The Genocide
8 Não Desistirei
Notas iniciais
Já era final de tarde quando Jean acabara de chegar em casa. Ele entra em seu quarto, joga suas coisas num canto qualquer e se joga na cama, ligando a televisão. O volume da televisão estava muito baixo, então ele aumenta, pois queria saber o que se passava naquele momento. A televisão ligara no canal de notícias, e a repórter dizia:
– Neste exato momento, o provável responsável pelos assassinatos em série da turma 8-A do Colégio Ayumi, Petra Hanna Miura está sendo presa. A jovem é suspeita de matar 9 alunos da sua classe, além de um adulto que não tinha nenhuma relação com nenhuma das outras vítimas. O motivo pelo qual ela fez tudo isso é desconhecido até então. Voltaremos logo para mais informações.
Jean não se mexia. Ele estava surpreso demais para fazer algo. Boquiaberto, o jovem largara o controle remoto, que caíra no chão. “Petra era a assassina?”, pensava o jovem. Como ele aceitava aquilo? Ele não aceitava. O fato de uma colega de classe dele ter matado seus colegas era muito impactante. Agora ele tinha certeza de que ela era realmente louca!
Enquanto isso, Kepler levava Petra para a delegacia. Ele queria interrogá-la e esclarecer tudo o que tinha acontecido até agora. Chegando lá, ele a protege das câmeras e leva a mesma para uma sala fechada, onde interrogaria a acusada.
– Petra Hanna Miura, certo?
– O que você quer?
– Quero saber o porquê da senhorita ter matado 10 pessoas?
– Por que todas elas eram um lixo!
– E por que eles eram um lixo?
– Eles me ignoravam quando eu era da classe deles... O Senhor sabe o quão ruim é ser ignorada por 23 pessoas?! – Kepler notara que Petra segurava suas lágrimas.
– Mas você sabe por que eles te ignoravam?
– Eles diziam que eu era estranha e que por isso eu ficaria sozinha...
– E por isso você matou 9 pessoas da sua turma?
– Se eles não me aceitavam, eu também não iria aceitá-los. Então, resolvi matá-los, assim, todos aqueles que eram amigos deles iam se sentir sozinhos, como eu sempre me senti.
– Mas você sabe que isso é errado? Matar pessoas porque elas não queriam ser seus amigos?
– Que se ferre se é errado! Eles me ignoravam! Por que eu deixaria eles numa boa depois de não gostarem de mim?! Eu sou perfeita, melhor do que todos eles... Eu... sou perfeita – Petra não demorou muito para chorar. – Eu... não sou perfeita...
– Entendi... Sinto muito você ter passado por tudo isso. Eu sei como é ruim ficar sozinho, mas o que a senhorita fez é errado. Pior, é crime!
– Se vai me prender, então ande logo com isso.
– A polícia vai te submeter a exames psiquiátricos. Enquanto isso você ficará num reformatório.
– Tsch, que seja, mas lembre-se... Eu não vou ficar presa por muito tempo.
– Eu vou fazer você ficar presa por muitos anos.
– Hahahahaha, vai nessa...
– No mínimo uns 20 anos.
– Ninguém pode me deter.
– A polícia pode.
– Nunca!
– A justiça SEMPRE prevalece!
No dia seguinte da captura de Petra, Nero e Viola conversavam sobre o incidente.
– Vocês viram no noticiário de ontem? – pergunta Viola.
– Sim! A Petra foi presa. – Nero responde.
– E pensar que ela realmente matou nossos amigos...
– Aquela vadia vai pagar por isso! – grita Gale – Tomara que ela pegue prisão perpétua!
– Acalme-se Gale, nós não podemos fazer nada. A culpa é nossa também. – fala Nero.
– Não! Ninguém mandou ela ser estranha, por isso a gente não falava com ela!
– Ela é a Petra. Cada um é si mesmo, sendo estranho ou não. Eu não acredito que todos nós ignorávamos a coitada... – diz Viola.
– Exatamente como você falou! Ela mostrou como ela realmente é desde o dia que nos contou que matou seus parentes.
– Petra é idiota! Só isso que eu tenho a dizer. – Cathy se intromete.
– Quem te chamou pra conversa? – Gale pergunta.
– Gale, não precisa ser tão grosseiro. – diz Viola.
– Não me lembro de Nero e Viola te chamando pra conversa também.
– Cale-se, eles são meus amigos, então eu posso fazer o que eu quiser em relação à eles.
– Você é outro idiota por achar isso.
– Hey, vocês também não precisam brigar. – Nero tenta acalmar os dois.
– Desculpa Nero, mas o papo aqui é entre mim e Gale. Não quero que vocês dois se envolvam.
– Olha como fala com eles!
– Chega vocês dois! – Kimi grita pros dois.
– Sai daqui! – falam Gale e Cathy, empurrando Kimi para o chão.
– Ah, então vai ser assim é? – Kimi se levanta e dá um soco nas costas de cada um, fazendo-os caírem no chão.
– Você é louca? – Cathy se irrita.
– Qual seu problema? – Gale vira para Kimi, com um olhar mortal lançando para ela.
– Eu e o resto da sala já nos irritamos com a infantilidade de vocês, então já podem parar de discutir por uma coisa tão idiota como essa.
– Eu... – Cathy abaixa o rosto, e quando levanta, a mesma já estava segurando suas lágrimas. – Eu não contei, mas eu quase fui morta por ela... Ela matou muitos da turma! Eu vou matá-la, não importa se ela está na prisão... EU VOU MATÁ-LA!
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