com um japonês.

– Entendo...

– Ela também pertencia à turma 8-A, e era bem popular.

– Interessante... O que será que Petra tem contra a turma?

– Não tenho idéia, Senhor.

– Será que ela sofria bullying?

– Talvez.

– Eu chequei os registros, e descobri que a família dela está desaparecida faz anos.

– Mas o que tudo isso tem a ver?

– Ainda não sei, mas nós vamos descobrir.

– Quer que eu mande o corpo dessa jovem para a autópsia, né?

– Faça isso, por favor.

– Sim, Senhor!

– Eu vou procurar por pistas. Enquanto isso, volte para a delegacia e converse com John.

– Sim, Senhor. Farei isso. Até mais.

– Obrigado. Até.

Logo de manhã, Claire recebe uma ligação.

– Alô?

– Bom dia, por favor, poderia falar com a senhora Kobayashi.

– É ela, pois não?

– Aqui é da delegacia central de Yokohama. A senhora poderia comparecer hoje para um depoimento?

– D-Do q-que se t-trata? – Claire gagueja, imaginando na possibilidade de que fosse o caso da morte de seu ex-marido.

– Sinto muito, mas não posso informá-la sobre isso por telefone. Às 13:00 a senhora poderia vir aqui.

– Eu devo estar no trabalho, mas vou conversar com minha chefe e vou sim à delegacia.

– Entendo, então estaremos lhe aguardando. Obrigado.

Os ponteiros do relógio marcavam 13:00 quando Claire estava passando pelas portas de vidro da delegacia.

– Boa tarde, senhora, posso ajudá-la?

– Boa tarde. Eu sou Claire Kobayashi e vim para dar um depoimento.

– Ah, sim. Um minuto, por favor. – o atendente vai até uma sala, fala com alguém e volta. – Então, siga aquele senhor.– ele aponta para Sadi.

– Ah, obrigada.

Sadi leva Claire até uma certa sala, onde tinha um copo d’água sobre a mesa.

– Senhora Kobayashi, espere aqui, por favor.

– Tudo bem.

Depois de alguns minutos, um detetive entra na sala.

– Senhora Kobayashi, boa tarde. Sou o detetive Kepler.

– Ah, boa tarde. Sou Claire Kobayashi.

– Então, espero que a senhora encare isso com seriedade... Na madrugada de hoje, recebemos uma ligação anônima dizendo que tinham encontrado três corpos — Claire arregalou olhos, pensando no fato de seu marido estar envolvido, já que ela tinha encontrado o corpo de outras duas jovens. -, sendo que um deles era de seu marido, Samuel Kobayashi. Fizemos vários testes e procuramos por pistas, e encontramos um fio de cabelo nas roupas dele. – Kepler pega uma foto e coloca sobre a mesa. – A senhora reconhece esse rosto?

– O que tem a foto da Sasha?

– Sasha?

– Sim, o nome dessa menina é Sasha, não?

– Sinto muito, mas o nome dela é Petra Hanna Miura. A senhora não está confundindo com mais ninguém?

– Não! Tenho certeza de que é ela!

– Desculpe perguntar, mas o que são esses cortes em seus braços?

– Eu... – Claire abaixa o rosto. — Eu tinha chegado na noite de ontem, quando meu marido estava me esperando. Eu queria conversar com ele sobre o pedido de divórcio, e ele parecia tranquilo sobre o assunto. Depois que nós jantamos, fomos passear no Yamashita Park. Foi quando ele nos afastou do povo do parque e tirou uma faca da manga, me ameaçando de morte se eu não continuasse com ele.

– Entendo...

– Foi nessa hora que a Sasha apareceu e me protegeu. Eu nunca a tinha visto antes, mas ela parecia ser tão gentil.

– O que ela vestia?

– Ela vestia um sobretudo preto, blusa branca e usava uma saia vermelha plissada. Usava de arma dois Sais e uma bota preta de salto cone.

– Desculpe dizer, mas você acabou de dizer como é a Petra. Ela é uma assassina, que já matou 9 pessoas da turma 8-A, no qual ela pertencia. A principal suspeita disso tudo é bullying. Ainda não conversamos com os alunos da turma, mas faremos isso assim que pudermos. Sua família está desaparecida, e não possuem evidências de como isso ocorreu.

– Então o senhor está dizendo que ela é uma assassina? – Claire não conseguia acreditar naquilo.

– Sim... Mas uma coisa me deixou curioso. Por que a senhora não ligou para a polícia naquele momento?

– Eu estava muito nervosa. Eu simplesmente sai correndo para minha casa, mas eu acabei encontrando outros dois corpos no caminho.

– Por acaso eram esses corpos? – o detetive mostrou a foto dos corpos de Jade e Kei.

– E-Eram sim.

– Bem... Vou chamar Sadi, meu assistente, para coletar mais informações de seu depoimento. Com licença. – Kepler sai e Sadi entra.

Kepler estava saindo da delegacia para clarear sua mente. Enquanto andava, ele passa por uma menina que usava uma máscara dourada, cobrindo seu rosto. Mas ele tinha reparado em suas roupas: ela usava o mesmo sobretudo preto, a mesma blusa branca e a mesma saia vermelha plissada. Seu cabelo era castanho claro e seus fios eram lisos.

Na hora, o detetive travou e não soube agir. Ele se distanciou um pouco e ligou para Sadi.

– Senhor, o que houve?

– Sadi, eu acabei de passar pela Petra!

– Como assim?!

– Eu precisava avisar isso à você. Eu vou prendê-la agora, custe o que custar.

– Boa sorte, Senhor! – e Sadi desliga.

Kepler começa a seguir Petra até um certo beco, onde consegue encurralá-la.

– Petra Hanna Miura... – ele mira a arma para ela. — Em nome da lei, você está presa!

Notas finais
E então, gostaram? Espero que sim! Por favor, comentem o que acharam da minha fic.